O Livro do Mês é o pequeno, barato, mas valioso Histórias de Dinheiro da Bíblia, organizado pela Sociedade Bíblica do Brasil. Para participar deste primeiro sorteio do ano, basta constar na lista dos seguidores do Twitter @Ler_pra_crer [o sorteio será após as 22h de hoje. Sinta-se à vontade para convidar outros, dando RT nos tuítes de divulgação.]
Seguem trechos da introdução do livro, algumas informações da contracapa e a apresentação de uma das histórias selecionadas:
Chama a atenção como são abundantes na Bíblia as expressões proverbiais e ditos populares que descrevem a maneira como lidamos com dinheiro, bens, riquezas e tempo. O Antigo Testamento relata uma série de histórias que giram em torno de finanças. As pessoas que receberam a bênção de Deus normalmente tinham grande riqueza. Ao mesmo tempo, não são poucos os avisos que alertam sobre a maldição que pode vir sobre essa fortuna. O dinheiro na mão de uma pessoa pode inebriá-la, fazendo com que se perca e seja lançada no fundo do poço. No Novo Testamento encontramos diversos conselhos, apelos, advertências e orientações pastorais sobre o modo correto de lidar com o dinheiro. Até Jesus parece falar muito mais sobre dinheiro do que sobre céu e inferno. Ele sabe que isso faz parte do dia a dia dos seus ouvintes e vê uma necessidade especial de dar esclarecimentos para que haja um uso do dinheiro que seja responsável e agradável a Deus. Essa necessidade ainda existe até hoje.
“Histórias de Dinheiro da Bíblia” traz mais de 50 histórias com o texto bíblico da Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Quando avançamos no grande leque de suas histórias, percebemos que a Bíblia fala diretamente para a nossa realidade de vida, colocando à prova nossa maneira de viver e nossos valores.
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Conselhos bíblicos sobre investimentos
A parábola do dinheiro confiado a empregados
Mal conseguimos economizar algum dinheiro, já precisamos quebrar a cabeça para escolher a melhor aplicação para ele. Será que devemos investir em ações, sabendo que um rendimento maior envolve um risco também maior? Ou é melhor procurar um investimento mais seguro, mas que rende poucos juros, como a caderneta de poupança? Há ainda aqueles que não confiam nos bancos e preferem esconder o seu dinheiro debaixo do colchão.
Há uma história do Novo Testamento que apresenta uma bela lição de economia dada por Jesus a respeito dos princípios bíblicos de investimento. Um homem (que representa Deus, o Criador) confia parte da sua fortuna aos seus três empregados. Cada um dos três recebe uma soma, que é proporcional à sua capacidade. Os dois primeiros empregados investem tudo em seus negócios e conseguem duplicar o valor que recebeeram. Por causa disso, eles são elogiados pelo patrão, que os chama de bons e fiéis. Já o terceiro empregado agiu de maneira bem diferente: ele havia enterrado o seu dinheiro, pois achava melhor não arriscar. A sentença sobre ele é aniquiladora! O mínimo que o senhor esperava dele era que fosse ao banco e aplicasse o dinheiro – uma surpreendente menção à existência de bancos e juros.
Na parábola, o dinheiro representa também todas as dádivas e dons que recebemos de Deus. Deus quer que façamos bom uso e multipliquemos as coisas que recebemos dele, em vez de deixá-las improdutivas. Com isso, fica claro que ele não é contra a disposição de assumir riscos (os dois primeiros empregados também poderiam ter tido grandes prejuízos). Permanecer inativo e enterrar as suas próprias dádivas e capacidades, por sua vez, é uma atitude digna de castigo, tanto na parábola, como na vida.
Leia a história que Jesus contou (Mateus 25:14-30):
Jesus continuou: — O Reino do Céu será como um homem que ia fazer uma viagem. Ele chamou os seus empregados e os pôs para tomarem conta da sua propriedade.
E lhes deu dinheiro de acordo com a capacidade de cada um: ao primeiro deu quinhentas moedas de ouro; ao segundo deu duzentas; e ao terceiro deu cem. Então foi viajar.
O empregado que tinha recebido quinhentas moedas saiu logo, fez negócios com o dinheiro e conseguiu outras quinhentas. Do mesmo modo, o que havia recebido duzentas moedas conseguiu outras duzentas. Mas o que tinha recebido cem moedas saiu, fez um buraco na terra e escondeu o dinheiro do patrão. Depois de muito tempo, o patrão voltou e fez um acerto de contas com eles.
O empregado que havia recebido quinhentas moedas chegou e entregou mais quinhentas, dizendo: “O senhor me deu quinhentas moedas. Veja! Aqui estão mais quinhentas que consegui ganhar.”
“Muito bem, empregado bom e fiel”, disse o patrão. “Você foi fiel negociando com pouco dinheiro, e por isso vou pôr você para negociar com muito. Venha festejar comigo!”
Então o empregado que havia recebido duzentas moedas chegou e disse: “O senhor me deu duzentas moedas. Veja! Aqui estão mais duzentas que consegui ganhar.”
“Muito bem, empregado bom e fiel”, disse o patrão. “Você foi fiel negociando com pouco dinheiro, e por isso vou pôr você para negociar com muito. Venha festejar comigo!”
Aí o empregado que havia recebido cem moedas chegou e disse: “Eu sei que o senhor é um homem duro, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Fiquei com medo e por isso escondi o seu dinheiro na terra. Veja! Aqui está o seu dinheiro.”
“Empregado mau e preguiçoso!”, disse o patrão. “Você sabia que colho onde não plantei e junto onde não semeei. Por isso você devia ter depositado o meu dinheiro no banco, e, quando eu voltasse, o receberia com juros.” Depois virou-se para os outros empregados e disse:
“Tirem dele o dinheiro e dêem ao que tem mil moedas. Porque aquele que tem muito receberá mais e assim terá mais ainda; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele. E joguem fora, na escuridão, o empregado inútil. Ali ele vai chorar e ranger os dentes de desespero.”
A notícia de que o site HypeScience tomou a decisão de remover sumariamente “comentários de natureza criacionista que neguem a Teoria da Evolução das Espécies, a real idade da Terra ou do Universo e afins… por criarem discussões cíclicas inúteis”, além de gerar reflexões sobre direitos e deveres de administradores e visitantes de conteúdos na rede, leva naturalmente a conjecturas sobre a liberdade acadêmica. As “regras” da Academia (pesquisas, publicações, ensino etc) podem ser administradas na intenção de promover a liberdade de expressões acadêmicas divergentes, em busca (e em proveito) do conhecimento? Ou será que a mensagem da caricatura abaixo (SatirizingScientism) é que tem mais vinculação com a realidade?
Memorando Interno
Do Chefe do Departamento de Ciências Naturais
Assunto: Liberdade Acadêmica
Caros Colegas não-titulares,
À medida que reflito sobre meus velhos tempos de professor ”ainda não-titular”, tenho boas recordações de paranóias, crises nervosas, medicações, andar pisando em ovos, tentar descobrir a quem não ofender e como não ofender, saber quando fingir estar alinhado com a política partidária, etc.
Minha própria experiência me ajuda a criar tanta empatia em relação a cada um de vocês que me sinto no dever de escrever este memorando de encorajamento.
Já explicamos que em nosso departamento lidamos apenas com a ciência empírica embasada pelas evidências esmagadoras da evolução, desde a “lagoa pantanosa”. O darwinismo é praticamente a base para tudo; então você é livre para descobrir como o seu trabalho pode provar ainda mais, refinar ou reforçar nossa multi-facetada hipótese de trabalho.
Considerando nossa extraordinária atitude “mente-aberta” e científica, você é livre para fazer declarações como “Eu tenho dúvidas sobre o darwinismo” ou “Seleção Natural não guiada é um modelo totalmente inadequado para explicar a montagem de máquinas moleculares complexas” ou “Eu sou mais do que um conjunto aleatório de interações químicas” ou “Poderíamos estar errados?”
Nesse caso, claro, você ainda pode vir a ser titular e ainda lhe será concedida total liberdade para expressar suas opiniões. Seu período probatório será na Torre, onde você pode tentar convencer seu carcereiro dos seus erros até que um de vocês morra:
Este será o seu novo escritório como um membro do corpo docente titular!
Você também é livre para optar por qualquer um dos nossos atraentes planos de remuneração:
O “Plano socrático”.
Estes são grátis no laboratório! Saúde!
Há, também, o Plano “Feira Medieval”.
“Próximo!”
E, finalmente, oferecemos nosso plano “Real” de indenização!
O mais popular!
Seu Chefe e amigo,
Charles “Charlie” Durwin, Ph.D.
Professor Livre Docente
Caricatura à parte, justiça seja feita. Pela citação que segue, o “memorando” poderia até não levar a assinatura de Darwin. Talvez a de alguns “chefes” mais modernos.
“Estou bem a par do fato de existirem neste volume [A Origem das espécies] pouquíssimas afirmativas acerca das quais não se possam invocar diversos fatos passíveis de levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais cheguei. Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista, e tal coisa seria impossível de se fazer na presente obra” (Charles Darwin, A Origem das espécies, Belo Horizonte-Rio de Janeiro, Villa Rica, 1994, p. 36).
Em um livro dedicado ao público jovem, Harold Coffin escreveu que a medida máxima do valor de um sistema de crenças é o efeito e a influência que tem sobre a vida de seus adeptos. Quais seriam, então, os prováveis efeitos e a influência do modo como um sistema de crenças encara a educação das crianças, por exemplo?
Em um post em “homenagem” a Richard Dawkins — geneticista ateu que em um de seus livros defendeu a ofensiva proposição de que ensinar religião às crianças é “abuso infantil” —, Thomas A. Gilson reapresenta alguns dos resultados de importante pesquisa sobre os efeitos da educação religiosa na vida dos adolescentes americanos. O que segue é parte do que ele escreveu [a motivação do post vem da contínua e anti-intelectual recusa de Richard Dawkins de debater o conteúdo de seu livro com o apologista cristão William Lane Craig].
Segundo Thomas, o que Dawkins faz é astutamente comparar a educação religiosa com o abuso sexual, e sentenciar a primeira como sendo pior. Mas o famoso cientista tenta sustentar essa afirmação sem dados sistemáticos, apenas com algumas páginas de historietas, relatos de pessoas que sofreram nas mãos de educacores religiosos mal-orientados. Histórias como essas, infelizmente, podem ser encontradas, mas o que elas representam?
Se a formação religiosa deve ser tomada como abuso de crianças, então isso implica uma hipótese científica óbvia: crianças com educação religiosa devem mostrar alguns dos sintomas típicos das crianças abusadas. Estes sintomas são bem conhecidos. Eles incluem medo, ataques de pânico, distúrbios alimentares, depressão, baixa auto-estima, irritabilidade, dificuldade em se relacionar com os outros, abuso de substâncias, e assim por diante.
Há dados que permitem testar essa hipótese?
Christian Smith, sociólogo da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill [agora em Notre Dame], conduziu um estudo amplo e autoritativo chamado Estudo Nacional da Juventude e Religião. Os resultados foram publicados no livro de 2005 Soul Searching: The Religious and Spiritual Lives of American Teenagers (Em Busca da Alma: A Vida Espiritual e Religiosa dos Adolescentes Americanos, em co-autoria com Melinda Lundquist Denton), pela editora da Universidade Oxford, a mesma universidade a que Dawkins está vinculado.
Este estudo ordenou seus 3.290 participantes em níveis de envolvimento religioso: os Devotados, os Regulares, os Esporádicos e os Não-envolvidos. Como os agrupamentos religiosos predominantes nos Estados Unidos são cristãos, os ”Devotados” e “Regulares” eram predominantemente cristãos — protestantes e católicos. Portanto, estes resultados podem muito bem ser tomados como relativos especificamente ao cristianismo (resultados para outras religiões são difíceis de determinar a partir dos dados).
Os adolescentes mais próximos do grupo “Devotados” e não do grupo “Não-envolvidos” eram os menos envolvidos em comportamentos negativos como:
Hábitos: fumar, beber, usar maconha, usar pornografia, jogos de “ação”/violência; assistir a filmes restritos;
Na Escola: notas baixas, turmas de recuperação, suspensões ou expulsões;
Atitudes: mau humor, rebeldia para com os pais;
Sexo: envolvimento físico precoce, incluindo número de parceiros e idade de primeiro contato sexual.
Os mais “Devotados” na escala apresentaram mais destes resultados positivos:
Bem-estar emocional: Satisfação com a aparência física, planejamento para o futuro, reflexão sobre o sentido da vida, sentimento de estar sendo cuidado, libertação da depressão, não se sentir sozinho e incompreendido, não se sentir “invisível”, não se sentir culpado com frequência, ter um senso de significado para a vida, relacionar-se bem com os irmãos;
Interação com os adultos: proximidade com os pais, conexão com um bom número de adultos, sentir-se compreendido pelos pais, sentir que os pais dão atenção, sentimento de que têm a “quantidade certa de liberdade” dos pais;
Raciocínio moral e honestidade: Crença na moralidade estável e absoluta, menor tendência a adotar uma mentalidade de competição e de levar vantagem (“get-ahed”) ou a mentalidade de apenas buscar prazeres, menos propensos a mentir para os pais e trapacear na escola;
Compaixão: Consideração pelas necessidades dos pobres, cuidado com os idosos, preocupação com a questão da justiça racial;
Comunidade: Participação em grupos, doações financeiras, trabalho voluntário (inclusive com pessoas de diferentes raças e culturas), ajuda a pessoas desabrigadas, disposição para assumir liderança nas organizações.
As descobertas são esmagadoras. Página após página, gráfico após gráfico, em cada uma das 91 variáveis estudadas, quanto mais próximos os adolescentes ficaram da escala dos “Devotados”, mais saudável suas vidas se mostraram.
Esses são os resultados do “abuso infantil” de Dawkins, aquilo que ele reclama como sendo tão ruim para as crianças. Até o momento, este é o melhor estudo já publicado sobre o assunto. E o curioso é que esses dados já estavam disponíveis bem antes que Dawkins publicasse seu ataque. Ele teve ampla oportunidade de saber o que a ciência tinha a dizer.
H. Allen Orr escreveu: “[Dawkins] tem um conjunto predeterminado de conclusões a que ele está determinado a chegar. Consequentemente, [ele] usa qualquer argumento, ainda que débil, que parece levá-lo lá.” Em outras palavras, ele vê apenas o que quer ver. O irônico é que isso é o que ele acusa os crentes de fazer.
Esta quinta parte da série apresenta um resumo dos pontos apresentados por Dave Hawkins em defesa da historicidade do livro de Gênesis a partir do livro Ancient Records and the Structure of Gênesis, de P. J. Wiseman (Registros Antigos e a Estrutura do Gênesis. Nashville: Thomas Nelson, Inc., 1985). Vale ressaltar que o objetivo da série não é defender um processo único e específico pelo qual Moisés, sob inspiração divina, escreveu o livro, mas mostrar como as evidências reunidas e organizadas apontam para a historicidade do relato bíblico. Veja aqui as postagens anteriores: Parte I, Parte II, Parte III, Parte IV.
O Capítulo 13 é intitulado “Conclusão” e faz uma lista resumida de 24 evidências para a tese original do livro, a de que o livro de Gênesis foi originalmente escrito em tabletes, em escrita antiga de seu tempo pelos patriarcas que estavam intimamente relacionados com os eventos relatados, e cujos nomes estão claramente definidos. Além disso, Moisés, o compilador e editor do livro como o temos agora, claramente direciona a atenção para a fonte de suas informações.
Aqui estão os 24 pontos resumidos:
1) As pesquisas arqueológicas que tiveram início após a “Alta Crítica” ter produzido suas teorias, têm, nos últimos anos, revelado o pano de fundo antigo, contemporâneo de Gênesis, pano de fundo que concorda com o seu conteúdo (Capítulo 2).
2) As narrativas de Gênesis implicam que ocorreu um rápido desenvolvimento na história primitiva. Arqueólogos aprofundaram as escavações em solo virgem e descobriram que um estado elevado de cultura existiu em tempos anteriormente chamados de “pré-históricos.” Eles até afirmam que muito antes da época de Abraão a civilização suméria tinha atingido seu apogeu (Capítulo 3).
3) Até onde a Arqueologia tem sido capaz de chegar no passado, nos tempos mais remotos, exemplos de escrita foram encontrados. Durante o período abrangido pela maior parte do livro de Gênesis, descobriu-se a escrita como sendo de uso comum, mesmo para operações comerciais cotidianas (Capítulo 4).
4) O conteúdo dos primeiros capítulos do Gênesis traz a própria alegação de ter sido escrito (Capítulo 5).
5) Tanto as Escrituras quanto a arqueologia dão evidências de que as narrativas e genealogias de Gênesis foram originalmente escritas em tabletes de pedra ou argila, e na escrita antiga daquele tempo (capítulos 4 e 5).
6) Nós sabemos agora alguma coisa dos métodos literários usados pelos antigos. Entre estes métodos, destaca-se o colofão em tablete. Em nosso exame de Gênesis encontramos um método literário semelhante, na fórmula: “Estas são as origens (gerações) de …” Foi o “fecho” antigo que Moisés teria inserido indicando a fonte de onde ele obteve as narrativas e as genealogias (capítulos 5 e 6).
7) Outro método literário é o uso de “títulos” e “linhas de conexão” a fim de manter os tabletes juntos na seqüência correta. Apesar de Gênesis (tal como o conhecemos) ser um livro compilado por Moisés, ainda há vestígios do uso destes meios literários de preservação da sequência (Capítulo 6).
8) Em alguns casos, indicações são fornecidas com a data em que o tablete foi escrito. Isto é feito de uma forma mais arcaica e muito semelhante ao método predominante em tempos muito antigos (Capítulo 6).
9) Em confirmação aos itens (4) a (8) acima, temos mostrado que, em nenhum caso é registrado um evento em que a pessoa (ou pessoas) mencionadas no capítulo 5 não poderia ter escrito a partir de conhecimento pessoal, ou que não pudesse ter obtido informação contemporânea absolutamente correta. No Capítulo 7, a evidência positiva é revista, mostrando-se que aponta para essa realidade. Chama-se a atenção para a familiaridade com que todas as circunstâncias e os detalhes são descritos.
10) Corroboração adicional é encontrada no fato significativo de que a história registrada nas seções escritas acima dos nomes dos patriarcas cessa em todos os casos na data em que o tablete indica ter sido escrito ou, quando nenhuma data é definida, antes da morte dessa pessoa. Na maioria dos casos ela segue até quase a data da morte do patriarca (Capítulo 5).
11) A presença de palavras “babilônicas” nos primeiros onze capítulos é mais uma evidência de que os conteúdos das primeiras narrativas e genealogias foram escritos durante a vida dos primeiros patriarcas de Gênesis, pois eles utilizavam esta linguagem.
12) A presença de palavras egípcias e ambiente egípcio nos últimos quatorze capítulos do Gênesis acrescenta o testemunho irresistível de que esses capítulos foram escritos no Egito (capítulo 6).
13) O primeiro tablete, o da criação, parece ter sido escrito no alvorecer da história. Isto é evidenciado por suas expressões arcaicas, pois foi registrado em escrita antes que nomes fossem dados para o sol e a lua e antes do surgimento do politeísmo e do desenvolvimento das clãs (Capítulo 7).
14) Não existe afirmação nas Escrituras para apoiar a suposição de que todas as narrativas e genealogias fossem transmitidas verbalmente; pelo contrário, elas afirmam terem sido escritas (Capítulos 5, 7 e 8).
15) Muitas referências são feitas a cidades que existiram ou deixaram de existir, cujos nomes são tão antigos que o compilador teve de inserir os novos nomes pelos quais eram conhecidas na sua época. Estes novos nomes e explicações se encaixam exatamente com as circunstâncias de um povo que seguia, na fronteira da terra de Canaã, e estava prestes a entrar nela, indicando assim que Moisés usou registros anteriores e que ele era o compilador do livro (capítulos 6 e 8 ).
16) Que Genesis ainda contenha expressões arcaicas e vestígios dos recursos literários associados com o uso de tabletes de argila é um testemunho da fidelidade com que o texto foi entregue a nós (Capítulo 6 e 8).
17) Está claro que os tabletes comuns babilônicos da Criação e do Dilúvio são uma forma corrompida do registro de Gênesis. As narrativas do Gênesis não são apenas uma forma purificada dos relatos da Babilônia (capítulo 2).
18) A Arqueologia minou completamente a teoria de “mito e lenda” com respeito ao Gênesis. Evidências de pessoas que os críticos pensavam ser míticas foram descobertas por arqueólogos (Capítulo 9).
19) As dificuldades alegadas contra o livro Gênesis pelos “altos críticos” desaparecem naturalmente quando se entende que as narrativas e genealogias foram escritas em tabletes em um escrita antiga, pelas pessoas cujos nomes são mencionados, e que o livro foi compilado por Moisés . Quaisquer diferenças de fraseologia e estilo são apenas o que seria de esperar nessas circunstâncias (Capítulo 10)
20) A “repetição do mesmo evento”, de que falam os estudiosos modernos, é apresentada e se mostra exatamente em harmoniza com o arranjo dos tabletes a partir do qual o livro foi composto e em conformidade com o costume antigo dos sumérios (Capítulo 10).
21) Os exemplos extraordinários apresentados pelos críticos a fim de sugerir uma data posterior para o Genesis são apresentados para provar justamente o contrário (Capítulo 10).
22) A teoria documentária se originou com o objetivo de explicar o uso do nome Jeová em Gênesis e o uso exclusivo em determinadas seções (que afirmamos serem tabletes) de um determinado nome ou título para Deus. Foi com base na teoria documentária que a pesada estrutura da “alta crítica” foi criada. Pode-se, no entanto, demonstrar que existem outras explicações possíveis para o uso dos diferentes nomes divinos. Este é especialmente o caso quando se vê que no livro do Gênesis temos registros contemporâneos e registros traduzidos (Capítulo 11).
23) Os escritores do Novo Testamento constroem importantes argumentos e ilustrações baseados nas narrativas do Gênesis. Estes argumentos e ilustrações seriam mais do que inúteis — seriam enganosos —, a menos que essas narrativas estivesse fundamentadas sobre fatos históricos (Capítulo 12).
24) O testemunho de nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, a respeito das narrativas contidas em Gênesis são de maior valor do que todas as provas anteriores e constitui o ponto alto destas verificações da evidência de sua história. Para a mente cristã, o testemunho de Cristo deve ser decisivo (Capítulo 12).
Estas vinte e quatro linhas entrelaçadas formam um tecido acumulado de evidências tão excepcional, tanto em caráter quanto em importância, que estabelecem a antiguidade do Gênesis sobre um alicerce seguro, como um registro contemporâneo de eventos. Este alicerce é o testemunho interno do próprio livro, apoiado pela corroboração externa da Arqueologia.
No best-seller de bolso Pequeno Manual de Instruções para a Vida – 500 sugestões, observações e lembretes para se levar uma vida boa e gratificante, o autor H. Jackson Brown Jr., aconselha: “Dê a si mesmo o prazo de um ano e leia a Bíblia do início ao fim.”
Para muitas pessoas, a resolução de ler toda a Bíblia a cada ano é natural e independente da sugestão de Brown. “Estou começando este ano o quadragésimo ano bíblico”, ouvi recentemente de um pastor e evangelista durante seu sermão.
As “estratégias” para a consecução do plano anual variam: desde as tradicionais tabelas com a programação de leitura de três ou quatro capítulos por dia, em sequência ou não, a aplicativos específicos que permitem a seleção e o acompanhamento de planos, como o YouVersion.
Em seu blog, Tim Challies, pastor em Toronto, relata sua experiência com a leitura da Bíblia a partir de mais um novo plano.
Tim já testou vários métodos e admite que, em algum momento, sempre os achava difíceis, uma hora a leitura sendo prazerosa e outras vezes, uma obrigação. Ao conhecer o Sistema de Leitura do Professor Grant Horner, a palavra sistema não lhe causou uma boa impressão (como seria aderir, por exemplo, a um “sistema” para brincar com seus filhos?, ele pensou). Ainda assim, decidiu tentar e, ao que parece, aprovou. “É um sistema que requer mais leitura e mesmo assim, de alguma forma, faz esta leitura parecer tão mais fácil, agradável e ‘alcançável’.”
Ele explica que o sistema é bastante simples: cada dia você lê dez capítulos da Bíblia. Isso parece muito? Bem, há alguns detalhes: cada um dos dez capítulos dos livros são diferentes, o que quer dizer que, em determinado momento você estará lendo dez livros da Bíblia ao mesmo tempo, um capítulo por dia. Assim, no primeiro dia do sistema você vai ler o primeiro capítulo de Mateus, Gênesis, Romanos, 1 Tessalonicenses, Jó, Salmos, Provérbios, Josué, Isaías e Atos. Você vai ler cada um desses livros, um capítulo por dia, e depois seguir para outros livros antes de repetir tudo de novo. Isto significa que a cada ano você terá lido todos os Evangelhos quatro vezes, o Pentateuco duas vezes, as cartas de Paulo de 4 a 5 vezes cada uma, a literatura sapiencial do Antigo Testamento seis vezes (Ex. Jó, Eclesiastes), todos os Salmos pelo menos duas vezes, e todos os Provérbios, bem como o livro de Atos, uma dúzia de vezes.
“Para quem está de fora, parece que será uma enorme quantidade de trabalho, com grande comprometimento de tempo. Mas eu descobri que não é. O objetivo não é gastar uma grande quantidade de tempo em ponderar cada palavra, mas em ler a Bíblia tantas e tantas vezes que as Escrituras começam a explicar-se a si mesmas. Descobri que isso me leva entre 30 e 40 minutos por dia, seja de uma única vez pela manhã ou em duas partes, uma de manhã e outra à noite.”
Uma apresentação, em português, do método pelo próprio Professor Horner pode ser encontrada aqui. E a versão eletrônica do plano no Youversion aqui.
No Brasil, a Sociedade Bíblica estima que apenas 4,5 milhões de pessoas têm o hábito de ler regularmente a Bíblia.
E então? Motivado(a) a ampliar este número, ou você já faz parte dele?
É certo que apenas pertencer a uma igreja cristã e estar circundado de referências culturais à Bíblia não significa ter a sua influência. O pastor adventista Donald J. Gettys ressalta que os adventistas devem continuar a ser conhecidos como o povo da Bíblia, mas faz um alerta: “Herodes vivia nas terras bíblicas, porém a Bíblia não vivia em Herodes. Ele não tinha conhecimento de seus vastos tesouros. Assim, apenas nascer num lar cristão não dá a ninguém a garantia de que será um cristão.” O perigo da não aplicação pessoal daquilo que se lê na Palavra de Deus foi lembrado até mesmo pelo conhecido pastor e evangelista Billy Graham em sua autobiografia: ”É muito fácil alguém na minha posição ler a Bíblia apenas com um olho no futuro sermão, negligenciando a mensagem de Deus para si mesmo.”
Desde o ano passado, o Centro White também divulga um plano de leitura da Bíblia acompanhado dos livros de Ellen G. White Patriarcas e Profetas, Profetas e Reis, O Desejado de Todas as Nações, Atos dos Apóstolos e O Grande Conflito, além do livro Parábolas de Jesus. O plano pode ser encontrado aqui.
Ellen White, que escreveu “uma única frase da Escritura é de muito mais valor que dez mil idéias e argumentos humanos”, destacava, em seus escritos, o valor do estudo da Bíblia:
Estudai com oração Sua Palavra. Não a deixeis de lado por nenhum outro livro. Esse Livro convence do pecado. Revela plenamente o caminho da salvação. Apresenta alta e gloriosa recompensa. Revela-vos um Salvador completo e ensina-vos que unicamente mediante Sua ilimitada misericórdia podeis esperar a salvação.
A todo jovem de ambos os sexos, e aos de idade avançada, testifico que o estudo da Palavra é a única salvaguarda para a alma que quiser permanecer firme até ao fim.
O temor do Senhor está-se extinguindo no espírito de nossos jovens, devido à sua negligência de estudar a Bíblia.
Devem os jovens estudar a Palavra de Deus e entregar-se à meditação e à oração, e acharão que seus momentos vagos não poderão ser melhor empregados.
O estudo da Bíblia é superior a todos os outros no fortalecer o intelecto.
Os que estudam a Bíblia com oração, saem de cada busca mais sábios do que eram antes.
A única segurança para o povo de Deus é estar completamente familiarizado com a Bíblia e conhecer os ensinamentos de nossa fé.
A simples audição de sermões sábado após sábado, a leitura da Bíblia de ponta a ponta, ou sua explicação verso por verso, não nos aproveitará nem aos que nos ouvem, se não vivermos as verdades da Bíblia em nossa experiência habitual. O entendimento, a vontade e os afetos devem ser submetidos ao domínio da Palavra de Deus. Então, pela obra do Espírito Santo, os preceitos da Palavra se tornarão princípios de vida.
Deus nos abençoe nos momentos de comunhão com Ele em mais um ano!
O Livro do Mês é Graça Ilimitada, de Dwight K. Nelson. Para participar deste último sorteio do ano, basta seguir @Lerpracrer no Twitter. O sorteio será realizado no dia 31 de dezembro.
Veja parte da apresentação do livro e um pequeno trecho do primeiro capítulo:
Admitindo que muitos cristãos acham difícil concentrar-se nos retratos que o Antigo Testamento pinta de um Deus severo, Nelson habilidosamente guia o leitor através de textos que demonstram como Deus trabalha com as pessoas, usando meios que tocarão com mais eficácia o coração delas. Focalizando princípios revelados na parábola do filho pródigo, Nelson mostra que Deus valoriza relacionamentos, e não regras. Deus é pai, professor, líder e amigo. Acima de tudo, Ele é o Deus de uma graça ilimitada – um Ser que ama e perdoa incondicionalmente, cujo terno objetivo é levar Seus filhos para o lar do Céu.
Com diabólico regozijo, Satanás tem deturpado o testamento do amor de Deus, transformando-o num testemunho de medo. E com seu infernal ponto de partida, ele continua sibilando a mentira: Deus é Alguém de quem se deve ter medo. “Foi o que eu lhe disse”, escarnece ele.”É melhor ter medo dEle, porque se você atravessar o caminho de Deus, veja só o que acontece!”.
Dessa maneira, pessoas de todas as culturas e de todas as religiões aprenderam a ter medo de Deus, a fugir dEle, a aplacar-Lhe a ira, na indomável esperança de que Ele não as golpeie com dor, sofrimento ou tragédia. Tudo porque acreditaram na mentira. [...] Entendemos mal o Antigo Testamento porque temos usado uma mentira para interpretar a verdade. Porque temos ignorado esta realidade muito importante: As histórias de castigo divino são histórias do amor divino!
Bem, suponho que quase todos os pais conheçam o significado dessa verdade.[...]“Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor,…porque o Senhor corrige a quem ama.” Todos os pais sabem que, se realmente amam seu filho, o castigo e a disciplina fazem parte integral da demonstração desse amor que salva.
Um autor descreve a metodologia de Deus em algumas das histórias do Antigo Testamento como o divino “método de resgate de incêndio”. Se um prédio em chamas está a ponto de desabar, todo bombeiro sabe que não há tempo para conversas ou elaborados argumentos sobre os métodos de resgate de vítimas presas no terceiro andar do inferno. Quando o prédio se desmancha em labaredas e fumaça, só existe uma opção em relação com as vítimas. Agarre-as e arraste-as imediatamente para um local seguro. Se estiverem gritando, em pânico, exige-se ação ainda mais drástica. Com a mão sobre a boca e o braço sobre os membros agitados, agarre e arraste-as imediatamente para a segurança. Haverá tempo suficiente para explicações depois. Liberte agora. Explique mais tarde.
E assim Deus fez, ao longo do Antigo Testamento. Muitas foram as vezes em que Deus teve de agarrar apressadamente as pessoas e arrastá-las para um local seguro, enquanto esperneavam e gritavam. Vezes em que Ele teve de dizer: “Mais tarde Eu explico.”
E quando Ele realmente Se explicou mais tarde, a explicação foi a mais gloriosa que o Universo já testemunhou…
“Eu me recuso a rejeitar a graça de Deus…”Gálatas 2:21
Uma dúzia de razões por que não poderíamos viver sem o Natal.Em Cristo Jesus temos:1. A Verdade “Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.” João 18:372. A vitória contra o mal“Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.”1 João 3:83. O convite da graça“Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.” Marcos 2:174. A salvação“Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.”Lucas 19:105. O resgate“Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.” Marcos 10:456. A adoção“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” Gálatas 4:4-57. A vida eterna“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16.8. A vida espiritual“Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” 1 João 4:99. A vida plena“O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” João 10:1010. Restauração e elevação“E Simeão os abençoou, e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este é posto para queda e para levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição.” Lucas 2:34.11. A liberdade“O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos.”Lucas 4:1812. Aceitação e misericórdia“Digo pois que Cristo foi feito ministro da circuncisão, por causa da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos pais; e para que os gentios glorifiquem a Deus pela sua misericórdia…” Romanos 15:8-9
Como Surgem as Estruturas Codificadas de Linguagem?
Uma das descobertas mais dramáticas da biologia no século 20 foi que os organismos vivos são produtos de estruturas de linguagem codificada. Toda a complexidade química estrutural detalhada, associada com o metabolismo, reparo, função especializada, e reprodução de cada célula viva é uma realização dos algoritmos codificados no seu DNA. Portanto, a questão mais importante de todas é como tais estruturas de linguagem extremamente grandes surgiram?
A origem dessas estruturas é, certamente, o ponto central da questão da origem da vida. As mais simples das bactérias têm genomas que contêm aproximadamente um milhão de códons (cada códon, ou palavra genética, consiste de três letras do alfabeto genético de quatro letras). Os algoritmos codificados, com um milhão de palavras de extensão, surgiriam espontaneamente por meio de algum processo natural conhecido? Existe algo nas leis da física que sugere como tais estruturas poderiam surgir de modo espontâneo? A resposta honesta é simples. O que entendemos presentemente da Termodinâmica e da Teoria da Informação argumenta persuasivamente que essas estruturas não surgem e não podem surgir espontaneamente!
A linguagem envolve um código simbólico, um vocabulário, e um conjunto de regras gramaticais para transmitir ou registrar pensamentos. A maioria de nós usa a maior parte de nosso tempo, quando despertos, gerando, processando ou disseminando dados linguísticos. Raramente refletimos sobre o fato de que as estruturas de linguagem são claras manifestações da realidade imaterial.
Esta conclusão pode ser alcançada observando-se que a própria informação linguística é independente do seu meio material transportador. O significado ou a mensagem não dependem de estarem representados como ondas sonoras no ar, como padrões de tinta no papel, como o alinhamento de propriedades magnéticas num disquete, ou como os padrões de voltagem numa rede de transitores. A mensagem de que uma pessoa ganhou um prêmio de R$ 300.000.000,00 na loteria é a mesma se essa pessoa recebe a informação de alguém falando na sua porta, pelo telefone, pelo correio, pela televisão ou pela Internet.
Na verdade, Einstein destacou a natureza e a origem da informação simbólica como uma das profundas questões a respeito do mundo tal qual o conhecemos. Ele não conseguiu identificar os meios pelos quais a matéria pode dar significado aos símbolos. A implicação clara é que a informação simbólica, ou a linguagem, representa uma categoria de realidade distinta da matéria e da energia…
De onde, então, a informação linguística se originou? Na nossa experiência humana imediatamente conectamos a linguagem que criamos e processamos com as nossas mentes. Mas qual é a natureza fundamental da mente humana? Se algo tão real quanto a informação linguística tem existência independente da matéria e da energia, a partir de considerações causais não é irracional suspeitar que uma entitade capaz de dar origem à informação linguística seja também definitivamente imaterial na sua natureza essencial.
Uma conclusão imediata dessas observações com relação à informação linguística é que o materialismo, que tem sido há muito tempo a perspectiva filosófica dominante nos círculos científicos, com a sua pressuposição fundamental de que não existe nenhuma realidade imaterial, é simplesmente e evidentemente falso. E é surpreendente que a sua falsificação seja tão trivial.
[...] Apesar de todos os milhões de páginas de publicações evolucionistas – de artigos de publicações científicas com revisão por pares, de livros didáticos, revistas de estórias populares – que supõem e implicam serem os processos materiais inteiramente adequados para efetuar milagres macroevolutivos, na realidade não existe um base racional para tal crença. Isso é totalmente fantasioso. As estruturas de linguagem codificadas são imateriais em natureza e requerem absolutamente uma explicação imaterial.
John R. Baugardner, mestre e doutor em Geofísica e Física Espacial, membro do Corpo Técnico da Divisão Teórica do Laboratório Nacional de Los Alamos, no livro Em Seis Dias (adquira na SCB), organizado por John. F. Ashton (pág. 196-197).
A Bíblia é um conjunto de escritos, de mais ou menos 40 pessoas, entre profetas e apóstolos inspirados pelo Espírito Santo, que viveram em tempos diversos durante um período de 1.500 anos. Os Dez Mandamentos da Lei de Deus foram escritos pelo próprio dedo de Deus em duas tábuas de pedra. A Bíblia foi o primeiro livro impresso por Johannes Gutenberg na Alemanha, em 1456. O menor verso está em Êxodo 20:13 e o maior em Ester 8:9. O maior capítulo é o Salmo 119 e o menor é o 117. O verso que se encontra no meio da Bíblia é o Salmo 118:8. A palavra Jeová ou Senhor aparece mais de 45.000 vezes. O Senhor Jesus, como Salvador, 16 vezes. Como Mestre, 64 vezes. Como Senhor, 650 vezes.
A última oração pronunciada na Bíblia é: “Vem, Senhor Jesus.” Apoc. 22:20. O nome Jesus aparece por volta de 1.000 vezes no Novo Testamento, e o nome Cristo 500 vezes. A palavra sábado é mencionada 40 vezes no Antigo Testamento, e 55 no Novo. A palavra imortal só se encontra uma vez em toda a Bíblia (I Tim. 1:17), e isto em relação a Deus. Não há nenhuma única passagem em toda a Bíblia que fala em alma ou espírito imortal. O porco é mencionado 6 vezes no Antigo Testamento e 13 no Novo. O Dr. Lucas, no seu Evangelho, faz menção dele 6 vezes. Em todos os textos ele é citado como animal imundo e impróprio para a alimentação.
O dízimo é mencionado 9 vezes no Novo Testamento, e sempre como consagrado a Deus. Há três ordenanças cerimoniais mencionadas e válidas para a observância da igreja cristã: o Batismo, a Ceia do Senhor e o Lava-pés. Esta última é a única que tem a palavra bem-aventurada. A Bíblia declara 2.008 vezes que Deus é o seu Autor. A Bíblia chama a segunda vinda do Senhor de “A Bem-aventurada Esperança”, e no Novo Testamento há mais de 300 passagens que apontam para esse glorioso dia. Existem mais de mil diferentes promessas no Livro de Deus e um “não temas” para cada dia do ano.
Lutero declarou: “A Bíblia e somente a Bíblia deve ser o fundamento de nossa fé e da religião verdadeira.” E a própria Bíblia afirma: “Porque toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver.” II Tim. 3:16.
São apenas 80 páginas que se devoram rapidamente – o livro “A Oração Radical” do Pr. Derek Morris, editor da revista Ministry, surpreende pela simplicidade e profundidade com que aborda, explica e incentiva uma revolução positiva nos nossos hábitos de oração. Depois de terminar este livro reparei que o Pr. Morris não elabora muito à volta dos erros que (quase sempre) cometemos na nossa vida de oração. Antes, ele mostra, baseado num simples mas poderoso exemplo bíblico, como devemos reorientar o foco para fazer a oração que Deus mais anseia responder: tornar-nos obreiros na Sua seara.
Quando catalogamos algo de radical, temos a tendência a conotar isso como algo ousado, que não obedece à estabelecida ordem de valores, que colide com hábitos instituídos, que rompe com práticas mais comuns. Contudo, embora a oração radical proposta possa ser assim entendida, não pensemos que isso envolve algum risco de perigosidade ou mesmo o temor de algo que quebra regras - não, de todo!
Pelo contrário, a oração radical é apenas assumir um verdadeiro compromisso com Deus no âmbito que Ele mais aprecia e aguarda: uma consagração total para que Ele possa agir no mundo através de nós, não como nós pretendemos ou planeamos, mas segundo o Seu grande e elevado propósito - sim, partindo do princípio que não temos feito isso!
Os testemunhos são outro aspeto importante do livro, pois relatam as experiências daqueles que uma vez na vida ousaram dirigir-se a Deus com uma oração radical.
Neles vemos como Deus mudou radicalmente a vida daqueles que arriscaram positivamente este passo, e até o caso de um Adventista famoso que Deus tem colocado junto dos poderosos do mundo, tendo mesmo influenciado a vida de um presidente dos Estados Unidos da América com a sua atuação. Também inclui a impressionante história da sua esposa, Bodil (no livro, ela não é identificada como a sua esposa, mas eu sei que é).
No final do livro, fiquei a pensar como uma curta oração pode ser mais valiosa aos olhos de Deus do que horas infinitas de pedidos que muitas vezes mais se parecem com reclamações egoístas.
Recomendo totalmente! Sei que pode contribuir para nos fortalecer e equipar para os duros combates que se aproximam.
No “diálogo” que segue, o cristão Jónatas Machado — que assina os comentários com o pseudônimo Perspectiva — responde a uma postagem do ateu (mantida sempre a esperança de poder corrigir aqui para ex-ateu) Ludwig Krippahl sobre a moral.
Foi mantida a ortografia do português de Portugal. O Ludwig é professor no Departamento de Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. O Jónatas é professor de Direito Constitucional na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
RESPOSTA CRIACIONISTA AO LUDWIG
LUDWIG: “A alegada falta de uma “moral objectiva” é uma crítica comum ao ateísmo. Mas nunca fica claro o que querem os críticos dizer com isso, nem como um deus resolveria esse suposto problema. O Jónatas Machado dá mais um exemplo ao afirmar, sem justificação, que «O único que pode estabelecer critérios morais objectivos é um Deus eterno, infinito, omnipotente e omnisciente.»(1)”
(Perspectiva) JÓNATAS: Claro. Caso contrário não existe critério. Isso mesmo já era reconhecido por homens com Fiodor Dostoyevsky, Jean Sartre, Richard Dawkins, etc. Podemos deixar os “dicta probandi” para mais tarde, para não sobrecarregar o texto. É sempre interessante obrigar o Ludwig a recuar.
“No sentido mais forte, “objectivo” quer dizer referente ao objecto. A carga do electrão é uma propriedade objectiva neste sentido.”
Exactamente. Assim como a matéria e a energia não podem ser criados nem destruídos por ninguém ou nenhum processo natural, a verdade, a bondade e a justiça também não podem ser criados nem destruídos. Uns e outros foram postos objectivamente por Deus.
“Mesmo que desaparecessem todos seres sensíveis do universo, todos os sujeitos, os electrões continuariam a ter a mesma carga. Mas se desaparecessem todos os sujeitos não haveria moral.”
Ela existiria sempre na natureza de Deus. Ele é verdade, bondade e justiça.
“Não pode haver moral objectiva, neste sentido forte, porque só os sujeitos têm valores. “
Deus é um sujeito, logo Deus tem valores.
“Os objectos, enquanto tal, não se portam nem mal nem bem.”
É verdade. Nós não somos mera poeira cósmica. Nós não somos objectos acidentais. Nós somos sujeitos porque formos criados à imagem e semelhança de um Sujeito.
“Além disso, se a moral fosse objectiva neste sentido não era preciso deuses para nada. “
Engana-se. A moral é objectiva porque Deus é um ser moral, com os valores da verdade, da bondade e da justiça. A moral é objectiva porque reflecte a natureza de Deus. Deus é o padrão.
“As coisas já seriam, por si, boas ou más, e postular um deus como fundamento da moral seria como postular um deus como fundamento para a carga do electrão.”
Não existe nenhuma outra explicação plausível para uma e para outro. Se não existe nenhum processo natural que crie matéria e energia, ambas só podem ter sido criadas por um processo sobrenatural.
“Há quem o faça, mas é disparate.”
Não é. As leis da física dizem-nos que o Universo não se pode ter criado a ele próprio nem pode ser infinito. Logo, ele precisa de um Deus eterno (sem princípio nem fim) que o tenha criado.
“Noutro sentido mais fraco, “objectivo” quer dizer simplesmente que não varia de sujeito para sujeito. E isto sim é uma parte importante da ética.”
Se não varia de sujeito para sujeito, é exactamente porque foi criada por alguém que tem autoridade sobre eles. Porque só assim é que a ética pode reclamar autoridade sobre os sujeitos.
“Os valores morais devem ser objectivos no sentido em que uma acção moralmente correcta para um dos intervenientes tem que ser moralmente correcta para todos. “
O problema é que mesmo esse princípio pode não ser aceite por todos. Deveria sê-lo? Talvez. Mas isso tem que ter uma fundamentação que transcenda os sujeitos.
LUDWIG: “Não posso dizer que é moral eu fazer uma coisa aos outros enquanto defendo ser imoral que ma façam a mim se as circunstâncias se inverterem.”
Mas, infelizmente, essa é a moralidade que muitos preferem. Porque estão errados? Quem determina isso? Com que autoridade?
“Mas mesmo com esta noção de objectividade é disparate assentar a moral num deus.”
A moral tem forçosamente que assentar num Deus. Caso contrário, não consegue reclamar qualquer legitimidade e autoridade sobre o ser humano.
“A moral só é objectiva por ser universal e invariante de sujeito para sujeito. Se o Jónatas quer eleger um sujeito como fonte única da moral então propõe uma moral subjectiva, e não importa que esse sujeito seja um deus ou que o escrevam com letra maiúscula.”
A moral é objectiva porque se baseia na natureza de um Deus absoluto, eterno, omnisciente e omnipotente. Não existe nada mais objectivo do que isso. Ela é objectiva porque todos os seres criados à imagem e semelhança de Deus estão vinculados por ela, quer queiram quer não queiram, e sofrerão as consequências da sua violação, quer queiram quer não queiram.
“Fundamentar as regras de conduta na vontade de um deus é rejeitar a ética.”
Pelo contrário. É afirmar a indisponibilidade de determinados valores e a justiça da sanção da sua violação.
“Por muito benevolente que esse deus seja, ou o que ele ordena é objectivo no sentido de não variar de sujeito para sujeito e então já seria moral mesmo que ele não o ordenasse, ou o que ele ordena não cumpre este requisito de objectividade e é imoral.”
Não é assim. O que Deus ordena é aquilo que é compatível com a sua natureza verdadeira, justa e boa. A lei moral não exprime uma vontade arbitrária, mas uma natureza imutável. O que significa que um Deus verdadeiro, justo e bom necessariamente pune a mentira, a injustiça e a maldade.
“Seja como for, não é o deus que pode dar a moral.”
Só Deus é que pode dar moral. Caso contrário, cada um daria a sua própria moral, de acordo com os seus próprios interesses e conveniências. Infelizmente é isso que acontece muitas vezes.
““Não matarás” é uma boa regra moral se for uma regra universal aplicada a todos os sujeitos em certas condições.”
Deveria ser. Deus é um Deus de vida. A morte é sempre pecado e consequência do pecado. A Bíblia é bem clara. A Bíblia não deixa qualquer margem para a luta pela sobrevivência do mais apto. Se fosse assim, o facto de Caim matar Abel teria sido biologicamente justo, porque o mais forte havia triunfado sobre o mais fraco.
“Mas se vem de um deus que volta e meia massacra quem lhe apetece não é uma regra moral.”
Deus não massacra quem lhe apetece. Deus é santo e justo, e castiga toda a maldade. Se o ser humano não fizer mal, Deus não o castiga. Mas mesmo fazendo o ser humano mal, Deus quer perdoar e dar a vida eterna, mostrando o seu amor pelo ser humano.
“É um capricho de um ditador sem escrúpulos.”
Castigar o mal justamente não é ditadura sem escrúpulos. É essencial a qualquer sociedade. Caso contrário seria possível roubar, matar, destruir, violar, sem qualquer receio. Uma sociedade assim seria insuportável. Deus não é um ditador. Ele deu-nos a sua lei moral e colocou-a nas nossas consciências.
“Na prática, o que os crentes como o Jónatas propõem é ainda pior. Apesar do que o Jónatas afirma, não é verdade que ele tenha contacto directo com o seu suposto deus. “
Isso é uma afirmação científica? É suportada pela observação ou pela experiência? Ou será uma afirmação ideológica?
“O que ele propõe como fonte da moral são normas que, além de subjectivas, nem sequer foram elaboradas com uma motivação ética.”
A motivação das normas morais divinamente estabelecidas é permitir a coexistência pacífica, ordeira em qualquer sociedade. As leis só serão justas se forem conformes com essas leis morais.
“Foram escolhidas por alguns lideres religiosos para fins políticos e num contexto social muito diferente do nosso.”
O contexto é sempre o mesmo. A necessidade de permitir a coexistência pacífica, verdadeira, justa e boa em todas as sociedades. A natureza pecaminosa do homem é sempre a mesma, em todos os tempos e em todos os lugares.
“Daí o recurso a ameaças de retribuição divina, histórias de castigos terríveis e coisas dessas.”
A retribuição divina é uma realidade objectiva que se repercute nos indivíduos e nas nações. A Bíblia diz: “Olhai, Deus não se deixa escarnecer. Tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. Neste momento vivemos um crise global da economia capitalista em que estamos a ceifar o resultado do egoísmo, da ambição, da fraude, do roubo, da corrupção, da mentira, da injustiça e da maldade de muitos. A Bíblia é bem clara. O pecado acaba por dar sempre mau resultado.
“«Todos estamos sujeitos ao castigo de Deus. [...] Ora, um Deus justo julga o mal. Daí o julgamento sobre a humanidade no dilúvio, sobre Sodoma e Gomorra, sobre os povos, sobre todos nós no juizo final também anunciado por Deus.[...] Na morte de Jesus Cristo, Deus encarnado, Deus castigou todo o pecado. Na sua ressurreição, a morte, que era consequência do pecado, foi vencida.»(1) Isto não é moral. Isto são tretas para manter o rebanho na linha.”
Isto é a moral e é com esta moral que todos teremos de nos confrontar. Isso é dizer o que Deus diz na sua Palavra. O ser humano fará bem em ouvir com atenção. Deus dá-nos o seu amor, porque Jesus Cristo levou sobre si o castigo dos nossos pecados.
Nenhuma sociedade pode prescindir de leis, de tribunais, de polícias e de estabelecimentos prisionais. Na verdade, estes são essenciais a sociedades justas, livres, pacíficas e democráticas. A ausência de justiça e de castigo transforma as sociedades num caos intolerável.
Deus sabe isso. Foi por isso que providenciou as suas leis. Da justiça de Deus ninguém poderá fugir. Se ainda existe muita maldade no mundo, isso não significa que Deus não a irá julgar. Significa que Ele ainda não o fez porque, como a Bíblia diz, “Deus não quer que ninguém se perca, mas que todos venham a arrepender-se”.
A Bíblia diz que a misericórdia de Deus é a única razão pela qual não fomos consumidos. Mas ninguém pode sair do país para se esconder de Deus num “exílio dourado”. Ninguém pode subornar Deus ou tentar contornar as suas normas.
No entanto, todos se podem reconciliar com Deus, através do seu Filho Jesus Cristo, de cuja vida, morte e ressurreição existe mais evidência empírica do que de que a vida surgiu por acaso há 3,8 mil milhões de anos.
“Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado…” Salmos 139:14
Este vídeo é para inspirar salmistas do séc. XXI: Da Concepção ao Nascimento — fantástico trabalho produzido pelo produtor de imagens e chefe de Visualização Científica do Departamento de Medicina da Universidade de Yale, Alexander Tsiaras, mostrando o desenvolvimento humano da concepção ao nascimento (com inserção de algumas imagens gráficas).
O vídeo é mostrado depois de uma breve introdução do próprio Tsiaras (min. 2:00).
Não deixe de ver a apresentação completa, legendada em português, com as explicações do produtor. Clique aqui.
1. Exercite a fé. Como? Agindo. Vá em frente mesmo quando a estrada não for asfaltada ou não existir caminho. Não tente ver para crer. Baseie-se no que está escrito, e não em seus sentimentos.
2. Admita suas dúvidas. Fale com Deus sobre elas. Desenvolva uma amizade informal, íntima e envolvente com Deus, e depois interrogue-O.
3. Não fale em fracasso. O medo e os sentimentos negativos são venenosos para a fé. Tudo o que a gente pensa e fala pode se transformar em comportamento real.
4. Suporte as dificuldades numa boa. Quando a gente passa nos testes da vida, a fé cresce. E, considere a direção divina. Relembre os momentos difíceis de sua vida e como Deus o guiou. Estabeleça contatos com pessoas de fé e oração.
5. Estude a Bíblia e olhe para Jesus. O apóstolo Paulo diz que “a fé vem pela Palavra de Deus”. A Bíblia também diz que Jesus é o projetista e o construtor da nossa fé. Contemple-O. Sinta como Jesus confiava em Seu Pai.
6. Entre no ritmo de Deus. Saiba que Ele faz as coisas no Seu tempo, mas faz. Aprenda a esperar. Você não fica na fila para tantas coisas?
7. Pague o preço da fé. A fé que nada custa, nada vale. O preço é: tempo com Deus e obediência a Ele. Não tente um atalho; esqueça os malabarismos.
Continuei me especializando em química e formei-me como Bacharel, com honras, nesta área, em 1967. Comecei então a pesquisa para o meu doutorado no campo da Cinética dos Gases. Durante esta época, casei-me e logo depois minha esposa desafiou minhas concepções evolucionistas teístas ao me pedir para explicar o versículo encontrado em 1 Coríntios 15:22: Porque assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.
Percebi que me estava sendo pedida resposta para a questão fundamental: “Quem foi Adão?”. Lembro-me de ter pensado que, se eu acreditasse num Adão literal, também teria de acreditar numa Eva literal, num Jardim do Éden literal, e numa Criação de seis dias literais. Se eu fizesse isso, estaria comentendo um verdadeiro suicídio intelectual, pois naquela época eu não conhecia ninguém que acreditasse na Criação. Todas as pessoas que eu conhecia acreditavam na Evolução. Todos os livros que eu lia, mesmo aqueles escritos por cristãos, ensinavam a Evolução. O que eu deveria fazer?
A questão de quem realmente foi Adão me preocupou. Com o objetivo de tentar responder a esta questão, li os livros do Novo Testamento para ver qual foi a atitude de seus personagens (incluindo o Senhor Jesus Cristo) em relação aos primeiros capítulos de Gênesis. Logo percebi que, no Novo Testamento, todos os eventos que estão registrados nos primeiros capítulos da Bíblia — a Criação, Adão, Eva, a Queda, Noé, o Dilúvio e assim por diante — são aceitos como sendo literais e históricos. Não existe absolutamente nada no Novo Testamento a respeito destes eventos serem mitológicos, alegóricos, lendários ou mesmo evolucionistas.
Percebi que, se eu também aceitasse esta concepção, então teria de parar de acreditar na Evolução. A questão que agora eu fazia para mim mesmo era: seria possível, intelectualmente, rejeitar a Evolução? Nos dois anos seguintes, cheguei à conclusão de que era possível não só rejeitar a idéia de Evolução, mas também aceitar a historicidade dos primeiros capítulos do Gênesis sem cometer qualquer suicídio intelectual. Não cheguei a esta conclusão rapidamente. Eu estava extremamente ocupado, engajado na minha pesquisa: primeiro na cinética dos gases, pela qual recebi o meu título de Ph.D. em 1970; e depois, no estudo das propriedades elétricas e óticas dos semicondutores orgânicos. Porém, consegui tempo para estudar três áreas principais relacionadas com a questão da controvérsia Criação/Evolução: a evolução química, o registro fóssil e os métodos de datação. Fiz isso pela leitura das minhas velhas anotações das aulas de geologia e de livros-texto evolucionistas. Nessa época, eu não tinha a mínima noção da existência de qualquer outro criacionista, nem de qualquer livro, artigo ou organização antievolução e pró-criação. Desse modo pode ser uma surpresa perceber que eu me tornei um criacionista em resultado de leituras sobre Evolução!
Deixe-me compartilhar algumas das razões que me persuadiram a me tornar um criacionista…
O texto acima é de A. J. Monty White, um dos cinquenta cientistas que explicam, no livro Em Seis Dias — organizado por John F. Ashton —, as razões para acreditar na versão bíblica da Criação.
[Seguidores do perfil @Ler_pra_crer no Twitter podem participar hoje do sorteio de um exemplar do livro. Basta retuitar o link da promoção Sorteio Livro do Mês: Em Seis Dias, Por que 50 cientistas decidiram aceitar a Criação]
Vários críticos do argumento cosmológico eventualmente se posicionam contra a premissa de que tudo que possui início tem uma causa. Será que eles estão certos?
Todo atributo implica necessariamente em um detentor do atributo, desde que tudo que se atribui se atribui a alguma coisa, não ao nada, sendo ontologicamente vinculado a um detentor dos atributos. Ou seja, todo atributo requer um detentor. Se a origem do universo for postulada como sendo o nada absoluto, ele cessa de ser o nada absoluto, pois o atributo de origem/causa eficiente seria intrínseco ao suposto nada. Conclui-se então que os críticos estão totalmente equivocados.
Resumo:
Premissas
1)Todo atributo implica em um detentor do atributo.
2)Se há atributo, então existe também um detentor.
3)O nada seria origem ou causa eficiente do cosmo.
4)Ser origem ou causa eficiente são ambos atributos.
5)Algo é atribuído ao nada, que deixa de ser o nada.
Conclusão
Logo é impossível que o nada absoluto seja a Causa do universo.
Alguns críticos do livre arbítrio dizem que a criação do universo por Deus determina tudo que existe dentro do universo, incluindo nossas escolhas. Será que eles estão corretos?
O fato básico é que Deus é responsável apenas por criar todos os seres. Ele criou o homem e a sua habilidade de livre escolha, além das circunstâncias do meio externo, mas não a escolha específica do homem, pois essa é só um evento e não um ser. Por isso que o determinismo da escolha humana é falacioso, porque confunde o ser com o evento, e conclui erradamente que Deus criou as livres escolhas. Conclui-se então que Deus criou apenas os seres livres com sua capacidade de livre escolha, além do meio externo.
Resumo:
Premissas
1)Deus é responsável somente por criar todos os seres.
2)Deus criou os seres humanos e as habilidades inatas.
3)Deus criou todas as circunstâncias do meio externo.
4)A escolha humana entre circunstâncias é só evento.
5)A escolha humana entre as circunstâncias não é ser.
Conclusão
Logo Deus não é responsável pelas escolhas livres humanas.
Segue uma curta recomendação e “review”, escrita por Bill Pratt, sobre o livro Who Made God?
Estou lendo o livro do físico Edgar Andrew Who Made God? (Quem criou Deus?). Edgar sustenta que há quatro coisas que a ciência jamais explicará:
A origem do universo
A origem das leis da natureza
A origem da vida
A origem da mente e do pensamento
Ele entende que quando afirma que a ciência não pode nunca explicar estas quatro entidades, pode esperar todo tipo de protestos:
É claro que ateístas (e mesmo alguns teístas) irão imediatamente protestar, declarando que só porque não há explicações científicas atualmente disponíveis isso não significa que elas nunca existirão. A ciência é progressiva e novas descobertas são feitas a toda hora, de forma que aquilo que parece cientificamente impossível hoje pode ser cientificamente explicável amanhã.
Eu reconheço a força do argumento, mas mantenho minha posição. A afirmação de que, dado tempo, a ciência explicará tudo é simplesmente a versão ateísta do “Deus das lacunas”. As lacunas do nosso conhecimento podem ser preenchidas, eles dizem, por futuros (mas ainda desconhecidos) avanços científicos. Assim o “Deus das lacunas” é simplesmente substituído por “Ciência Futura das lacunas”: mesmas lacunas, divindades diferentes. Era o que o filósofo da ciência Karl Popper chamava “materialismo promissório”.
Você tem de ler o livro de Andrew para saber por que ele pensa que estas quatro coisas não serão explicadas pela ciência, mas a razão básica é que cada uma delas (universo, leis da natureza, vida, mente e pensamento) consiste de propriedades que transcendem o mundo material. Uma vez que a ciência só é capaz de investigar o mundo material e não o que transcende o mundo material, ela não pode jamais, em princípio, explicar tais coisas.
Recomendo fortemente Who Made God? como uma leitura interessante que propõe a hipótese Deus como uma explicação para o universo, as leis da natureza, a vida e a mente e então apresenta evidências que sustentam esta hipótese. Pode até mesmo ser um excelente presente de Natal para algum cético de sua família!
Os que atendem à palavra profética o fazem “…como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso.” II Pedro 1:19
Este vídeo expõe textos, entrevistas, testemunhos e outros documentos que mostram como o cenário prenunciado pela escritora cristã adventista Ellen White, ainda no Séc. XIX, já é uma realidade em desdobramento. Confira! “Não desprezeis as profecias” I Tess. 5:20 ”Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas.” Amós 3:7
“Digo isso agora, antes que essas coisas aconteçam, para que, quando acontecerem, vocês creiam.” João 14:29
Paulo argumentou energicamente em defesa da supremacia da fé no relacionamento da pessoa com Deus. Ele afirmou repetidamente que nem a circuncisão nem quaisquer outras “obras da lei” são pré-requisitos para a salvação, “pois, por obras da lei, ninguém será justificado” (Gl 2:16). Além disso, a marca que caracteriza o cristão não são as obras da lei, mas a fé (Gl 3:7). Essa negação repetida das obras da lei levanta a questão: “Será que a lei não tem absolutamente nenhum valor, então? Será que Deus anulou a lei?”
Por ser a salvação pela fé, e não pelas obras da lei, Paulo quis dizer que a fé anula a lei? Compare Rm 3:31 com Rm 7:7, 12; 8:3, 4; Mt 5:17-20
O raciocínio de Paulo em Romanos 3 se assemelha à sua argumentação sobre fé e lei em Gálatas. Sentindo que seus comentários poderiam levar alguns a concluir que ele estava exaltando a fé em detrimento da lei, Paulo faz a pergunta retórica: “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei”. A palavra traduzida como “anulamos” em Romanos 3:31 é katargeo. Paulo usa a palavra com frequência; ela pode ser traduzida como “anular” (Rm 3:3), “abolir” (Ef 2:15), “desfazer” (Rm 6:6, RC), ou mesmo destruir (1Co 6:13). Claramente, se Paulo quisesse apoiar a ideia de que a lei foi de alguma forma abolida na cruz, como algumas pessoas hoje afirmam que ele ensinou, essa teria sido a oportunidade. Mas Paulo não apenas negou essa opinião com um enfático não; na verdade, ele afirmou que seu evangelho “estabelece” a lei!
“Ao exigir e prover o sacrifício expiatório, o plano da justificação pela fé revela o respeito de Deus por Sua lei. Se a justificação pela fé anulasse a lei, não teria havido necessidade da morte expiatória de Cristo para libertar o pecador de seus pecados e, assim, restaurá-lo à paz com Deus.
“Além disso, em si mesma, a fé genuína envolve uma disposição sem reservas para cumprir a vontade de Deus em uma vida de obediência à Sua lei… A fé verdadeira, com base no pleno amor pelo Salvador, só pode conduzir à obediência” (SDA Bible Commentary, v. 6, p. 510).
O que Paulo quis dizer quando afirmou que a lei foi adicionada “até que viesse o descendente a quem se fez a promessa”?Gálatas 3:16-19
Muitos têm entendido que esse texto queria dizer que a lei dada no Monte Sinai era temporária. Ela foi introduzida 430 anos depois de Abraão e, então, foi anulada quando Cristo veio. Essa interpretação, porém, contradiz o que Paulo diz sobre a lei em Romanos, bem como em outras passagens da Bíblia, como Mateus 5:17-19:
Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido.
Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.
O erro que os leitores muitas vezes cometem, com relação a essa passagem (Gál. 3:16-19), é o de supor que a expressão “até que” sempre implica uma duração limitada de tempo. Esse não é o caso. Descrevendo a pessoa que teme ao Senhor, o Salmo 112:8 diz: “O seu coração, bem firmado, não teme, até ver cumprido, nos seus adversários, o seu desejo”. Isso significa que quando ele triunfar ficará com medo? Em Apocalipse 2:25, Jesus disse: “Tão-somente apeguem-se com firmeza ao que vocês têm, até que Eu venha” (NVI). Teria Jesus declarado que, depois que Ele vier, já não precisaremos ser fiéis?
O papel da lei não acabou com a vinda de Cristo. Ela continuará a apontar o pecado, enquanto a lei existir. O que Paulo disse foi que a vinda de Cristo marcou um momento decisivo na história humana. Cristo pôde fazer o que a lei jamais poderia fazer: prover o verdadeiro remédio para o pecado, ou seja, justificar os pecadores e, pelo Seu Espírito, cumprir Sua lei neles (Rm 8:3, 4).
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Que implicações haveria se Paulo, na verdade, quisesse dizer que a fé anula a necessidade de guardar a lei? Por exemplo, o adultério, o roubo, ou até mesmo o assassinato deixariam de ser pecado? Pense na tristeza, dor e sofrimento dos quais você poderia se preservar se simplesmente obedecesse à lei de Deus. Que sofrimentos você ou outras pessoas têm experimentado, inteiramente como resultado da desobediência à lei de Deus?
31 de Outubro de 1517 marca um dos eventos emblemáticos na história da igreja. Nesse dia, Martinho Lutero afixou nas portas da capela de Wittemberg as 95 teses contrárias à teologia romana e ao sistema de venda de indulgências, que se apoiava naquela teologia. Em comemoração hoje ao Dia da Reforma Protestante, sugiro, como reflexão, a leitura deste trecho do livro O Grande Conflito, de Ellen White (p.132-133):
Posto que Lutero tivesse sido movido pelo Espírito de Deus para iniciar sua obra, não a deveria ele levar avante sem severos conflitos. As acusações dos inimigos, a difamação de seus propósitos e os injustos e maldosos reparos acerca de seu caráter e intuitos, sobrevieram-lhe como um dilúvio avassalador; e não ficaram sem efeito. Ele confiara em que os dirigentes do povo, tanto na igreja como nas escolas, se lhe uniriam alegremente nos esforços em favor da Reforma. Palavras de animação por parte dos que se achavam em elevadas posições, haviam-lhe inspirado alegria e esperança. Já, em antecipação, vira ele um dia mais radiante despontar para a igreja. Mas a animação tinha-se transformado em censuras e condenações. Muitos dignitários, tanto da Igreja como do Estado, estavam convictos da verdade de suas teses; mas logo viram que a aceitação dessas verdades implicaria grandes mudanças. Esclarecer e reformar o povo corresponderia virtualmente a minar a autoridade de Roma, sustar milhares de torrentes que ora fluíam para o seu tesouro e, assim, grandemente cercear a extravagância e luxo dos chefes papais. Demais, ensinar o povo a pensar e agir como seres responsáveis, buscando apenas de Cristo a salvação, subverteria o trono do pontífice, destruindo finalmente sua própria autoridade. Por esta razão recusaram o conhecimento a eles oferecido por Deus, e se dispuseram contra Cristo e a verdade pela sua oposição ao homem que Ele enviara para os esclarecer.
Lutero tremia quando olhava para si mesmo – um só homem opor-se às mais poderosas forças da Terra. Algumas vezes duvidava se havia sido, na verdade, levado por Deus a colocar-se contra a autoridade da igreja. “Quem era eu”, escreveu ele, “para opor-me à majestade do papa, perante quem… os reis da Terra e o mundo inteiro tremiam? … Ninguém poderá saber o que meu coração sofreu durante estes primeiros dois anos, e em que desânimo, poderia dizer em que desespero, me submergi.” – D”Aubigné. Mas ele não foi abandonado ao desânimo. Quando faltou o apoio humano, olhou para Deus somente, e aprendeu que poderia arrimar-se em perfeita segurança Àquele todo-poderoso braço. A um amigo da Reforma, Lutero escreveu: “Não podemos atingir a compreensão das Escrituras, quer pelo estudo quer pelo intelecto. Teu primeiro dever é começar pela oração. Roga ao Senhor que te conceda, por Sua grande misericórdia, o verdadeiro entendimento de Sua Palavra. Não há nenhum intérprete da Palavra de Deus senão o Autor dessa Palavra, como Ele mesmo diz: “E serão todos ensinados por Deus.” Nada esperes de teus próprios trabalhos, de tua própria compreensão: confia somente em Deus, e na influência de Seu Espírito. Crê isto pela palavra de um homem que tem tido experiência.” – D”Aubigné. Eis aqui uma lição de importância vital para os que sentem que Deus os chamou a fim de apresentar a outrem as verdades solenes para este tempo. Estas verdades suscitarão a inimizade de Satanás e dos homens que amam as fábulas que ele imaginou. No conflito com os poderes do mal, há necessidade de algo mais do que força de intelecto e sabedoria humana.
Quando inimigos apelavam para os costumes e tradições, ou para as afirmações e autoridade do papa, Lutero os enfrentava com a Bíblia, e com a Bíblia unicamente. Ali estavam argumentos que não podiam refutar; portanto os escravos do formalismo e superstição clamavam por seu sangue, como o fizeram os judeus pelo sangue de Cristo. “Ele é um herege”, bradavam os zelosos romanos. “É alta traição à igreja permitir que tão horrível herege viva uma hora mais. Arme-se imediatamente para ele a forca!” – D”Aubigné.
Lutero, porém, não caiu vítima da fúria deles. Deus tinha uma obra para ele fazer, e a fim de o proteger foram enviados anjos do Céu. Entretanto, muitos que de Lutero tinham recebido a preciosa luz, tornaram-se objeto da ira de Satanás, e por amor à verdade sofreram corajosamente tortura e morte.
Os ensinos de Lutero atraíram a atenção dos espíritos pensantes de toda a Alemanha. De seus sermões e escritos procediam raios de luz que despertavam e iluminavam a milhares. Uma fé viva estava tomando o lugar do morto formalismo em que a igreja se mantivera durante tanto tempo. O povo estava diariamente perdendo a confiança nas superstições do romanismo. As barreiras do preconceito iam cedendo. A Palavra de Deus, pela qual Lutero provava toda a doutrina e qualquer reclamo, era semelhante a uma espada de dois gumes, abrindo caminho ao coração do povo. Por toda parte se despertava o desejo de progresso espiritual. Fazia séculos que não se via, tão generalizada, a fome e sede de justiça. Os olhos do povo, havia tanto voltados para ritos humanos e mediadores terrestres, volviam-se agora em arrependimento e fé para Cristo, e Este crucificado.
As regiões codificadoras de DNA nos chimpanzés e nos humanos são muito semelhantes — 98%, segundo muitas estimativas — e esta similaridade tem sido usada como evidência de que as duas espécies descendem de um ancestral comum. No entanto, chimpanzés e humanos são muito diferentes comportamental e anatomicamente e, mesmo 30 anos atrás, alguns biólogos especulavam que essas diferenças podem ser atribuídas a regiões não-codificadoras de proteínas, que compõem cerca de 98% do DNA dos chimpanzés e dos humanos (em outras palavras, a similaridade de 98% refere-se a apenas 2% do genoma).
Agora, uma equipe de pesquisadores liderada por John F. McDonald na Georgia Tech publicou evidências de que grandes segmentos do DNA que não codificam proteínas diferem significativamente entre chimpanzés e humanos, e os autores do estudo (assim como outros antes deles) têm sugerido que essas diferenças poderiam explicar algumas características distintas entre as duas espécies.
Researchers at the Georgia Institute of Technology have now determined that the insertion and deletion of large pieces of DNA near genes are highly variable between humans and chimpanzees and may account for major differences between the two species.
Pesquisadores do Georgia Institute of Technology agora concluíram que a inserção e a deleção de grandes porções de DNA perto de genes são altamente variáveis entre humanos e chimpanzés e podem ser responsáveis por grandes diferenças entre as duas espécies. ( Tradução livre)
Estes resultados, somados a outros tantos, fornecem cada dia mais evidências de que as regiões não-codificadoras de proteínas que alguns darwinistas rotularam como “Junk DNA” (“DNA lixo”) não são lixo afinal (link relacionado em português).
Mas os resultados apontam ainda um problema muito mais sério com o raciocínio darwiniano:
Se as semelhanças no DNA codificador de proteínas apontam para a ancestralidade comum entre chimpanzés e humanos, por que as diferenças no muito mais abundante DNA não-codificador de proteínas não apontam para suas origens separadas?
A razão disso é porque questionar a ancestralidade comum entre chimpanzés e humanos é um tabu.
O que resta, então, é o seguinte argumento:
O DNA codificador de proteína de chimpanzés e humanos é semelhante. Portanto, as duas espécies compartilham um ancestral comum.
O DNA não-codificador de proteínas de chimpanzés e humanos NÃO é semelhante. Portanto, as duas espécies compartilham um ancestral comum e a dessemelhança explica suas diferenças.
Onde é que já vimos essa forma de raciocínio antes? Basta lembrar do argumento evolucionista referente à embriologia dos vertebrados:
Os estágios iniciais dos embriões de vertebrados são semelhantes. Portanto, vertebrados partilham um ancestral comum.
Os estágios iniciais dos embriões vertebrados NÃO são semelhantes. Portanto, vertebrados partilham um ancestral comum, mas seus estágios iniciais evoluem com facilidade.
Aparentemente, a “lógica” darwiniana funciona da seguinte forma:
Ancestralidade comum é uma verdade.
X e Y são semelhantes.
X e Y NÃO são semelhantes.
Portanto, a ancestralidade comum é uma verdade.
Este é um argumento circular clássico. Imagine um Ouroboro, o símbolo alquímico de uma cobra com a própria cauda na boca (acima). Ou talvez os degraus sem fim de Penrose…e você já tem uma idéia para onde a “lógica” darwiniana nos leva.
Como é que a vida surgiu? Para aqueles que rejeitam o Testemunho de Gênesis, a busca está restrita a pistas existentes na natureza. Uma das pistas é o número mínimo de informação genética necessária para o crescimento e para a reprodução. Se o número for suficientemente pequeno, então é concebível que a vida se tenha gerado como efeito de forças não-inteligentes.
O documentário de 2008 com o nome de “Expelled: No Intelligence Allowed” defendeu que 250 é o número mínimo de proteínas necessárias para o funcionamento da célula. As probabilidades de tantas proteínas se formarem por acaso é equivalente a um homem jogar nas máquinas caça-níqueis e ganhar 250 vezes consecutivas.
No entanto, as verdadeiras probabilidades são ainda mais problemáticas para os naturalistas. O biólogo molecular Doug Axe disse:
Estamos a falar de algo vertiginosamente improvável; mais ou menos 1 num trilhão de trilhão de trilhão de trilhão de trilhão de trilhão.
(Stein, B. 2008. Expelled: No Intelligence Allowed. DVD. Directed by Nathan Frankowski. Premise Media Corporation, L.)
No entanto, novas pesquisas podem fazer com que Axe tenha que quadruplicar estas probabilidades impossíveis.
Uma equipe de biólogos da “Stanford University School of Medicine” empregou um novo método como forma de estimar a informação genética mínima necessária para a sobrevivência da bactéria chamada de Caulobacter crescentus.
Eles usaram uma nova técnica para identificarem as mutações específicas no ADN das bactérias mutantes. Posteriormente, eles mapearam o genoma da Caulobacter para descobrirem as áreas que não toleravam mutações.
De acordo com o comunicado à imprensa, os pesquisadores descobriram 480 genes codificadores de proteína, mais 532 outras regiões essenciais no ADN da bactéria (Digitale, E. New method reveals parts of bacterium genome essential to life. Stanford School of Medicine news release, August 30, 2011, reporting on research published in Christen, B. et al. 2011. The essential genome of a bacterium. Molecular Systems Biology. 7 (1): 528. ).
A maior parte destas 532 regiões regulam a expressão genética, 91 regiões possuem funções desconhecidas e o restante são genes com funções desconhecidas mas necessárias.
Portanto, a experiência descobriu que o número de regiões de ADN necessárias para a vida básica desta bactéria é de 1000, o que é quatro vezes mais que as 250 proteínas estimadas pelo filme Expelled.
Se a origem e a sobrevivência da primeira célula era miseravelmente insolúvel através de qualquer maquinação das leis da natureza, muito menos solúvel ela é agora. Se não se quiser chegar a um impasse científico e impedir o avanço do nosso conhecimento, temos que postular que aquilo que a natureza por si só não consegue levar a cabo tem que ser forçosamente explicado por forças que vão para além das forças não-inteligentes da natureza.
Curiosamente, é precisamente neste impasse que se encontram os proponentes do naturalismo ; devido à sua fé nesta filosofia não-científica, os evolucionistas materialistas construíram imensas (e muitas vezes mutuamente exclusivas) teorias para a origem da vida.
Todas elas são cientificamente deficientes, mas os evolucionistas, havendo rejeitado Deus, não as podem rejeitar.
Este é um exemplo claro que demonstra como o naturalismo e a a teoria da evolução são um impedimento para o avanço da ciência.
O Livro do Mês é Uma Pergunta de Cada Vez, devocional juvenil 2011 escrito pelo Pr. Ivan Saraiva, orador do programa Está Escrito, da TV Novo Tempo. Não conhece o livro? A proposta do autor é conduzir o leitor às respostas essenciais da vida, a partir do universo de interrogações aparentemente comuns dos juvenis. Como amostra, seguem duas meditações, extraídas dos dias 11 de maio e 20 de julho.
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Quantas Orações Deus Recebe por Minuto?
Ó Senhor Deus, a Ti dirijo a minha oração. Salmo 25:1
Cerca de 5,8 milhões de orações chegam aos Seus ouvidos por minuto. É claro que não dá para responder a essa questão com precisão científica, mas foram consultados representantes das principais religiões monoteístas e obteve-se um número aproximado de cerca de 8,4 bilhões de orações por dia, ou 5,833 milhões por minuto, o mesmo que 97 mil preces por segundo!
Se esse número está perto ou longe de ser exato, eu não sei. Mas acredito que o número deve ser exorbitante mesmo. Apenas um Deus com a capacidade infinita, como cremos, seria capaz de ouvir e responder a milhões de pessoas orando todos os dias.
Já ouvi pessoas dizerem que não oram porque creem que Deus deve ter coisas mais importantes para resolver do que ouvir seus problemas. Nada pode ser mais equivocado. Tudo que acontece na minha e na sua vida é importante para Deus! Não importa se outros seis milhões de pessoas estão orando naquele mesmo momento. Ele ouve e atende à súplica de uma mãe pelo filho que está morrendo no hospital, mas também está atento ao sussurro de uma criancinha que perdeu a boneca e não sabe onde está.
Quando dizemos que Deus tem coisas mais importantes do que a gente, estamos dizendo que não temos valor e que Ele só Se importa com coisas e pessoas “grandes”. É claro que Ele é o Deus do Universo com galáxias inumeráveis. Ele é o arquiteto de tudo o que é imenso e majestoso. Mas é também o Deus que escolheu criar a formiguinha mais miudinha que você já viu. Ele é o Deus do macrocosmo e do microcosmo. Ele Se importa com as decisões do presidente dos EUA, mas também Se importa com as decisões tomadas por você. Nada é insignificante para Deus.
Como pastor, já vi centenas e centenas de orações respondidas imediatamente, e outras milhares que ainda aguardam a resposta de Deus. Mas nunca vi uma única oração que deixou de ser respondida por Deus.
Então, não deixe para depois. Ore agora mesmo e converse com seu Deus. Ele está ouvindo sua oração e mais milhões delas como se fossem únicas. Deus é maravilhoso. Bom dia de oração para você!
Você Sabe Ouvir um Não?
Eu tenho cumprido todas as Suas leis e não tenho desobedecido aos Seus mandamentos. Salmo 18:22
Você sabe ouvir um não? Não? Então, precisa saber algumas coisas sobre essa palavrinha tão pequena, mas de significado tão importante para qualquer sociedade. Já imaginou um mundo sem “nãos”? Seria o caos. Pode matar? Teríamos que dizer sim. Pode roubar? Teríamos que concordar. Nada funcionaria direito. O trânsito seria o caos. A justiça não precisaria existir, uma vez que tudo seria permitido. Agredir pessoas nas ruas, explorar crianças, desmatar, humilhar. Ninguém teria direito a nada e, ao mesmo tempo, teríamos direito a tudo, mesmo que não fosse legítimo. Realmente, não seria nada fácil; ao contrário, seria o fim de tudo que conhecemos como sociedade.
Mas, se para todos nós é tão óbvio que um mundo sem “nãos” seria muito ruim, então por que temos dificuldades em receber os “nãos” dos nossos pais? Um dia desses, li uma frase interessante. Ela dizia que falar “não” é a maior prova de amor! Acho que tem muito de verdade nisso. Quando Deus disse que “não” deveríamos comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, Ele estava nos protegendo. Tenho aprendido durante minha vida que, por trás de cada não de Deus, há uma benção reservada, guardada. Quando Deus diz “não” para mim, é sinônimo de proteção. Como não conhecemos o futuro, nossa melhor escolha é sempre confiar! Confiar em Deus como nosso grande guia e general.
Tenho que confessar que nem sempre agi assim. Muitas vezes, eu esperava ouvir os “sins” de Deus e não queria uma resposta negativa. Mas hoje minha vida está nas mãos dEle. Recebo com alegria e resignação o que Deus achar melhor para mim. Isso por uma razão simples: Deus só quer o melhor para mim, porque Ele me ama!
Quero que hoje você tenha duas certezas. A primeira é que o “não” nem sempre é ruim. Muitas vezes ele salvará sua vida e fará você mais feliz. A segunda certeza é que todas as vezes que seus pais dizem “não” é porque querem o melhor para você, mesmo que você não veja isso agora. Confie em quem o ama, em quem daria a vida por você. E, então, está aprendendo a ouvir uns bons “nãos”? Espero que sim e lembre-se: às vezes a maior prova de amor é dizer “não”, e outra prova de amor é obedecer.
“…Quanto mais frequentemente se marcar um tempo definido para o segundo advento, e mais amplamente for ele ensinado, tanto mais se satisfazem os propósitos de Satanás. Depois que se passa o tempo, ele provoca o ridículo e o desdém aos seus defensores.” Ellen White
O mundo não acabou ontem e, mais uma vez, a falsa previsão do líder evangélico americano Harold Camping serviu de material cômico para muitos incrédulos. Como se sabe, esse não é o primeiro fracasso de Camping. A “matemática” por trás dos cálculos já vinha sendo criticada desde os primeiros anúncios, tanto dentro quanto fora das fileiras cristãs. Mas não apenas isso. Da perspectiva de cristãos esclarecidos, não se tratava de um simples erro de cálculo. A falha vem de um erro de postura, uma atitude até de irreverência para com as Escrituras.
Era tudo o que Newton, o pai da Física, não desejaria que acontecesse…
Explico: muitos ainda associam a imagem de Newton unicamente aos estudos da Física e da Matemática. É claro que Newton ainda exerce sua influência sobre a ciência. As leis do movimento estão em todos os livros básicos de Física. Em 1999, uma pesquisa de opinião entre 100 dos principais físicos apontou Einstein como “o maior físico de todos os tempos”, tendo Newton como o segundo colocado; já uma pesquisa paralela junto a um número mais amplo de físicos, feita pelo site Physics Web, deu a Newton o primeiro lugar. A Sociedade Real Britânica (originalmente liderada por ele) perguntou em 2005 quem exerceu o maior impacto sobre a história da ciência: Newton ou Albert Einstein? A votação pendeu para o lado de Newton. Ele permanece como um dos pilares da aplicação da matemática à natureza.
Um aspecto, porém, meio que “esquecido” e não muito explorado da vida do grande cientista é sua contribuição para a Religião e a Filosofia.
Newton era não apenas um estudioso da natureza mas também um profundo pesquisador das Escrituras. De acordo com Robert Stack A., ”os escritos de Newton sobre assuntos teológicos e bíblicos sozinhos representam cerca de 1,3 milhões de palavras, o equivalente a 20 livros de hoje, de extensão padrão. Embora esses escritos digam pouco sobre a ciência de Newton, eles nos dizem muita coisa sobre o próprio Isaac Newton.”
Particularmente, eu suponho que se os escritos nos dizem muita coisa sobre a pessoa de Newton, então devem falar tanto de sua ciência quanto de sua religião. Newton inequivocamente acreditava em um criador divino, Deus, e no relato tradicional da criação. Em termos de apologética, ET Bell, em seu livro Men of Mathematics atesta que Newton, “portanto, fazia o que ele considerava esforços realmente sérios na tentativa de provar que as profecias de Daniel e a simbologia do Apocalipse [o livro Apocalipse, de João] fazem sentido, e em pesquisas cronológicas cujo objeto era harmonizar as datas do Antigo Testamento com a história.”
Com base em um manuscrito apresentado pela primeira vez há uns três anos, a mídia divulgou que o Pai da Física teria previsto o fim do mundo para 2060. Mas a história não é bem essa.
Em 1704, Newton escreveu, ao tentar extrair informações científicas da Bíblia, uma estimativa de que o mundo não iria acabar antes da chegada do ano 2060. Ao prever isso, ele esclareceu:
“Isso eu menciono não para afirmar quando o tempo do fim acontecerá, mas para colocar um fim à onda de conjecturas fantasiosas de homens que estão frequentemente prevendo o tempo do fim, e ao fazê-lo levam descrédito às profecias sagradas com a mesma frequência com que suas previsões falham.”
Embora Newton seja tão falível quanto qualquer outro ser humano, o ponto aqui é o seu zelo pelas “profecias sagradas” e sua preocupação com a salvação de pessoas e com o perigo que representa propagar idéias que vão além do que nos foi revelado.
É lamentável que um exemplo exatamente oposto à preocupação que Newton expressa nesse documento tenha se materializado na abordagem descuidada de Camping a esse assunto tão sério.
O autor e matemático Marvin Bittinger, naturalmente um admirador de Newton, encontrou alguma consonância entre seus próprios cálculos e essa citação do grande pioneiro da ciência moderna. Mas Bittinger não é mais um profeta a apontar a data do fim do mundo. Ele está ciente, como Newton certamente estava, de que “daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai” (Mateus 24 : 36).
O que Bittinger parece indicar em seus cálculos (embora não tenha lido seu livro) é que o mundo inteiro estará evangelizado em 2063, o que não deixa de ter conexão com o cenário profético: “e este evangelho do reino será pregado em todo o mundo para testemunho de todas as nações, e então virá o fim” (Mateus 24:14).
Mas como não se pode descartar das equações o controle e a possibilidade de intervenção poderosa de Deus na História, o melhor que o cristão pode fazer é atender ao conselho dAquele que não pode errar:
“Sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem.”(Mt 24:43-44)
Marvin Bittinger é autor do livro “The Faith Equation” e também de mais de 215 trabalhos em Matemática. Mais indicações de pesquisa sobre Isaac Newton podem ser encontradas no seu blog MathandFaith (Matemática e Fé), de onde foi extraída a maior parte do material desta postagem.
Para o crente, Cristo é a ressurreição e a vida. Em nosso Salvador é restaurada a vida que se perdera mediante o pecado; pois Ele possui vida em Si mesmo, para vivificar a quem quer. Acha-Se investido do poder de dar imortalidade. A vida que Ele depôs na humanidade, retoma, e dá à humanidade. “Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10:10), disse Ele. “Aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.” João 4:14. “Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia.” João 6:54.
Para o crente a morte não é senão de somenos importância. Cristo fala dela como se fora de pouca monta. “Se alguém guardar a Minha palavra, nunca verá a morte”, “nunca provará a morte”. João 8:51 e 52. Para o cristão a morte não é mais que um sono, um momento de silêncio e escuridão. A vida está escondida com Cristo em Deus, e “quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória”. Col. 3:4.
A voz que bradou da cruz: “Está consumado” (João 19:30), foi ouvida entre os mortos. Penetrou as paredes dos sepulcros, ordenando aos que dormiam que despertassem. Assim será quando a voz de Cristo for ouvida do céu. Ela penetrará as sepulturas e abrirá os túmulos, e os mortos em Cristo ressurgirão. Na ressurreição do Salvador, algumas tumbas foram abertas, mas em Sua segunda vinda todos os queridos mortos Lhe ouvirão a voz, saindo para uma vida gloriosa, imortal. O mesmo poder que levantou a Cristo dentre os mortos, erguerá Sua igreja, glorificando-a com Ele, acima de todos os principados, de todas as potestades, acima de todo nome que se nomeia, não somente neste mundo mas também no mundo por vir.
Ellen White. O Desejado de Todas as Nações, p. 786-787.
Há cinco razões por que os historiadores levam o material do Novo Testamento a sério.
Primeiro, os relatos são recentes em relação aos fatos descritos. As narrativas foram escritas muito próximo aos eventos que elas relatam.
Segundo, múltiplos documentos, independentes e de fonte primária corroboram uns aos outros. Além da obras de Mateus, Marcos, Lucas, João, e os escritos de Pedro e Paulo, 17 referências seculares juntamente com vasta evidência arqueológica corroboram os relatos canônicos.
Terceiro, os documentos do Novo Testamento incluem detalhes dos depoimentos de testemunhas oculares: horas do dia, condições meteorológicas, costumes locais, nomes de governantes provinciais, e outras minúcias características de relatos autênticos.
Quarto, os Evangelhos incluem detalhes embaraçosos. Os discípulos de Jesus são mesquinhos, lentos para compreender, arrogantes e infieis. Pedro nega a Cristo, o restante dos discípulos foge. Mulheres, não respeitadas no mundo antigo, são as primeiras a testemunhar o Cristo ressuscitado. Por que incluir esses detalhes desconcertantes se os Evangelhos são obras de ficção?
Quinto, não havia motivação para os escritores enganarem. Aqueles que mentem, o fazem por interesse próprio. Um testemunho que traz tormento, tortura e execução não se mostra como provável de ser fabricado. Os primeiros discípulos, aqueles que estavam em posição de saber a verdade, selaram seu testemunho com sangue. Pedro escreveu: “Porque não seguimos fábulas engenhosas quando vos fizemos conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade” (2 Pet. 1:16). Sua reivindicação corresponde aos fatos.
Na obra de maior sucesso sobre a História, A História da Civilização, Will Duran, historiador ganhador do Prêmio Pulitzer, escreve:
“A Alta Crítica tem aplicado ao Novo Testamento testes de autenticidade tão severos que, através deles, uma centena de preciosidades antigas, como por exemplo Hamurabi, Davi e Sócrates passariam a lendas. Apesar dos preconceitos teológicos dos evangelistas, eles registam muitos acontecimentos que meros inventores teriam escondido: a sua fuga após a prisão de Jesus, a negação de Pedro, o fato de Cristo não ter realizado milagres na Galiléia, a atribuição de possível insanidade por parte de alguns ouvintes, a incerteza inicial da sua missão, as suas confissões de ignorância em relação ao futuro, os seus momentos de amargura, o seu choro amargo na cruz.
Ninguém ao ler estas cenas pode duvidar da figura por detrás deles. Pensar que uns simples homens conseguiram, numa geração, inventar uma personalidade tão poderosa e apelativa, tão ética e tão inspiradora, seria um milagre mais incrível do que aqueles registados nos Evangelhos. Após dois séculos de Alta Crítica, a vida, carácter e ensinos de Cristo continuam razoavelmente claros e constituem a característica mais fascinante da História do homem ocidental.”
“Mas não é o Alcorão também historicamente preciso?” Alguém poderia perguntar. Possivelmente, mas só isso não é suficiente para mostrar vinculação sobrenatural. É necessário algo mais, o que leva ao segundo ponto: diferentemente do Alcorão, a Bíblia é um registro histórico de eventos sobrenaturais.
Os documentos históricos dos Evangelhos não apenas registram a reivindicação de Jesus de ser Deus. Eles também documentam fielmente os milagres e a ressurreição dos mortos que fundamentam esta alegação. Os atos poderosos de Jesus dão à sua palavra tremenda autoridade (João 20:30-31).
Se essas coisas realmente aconteceram, então Jesus não é um homem comum, e o livro que Ele endossou como de origem divina não é um livro comum. A História em si é aliada dos cristãos.
Em uma dramática reviravolta acadêmica sobre o Novo Testamento nos últimos 50 anos, a maioria dos estudiosos, mesmo os seculares, agora afirmam quatro fatos da História. Primeiro, Jesus de Nazaré morreu numa cruz romana e foi sepultado em um túmulo. Segundo, o túmulo estava vazio na manhã de domingo. Terceiro, várias pessoas (incluindo céticos como Tiago, irmão de Jesus, e Saulo) testemunharam o que eles pensavam ser o Jesus ressuscitado. Quarto, a crença na ressurreição foi a responsável pelo surgimento da igreja primitiva.
Os historiadores apenas não concordam quanto ao que melhor explica esses quatro fatos da história. Mas não há muitas opções. Nenhuma explicação se encaixa melhor na evidência do que aquela dada por aqueles discípulos anteriormente covardes, mas que agora colocam suas vidas em risco por este testemunho: Aquele que foi morto está vivo. Ele ressuscitou.
Sim, a Bíblia registra eventos sobrenaturais na história para apoiar suas reivindicações. E os documentos do Novo Testamento são os melhores documentos históricos do mundo antigo, quando examinados pelo padrão de pesquisa histórica livre das pressuposições naturalistas (anti-sobrenaturais).
O Livro do Mês é Os Dois Lados do Sexo, de Charles Wittschiebe. O sorteio será no dia 30 de setembro. Para participar, siga @Ler_pra_crer no Twitter e retuíte a mensagem: [Sorteio Livro do Mês: Os Dois Lados do Sexo, de Charles Wittschiebe Siga @Ler_pra_crer e Dê RT http://kingo.to/PWy]
Os Dois Lados do Sexo, de Charles Wittschiebe, é um livro para jovens (tradução do original em inglês Teens and Love and Sex). Uma visão geral do contéudo pode ser encontrada na contracapa:
Se você pensa que sabe tudo sobre sexo, leia esta obra e terá algumas surpresas… O autor, especialista em educação sexual, fala sobre namoro, sexo pré-marital, os órgãos sexuais, o casamento, a masturbação, homossexualismo, doenças venéreas e outros assuntos relacionados. Mostra o lado maravilhoso do sexo, criado por Deus, como expressão de amor. E aquele outro lado, distorcido, que não traz satisfação completa. Leitura indispensável para quem não quer se machucar.
Algumas citações inseridas no livro:
As pessoas quase sempre pedem do sexo, mais do que ele possivelmente pode dar.
Dra. Joyce Brothers
É quase certo que, pelo menos uma vez na vida, ainda que em menor grau, você será vítima de uma abordagem sexual [...] tal como uma chamada telefônica obscena, contatos físicos externos, um exibicionista, ou um voyeur.
Frederic Storaska
O capítulo “O outro lado…” aponta para o fato de que, após a entrada do pecado no mundo, a parte sexual da natureza humana, um dos mais magnificentes e excitantes presentes de Deus, quando distorcida e não orientada pelos princípios do Criador, pode se mostrar “uma nascente poluída para um largo e fluente rio de dor, sofrimento, doença, crueldade e comportamento pevertido”.
Esse mesmo capítulo começa por tratar dos casos de abordagens sexuais e de alguns cuidados que as mulheres devem ter a fim de se proteger. E apresenta uma lista com algumas sugestões:
Quando você for a qualquer lugar à noite, certifique-se de ter seu pai ou irmão como protetor (a menos que você saiba com certeza que tudo está absolutamente OK). Quando você tiver encontros com um rapaz, tenha certeza de que ele é seguro e de confiança e de que não a levará conscientemente a lugares onde há riscos de ataque.
Evite um encontro cego. Só aceite se incluir outro casal de amigos de confiança que partilhem de seus altos padrões.
Não se vista de modo provocante. Entretanto, deve-se ter em mente que o estupro é em geral um ato de hostilidade às mulheres, em vez de um incontrolável desejo sexual.
Não estacione em lugares isolados e em locais tradicionalmente usados para intimidades físicas. Os lugares que os jovens escolhem como estacionamento são naturalmente os primeiros lugares para os quais o estuprador se encaminhará.
Não pressuponha que os ambientes de escola ou hospital sejam “seguros”.
Se você precisa caminhar sozinha à noite, fique em áreas bem iluminadas, tanto quanto possível.
Quando você estiver andando sozinha, caminhe diretamente, com confiança e rapidez.
Caminhe junto à rua, em direção oposta ao tráfego.
Evite caminhar próxima a portas, arbustos e por ruas estreitas, onde um estuprador poderia esconder-se.
Permaneça alerta quando pessoas param e lhe pedem informações — nunca se aproxime muito de um carro.
Feche todas as portas de seu carro, sempre.
Verifique o banco traseiro do carro antes de entrar nele.
Dirija-se a um lugar público ou a um posto policial se você desconfia que alguém a está seguindo.
Antes de clamarem, Eu responderei; ainda não estarão falando, e Eu os ouvirei. Isaías 65:24
Providenciarei para suas necessidades antes que eles peçam. Isaías 65:24, New Century Version
Helen Rosenweare, que foi médica missionária no antigo Congo Belga, conta uma experiência que comprova a promessa do texto de hoje. Ela a intitula “A Bolsa e a Boneca”. Veja que interessante relato:
Certa noite eu estava fazendo de tudo para ajudar uma mãe em trabalho de parto. Apesar do esforço, ela não resistiu e nos deixou com um bebê prematuro e uma filha de dois anos em prantos. Era muito complicado manter o bebê vivo sem uma incubadora (não tínhamos eletricidade para ativar uma incubadora). Também não tínhamos recursos adequados de alimentação. Mesmo morando na linha do Equador, as noites eram frias como aragens traiçoeiras.
Uma das aprendizes de parteira foi buscar a caixa que reservávamos para bebês nessa situação e os panos de algodão para envolvê-los. Uma outra foi alimentar o fogo para aquecer uma chaleira de água para a bolsa de água quente. Sem demora, voltou desconsolada, pois a bolsa havia se rompido. Borracha estraga fácil em clima tropical. “Era nossa última bolsa de água quente”, ela me disse.
Assim como no Ocidente se diz que “não adianta chorar sobre o leite derramado”, na África Central se diria que “não adianta chorar sobre bolsas de água quente estragadas”. Elas não crescem em árvores, e não existem farmácias no meio das florestas.
“Muito bem”, disse eu, “coloquem o bebê em segurança tão próximo quanto possível do fogo e durmam entre a porta e o bebê para protegê-lo das lufadas de vento frio. Mantenham o bebê aquecido.”
Na tarde seguinte, fui orar com as órfãs que vez ou outra queriam reunir-se comigo. Fiz uma série de sugestões que pudessem incentivá-las a orar e, também, contei-lhes sobre o bebê. Expliquei a dificuldade em manter o bebê aquecido já que a única bolsa de água havia estourado, e que o bebê poderia morrer se passasse frio. Mencionei a irmãzinha de dois anos que não parava de chorar e sentia a perda e a ausência da mãe.
Durante as orações, uma das meninas africanas de 10 anos orou: “Por favor, Deus, manda-nos a bolsa de água quente. Amanhã talvez será tarde, porque o bebê pode não aguentar. Por isso, manda a bolsa de água quente ainda hoje.”
Enquanto eu ainda procurava recuperar o ar diante de tamanha ousadia, a menina acrescentou: “E, Senhor, já que estás cuidando disso, por favor, manda junto uma boneca para a irmãzinha do bebê, para que ela saiba que também a amas de verdade.”
Como é comum quando lidamos com crianças, achei que eu estava em apuros. Poderia eu, honestamente, dizer “Amém” em resposta à oração da menina? Eu simplesmente não conseguia acreditar que Deus poderia atendê-la. O único jeito de obtermos a bolsa de água quente seria por encomenda à minha terra natal, via correio.
Eu estava na África havia quatro anos. Jamais tinha recebido uma encomenda postal de minha família. E se alguém enviasse um presente, poria ali uma bolsa de água quente? Afinal, eu morava na linha do Equador.
No meio da tarde, durante uma aula da escola de enfermagem, veio um recado dizendo que um carro estacionara no portão de minha casa. Quando cheguei, o carro já havia partido e deixado um pacote de 11 quilos na varanda.
Não consegui abrir a caixa sozinha. Pedi que algumas crianças do orfanato me ajudassem. Trinta a quarenta olhos arregalados acompanhavam atentos cada movimento. Na camada de cima havia roupas de cores vivas e brilhantes. Os olhinhos das crianças brilhavam à medida que as distribuía. Na camada seguinte havia ataduras para os pacientes leprosos, caixinhas de uvas passas, pacotes de farinha que se transformariam em deliciosos bolos no fim de semana.
Quando coloquei as mãos de novo na caixa, pasmem… “Uma bolsa de água quente, novinha em folha!” gritei.
Eu não havia feito nenhum pedido. Rute, aquela menina que havia orado na reunião de oração, saltou do banco da frente e gritou: “Se Deus mandou a bolsa de água quente, mandou também a boneca!” Enfiando as mãos na caixa, começou a procurar a boneca. E lá estava ela, maravilhosamente vestida!
Rute não duvidara nem por um instante. Olhando para mim, perguntou: “Posso ir junto levar a boneca para a irmãzinha do bebê, para que ela saiba o quanto Jesus a ama?”
Esse pacote estivera a caminho por cinco meses. Foi iniciativa de minha ex-professora de escola bíblica, cuja líder atendeu a voz do Senhor de enviar uma bolsa de água quente. E uma das alunas dela decidiu, cinco meses antes, enviar junto uma boneca, em resposta a uma oração de outra menina de 10 anos de idade que acreditou fielmente que Deus atenderia à sua oração, ainda naquela tarde.
Não podemos duvidar de que Deus atende nossas orações, muitas vezes antes mesmo de pedirmos!
Fonte: Momentos de Graça (Meditações Matinais, Pr. José Maria Barbosa Silva)
A mão-de-obra de Deus em a Natureza não é o próprio Deus em a Natureza. As coisas da Natureza são uma expressão do caráter e do poder de Deus; não devemos, porém, considerá-la como Deus.
A habilidade artística das criaturas humanas produz obras muito belas, coisas que deleitam a vista; e essas coisas nos revelam algo de seu autor; a obra feita não é, no entanto, seu autor. Não é a obra, mas o obreiro, que é considerado digno de honra. Assim, ao passo que a Natureza é uma expressão do pensamento de Deus, não é a Natureza, mas o Deus da Natureza que deve ser exaltado.
“Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos!
Ajoelhemos diante do Senhor. …
Nas Suas mãos estão as profundezas da Terra,
E as alturas dos montes são Suas.
Seu é o mar, pois Ele o fez,
E as Suas mãos formaram a terra seca.” Sal. 95:6, 4 e 5
[...] A Natureza testifica de que Alguém, infinito em poder, grande em bondade, misericórdia e amor, criou a Terra, enchendo-a de vida e alegria. Mesmo em seu estado defeituoso, todas as coisas revelam a mão-de-obra do Artista por excelência. Para onde quer que nos volvamos, podemosouvir a voz de Deus, e ver testemunhos de Sua bondade.
Desde o solene ribombar do trovão e o incessante bramir do velho oceano, aos festivos cânticos que fazem as florestas palpitantes de melodia, as milhares de vozes da Natureza entoam-Lhe os louvores.
Na Terra e no mar e no espaço, com suas maravilhosas cores e matizes, variando em suntuoso contraste ou combinando-se em harmonia, nós Lhe contemplamos a glória. As montanhas eternas falam-nos de Seu poder. As árvores, agitando os verdes leques ao sol, e as flores em sua delicada beleza, apontam para seu Criador.
O verde vivo, que atapeta a bronzeada terra, fala do cuidado de Deus para com a mais humilde de Suas criaturas. As profundezas do mar e as entranhas da terra revelam-Lhe os tesouros. Aquele que pôs as pérolas no oceano e a ametista e o crisólito entre as rochas é um amante do belo.
O Sol que se ergue no firmamento é um representante dAquele que é a vida e a luz de todos quantos foram por Ele criados. Todo esplendor e beleza que adornam a Terra e abrilhantam os Céus falam de Deus. Todas as coisas falam do Seu terno e paternal cuidado, e de Seu desejo de tornar felizes os Seus filhos.
“Sua glória cobriu os Céus.” Hab. 3:3.
”Cheia está a Terra das Tuas riquezas.” Sal. 104:24.
”Um dia faz declaração a outro dia,
E uma noite mostra sabedoria a outra noite.
Sem linguagem, sem fala,
Ouvem-se as suas vozes
Em toda a extensão da Terra,
E as suas palavras, até ao fim do mundo.” Sal. 19:2-4.
Fonte: Ellen White. A Ciência do Bom Viver, p. 413/(411-413).