Por que as Falhas da Teoria da Evolução Não Importam (para os Evolucionistas)

A partir de sua experiência em debater com evolucionistas, Cornelius Hunter expõe nesta postagem por que as falhas da teoria da evolução não importam (para os evolucionistas).

Quando Charles Darwin apresentou sua teoria da evolução, ele explicou como ela poderia ser testada:

“Se se pudesse demonstrar a existência de algum órgão complexo que não pudesse de maneira alguma ser formado através de modificações ligeiras, sucessivas e numerosas, minha teoria ruiria inteiramente por terra. Só que jamais consegui encontrar esse órgão” (A Origem das Espécies, Trad. Eugênio Amado. Belo Horizonte, Villa Rica, 1994, p. 161).

Embora fornecer um teste de falsificação pareça científico, esta foi apenas mais uma medida protecionista de Darwin. Em ciência, as teorias devem ser testadas com base em critérios realistas, e não em negativas universais. Como poderia um cientista, que é cético em relação a noção de que toda a biologia surgiu espontaneamente por si só, provar que uma estrutura biológica “não poderia ter sido formada por ligeiras, numerosas e sucessivas modificações”?

A biologia está cheia dessas estruturas, mas há uma sutileza. Darwin estava exigindo que o cético provasse que tais estruturas “não poderiam” ter evoluído. Dado o uso liberal de “estórias” imaginativas pelos evolucionistas, esta exigência parece praticamente impossível.

Darwin não estava procurando por exemplos que mostram que a evolução seja improvável. Ele não disse “provavelmente não” evoluíram. Ele disse que “não poderiam” evoluir. Darwin estava erguendo muros altos em torno da sua idéia.

No entanto, a estratégia defensiva de Darwin estava fadada ao fracasso. A idéia é tão cientificamente falha que nem mesmo sua própria “Linha Magnot” pôde salvá-lo. Hoje, a questão não é se há uma estrutura que “não poderia” ter evoluído, mas sim qual dos milhares e milhares de exemplos na biologia devemos escolher? Nos últimos anos, as proteínas têm proporcionado ainda outro exército de exemplos em que mesmo os próprios números evolucionistas mostram uma ordem de magnitude de 27 entre as expectativas e a realidade.

O que é interessante a respeito disso tudo não é que a evolução seja cheia de falhas, mas a defensiva universal entre os evolucionistas. Na verdade, os evolucionistas não apenas negam que haja qualquer problema, eles insistem que a evolução é um fato sem sombra de dúvida.

Alguns se perguntam por que a falha da própria “Linha Magnot” de Darwin deixou a evolução ilesa. Como pode a evolução ser a pior teoria de todos os tempos, no entanto ainda continuar a manter o seu status de “fato”?

A resposta é que a evolução é considerada um fato porque os evolucionistas sabem que o mundo não poderia ter sido concebido de forma inteligente. Segundo a linha de pensamento evolucionista, o mal, a ineficiência e a deselegância do mundo demandam uma força criativa inconsciente. Como um carro esportivo de luxo com seu volante na traseira, este mundo não faz sentido. Nenhum designer capaz de criar este mundo poderia ter intencionado um mundo assim.

Mas é claro que intenção não é uma quantia científica. O pensamento evolucionista decorre de conhecimento secreto, não de conhecimento público. Seu fundamento é a gnosis, não a scientia.

E, assim, como a evolução se sai à luz da ciência empírica importa muito pouco. Isso é tema para pesquisa. Pela retórica evolucionista, cai na categoria de como a evolução ocorreu, não se a evolução ocorreu. Nenhuma quantidade de evidência empírica, pública pode mudar o fato particular/secreto da evolução. A gnosis sempre triunfa sobre a scientia.

Tudo isso significa que não se pode argumentar com os evolucionistas a partir da evidência científica. O que um designer poderia ou não intencionar não pode ser aprendido a partir de um experimento científico. Isso não deriva de descobertas empíricas. Em vez disso, a evolução é derivada de crenças religiosas e pessoais que não estão abertas ao debate. Os evolucionistas acusam os céticos de sua teoria de preconceito religioso quando eles mesmos são os que infectaram a ciência com um cavalo de Tróia metafísico.

Tudo isso significa que as previsões da evolução e suas falsificações significam muito pouco para os evolucionistas. Para eles, se uma previsão ou um teste, como proposto por Darwin acima, acaba por ser falseado, isso simplesmente significa que o teste foi mal concebido. O pensamento é: talvez a evolução precise ser modificada, mas não pode ser refutada.

Como explicou Lakatos, as sub-hipóteses podem ser descartadas. Elas são o cinturão protetor que protegem o núcleo teórico. O núcleo teórico da evolução é a criação por meios naturais. Os detalhes particulares não importam tanto. A seleção pode ser substituída por deriva, o gradualismo pode ser substituído por saltacionismo, mutação aleatória pode ser substituída por adaptação pré-programada, a árvore evolutiva pode ser substituída por uma rede, mesmo a descendência comum pode ser substituída. Mas o naturalismo não pode ser substituído.

Assim, quando uma previsão vai mal, a culpa é da sub-hipótese, não do núcleo teórico. O naturalismo nunca pode ser questionado, independentemente das evidências.[…] “Religion drives science, and it matters.”

Fonte: Darwin’s God
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3 pensamentos sobre “Por que as Falhas da Teoria da Evolução Não Importam (para os Evolucionistas)

  1. Encontre um osso de coelho no cambriano e a teoria da evolução estará destruída.

  2. Mago,

    “Encontre um osso de coelho no cambriano e a teoria da evolução estará destruída.”

    Só seria possível “destruir” a teoria (ops, “o fato”) da evolução se fosse possível limitar os poderes de imaginação de alguns evolucionistas. Encontre um osso de coelho no cambriano e a teoria da evolução saberá “acomodar” o grande achado (já há até resposta pronta para isso).

    Ps.: A ausência de osso de coelho no cambriano não constitui evidência de evolução.

  3. Não precisa ser de coelho, já acharam de outros bichos da mesma linha. Darwin, como outros ciêntistas que erraram no passado recente, será um dos grandes fiáscos da história humana. Os novos avanços tecno-cientícos vêm confirmando.

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