Livro do Mês: Por que Creio, de Michelson Borges

O livro do mês é Por Que Creio, do jornalista Michelson Borges (já sorteamos um aqui, há exatamente um ano; este novo exemplar vai autografado pelo Michelson). Para participar do sorteio, basta seguir @Ler _pra_crer no Twitter e retuitar: ” Sorteio Livro do Mês: Por Que Creio, de Michelson Borges (autografado). Siga @Ler_pra_crer dê RT http://kingo.to/1fMR ” O sorteio será realizado dia 4/3, depois das 22 horas. Boa leitura!

O livro reúne 12 entrevistas com pesquisadores nas áreas de Biologia, Engenharia, Bioquímica, Arqueologia, Física, Geologia, Teologia e Matemática – todos falando da razão que têm para acreditar no Criador do Universo. Ruy Vieira, Marcia de Paula, Paulo Bork, Nahor Jr., Urias Takatohi, Siegfried Schwantes, Euler Bahia, Queila Garcia, Rodrigo Silva, Orlando Ritter e Michael Behe são os entrevistados.

Algumas das perguntas respondidas no livro:

É possível harmonizar fé e ciência?

É possível ser evolucionista e crer na Palavra de Deus?

Quais são as maiores evidências do Criador?

Que áreas da pesquisa científica oferecem maiores dificuldades para o criacionista?

Além da Bíblia, existem outros documentos que mencionam o Dilúvio?

Quais são as maiores evidências de que o homem foi criado por Deus?

Pode-se aceitar a teoria do Design Inteligente como puramente científica, sem apelar para a religião?

O trecho que segue é do próprio Michelson e faz parte do último capítulo, intitulado “Digitais do Criador”:

“Não há prazer mais complexo que o de pensar”, já dizia o poeta e escritor argentino Jorge Luís Borges. De fato, o aparentemente simples processo do pensamento é algo de complexidade espantosa. Nosso corpo é controlado e coordenado por trilhões de células nervosas, nove bilhões das quais situada no córtex cerebral. Se elas fossem alinhadas ponta a ponta, sua extensão atingiria mais de 75 quilômetros! Tudo isso é coordenado por 120 trilhões de “caixas de conexão”. Esse intricado sistema é compactado em um insondável complexo de caminhos neurais. A tarefa de contar cada terminação nervosa do cérebro à velocidade de uma por segundo levaria 32 milhões de anos!

Impulsos nervosos se deslocam a velocidade altíssimas nas fibras nervosas para transmitir informações a cada ponto do corpo. O sistema é semelhante a uma nação moderna interconectada por bilhões de fios telefônicos. Essa imensa rede de comunicações recebe ou emite 100 milhões de impulsos eletroquímicos por segundo. Ela está conectada a cada milímetro quadrado da pele, a cada músculo, vaso sanguíneo, osso ou órgão. E tudo isso através da medula e do cérebro, que pesa cerca de 1,5 quilo e, no entanto, consome sozinho mais de 20% da energia requerida pelo corpo.

Pense na batida inconsciente do coração, nas pálpebras piscando, na respiração contínua dos pulmões, nos alimentos sendo processados pelos intestinos, numa perna que se  move. Tudo isso é organizado e dirigido pelo cérebro.  Pense nas emoções, na atração sexual, no amor entre pais e filhos, nos sonhos e pensamentos. Eles também são produtos do cérebro. Sua missão mais elementar é recolher estímulos externos, captados pelos sentidos, e transformá-los em impulsos elétricos que percorrem os neurônios. Toda essa informação é catalogada e arquivada na memória. É a ela que o cérebro recorre quando precisa tomar decisões, comandar os movimentos corporais e organizar o pensamento.

Neste exato momento, seu sistema nervoso está processando uma série de informações ao mesmo tempo: a interpretação destas palavras, a textura do papel deste livro, os sons de fundo no ambiente, os odores etc. E você quase nem percebe isso.

O profundo e novo conhecimento sobre o cérebro, adquirido em grande escala nos anos recentes, mostra que esse órgão foi maravilhosamente projetado, e capacitado além das maravilhas que a imaginação ignorante lhe atribuía. Num questionamento bastante simplista, seria possível uma mera combinação acidental de massa, energia, acaso e tempo produzir órgão tão maravilhoso e complexo?

Por inspiração, o rei Davi escreveu palavras há três mil anos, que não podem ser superadas: “Pois Tu formaste o  meu interior, Tu me teceste no seio de minha mãe. Graças Te dou, visto por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as Tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem” (Salmo 139:13 e 14).

O ABC da Salvação: Explicando Como Fomos/Somos Salvos

“Onde encontro as passagens da Bíblia que mostram que Jesus morreu em lugar dos pecadores?” Feita por quem aparentemente pouco conhecia sobre a mensagem do evangelho, uma pergunta assim tão oportuna para apresentar o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” me fez recordar estas palavras:

Muitas pessoas há que querem saber o que fazer para serem salvas. Querem uma explicação simples e clara dos passos indispensáveis para a conversão e nenhum sermão deve ser feito sem que nele se contenha uma porção especialmente destinada a esclarecer o caminho pelo qual os pecadores podem atingir a Cristo para se salvarem.

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Os pastores devem apresentar a verdade de maneira clara e singela. Há, entre seus ouvintes, muitos que precisam de uma positiva explanação dos passos exigidos na conversão. As grandes massas do povo são mais ignorantes a esse respeito do que se supõe. Entre os formados das escolas superiores, os eloquentes oradores, hábeis estadistas e homens em elevadas posições de confiança, muitos há que dedicaram suas faculdades a outros assuntos, e negligenciaram as coisas de maior importância. Quando homens tais fazem parte de uma congregação, o orador muitas vezes põe em jogo todas as suas faculdades para produzir um discurso intelectual, e deixa de revelar a Cristo. Não mostra que o pecado é a transgressão da lei. Não torna patente o plano da salvação. Aquilo que teria tocado o coração dos ouvintes, seria apontar-lhes Cristo morrendo para pôr a redenção ao seu alcance. (Ellen White)

O trecho que segue, extraído do livro “O Sacerdócio Expiatório de Jesus Cristo”, de Frank. B. Holbrook,  cita algumas das passagens requeridas na pergunta, além de apresentar uma explicação breve e simples do processo da salvação, com base na “parábola do santuário” – os rituais estabelecidos por Deus para o santuário israelita. Antes, porém, um esclarecimento sobre as palavras “tipo” e “antitípico”: “tipo” é aquilo que é usado como prefiguração (ex.: no santuário, o sacrifício do cordeiro era um “tipo” que apontava para o futuro sacrifício de Cristo); “antitípico” é aquilo que consuma ou cumpre o simbolismo do “tipo”, tornando realidade aquilo para o qual o “tipo” apontava.

Os escritores bíblicos são enfáticos:

“NEle [en] não existe pecado” (I João 3:5).”

Aquele que não conheceu [ginosko] pecado” (II Cor. 5:21).”

[Ele] não cometeu pecado” (I Pedro 2:22). E o próprio Cristo desafiou Seus críticos: “Quem dentre vós Me convence de pecado? (João 8:46).

É evidente que Cristo, o sacrifício antitípico, era tudo quanto o tipo exigia: era “sem defeito”, ou seja, sem pecado. Alguns argumentam que Cristo veio à Terra com inclinação egocêntrica e egoísta exatamente como nós, com a diferença de ter resistido a seus apelos. Acontece que não existe nas Escrituras a menor sugestão de que a vontade de Cristo tivesse propensão natural para ser ou agir independentemente do Pai. A parábola do santuário ajuda-nos a corrigir esta teologia aberrante quando enfatiza as qualidades impolutas do prometido Redentor. Somente um Salvador sem pecado poderia efetuar morte expiatória capaz de prover salvação para o mundo.

Matar um animal com as próprias mãos causava profunda impressão no ofertante. O animal era inocente; jazia passivamente diante dele. Quando cortava a garganta da vítima, o ofertante sabia que em realidade era seu pecado que estava provocando a morte daquela criatura inocente. “E porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado e a imolará” (Lev. 4:29). Nessa representação diante do altar, o israelita penitente reconhecia também o juízo divino sobre o pecado. Em cada vítima sacrifical moribunda, e na própria morte de nosso Senhor, vemos demonstrado o juízo de Deus sobre o pecado: a morte. “O salário do pecado é a morte” (Rom. 6:23). “A alma que pecar, essa morrerá” (Eze. 18:4). Um Deus santo não pode considerar a transgressão levianamente, pois o pecado é uma rebelião firmemente arraigada contra tudo que é bom, nobre e verdadeiro dentro da própria natureza da Divindade. Santidade e pecaminosidade não podem coexistir. Para reinar harmonia moral no Universo, é preciso erradicar o pecado. O princípio do egoísmo é incompatível com o princípio do amor altruísta. Por conseguinte, o juízo divino sobre os que permanecem impenitentes e obstinados numa atitude de rebelião é a morte eterna e eterna separação (cf. Apoc. 20:14 e 15; 21:8).

Salvação pela substituição: já toquei neste ponto quando falei sobre a transferência de responsabilidade. É preciso, porém, dizer algo mais. Vamos citar novamente a passagem fundamental do Antigo Testamento sobre o significado dos sacrifícios cruentos: “Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida. [ ... ] Porque a vida de toda carne é o seu sangue” (Lev. 17:11-14). O sangue do animal transportava e simbolizava sua vida. Por isso, seu sangue derramado sacrificialmente significava sua vida sacrificada, ou seja, sua vida oferecida em favor daquele que oferecia o sacrifício. “O texto, portanto, de acordo com sua clara e óbvia significação, ensina a natureza vicária do rito do sacrifício. Vida é oferecida por vida, a vida da vítima pela vida do ofertante.” Quando o pecador arrependido punha a mão sobre a cabeça da vítima que levara e confessava seus pecados, o animal (em figura) tornava-se seu portador de pecados. Pela morte subseqüente, pagava o castigo do pecado merecido pelo ofertante. É claro, pois, que a morte do animal portador de pecados substituía a morte legítima do ofertante. Através da “janela” da parábola do santuário, percebemos que a morte sacrifical de Jesus Cristo é uma morte substitutiva. Ele seria o portador de pecados da humanidade. Sofreria o castigo dos nossos pecados, expiando-os e reparando-os por Sua morte. Disso testificam tanto os tipos como as Escrituras. Eis algumas passagens importantes que confirmam esta verdade:

1. “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos [hyper] nossos pecados, segundo as Escrituras” (I Cor. 15:3).

2. “Carregando [anaphero] ele mesmo [Cristo] em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados” (I Ped. 2:24).

3. “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, ajusto pelos [hyper] injustos (I Ped.3:18).

4. “[Cristo] Se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de Si mesmo, o pecado.

[ ... ] Assim também Cristo, tendo-Se oferecido uma vez para sempre para tirar [anaphero, literalmente "carregar"] os pecados de muitos, aparecerá segunda vez” (Heb. 9:26-28).

5. “Aquele [Cristo] que não conheceu pecado, Ele [Deus] O fez pecado por [hyper] nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus” (lI Cor. 5 :21).

Não devemos interpretar mal a linguagem sacrifical dessas passagens. Assim como o sacrifício era “sem defeito”, assim também Cristo era pessoalmente sem pecado sem mancha nem culpa. E assim como o pecado e a culpa do penitente eram transferidos figuradamente para o sacrifício, assim também o pecado e a culpa da humanidade foram imputados a Cristo. Foi desse modo que Cristo carregou nosso pecado e nossa culpa, morrendo como nosso grande portador de pecados e substituto, embora Ele próprio fosse, tanto na vida como na morte, imaculado e irrepreensível.

As Imagens “Ultraevidentes” da Pressuposta Evolução Humana

Se, no campo do Direito, “ultrapetita” é o termo usado para a sentença em que o juiz vai além do pedido, concedendo mais do que aquilo que foi pleiteado, no campo da propaganda evolucionista poderíamos designar como “ultraevidentes” imagens e cenários que tentam dizer mais do que as evidências permitem afirmar.

Como já foi dito em outro post, a evidência fóssil para a suposta evolução humana permanece fragmentária, difícil de decifrar e acaloradamente debatida.

Muito do que circula no meio popular sobre o assunto, porém, está fincado no “aprendizado” adquirido dessas imagens “ultraevidentes”, ou seja, imagens que tentam propagar mais do que o que se pode efetivamente concluir da análise das evidências. O livro Science & Human Origins (Ciência e Origem do Homem) traz alguns capítulos específicos em que são avaliadas as alegações da suposta evolução humana. O que segue é uma espécie de resumo do assunto de um desses capítulos, apresentado em um post intitulado The Fragmented Field of Paleoanthropology (o Fragmentado Campo da Paleontologia), publicado por Luskin Casey, um dos autores do livro:

Science and Human Origins cover.jpg

Os seres humanos, chimpanzés e todos os organismos que conduzem de volta ao seu suposto ancestral comum mais recente são classificados por cientistas evolucionistas como “hominídeos” (“homínidas” ou também “hominins”). A disciplina da paleoantropologia é dedicada ao estudo dos restos fósseis de hominídeos antigos. Os paleoantropólogos enfrentam uma série de grandes desafios no seu esforço para reconstruir a história da evolução dos hominídeos.

Primeiro, os fósseis hominídeos tendem a ser poucos e distantes entre si. Não é incomum existirem longos períodos de tempo para os quais existem poucos fósseis que deveriam documentar a evolução que supostamente teria ocorrido. Como os paleoantropólogos Donald Johanson (o descobridor de Lucy) e Blake Edgar observaram em 1996, “cerca de metade do período de tempo nos últimos três milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] permanece sem o registro de  nenhum fóssil humano” e “desde o período mais remoto da evolução dos hominídeos, mais de 4 milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista] , apenas um punhado de fósseis, em grande parte não diagnosticados, foi encontrado.”(3) Assim, tão “fragmentados” e “desconectados” são os dados que na avaliação do zoólogo de Harvard Richard Lewontin “nenhuma espécie de hominídeos fósseis pode ser estabelecida como o nosso ancestral direto.”(4)

O segundo desafio enfrentado por paleoantropólogos são os próprios espécimes fósseis. Fósseis hominídeos típicos consistem literalmente de fragmentos ósseos simples, tornando-se difícil tirar conclusões definitivas sobre a morfologia, comportamento e relações de muitos espécimes. Como o falecido paleontólogo Stephen Jay Gould observou: “a maioria dos fósseis de hominídeos, mesmo servindo como uma base para intermináveis especulações e contos elaborados, são fragmentos de mandíbulas e pedaços de crânios.”(5)

Um terceiro desafio é reconstruir com precisão o comportamento, a inteligência ou morfologia interna dos organismos extintos. Usando um exemplo dos primatas vivos, o primatologista Frans de Waal observa que o esqueleto do chimpanzé comum é quase idêntico ao de sua espécie-irmã, o bonobo, mas eles têm grandes diferenças de comportamento. “Com base exclusivamente em alguns ossos e crânios”, escreve De Waal, “ninguém se atreveria a propor as grandes diferenças de comportamento reconhecidos hoje entre o bonobo e o chimpanzé.”(6) Ele sustenta que isto deve servir como “um alerta para paleontólogos que estão reconstruindo a vida social de restos fossilizados de espécies há muito extintas.” O exemplo de Waal se refere a um caso em que os investigadores têm esqueletos completos, mas o antigo anatomista C. E. Oxnard da Universidade de Chicago explicou como esses problemas são intensificados quando os ossos estão em falta: “Uma série de ossos do pé relacionados de Olduvai [desfiladeiro na África Oriental que abriga fósseis australopitecíneos] foi reconstruída para uma forma muito semelhante ao pé humano hoje, embora um pé igualmente incompleto de um chimpanzé também possa ser reconstruído da mesma maneira.”(8)

Reconstruções corporais de hominídeos extintos são também muitas vezes altamente subjetivas. Elas podem tentar diminuir as capacidades intelectuais dos seres humanos e exagerar a dos animais. Por exemplo, um livro didático popular de ensino médio (9) caricatura os neandertais como intelectualmente primitivos, embora eles apresentem sinais de arte, linguagem e cultura (10), ao passo que apresenta o Homo erectus como uma forma rebaixada e inábil, embora seu esqueleto pós-craniano seja extremamente semelhante ao dos humanos.(11) Por outro lado, o mesmo livro retrata um australopitecino semelhante a macaco com traços de  inteligência e de emoção humana em seus olhos – uma tática comum em livros ilustrados sobre a origem do homem.(12) O antropólogo da Universidade da Carolina do Norte, Jonathan Marks adverte contra isso quando lamenta as “falácias” de  “humanizar os macacos e ‘macaquear’ os humanos.”(13) As palavras do famoso físico e antropólogo Earnest A. Hooton da Universidade de Harvard ainda soam verdadeiras: “as alegadas restaurações de tipos antigos de homem têm muito pouco valor científico, se é que têm algum, e provavelmente existem apenas para enganar o público.”(14).

Diante destes desafios, poderia se esperar cautela, humildade, moderação de cientistas evolucionistas quando são discutidas hipóteses sobre as origens humanas. E às vezes isso é realmente encontrado. Mas, como vários comentadores têm reconhecido, muitas vezes encontramos precisamente o oposto.(15) Calma e serena objetividade científica no campo da paleoantropologia evolutiva pode ser tão rara quanto os próprios fósseis. A natureza fragmentada dos dados, combinada com o desejo de paleoantropólogos de fazerem afirmações confiantes sobre a evolução humana, leva a divergências acentuadas dentro do campo, como apontado por Constance Holden em seu artigo na revista Science intitulado “The Politics of Paleoanthropology (A Política da paleoantropologia). Holden reconhece que “a evidência científica primária” invocada por paleoantropólogos “para construir a história evolutiva do homem” é “um conjunto lamentavelmente pequeno de ossos… Um antropólogo comparou a tarefa àquela de reconstruir o enredo de Guerra e Paz com 13 páginas selecionadas ao acaso.”(16) De acordo com Holden, é precisamente porque os pesquisadores precisam tirar suas conclusões a partir desta “evidência extremamente insignificante” que “muitas vezes é difícil separar aquilo que é pessoal das disputas científicas no campo.”(17)

Não se engane: As disputas em paleoantropologia são muitas vezes profundamente pessoais. Como Donald Johanson e Blake Edgar admitem, ambição e busca por reconhecimento, financiamento e fama podem tornar difícil para os paleoantropólogos admitir quando estão errados: “O surgimento de evidências discordantes é, por vezes, saudado com uma reiteração resistente de nossos pontos de vista originais… Leva tempo para desistir de nossas teorias de estimação e assimilar as novas informações. Enquanto isso, a credibilidade científica e o financiamento para mais trabalho de campo pesam na balança.”(18)

Na verdade, a busca pelo reconhecimento pode inspirar total desprezo para com outros pesquisadores. Depois de entrevistar os paleoantropólogos para um documentário em 2002, o produtor Mark Davis, da PBS NOVA,  informou que “cada especialista em Neanderthal pensava que o último com quem eu havia conversado era um idiota, se não um verdadeiro Neanderthal.”(19)

Não é de admirar que a paleoantropologia seja um campo repleto de dissidências e com poucas teorias universalmente aceitas entre os seus praticantes. Mesmo a mais estabelecida e confiantemente afirmada teoria da origem humana pode estar baseada em evidência limitada e incompleta. Em 2001, o editor da Nature Henry Gee admitiu: “a evidência fóssil da história evolutiva humana é fragmentária e aberta a várias interpretações.”(20)

Apesar dos desentendimentos generalizados e controvérsias que acabamos de descrever, há uma história padrão da suposta origem humana, contada e recontada em inúmeros livros, artigos de jornais e revistas. O que o terceiro capítulo do livro faz é rever a evidência fóssil e avaliar se ele suporta essa suposta história da evolução humana. Como veremos, a evidência – ou a falta dela – muitas vezes atravessa o caminho da história evolutiva.

Nota: Você pode adquirir Science & Human Origins na Amazon. Recomendá-lo aqui não significa, obviamente, concordar com tudo o que lá está escrito. O livro também traz, pelo que pude ler nas reviews (e como é natural esperar), pontos de vista com os quais este blog não se alinha, mas, como se pode ver pelo exemplo deste post, há certamente bastante material de interesse para quem deseja aprofundar na controvérsia entre evolução e criação.

“Eu fiz a terra e criei nela o homem.” Isaías 45:12

Boa leitura!

Fonte: EvolutionNews

Referências citadas no original (citações acima com tradução simples deste blog):
[3.] Donald Johanson and Blake Edgar, From Lucy to Language (New York: Simon & Schuster, 1996), 22-23.
[4.] Richard Lewontin, Human Diversity (New York: Scientific American Library, 1995), 163.
[5.] Stephen Jay Gould, The Panda’s Thumb: More Reflections in Natural History (New York: W. W. Norton & Company, 1980), 126.
[6.] Frans B. M. de Waal, “Apes from Venus: Bonobos and Human Social Evolution,” in Tree of Origin: What Primate Behavior Can Tell Us about Human Social Evolution, ed. Frans B. M. de Waal (Cambridge: Harvard University Press, 2001), 68.
[7.] Ibid.
[8.] C. E. Oxnard, “The place of the australopithecines in human evolution: grounds for doubt?,”Nature, 258 (December 4, 1975): 389-95 (internal citation removed).
[9.] See Alton Biggs, Kathleen Gregg, Whitney Crispen Hagins, Chris Kapicka, Linda Lundgren, Peter Rillero, National Geographic Society, Biology: The Dynamics of Life (New York: Glencoe, McGraw Hill, 2000), 442-43.
[10.] See notes 124-139 and accompanying text.
[11.] Sigrid Hartwig-Scherer and Robert D. Martin, “Was ‘Lucy’ more human than her ‘child’? Observations on early hominid postcranial skeletons,” Journal of Human Evolution, 21 (1991): 439-49.
[12.] For example, see Biggs et al., Biology: The Dynamics of Life, 438; Esteban E. Sarmiento, Gary J. Sawyer, and Richard Milner, The Last Human: A Guide to Twenty-two Species of Extinct Humans (New Haven: Yale University Press, 2007), 75, 83, 103, 127, 137; Johanson and Edgar,From Lucy to Language, 82; Richard Potts and Christopher Sloan, What Does it Mean to be Human? (Washington D.C.: National Geographic, 2010), 32-33, 36, 66, 92; Carl Zimmer,Smithsonian Intimate Guide to Human Origins (Toronto: Madison Press, 2005), 44, 50.
[13.] Jonathan Marks, What It Means to be 98% Chimpanzee: Apes, People, and their Genes(University of California Press, 2003), xv.
[14.] Earnest Albert Hooton, Up From The Ape, Revised ed. (New York: McMillan, 1946), 329.
[15.] For a firsthand account of one paleoanthropologist’s experiences with the harsh political fights of his field, see Lee R. Berger and Brett Hilton-Barber, In the Footsteps of Eve: The Mystery of Human Origins (Washington D.C.: Adventure Press, National Geographic, 2000).
[16.] Constance Holden, “The Politics of Paleoanthropology,” Science, 213 (1981): 737-40.
[17.] Ibid.
[18.] Johanson and Edgar, From Lucy to Language, 32.
[19.] Mark Davis, “Into the Fray: The Producer’s Story,” PBS NOVA Online (February 2002), accessed March 12, 2012, http://www.pbs.org/wgbh/nova/neanderthals/producer.html.
[20.] Henry Gee, “Return to the planet of the apes,” Nature, 412 (July 12, 2001): 131-32.

Não. Seres Humanos Não Têm Vestígio de Cauda

 
Um embrião humano após cerca de 7 semanas de desenvolvimento
 
Já escrevi  muito sobre o mito evolutivo dos órgãos vestigiais (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), mostrando como várias  estruturas biológicas que os evolucionistas pensavam que fossem vestigiais são, de fato, bastante necessárias. O conceito de órgãos vestigiais é muito popular entre muitos evolucionistas, mas geralmente se resume a ignorância. Se os evolucionistas não sabem o uso de uma estrutura biológica, eles assumem que ela deve ser vestigial. Como é frequentemente o caso, no entanto, pesquisas mais aprofundadas mostram, em geral, que essa hipótese evolutiva é completamente errada, devido à nossa ignorância da estrutura em consideração.

Este conceito é frequentemente utilizado quando se estuda o desenvolvimento de embriões. Por causa do trabalho fraudulento de Ernst Haeckel, os evolucionistas promoveram por muito tempo o mito de que um embrião irá produzir vestígios de sua história evolutiva à medida que se desenvolve. Mais uma vez, isto é basicamente o resultado da ignorância. O desenvolvimento embrionário é um tanto difícil de estudar, por isso muitas vezes observamos coisas que nós não entendemos. Quando estas coisas se assemelham superficialmente a algo que supostamente se desenvolveu na história evolutiva do organismo que está sendo estudado, são muitas vezes apontadas como um vestígio da evolução.

Por exemplo, no livro Why Evolution is True? (Por que a evolução é verdadeira?) o Dr. Jerry Coyne tenta defender a idéia de que o embrião humano é coberto por um revestimento piloso fino, chamado lanugo, simplesmente porque isso é uma parte da herança evolutiva dos seres humanos. Ele diz que não há nenhuma razão para que um embrião humano seja coberto de pelos, mas que isso acontece porque os seres humanos evoluíram de um ancestral simiesco que estava coberto de pelos. O revestimento seria simplesmente um vestígio restante da parte da linhagem evolutiva humana. Como já salientado, isso é totalmente falso. Na verdade, o fino revestimento de pelos que os embriões humanos têm é extremamente importante para o seu desenvolvimento, e a idéia de que isso é um vestígio remanescente da evolução é apenas resultado da ignorância quando se trata do desenvolvimento embrionário humano.

Pois bem, em uma discussão em um grupo do Facebook que tive recentemente, a conversa pendeu para a suposta “cauda” que os embriões humanos têm no início de seu desenvolvimento. Isso é um mito popular, mas é totalmente falso, e eu pensei em postar sobre isso para que outros se beneficiem de uma análise científica moderna desta importante estrutura embrionária.

Como você pode ver na fotografia de um embrião humano acima, existe uma estrutura (apontada na figura) que se assemelha a uma cauda. A estrutura eventualmente desaparece, mas é uma parte muito notável do embrião enquanto ela está presente. Os evolucionistas há muito ensinaram que este é um vestígio remanescente de quando os nossos antepassados tinham caudas (1),  mas agora sabemos que tal idéia é simplesmente 100% falsa.

Como se observa na foto, a estrutura que os evolucionistas chamaram de cauda vestigial é, de fato, a eminência caudal, e não tem nada a ver com uma cauda. Em 2004, um importante estudo foi publicado na revista Cells Tissues Organsem. Estudou 52 diferentes embriões humanos em diferentes fases de desenvolvimento, e reavaliou nosso conhecimento do desenvolvimento embrionário humano. Nesse estudo, os autores observam:

A eminência produz a parte caudal do notocórdio e, após o fechamento do neuróporo caudal, todas as estruturas caudais, mas não produz nem mesmo uma “cauda” temporária no humano.(2)

No caso de você não estar ciente, “caudal” é um termo direcional em anatomia, referindo-se ao posterior do organismo a ser estudado. No final, então, este estudo mostrou que a eminência caudal realmente não tem nada a ver com uma cauda.

Então, o que é a eminência caudal? É uma estrutura neurológica que é necessária para o desenvolvimento da medula espinal e muitas outras estruturas caudais. John Alan Kiernan e Murray Llewellyn Barr provavelmente explicam melhor no texto Barr’s The Human Nervous System: An Anatomical Viewpoint.  Ao discutirem o desenvolvimento da medula espinal, eles dizem:

Mais caudalmente, a medula espinal é formada pela ‘neurulação secundária’, que é a coalescência de uma cadeia de vesículas que se torna contínua com o lúmen do tubo neural cerca de três semanas após o fechamento do neuróporo caudal. As vesículas são derivadas da eminência caudal, uma massa de células pluripotentes localizadas na parte dorsal ao cóccix em desenvolvimento.(3)

Como você já deve saber, o termo “pluripotentes” se refere a células que podem se desenvolver em muitos tipos diferentes de células, dependendo das instruções que recebem.

Assim, vemos que longe de ser algum remanescente de uma cauda, a eminência caudal é a fonte de células que são usadas para produzir vesículas que são essenciais para o desenvolvimento da medula espinal. Como detalhado no estudo de 2004 que citei anteriormente, ela também produz outras estruturas caudais. É por isso que é uma massa de células pluripotentes – que é a fonte de células que se desenvolvem em várias estruturas. Ela eventualmente desaparece, é claro, porque a  medula espinal e as outras estruturas caudais são eventualmente completadas, e o embrião já não tem uma necessidade para as células pluripotentes. Em alguns casos de desenvolvimento anormal, a eminência caudal não vai embora, e a criança nasce com uma massa de tecido que se estende do posterior. Embora esta se assemelhe a uma cauda cônica, é simplesmente uma massa de carne que pode ser facilmente cortada.

Como você pode ver, portanto, a idéia de que os embriões humanos têm caudas temporárias durante o seu desenvolvimento embrionário foi totalmente desacreditada na literatura científica. A única questão que permanece é quanto tempo os evolucionistas irão continuar a usar esse mito para promover sua hipótese falha.

Referências:

1. David Krogh, Biology: a Guide to the Natural World, Pearson Education, 2005, p. 467
2. Müller F and O’Rahilly R., “The primitive streak, the caudal eminence and related structures in staged human embryos,” Cells Tissues Organs. 177(1):2-20, 2004
3. John Alan Kiernan and Murray Llewellyn Barr, Barr’s The Human Nervous System: An Anatomical Viewpoint, Ninth Edition, Lippincott Williams & Wilkins, 2008, p. 5

Fonte: Dr. Jay L. Wile  (Proslogion)

 

Ben Carson, Emory e a Moralidade da Evolução

Dr. Ben Carson

Em artigo publicado no The Baltimore Sun, Richard Weikart, professor de História na California State University, explica por que o protesto esboçado na Universidade de Emory contra Ben Carson, o proeminente neurocirurgião que contesta a teoria da evolução, é equivocado (Weikart é autor do livro From Darwin to Hitler: Evolutionary Ethics, Eugenics, and Racism in Germany).

Antes de passar ao texto do Dr. Richard, acredito ser útil, para efeito de contextualização, ressaltar algumas palavras usadas por Ben Carson na entrevista que teria sido a fonte da “consternação”:

“By believing we are the product of random acts, we eliminate morality and the basis of ethical behavior.” (Ao crer que somos o produto de “atos do acaso”, eliminamos a moralidade e o fundamento do comportamento ético.)

Ultimately, if you accept the evolutionary theory, you dismiss ethics, you don’t have to abide by a set of moral codes…, you determine your own conscience based on your own desires. (Em última análise, se você aceita a teoria da evolução, dipensa a ética, não precisa defender um conjunto de códigos morais e determina sua própria consciência baseada nos próprios desejos.)

Segue, então, o que o professor Weikart escreveu sobre o assunto:

Quase 500  professores e estudantes da Emory University expressaram sua consternação em razão de que  o orador de segunda-feira não segue a linha ideológica deles quando se trata de biologia evolutiva. Sim – suspiro – Ben Carson, o renomado neurocirurgião da Universidade de Johns Hopkins, não acredita na teoria evolutiva. Não só isso: os professores de biologia de Emory e apoiadores também acusam o Dr. Carson de cometer um crime de pensamento, porque ele supostamente “iguala a aceitação da evolução com falta de ética e moralidade.”

Como sou um historiador que estudou e publicou sobre a história da ética evolucionista, fiquei bastante surpreso com a “consternação” dos membros da Universidade Emory  sobre a crença do Dr. Carson de que a evolução mina a ética e a moralidade objetiva. No verão passado, eu assisti a uma grande conferência interdisciplinar da Universidade de Oxford sobre “A Evolução da Moralidade e a Moralidade da Evolução”. Assim, estou bem ciente de que há uma variedade de pontos de vista na academia sobre o tema. No entanto, muitos evolucionistas, desde a época de Darwin até o presente (incluindo um bom número nessa conferência  em Oxford), têm argumentado e ainda estão discutindo precisamente o ponto que o Dr. Carson levantou: eles afirmam que a moralidade evoluiu e, portanto, não tem existência objetiva.

Um dos oradores na conferência de Oxford era o proeminente filósofo da ciência Michael Ruse, que afirmou em um artigo de 1985 em co-autoria com o biólogo de Harvard E.O.Wilson: “Ética como a entendemos é uma ilusão imposta a nós por nossos genes para nos levar a cooperar.” Por que os biólogos de Emory tentam fazer com que o Dr. Carson pareça um  tolo por afirmar que a evolução enfraquece a ética, enquanto um dos biólogos evolucionistas e um dos principais filósofos da ciência admitem que a evolução destrói qualquer moralidade objetiva? O professor Wilson em seu livro “Consilience”, argumentou: “Ou preceitos éticos, como justiça e direitos humanos, são independentes da experiência humana, ou então eles são invenções humanas.” Ele rejeitou a primeira explicação, à qual chamou de ética transcendentalista, em favor da última, que chamou de ética empirista.

Todo o campo da sociobiologia, que é um campo vigoroso da biologia fundada pelo Sr. Wilson na década de 1970, pressupõe que a moralidade é o produto de processos evolutivos e tenta explicar a maioria dos comportamentos humanos, descobrindo a sua alegada vantagem reprodutiva na luta evolutiva pela existência (mesmo alguns evolucionistas consideram algumas dessas histórias do tipo “contos de fada” especulativas ou mesmo simplesmente ridículas). Sociobiólogos, e seus colegas no campo relacionado da psicologia evolutiva, explicaram que muitos comportamentos pecaminosos, variando do adultério ao infanticídio, ao aborto, à guerra, ao homossexualismo – e muitos, muitos outros – evoluíram porque conferiram vantagens reprodutivas  àqueles que praticam esses comportamentos. Por outro lado, eles também argumentam que os comportamentos altruístas, como ajudar os pobres, curar os enfermos e cuidar das pessoas com deficiência, são simplesmente comportamentos que ajudaram nossos antepassados a transmitir os seus genes para a próxima geração.

A idéia, no entanto, de que a evolução mina padrões morais objetivos dificilmente é uma descoberta recente da sociobiologia. Em “Descent of Man”, Charles Darwin dedicou muitas páginas para discutir a origem evolutiva da moralidade, e ele reconheceu o que isso significava: a moralidade não é objetiva, não é universal, e pode mudar ao longo do tempo. Darwin certamente acreditava que a evolução tinha implicações éticas.

Ben Carson, então, dificilmente deveria ser denunciado por argumentar que a evolução tem implicações éticas e que isso prejudica a moralidade. Se os professores da Universidade Emory querem argumentar que a evolução não tem implicações éticas, eles são livres para fazer esse argumento (eu me pergunto quantos deles realmente acreditam nisso). No entanto, se o fizerem, eles precisam reconhecer que não estão apenas argumentando contra “ignorantes” anti-evolucionistas, mas estão argumentando contra muitos de seus adorados colegas  na biologia evolutiva, incluindo o próprio Darwin.

Os graduandos da Emory University devem se sentir honrados em receber um discurso do Dr. Carson. Além do óbvio – sua técnica cirúrgica e perícia médica revolucionárias, que lhe renderam uma posição em um dos hospitais acadêmicos mais prestigiados nos Estados Unidos –, sua história de vida de superação da pobreza e sua dedicação posterior à filantropia servem de exemplo e inspiração. Sua disposição de abraçar corajosamente idéias que ele considera verdade, apesar do ridículo que lhe é direcionado, deve contar como outro ponto a seu favor.

 

Ben Carson e a Evolução: o Caso Universidade Emory

Algumas declarações do mundialmente famoso neurocirurgião Dr. Ben Carson sobre a teoria da evolução acenderam a polêmica na Universidade Emory. Reconhecido pelo exemplo de vida e pelos relevantes serviços prestados à educação e à medicina (veja esta postagem sobre os livros de Ben Carson e o filme Mãos Talentosas), Carson  que é adventista do 7º dia  falou o que pensa sobre a teoria da evolução, e também sobre moralidade em conexão com a teoria, na Adventist Review (a entrevista traduzida você vê no blogue Criacionismo).
Ao que parece, alguns evolucionistas não gostaram do que leram. Convidado a discursar em uma formatura na universidade, Ben Carson foi surpreendido com a reação de vários professores e alunos: em carta publicada no The Emory Wheel, eles expressaram “preocupação” com as idéias do cirurgião e professor da Universidade John  Hopkins, ainda que não tenham se manifestado contrários à participação dele na cerimônia.
A carta, como seria de esperar, está recheada do típico estilo “propaganda” evolucionista. Preocupações à parte, quem comenta abaixo, especificamente sobre  o conteúdo “científico” do documento, é Cornelius Hunter (Darwin’s God).
Em um exemplo surpreendente de anti-intelectualismo, quatro professores de biologia da Universidade Emory, acompanhados por centenas de pesquisadores, professores e estudantes signatários, escreveram uma inacreditável carta ao editor cheia de flagrantes equívocos científicos. Aqui estão as deturpações mais flagrantes.
 
Se havia alguma dúvida sobre a intenção dos professores, ela é rapidamente dissipada no primeiro parágrafo, onde o leitor encontra a alegação bizarra de que “a ciência repousa sobre os ombros da evolução.” Seria difícil até mesmo saber por onde começar com tal afirmação. Dizer que é falso seria um elogio.
Mais adiante, a carta faz esta afirmação falsa: “A evidência da evolução é esmagadora.” Se isso não fosse o bastante, os professores ainda tentam justificar esta afirmação, mas eles só pioram as coisas. Primeiro, eles fazem a alegação circular de que “fósseis de transição macacos-humanos são descobertos a um ritmo cada vez maior.” Isso, claro, é simplesmente um petitio principii (falácia que pressupõe a conclusão nas próprias premissas). Todo calouro de universidade sabe que você não pode defender a verdade de uma proposição por pressupor a própria proposição, em primeiro lugar. Sim, fósseis são descobertos. Mas se você está argumentando que a evidência para a evolução é enorme, então não pode começar com a suposição evolucionista de que os fósseis são de “transição”. Os filósofos chamam isso de observação teoricamente impregnada (impregnação teórica).
 
Em seguida, os professores cavam outro buraco, fazendo a afirmação errônea de que “os processos pelos quais os organismos evoluem planos corporais novos e mais complexos sabe-se agora serem causados por alterações relativamente simples de expressão de um pequeno número de genes do desenvolvimento.” Nenhuma falácia inteligente aqui: isto é simplesmente falso. Não existe tal conhecimento e, como cientistas da vida, seria incrível se os professores não soubessem disso.
 
Na sequência, os professores fazem a falsa conclusão de que a evolução é tão bem suportada como a gravidade. Eles escrevem: “A teoria da evolução é tão fortemente apoiada como a teoria da gravidade e a teoria de que doenças infecciosas são causadas por microrganismos.” Novamente, isto é falso. Mas é tão flagrantemente falso que se torna difícil saber como responder. Seria como um professor de Física afirmar que o movimento perpétuo é tão bem suportado como respirar. O que eles poderiam estar pensando?

Finalmente, os professores hipocritamente equiparam a evolução com toda a ciência e pensamento crítico. Eles escrevem: “Rejeitar a evolução desconsidera a importância da ciência e do pensamento crítico para a sociedade.” Este sentimento revela o dogma subjacente. Pois esses professores, e as centenas de signatários, estão a apresentar uma falta de pensamento crítico e um anti-intelectualismo que é preocupante. Se não estamos autorizados a rejeitar o dogma não científico de que toda a biologia surgiu espontaneamente, então estamos todos em apuros.

Um Milagre Ateísta Jamais Visto

 

Não sabia que o ateu Richard Dawkins acredita em milagres?

Quem faz a pergunta é  Edgar H. Andrews, professor emérito da Universidade de Londres, autor do livro Who Made God? (Quem criou Deus?). 

O Dr. Andrews  reproduziu em seu site um dos capítulos em que analisa o pensamento de Dawkins sobre o assunto. Ele lembra que o zoólogo britânico prefere, é claro, usar a expressão “eventos extremamente improváveis” em vez de “milagre”, mas o “conceito” de milagre é apresentado pelo próprio Dawkins:

“Um milagre é algo que acontece, mas que é surpreendentemente incomum. Se uma estátua de mármore da Virgem Maria de repente acenasse para nós, nós trataríamos o fato como um milagre, por causa de toda a nossa experiência e conhecimento, que nos assegura que o mármore não tem tal comportamento”.(O Relojoeiro Cego, pág. 159)

Andrews não apenas disseca em seguida a argumentação de Dawkins de que de certa forma “seria possível” uma estátua “acenar”, como também a afirmação dele de que uma vaca pular por sobre a Lua é “teoreticamente possível”. O título da postagem, “Richard Dawkins’ scientific fallacies” (As falácias científicas de Dawkins), já nos aponta a conclusão. Na verdade, ao explicar as razões do ponto de vista da Física por que os exemplos propostos por Dawkins não são “viáveis”, Andrews qualifica a ideia do ”devoto de Darwin” como “cientificamente ridícula”.

O mais interessante dessa análise, porém, é que ela permite “visualizar” não apenas as falácias científicas de Dawkins mas também parte da manha estratégica por trás de seu discurso. Isso fica claro na conclusão do capítulo, uma espécie de resumo em linguagem menos técnica:

O problema para Richard Dawkins e seus colegas ateus é isso. Eles enfrentam sérias dificuldades em explicar o “milagre” da origem da vida de uma maneira puramente materialista. Na verdade, o problema parece intransponível, como veremos no próximo capítulo. Mas vamos apenas aceitar no momento que o ateísmo atualmente não tem resposta para o enigma. O ateu cuidadoso não vai apelar para “ainda-não-conhecidas” descobertas científicas como uma explicação, porque ele reconhece que esse argumento é uma imagem de espelho da teoria do ”Deus-das-lacunas” que ele tanto despreza. Então, o que ele pode fazer? Sua primeira estratégia é a de “provar” que os acontecimentos mais bizarros que se possa imaginar – como a motilidade do mármore (uma estátua acenar) ou a balística bovina (uma vaca pular por sobre a lua) - poderiam concebivelmente ocorrer por causa natural. Claro, suas explicações falham miseravelmente em nível científico, mas isso não vai preocupá-lo indevidamente, desde que ele consiga plantar em nossas mentes a vaga idéia de que qualquer “milagre” pode ter uma explicação natural.

Mas depois vem a parte complicada. Ele agora precisa dar um salto ágil de “milagres ‘podem’ ter uma causa natural” para “milagres ’devem’ ter uma causa natural”. Isso ele tenta fazer usando a nossa velha amiga ”probabilidade”. Especificamente, ele avança a tese de que tudo que se possa imaginar no universo físico certamente irá acontecer por causa natural, se você esperar muito tempo, contanto que sua probabilidade matemática não seja zero. E isso soa plausível, porque, tendo rejeitado a velha idéia newtoniana de um universo determinista, não podemos descartar nada em princípio. Mas, embora plausível, a tese é falsa, porque as probabilidades matemáticas não têm nenhuma relação necessária com as possibilidades físicas, como vimos no capítulo 1. É matematicamente possível construir uma torre de tijolos infinitamente alta, mas é fisicamente impossível fazê-lo, porque mais cedo ou mais tarde o peso da torre vai esmagar o tijolo inferior até ao pó e toda a torre (não infinita) irá desmoronar.[...]

O fato é que podemos imaginar muitos poucos eventos físicos que sejam matematicamente impossíveis. “Impossibilidades” surgem no universo físico não de restrições matemáticas, mas de restrições das leis da natureza (tais como a resistência não-infinita à compressão de tijolos).

A síntese da  mensagem do Dr. Andrews, também presente na citação acima, é clara: “Antes que probabilidades matemáticas possam ser aplicadas ao mundo real elas têm que passar pelo duplo filtro da lógica e da realidade física”.

Os “milagres” ateístas relacionados com a origem da vida, como mencionado por Andrews, não encontram apoio na realidade; muito menos, obviamente, em testemunhos de sua ocorrência em qualquer época.

Mas vale ressaltar, quando se trata de milagres reais, as  advertências da Bíblia contra alguns sinais e prodígios que são e serão feitos “à vista dos homens”, mas cuja origem (para a surpresa de muitos) também não está em Deus (assunto para outra postagem).

Como já antecipado pelo cenário profético, ainda que esses sinais e prodígios que se veem sejam uma realidade, devem ser rejeitados juntamente com os milagres ateístas nunca vistos. E a razão para isso é terem  todos eles uma característica comum: a falta de vinculação à verdade.

 ”Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” João 17:17.

 Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” S. João 14:6

 

Ateus sem Razão – A Verdadeira Razão, o Livro (True Reason)

True Reason Book Cover

Os neoateus estão convencidos de que pensar bem significa descrer de Deus e que seus líderes são modelos de bom raciocínio. Eles estão planejando um Rally da Razão (“Rally Reason”) para o dia 24 de março. Richard Dawkins lidera uma Fundação para a Ciência e a Razão (“Foundation for Reason and Science”). Sam Harris é fundador e presidente do Projeto Razão (“Reason Project”). A Sociedade dos Ateus Americanos (“American Atheists”)  define ateísmo como “a atitude mental que aceita sem reservas a supremacia da razão. . . ” John Loftus nos diz: “Fé e Razão são  opostos mutuamente exclusivos.”

Nisso eles estão muito enganados.

Eles estão errados porque as alegações de que eles têm bom raciocínio não coincidem com a prova do desempenho que eles apresentam. O livro de Dawkins “Deus, um Delírio”  é cheio de falácias lógicas e comprovadamente preconceituoso e anti-científico. Sam Harris gastou a maior parte de um recente debate evitando a lógica e apresentando um argumento baseado em apelos emocionais. John Loftus diz que seu Teste Externo para a Fé (“Outsider Test for Faith”) mostra que a crença é irracional, quando, na verdade, seu teste demonstra o contrário.

Eles também estão errados porque o Cristianismo é construído sobre uma base de evidências e de pensamento. A Bíblia é um registro do que Deus tem feito. Ela nos diz em toda parte para ver o que Ele fez e confiar nEle com base no que sabemos ser verdadeiro a Seu respeito. Jesus pede que seus seguidores amem a Deus com toda a sua mente/seu entendimento. O apóstolo Paulo argumentava nas sinagogas e com os filósofos gregos. Ao longo da história, muitos dos maiores pensadores do mundo têm sido cristãos. E isso continua verdade ainda hoje.

E eles, por fim, estão errados em não ver como o Cristianismo leva as pessoas a tratar umas às outras  razoavelmente. Claro, tem havido exceções, mas, como um todo, o Cristianismo tem sido a maior força do mundo para a liberdade, a paz, os direitos humanos, e, claro, o maior bem de todos: o conhecimento de Deus.

Isto não é propaganda ideológica. Mesmo cristãos podem não saber que isso é verdade. Se alguma parte do que foi dito parece surpreendente para você, então é hora de você descobrir a Verdadeira Razão, o livro (True Reason – lançado, por enquanto, apenas em versão eletrônica. Adquira aqui).

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“Um dos pontos-chave do discurso dos neoateus é o de que o lado deles é o lado da razão e da evidência. Trata-se de  um poderoso artifício retórico. Afinal, quem iria querer estar do lado da irracionalidade e da ignorância? Mas os coautores deste volume abrangente expõem o blefe ateísta, invertendo os polos e argumentando que não é o ateísmo, mas sim o teísmo cristão que tem a razão e as evidências do seu lado. Qualquer pessoa que interaja com esses argumentos com ponderação vai descobrir que é surpreendentemente difícil ser um ateu intelectualmente realizado.”
Timothy McGrew, Ph.D., professor de filosofia na Western Michigan University.

A Postura Contorcida de Fósseis de Dinossauros e o Dilúvio

A posição da cabeça e do pescoço neste fóssil é comum entre os  fósseis de dinossauros (créditos: clique na imagem – Wikipedia)

Fósseis de dinossauros relativamente completos são bastante raros. Além disso, fósseis em que os ossos são essencialmente preservados em disposição apropriada (chamados de fósseis totalmente articulados) são ainda mais raros. No entanto, entre esses fósseis raros, totalmente articulados, existe uma característica comum: a cabeça é frequentemente lançada para trás, e o pescoço curvado, como mostrado no fóssil acima. Isso é tão comum que tem seu próprio termo científico: é a chamada postura opistotônica. Por ser tão comum entre fósseis de dinossauros, tem sido reconhecida há muito tempo. Na verdade, a primeira referência a ela na literatura científica pode ser atribuída a um jornal alemão que foi escrito por A. Wagner por volta de 18591. Desde então, os paleontólogos têm tentado descobrir o que causa essa “pose da morte” incomum.

Essa investigação gerou muita especulação, mas, por fim, um estudo publicado em 2007 aparentemente teria resolvido a questão. Foi feito por uma veterinária,  Dra. Cynthia Marshall Faux, e um paleontólogo de vertebrados, Dr. Kevin Padian. De fato, parece uma equipe perfeita para descobrir o que estaria acontecendo. A veterinária entenderia as várias características fisiológicas e anatômicas dos vertebrados vivos e como elas mudariam durante o processo de morte, e o paleontólogo, os detalhes sobre o processo de fossilização. A conclusão deles foi:2

Não se trata de contração postmortem, mas espasmos musculares perimortem resultantes de várias aflições do sistema nervoso central que causam essas posturas extremas.

Assim, de acordo com Faux e Padian, a postura opistotônica ocorre em ou perto do momento da morte (perimortem) devido a problemas relacionados ao sistema nervoso central. Não tem nada a ver com o que acontece após a morte (postmortem). O estudo teve ampla divulgação na imprensa e foi considerado por alguns como a palavra final sobre o assunto.

Isso, até o ano passado. Em novembro de 2011, Alicia Cutler relatou os resultados de experimentos em que ela usou galinhas mortas para estudar os efeitos de diversas condições postmortem sobre a postura de restos esqueléticos. Ela descobriu que, quando galinhas mortas eram colocadas na areia, realmente nada acontecia com a postura de seus esqueletos. No entanto, quando galinhas mortas foram imersas em água doce, elas entraram na postura opistotônica em questão de segundos. Isso indica que a “pose da morte” de dinossauros fósseis pode ser o resultado de exposição postmortem a água . Eu vi a notícia linkada acima  não muito tempo depois que ela saiu, mas decidi não escrever sobre isso, pois os resultados foram apresentados em uma reunião. Eu geralmente gosto de ter um paper para ler antes de comentar sobre os estudos que foram feitos.

Bem, tanto quanto eu saiba, Cutler não escreveu um artigo sobre seus resultados, mas o sedimentologista Dr. Achim Reisdorf e o paleontólogo Dr. Michael Wuttke escreveram. Eles escreveram um documento circunstanciado sobre todo o trabalho que tem sido feito em relação a essa questão, bem como sobre as suas próprias experiências e investigações. Eles chegam a uma conclusão muito semelhante à de Cutler.

Em seu estudo, eles examinam dois fósseis muito bem preservados que apresentaram a postura opistotônica e decidem que o que veem não pode ser reconciliado com as conclusões de Faux e Padian. No entanto, essa análise contém muita especulação, o que os autores admitem. Para mim, o aspecto mais convincente de seu estudo é que eles realizaram experiências semelhantes, mas mais detalhadas, do que aquelas feitas por Cutler, enquanto continuam a dar crédito a Cutler pelo seu trabalho. Eles confirmam que, quando galinhas mortas são colocadas na água, elas rapidamente atingem a postura opistotônica, e eles ainda demonstram os detalhes anatômicos a respeito do por que isso acontece. Eles também confirmam que esses mesmos detalhes anatômicos são vistos nos dinossauros que são normalmente encontrados na postura opistotônica.

No final, eles concluem: 3

Do que foi apresentado acima, pode-se concluir que a formação da “postura opistotônica” em carcaças de répteis de pescoço longo e cauda longa depositadas subaquaticamente é o resultado de um processo postmortem… essa postura deve ser vista como um fenômeno normal que ocorre durante a incorporação gradual e subaquática destes tipos de carcaças.

Em outras palavras, agora, o fato de que tantos fósseis de dinossauros articulados são encontrados na postura opistotônica é provavelmente relacionado com alterações postmortem específicas que ocorrem como resultado de terem sido enterrados em sedimentos aquosos. Claro, isso se encaixa perfeitamente com a idéia de que esses fósseis de dinossauros são o resultado das ações de um dilúvio universal.

Referências:

1. Wagner A, “Über einige, im lithographischen Schiefer neu aufgefundene Schildkröten und Saurier,” Gelehrte Anz königl Bayer Akad Wiss 69:1-69, 1859.
2. Faux CM, Padian K, “The opisthotonic posture of vertebrate skeletons: post-mortem contraction or death throes?,” Paleobiolology 33:201–226, 2007.
3. Achim G. Reisdorf and Michael Wuttke, “Re-evaluating Moodie’s Opisthotonic-Posture Hypothesis in Fossil Vertebrates Part I: Reptiles—the taphonomy of the bipedal dinosaurs Compsognathus longipes and Juravenator starki from the Solnhofen Archipelago (Jurassic, Germany),” Palaeobiodiversity and Palaeoenvironments 92:119-168, 2012.

Fonte: Dr. Jay L. Wile (Proslogion)

 

Livro do Mês: Por Que Creio, de Michelson Borges

O livro do mês é Por Que Creio, do jornalista Michelson Borges. Para participar do sorteio, basta seguir @Ler _pra_crer no Twitter e retuitar: “Sorteio Livro do Mês: Por Que Creio, de Michelson Borges. Siga @Ler_pra_crer dê RT http://kingo.to/10C8″ O sorteio será realizado hoje, depois das 22 horas. Boa leitura!

O livro reúne 12 entrevistas com pesquisadores nas áreas de Biologia, Engenharia, Bioquímica, Arqueologia, Física, Geologia, Teologia e Matemática – todos falando da razão que têm para acreditar no Criador do Universo. Ruy Vieira, Marcia de Paula, Paulo Bork, Nahor Jr., Urias Takatohi, Siegfried Schwantes, Euler Bahia, Queila Garcia, Orlando Ritter e Michael Behe são os entrevistados.

Algumas das perguntas respondidas no livro:

É possível harmonizar fé e ciência?

É possível ser evolucionista e crer na Palavra de Deus?

Quais são as maiores evidências do Criador?

Que áreas da pesquisa científica oferecem maiores dificuldades para o criacionista?

Além da Bíblia, existem outros documentos que mencionam o Dilúvio?

Quais são as maiores evidências de que o homem foi criado por Deus?

Pode-se aceitar a teoria do Design Inteligente como puramente científica, sem apelar para a religião?

O trecho que segue é do próprio Michelson e faz parte do último capítulo, intitulado “Digitais do Criador”:

“Não há prazer mais complexo que o de pensar”, já dizia o poeta e escritor argentino Jorge Luís Borges. De fato, o aparentemente simples processo do pensamento é algo de complexidade espantosa. Nosso corpo é controlado e coordenado por trilhões de células nervosas, nove bilhões das quais situada no córtex cerebral. Se elas fossem alinhadas ponta a ponta, sua extensão atingiria mais de 75 quilômetros! Tudo isso é coordenado por 120 trilhões de “caixas de conexão”. Esse intricado sistema é compactado em um insondável complexo de caminhos neurais. A tarefa de contar cada terminação nervosa do cérebro à velocidade de uma por segundo levaria 32 milhões de anos!

Impulsos nervosos se deslocam a velocidade altíssimas nas fibras nervosas para transmitir informações a cada ponto do corpo. O sistema é semelhante a uma nação moderna interconectada por bilhões de fios telefônicos. Essa imensa rede de comunicações recebe ou emite 100 milhões de impulsos eletroquímicos por segundo. Ela está conectada a cada milímetro quadrado da pele, a cada músculo, vaso sanguíneo, osso ou órgão. E tudo isso através da medula e do cérebro, que pesa cerca de 1,5 quilo e, no entanto, consome sozinho mais de 20% da energia requerida pelo corpo.

Pense na batida inconsciente do coração, nas pálpebras piscando, na respiração contínua dos pulmões, nos alimentos sendo processados pelos intestinos, numa perna que se  move. Tudo isso é organizado e dirigido pelo cérebro.  Pense nas emoções, na atração sexual, no amor entre pais e filhos, nos sonhos e pensamentos. Eles também são produtos do cérebro. Sua missão mais elementar é recolher estímulos externos, captados pelos sentidos, e transformá-los em impulsos elétricos que percorrem os neurônios. Toda essa informação é catalogada e arquivada na memória. É a ela que o cérebro recorre quando precisa tomar decisões, comandar os movimentos corporais e organizar o pensamento.

Neste exato momento, seu sistema nervoso está processando uma série de informações ao mesmo tempo: a interpretação destas palavras, a textura do papel deste livro, os sons de fundo no ambiente, os odores etc. E você quase nem percebe isso.

O profundo e novo conhecimento sobre o cérebro, adquirido em grande escala nos anos recentes, mostra que esse órgão foi maravilhosamente projetado, e capacitado além das maravilhas que a imaginação ignorante lhe atribuía. Num questionamento bastante simplista, seria possível uma mera combinação acidental de massa, energia, acaso e tempo produzir órgão tão maravilhoso e complexo?

Por inspiração, o rei Davi escreveu palavras há três mil anos, que não podem ser superadas: “Pois Tu formaste o  meu interior, Tu me teceste no seio de minha mãe. Graças Te dou, visto por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as Tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem” (Salmo 139:13 e 14).

Conheça a Cosmovisão Teísta/Criacionista – partes III e IV

Continuação da bibliografia básica recomendada belo jornalista Michelson Borges para quem deseja aprofundar seus conhecimentos sobre a cosmovisão teísta/criacionista:

 

Nancy Pearcey e Charles Thaxton, A Alma da Ciência (Cultura Cristã) – Pearcey (que também é autora de A Verdade Absoluta, entre outros livros) é editora colaboradora do Pascal Centre for Advance Studies in Faith and Science; Charles Thaxton é Ph.D em química e pós-doutorado em História da Ciência pela Harvard. No livro, eles sustentam as bases cristãs da ciência moderna. “O tipo de pensamento conhecido hoje em dia como científico, com sua ênfase na experimentação e formulação matemática surgiu numa cultura específica – a da Europa Ocidental – e em nenhuma outra”, afirmam. E completam: “Os mais diversos estudiosos reconhecem que o cristianismo forneceu tanto os pressupostos intelectuais quanto a sanção moral para o desenvolvimento da ciência moderna.” Pearcey e Thaxton provam, com boa documentação histórica, que o conflito ciência versus religião é equivocado e tem origem recente. Segundo eles, durante cerca de três séculos, a relação entre a ciência e a religião pode ser mais bem descrita como uma aliança. “Os cientistas que viveram do século 16 até o final do século 19 viveram num universo muito diferente daquele no qual vive o cientista de hoje. É bem provável que o primeiro cientista tenha sido um indivíduo temente a Deus que não considerava a investigação científica e a devoção religiosa incompatíveis. Pelo contrário, sua motivação para estudar as maravilhas da natureza era o ímpeto religioso de glorificar o Deus que as havia criado.”

Ariel A. Roth, A Ciência Descobre Deus (CPB) – Em seu livro A Ciência Descobre Deus, o zoólogo adventista Dr. Ariel Roth menciona a ocasião em que visitou a famosa Abadia de Westminster, na Inglaterra. Ali estão sepultados Newton e Darwin. Roth relembra: “Quando visitei os túmulos desses dois ícones do mundo científico, não pude deixar de meditar sobre o legado contrastante sobre Deus que ambos deixaram à humanidade. [...] A vida de Newton ilustra claramente como a excelência científica e uma firme fé em Deus podem andar de mãos dadas.” Roth lida de forma competente com perguntas como estas: Será que um Designer criou nosso universo, ou ele evoluiu de maneira espontânea? Pode a ciência ser objetiva e, ao mesmo tempo, admitir a possibilidade de que Deus existe? Isso faz diferença? Em face de tanta evidência que parece exigir um Deus para explicar o que vemos na natureza, por que a comunidade científica permanece em silêncio sobre o Criador? Deus existe? Segundo Roth, a própria ciência está oferecendo as respostas.

Michelson Borges, A História da Vida – De onde viemos, para onde vamos (CPB) – Depois de dez anos da publicação de A História da Vida, o livro passou por uma atualização e esta nova edição revista reúne o que há de mais atual com respeito à controvérsia entre criacionismo e evolucionismo – sem perder a característica que identifica a obra desde o início: a linguagem é simples e o conteúdo, acessível. O autor é jornalista e mestre em teologia, e procura responder perguntas como estas: Deus existe? Qual a origem do Universo e da vida? A teoria da evolução é coerente? O criacionismo é científico? Podemos confiar na Bíblia? O dilúvio de Gênesis é lenda ou fato histórico? De onde vieram e para onde foram os dinossauros? O que dizer dos métodos de datação? Os leitores que quiserem se aprofundar no assunto têm à disposição, no fim de cada capítulo, inúmeras referências com dicas sobre os melhores livros e sites para leitura adicional.

Phillip E. Johnson, Darwin no Banco dos Réus(Cultura Cristã) – O polêmico livro de Johnson mexeu com os fundamentos científicos, pois demonstra que a teoria da evolução não tem sua base em fatos, mas na fé – fé no naturalismo filosófico. Johnson argumenta corajosamente que simplesmente não há um vasto corpo de dados que deem suporte à teoria. Com o clima intrigante de um mistério e detalhes que nos prendem como quando assistimos a um julgamento, Johnson conduz o leitor pelas evidências com a perícia de um advogado, a qual ele adquiriu como professor de Direito em Berkeley, especializando-se na lógica dos argumentos. O autor é graduado em Harvard e na Universidade de Chicago. Ele foi oficial de direito do presidente do Superior Tribunal Earl Warren e ensinou por mais de trinta anos na Universidade da Califórnia, Berkeley, onde é professor emérito de Direito.

Ariel Roth, Origens – Relacionando a ciência com a Bíblia (CPB) – É possível harmonizar a ciência e a Bíblia? A ciência moderna, por meio da teoria da evolução conseguiu refutar a narrativa bíblica da origem da vida? Quem aceita a teoria criacionista precisa, necessariamente, rejeitar a ciência? O cientista adventista Ariel Roth procura demonstrar que a harmonia entre a ciência e a religião bíblica nos traz uma compreensão mais completa do mundo que nos cerca e do significado da existência humana. Roth é doutor em Zoologia pela Universidade de Michigan, Estados Unidos.

Michelson Borges, Por Que Creio – Doze pesquisadores falam sobre ciência e religião (CPB) – O livro reúne 12 entrevistas com pesquisadores de áreas diversas, como física, bioquímica, matemática, biologia, arqueologia e teologia. Onze deles contam por que são criacionistas e apresentam fortes argumentos a favor do modelo. O 12º entrevistado é o bioquímico Michael Behe, autor do livro A Caixa Preta de Darwin. Behe também expõe argumentos que demonstram a insuficiência epistêmica do darwinismo.

Adauto Lourenço, Como Tudo Começou (Editora Fiel) – Será que realmente somos resultado de um caldo primordial, que poderia ter existido há bilhões de anos? Será que o Universo, que possui mais estrelas do que todos os grãos de areia de todas as praias e de todos os desertos do nosso planeta Terra, com toda a sua beleza exuberante e leis precisas, teria sido fruto de um acidente cósmico conhecido como Big Bang, há 13,7 bilhões de anos? Ao nos depararmos com a complexidade do código genético, contendo mais de três bilhões de letras perfeitamente organizadas, altamente codificado e eficientemente armazenado, capaz de criar sistemas com tamanha complexidade e design como o corpo humano, seria concebível aceitar que tal codificação teria sido fruto do acaso? O físico cristão Adauto Lourenço oferece respostas coerentes para essas questões.

Leonard Brand, Fé, Razão e História da Terra(Unaspress) – Segundo resenha do Dr. Nahor Neves de Souza Jr., a obra de Brand é caracterizada pela abrangência dos temas, pela qualidade das informações, bem como pelo espírito despretensioso e verdadeiramente imparcial, o que a coloca como uma das melhores contribuições àqueles que, sinceramente, se interessam pela associação coerente e sustentável entre os conhecimentos científico, filosófico e religioso. O autor, biólogo adventista, elaborou esse excelente livro fundamentado em pesquisas científicas pessoais (meticulosamente desenvolvidas), em sua experiência como docente e na utilização de informações pertinentes, oriundas de textos criteriosamente selecionados. A utilização de boa didática e ilustrações apropriadas favorecem uma leitura agradável, elucidativa e acessível.

 

Michael Behe, A Caixa Preta de Darwin – O desafio da bioquímica à teoria da evolução (Jorge Zahar) – Nesta obra, o bioquímico Michael Behe apresenta exemplos incontestáveis de design inteligente na natureza e desenvolve o argumento da complexidade irredutível. Usando como exemplo desses sistemas a visão, a coagulação do sangue, o transporte celular e a célula, Behe demonstra convincentemente que o mundo bioquímico forma um arsenal de máquinas químicas, constituídas de peças finamente calibradas e interdependentes. Para que a teoria da evolução fosse verdade, deveria ter havido uma série de mutações, todas e cada uma delas produzindo sua própria maquinaria, o que resultaria na complexidade atual. Mesmo não sendo um criacionista, o Dr. Behe argumenta que as máquinas biológicas têm que ter sido planejadas – seja por Deus ou por alguma outra inteligência superior. Segundo o autor, “a compreensão resultante de que a vida foi planejada por uma inteligência é um choque para nós no século [21], que nos acostumamos a pensar nela como resultado de leis naturais simples”. Porém, ele lembra que outros séculos “também tiveram seus choques, e não há razão para pensar que deveríamos escapar deles”.

Alexander vom Stein, Criação – Criacionismo bíblico (SCB) – Criação é o primeiro livro texto em língua alemã a apresentar detalhadamente o modelo criacionista. É apropriado para jovens a partir de 14 anos. Partindo do estado atual da ciência, explica até mesmo fatos complicados de modo que possam ser facilmente compreendidos. O livro deixa claro que as perguntas sobre “de onde” e “para onde” não devem ser respondidas somente pela observação e dedução, mas em última análise pela fé. O autor deixa claro que muitos fatos hoje descobertos podem ser mais bem explicados por meio do modelo criacionista. Os capítulos referentes às ciências naturais proporcionam acesso fácil aos temas complexos e são bastante atuais.

Reinhard Junker e Siegfried Scherer, Evolução – Um livro-texto crítico (SCB) – Neste livro, Junker e Scherer contam com a colaboração de mais nove especialistas, dos quais oito doutores reconhecidos em suas respectivas áreas: Biologia, Botânica, Microbiologia, Embriologia, Química, Paleontologia e Antropologia. A obra aborda fundamentos da ciência e da epistemologia, história do pensamento evolucionista, conceitos fundamentais de taxonomia e da sistemática, estudo das causas da evolução e abrangência dos fatores evolutivos, com análise da macroevolução; evolução molecular, com os mecanismos da microevolução; e evolução química. Aborda também a analogia e a homologia, a embriologia, a ontogênese e a biogeografia, o significado do registro fóssil, fundamentos da paleontologia, espécies fósseis, sua extinção, elos perdidos, e o surgimento do ser humano.

Jean Flori e Henri Rasolofomasoandro, Em Busca das Origens – Evolução ou Criação? (SCB) – Flori e Rasolofomasoandro são pesquisadores doutores radicados na França. A obra contem ricas notas explicativas, comentários, farta ilustração e referências bibliográficas bastante modernas. Os temas são tratados com profundidade e equilíbrio, apresentando-se sempre as visões evolucionista e criacionista dos assuntos abordados. Os autores analisam tópicos de geologia (atualismo, natureza e estrutura da Terra, rochas, carvão e petróleo, continentes à deriva, montanhas e erosão, estratigrafia e seus problemas), paleontologia (fósseis, séries evolutivas e elos intermediários, e enigmas da paleontologia), biologia (lamarquismo, darwinismo, mutacionismo, origem da vida, entre outros muitos assuntos).

Nahor Neves de Souza Júnior, Uma Breve História da Terra (SCB) – O Dr. Nahor é geólogo com doutorado em Geotecnia pela USP e professor de Ciência e Religião no Unasp, Campus Engenheiro Coelho, SP. Em seu livro, ele mostra que a geologia histórica parece se identificar muito melhor com os grandes desastres naturais que se desenvolvem muito rapidamente do que com os processos geológicos ordinários (não catastróficos). Por outro lado, os desastres naturais atuais são pontuais no tempo e no espaço; já aqueles desastres “naturais” pretéritos se manifestaram globalmente e de maneira ininterrupta, durante um curto intervalo de tempo. O autor teve a oportunidade de estudar minuciosamente amplas exposições dos derrames basálticos da Formação Serra Geral (Bacia Sedimentar do Paraná). Pesquisas científicas envolvendo as rochas basálticas, desenvolvidas por ele na USP, durante 12 anos, possibilitaram a acumulação de significativo acervo de dados que levam o leitor a tirar conclusões surpreendentes.

Erwin Lutzer, 7 Razões Para Confiar na Bíblia(Vida) – O mundo moderno tem rejeitado cada vez mais os valores cristãos. Para muitos, a Bíblia é apenas um livro de valor histórico. Críticos mais agressivos procuram remover a presença de Deus de suas páginas, como se isso fosse possível. Em meio a tanto materialismo, o pastor Erwin Lutzer apresenta neste livro algumas razões incontestáveis para provar a veracidade e a fidedignidade das Escrituras Sagradas. A Bíblia é a Palavra de Deus. Sua mensagem inconfundível tem abençoado e transformado bilhões de seres humanos ao longo dos anos. Suas profecias têm se cumprido fielmente. Suas verdades mudaram nações e sua influência é crescente em vários setores da sociedade. Lutzer é mestre em teologia pelo Seminário Teológico de Dallas.

Rodrigo Silva, Escavando a Verdade (CPB) – Conforme escreveu Wayne Jackson, “a ciência da arqueologia tem sido uma grande benfeitora para os estudantes da Bíblia. Ela tem: (1) ajudado na identificação dos lugares e no estabelecimento de datas, (2) contribuído para o melhor conhecimento de antigos costumes e obscuros idiomas, (3) trazido luz sobre o significado de inúmeras palavras bíblicas, (4) aumentado nosso entendimento sobre certos pontos doutrinários do Novo Testamento, (5) silenciado progressivamente certos críticos que não aceitam a inspiração da Palavra de Deus”. O professor de teologia e especialista em arqueologia Dr. Rodrigo Silva chama atenção para tudo isso em seu livro Escavando a Verdade – A arqueologia e as incríveis histórias da Bíblia. Mas não espere um tratado científico com linguagem empolada. O livro de Rodrigo é tudo, menos isso. Conforme ele mesmo escreveu na Introdução, “não se trata de um livro técnico, muito menos exaustivo. Aqui vamos tratar das evidências do Antigo Testamento e da vida de Jesus no Novo Testamento”. Rodrigo, que fez estudos de pós-doutoramento em arqueologia bíblica pela Andrews University e cursa o doutorado em arqueologia na USP, participou de escavações em Israel, Espanha, Sudão e Jordânia. Portanto, nas 176 páginas de seu livro ele fala do que viu e tocou e não apenas do que pesquisou ou leu.

Peter Kreeft, Sócrates e Jesus (Vida) – Imagine que um antigo filósofo grego surgisse em pleno século 20 e se matriculasse numa faculdade de teologia liberal, dessas que relativizam a autoridade bíblica. Mais: imagine que esse filósofo fosse o inquiridor Sócrates, considerado um dos fundadores da filosofia ocidental. Qual seria o teor das discussões do ateniense com os alunos e professores? Como o filósofo que se opunha ao politeísmo grego reagiria à leitura do Antigo e do Novo Testamentos? Como encararia Jesus Cristo e as alegações quanto à divindade e a ressurreição dEle? É disso – e muito mais – que tratam as duzentas páginas do livro de Kreeft. “Jesus e Sócrates são certamente os dois homens mais influentes que já existiram, pois dão origem aos dois segmentos da civilização ocidental: a cultura bíblica (judaico-cristã) e a clássica (greco-romana)”, escreve Kreeft logo na Introdução. Portanto, é o tipo de leitura que ajuda até mesmo a entender as bases sobre as quais nossa própria cultura está edificada. Peter Kreeft é Ph.D e professor de filosofia do Boston College.
 
Fonte:  Criacionismo (parte III) Criacionismo (parte IV) Veja as partes I e II aqui.

A Evolução e a Liberdade Acadêmica

A notícia de que o site HypeScience  tomou a decisão de remover sumariamente “comentários de natureza criacionista que neguem a Teoria da Evolução das Espécies, a real idade da Terra ou do Universo e afins… por criarem discussões cíclicas inúteis”, além de gerar reflexões sobre direitos e deveres de administradores e visitantes de conteúdos na rede, leva naturalmente a conjecturas sobre a liberdade acadêmica. As “regras” da Academia (pesquisas, publicações, ensino etc) podem ser administradas na intenção de promover a liberdade de expressões acadêmicas divergentes, em busca (e em proveito) do conhecimento? Ou será que a mensagem da caricatura abaixo (SatirizingScientism) é que tem mais vinculação com a realidade?
Tower of London University
Memorando Interno
Do Chefe do Departamento de Ciências Naturais
Assunto: Liberdade Acadêmica
Caros Colegas não-titulares,
À medida que reflito sobre meus velhos tempos de professor ”ainda não-titular”, tenho boas recordações de paranóias, crises nervosas, medicações, andar pisando em ovos, tentar descobrir a quem não ofender e como não ofender, saber quando fingir estar alinhado com a política partidária, etc.
Minha própria experiência me ajuda a criar tanta empatia em relação a cada um de vocês que me sinto no dever de escrever este memorando de encorajamento.
Já explicamos que em nosso departamento lidamos apenas com a ciência empírica embasada ​​pelas evidências esmagadoras da evolução, desde a “lagoa pantanosa”. O darwinismo é praticamente a base para tudo; então você é livre para descobrir como o seu trabalho pode provar ainda mais, refinar ou reforçar nossa multi-facetada hipótese  de trabalho.
Considerando nossa extraordinária atitude “mente-aberta” e científica, você é livre para fazer declarações como “Eu tenho dúvidas sobre o darwinismo” ou “Seleção Natural não guiada é um modelo totalmente inadequado para explicar a montagem de máquinas moleculares complexas” ou “Eu sou mais do que um conjunto aleatório de interações químicas” ou “Poderíamos estar errados?”
Nesse caso, claro, você ainda pode vir a ser titular e ainda lhe será concedida total liberdade para expressar suas opiniões. Seu período probatório será na Torre, onde você pode tentar convencer seu carcereiro dos seus erros até que um de vocês dois morra:
 
Este será o seu novo escritório como um membro do corpo docente titular!

Você também é livre para optar por qualquer um dos nossos atraentes planos de remuneração:

O “Plano socrático”.

Estes são grátis no laboratório!
Saúde!
Há, também, o Plano “Feira Medieval”.
“Próximo!”
E, finalmente, oferecemos nosso plano “Real” de indenização!
O mais popular!
Seu Chefe e amigo,
Charles “Charlie” Durwin, Ph.D.
Professor Livre Docente
Caricatura à parte, justiça seja feita. Pela citação que segue, o “memorando” poderia até não levar a assinatura de Darwin. Talvez a de alguns “chefes” mais modernos. 
“Estou bem a par do fato de existirem neste volume [A Origem das espécies] pouquíssimas afirmativas acerca das quais não se possam invocar diversos fatos passíveis de levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais cheguei. Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista, e tal coisa seria impossível de se fazer na presente obra” (Charles Darwin, A Origem das espécies, Belo Horizonte-Rio de Janeiro, Villa Rica, 1994, p. 36).
Fonte (com pequenas adaptações): SatirizingScientism

Exame de DNA: De Onde se Origina um Código?

 

Como Surgem as Estruturas Codificadas de Linguagem?

Uma das descobertas mais dramáticas da biologia no século 20 foi que os organismos vivos são produtos de estruturas de linguagem codificada. Toda a complexidade química estrutural detalhada, associada com o metabolismo, reparo, função especializada, e reprodução de cada célula viva é uma realização dos algoritmos codificados no seu DNA. Portanto, a questão mais importante de todas é como tais estruturas de linguagem extremamente grandes surgiram?

A origem dessas estruturas é, certamente, o ponto central da questão da origem da vida. As mais simples das bactérias têm genomas que contêm aproximadamente um milhão de códons (cada códon, ou palavra genética, consiste de três letras do alfabeto genético de quatro letras). Os algoritmos codificados, com um milhão de palavras de extensão, surgiriam espontaneamente por meio de algum processo natural conhecido? Existe algo nas leis da física que sugere como tais estruturas poderiam surgir de modo espontâneo? A resposta honesta é simples. O que entendemos presentemente da Termodinâmica e da Teoria da Informação argumenta persuasivamente que essas estruturas não surgem e não podem surgir espontaneamente!

A linguagem envolve um código simbólico, um vocabulário, e um conjunto de regras gramaticais para transmitir ou registrar pensamentos. A maioria de nós usa a maior parte de nosso tempo, quando despertos, gerando, processando ou disseminando dados linguísticos. Raramente refletimos sobre o fato de que as estruturas de linguagem são claras manifestações da realidade imaterial.

Esta conclusão pode ser alcançada observando-se que a própria informação linguística é independente do seu meio material transportador. O significado ou a mensagem não dependem de estarem representados como ondas sonoras no ar, como padrões de tinta no papel, como o alinhamento de propriedades magnéticas num disquete, ou como os padrões de voltagem numa rede de transitores. A mensagem de que uma pessoa ganhou um prêmio de R$ 300.000.000,00 na loteria é a mesma se essa pessoa recebe a informação de alguém falando na sua porta, pelo telefone, pelo correio, pela televisão ou pela Internet.

Na verdade, Einstein destacou a natureza e a origem da informação simbólica como uma das profundas questões a respeito do mundo tal qual o conhecemos. Ele não conseguiu identificar os meios pelos quais a matéria pode dar significado aos símbolos. A implicação clara é que a informação simbólica, ou a linguagem, representa uma categoria de realidade distinta da matéria e da energia…

De onde, então, a informação linguística se originou? Na nossa experiência humana imediatamente conectamos a linguagem que criamos e  processamos com as nossas mentes. Mas qual é a natureza fundamental da mente humana? Se algo tão real quanto a informação linguística tem existência independente da matéria e da energia, a partir de considerações causais não é irracional suspeitar que uma entitade capaz de dar origem à informação linguística seja também definitivamente imaterial na sua natureza essencial.

Uma conclusão imediata dessas observações com relação à informação linguística é que o materialismo, que tem sido há muito tempo a perspectiva filosófica dominante nos círculos científicos, com a sua pressuposição fundamental de que não existe nenhuma realidade imaterial, é simplesmente e evidentemente falso. E é surpreendente que a sua falsificação seja tão trivial.

[...] Apesar de todos os milhões de páginas de publicações evolucionistas – de artigos de publicações científicas com revisão por pares, de livros didáticos, revistas de estórias  populares – que supõem e implicam serem os processos materiais inteiramente adequados para efetuar milagres macroevolutivos, na realidade não existe um base racional para tal crença. Isso é totalmente fantasioso. As estruturas de linguagem codificadas são imateriais em natureza e requerem absolutamente uma explicação imaterial.

John R. Baugardner, mestre e doutor em Geofísica e Física Espacial, membro do Corpo Técnico da Divisão Teórica do Laboratório Nacional de Los Alamos, no livro Em Seis Dias (adquira na SCB), organizado por John. F. Ashton (pág. 196-197).

“De um Modo tão Admirável e Maravilhoso Fui Formado”: Da Concepção ao Nascimento

“Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado…” Salmos 139:14

Este vídeo é para inspirar salmistas do séc. XXI: Da Concepção ao Nascimento — fantástico trabalho produzido pelo produtor de imagens e chefe de Visualização Científica do Departamento de Medicina da Universidade de Yale, Alexander Tsiaras, mostrando o desenvolvimento humano da concepção ao nascimento (com inserção de algumas imagens gráficas).

O vídeo é mostrado depois de uma breve introdução do próprio Tsiaras (min. 2:00).

Não deixe de ver a apresentação completa, legendada em português, com as explicações do produtor. Clique aqui.

Quem Criou Deus? ou Quatro Coisas que a Ciência Jamais Explicará

Who Made God by Edgar Andrews 1258964346 What Are Four Things Science Will Never Explain?

Segue uma curta recomendação e “review”, escrita por Bill Pratt, sobre o livro Who Made God?

Estou lendo o livro do físico Edgar Andrew Who Made God? (Quem criou Deus?). Edgar sustenta que há quatro coisas que a ciência jamais explicará:

  1. A origem do universo
  2. A origem das leis da natureza
  3. A origem da vida
  4. A origem da mente e do pensamento

Ele entende que quando afirma que a ciência não pode nunca explicar estas quatro entidades, pode esperar todo tipo de protestos:

É claro que ateístas (e mesmo alguns teístas) irão imediatamente protestar, declarando que só porque não há explicações científicas atualmente disponíveis isso não significa que elas nunca existirão. A ciência é progressiva e novas descobertas são feitas a toda hora, de forma que aquilo que parece cientificamente impossível hoje pode ser cientificamente explicável amanhã.

Eu reconheço a força do argumento, mas mantenho minha posição. A afirmação de que, dado tempo, a ciência explicará tudo é simplesmente a versão ateísta do “Deus das lacunas”. As lacunas do nosso conhecimento podem ser preenchidas, eles dizem, por futuros (mas ainda desconhecidos) avanços científicos. Assim o “Deus das lacunas” é simplesmente substituído por “Ciência Futura das lacunas”: mesmas lacunas, divindades diferentes. Era o que o filósofo da ciência Karl Popper chamava “materialismo promissório”.

Você tem de ler o livro de Andrew para saber por que ele pensa que estas quatro coisas não serão explicadas pela ciência, mas a razão básica é que cada uma delas (universo, leis da natureza, vida, mente e pensamento) consiste de propriedades que transcendem o mundo material. Uma vez que a ciência só é capaz de investigar o mundo material e não o que transcende o mundo material, ela não pode jamais, em princípio, explicar tais coisas.

Recomendo fortemente Who Made God? como uma leitura interessante que propõe a hipótese Deus como uma explicação para o universo, as leis da natureza, a vida e a mente e então apresenta evidências que sustentam esta hipótese. Pode até mesmo ser um excelente presente de Natal para algum cético de sua família!

Fonte: ToughQuestionAnswered
Outros detalhes sobre o livro podem ser encontrados aqui (em inglês): JWWartick

A “Lógica” da Evolução e o Tabu da Ancestralidade Comum

 

As regiões codificadoras de DNA nos chimpanzés e nos humanos são muito semelhantes — 98%, segundo muitas estimativas — e esta similaridade tem sido usada como evidência de que as duas espécies descendem de um ancestral comum. No entanto, chimpanzés e humanos são muito diferentes comportamental e anatomicamente e, mesmo 30 anos atrás, alguns biólogos especulavam que essas diferenças podem ser atribuídas a regiões não-codificadoras de proteínas, que compõem cerca de 98% do DNA dos chimpanzés e dos humanos (em outras palavras, a similaridade de 98% refere-se a apenas 2% do genoma).

Agora, uma equipe de pesquisadores liderada por John F. McDonald na Georgia Tech publicou evidências de que grandes segmentos do DNA que não codificam proteínas diferem significativamente entre chimpanzés e humanos, e os autores do estudo (assim como outros antes deles) têm sugerido que essas diferenças poderiam explicar algumas características distintas entre as duas espécies.

De acordo com a Science Daily:

Researchers at the Georgia Institute of Technology have now determined that the insertion and deletion of large pieces of DNA near genes are highly variable between humans and chimpanzees and may account for major differences between the two species.

Pesquisadores do Georgia Institute of Technology agora concluíram que a inserção e a deleção de grandes porções de DNA perto de genes são altamente variáveis ​​entre humanos e chimpanzés e podem ser responsáveis ​​por grandes diferenças entre as duas espécies. ( Tradução livre)

Estes resultados, somados a outros tantos, fornecem cada dia mais evidências de que as regiões não-codificadoras de proteínas que alguns darwinistas rotularam como “Junk DNA” (“DNA lixo”) não são lixo afinal (link relacionado em português).

Mas os resultados apontam ainda um problema muito mais sério com o raciocínio darwiniano:

Se as semelhanças no DNA codificador de proteínas apontam para a ancestralidade comum entre chimpanzés e humanos, por que as diferenças no muito mais abundante DNA não-codificador de proteínas não apontam para suas origens separadas?

A razão disso é porque questionar a ancestralidade comum entre chimpanzés e humanos é um tabu.

O que resta, então, é o seguinte argumento:

  1. O DNA codificador de proteína de chimpanzés e humanos é semelhante. Portanto, as duas espécies compartilham um ancestral comum.
  2. O DNA não-codificador de proteínas de chimpanzés e humanos NÃO é semelhante. Portanto, as duas espécies compartilham um ancestral comum e a dessemelhança explica suas diferenças.

Onde é que já vimos essa forma de raciocínio antes? Basta lembrar do argumento evolucionista referente à embriologia dos vertebrados:

  1. Os estágios iniciais dos embriões de vertebrados são semelhantes. Portanto, vertebrados partilham um ancestral comum.
  2. Os estágios iniciais dos embriões vertebrados NÃO são semelhantes. Portanto, vertebrados partilham um ancestral comum, mas seus estágios iniciais evoluem com facilidade.

Aparentemente, a “lógica” darwiniana funciona da seguinte forma:

  1. Ancestralidade comum é uma verdade.
  2. X e Y são semelhantes.
  3. X e Y NÃO são semelhantes.
  4. Portanto, a ancestralidade comum é uma verdade.

Este é um argumento circular clássico. Imagine um Ouroboro, o símbolo alquímico de uma cobra com a própria cauda na boca (acima). Ou talvez os degraus sem fim de Penrose…e você já tem uma idéia para onde a “lógica” darwiniana nos leva.

Penrose stairs

Fonte: (Jonathan Wells) Evolution News and Views

As Probabilidades da Primeira Célula

 

Como é que a vida surgiu? Para aqueles que rejeitam o Testemunho de Gênesis, a busca está restrita a pistas existentes na natureza. Uma das pistas é o número mínimo de informação genética necessária para o crescimento e para a reprodução. Se o número for suficientemente pequeno, então é concebível que a vida se tenha gerado como efeito de forças não-inteligentes.

O documentário de 2008 com o nome de “Expelled: No Intelligence Allowed” defendeu que 250 é o número mínimo de proteínas necessárias para o funcionamento da célula. As probabilidades de tantas proteínas se formarem por acaso é equivalente a um homem jogar nas máquinas caça-níqueis e ganhar 250 vezes consecutivas.

No entanto, as verdadeiras probabilidades são ainda mais problemáticas para os naturalistas. O biólogo molecular Doug Axe disse:

Estamos a falar de algo vertiginosamente improvável; mais ou menos 1 num trilhão de trilhão de trilhão de trilhão de trilhão de trilhão.
(Stein, B. 2008. Expelled: No Intelligence Allowed. DVD. Directed by Nathan Frankowski. Premise Media Corporation, L.)

No entanto, novas pesquisas podem fazer com que Axe tenha que quadruplicar estas probabilidades impossíveis.

Uma equipe de biólogos da “Stanford University School of Medicine” empregou um novo método como forma de estimar a informação genética mínima necessária para a sobrevivência da bactéria chamada de Caulobacter crescentus.

Eles usaram uma nova técnica para identificarem as mutações específicas no ADN das bactérias mutantes. Posteriormente, eles mapearam o genoma da Caulobacter para descobrirem as áreas que não toleravam mutações.

De acordo com o comunicado à imprensa, os pesquisadores descobriram 480 genes codificadores de proteína, mais 532 outras regiões essenciais no ADN da bactéria (Digitale, E. New method reveals parts of bacterium genome essential to life. Stanford School of Medicine news release, August 30, 2011, reporting on research published in Christen, B. et al. 2011. The essential genome of a bacterium. Molecular Systems Biology. 7 (1): 528. ).

A maior parte destas 532 regiões regulam a expressão genética, 91 regiões possuem funções desconhecidas e o restante são genes com funções desconhecidas mas necessárias.

Portanto, a experiência descobriu que o número de regiões de ADN necessárias para a vida básica desta bactéria é de 1000, o que é quatro vezes mais que as 250 proteínas estimadas pelo filme Expelled.

Se a origem e a sobrevivência da primeira célula era miseravelmente insolúvel através de qualquer maquinação das leis da natureza, muito menos solúvel ela é agora. Se não se quiser chegar a um impasse científico e impedir o avanço do nosso conhecimento, temos que postular que aquilo que a natureza por si só não consegue levar a cabo tem que ser forçosamente explicado por forças que vão para além das forças não-inteligentes da natureza.

Curiosamente, é precisamente neste impasse que se encontram os proponentes do naturalismo ; devido à sua fé nesta filosofia não-científica, os evolucionistas materialistas construíram imensas (e muitas vezes mutuamente exclusivas) teorias para a origem da vida.

Todas elas são cientificamente deficientes, mas os evolucionistas, havendo rejeitado Deus, não as podem rejeitar.

Este é um exemplo claro que demonstra como o naturalismo e a a teoria da evolução são um impedimento para o avanço da ciência.


Fonte: Darwinismo

Conclusão: “Teoria da Evolução a Respeito da Sexualidade Humana Está Errada”

Livro do Mês: Os Dois Lados do Sexo, de Charles Wittschiebe

 
O Livro do Mês é Os Dois Lados do Sexo, de Charles Wittschiebe. O sorteio será no dia 30 de setembro. Para participar, siga @Ler_pra_crer no Twitter e retuíte a mensagem: [Sorteio Livro do Mês: Os Dois Lados do Sexo, de Charles Wittschiebe  Siga @Ler_pra_crer e Dê RT
http://kingo.to/PWy
]
 
Os Dois Lados do Sexo,  de Charles Wittschiebe,  é um livro para jovens (tradução do original em inglês Teens and Love and Sex). Uma visão geral do contéudo pode ser encontrada na contracapa:  
 
Se você pensa que sabe tudo sobre sexo, leia esta obra e terá algumas surpresas… O autor, especialista em educação sexual, fala sobre namoro, sexo pré-marital, os órgãos sexuais, o casamento, a masturbação, homossexualismo, doenças venéreas e outros assuntos relacionados. Mostra o lado maravilhoso do sexo, criado por Deus, como expressão de amor. E aquele outro lado, distorcido, que não traz satisfação completa. Leitura indispensável para quem não quer se machucar.
  
Algumas citações inseridas no livro:
 
As pessoas quase sempre pedem do sexo, mais do que ele possivelmente pode dar.
Dra. Joyce Brothers
 
É quase certo que, pelo menos uma vez na vida, ainda que em menor grau, você será vítima de uma abordagem sexual [...] tal como uma chamada telefônica obscena, contatos físicos externos, um exibicionista, ou um voyeur.
Frederic Storaska 
 
O capítulo “O outro lado…” aponta para o fato de que, após a entrada do pecado no mundo,  a parte sexual da natureza humana, um dos mais magnificentes e excitantes presentes de Deus, quando distorcida e não orientada pelos princípios do Criador, pode se mostrar “uma nascente poluída para um largo e fluente rio de dor, sofrimento, doença, crueldade e comportamento pevertido”.
 
Esse mesmo capítulo começa por tratar dos casos de abordagens sexuais e de alguns cuidados que as mulheres devem ter a fim de se proteger.  E apresenta uma lista com algumas sugestões:
  • Quando você for a qualquer lugar à noite, certifique-se de ter seu pai ou irmão como protetor (a menos que você saiba com certeza que tudo está absolutamente OK). Quando você tiver encontros com um rapaz, tenha certeza de que ele é seguro e de confiança e de que não a levará conscientemente a lugares onde há riscos de ataque.
  • Evite um encontro cego. Só aceite se incluir outro casal de amigos de confiança que partilhem de seus altos padrões.
  • Não se vista de modo provocante. Entretanto, deve-se ter em mente que o estupro é em geral  um ato de hostilidade às mulheres, em vez de um incontrolável desejo sexual.
  • Não estacione em lugares isolados  e em locais tradicionalmente usados para intimidades físicas. Os lugares que os jovens escolhem como estacionamento são naturalmente os primeiros lugares para os quais o estuprador se encaminhará.
  • Não pressuponha que os ambientes de escola ou hospital sejam “seguros”.
  • Se você precisa caminhar sozinha à noite, fique em áreas bem iluminadas, tanto quanto possível.
  • Quando você estiver andando sozinha, caminhe diretamente, com confiança e rapidez.
  • Caminhe junto à rua, em direção oposta ao tráfego.
  • Evite caminhar próxima a portas, arbustos e por ruas estreitas, onde um estuprador poderia esconder-se.
  • Permaneça alerta quando pessoas param e lhe pedem informações — nunca se aproxime muito de um carro.
  • Feche todas as portas de seu carro, sempre.
  • Verifique o banco traseiro do carro antes de entrar nele.
  • Dirija-se a um lugar público ou a um posto policial se você desconfia que alguém a está seguindo. 

Boa leitura ao ganhador! 

Não Fosse a Nossa Arrogância…

 
 
 
 
Esta ilustração é um diagrama muito bom, mas apenas um diagrama. A quantidade de informação que está sendo duplicada é espantosa. E continua simplesmente acontecendo[...]

Citação de um amigo meu, químico orgânico, sobre a mitose:

[...] o grau de organização na divisão celular é … estonteante, para dizer o mínimo. Tomamos como algo normal, alguns enxergam apenas como “natural, portanto não é grande coisa”, mas posso afirmar a você do ponto de vista de um químico orgânico: nós não temos a menor ideia de como arquitetar tal organização usando moléculas. O máximo que um cientista pode fazer é descrever o que ele vê acontecendo, como no bom diagrama que você postou (que eu acho que está inteiramente correto), mas a química está muito além da nossa compreensão.

Basicamente, tudo o que temos aprendido a fazer é manipular o processo, quase como aprenderíamos a fazer com que uma espaçonave alienígena realizasse tarefas ao apertarmos botões num processo de tentativa-e-erro, sem nunca compreender a tecnologia avançada. E então nos damos uns tapinhas nas costas, dizendo “vejam o que podemos fazer.” Se não fosse por nossa arrogância, nossa cegueira em relação à nossa criação, cada um de nós seria levado a cair de joelhos e louvar Aquele que unicamente pôde criar coisas tão maravilhosas.

 
(tradução livre a partir do original)

Dissonância Cognitiva: um Obstáculo à Verdade

Os judeus Gershon Robinson e Mordechai Steinman escreveram um livro bastante interessante, intitulado A Prova Evidente (São Paulo: Editora Colel, 1996). Os autores trabalham com aquilo que os psicólogos chamam de dissonância cognitiva – típico bloqueio que acomete pessoas que investiram muito em suas convicções e que muitas vezes as impede de aceitar facilmente ideias novas.

Eles começam explicando: “Estar certo provoca uma sensação de superioridade, ao passo que estar errado ocasiona uma sensação de inferioridade. Portanto, qualquer coisa que sugira que estamos errados é irritante e ocasiona mal-estar; é uma ameaça à nossa autoestima. Quando reconhecemos que estávamos errados e aceitamos a nova informação, é inevitável que nosso ego saia machucado. … A dissonância cognitiva e algum tipo de reação física sempre ocorrem toda vez que alguém é criticado por algo a que se sente ligado ou é desafiado sobre o que considera verdadeiro. … Sempre que surge algo que não se enquadra, logo surge a dissonância cognitiva no subconsciente humano. … A dissonância consegue anular completamente o desejo humano de verdade. Se alguém ‘investiu tudo numa compra’, se fez um grande investimento em certo produto, crença ou ideia, então qualquer sugestão de que o investimento foi ruim tem grande probabilidade de ser ignorada, mesmo se for verdadeira” (p. 15, 16, 17).

Os autores citam alguns exemplos, entre os quais o de Einstein. Tudo indicava, para o físico, que o Universo estava em expansão, embora essa ideia fosse considerada por ele como “irritante” e “insensata”. Por quê? Porque “o homem [até o mais inteligente] parece ter uma necessidade subconsciente de ‘proteger’ seus investimentos, até mesmo da verdade. … Justificada ou não, a irritação pode impedir que uma pessoa tenha qualquer percepção da verdade” (p. 30, 37). Para Einstein, o Universo era estático, e pronto.

A partir da página 39, Robinson e Steinman apresentam cinco motivos pelos quais algumas pessoas rejeitam a Deus, devido à dissociação cognitiva:

1. As pessoas suspeitam que, se Deus de fato existe, então enquanto seres humanos não poderíamos ser tão livres quanto gostaríamos. Como as pessoas são muito apegadas à ideia de liberdade, em um nível subconsciente os indícios de Deus incomodam, pois a ideia de Deus é percebida como ameaça à liberdade. Uma pessoa poderia, subconscientemente, tender a preferir que Deus não existisse por causa da ameaça à sua própria “soberania pessoal” [aqui foi inevitável não pensar em Richard Dawkins que, apesar do título de seu livro Deus, Um Delírio, afirma que vive na "predisposição de que Deus não exista"]. Em resumo, os indícios de Deus são emocionalmente irritantes, pois fazem o homem parecer pequeno; implicam que o homem talvez seja limitado em sua liberdade pessoal (p. 38).

2. As pessoas também abrigam o temor de descobrir que não passam do fruto da imaginação de um criador. O homem é uma força expressiva e criativa no Universo, e orgulha-se disso. Nada abala mais um ser humano que a ideia de que todo o seu ser é, na realidade, produto de outra força criativa e expressiva do Universo, de um Ser muito mais elevado e poderoso (p. 39).

3. Se Deus existe e é, de fato, um Pai espiritual para nós, por que Ele permanece tão distante e obscuro? Os indícios de Deus também podem ocasionar um sentimento de impotência e desimportância porque tal ideia provoca um sentimento de abandono e rejeição. Assim como temem a ideia de perder a liberdade pessoal, as pessoas temem a ideia de serem rejeitadas e abandonadas (p. 40).

4. Se uma pessoa aceita a existência de Deus, deve também admitir uma falta de compreensão. Em vez de aceitar uma ideia nova abstrata que parece conflitar com o óbvio, e assim admitir nossa falta de compreensão, nossa propensão é a ideia subconscientemente e nos livrarmos do incômodo (p. 41).

5. Quanto mais uma pessoa vive de acordo com a ideia de que Deus não existe, mais dissonância haverá como resultado da prova em contrário; pois esta faz com que a pessoa se sinta muito “menor”. Por causa da dissonância, tais indícios [de Deus] são automaticamente rejeitados no subconsciente antes mesmo que o intelecto consciente os examine (p. 41).

O capítulo 3, que dá nome ao livro – A Prova Evidente - procura demonstrar que existem evidências bastante sólidas de um projeto inteligente que aponta para o Criador, e que, portanto, a rejeição desses fatos e de Deus se deve mais à dissonância cognitiva do que a qualquer outra coisa.

Fazendo alusão aos monólitos alienígenas presentes no livro/filme 2001 – Uma Odisseia no Espaço, os autores perguntam: “Que nível de complexidade é necessário para que se considere intuitivamente que algo foi criado de maneira proposital? É necessário achar um computador na Lua? Não. Um carro? Não. Um relógio? Não! Basta uma simples rocha negra” (p. 58).

E então arrematam o pensamento: “Se o projeto do Universo é superior ao encontrado na rocha [monólito], se é maior do que o mínimo, seremos forçados a concluir que há indícios suficientes de um Mestre Autor. E, se não fosse por preconceito pessoal, social e outros, ou em uma palavra, pela dissonância, as pessoas reconheceriam isso intuitivamente… a dúvida seria baseada no irracional e no ‘não consigo suportar isso’ subconsciente” (p. 59).

A argumentação avança pelo fino ajuste das constantes universais, pela complexidade da vida em nível genético, embriológico e neurológico, cita cientistas de peso que admitem o design inteligente, e tenta justificar por que, a despeito de tanta complexidade específica observada no Universo, a negação de Deus e a sobrevivência da ideia do acaso cego ainda persistem:

“A impressionante longevidade do darwinismo, apesar de suas muitas falhas, é uma extraordinária confirmação da tese deste livro. Sem a evolução, o homem está ‘condenado’ a Deus. De maneira subconsciente e consciente, cientistas, jornalistas e outros se agarram à evolução com todas as suas forças. Como a ideia da evolução permite que as pessoas imaginem um universo sem Deus, a teoria evolucionária sobrevive e floresce em muitas versões, e todas as objeções a ela são descartadas com desprezo” (p. 93).

De fato, em Evolution From Space, o mais eminente astrônomo britânico, sir Fred Hoyle, aponta problemas gritantes na teoria da evolução e conclui que a sobrevivência desse paradigma se deve apenas ao fato de ele ser considerado “socialmente desejável e mesmo essencial para a paz mental das pessoas” (Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe. Evolution From Space. Londres: Hutchinson and Co., 1969, p. 66 – citado por Robinson e Steinman, p. 94).

Aliás, é de Hoyle que vem outra análise interessante sobre a probabilidade de surgimento da vida na “sopa química”. Ele lembra que há cerca de duas mil enzimas [um tipo de proteína essencial à vida] diferentes, e cada uma tem estrutura própria. Segundo ele, a probabilidade de se obter todas as duas mil enzimas ao acaso é de uma em dez elevado a 40 mil, “quase a mesma probabilidade de se obter uma sequência ininterrupta de 50 mil números 6 com um dado não viciado”, compara. Esses cálculos não chegam nem perto da probabilidade de se produzir ao acaso os “programas” pelos quais as células se dividem e se organizam. Hoyle conclui: “Para a vida ter surgido na Terra seria necessário que instruções bem explícitas tivessem sido fornecidas para sua formação” (Ibidem, p. 109).

Então, por que essa ideia persiste? Em seu livro Origins, Robert Shapiro afirma que o motivo pelo qual os cientistas alimentam o público com a ideia da “sopa química” por tanto tempo é que ela serve para preencher aquele “vácuo” horrível. Os cientistas e a mídia querem, de qualquer maneira, que a hipótese da sopa seja verdadeira. Em vez de aceitar a ideia “religiosa” sobre a origem da vida, empenham-se em vestir um mito e fazê-lo parecer científico (Robert Shapiro. Origins: A Skeptic’s Guide to the Creation of Life on Earth. Nova York: Bantam Books, 1986 – citado por Robinson e Steinman, p. 107).

No capítulo “O Judaísmo e a crença em Deus”, os autores escreveram: “De acordo com o rei Salomão [Ec 8:17; 3:11], muitos dos enigmas que hoje confrontam a ciência permanecerão enigmas até o fim dos tempos, porque a Sabedoria Suprema por trás deles está muito além da sabedoria e do alcance da humanidade. … A abordagem mais saudável, e mais conectada com a realidade, é a proposta pelos cientistas da Escola de Pensamento Antrópica. Estes cientistas reconhecem Deus, admitem que certos enigmas nunca serão resolvidos, e ainda assim continuam a aplicar o método científico à natureza, tentando decifrar o que for possível” (p. 134, 135).

O antigo filósofo grego Alexandre Afrodísio relaciona três diferentes fatores que funcionam como “obstáculos” para que alguém enxergue a verdade: a arrogância, a presunção e o amor à liberdade; a sutileza, profundidade e dificuldade do assunto; a ignorância humana, a insuficiência da capacidade intelectual. Crentes ou não, todos estamos sujeitos a esbarrar num ou mais desses obstáculos, mas não nos esqueçamos de que “o maior obstáculo entre uma pessoa e a verdade pode ser ela mesma” (p. 141), e sua dissonância cognitiva.

*Michelson Borges é Jornalista (formado pela UFSC) e editor da Casa Publicadora Brasileira. É autor dos livros Nos Bastidores da Mídia, Por Que Creio, A História da Vida, entre outros. Mestre em Teologia pelo Unasp, mantém o blog www.criacionismo.com.br

 

Argumentos Lógicos Não São Evidências?

Diz-se que um argumento convencerá um homem racional, e uma prova irá convencer até mesmo um homem irracional. Então, por que os chamados ateus insistem em evidências/provas? Numa discussão anterior, foi apresentada a afirmação de que argumentos lógicos não são evidências/provas. Aqui eu quero explorar esse comentário e ver se podemos pensar sobre a relação entre evidências e argumentos lógicos de uma forma que seja útil.

Primeiro quero fazer uma distinção entre dois tipos diferentes de evidências/provas. Primeiro, há a evidência física. Algo material, como cartuchos de balas, ferimentos de saída (perícia), DNA, fotografias, resultados de laboratório, etc. Tudo isso acessível, direta ou indiretamente, aos cinco sentidos.

Presumo que era esse o tipo de evidências/provas que se tinha em mente na afirmação “argumentos lógicos não são evidências” – ou seja, evidências/provas físicas. Assim como uma ponta de lança numa caverna pode ser tomada como evidência para a habitação humana dessa caverna. Ou como o arrepio ou tremor de um corpo pode ser considerado como evidência de que está frio.

O que é preocupante é que se evidência física é uma condição necessária para o conhecimento, então não deveríamos saber nada sobre verdades morais, valores estéticos e intuições metafísicas. Apesar disso, sabemos que torturar bebês é errado, que abrir sepulturas é algo macabro, que as cachoeiras são sublimes, que o passado é objetivo e  que outras mentes de fato existem. O calcanhar de Aquiles desta teoria epistemológica particular é que ela é auto-referencialmente incoerente. Se ela é racional, então se torna irracional por seus próprios méritos. Porque nenhuma evidência física é capaz de mostrar que “é necessário evidência para uma crença racional”. Se isto pudesse ser racionalmente afirmado e fosse verdade, então o cristão estaria em uma posição embaraçosa, pois uma implicação seria a de que não há esperança para uma crença racional em entidades não-físicas. Na verdade o critério, se adotado, eliminaria a possibilidade de alcançar uma crença racional em entidades não-físicas antes que qualquer discussão ou debate começasse.

Portanto, deve haver algo extremamente errado com esse critério. É por isso que eu gostaria de chamar a nossa atenção para outro tipo de evidência/prova chamada evidência-argumento. Evidência é, falando em termos gerais, aquilo que dá apoio a uma proposição ou reivindicação. Evidência-argumento é qualquer razão apresentada para defender a crença de que algo é verdadeiro ou falso. Isso não quer dizer que todas as evidências-argumento são boas provas/evidências. Mas quer apenas dizer que argumentos podem contar como prova/evidência, pelo fato de que eles também dão suporte para acreditar em alguma proposição ou reivindicação. Pode haver, evidentemente, contra-evidências que podem dissuadir alguma crença.

Para aqueles não inclinados a aceitar esta distinção traçada entre evidências físicas e evidências-argumentos, e para os que discordam que os argumentos podem contar como evidência, será útil considerar o seguinte:

A evidência física não fala. Isto é, todas as provas/evidências físicas passam pelo filtro de uma lente interpretativa e — mesmo que talvez isso não seja percebido pelo que as defendem — adquirem um determinado sentido que não era intrínseco ao objeto ou ao evento em si. Dito de outra forma, objetos materiais não têm voz para dizer o que eles significam. Tudo é interpretado por uma pessoa que traz consigo premissas adicionais de sua visão de mundo e de sua experiência acumulada.

Nós  todos já passamos pela experiência de dizer uma coisa, e duas pessoas entenderem coisas totalmente diferentes. Um fóssil dirá a um paleontólogo uma coisa. O mesmo fóssil dirá ao próximo paleontólogo outra coisa — e às vezes será até utilizado para apoiar teorias mutuamente exclusivas. No entanto, se a evidência física fosse tudo o que houvesse disponível para a investigação, como é então que teorias diferentes podem surgir a partir do mesmo objeto ou evento?

O que acontece é que em algum lugar entre uma descoberta de objetos e sua interpretação, premissas adicionais são acrescentadas. Essas premissas se combinam para formar argumentos. Espera-se, é claro, que esses argumentos sejam lógicos. Premissas diferentes apresentadas por perspectivas diferentes levam a conclusões diferentes. Assim, de certa forma, todas as provas/evidências são evidências-argumento, porque provas ou evidências físicas, por si mesmas, permanecem em silêncio e não nos dizem nada.

Fonte: Stuart (ThinkingMatters)
[*Imagem: Fóssil Ida, primeiramente alardeado por evolucionistas na mídia como "Darwiniun marsillae", o achado extraordinário do "elo perdido" da evolução humana (um exemplo na mídia aqui) . Mais tarde, ganharia outro veredito: "o bicho é provavelmente só um primo antigo e esquisito dos lêmures." (aqui).]

A Mais Sofisticada Máquina Voadora do Planeta

A propósito de mais um tuitaço hoje, com a tag #digitaisdocriador:

Qual é o mais sofisticado engenho voador do planeta? Talvez este…

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Ou então este…

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Na verdade, segundo o biólogo Michael Dickinson, o mais sofisticado engenho voador do planeta é… a mosca!

Dickinson disse: “Quando vês uma mosca a pairar sobre o teu cabelo ou sobre a tua salada de batata, podes ver nisso uma coisa chata, mas no meu laboratório o que tu realmente ves é uma máquina maravilhosa, provavelmente o mais sofisticado engenho voador do planeta

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Dickinson usou dispositivos de câmara lenta de modo a estudar a forma como as moscas evitam serem atingidas. Primeiro,  ele “treinou” a mosca de modo a que ela parasse sobre um prisma de vidro. O prisma permitiu que ele visse a mosca simultâneamente de baixo e dos lados. Depois, simulou que ia atingir a mosca com um mata-moscas e gravou a sua reacção.

Dickinson diz que, normalmente, a mosca salta da superfície e começa a voar para longe do perigo. No entanto, as câmaras de alta velocidade revelaram uma coisa extraordinária que acontece imediatamente antes delas saltarem:

Elas executam um elegante “mini-ballet” com as suas pernas. (…) Elas movem as pernas de uma forma que lhes permita recolocar o seu corpo de forma a que, quando saltarem, elas saltem para longe da ameaça“.

Este “mini-ballet” parece dar as moscas um avanço crítico durante a fuga à ameaça. Dickinson destaca, ainda, a espectacular velocidade a que tudo isto acontece. Em menos de um décimo de um segundo, a mosca tem que assimilar a ameaça através dos seus olhos, determinar a direcção na qual ela se aproxima, e depois fazer os ajustes apropriados para saltar na direcção certa.  Isto tudo é feito por um cérebro do tamanho de uma semente de papoila.

CONCLUSÃO

Se lerem o artigo, verão que esta investigação não deve nada as fábulas de Darwin. A terminologia usada no artigo é uma terminologia de design, sofisticação, planeamento e propósito, tudo aquilo que a teoria da evolução diz que não há na natureza.

Faltam poucos dias para se voltar a realizar na minha cidade o Red Bull Air Race. As ruas transformam-se em autênticas latas de sardinha enlatada. Tudo para se maravilharem com as piruetas e acrobacias aéreas dos aviões que fazem parte da prova.

Por outro lado, e apesar da mosca ser mais sofisticada do que qualquer um desses aviões, o ser humano acredita que ela não foi planeada nem foi concebida por ninguém. Criou-se a si mesma. É quando uma pessoa analisa estas situações que sente que o versículo de Romanos 1:22 nunca fez tão sentido como nos dias de hoje:

[Os homens] Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos

Fonte: Alogicadosabino (Portugal)

Livro do Mês: A Ciência Descobre Deus, de Ariel Roth

 

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[O Livro do Mês é A Ciência Descobre Deus, de Ariel Roth. Para participar do sorteio, basta seguir @Ler_pra_crer no Twitter e dar RT na mensagem: "RT Sorteio Livro do Mês: A Ciência Descobre Deus, de Ariel Roth. Siga @Ler_pra_crer Dê RT e participe (sorteio 4/8)!"]

Ariel Roth é doutor em zoologia pela Universidade de Michigan. Publicou mais de 180 artigos científicos e populares. Ex-diretor do Geoscience Research Institute, lecionou nas universidades de Andrews e Loma Linda. É autor também do livro Origens, traduzido em 16 línguas, publicado no Brasil pela Casa Publicadora Brasileira.

Como tenho feito nos outros sorteios, transcrevo aqui alguns pequenos trechos do livro, a fim de que o futuro ganhador tenha uma pequena amostra do texto que terá em mãos. A imagem acima foi “importada” do blogue amigo Ciência da Criação (da postagem Revelação Geral: Mundo natural e raciocínio lógico, que traz uma das tabelas que constam do livro de Roth, juntamente com outras reflexões sobre a revelação de Deus e de Seus atributos). Boa sorte! Boa leitura!

O orgulho e a aversão a Deus que frequentemente vemos agora na ciência permanecem em agudo contraste com a humildade, devoção e respeito a Deus revelados pelos gênios que estabeleceram os fundamentos da ciência moderna.

***

Embora não possamos ver Deus, existe uma abundância de evidências convincentes de que Ele existe. Não precisamos visualizar Deus para crer na sua realidade. Se numa clareira, no meio da floresta, encontro um jardim bem organizado e cuidado, sem ervas daninhas e com canteiros caprichados de flores e folhagens, posso não ver o(a) jardineiro(a), mas a evidência é tão irresistível que me dá a certeza de que ele ou ela existe. De modo semelhante, se inspeciono as ruínas de uma casa que foi destruída pelo fogo, e vejo as vigas carbonizadas, o teto queimado e objetos derretidos, tenho certeza de que houve um incêndio, embora não o veja naquele momento. A evidência pode ser tão óbvia a ponto de deixar poucas dúvidas.

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Meu preparo como cientista pode influenciar minha visão, mas sempre fico feliz ao recorrer à ciência quando existem alguns fatos simples e sólidos da natureza com os quais posso começar. Isso acontece, especialmente, nas ciências físicas como a física e a química, e nelas encontramos algumas das mais fortes evidências de Deus.

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Muitos fatores interdependentes, como os encontrados no código genético, na síntese do DNA e nas trilhas bioquímicas controladas, desafiam a ideia de que podem ter se desenvolvido de forma gradual, sobrevivendo evolutivamente em cada estágio, até que todos os fatores necessários estivessem presentes. Os modelos alternativos são irreais e insatisfatórios, e ignoram totalmente o fato de que a vida requer uma abundância de informações coordenadas.

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Com demasiada frequencia, a ciência é dirigida mais por teoria do que por dados. Por causa disso, é particularmente importante que se envide um esforço especial para tentar separar a boa ciência, que leva à verdade acerca da natureza, da má ciência, que  não o faz. Os cientistas são bastante humanos, e pode ser difícil encontrar um cientista que, como o restante da humanidade, não tenha uma agenda a cumprir. Contudo, esses cientistas que dão prioridade aos dados, em lugar de teorias, terão maior probabilidade de descobrir o que realmente acontece na natureza. Tudo isso pode ser muito significativo para a questão de Deus. Nos capítulos 2 a 5, apresentamos muitos exemplos de dados que indicam que é necessário haver um planejador. A despeito das evidências, os cientistas se esquivam de uma conclusão assim. Prevalece o paradigma dominante atual, de que a ciência precisa explicar tudo sem Deus, embora isso envolva conjecturas desenfreadas para testar e explicar os fatos encontrados.

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A verdade não pode se contradizer. Ou existe um Deus ou não existe. Em resumo, a posição secular atual da ciência introduz um grave preconceito e não reflete as crenças de muitos cientistas; mas sugerir a atividade de Deus é considerado não científico. Essa posição é uma visão restrita que compromete a alegação da ciência de encontrar a verdade. Por exemplo, se Deus existe, a ciência jamais poderá encontrá-Lo enquanto Ele for excluído do cardápio explanatório. Nessa área de investigação, a ciência não mais respeita a liberdade acadêmica e perde suas credenciais. Na ciência, deixe que os dados da natureza falem por si mesmos, incluindo a possibilidade de que exista um Deus. Na minha opinião, essa seria uma abordagem científica mais aberta e melhor. 

 

Por que as Falhas da Teoria da Evolução Não Importam (para os Evolucionistas)

A partir de sua experiência em debater com evolucionistas, Cornelius Hunter expõe nesta postagem por que as falhas da teoria da evolução não importam (para os evolucionistas).

Quando Charles Darwin apresentou sua teoria da evolução, ele explicou como ela poderia ser testada:

“Se se pudesse demonstrar a existência de algum órgão complexo que não pudesse de maneira alguma ser formado através de modificações ligeiras, sucessivas e numerosas, minha teoria ruiria inteiramente por terra. Só que jamais consegui encontrar esse órgão” (A Origem das Espécies, Trad. Eugênio Amado. Belo Horizonte, Villa Rica, 1994, p. 161).

Embora fornecer um teste de falsificação pareça científico, esta foi apenas mais uma medida protecionista de Darwin. Em ciência, as teorias devem ser testadas com base em critérios realistas, e não em negativas universais. Como poderia um cientista, que é cético em relação a noção de que toda a biologia surgiu espontaneamente por si só, provar que uma estrutura biológica “não poderia ter sido formada por ligeiras, numerosas e sucessivas modificações”?

A biologia está cheia dessas estruturas, mas há uma sutileza. Darwin estava exigindo que o cético provasse que tais estruturas “não poderiam” ter evoluído. Dado o uso liberal de ”estórias” imaginativas pelos evolucionistas, esta exigência parece praticamente impossível.

Darwin não estava procurando por exemplos que mostram que a evolução seja improvável. Ele não disse “provavelmente não” evoluíram. Ele disse que “não poderiam” evoluir. Darwin estava erguendo muros altos em torno da sua idéia.

No entanto, a estratégia defensiva de Darwin estava fadada ao fracasso. A idéia é tão cientificamente falha que nem mesmo sua própria “Linha Magnot” pôde salvá-lo. Hoje, a questão não é se há uma estrutura que “não poderia” ter evoluído, mas sim qual dos milhares e milhares de exemplos na biologia devemos escolher? Nos últimos anos, as proteínas têm proporcionado ainda outro exército de exemplos em que mesmo os próprios números evolucionistas mostram uma ordem de magnitude de 27 entre as expectativas e a realidade.

O que é interessante a respeito disso tudo não é que a evolução seja cheia de falhas, mas a defensiva universal entre os evolucionistas. Na verdade, os evolucionistas não apenas negam que haja qualquer problema, eles insistem que a evolução é um fato sem sombra de dúvida.

Alguns se perguntam por que a falha da própria “Linha Magnot” de Darwin deixou a evolução ilesa. Como pode a evolução ser a pior teoria de todos os tempos, no entanto ainda continuar a manter o seu status de “fato”?

A resposta é que a evolução é considerada um fato porque os evolucionistas sabem que o mundo não poderia ter sido concebido de forma inteligente. Segundo a linha de pensamento evolucionista, o mal, a ineficiência e a deselegância do mundo demandam uma força criativa inconsciente. Como um carro esportivo de luxo com seu volante na traseira, este mundo não faz sentido. Nenhum designer capaz de criar este mundo poderia ter intencionado um mundo assim.

Mas é claro que intenção não é uma quantia científica. O pensamento evolucionista decorre de conhecimento secreto, não de conhecimento público. Seu fundamento é a gnosis, não a scientia.

E, assim, como a evolução se sai à luz da ciência empírica importa muito pouco. Isso é tema para pesquisa. Pela retórica evolucionista, cai na categoria de como a evolução ocorreu, não se a evolução ocorreu. Nenhuma quantidade de evidência empírica, pública pode mudar o fato particular/secreto da evolução. A gnosis sempre triunfa sobre a scientia.

Tudo isso significa que não se pode argumentar com os evolucionistas a partir da evidência científica. O que um designer poderia ou não intencionar não pode ser aprendido a partir de um experimento científico. Isso não deriva de descobertas empíricas. Em vez disso, a evolução é derivada de crenças religiosas e pessoais que não estão abertas ao debate. Os evolucionistas acusam os céticos de sua teoria de preconceito religioso quando eles mesmos são os que infectaram a ciência com um cavalo de Tróia metafísico.

Tudo isso significa que as previsões da evolução e suas falsificações significam muito pouco para os evolucionistas. Para eles, se uma previsão ou um teste, como proposto por Darwin acima, acaba por ser falseado, isso simplesmente significa que o teste foi mal concebido. O pensamento é: talvez a evolução precise ser modificada, mas não pode ser refutada.

Como explicou Lakatos, as sub-hipóteses podem ser descartadas. Elas são o cinturão protetor que protegem o núcleo teórico. O núcleo teórico da evolução é a criação por meios naturais. Os detalhes particulares não importam tanto. A seleção pode ser substituída por deriva, o gradualismo pode ser substituído por saltacionismo, mutação aleatória pode ser substituída por adaptação pré-programada, a árvore evolutiva pode ser substituída por uma rede, mesmo a descendência comum pode ser substituída. Mas o naturalismo não pode ser substituído.

Assim, quando uma previsão vai mal, a culpa é da sub-hipótese, não do núcleo teórico. O naturalismo nunca pode ser questionado, independentemente das evidências.[...] “Religion drives science, and it matters.”

Fonte: Darwin’s God

O Conflito entre a “Ciência” e o Cristianismo

O único conflito entre o Cristianismo e a “ciência” que realmente importa centra-se na relação entre duas palavras: existência verdade.

  • Existência: Ou (1) nós somos a criação especial de Um Ser Inteligente, ou (2) nós somos o resultado de processos sem propósito e não-direcionados que não nos tinham em mente.
  • Verdade: Apenas uma das opções em cima é verdade; a outra tem que ser falsa.

Quando os cientistas fizerem da Verdade o seu objetivo, e não estiverem ideologicamente confinados numa caixa filosófica que os diz que a-ciência-só-pode-considerar-causas-naturais-e-como-tal-temos-que-rejeitar-Deus-apesar-das-evidências-óbvias-em-favor-do-design, então o alegado “conflito” entre a ciência e o Cristianismo desaparece.

Não há “guerra” entre a ciência e o Cristianismo se a Verdade não está limitada por constrangimentos não-científicos. Há apenas um conflito entre uma versão de ciência limitada pela exigência de causas naturais (naturalismo) e o Cristianismo – que ensina Uma Causa Sobrenatural para o universo e a vida biológica.

Nunca pode ser uma guerra entre a “ciência” e a “religião” uma vez que há religiões que não suportam a noção de Deus como o Criador Sobrenatural, e como tal, essas religiões não estão em conflito com a “ciência”.

Desde a altura em que o criacionista Isaac Newton morreu que tem sido cultivada uma nova forma de ciência, algumas vezes chamada de cientismo. Esta nova “ciência” absolutamente requer que só causas naturais sejam classificadas de “científicas”, e como tal, Deus é Considerado como “desnecessário” ou “falsificado”.

Foi portanto criada uma “ciência” que está confinada numa teoria de existência:

  • Nós somos, e só podemos ser, o resultado dum processo natural sem direção, sem propósito que não nos tinha em vista.

E devido a este constrangimento não-científico, a “ciência” nunca vai chegar à Verdade sobre a nossa existência.

A estratégia fundamental dos naturalistas é lutar com todas as suas forças para que a Verdade nunca seja o objetivo da ciência. Por mais evidências que sejam oferecidas a um naturalista, para ele elas são todas inválidas se atravessarem a linha que supostamente divide o natural do “sobrenatural”.

Os estudantes nunca se podem entreter acerca da Verdade sobre a sua existência; eles têm que se restringir ao que a “ciência” dita. É por isso que as escolas públicas ensinam de modo dogmático que os biólogos são o resultado dum processo natural que não os tinha em mente (e os estudantes são obrigados a acreditar nos biólogos).

Se algum dia os estudantes colocarem de lado as etiquetas “religião” e “ciência” e simplesmente se questionarem sobre a verdade da sua origem, eles irão então descobrir que não há conflito entre a ciência e o Cristianismo.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”João 8:32

Fonte: Darwinismo

Em Seis Dias: Livro Traz Visão de 50 Cientistas sobre Criação Bíblica

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Capa do livro
[ASN] Já foi lançado e está disponível para venda (www.scb.org.br) uma importante obra sobre o ponto de vista criacionista bíblico. O livro Em Seis Dias – Porque 50 cientistas decidiram aceitar a criação foi organizado pelo australiano John Ashton e contém, como o próprio nome diz, depoimentos de 50 influentes cientistas de todo o planeta e sua avaliação sobre os motivos que o levaram a aceitar a criação tal como descrita no livro bíblico de Gênesis.

A tradução para o português deste, originalmente publicado na Austrália em inglês, foi realizada pela professora Ieda C. Tetzke e a revisão final procedida por uma equipe coordenada pela Sociedade Criacionista Brasileira, contando com a colaboração técnica dos professores Mestres e Doutores Eduardo Ferreira Lütz, Nahor Neves de Souza Júnior, Queila de Souza Garcia, Tarcísio da Silva Vieira, Urias Echterhoff Takatohi e Wellington dos Santos Silva.
O interessante do livro é que são apresentados argumentos científicos em várias áreas do conhecimento humano como biologia, engenharia, física, química, geologia e outras.
Todos os autores possuem doutorado obtido em universidades públicas de prestígio na Austrália, EUA, Reino Unido, Canadá, África do Sul ou Alemanha. São professores universitários e pesquisadores, geólogos, zoólogos, biólogos, botânicos, físicos, químicos, matemáticos, pesquisadores biomédicos e engenheiros. [Brasília, DF, Seg, 13 de Dezembro de 2010 07:37.Equipe ASN, Felipe Lemos]


Não Há Notícia Ruim para o Evolucionismo ou Como a Evolução Transforma Veneno em Vinho

 

Post publicado ainda antes da agitação gerada pelo anúncio da Nasa sobre bactéria que substituiria fósforo por arsênio e das críticas que se seguiram ao anúncio. Mesmo assim…
Não há notícia ruim para quem é evolucionista. Se novas espécies aparecem abruptamente no registro fóssil, isto significa apenas que a evolução funciona aos jatos. Se as espécies persistem então, por eras, com pequenas modificações, isso é apenas porque a evolução tira longas férias. Se mecanismos inteligentes são descobertos na biologia, significa apenas que a evolução é mais inteligente do que imaginávamos. Se “designs” notavelmente semelhantes são encontrados em espécies distantes, isso apenas significa que a evolução se repete. Se diferenças significativas são encontradas em espécies aparentadas, significa apenas que a evolução, algumas vezes, introduz novos ”designs” rapidamente. Se nenhum mecanismo provável pode ser encontrado para a mudança em grande escala que a evolução requer, isso apenas significa que a evolução é misteriosa. Se a adaptação responde a sinais do ambiente, isso apenas significa que a evolução tem mais visão do que se pensava. Se as principais previsões da evolução se mostram falsas, isso significa apenas que a evolução é mais complexa do que pensávamos. Então, com a falsificação de hoje, embora falsifique uma das previsões mais valorizadas da evolução, não será diferente. Mais uma vez, os evolucionistas têm uma grande notícia.

De acordo com os evolucionistas, uma das evidências mais poderosas para a sua noção de que o mundo veio a surgir de alguma forma por si só, é a unidade básica da bioquímica fundamental da biologia. Desde o armazenamento de informações na macromolécula de DNA ao metabolismo de base, os mesmos “designs” são encontrados em todo o amplo espectro da biologia. Como Niles Eldredge afirma:

A noção básica de que a vida evoluiu passa seu teste mais severo com louvor: a uniformidade química básica da vida, e a infinidade de padrões de semelhanças especiais compartilhados por pequenos grupos de organismos mais intimamente relacionados, todos apontam para um padrão geral de descendência com modificação.

Da mesma forma, Christian de Duve triunfantemente declarou:

A vida é uma só. Este fato, implicitamente reconhecido pelo uso de uma única palavra para englobar objetos tão diferentes como as árvores, cogumelos, peixes e seres humanos, já foi estabelecido sem margem para dúvidas. Cada avanço no poder de resolução dos nossos instrumentos, desde o começo hesitante da microscopia pouco mais de três séculos atrás até às técnicas incisivas de biologia molecular, reforçou ainda mais a visão de que todos os organismos vivos existentes são construídas com os mesmos materiais, funcionam de acordo com os mesmos princípios, e, de fato, estão realmente relacionados. Todos são descendentes de uma única forma de vida ancestral. Este fato já está estabelecido graças ao seqüenciamento comparativo de proteínas e ácidos nucléicos.

“As macromoléculas essenciais da vida”, explicou o filósofo Michael Ruse, “falam tão eloquentemente sobre o passado quanto qualquer outro nível do mundo biológico.”

Com tão altas considerações elogiosas, alguém pode pensar que indicações contrárias trariam grandes problemas para os evolucionistas. Se uma observação é uma evidência tão poderosa em favor de uma teoria, então não seria a falsificação desta observação um poderoso argumento contra a mesma teoria?

Não exatamente, porque esta não é uma teoria comum.

Quando se descobriu que o aparelho de replicação do DNA - um processo bioquímico fundamental  – era significativamente diferente entre espécies diferentes, os evolucionistas se mantiveram imperturbáveis. Aquelas versões diferentes de replicação do DNA, eles nos disseram, provavelmente evoluíram de forma independente. Ou talvez divergiram. De qualquer forma elas evoluíram, isso é certo.

Agora, na sequência, temos a unidade fundamental de energia, a molécula de ATP (adenosina trifosfato), que fornece a energia química para tudo, desde o pensamento ao movimento dos músculos. Você acreditaria que não é universal, como foi ensinado nas aulas de biologia do ensino médio?

E se em vez de fósforo, algumas espécies acabassem por usar arsênico? Isso mesmo, arsênico – o veneno. Isso não seria precisamente um ajuste pequeno de design. Na verdade, seria mais uma falsificação de uma das mais alardeadas previsões da evolução.

E qual seria a “saída” evolucionista? Fácil: nos seria dito que tal constatação monumental nos diz mais sobre como a evolução funciona. Na verdade, isso não nos diz quão incrivelmente flexíveis são os designs da evolução e, portanto, quanta variedade nós devemos esperar da evidência de vida extraterrestre?

Isso mesmo. A falsificação de uma importante previsão da evolução, num lance brilhante, é invertida. Com facilidade, pode ser convertida em uma evidência de vida extraterrestre. A Evolução transforma veneno em vinho.

Original publicado em inglês no Darwin’s God (Cornelius Hunter)

Migração: Mais um Problema Sério para o Naturalismo

Original no blog Darwinismo (Portugal)
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O fenómeno da migração é mais um problema sério para os evolucionistas determinados a não “permitir Um Pé Divino à porta”. A Encyclopedia Brittanica começa o seu artigo em torno das origens evolutivas da migração com as palavras “A origem da migração permanece no campo da pura conjectura”.

Claro que isto não impediu o autor evolucionista de fazer aquilo por qual os evolucionistas são mundialmente famosos: proceder para o campo da pura conjectura (conto de fadas). O autor especulou que houve “pressão selectiva” que conduziu à migração. No entanto, este mito ateu é refutado pelas evidências científicas, como veremos mais para o final do post.

A espécie este-siberiana da Golden Plover (Pluvialis dominica fulva) migra do Alasca para o Hawai. Esta viagem de mais de 4.000 quilómetros requer um batimento de asas constante durante cerca de 88 horas uma vez que não há ilhas entre Alasca e o Hawai.

Antes de embarcar na viagem, a Golden Plover ganha cerca de 50% de peso (cerca de 70 gramas) num curto período de tempo. Esta gordura extra serve de fonte de reserva energética.

Mas há um problema: Embora a viagem de 88 horas necessite de um consumo de 82.2 gramas, o seu “reservatório só tem até 70 gramas. Isto é, menos 12 gramas do que é necessário para a viagem. Por outras palavras, as aves ficariam “sem gasolina” cerca de 800 quilómetros antes de chegar ao Hawai. Consequentemente, mergulhariam para a sua morte, exaustas e esfomeadas.

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Mas….obviamente, elas não morrem senão não estaríamos aqui a falar nelas. A pergunta é: e porque é que elas não morrem pouco antes de chegar ao Hawai, uma vez que deveriam estar sem combustível para o resto da viagem? Pode a evolução providenciar algum tipo de resposta para este perplexo problema de falta de combustível? Ou será que teremos que confiar nos mitológicos “modelos evolutivos”?

 

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Se calhar os extra-terrestres ajudaram os nossos amigos alados a superar a distância com chapéus munidos de uma ventoinha. Mas de que serve o chapéu sem um bom mapa ou um giroscópio ou um compasso?

Se calhar os ETs transportaram os Golden Plovers em aviões de primeira classe. Após todos aqueles anos a observar através da janela o percurso, os nossos amigos alados aprenderam como fazer a viagem sozinhos.

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Bem, o transporte dos ETs já desapareceu há muito e como tal, os pássaros tem que se sujeitar ao nevoeiro, à chuva e ao frio se querem fazer a viagem. De certeza que eles sentem saudades dos tempos em que viajavam em primeira classe!

De certo que estas “explicações” (ao mesmo nível que qualquer boa explicação “evolutiva” encontrada em blogs ateus) não convence ninguém.

Mas então….como é que a Golden Plover resolve o problema de consumo de combustível?

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Elas voam em formação V!

Pesquisadores mostraram num estudo de 1970 (Science) que, mesmo consumindo a mesma energia, um bando de 25 aves a voar em formação V pode voar 70% mais longe do que uma única ave. Isto é mais do que suficiente para compensar os 800km em falta para chegar a terra firme. Voar em formação V dá a estas aves possibilidade de voar mais 2250 quilómetros.

Uma vez que o ápice da formação atrai a maior parte do trabalho, as aves partilham essa posição durante o percurso. O vôo torna-se progressivamente mais fácil à medida que se vai ficando mais perto da traseira da formação (o que permite acomodação às aves mais fracas).

Não há explicação naturalista para a migração.

Como é que um ateu, desesperado por uma explicação naturalista, pode justificar a necessidade de se voar em V? Esta estratégia tinha que ser bem conhecida ANTES de se embarcar numa viagem de 4000km. Como é que a ave aprendeu princípios de geometria e aerodinâmica?

Para piorar as coisas para o naturalista, os pais partem muitos antes dos seus filhos, portanto voar em V não é ensinado aos filhotes mas é algo que está pré-programado no cérebro do Golden Plover desde o princípio.

Semelhantemente, não há “pressão selectiva” a empurrar a ave para fora do Alasca uma vez que há muito que comer por lá. O clima também não é uma explicação válida uma vez que as aves partem antes do Inverno chegar. “Pressão evolutiva” ou “pressão selectiva” não servem de resposta.

Finalmente, como é que o evolucionista explica o plano de vôo altamente preciso que governa alguns animais durante grandes distâncias? Por exemplo, a borboleta Monarca migra cerca de 4800 quilómetros frequentemente para a mesma árvore na qual já tinham estado os progenitores!

Portanto, violando toda a ciência e contradizendo o senso comum, os ateus querem que nós aceitemos na proposição de que a informação complexa necessária para o vôo da Golden Plover envolvendo coisas como quanto alimento consumir, quão depressa voar, para onde voar e como fazer o melhor uso das reservas energéticas (voando em V) vieram a existir como resultado de mutações aleatórias e da selecção natural cega!

Mas o senso comum e a Teoria da Informação (não confundir com as leis de Shannon porque essas são biologicamente irrelevantes) dizem-nos que isso é impossível.

A origem desta complexa gama de informação específica é melhor explicada como o resultado de Uma Causa Inteligente (Deus) do que o resultado de forças sem inteligência. A ave tinha que saber tudo isto desde a primeira vez que começou a voar senão nunca funcionaria, e desde logo, não deixaria descendentes.

 

Conclusão:

A migração é mais um problema (numa lista enorme de problemas) que a natureza coloca à teoria da evolução. Esta actividade claramente oferece um testemunho sólido para o Criador. Acreditar que o aparato migratório é o resultado de um processo natural é um conto de fadas.Conto de fadas, ou, como gosto de chamar, “teoria da evolução”. 

 

“Ou voa o gavião pela tua inteligência, estendendo as suas asas para o sul? Ou se remonta a águia ao teu mandado, e põe no alto o seu ninho?” Job 39:26-27

Agradecemos ao Mats, do blog Darwinismo, essa versão modificada a partir do original em inglês.