Livro “A Descoberta” Acaba de Sair do “Forno”

 
 

Fazia tempo que eu queria escrever um romance que tratasse de questões relacionadas com teísmo/ateísmo e criacionismo/evolucionismo, de maneira interessante e envolvente, com personagens bem construídos. Para essa empreitada, convidei o amigo escritor Denis Cruz (autor de Além da Magia e O Livro Amargo) e criamos uma história cheia de dilemas morais, emoção e discussões filosóficas e científicas (a linda capa é obra do designer Eduardo Olszewski).

O personagem principal é Carlos Biagioni, um físico nuclear brasileiro ateu bem-sucedido, mas com a família à beira da ruína e o casamento fracassado. Em meio a um turbilhão de emoções, intensa pesquisa e memórias dolorosas, ele dá início a uma jornada que vai mudar completamente sua visão de mundo, oferecendo-lhe a chance de curar feridas do passado e a possibilidade de olhar com esperança para o futuro. Viva você também essa experiência!

 
A Descoberta é uma ótima opção para quem deseja presentear pessoas que mantêm um ceticismo (e mesmo um ateísmo) do tipo mente aberta. Os que creem também vão se surpreender com a quantidade de argumentos apologéticos apresentada na trama pelos autores.
 
Em breve, o livro estará à venda pelos canais da Casa Publicadora Brasileira (CPB). Aguarde!
 
Fonte: Michelson Borges (Criacionismo)
 
 

A Retórica “Científica” em Ação: Evolução Comparada à Observação da Gravidade?

 

 Comparação revela como é primitivo o pensamento evolucionista

No pensamento evolucionista há um grande contraste entre sua ambiguidade científica e sua certeza metafísica. Há todo tipo de problemas em explicar como o mundo poderia ter surgido por conta própria, mas ainda assim, ao mesmo tempo, os evolucionistas constantemente nos asseguram que a evolução é um fato científico. Por exemplo, enquanto Philip Ball exorta seus colegas evolucionistas a admitirem que nós não entendemos completamente como a evolução trabalha no nível molecular ele, simultaneamente, apresenta a ideia como um fato e critica aqueles que duvidam dessa nova verdade. Mas como podemos ter tanta certeza de que as espécies se originaram espontaneamente quando nossos melhores esforços para explicar como isso poderia ter acontecido continuam a ser insuficientes? Quando eu destaquei isso, um evolucionista retrucou, afirmando que eu estaria cometendo o erro elementar de confundir os detalhes de uma teoria com o seu valor de verdade: “Nós não entendemos completamente como funciona o câncer. Isso faz com que o câncer não seja verdade?”

Esta objeção merece ser examinada não porque faça sentido (não faz), mas porque é uma resposta padrão.

O defensor do padrão evoluconista, Stephen J. Gould, uma vez comparou a certeza da evolução com a da gravidade: “Os fatos não desaparecem quando cientistas debatem teorias rivais para explicá-los. A teoria da gravitação de Einstein substituiu a de Newton, mas as maçãs não ficam suspensas no ar enquanto se aguarda o resultado. E os seres humanos evoluíram de ancestrais simiescos, se pelo mecanismo proposto por Darwin ou por outro, ainda a ser descoberto.”

Gould não foi o primeiro evolucionista a comparar a evolução com observações empíricas tais como a gravidade. Essas comparações remontam praticamente a Darwin e elas não pararam desde então.

Isto é notável porque esses argumentos são falaciosos e falhos. Eles nos dizem muito mais sobre o estado do pensamento evolucionista do que sobre a suposta verdade da evolução.
Seja a comparação a gravidade, o câncer ou qualquer observação empírica, nós os consideramos um fato porque podemos observá-los.  Se podemos ou não explicá-los, e até que ponto podemos explicá-los, não tem qualquer influência sobre a própria observação. Assim, Gould está correto quando afirma que a gravidade “permanece, ou não vai embora” quando cientistas debatem teorias rivais para explicá-la.

Mas nós não observamos os seres humanos evoluírem de ancestrais simiescos. Essa é a afirmação da evolução, e é uma afirmação que sofre de problemas científicos substanciais. E esses problemas não são um detalhe sobre a evolução, são um fato científico. Sim, evolucionistas debatem explicações rivais sobre como as espécies se originaram, mas nesse caso, não há nenhuma observação da evolução que [como a gravidade] ”permaneça, ou não vá embora” durante o debate. Não há fato da evolução observado no qual podemos nos firmar, enquanto as explicações evolutivas encontram problemas científicos.

Essa falácia na comparação de evolucionistas com observações empíricas não é sutil. Na verdade, a falácia é tão trivial que chega a ser vergonhosa para os evolucionistas. Mas ainda assim, aí está ela. Os principais evolucionistas sempre usaram e continuam a usar esse argumento ridículo. O que é importante aqui não é nem que o argumento seja falho, mas que os evolucionistas acreditem que ele seja uma defesa eficaz de sua insustentável posição. O argumento falha em sua defesa da evolução, mas não falha em revelar quão falho e vazio é o pensamento evolucionista.

 Fonte: Cornelius Hunter (Darwin’s God)

Jesus é Evidência de que Deus Existe

Já tentou defender a existência de Deus para um amigo descrente ou um membro da família cético? Eu já. Por alguma razão, eu me vejo começando com as mais amplas evidências da existência de Deus. Partindo do argumento cosmológico, passando pelas evidências do ajuste fino do universo, as evidências da teleologia ou a existência de leis morais transcendentes, eu normalmente começo por fazer uma defesa da existência de um Deus não específico antes de focalizar a evidência para o Deus cristão da Bíblia. Geralmente faço uma abordagem de “fora para dentro” ou do “macro-para-o-micro”: em primeiro lugar, defender Deus em geral, e, em seguida, argumentar a favor de Jesus, especificamente.

Mas não  foi assim que eu cheguei à fé. Primeiramente, meu interesse na questão da existência de Deus veio depois que li os evangelhos. Eu os li como um ateu curioso. Um pastor local despertou minha curiosidade, fornecendo algumas amostras dos ensinamentos de Jesus, e eu estava simplesmente curioso para ver se os evangelhos continham alguma sabedoria adicional. Eu não estava mais comprometido com Jesus como sendo um mestre antigo do que poderia estar com Buda, Sócrates ou qualquer outro sábio da antiguidade.

Mas os evangelhos estimularam o exercício da minha experiência como detetive e demonstraram muitas características do testemunho de testemunhas oculares. Eu fui rapidamente envolvido em uma análise forense das declarações do evangelho de Marcos e não demorou muito até que eu levasse a sério o que os evangelhos diziam. Eu descobri:

1. que os evangelhos foram escritos muito cedo;
2. que os evangelhos foram transmitidos cuidadosamente;
3. que as informações dos evangelhos foram protegidas e preservadas;
4. que as reivindicações dos evangelhos a respeito de Jesus eram consistentes com as fontes não-cristãs;
5. que os relatos dos evangelhos eram testáveis.

No final, cheguei à conclusão de que os evangelhos eram relatos de testemunhas oculares confiáveis ​​que forneceram informações precisas a respeito de Jesus, incluindo sua crucificação e ressurreição. Mas isso criou um problema para mim. Se Jesus realmente era quem Ele disse que era, então Jesus era o próprio Deus. Se Jesus realmente fez o que as testemunhas oculares dos evangelhos registraram, então Jesus ainda é o próprio Deus. Como alguém que costumava rejeitar qualquer coisa sobrenatural, eu tive que tomar uma decisão a respeito de meus pressupostos naturalistas.

As evidências para a confiabilidade dos relatos das testemunhas oculares nos evangelhos me fizeram reexaminar a evidência da existência de Deus em geral. Se Jesus ressuscitou dos mortos, os milagres são possíveis. Se Jesus, afirmando ser Deus, pôde levantar-se do túmulo, havia poucos motivos racionais para descrer de qualquer milagre atribuído a Deus, incluindo o milagre da criação. Os relatos evangélicos se tornaram a base a partir da qual examinei os argumentos cosmológico, axiológico, teleológico, ontológico, transcendental e antrópico da existência de Deus. Eu não comecei de forma geral e, então, segui em direção a Jesus, especificamente; eu comecei com Jesus e, em seguida, “retrocedi” para a mais ampla evidência da existência de Deus. Como alguém que trabalhou regularmente com casos circunstanciais cumulativos (como detetive de casos não solucionados e arquivados), a conectividade de todas as evidências disponíveis parecia óbvia à medida que eu montava o caso. Qualquer um destes elementos de prova era suficiente para fazer a defesa da existência de Deus, mas quando considerados cumulativamente, o peso da evidência era avassalador.

Mesmo que a vida de Cristo tenha sido uma parte importante da minha investigação pessoal, eu ainda me vejo defendendo a existência de Deus, pelo menos inicialmente, como se eu ainda não fosse um cristão! Ao compartilhar o que eu acredito com amigos e familiares céticos, eu tenho de fazer um esforço consciente para lembrar que a vida de Jesus, por si só, demonstra a existência de Deus. Se os Evangelhos são verdadeiros, nenhum de nós precisa de nenhuma prova adicional. Jesus é a  evidência suficiente de que Deus existe.

Fonte: PleaseConvinceMe (Jim Warner Wallace, autor do livro “Cold Case Christianity”)

Por Que Cristo Adiou as Lições de Ciência?

E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. João 17:3

O ministério terrestre de Jesus não foi caracterizado pela exposição e discussão de leis da natureza e curiosidades científicas. Havia razões para isso:

Se Cristo julgasse necessário, Ele poderia ter revelado aos Seus discípulos os mistérios que obscurecem e colocam fora do alcance da visão todas as descobertas da mente humana. Ele poderia ter apresentado os fatos pertinentes a cada assunto que vai além da lógica humana, sem, contudo, distorcer a verdade em qualquer aspecto. Ele poderia ter revelado aquilo que é desconhecido, aquilo que ampliaria ao máximo a imaginação e teria atraí­do os pensamentos de sucessivas gerações até o fim da história da Terra. Ele poderia ter aberto as portas dos mistérios que a mente humana busca em vão abrir. Ele poderia ter apresentado aos seres humanos uma árvore do conhecimento de onde eles poderiam colher frutos através dos séculos; mas essa obra não era essencial para a salvação deles, e o conhecimento do caráter de Deus era necessário para seus interesses eternos. [...]
Jesus, o Senhor da vida e da glória, veio plantar a árvore da vida para a família humana, e convidar os membros da raça caída a comer e se satisfazer. Ele veio lhes revelar aquilo que era a única esperança deles, sua única felicidade, tanto neste mundo quanto no porvir. [...] Ele não permitiu que nada desviasse a atenção dEle da obra que veio realizar. [...]
Jesus viu que as pessoas precisavam ter a mente atraída a Deus, para que pudessem se familiarizar com o caráter dEle e obter a justiça de Cristo, representada em Sua santa lei. Ele sabia que era necessário que os seres humanos tivessem uma representação fiel do caráter divino, para que não fossem enganados pela representação falsa de Satanás, que lançou sua sombra infernal no caminho dos homens e na mente deles revestiu Deus com suas características satânicas. [...]
Por mais importantes e sábios que os mestres deste mundo tenham sido considerados em seus dias ou sejam considerados em nosso tempo, em comparação com Ele, não são dignos de admiração, pois toda a verdade ensinada por eles foi tão somente aquela originada por Ele, e tudo o que vem de qualquer outra fonte é insensatez. Até mesmo a verdade que eles ensinaram, nos lábios de Cristo foi embelezada e glorificada, pois Ele a apresentou com simplicidade e dignidade (Signs of the Times, 1º de maio de 1893).

Isso não significa, porém, que os homens tenham perdido irremediavelmente a oportunidade de receber lições de ciências diretamente da Fonte onde se acham ”escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Colossenses 2:2-3):

O Céu é uma escola; o campo de seus estudos, o Universo; seu professor, o Ser infinito…

[...] Ali, quando for removido o véu que obscurece a nossa visão, e nossos olhos contemplarem aquele mundo de beleza de que ora apanhamos lampejos pelo microscópio; quando olharmos às glórias dos céus hoje esquadrinhadas de longe pelo telescópio; quando, removida a mácula do pecado, a Terra toda aparecer “na beleza do Senhor nosso Deus” – que campo se abrirá ao nosso estudo! Ali o estudante da ciência poderá ler os relatórios da criação, sem divisar coisa alguma que recorde a lei do mal. Poderá escutar a melodia das vozes da Natureza, e não perceberá nenhuma nota de lamento ou tristezas. Poderá enxergar em todas as coisas criadas uma escrita; contemplará no vasto Universo, escrito em grandes letras, o nome de Deus; e nem na Terra, nem no mar ou no céu permanecerá um indício que seja do mal.

Ali se revelará ao estudante uma história de infinito objetivo e riqueza inexprimível. Tomando por base a Palavra de Deus, o estudante obterá uma visão do vasto campo da História, e poderá alcançar algum conhecimento dos princípios que presidem à marcha dos acontecimentos humanos. Mas a sua visão ainda estará nublada, e incompletos os seus conhecimentos. Não verá todas as coisas de uma maneira clara antes que chegue à luz da eternidade. Então se revelará diante dele o decurso do grande conflito que teve sua origem antes que começasse o tempo e terminará apenas quando este cessar. A história do início do pecado; da fatal falsidade em sua ação sinuosa; da verdade que, não se desviando das suas próprias linhas retas, se defrontou com o erro e o venceu; sim, tudo isto será manifesto. O véu que se interpõe entre o mundo visível e o invisível, será removido e reveladas coisas maravilhosas.

[...] Ali toda faculdade se desenvolverá, e toda capacidade aumentará. Os maiores empreendimentos serão levados avante, as mais altas aspirações realizadas, as maiores ambições satisfeitas. E, todavia, surgirão novas elevações a galgar, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos assuntos a apelarem para as forças do corpo, espírito e alma. Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos filhos de Deus. Com indizível deleite unir-nos-emos na alegria e sabedoria dos seres não caídos. Participaremos dos tesouros adquiridos através dos séculos empregados na contemplação da obra de Deus. E enquanto os anos da eternidade se escoam, continuarão a trazer-nos mais gloriosas revelações. “Muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos” (Efés. 3:20) será, para todo o sempre, a concessão dos dons de Deus.

[...] Ali, mentes imortais contemplarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Ali não haverá nenhum adversário cruel, enganador, para nos tentar ao esquecimento de Deus. Todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. A aquisição de conhecimentos não cansará o espírito nem esgotará as energias. Ali os mais grandiosos empreendimentos poderão ser levados avante, alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições realizadas; e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo.

Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão voo incansável para os mundos distantes – mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não-caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder.

E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter.

Fontes: Ellen White. Perto do Céu, Meditações Diárias. CPB  (e também Educação, p. 301-304, e O Grande Conflito, p. 677 e 678).

“Foi a Ciência que me Afastou do Ateísmo”

O Dr. Henry Margenau foi professor emérito “Eugene Higgins” de Física e Filosofia Natural na Universidade de Yale. Ele morreu em 1997, mas cinco anos antes, ele e Roy Varghese, um jornalista internacional, editaram um livro intitulado Cosmos, Bios, and Theos: Scientists Reflect on Science, God, and the Origins of the Universe, Life, and Homo sapiens (Cosmologia, Biologia e Teologia: Cientistas refletem sobre Ciência, Deus, a origem do Universo, da vida e do Homo sapiens). Deparei uma resenha antiga do livro há algum tempo, e ele me pareceu interessante; então, decidi colocá-lo na minha lista de leitura.

Margenau e Varghese contactaram alguns dos cientistas mais importantes do século XX, e perguntaram a opinião deles a respeito de Deus e do assunto das origens. No final, eles obtiveram respostas de 60 cientistas proeminentes, 24 dos quais tinham ganhado o Prêmio Nobel. A maioria respondeu as seis perguntas que Margenau e Varghese fizeram:

1. Qual deve ser, na sua opinião, a relação entre religião e ciência?

2. Qual é a sua opinião sobre a origem do universo: tanto em nível científico e – se você vir a necessidade – em um nível metafísico?

3. Qual é a sua opinião sobre a origem da vida: tanto em nível científico e – se você vir a necessidade – em um nível metafísico?

4. Qual é a sua opinião sobre a origem do Homo sapiens?

5. Como deve a ciência – e o cientista – abordar as questões das origens, especificamente as questões da origem do universo e da vida?

6. Muitos cientistas proeminentes – incluindo Darwin, Einstein e Planck - levaram o conceito de Deus muito a sério. Qual é a sua visão sobre o conceito de Deus e sobre a existência de Deus?

Como seria de esperar quando 60 pensadores profundos são perguntados sobre questões tão sérias, as respostas foram variadas e incrivelmente interessantes. Antes de discuti-las, no entanto, é importante destacar dois pontos. O primeiro é feito no prefácio do livro:

O livro Cosmos, Bios, Theos não tem nenhuma pretensão de ser uma pesquisa estatisticamente significativa das crenças religiosas dos cientistas modernos. (p. xiii)

Assim, o leitor não deve usar as respostas contidas neste livro para inferir a atitude geral entre os cientistas em relação à existência de Deus ou à questão das origens.

O segundo ponto é que nem todos os cientistas responderam a essas seis perguntas. Em vez disso, alguns simplesmente escreveram algumas páginas de pensamentos gerais sobre os temas ”Deus” e “as origens”. Outros permitiram o uso de entrevistas que já haviam sido feitas com eles por Varghese Roy.

O livro é dividido em quatro seções. A primeira seção contém respostas (ensaios ou entrevistas) de astrônomos, matemáticos e físicos, enquanto a segunda contém as respostas (ensaios ou entrevistas) de biólogos e químicos. Ao ler as opiniões de cada cientista, tentei determinar se o cientista era ateu (não acredita em Deus), agnóstico (não está seguro sobre a existência de Deus), um deísta (acredita em um Deus criador, mas que não é ativamente envolvido com o universo) ou um teísta (acredita em um Deus criador, que é pessoal e ativo no universo). Isso não foi possível em todos os casos, porque alguns dos cientistas mostraram-se evasivos quando se tratava de expor suas crenças específicas sobre Deus.

Entre os cientistas que manifestaram claramente seu ponto de vista, no entanto, eu encontrei algo muito interessante. Quando se tratava de astrônomos, matemáticos, físicos, eu não conseguia encontrar ateus, mas apenas um punhado de agnósticos. A grande maioria ou eram deístas ou teístas. Além disso, os teístas superavam os deístas  numa margem de mais de três por um. Esse não era o caso entre os biólogos e químicos, no entanto. Nesse grupo de cientistas, havia um ateu, e os números foram quase igualmente divididos entre agnósticos, deístas e teístas.

Agora, mais uma vez, este livro não teve a mínima pretensão de ser uma amostra estatisticamente significativa de cientistas, mas a diferença que aparece entre esses dois grupos que mencionei é algo que eu tenho notado em minha própria carreira científica. Em geral, acho que os astrônomos, matemáticos e físicos são consideravelmente mais propensos a acreditar em Deus do que os químicos e os biólogos. Isso também se encaixa com o que o físico Dr. Robert Griffiths disse algum tempo atrás:

Se precisarmos de um ateu para um debate, eu vou ao departamento de Filosofia. O departamento de Física, nesse caso, não é muito útil. (1)

Eu não sei por que os físicos (e matemáticos) parecem mais propensos a acreditar em Deus do que outros cientistas, mas acho isso interessante.

Agora, embora os astrônomos, matemáticos e físicos fossem mais propensos a acreditar em Deus do que os biólogos e químicos, as declarações mais definitivas sobre a existência de Deus vieram de químicos. Por exemplo, o Dr. Christian B. Anfinsen (que ganhou o Prêmio Nobel de 1972 em Química) escreveu:

Eu acho que só um idiota pode ser um ateu. (p. 139)

Não concordo com isso, é claro. Eu já fui um ateu, e não acho que fosse um idiota então. Além disso, eu conheço (e leio) diversos ateus, e muito pouco deles são idiotas. O Dr. D. H. R. Barton, que ganhou o Prêmio Nobel de 1969 em Química, expressou-se de forma um tanto mais leve, mas ainda bastante definitiva:

A ciência mostra que Deus existe. (p. 144)

Concordo plenamente com o Dr. Barton. Foi a ciência que me afastou do ateísmo, e quanto mais eu estudo a ciência, mais definitivamente eu acho que ela aponta para a existência de um Criador.

Embora eu pudesse dizer muito mais sobre o que esses cientistas escreveram em resposta às seis questões que foram apresentadas, eu quero discutir a terceira seção do livro, porque ela também é incrivelmente interessante. Ela contém um debate sobre a existência de Deus entre o Dr. Hywel David Lewis (um célebre filósofo galês) e o Dr. Antony Flew (um célebre filósofo britânico). O que torna este debate tão fascinante é que o livro foi publicado 12 anos antes que o Dr. Flew rejeitasse o ateísmo. Assim, você consegue ler o Dr. Flew apresentando a defesa de uma posição que ele finalmente rejeitou!

Tendo a vantagem de saber em que Flew finalmente acabaria acreditando, acho que este debate revela que ele já estava começando a se sentir um pouco desconfortável a respeito de seu ateísmo mais de uma década atrás. No começo de uma de suas respostas a Lewis, ele escreve:

Notoriamente, a confissão faz bem à alma. Portanto, vou começar por confessar que o ateu estratoniciano tem de ficar embaraçado pelo consenso cosmológico contemporâneo. Pois parece que os cosmólogos estão fornecendo uma prova científica daquilo que São Tomás sustentava que não poderia ser provado filosoficamente, a saber, que o universo teve um começo. (p. 241)

Se você não reconhece o termo (que foi cunhado pelo próprio Flew), um ateu estratoniciano é aquele que pensa que uma vez que não há necessidade de acreditar em Deus para entender o universo, a posição racional adequada é a do ateu.

Durante a maior parte da história da ciência, foi consenso científico que o universo não teve princípio – que sempre existiu e sempre iria existir. Isto, naturalmente, se encaixava muito confortavelmente na cosmovisão ateísta, e era contrário às Escrituras, que ensinam claramente que o universo teve um começo (Gênesis 1:1, Colossenses 1:16, Atos 4:24, etc.). No entanto, quanto mais os cientistas estudavam o universo, mais eles percebiam que esta visão era incompatível com as observações disponíveis. Como resultado, no século XX, o consenso científico foi alterado para aquilo que as Escrituras ensinam: o universo teve um começo. Isso, é claro, não foi suficiente para convencer Flew a abandonar seu ateísmo. No final, foi o design (projeto) que ele viu tanto no universo quanto no mundo biológico que o convenceu de que deve haver um Designer (Projetista). No entanto, é interessante ler que mais de uma década antes que ele abandonasse o ateísmo, considerações científicas já estavam produzindo nele algum desconforto.

A quarta parte do livro contém dois ensaios: um sobre a origem do universo e outro sobre mecânica quântica e o mistério da vida. Eu não achei nenhum desses ensaios de alguma forma significativos. No entanto, o resto do livro é tão incrivelmente interessante que considero que vale muito a pena ser lido. Certamente não é “material leve”, mas pode acender algumas luzes na mente de quem fizer a leitura de forma séria.

Referência:

1. Tim Stafford, “Cease-Fire in the Laboratory”, Christianity Today, April 3, 1987, p. 18.

Fonte: Dr. J. L. Wile Proslogion

“A Bíblia Entre os Mitos”: Que Diferença!

 

 
 
 
Vivemos em uma época de reducionismo. Isso se torna especialmente evidente pelo uso comum da palavra “apenas”. Os reducionistas dizem: “a mente humana é apenas um sistema complexo de matéria” ou “a moralidade é apenas um subproduto da evolução para a sobrevivência do grupo.”[1] Quando se trata de estudos bíblicos, normalmente o reducionismo assume a seguinte forma: “As narrativas do Gênesis são apenas mais um mito do Oriente Próximo Antigo.”

Os pós-evangélicos usam hoje, regularmente, esses argumentos. Em nível popular, escritores como Rachel Held Evans comentam sobre os “notadamente semelhantes”  relatos da criação e do dilúvio do Antigo Oriente Próximo em relação aos encontrados em Gênesis. Compreender Gênesis como não-histórico, um mito não-científico, que contém os mesmos “recursos literários humanos” e “pressupostos cosmológicos” que os do Antigo Oriente Próximo teria sido, segundo ela mesma, “libertador”.[2] Peter Enns é o estudioso pós-evangélico mais frequentemente associado com essa visão. Em seu livro Inspiration and Incarnation (Inspiração e Encarnação), Enns procurou mostrar que Deus se ajustou às  culturas do Antigo Oriente Próximo, usando formas literárias não históricas e não-científicas em Gênesis (e em outros escritos) para comunicar a sua mensagem.[3] Muitos seguiram a sua liderança, especialmente aqueles que procuram resolução da [suposta] discórdia percebida entre fé e ciência.

No contexto da academia secular, tais pontos de vista são inquestionáveis. O paradigma dominante se originou na Escola “História das Religiões”. Essa perspectiva do século 19 considerava que a religião monoteísta era originária das classes mais baixas da sociedade primitiva, da criação do xamanismo tribal como um meio de afirmar o poder sobre os mais fisicamente ou socialmente poderosos.[4] Essas crenças xamanísticas teriam evoluído para o politeísmo, em seguida para o henoteísmo e, eventualmente, para o monoteísmo. A Escola baseou sua visão na semelhança religiosa de culturas antigas e procurou encaixar todos os dados em um paradigma linear, evolutivo. Dentro desse paradigma, as narrativas do Gênesis tornaram-se ”apenas” mais um mito ao lado dos mitos de outras culturas antigas. No início do século 20, os estudiosos começaram a criticar o quanto exatamente certas crenças se encaixam dentro desse paradigma. Eventualmente, a visão acadêmica predominante se desviou do modelo linear, embora a interpretação da narrativa do Gênesis “apenas” como mais um mito da criação continue a prevalecer.

A razão disso?  Há semelhanças óbvias entre Gênesis e outras histórias antigas e modernas das origens. Os estudiosos que mantêm esse ponto de vista têm apresentado as semelhanças como as características mais essenciais do Gênesis e as diferenças como aspectos secundários e não-essenciais das narrativas. Mas e se isso for um equívoco? E se as diferenças forem os aspectos essenciais no Gênesis e na visão de mundo do Antigo Testamento? E se Gênesis e outras histórias do Antigo Oriente forem semelhantes da mesma maneira que minha minivan KIA e uma Ferrari são semelhantes? “Ei, ambas têm rodas e um volante, portanto a Ferrari é ‘apenas’ um outro tipo de carro. Quer trocar?” Parece-me que em Gênesis, como na venda de automóveis, as diferenças são muito mais significativas do que as semelhanças.

John Oswalt, professor de Hebraico e Estudos do Velho Testamento no Seminário Teológico de Asbury fez essa defesa recentemente em seu livro “The Bible Among the Miths” (A Bíblia entre os Mitos). Ele baseia-se em trabalhos mais antigos de G. E. Wright, da Universidade de Harvard, para apresentar sua tese, alegando que o trabalho de Wright ainda permanece como uma crítica eficiente da visão predominante.[5] Uma vez que os dados do Oriente Antigo não se alteraram significativamente em quase 70 anos, Oswalt afirma que a principal razão por trás da persistência da visão reducionista não são os dados em si mas “convicções teológicas e filosóficas anteriores”, sustentadas por aqueles que militam nesse campo.[6] O livro é dividido em duas seções: a primeira discute a Bíblia e o gênero dos mitos antigos, e a última discute a escrita da Bíblia e da história antiga. Embora ambos os temas sejam altamente relevantes para a apologética cristã, este último tem sido mais plenamente abordado em outros lugares e, assim, este artigo, em grande parte, se concentrará na primeira seção e suas implicações para a tarefa apologética.[7]

A primeira seção faz uma boa introdução para os vários significados contemporâneos de mito: o sentido etimológico, que salienta a “falsidade da coisa que está sendo descrita”;[8] sociológico, que destaca se o grupo vê ou não algo como verdade, mas ignora ou não se a coisa é realmente verdade; literário, que significa simplesmente uma certa maneira de escrever; fenomenológico, que destaca as características comuns dos escritos que têm sido chamado de mitos. Oswalt passa a maior parte de sua escrita neste último significado, pois este é o sentido frequentemente utilizado em estudos bíblicos. Ele mostra que os defensores dessa visão procuram definir mito como aquilo que busca relacionar o natural com o humano, o ideal com o real, o pontual com o contínuo. Após a análise desses pontos de vista, ele conclui, mostrando que um dos aspectos essenciais de definições descritivas ou fenomenológicas do mito é o que ele chama de “continuidade” ou “correspondência”; “que todas as coisas são contínuas umas com as outras”.[9]

Este pressuposto central de continuidade explica a quase universal atribuição antiga de características humanas ao mundo natural. Ele explica o quadro cíclico através do qual a maior parte do mundo antigo via a realidade, para não mencionar a crença de que a reconstituição dos mitos traz satisfação presente para aqueles que o reconstituem. Após esta análise, Oswalt faz esta afirmação provocativa sobre a relação da Bíblia com esse mundo dos mitos:

Assim, o mito é uma forma de expressão, seja literária ou oral, em que as continuidades entre os reinos humano, natural e divino são expressas e concretizadas. Ao reforçar essas continuidades, o mito busca assegurar o funcionamento ordenado da natureza e da sociedade humana. O fato é que a Bíblia tem um entendimento completamente diferente da existência e das relações desses reinos. Como resultado, ela funciona de forma inteiramente diferente. Suas narrativas não convertem a realidade divina contínua fora do mundo invisível real em uma reflexão visível desta realidade. Pelo contrário, são um ensaio dos atos não-repetíveis de Deus em um tempo e espaço identificável, em concerto com os seres humanos…Sua finalidade é provocar escolhas e comportamentos humanos por meio da memória. Nada poderia estar mais longe do propósito de um mito. O que quer que seja a Bíblia, verdadeira ou falsa, ela não é mito.

Oswalt não acredita que a visão reducionista da Bíblia pode ser mantida, e argumenta apaixonadamente contra a ideia de ver a Bíblia como apenas mais um mito, primeiramente por descrever a perspectiva de continuidade que subjaz a outras literaturas do Antigo Oriente Próximo. Oswalt define a continuidade subjacente aos mitos como “a idéia de que todas as coisas que existem são partes umas das outras…sem distinções fundamentais entre os três reinos: a humanidade, a natureza e o divino.”[10] Tudo coexiste nessa visão de mundo. Os ídolos são símbolos dos deuses, mas, em um sentido muito real, são os deuses. Tempestades são a ação dos deuses. A reconstituição sexual humana da suposta atividade sexual dos deuses inspira a produção agrícola na realidade. Cada reino é contínuo e conectado. Nesta visão de mundo “o criador de mitos racionaliza da realidade dada para o divino”.[11]

Oswalt dá uma variedade de características comuns de uma visão de mundo fundada na continuidade. Primeiro, essa visão enfatiza a realidade presente em detrimento do passado e do futuro. As histórias das origens não são contadas para enfatizar o que aconteceu, em si, mas para explicar a situação atual com sua complexidade de relações. Segundo, ela confunde a imagem e o real. Assim, o deus por trás do ídolo se confunde com a manifestação do deus na imagem do(s) ídolo(s). A fonte unificadora divina por trás dos deuses não pode ser facilmente distinguida da manifestação dos deuses. Terceiro, ela enfatiza símbolos naturais. A partir de uma perspectiva de continuidade, isto faz sentido, já que o que acontece na natureza representa e afeta tanto a esfera humana como a divina. Quarto, ela valoriza a magia. Oswalt define magia como a capacidade de “realizar algo no reino divino, [...] fazendo uma coisa semelhante no reino humano”.[12] Nesta perspectiva, a prostituição no culto dos povos do Antigo Oriente é uma afirmação teológica sobre a natureza da realidade. A ação sexual humana produzia prole e, em uma visão de mundo de continuidade, tal ação teria sido pensada para inspirar a ação sexual da divindade a fim de produzir a colheita. Finalmente, uma visão de mundo de continuidade inerentemente nega os limites. Uma vez que tudo se conecta e está inter-relacionado, não se pode esperar encontrar limites distintos entre as coisas. Portanto, não é surpresa encontrar prostituição, bestialidade, incesto e outros tipos de comportamento sexual, já que essa perspectiva inerentemente rejeita os limites.

Com base nessas características subjacentes a uma visão de mundo de continuidade, Oswalt apresenta as seguintes características do mito, tanto como deduções lógicas dessa cosmovisão quanto como características comuns de mito do Antigo Oriente: o politeísmo, a idolatria, a eternidade da matéria caótica, uma negação da personalidade individual, uma baixa visão do divino e do humano, a visão de conflitos como uma fonte de vida, a não existência de um padrão único para a ética e um conceito cíclico da existência. Cada uma destas características provém claramente dos pressupostos subjacentes citados acima. Oswalt deixa claro que essa perspectiva não era apenas típica do Antigo Oriente, mas quase universal, incluindo os gregos e os romanos, os hindus e várias outras religiões asiáticas. Ele afirma que se “o homem pode descobrir a realidade última através da extrapolação de sua própria experiência… [então ele vai chegar], por todo o mundo, a um entendimento muito semelhante da realidade”. [13] Neste ponto, deve ficar claro que essas perspectivas não são universais, e as exceções são óbvias: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, cada qual a sustentar um entendimento radicalmente diferente da realidade. Mas de onde vem esse entendimento, senão de sua fonte de literatura comum, ou seja, a Bíblia hebraica?

Neste ponto, eu tenho que admitir um preconceito pessoal em favor da perspectiva de Oswalt. Sempre que começava a fazer estudos bíblicos, eu o fazia em uma conceituada universidade protestante. Os professores falavam de Gênesis como sendo mítico e compartilhando incontáveis características ​​com os mitos do Antigo Oriente. Dessa forma, eu assumi a verdade de suas declarações. Eu devo admitir, porém, que foi chocante quando realmente comecei a ler a literatura do Antigo Oriente. As diferenças eram profundas e muitas das semelhanças sugeridas pareciam ad hoc. Considerando que eu podia entender algumas dessas semelhanças como polêmicas veladas contra outras literaturas do Antigo Oriente, ver as narrativas do Gênesis como uma progressão originária destes escritos parecia (e continua a parecer) impossível. Por quê? Oswalt faz um trabalho maravilhoso ao delinear a perspectiva do Velho Testamento sobre as origens, para mostrar o quão distinta é essa visão de mundo em comparação com a visão de mundo de outros escritos do Antigo Oriente.

Considerando que os mitos do Antigo Oriente projetam uma visão de mundo de continuidade, Oswalt argumenta que a Bíblia apresenta uma visão de mundo de transcendência e de revelação. Ele enumera as características comuns do “pensamento bíblico” como o monoteísmo, a iconoclastia, a prioridade espiritual sobre o material, uma criação através de processo, uma visão elevada de Deus e da humanidade, uma visão redefinida da ética sexual (dessacralização), a proibição de magia, uma demanda por obediência ética e a importância da interação de Deus com a humanidade na história. Claramente, estas distinções são incompatíveis com a visão de mundo de continuidade descrita acima. Cada uma delas decorre do pressuposto básico de que há um Deus transcendente, fora e além da criação, o que alguns teólogos chamam de distinção Criador-criatura. Esse Deus não pode ser manipulado por magia, nem pode ser representado por qualquer coisa dentro de Sua criação quer seja um ídolo quer seja a própria natureza. Se ele se revelar, seus comandos serão inalteráveis ​​e definirão os limites para a existência dentro da criação, etc. Uma vez que a Bíblia hebraica fortalece essa visão de mundo, não é surpreendente ver que idéias típicas do Antigo Oriente, como o culto da fertilidade, a idolatria e a divindade de coisas finitas sejam totalmente rejeitadas.

Quais são as implicações dessas distinções de Oswalt para a apologética cristã? Primeiro, chamar as narrativas do Gênesis de mito requer redefinir o termo “mito” de uma forma que o torna de nenhum valor. Em segundo lugar, isso significa que as diferenças entre a Bíblia e os mitos do Antigo Oriente são mais relevantes do que as semelhanças. Oswalt mostra que há muitas semelhanças, mas há descontinuidade na forma como estas formas, ideias semelhantes são usadas ​​entre a Bíblia hebraica e literatura do Antigo Oriente. Ele diz: “[a Bíblia] não é única porque não faz parte do seu mundo, nem é única porque seus escritores eram incapazes de relacionar aquilo que eles dizem com seu mundo… Ao contrário, ela é única justamente porque, sendo uma parte de seu mundo e utilizando conceitos e formas de seu mundo, pode projetar uma visão da realidade diametralmente oposta à visão desse mundo”.[14]

Fonte: G. Kyle Essary é apaixonado pelo estudo das Escrituras, especialmente do Antigo Testamento. Ele e sua família vivem no sudeste da Ásia, onde se esforçam para servir Àquele para quem o Antigo Testamento aponta.
(Apologetics315)
[1] Há uma série de livros que desconstroem este tipo de reducionismo, alguns remontando ao início do século 20, como os clássicos The Everlasting Man, de G. K. Chesterton, e The Abolition of Man, de C. S. Lewis. Contribuições mais recentes têm praticamente eliminado qualquer plausibilidade do autêntico reducionismo materialista. Ver, por exemplo, Mind and Cosmos, de Thomas Nagel ou Darwin’s Pious Idea, obra magistral de Conor Cunningham. Um de meus favoritos é Life is a Miracle, de Wendell Berry.
[2] Postagem no blog de Rachel Held, “Can God Speak Through Myth?” (Pode Deus falar através de mito?), encontrada em: http://rachelheldevans.com/blog/bible-myth
[3] Peter Enns era abertamente evangélico no momento da publicação de seu livro, mas desde então tem adotado uma postura mais agnóstica em relação a muitas doutrinas evangélicas, rejeitando outras. Seu ponto de vista atual parece ser melhor definido como pós-evangélico, embora tal classificação seja bastante abrangente.
[4] O pensamento seguiu em grande parte a perspectiva conjecturada de Nietzsche em On the Genealogy of Morality (Sobre a genealogia da moral). Para a Escola, e para Nietzsche, as origens da religião e da moralidade dos escravos estão intimamente ligadas.
[5] O livro de Wright The Bible Against Its Environment (A Bíblia contra seu ambiente) critica a idéia evolutiva, defendendo a unicidade do texto bíblico e sua visão de mundo contra outras literaturas e perspectivas do Antigo Oriente Próximo.
[6] João Oswalt, The Bible among the Myths (A Bíblia entre os mitos), Kindle ed. HarperCollins, 2010, loc. 101. As histórias de criação do Antigo Oriente Próximo da “biblioteca” ugarítica foram encontradas principalmente entre 1928 e 1958; o Enuma Elish foi encontrado em 1849, assim como também o Atrahasis; a Epopeia de Gilgamesh, em 1853, com muitas das histórias egípcias sendo conhecidas ainda mais cedo.
[7] Uma contribuição recente que vale a pena ler é Do Historical Matters Matter to Faith? (Questões históricas importam para a fé?),  editado por James Hoffmeier e Dennis Magary.
[8] Oswalt, loc. 406.
[9] Ibid., loc. 579.
[10] Ibid., loc. 660.
[11] Ibid., 700.
[12] Ibid., 782.
[13] Ibid., loc. 893. Alguns têm argumentado recentemente que o ateísmo contemporâneo também se encaixa neste paradigma contínuo, onde a matéria é eterna e caótica (sem finalidade última originária, como uma bolha no vácuo quântico), e os poderes da realidade são reduzidos às forças brutas da natureza. Ver este artigo recente de Ben Suriano, On What Could Rightly Pass for a Fetish (Sobre o que poderia passar certamente por um fetiche), encontrado em http://theotherjournal.com/2008/08/19/on-what-could-quite-rightly-pass-for-a-fetish-some-thoughts-on-whether-“every-christian-should-‘quite-rightly-pass-for-an-atheist’”/
[14] Ibid., loc. 1700.

Livro do Mês: Por que Creio, de Michelson Borges

O livro do mês é Por Que Creio, do jornalista Michelson Borges (já sorteamos um aqui, há exatamente um ano; este novo exemplar vai autografado pelo Michelson). Para participar do sorteio, basta seguir @Ler _pra_crer no Twitter e retuitar: ” Sorteio Livro do Mês: Por Que Creio, de Michelson Borges (autografado). Siga @Ler_pra_crer dê RT http://kingo.to/1fMR ” O sorteio será realizado dia 4/3, depois das 22 horas. Boa leitura!

O livro reúne 12 entrevistas com pesquisadores nas áreas de Biologia, Engenharia, Bioquímica, Arqueologia, Física, Geologia, Teologia e Matemática – todos falando da razão que têm para acreditar no Criador do Universo. Ruy Vieira, Marcia de Paula, Paulo Bork, Nahor Jr., Urias Takatohi, Siegfried Schwantes, Euler Bahia, Queila Garcia, Rodrigo Silva, Orlando Ritter e Michael Behe são os entrevistados.

Algumas das perguntas respondidas no livro:

É possível harmonizar fé e ciência?

É possível ser evolucionista e crer na Palavra de Deus?

Quais são as maiores evidências do Criador?

Que áreas da pesquisa científica oferecem maiores dificuldades para o criacionista?

Além da Bíblia, existem outros documentos que mencionam o Dilúvio?

Quais são as maiores evidências de que o homem foi criado por Deus?

Pode-se aceitar a teoria do Design Inteligente como puramente científica, sem apelar para a religião?

O trecho que segue é do próprio Michelson e faz parte do último capítulo, intitulado “Digitais do Criador”:

“Não há prazer mais complexo que o de pensar”, já dizia o poeta e escritor argentino Jorge Luís Borges. De fato, o aparentemente simples processo do pensamento é algo de complexidade espantosa. Nosso corpo é controlado e coordenado por trilhões de células nervosas, nove bilhões das quais situada no córtex cerebral. Se elas fossem alinhadas ponta a ponta, sua extensão atingiria mais de 75 quilômetros! Tudo isso é coordenado por 120 trilhões de “caixas de conexão”. Esse intricado sistema é compactado em um insondável complexo de caminhos neurais. A tarefa de contar cada terminação nervosa do cérebro à velocidade de uma por segundo levaria 32 milhões de anos!

Impulsos nervosos se deslocam a velocidade altíssimas nas fibras nervosas para transmitir informações a cada ponto do corpo. O sistema é semelhante a uma nação moderna interconectada por bilhões de fios telefônicos. Essa imensa rede de comunicações recebe ou emite 100 milhões de impulsos eletroquímicos por segundo. Ela está conectada a cada milímetro quadrado da pele, a cada músculo, vaso sanguíneo, osso ou órgão. E tudo isso através da medula e do cérebro, que pesa cerca de 1,5 quilo e, no entanto, consome sozinho mais de 20% da energia requerida pelo corpo.

Pense na batida inconsciente do coração, nas pálpebras piscando, na respiração contínua dos pulmões, nos alimentos sendo processados pelos intestinos, numa perna que se  move. Tudo isso é organizado e dirigido pelo cérebro.  Pense nas emoções, na atração sexual, no amor entre pais e filhos, nos sonhos e pensamentos. Eles também são produtos do cérebro. Sua missão mais elementar é recolher estímulos externos, captados pelos sentidos, e transformá-los em impulsos elétricos que percorrem os neurônios. Toda essa informação é catalogada e arquivada na memória. É a ela que o cérebro recorre quando precisa tomar decisões, comandar os movimentos corporais e organizar o pensamento.

Neste exato momento, seu sistema nervoso está processando uma série de informações ao mesmo tempo: a interpretação destas palavras, a textura do papel deste livro, os sons de fundo no ambiente, os odores etc. E você quase nem percebe isso.

O profundo e novo conhecimento sobre o cérebro, adquirido em grande escala nos anos recentes, mostra que esse órgão foi maravilhosamente projetado, e capacitado além das maravilhas que a imaginação ignorante lhe atribuía. Num questionamento bastante simplista, seria possível uma mera combinação acidental de massa, energia, acaso e tempo produzir órgão tão maravilhoso e complexo?

Por inspiração, o rei Davi escreveu palavras há três mil anos, que não podem ser superadas: “Pois Tu formaste o  meu interior, Tu me teceste no seio de minha mãe. Graças Te dou, visto por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as Tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem” (Salmo 139:13 e 14).

Astronautas Cristãos: Viagens Espaciais Só Fortalecem a Fé

Ao contrário do que muitos podem pensar, a NASA é um local onde a fé tem um papel importante. Já foi noticiado que astronautas levaram Bíblias durante suas missões. Em especial, dois astronautas que participaram de viagens espaciais importantes com a nave Atlantis afirmam terem renovado sua fé em Deus observando do espaço a maravilha da criação. Mike T. Good e Mike Massimino são estrelas na mídia dos EUA, têm milhares de seguidores em redes sociais e continuamente dão palestras sobre o que viveram.

O Coronel Good afirmou com convicção: “Dizem que não há ateus nas trincheiras, e provavelmente não há nenhum nos foguetes espaciais.” Ele esteve duas vezes no espaço, uma delas na histórica missão que colocou o telescópio Hubble em órbita.
Seu parceiro Massimino também estava naquela viagem espacial. Durante uma entrevista, confessou: “Eu sonhava em ser astronauta quando era criança. Ttinha seis anos quando Neil Armstrong pisou na lua. Mas a visão da Terra… é tão impressionante ver a Terra do espaço! Nós podemos treinar nos simuladores, mas nada pode prepará-lo para o que seus olhos verão ao perceber a grandeza do espaço e a beleza da Terra… Não consigo descrever em palavras, mas posso dizer que quando fiz a caminhada espacial o pensamento que me veio é que eu estava no céu, então o Paraíso deve ser semelhante a isso.”
Ao ser perguntado como ele vê o Céu e o inferno, foi categórico: “Quando criança, aprendi que o Céu estava em cima e o inferno, embaixo. À medida que envelhecemos, entendemos que não é possível pensar nesses termos. Nada do que temos aqui irá conosco, por isso o mais importante é lembrarmos que o Evangelho de Mateus nos diz para não nos preocuparmos com o amanhã.”
Massimino contou ainda que a oração é algo muito comum entre os astronautas. “Eu orei muito para realizar todo o trabalho com sucesso e realmente me sinto mais perto de Deus.” O porta-voz do Centro Espacial explica que “a NASA não fornece recursos espirituais, mas objetos religiosos como cruzes, Bíblias, imagens e orações estão entre os itens pessoais mais comuns nas viagens ao espaço.”
É conhecida a história do astronauta Buzz Aldrin, que durante sua viagem à Lua orou e levou consigo um pedaço de papel com o Salmo 8:3, 4: “Quando vejo os Teus céus, obra dos Teus dedos, a Lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que Te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?”Antes de voltar à Terra, Aldrin colocou esse papel sobre a superfície do satélite e regressou à nave.
Em Janeiro de 1971, dois membros da tripulação da Apollo 14, Shepard e Mitchell, depositaram na superfície lunar um pacote contendo uma Bíblia em microfilme e o primeiro versículo de Gênesis em 16 idiomas. Seis meses mais tarde, durante a missão Apollo 15, James B. Irwin, depois de andar na Lua, disse: “Senti o poder de Deus como nunca senti antes.” Em 1998, John Glenn, que voltou ao espaço após 36 anos, disse: “Para mim é impossível contemplar toda a criação e não crer em Deus.”
Parece que a NASA está cheia de cristãos. A maioria dos que trabalham no Centro Espacial Johnson, em Houston, Texas, frequentam a Igreja Presbiteriana Webster ou as paróquias católicas de Santa Clara de Assis e de Saint Paul. Um dos líderes da Saint Paul diz que o pessoal da NASA “desfruta de visão que os sacerdotes não têm, pois podem falar da glória da criação de Deus a partir do espaço”.

A Versão Criacionista da Pré-História

 

Imagem: Capa do livro A História da Vida, de Michelson Borges (Criacionismo)

Como se sabe, a versão evolucionista da pré-história humana – se é que podemos chamá-la de versão – não é nada estática, muito menos consensual. Com revisões quase que “instantâneas” a cada nova suposta descoberta, a situação pode ser resumida como o fez Casey Luskin: “a evidência fóssil para a evolução humana permanece fragmentária, difícil de decifrar e acaloradamente debatida. [...] Na verdade, longe de fornecer ‘um bom e claro exemplo’ de ‘mudança evolutiva gradualista’, o registro revela uma descontinuidade dramática entre fósseis semelhantes a macacos e fósseis semelhantes a humanos. Fósseis semelhantes a humanos aparecem abruptamente no registro, sem precursores evolutivos claros, tornando o caso para a evolução humana baseada em fósseis altamente especulativo.”

Muitos jovens podem se perguntar, em meio a tantas opiniões divergentes sobre os mesmos dados, qual seria a versão criacionista do que se convencionou chamar “pré-história”. Pensando nesse público, a revista Conexão 2.0 deste trimestre dedicou um bom espaço ao assunto.  Matéria de capa, a visão criacionista da possível história de nossos antepassados é apresentada de forma agradável e sucinta e permite aos interessados no tema ter um panorama minimamente sistematizado do quadro geral. Vale a pena ler aqui: “Junte as peças”.

Conexão 2.0 é a revista para quem quer entender a realidade, experimentar o que vale a pena e mudar seu mundo. Para assinar, basta acessar o site da Casa www.cpb.com.br ou ligar para 0800-9790606. Siga e curta também a revista nas redes sociais: www.twitter.com/conexao_20 e www.facebook.com/conexao20. E para ler as edições anteriores, acesse www.conexao20.com.br.

 

Por que Universitários Cristãos Estão Perdendo a Fé

Original: (Renato Vargens)
As estatísticas são sombrias. Alguns chegam a afirmar que, em média, 60% dos jovens evangélicos que adentram a universidade se afastam da comunhão dos santos e da igreja. Ora, seria simplista da minha parte afirmar de modo absoluto os reais motivos para a apostasia de nossos jovens, todavia, acredito que algumas razões são preponderantes para o esfriamento da fé da juventude cristã:

1. Nossos jovens não estão sendo preparados pela igreja para enfrentar as demandas sociais, comportamentais e filosóficas na universidade. Na verdade, afirmo sem a menor sombra de dúvidas de que a igreja não está oferecendo à sua juventude ferramentas necessárias para a desconstrução de valores absolutamente anticristãos. Por exemplo, as universidades públicas estão repletas de conceitos marxistas. Volta e meia eu recebo a informação de professores que em sala de aula zombam de Cristo, ridicularizando publicamente todos aqueles que se dizem cristãos.
2. Nossos jovens não estão sendo preparados pelos pais com vistas ao enfrentamento cultural. Vivemos numa sociedade multifacetada, cujos valores relacionados a sexo, família, trabalho, sucesso e moral foram relativizados. Nessa perspectiva, não são poucos aqueles que ao longo dos anos têm sucumbido diante da avalanche de conceitos extremamente antagônicos aos pressupostos bíblico-cristãos.
3. Nossos jovens não têm sido preparados pela igreja para responder às perguntas de uma sociedade sem Deus, como também oferecer respostas àqueles que lhes questionam a razão da sua fé. Nessa perspectiva, os conceitos “simplistas” de alguns dos nossos rapazes e moças têm sido facilmente descontruídos num ambiente em que o ceticismo e a incredulidade se fazem presentes.
4. Nossos jovens têm sido influenciados negativamente pelo secularismo, hedonismo e satisfação pessoal. Sem sombra de dúvidas, acredito que o secularismo é um grave problema em nossos dias. A Europa, por exemplo, transformou-se num continente secularista onde o que mais importa é o bem-estar comum e a ausência de Deus. Nessa perspectiva, vive-se para o prazer, nega-se uma fé transcendente quebrando todo e qualquer paradigma que nos faça lembrar-nos de Cristo ou da igreja.
Diante desse funesto quadro, surge a pergunta: O que fazer então?
1. A igreja precisa fortalecer a família, oferecendo aos casais ferramentas para a edificação de lares sólidos cujo fundamento é a infalível Palavra de Deus.
2. A igreja precisa preparar seus jovens para responder às perguntas da sociedade. Nessa perspectiva, deve-se investir numa formação apologética, cujo foco deve ser oferecer à juventude “armas” espirituais capazes de anular sofismas.
3. A igreja precisa investir em universitários, promovendo grupos de comunhão, debates, além de discussões teológicas, sociológicas e filosóficas, oferecendo a eles condições de responder aos seus inquiridores o porquê da sua fé.
4. A igreja precisa estudar teologia com os universitários. Questões relacionadas ao pecado, juízo eterno, salvação, morte e sofrimento, além de tantos outros conceitos relacionados aos nossos dias precisam ser explicados e entendidos pelos nossos jovens.
5. A igreja precisa preparar seus jovens para se relacionarem com a cultura. O problema é que em virtude do maniqueísmo que nos é peculiar, satanizamos o mundo bem como todas as suas vertentes culturais. Por outro lado, existem aqueles que em nome da contextualização “mundanizaram” a igreja, levando o povo de Deus a um estilo de vida ineficaz cujos frutos não têm sido muito bons.
6. A igreja precisa fomentar em seus jovens o desejo de conhecer a Deus e se relacionar com Ele. Jovens que se relacionam com Deus através da oração e das Escrituras Sagradas tornam-se mais fortes diante dos embates desta vida.
Que Deus nos ajude diante da hercúlea missão, e que pela graça do Senhor nossa juventude possa ser bênção da parte do Senhor na universidade.
Nota: A igreja precisa trabalhar mais por essa classe especial, a dos universitários. É um grupo que cresce cada vez mais em nosso meio e que enfrenta grandes desafios espirituais/intelectuais nos campi. Estudei numa universidade federal e compreendo as pressões a que essas moças e esses rapazes são submetidos (confira aqui). O preparo do curso bíblico para universitários O Resgate da Verdade (procure no Departamento Jovem de seu Campo) faz parte desse esforço da Igreja Adventista na América do Sul em favor dos estudantes cristãos. O programa Em Busca das Origens, que vai ao ar hoje, a partir das 20h, pelo site aovivo.adventistas.org é outro desses esforços.[MB]
Fonte: Criacionismo

Todas as Coisas Cooperam para o Bem…

Considerações importantes sobre uma das mais extraordinárias promessas da Bíblia (Pr. Ranieri Sales – UNASP – Universidade Adventista de São Paulo)

Livro do Mês: Em Guarda, de William Lane Craig

Em guarda

O Livro do Mês é “Em Guarda” (participe aqui e no Twitter do sorteio de um exemplar). Como diz a apresentação, “trata-se de um manual de treinamento conciso, escrito por William Lane Craig, um dos mais renomados defensores da fé cristã na atualidade. O livro é repleto de ilustrações, notas explicativas e esquemas para ajudar na memorização dos melhores argumentos para a defesa de sua fé com razão e precisão.

Com um estilo envolvente, Craig oferece quatro argumentos plausíveis para a existência de Deus, defende a historicidade da ressurreição de Jesus e aborda o problema do sofrimento. Além disso, mostra por que o relativismo religioso não consegue responder ao nosso desejo de compreender as questões últimas da vida…”

Para participar do sorteio, retuíte  a mensagem  com o link: “Sorteio Livro do Mês: Em Guarda, de William Craig. Responda à pergunta http://kingo.to/1exm e dê RT.”   A pergunta que deve ser respondida aqui no blog é: de acordo com a forma bíblica de considerar o tempo (Leia Gênesis 1:5,13,19,23 e 31, Levítico 23:32, Lucas 23:44 e 54), a que horas terminará (ou terminou) o último dia do ano de 2013 na cidade em que você se encontra? [Aqui em Brasília, por exemplo, o pôr-do-sol (momento que marca o início e o fim de cada dia de acordo com a Bíblia) está previsto para ocorrer às 19h47. Consulte o Clima Tempo para obter o hora aproximada do pôr-do-sol em sua região. O sorteio será realizado a qualquer momento a partir de amanhã, desde que tenhamos no mínimo três participantes.]

2013 já começou. Feliz Ano Novo!

Seguem alguns trechos da obra:

Ao apresentar argumentos e evidências neste livro, procurei ser simples sem ser simplista. Levei em consideração as objeções mais fortes aos meus argumentos e propus respostas a elas. Em certos momentos, o conteúdo lhe parecerá novo e difícil. Nessas horas, encorajo você a ir devagar, um pedacinho por vez, pois assim fica mais fácil de digerir. Pode ser que ajude formar um pequeno grupo para estudar o livro e discutir seus argumentos. E, por favor, não se sinta constrangido, caso discorde de mim em certos pontos. Quero que você pense com sua própria cabeça.

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Desde os primeiros tempos homens que desconheciam completamente a Bíblia chegaram à conclusão, com base no desenho do universo, que deve existir um Deus.

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O homem não precisa apenas da imortalidade para que haja um sentido último para viver: ele precisa de Deus e da imortalidade. E se Deus não existir, então ele não tem nem uma coisa nem outra.

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Quando publiquei pela primeira vez meu trabalho sobre o argumento cosmológico kalam, em 1979, percebi que os ateístas atacariam a segunda premissa do argumento, que diz que o universo começou a existir…

Qual não foi minha surpresa, então, ao ouvir ateístas refutando a primeira premissa com o intuito de escapar do argumento! Por exemplo, Quentin Smith, da Universidade Western Michigan, respondeu afirmando que a posição mais racional a se defender era que o universo veio “do nada, pelo nada e para o nada”…

Essa simplesmente é a crença do ateísmo. Na verdade, acredito que isso representa um salto de fé bem maior do que crer na existência de Deus. Pois isso, como sempre digo, literalmente falando pior do que mágica. Se essa é a alternativa para quem não crê em Deus, então aqueles que não creem não podem jamais acusar aqueles que creem de irracionalidade, pois o que poderá ser mais evidentemente irracional do que isso?

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“Eu vou à igreja” – disse, meio sem jeito.

“Isso não é o bastante, Bill. Você tem que ter Jesus no coração”.

Para mim aquilo já tinha ido longe demais. “Por que Jesus iria querer morar no meu coração?”

“Porque Ele te ama, Bill.”

Aquilo me atingiu como um raio. Lá estava eu, tão cheio de raiva e ódio, e ela dissera que havia alguém que me amava de verdade. E não era ninguém menos do que o Deus do universo! Aquele pensamento me deixava estupefato. E pensar que o Deus do universo me amava, a mim, Bill Craig, esse vermezinho perdido naquele pontinho de poeira chamado planeta Terra. Era demais para mim!

Aquilo foi para mim o início do mais agonizante período de busca por que já passei. Eu tinha um Novo Testamento e o li de capa a capa. Quanto mais eu lia, mais encantado ficava com a pessoa de Jesus. Havia uma sabedoria em seus ensinamentos que jamais havia encontrado e uma autenticidade em sua vida que não era típica daquelas pessoas que eu havia conhecido, que se diziam cristãs, naquela igreja que eu estava frequentando…

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Fico tremendamente grato porque o Senhor, em sua providência, me levou primeiro a fazer um doutorado em filosofia antes de estudar a ressurreição de Jesus, pois é de fato a filosofia e não a  história o que alimenta o ceticismo dos críticos radicais da ressurreição.

Afinal, o que é o Nada?

“Eu é que fiz a terra, e nela criei o homem; as minhas mãos estenderam os céus,

e a todo o seu exército dei as minhas ordens.” Isaías 45:12

O Nada Nada É – 1

Parece haver muita confusão sobre a palavra nada, quando os cientistas e filósofos falam sobre cosmologia. Filósofos, ao falar sobre a origem do universo, vão fazer perguntas como: “Por que existe algo em vez de nada?” Ou “Será que o universo veio do nada?”

Quando os filósofos fazem essas perguntas, eles têm uma definição muito específica da palavra nada em mente. O que eles querem dizer por nada é algo que, literalmente, não existe. É a não-existência de tudo. Parece bastante simples, certo?

Obviamente, não para alguns cientistas, que não conseguem entender esse conceito de nada. Nós ouvimos deles que o universo pode realmente vir do nada. Por exemplo, o universo poderia vir de um vácuo quântico. Ou poderia vir da lei da gravidade. Ou poderia vir de todas as leis da física. Ou de energia positiva e negativa em equilíbrio.

Mas, calma lá!  Todos estes exemplos de nada são alguma coisa. Eles definitivamente não são nada. Vácuos quânticos e gravidade e energia, todos são, e muito, alguma coisa. São coisas que existem, e, portanto, eles não são nada.

Quando um cientista diz que o universo surgiu do nada, mas depois ele passa a descrever o nada para nós, ele não está mais absolutamente falando sobre nada. O nada não pode ser descrito. Nada não tem propriedades, nem existência, nem substância. Não é coisa nenhuma.

Onde é que isto nos leva? Postulando leis físicas, energia, ou qualquer coisa quântica como as causas do universo não responde às perguntas dos filósofos “Por que existe algo em vez de nada?” Ou “Será que o universo veio do nada?” Na verdade, a ciência, em princípio , não pode responder a essas perguntas, porque são questões filosóficas, não disponíveis à investigação científica.

Qualquer um que tenta responder a essas perguntas com explicações científicas está simplesmente confuso sobre o que está sendo realmente perguntado.

O Nada Nada É – 2

Primeiramente é preciso distinguir três coisas: o vácuo, o vazio e o nada. O vácuo é um espaço não preenchido por qualquer matéria, nem sólida, nem líquida, nem gasosa, nem plasma, nem mesmo a matéria escura. Mas pode conter campos: campo elétrico, campo magnético, campo gravitacional, luz, ondas de rádio, raios X, ou outros tipos de radiação bem como outros campos e a denominada energia escura. Pode também estar sendo atravessado pelas partículas não materias mediadoras das interações. O vácuo possui energia e suas flutuações quânticas podem dar orígem à produção de pares de partícula e anti-partícula. O vácuo é, pois, uma entidade física, e não apenas um conceito.

O conceito de vazio seria de um espaço em que não houvesse nem matéria, nem campo e nem radiação. Mas no vazio haveria ainda o espaço, isto é, a capacidade de caber algo, sem que houvesse. O vazio não existe no Universo, pois todo o espaço, mesmo que não contenha matéria, é preenchido por campo gravitacional, outros campos e pela radiação que o atravessa, de qualquer espécie.

O conceito de nada refere-se à inexistência de qualquer coisa. No nada não existe nem o espaço, isto é, não há coisa alguma e nem um lugar vazio para caber algo. O conceito de nada inclui também a inexistência das leis físicas que alguma coisa existente obedeceria, dentre elas a conservação da energia, o aumento da entropia e a própria passagem do tempo. Sendo o espaço o conjunto dos lugares, isto é, das possibilidades de localização, sua inexistência implica na impossibilidade de conter qualquer coisa. Isto é, não se pode estar no nada. O nada é, pois, um não-lugar. Da mesma forma, sendo o tempo algo que decorre do movimento daquilo que existe, no nada não há decurso de tempo.

Fontes:
O Nada Nada É - 1: Bill Pratt ThoughQuestionAnswered (traduzido)
O Nada Nada É - 2: Bruno® YahooRespostas
 

A Arqueologia, a Bíblia e o Argumento do Silêncio

Por muito tempo, Pôncio Pilatos foi considerado uma figura não histórica pelos que rejeitam o testemunho bíblico. Achados arqueológicos no início da década de 60, porém, confirmaram a historicidade do oficial romano como prefeito da Judéia. A ideia básica por trás de um argumento do silêncio (argumentum ex silentio) é a de que a ausência ou “silêncio” de algo demonstra a verdade de certa proposição ou conclusão (no caso de Pilatos, por exemplo, o raciocínio equivocado era: “se não há registro arqueológico de pessoa X, então essa pessoa nunca existiu, é um mito”). 

Como é possível construir virtualmente qualquer argumento baseado no silêncio, torna-se fácil e “conveniente” elaborar esse tipo de argumento nas mais variadas circunstâncias. Assim, no que se refere à Bíblia, nomes como Abraão, Davi, Salomão, Daniel, Belsazar e muitos outros - assim como cidades como Babilônia, Sodoma, Gomorra e até mesmo Nazaré - já foram e ainda são muitas vezes envolvidos, de alguma forma, em algum tipo de argumento do silêncio.

Um antigo editorial do Institute for Biblical Archeology revela, porém, por que, em se tratando da arqueologia  – e especialmente da arqueologia bíblica-, o argumento do silêncio não se mostra uma boa ideia. 

                          ARGUMENTOS DE SILÊNCIO ARQUEOLÓGICO

A recente descoberta do Prof. Krahmalkov de listas-mapas egípcias que apoiam a precisão histórica do Êxodo e da Conquista de Canaã destruiu um argumento poderoso usado por “rejeicionistas” críticos da Bíblia contra a exatidão histórica do Antigo Testamento.

O argumento que esses críticos levantavam contra o Antigo Testamento era o de  que uma vez que não havia nenhuma evidência arqueológica para a existência de três principais cidades antigas [Dibom, Hebrom e Quisom] durante a última Idade do Bronze, então as histórias do Antigo Testamento de Moisés, Josué e Débora não eram historicamente corretas, um argumento baseado no “silêncio” arqueológico.
Krahmalkov mostrou, a partir de evidências epigráficas egípcias, que essas três cidades-chave antigas existiam durante a última Idade do Bronze [1560-1200 a.C].
A descoberta de Krahmalkov aponta para o perigo muito real de fazer afirmações com base em argumentos do silêncio arqueológico.

Os não-arqueólogos é que são freqüentemente mais impressionados com o silogismo arqueológico defeituoso usado por críticos da Bíblia como segue:

  • Nenhuma evidência arqueológica foi encontrada para um determinado período da história em um determinado sítio.
  • A Bíblia diz que este local foi habitado durante este mesmo período da história.
  • Portanto, a Bíblia é historicamente incorreta.

O maior problema com este silogismo defeituoso é a primeira proposição. A ausência de evidência arqueológica pode ser – e muito frequentemente é – causada por uma variedade de razões, não relacionadas ao fato histórico.

Primeiro, os arqueólogos só escavam uma área muito limitada de um sítio. Contrariamente à crença comum entre os leigos, mesmo a cidade antiga mais bem escavada teve menos de 5% de sua superfície explorada. E leva anos de trabalho – e, normalmente, várias equipes arqueológicas – para escavar esses 5%.

Se arqueólogos selecionam bem seus locais de escavação, eles podem obter muitas informações desses 5% que eles escavam. Mas, com 95% desses bem escolhidos lugares como Jericó, Jerusalém, Hazor e Hebrom ainda não escavados, é muito perigoso colocar muito peso sobre a ausência de informações arqueológicas de um determinado período. E a grande maioria dos sítios arqueológicos do Oriente não foram “bem escavados.”

Na verdade, a maioria dos sítios não têm tido nenhum trabalho arqueológico feito neles. Um arqueólogo estima que menos de 1/10 de um por cento dos estratos arqueológicos em locais arqueológicos conhecidos no Oriente Médio foi escavado. Outro arqueólogo afirmou em uma palestra, cerca de 8 anos atrás, que, no Iraque, 850 sítios antigos foram identificados. Segundo ele, desses 850 sítios, apenas 50 tinham qualquer tipo de escavação, boa ou ruim, em andamento. Dos 50 escavados, apenas 5 foram completamente escavados.
Três anos depois dessa palestra, os arqueólogos iraquianos encontraram 62 quilos de jóias de ouro em túmulos reais em uma das cinco cidades bem escavadas que tinha sido mencionada!!!!

Em outras palavras, um estrato pode parecer estar faltando em um sítio apenas porque o trabalho arqueológico nesse lugar ainda não foi concluído.

Segundo, há várias outras boas razões por que um estrato arqueológico pode estar ausente em um sítio de uma escavação, razões que nada têm a ver com a questão de povos antigos terem ou não realmente habitado um determinado sítio em um determinado período da história. Por exemplo, observe as seguintes razões por que um estrato pode estar faltando no sítio de uma escavação arqueológica em particular:

  • O foco da cidade pode ter se deslocado de um lado do sítio para outro, ou a cidade pode ter diminuído em tamanho por um período de tempo. Isto pode causar a falta de um estrato de um sítio em uma área e esse estrato ainda existir em outro sítio nessa mesma área.
  • A localização de uma cidade antiga pode ter mudado para outro local próximo. Por exemplo, a Jericó no Antigo Testamento, a Jericó do Novo Testamento e a Jericó moderna estão todas em locais diferentes na mesma área básica.
  • Construções posteriores em um campo podem destruir ou mover a evidência do estrato que falta. Cidades antigas eram frequentemente destruídas e reconstruídas. Antigos trabalhadores da construção civil  limpavam e nivelavam um sítio antes de reconstruí-lo. Consequentemente, material arqueológico completamente ausente em um sítio pode ser achado em abundância em outro sítio, que era usado como aterro. Este fato é bem conhecido dos arqueólogos.

E, terceiro, um estrato arqueológico pode também aparentar estar em falta no local de uma antiga cidade pelas seguintes razões adicionais:

  • A estratigrafia do local foi mal interpretada ou mal datada pelos arqueólogos. Alguns arqueólogos muito influentes no passado fizeram isso com os estratos que encontraram. Embora isso seja menos comum hoje em dia, continua ainda a ser um problema. Observe, por exemplo, o erro de datação de Kathleen Kenyon em relação aos estratos de Jericó. Também deve ser notado que as ideologias e teorias continuam a desempenhar papéis importantes na datação de estratos.
  • O campo foi mal identificado. Há muito poucos mapas antigos, dando a localização exata das cidades antigas. Não é incomum que arqueólogos modernos discordem sobre a identificação de um determinado campo. A identificação de alguns locais muito importantes – a cidade bíblica de Ai, por exemplo – é ainda altamente debatida.

Qualquer uma das razões dadas acima pode explicar por que um estrato está faltando no local de uma determinada escavação. Uma vez que estes fatos são bem conhecidos dos arqueólogos, estudiosos da Bíblia e historiadores, é hora de parar de basear conclusões supostamente acadêmicas em argumentos baseados no silêncio arqueológico. Argumentos baseados no silêncio arqueológico são, na melhor das hipóteses, muito fracos; na pior das hipóteses, beiram a desonestidade intelectual.

Extraído de ARCHEOLOGY NEWS DIGEST (IBA)
Leia mais sobre a Arqueologia e a Bíblia (Dr. Rodrigo Silva) aqui.

Darwin: Retrato de um Gênio?

Darwin Portrait of a Genius.jpeg

O eminente historiador britânico e autor de vários best-sellers, Paul Johnson, acaba de publicar um livro que está provocando reações histéricas em muitos darwinistas. Sobre Johnson, diz a Wikipedia:

No campo da História, Paul Johnson emerge como a grande figura das três últimas décadas, ocupando com justiça um espaço que pertencera a Churchill. A produção intelectual de Paul Johnson não tem paralelo recente. Nascido em 1928 na Inglaterra, ele até hoje utiliza a máquina de escrever. Assim mesmo, produz alentados volumes de História, numa velocidade alucinante que já o levou a publicar mais de 35 livros, sem contar milhares de artigos e ensaios em revistas e jornais do Reino Unido e dos Estados Unidos. Ainda hoje, com mais de 70 anos, publica semanalmente um artigo no The Spectator e colabora regularmente com o jornal The Daily Mail.

O livro em questão é Darwin – Portrait of a Genius – Darwin: Retrato de um Gênio (ainda não traduzido em português; as citações diretas que aparecem nesta postagem são versões deste blogue; o texto da “review” que segue, acrescido de pequenas adaptações, é de Michael Flannery).

Mas o que há de “errado” com a obra de Jonhson?

O trabalho de Johnson não é propriamente uma biografia, mas a avaliação, do ponto de vista de um historiador, da moderna teoria da evolução e do homem por trás dela.  Tem a forma não de um relato exaustivo da vida e obra de Charles Darwin, mas sim de um ensaio, um ensaio de 151 páginas, para ser preciso. Há muito valor em um trabalho deste tipo. Afinal, [... ] a opinião de um historiador considerado experiente sobre a importância e o impacto da teoria da evolução de Darwin, despojada de minúcias, tem valor real.

Como enfatiza Johnson, Darwin produziu uma explicação para a diversidade da vida (descendência comum por meio de seleção natural) que foi transformadora no modo como as pessoas viam a si mesmas e o mundo. Era uma ideia para o seu tempo. Desde a sua publicação em 24 de novembro de 1859, “A Origem das Espécies” rapidamente tornou-se o volume de leitura obrigatória para grande parte da Inglaterra, e não apenas para a elite.

A aquisição de 500 cópias pela Biblioteca Circulante de Mudie (uma encomenda extraordinariamente grande) ajudou a apresentar Darwin à classe média em ascensão. Na verdade, Johnson observa corretamente que a entusiástica aquisição e distribuição de “A Origem” por Mudie foi crucial para o selo de aprovação da sociedade.

Apesar da popularidade da magnum opus de Darwin, Johnson explica ainda que sua teoria completa está, na realidade, contida nos três livros. Primeiro, é claro, veio “A Origem” – On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life (o seu melhor livro, uma sucinta e acessível exposição de sua teoria), depois, em 1871, A Descendência do Homem - The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex (a conexão explícita de seus princípios evolutivos com a humanidade) e, finalmente, um ano depois, A Expressão da Emoção em Homens e Animais – The Expression of the Emotions in Man and Animals (uma compilação estranha cujo objetivo era fornecer “evidências” de que o homem era diferente do animal em grau, não em tipo). Onde “A Origem” obteve sucesso, ”A Descendência do Homem” e ”A Expressão da Emoção” falharam. A forma como Darwin lidou com os atributos humanos foi superficial e, ao comparar a humanidade com outras espécies, foi muitas vezes ingenuamente antropomórfico.

Grande parte do livro consiste de “divagações sem qualquer valor científico” (p. 105), enquanto outras partes só serviram para justificar estereótipos raciais. A abordagem de Darwin à seleção sexual, quando aplicada ao Homo sapiens, foi paternalista e patriarcal. A razão por que “A Descendência” foi uma produção tão inferior, Johnson observa, é que Darwin era um antropólogo fraco. Ele “não trouxe à sua observação dos seres humanos o mesmo cuidado, a objetividade, a notação aguda e a calma que sempre mostrou quando estudava as aves e criaturas do mar, insetos, plantas e animais. Ele precipitou-se em conclusões e deu crédito a historietas” (p. 29). O livro de Darwin “A Expressão das Emoções” não foi melhor: uma estranha coleção de extrapolações das reações de animais para as emoções humanas, aumentada com “fotos de histéricos, lunáticos, selvagens e outras interessantes imagens documentais” (p. 102).

Dois pontos importantes feitos por Johnson: primeiro, ele liga a teoria de Darwin aos aspectos mais inconvenientes do darwinismo social. Não é que Darwin seja pessoalmente responsável por isso, mas o livro propõe uma idéia que ganhou vida própria. Como Johnson coloca:

“A Origem” é um livro que, com total sucesso, incorpora uma ideia empolgante e teve um impacto devastador intelectual e emocional sobre a sociedade mundial. A palavra devastador é correta: destruiu muitas  suposições confortáveis, abrindo assim espaço para que novos conceitos e ideias surgissem  em quase todos os assuntos. Ele agiu como uma força da natureza em si, e até o final de janeiro de 1860, quando a segunda edição se esgotou, tinha ido muito além do controle de Darwin” [pp. 130-131].

A ideia de Darwin de vida emergente da atividade totalmente aleatória da seleção natural impulsionada por acaso e necessidade (enfatizando a criação doméstica como um exemplo primário e prova deste processo) abriu o caminho para a eugenia, esterilizações forçadas e até mesmo para a “higiene racial” da Alemanha nazista. Richard Weikart escreveu em profundidade sobre esses temas nos livros ”From Darwin to Hitler” (De Darwin a Hitler) e Hitler’s Ethic (A Ética de Hitler), mas Johnson também aborda a influência do darwinismo social (direta ou indireta) sobre o pensamento de Mao Tse-tung, Stalin e Pol Pot, entre outros.

Quanto aos efeitos trágicos do darwinismo social na América, basta ler os comentários de Samuel J. Holmes em 1939 para verificar a influência da eugenia americana às vésperas da expansão nazista e sua conexão darwiniana. Harry Bruinius estimou que esterilizações forçadas de “inaptos” nos Estados Unidos durante os anos pré-Segunda Guerra Mundial podem ser modestamente estimadas em 65.000.  Harry Laughlin, nascido em Iowa, se tornaria o líder eugenista dos Estados Unidos, e seu entusiasmo pelo “melhoramento racial” foi igualado apenas por sua admiração pela Alemanha em perseguir este objetivo. Não foi por mero capricho que a Universidade de Heidelberg lhe concedeu um doutorado honorário por suas contribuições à “higiene racial” em 1936 (ver Bruinius, Better for All the World: The Secret History of Forced Sterilization and America’s Quest for Racial PurityMelhor para Todo o Mundo: A História Secreta da Esterilização Forçada e Busca da América pela Pureza Racial).

Apologistas de Darwin podem externar reações indignadas, mas não podem refutar esses tristes fatos. Sua reação, no entanto, é esperada. Essa é a resposta de ideólogos quando confrontados com a exposição do evangelho de seu santo padroeiro favorito e de suas consequências. Para estes, a segunda “ofensa” de Johnson é objetar corretamente “ao entusiasmo dos fundamentalistas darwinistas, que ao longo das últimas décadas têm procurado dar a Darwin um status quase divino e atacar aqueles que o submetem, bem como seu trabalho, ao escrutínio crítico contínuo, o que é a essência da verdadeira ciência. Darwin foi o primeiro a admitir suas limitações, e. . . elas eram numerosas e, por vezes, importantes.” [p. 150].

Há no livro algumas falhas em relação a detalhes sobre Alfred Russel Wallace, à suposta oposição de Darwin a vacinação, entre outras, mas, apesar destes erros, os poderes analíticos de Johnson estão no seu melhor quando avalia o impacto da teoria de Darwin sobre a sociedade e, de fato, sobre o próprio Darwin. Discípulos de Darwin podem lamentar a conexão tanto quanto quiserem, mas o mundo materialista dirigido pelo acaso, inaugurado por seu herói de Down House, teve conseqüências humanas devastadoras. “No século XX,” Johnson conclui, “é provável que mais de 100 milhões de pessoas tenham sido mortas ou tenham morrido de fome como resultado de regimes totalitários infectados com variedades de darwinismo social” (p. 136).

Em um nível pessoal, a teoria da evolução que Darwin passou grande parte de sua vida promovendo – a sua “criança” -  pesou sobre ele nos últimos anos. O “gênio” de Darwin veio de seus poderes de observação, não da sua capacidade de pensar abstratamente e profundamente. Johnson observa que Darwin “deliberadamente fechou os olhos às últimas conseqüências de sua obra, em termos da condição humana e do propósito da vida ou da ausência deste propósito. Embora às vezes, em suas obras publicadas, ele colocasse uma frase reconfortante, suas opiniões privadas tendiam a ser sombrias” (pp. 144-145). Não é surpreendente que o seu “buldogue defensor” Thomas Henry Huxley também tivesse que lidar com a questão da moralidade numa natureza cega, sem propósito. O niilismo atormentou a ambos.

Os revisores que insistem que o trabalho de Johnson é “ridículo” (entre outros “elogios”) estão errados. É um livro que segue alguns estudiosos corajosos e excelentes como Jacques Barzun, Gertrude Himmelfarb, R. F. Baum, Stanley Jaki, Phillip Johnson e Benjamin Wikerem, os quais sugerem que a teoria da evolução de Darwin é construída sobre premissas questionáveis ​​e teve um efeito deletério sobre cada sociedade que ela tenha tocado. Os fundamentalistas darwinianos não gostam de admitir isso, mas mais de 20 anos depois do lançamento de Darwin on Trial (Darwin no Banco dos Réus), do advogado Phillip Johnson, o questionamento incessante continua. Desta vez, um Johnson diferente examina a testemunha. “Darwin: Retrato de um Gênio” certamente recebeu este título em um espírito de ironia, mas ainda assim representa um resumo valioso e interessante para uma opinião minoritária em constante expansão.

O Professor Michael Flannery é autor de “Alfred Russel Wallace: Uma Vida Redescoberta” (Discovery Institute Press) e outros livros.

Fonte: EvolutionNews

A Palavra da Fé e a Fé da Palavra

A Bíblia é uma perfeita literatura artística e espiritual. Ao estudarmos a Bíblia sem preconceitos e mente aberta, colocamos em xeque nosso modo de viver, passamos a duvidar de que temos a resposta humana para tudo e começamos a compreender o significado da vida.

Então, tudo está explicado? Não. Muitas vezes, gostaríamos que certos pontos da Bíblia fossem mais claros e diretos, gostaríamos de ver um “x” marcando a alternativa correta para que ninguém interpretasse diferente.

Não é assim tão fácil. Aliás, não é difícil enxergar a Bíblia como a palavra de fé. O que precisamos mesmo é ter fé na Palavra.

Em João 5:39, vemos Jesus dizendo: “Examinais as Escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas que testificam de Mim”. Muitos de nós examinamos, pesquisamos e estudamos a Bíblia buscando achar um erro histórico, uma incoerência textual. E é possível encontrar o que se quer: a falha gramatical, a dúvida factual, a vida eterna.

No verso 40, Jesus adverte: “Mas não quereis vir a Mim para terdes vida”. Sem desprezar as perguntas, as dúvidas e o espírito científico, afinal, os pioneiros da igreja inquiriam e estudavam arduamente a Bíblia a fim de encontrar respostas, nós também não podemos baixar os olhos para examinar a Palavra e deixar de encontrar o Cristo que ela apresenta.

Para muitos, a Bíblia é letra morta. Mas para outros, ela contém o Cristo vivo. Tua Palavra é luz, Tua Palavra é paz, Tua Palavra é vida ao meu coração.

Fonte: Joêzer Mendonça (Nota na Pauta

Sexo: a Verdade Nua e Crua

 
 
Josh McDowell é autor de muitos livros na área de apologética cristã e teologia, e muitos desses livros me ajudaram quando da minha transição do darwinismo para o criacionismo bíblico. Justamente por isso, fiquei surpreso quando um amigo me indicou o livro A Verdade Nua e Crua (CPAD), escrito por McDowell e Erin Davis. “Josh escrevendo sobre sexo?”, pensei, com certa estranheza. Claro que nada o impedia de escrever sobre isso, mas o que me deixou empolgado foi imaginar Josh usando toda a capacidade argumentativa dele para tratar de um tema dominado pelo relativismo e pela desinformação. Mais do que depressa, comprei o livro e li-o em poucas horas (sim, o livro é pequeno; tem apenas 150 páginas). Não me decepcionei. É apologética aplicada aos relacionamentos e à sexualidade, com informações consistentes e argumentos imbatíveis – a menos que o leitor persista na teimosia e resolva colher as consequências da atitude “nada a ver” assumida por muitos jovens. Mas, se você é mais sensato que isso e se preocupa com sua saúde espiritual, sexual, relacional e física, não deve deixar de ler o livro e colocar seus conselhos em prática.
 
Outro detalhe me deixou muito feliz ao conhecer A Verdade Nua e Crua: muitas das informações que ele traz sobre a neuroquímica cerebral relacionada com o sexo eu só havia encontrado num livro ainda não traduzido para o português (confira minha resenha aqui). Tá certo que Hooked (o ótimo livro a que me refiro) é ciência pura do começo ao fim e explica detalhadamente o funcionamento de neurotransmissores como a ocitocina, a vasopressina, a dopamina e a noradrenalina, mas o livro de Josh não deixa por menos, dispensa os detalhes que provavelmente cansariam o leitor “médio” e extrai a essência das pesquisas científicas. Enfim, traz o suficiente para convencer muitos céticos e gente que anda em cima do muro, quando o assunto é sexo.
 
A Verdade Nua e Crua tem 39 capítulos que, na verdade, são respostas breves a perguntas relacionadas a amor, sexo e relacionamento. Logo de início, os autores afirmam que “o mundo reconhece que há fortes razões para se abster do sexo, mas Deus não nos chama apenas à abstinência. Ele nos chama à pureza. [...] [E] pureza é uma virtude. Não é simplesmente a escolha de evitar o sexo. É um compromisso de viver de acordo com o projeto de Deus. Pureza significa dizer não ao sexo, mas só para que você possa experimentá-lo no relacionamento de amor conjugal que Deus criou” (p. 15, 16).
 
No capítulo 2, os autores procuram mostrar que a Bíblia tem uma visão positiva do sexo. Citam Provérbios 5:19, em que Salomão fala sobre um encontro físico que satisfaz e inebria; citam também o livro de Cantares, repleto de descrições sensuais de cenas de amor entre um homem e uma mulher; e Paulo, que recomenda o sexo com frequência entre pessoas casadas. Assim, “os versículos que costumam retratar o sexo sob um aspecto negativo de fato não são sobre sexo. Estão relacionados ao mau uso do sexo fora do projeto de Deus. [...] Deus não é contra o sexo. Ele é tão a favor disso que deseja que todo homem e toda mulher experimentem o sexo de acordo com Seu projeto original” (p. 18, 19).
 
No capítulo 3, os autores falam do “hormônio do amor”, a ocitocina, neurotransmissor liberado pelo cérebro durante o ato sexual e/ou intimidades físicas, e que produz sentimentos de empatia, confiança e profunda afeição. “O propósito é criar um profundo laço ou vínculo humano”, explicam. “Mas há um detalhe”, completam. “Pesquisas provam que o projeto de Deus para a intimidade alcança seu melhor entre marido e mulher, sem outros parceiros sexuais.”
 
Exemplo citado pelos autores: um levantamento da Universidade de Chicago revelou que casais monogâmicos casados registram os níveis mais altos de satisfação sexual. Segundo o levantamento, 87% de todos os casais monogâmicos casados relataram que são “extremamente” ou “muito” satisfeitos com seu relacionamento sexual, e 85% se declararam “extremamente” ou “muito” satisfeitos emocionalmente. “Em outras palavras, a ocitocina está fluindo no cérebro de muitos casais casados!” (p. 22). Josh e Erin destacam ainda que os menos satisfeitos física e emocionalmente são os solteiros e casados que têm vários parceiros sexuais. “Quando esperamos até o casamento para fazer sexo, estabelecemos um nível de intimidade inigualável” (p. 22). Talvez por isso o número de separações seja maior entre casais cujas mulheres tiveram vida sexual ativa antes do matrimônio.
 
Conclusão do capítulo: “Mulheres que iniciam precocemente a atividade sexual e aquelas que têm vários parceiros são menos satisfeitas na vida sexual do que as mulheres que se casam com pouca ou nenhuma experiência sexual. O jornal USA Today chamou essa pesquisa de ‘vingança das senhoras da igreja’” (p. 23).
 
O órgão sexual mais poderoso
 
No capítulo 6, Josh e Erin falam um pouco mais do órgão sexual mais poderoso, o cérebro. Segundo eles (baseados em amplas pesquisas), o “cérebro não se torna automatizado para fazer escolhas rápidas e prudentes sobre sexo até que você esteja na faixa dos vinte anos. Neurocientistas descobriram que o cérebro de adolescentes ainda estão amadurecendo em outras áreas também. Uma das últimas partes do nosso cérebro a amadurecer é o sistema responsável por juízos sensatos e [por] acalmar emoções descontroladas. É chamada de córtex pré-frontal. [...] O sistema límbico [local em que ficam as emoções brutas] lida com urgências e desejos. Só o córtex pré-frontal é capaz de fazer escolhas coerentes com base em consequências futuras. Pense sobre isso desta forma: se o sistema límbico é um leão faminto, o córtex pré-frontal é um domador de leões bem treinado” (p. 33, 34).
 
Os autores reafirmam que “a mudança de funcionamento do sistema límbico para o córtex pré-frontal não costuma estar completa até os 25 anos [...], mas jovens nesse estágio de desenvolvimento estão tomando decisões sobre sexo que terão consequências para o resto de suas vidas. [...] [Não é à toa] que quase dois terços dos estudantes sexualmente ativos gostariam de ter esperado” (p. 34).
 
Essa informação mostra que os adolescentes precisam do aconselhamento de adultos nos quais eles possam confiar. E quando esses adultos devem ter se mostrado dignos dessa confiança? Exatamente na infância desses adolescentes. Família é tudo!
 
A mídia, de modo geral, não está nem aí para essas coisas (como também não está para os riscos do álcool, por exemplo). Fala apenas em “sexo seguro” com preservativos (Josh voltará a esse assunto mais à frente). Mas “ninguém desenvolveu um preservativo para a mente. Só Deus é capaz de proteger nosso órgão sexual mais poderoso até que tenhamos aquele relacionamento no qual somos capazes de desfrutar plenamente os prazeres mentais, emocionais e físicos que o sexo pode dar” (p. 35).
 
No capítulo 7, os autores aprofundam o tema da neuroquímica. Eles explicam que “o cérebro feminino recebe altas doses de ocitocina sempre que há toque e abraços. A vasopressina é um hormônio que faz a mesma coisa no cérebro masculino [isso é tratado em profundidade em Hooked]. No contexto de um relacionamento de amor e compromisso, o cérebro libera níveis crescentes de ocitocina e vasopressina para manter a segurança dos laços emocionais. Deus projetou nosso corpo para reagir fisicamente à intimidade em longo prazo, e essa resposta acontece no cérebro [permita-me um testemunho: depois de 15 anos de casados, minha esposa e eu experimentamos muito mais intimidade hoje do que antes; cada ano que passa o casamento fica mais gostoso]. Quando trocamos de parceiros continuamente, os níveis de ocitocina diminuem e o cérebro não funciona como esperado na liberação de ocitocina. Atividade sexual promíscua gasta a produção de vasopressina no cérebro masculino, tornando os homens insensíveis ao risco de relacionamentos de curto prazo. Sexo casual, sem compromisso, pode mudar seu cérebro literalmente no sentido químico” (p. 37). Ou seja, pessoas que não se preservam para o casamento ou que mantêm múltiplos relacionamentos prévios (“ficam”) estão prejudicando o futuro relacionamento com a pessoa com quem decidirão passar o resto da vida.
 
No contexto da química cerebral relacionada ao sexo, além da ocitocina e da vasopressina, há também o hormônio do “bem-estar” chamado dopamina (depois a gente fala da noradrenalina). “Se a ocitocina é a substância que nos diz que estamos apaixonados, a dopamina diz: ‘Preciso de mais!’ Pesquisadores detectaram níveis elevados de dopamina no cérebro de casais recém-apaixonados. A dopamina estimula o desejo provocando uma torrente de prazer no cérebro” (p. 37).
 
Só que a dopamina é “neutra”. Ela é liberada, independentemente de a causa ser construtiva/correta ou destrutiva/incorreta. Ela age como uma droga e o cérebro sempre vai pedir mais. Daí por que Salomão fala em “embriaguez” com a esposa (Pv 5:19). Se o sexo for praticado unicamente com o cônjuge, o(a) companheiro(a) fica literalmente “viciado” no cônjuge. Mas e se não for?
 
Josh e Erin explicam: “Cada vez que você passa para outro relacionamento, precisa ter um pouco mais de contato sexual a fim de satisfazer o desejo do seu cérebro por dopamina [motivo pelo qual geralmente em um novo relacionamento as intimidades partirão de onde foram interrompidas no relacionamento anterior], e o efeito dos laços emocionais começa a se desestabilizar. Além disso, pelo fato de a dopamina provocar uma intensa sensação de prazer, casais sexualmente ativos com frequência substituem os sentimentos de afeição por essa sensação de excitação. Seus relacionamentos se deterioram rapidamente quando começam a buscar mais dopamina em vez de verdadeira intimidade” (p. 37, 38).
 
Assim, vale a pena esperar e se preservar porque, “quando o sexo é reservado para o casamento, nosso cérebro ainda recebe doses de substâncias neuroquímicas que tornam o sexo tão excitante, e nosso cérebro pode, então, processar essas substâncias [ocitocina, vasopressina e dopamina] de maneira a promover relacionamentos e reações saudáveis” (p. 38).
 
Lembra-se da noradrenalina? Se a ocitocina e a vasopressina são “substâncias do amor” e a dopamina do prazer, a noradrenalina é a “substância da memória”. Quando experimentamos algo muito emocional e sensorial, a noradrenalina é liberada pelo cérebro e fixa essa recordação na memória. “Como os encontros sexuais são bastante emocionais e sensoriais, seu cérebro responde com uma dose dessa substância e fixa cada experiência em sua mente”, explicam os autores. E afirmam ainda que, “quando não esperamos até o casamento para fazer sexo, trazemos mentalmente nossos outros parceiros sexuais para o leito conjugal” (p. 39), tornando difícil obedecer à recomendação de Hebreus 13:4.
 
O perigo real das DSTs
 
Os capítulos 8 a 18 tratam de um tema delicado e extremamente preocupante: o aumento da incidência das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e suas consequências devastadoras. É para assustar mesmo, porque a mídia popular – mais uma vez – tenta colocar panos quentes sobre um tema grave, com a desculpa de que as pessoas têm mais é que “curtir” a vida. Filmes, novelas, livros e revistas ensinam um estilo de vida desregrado e glamourizam isso, sem mostrar o que acontece depois, com uma frequência muito acima do que as campanhas pelo “sexo seguro” estão dispostas a admitir.
 
Vamos aos fatos: “Nos anos 1960, médicos tratavam de duas principais DSTs – sífilis e gonorreia. Essas duas doenças podiam ser curadas com uma vacina. Hoje, os médicos reconhecem 25 DSTs principais, das quais 19 não têm cura. Nos anos 1960, um em cada 60 adolescentes sexualmente ativos contraia uma DST. Por volta dos anos 1970, esse número passou para um em cada 47. Hoje, um em cada quatro adolescentes sexualmente ativos está infectado” (p. 40). É isto mesmo o que você leu: um em cada quatro! E mais: “Em dois anos a partir de sua primeira relação sexual, metade dos adolescentes são infectados com pelo menos um das três DSTs comuns” (p. 40).
 
A DST mais comum é o HPV, ou papiloma vírus humano, transmitido facilmente e nem sempre evitado por preservativos. O dado estarrecedor é que 80% por cento de todas as mulheres terão HPV quando estiverem com 50 anos e 70% dos homens envolvidos sexualmente contraem HPV. Nos últimos cinco anos, o HPV matou mais mulheres do que a aids, geralmente em decorrência do câncer do colo uterino – e o número de mortes causadas por esse tipo de câncer tem aumentado assustadoramente entre mulheres jovens. Além disso, estima-se que 30 a 40% dos partos prematuros e mortes de bebês resultam de DSTs. “Se você escolher fazer sexo fora do casamento durante a adolescência, seu risco de infecção é de pelo menos 25% a cada ano. Se tivesse pelo menos uma chance em quatro de ser atingido por um raio, ninguém sairia durante uma tempestade” (p. 62). Sexo seguro?
 
No capítulo 11 são apresentadas correlações entre DSTs e adolescência, isso porque dois terços de todas as DSTs ocorrem com pessoas abaixo dos 25 anos; de cada cinco norte-americanos com HIV, três foram infectados na adolescência; os adolescentes são dez vezes mais suscetíveis do que adultos à doença inflamatória pélvica (DIP); em 2005, 50% dos casos de clamídia era em adolescentes; em 2002, a gonorreia era doença infecciosa mais registrada entre pessoas de 15 a 24 anos.
 
Mas por que os adolescentes são tão suscetíveis às DSTs? Para Josh e Erin (baseados em pesquisas), são duas as respostas: biologia e comportamento.
 
As razões biológicas para a alta susceptibilidade dos jovens em relação às DSTs estão relacionadas especialmente às mulheres. “No revestimento do colo uterino, uma jovem tem grande quantidade de células chamadas ‘células colunares’. Essas células estão expostas ao longo de todo o revestimento do colo uterino. À medida que a jovem cresce, essas células colunares são cobertas por células epiteliais escamosas. Essas células começam a formar camadas e, por fim, cobrem completamente as células colunares. Mas esse processo não está completo até que a mulher esteja em torno dos 25 anos” (p. 50, 51). Mas qual é o problema? Este: as células colunares são muito receptivas (como uma esponja) e qualquer doença que entrar em contato com elas acabará se fixando ali (as células colunares são mais de 80% mais receptivas a infecções do que as células epiteliais escamosas).
 
Assim, “uma garota de 15 anos tem uma em oito chances de desenvolver doença inflamatória pélvica (DIP) simplesmente fazendo sexo, ao passo que uma mulher de 24 anos tem apenas uma chance em oitenta na mesma situação. [...] Em geral, uma adolescente é 80% mais vulnerável a contrair DST do que alguém acima dos 25 anos” (p. 50, 51). E, para piorar, as adolescentes tendem a escolher parceiros sexuais mais velhos que, teoricamente, tiveram outras experiências sexuais com mais probabilidade de estar infectados (mais de 87% dos casos de DSTs não apresentam sintomas).
 
Pelo que se pode ver, a mulher frequentemente sai em maior desvantagem quando o assunto é sexo promíscuo. Ela deveria, portanto, ser mais firme e dizer não, levando em conta tudo o que está em jogo, no presente e no futuro. E o homem com H maiúsculo também deve dizer não, a fim de proteger a pessoa a quem ama (mesmo que ainda nem conheça essa pessoa).
 
Josh e Erin apontam uma “coincidência” interessante: as mudanças no colo do útero de uma mulher acontecem na mesma fase da vida em que o cérebro passa do sistema límbico (emoções brutas) para o córtex pré-frontal (tomada de decisões morais). “Está claro que Deus nos preparou para o máximo do sexo quando esperamos pelo seu tempo” (p. 51), concluem.
 
Além de a suposta proteção dos preservativos ser isto mesmo: suposta (já que eles não protegem assim tão eficazmente contra as DSTs), “não há um preservativo ou anticoncepcional no mercado que possa protegê-lo da influência do sexo em seu corpo, cérebro ou coração. Deus deseja nos dar segurança verdadeira com Seu projeto sem sexo fora do casamento. Somente o plano divino para sua vida sexual oferece 100% de proteção. [...] Abstinência antes do casamento e fidelidade durante o casamento são as únicas formas de garantir que você não será infectado por uma DST” (p. 55, 70).
 
O ex-cirurgião geral Everett Koop disse para Josh: “Você precisa adverti-los [os jovens] de que [a promiscuidade entre adolescentes] é algo assustador. Hoje, se você mantiver relações sexuais com uma mulher, não está se relacionando apenas com ela, mas com cada pessoa com quem essa mulher possa ter mantido relações sexuais nos últimos dez anos [muitas DSTs podem ficar incubadas por esse tempo], e com todas as pessoas com quem elas se relacionaram” (p. 86).
 
Por isso, embora isso pareça fora de moda, os pais devem orientar seus filhos a não namorar muito cedo. “Pesquisas provam que quanto mais cedo os jovens começam a namorar, mais são propensos a se tornarem sexualmente ativos” (p. 117). Veja só:
 
- Entre os que começam a namorar aos 12 anos, 91% fizeram sexo antes de concluir o ensino médio.
 
- Dos que retardaram o namoro até os 15 anos, 40% perderam a virgindade no ensino médio.
 
- Dos que esperaram até os 16 anos para começar a namorar, apenas 20% fizeram sexo antes da graduação.
 
No capítulo 13, os autores mencionam duas histórias tristes e representativas. Uma delas é a da menina que foi sexualmente ativa durante o ensino médio. Ela nunca apresentou sintomas de DST e nunca fez exames. Vários anos depois, encontrou o homem dos sonhos dela. Eles se casaram e tentaram começar uma família, mas ela não conseguia engravidar. Quando foi ao médico, a mulher descobriu que tinha DIP, causada por clamídia. Ela teve que voltar para casa e contar para o marido que eles nunca teriam filhos.
 
A outra história é de um rapaz que perdeu a virgindade aos 15 anos com uma garota a quem pensava amar. Dez anos mais tarde, ele aprendeu o que é o verdadeiro amor ao encontrar a mulher de sua vida e se casar com ela. Ela se casou virgem. Após vários anos de casados, a esposa descobriu que estava com câncer de colo do útero, provavelmente causado pelo HPV que o marido lhe havia transmitido sem saber. Embora ela tenha escolhido esperar, foi forçada a pagar um alto preço porque ele não esperou.
 
Quer se proteger e a quem você vai amar pelo resto da vida? Não pratique sexo antes do casamento. Espere por ele/ela. Depois de casado, vocês terão muitos anos de vida sexual ativa e de sexo realmente seguro, puro e intenso. Espere mais um pouco.
 
Saúde mental e pornografia
 
Como se não bastasse o perigo alarmante das DSTs, há também os riscos do sexo não marital para a saúde mental. E é sobre isso que Josh e Erin falam no capítulo 19, com mais dados impressionantes como estes:
 
- Adolescentes sexualmente ativas são 300% mais propensas a cometer suicídio do que adolescentes virgens.
 
- Meninos sexualmente ativos na adolescência são 700% mais propensos ao suicídio do que os rapazes que esperam.
 
- Mais de 25% das meninas sexualmente ativas entre 14 e 17 anos disseram que se sentem deprimidas, comparadas a 7,7% das virgens.
 
- Aproximadamente dois terços dos adolescentes que fizeram sexo dizem que desejariam ter esperado. “A culpa de ter cedido algo que não pode ser recuperado pode durar mais do que qualquer outra consequência” (p. 75).
 
A Dra. Freda McKissic Bush, do Medical Institute for Sexual Health, citada por Josh e Erin, diz que “com quanto mais pessoas você mantiver relações [sexuais], mais dificuldade terá para formar relacionamentos saudáveis no futuro, quando estiver pronto para estar com uma só pessoa” (p. 74).
 
Vale ou não a pena esperar? “O sexo após o casamento equivale à segurança. O sexo fora do casamento leva à insegurança, culpa, vergonha, depressão, desespero e sofrimento. [...] Todos os que praticam o sexo antes do casamento estão roubando de seu futuro cônjuge uma área singular de crescimento juntos como casal” (p. 75, 91).
 
Sobre a pornografia (assunto tratado no capítulo 37), os autores comentam que o prazer gerado pela contemplação de imagens pornográficas também está relacionado com a dopamina, o que acaba viciando as pessoas e fazendo com elas se tornem dependentes de mais “doses” para obter prazer. A noradrenalina agirá “prendendo” as imagens no cérebro, o que também causará problemas no relacionamento sexual com o cônjuge.
 
Assim, desde cedo é preciso haver cuidado com a exposição a imagens de conteúdo sexual. “Pesquisadores [...] observaram que adolescentes expostos a muito conteúdo sexual na TV [...] são duas vezes mais propensos a fazer sexo no ano seguinte do que os expostos a pouco conteúdo [dessa natureza]” [...], e que “a pornografia [...] induz os jovens a buscar experiências sexuais” (p. 129).
 
Resumo de todos os males: “Sexo fora do casamento expõe as pessoas a doenças; coloca-as em risco de ter filhos sem se casar; afeta de modo negativo sua capacidade de criar vínculos; e pode levar à depressão, insegurança e aumento da tendência ao suicídio. Monogamia mútua no contexto do casamento lhe dá a liberdade para desfrutar dos prazeres do sexo sem nenhuma das consequências citadas” (p. 96). Você quer livre ou escravo? Feliz ou infeliz? A escolha é sua.
 
Errei, e agora?
 
A Bíblia diz que “tudo [Deus] fez formoso em seu tempo” (Ec 3:11, grifo meu). Mas, e se você se adiantou e fez antes do tempo o que deveria ter esperado para desfrutar somente no contexto matrimonial? E se você nasceu num ambiente desfavorável e somente conheceu os princípios bíblicos depois de ter cometido erros e caído em pecado? Não há mais esperança para você? A fixação de memórias pela noradrenalina é um mal inapagável? Graças a Deus, não.
 
Em João 1:9, lemos: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (grifo meu). O primeiro passo, portanto, consiste em admitir que sua atividade sexual antes e fora do casamento é pecado. Não se trata de um “erro” ou um “deslize”. Não. É pecado. Depois é só confessar a Deus e pedir de coração a purificação.
 
Em 2 Coríntios 5:17, lemos: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (grifo meu). Quando aceita Jesus como Salvador, a pessoa renasce e deixa para trás as “coisas velhas”. Ela pode dizer como Paulo: “Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo” (Fp 3:13, 14). Claro que algumas consequências do comportamento irresponsável podem acompanhar você por toda a vida – uma doença, a esterilidade ou mesmo um filho –, mas o perdão e a purificação lhe são garantidos por Deus.
 
“Nossa cultura [evolucionista] ensina que o homem não é diferente dos animais no sentido de que o sexo é uma necessidade que precisamos satisfazer. A fim de seguir rumo à libertação do pecado sexual, é preciso entender que você não é um animal. Você foi feito à imagem de Deus (Gn 1:26), logo seu desejo por sexo não é como a experiência dos animais. Sua maior necessidade é por um relacionamento de intimidade com Deus. Essa é uma importante verdade. Se você tem procurado o sexo em vez de Deus para satisfazer sua maior necessidade, é provável que tenha enfrentado derrotas, porque está tentando suprir uma necessidade espiritual com um prazer físico. [...] Peça que Ele satisfaça os anseios do seu coração” (p. 136).
 
Leia A Verdade Nua e Crua e coloque em prática seus conselhos. Seu presente e seu futuro agradecem.
 
 
Nota: A edição em língua portuguesa de The Bare Facts, publicada pela CPAD, tem apenas um defeito: os editores se esqueceram de colocar as referências do livro. Como os autores mencionam muitas pesquisas e publicações importantes, úteis para os leitores que queiram aprofundar seus conhecimentos, esse lapso acaba sendo “grave”, infelizmente. Já comuniquei a editora sobre isso e espero que numa futura edição o problema seja resolvido.[MB]
 
Fonte:  Michelson Borges (Criacionismo)
 

A Realidade sobre o Fragmento Copta “Esposa de Jesus”: Fatos, Probabilidades e Possibilidades

Houve um grande alvoroço em torno do fragmento copta recém-descoberto, ou melhor, recentemente anunciado, que fala de Jesus como sendo casado.

[...] Mas, no final das contas, o que temos de concreto?

Seguem alguns fatos, algumas probabilidades e algumas possibilidades.

Os Fatos

1. A professora Karen King, da Harvard Divinity School, apresentou um trabalho na Associação Internacional de Estudos Coptas em Roma, na terça-feira, 18 de setembro, tornando público um fragmento de papiro que afirmava explicitamente que Jesus tinha uma esposa. Ela teve acesso a esse fragmento por meio de um proprietário anônimo, que lhe deu permissão para publicar o texto.
2. O fragmento está escrito em copta saídico,  uma língua antiga que tem raízes no século III d.C. O saídico é o dialeto mais antigo da língua copta.
3. O papiro foi usado como um meio de escrita até o século VII; por isso, se autêntico, este fragmento deve ser datado entre o terceiro e sétimo século d.C.
4. Ele menciona especificamente ‘Jesus’ pelo nome duas vezes, e faz isso de uma forma a indicar que a referência é, de fato, a Jesus de Nazaré. Isso é evidente pelo fato de que o nome  ’Jesus’ é escrito como um nomen sacro - ou  nome sagrado - à maneira de todos os manuscritos gregos do Novo Testamento, como uma abreviatura. Na segunda linha, do lado direito e abaixo, no meio da quarta linha, vemos o que parece ser “IC” em letras maiúsculas. Estas são as letras iota e sigma. Há uma linha acima das letras, indicando um nome sagrado. Esta linha supralinear indica que o leitor não deve interpretar isso como uma palavra, mas sim como uma abreviatura. Essa era a prática em cerca de 15 palavras diferentes nos manuscritos do NT, sendo  ’Jesus’ uma das primeiras palavras abreviadas dessa maneira.
5. O fragmento é um retângulo bastante claro, com falta de texto em todos os quatro lados. A parte superior do fragmento parece cortado de maneira especialmente clara, sendo quase uma linha reta. Isto é bastante atípico para papiros antigos e pode ter implicações na forma como devemos analisá-lo.
6. Jesus definitivamente diz “minha esposa” no fragmento. Ele também diz: “Minha mãe me deu a vida” e “ela será capaz de ser meu discípulo.” O antecedente de “ela” não é claro, mas provavelmente se refere à  “esposa” mencionada na seção anterior.
7. Embora a professora King tenha dado ao fragmento o nome de ”O Evangelho da esposa de Jesus”, isso é intencionalmente provocativo. Simplesmente não há material suficiente (oito linhas no anverso, algumas palavras visíveis no verso) para chamá-lo de alguma forma um evangelho, e muito menos o evangelho da esposa de Jesus! Seria mais correto chamá-lo de “O Fragmento sobre relações de Jesus” (por isso o comentário anônimo postado no site da Tyndale House [Cambridge], na quarta-feira, setembro 19, 2012), já que não há provas de que ele é um evangelho e pelo menos dois membros da família são mencionados (a esposa de Jesus e a mãe de Jesus).
8. A escrita não é nem literária (feita por um escriba profissional) nem mesmo documentária. Nem sequer parece ter sido feita com um stylus (estilete ou “caneta”), já que é muito grosseira. Em vez disso, parece ter sido ”pincelada”. Exemplos paralelos disso não são facilmente encontrados nos escritos coptas de qualquer período.
9. Será que este fragmento prova que Jesus foi casado? A resposta é um enfático não. No máximo, ele só pode nos dizer o que um grupo de “cristãos” (entre aspas) no meio do século II pensava. Mas não diz nada sobre a história verdadeira, sobre Jesus de Nazaré.
10. O fragmento tem semelhanças com o Evangelho de Tomé (apócrifo), que a maioria dos estudiosos data como sendo de meados do século II. A citação do Evangelho de Tomé, 114, é especialmente parecida com partes do texto do fragmento, o mesmo ocorrendo com outra seção do mesmo evangelho (101).  Evangelho de Tomé, 101: “Minha mãe me deu a vida verdadeira”; fragmento, anverso, linha 1: “Minha mãe me deu a vida”. Evangelho de Tomé,  114: “Simão Pedro disse-lhes:” Que Maria saia de nosso meio, pois as mulheres não são dignas da Vida “; fragmento, anverso, linha 3: “Maria é digna dela”. Mas o que deve ser mantido em mente é que no Evangelho de Tomé, 114, Jesus continua: “Eis que vou guiá-la para fazê-la macho, para que ela se torne também espírito vivo semelhante a vós, machos.”  O que quer que isto signifique, é pouco provável que seja um endosso de casamento ou até mesmo de mulheres como mulheres. A afirmação do Evangelho de Tomé, 114, é, na verdade, uma declaração politicamente incorreta que ninguém deve abraçar hoje como representando a verdadeira fé cristã.
11. A proveniência, a história e a propriedade do fragmento são desconhecidas. Isso cria uma boa dose de desconfiança por parte da comunidade acadêmica quanto à sua autenticidade.

12. Segue o que diz o texto (as lacunas indicadas com colchetes):

Anverso:
 
1. “não [para] mim. Minha mãe me deu a vi[da...”
2. os discípulos disseram a Jesus: “[
3. negar. Maria é digna de... [alguns sugerem que o correto seria: “Maria não é digna de...]”
4. …” Jesus disse a eles: “Minha esposa… [
5. ...ela  será capaz de se tornar um discípulo... [
6. Deixe os iníquos incharem... [
7. Quanto a mim, eu moro com ela de modo que... [
8. uma imagem [
 
Verso:
 
1. minha mã[e
2. três [
3. ... [
4. Diante do qual ...
5. traços de tinta ilegíveis
6. traços de tinta ilegíveis

13. Embora Maria (Madalena) seja mencionada na linha 3 e Jesus fale de "minha esposa" na linha 4, devido à  natureza fragmentada do Manuscrito não se pode determinar positivamente que Jesus está dizendo que Maria era sua esposa. Esta é uma inferência, e uma inferência provável, mas sem provas. A prova está nas porções de texto que ou não foram preservadas ou, mais provavelmente, foram cortadas por um revendedor moderno. As razões por que foram cortadas continua sendo uma questão especulativa (veja abaixo).

As probabilidades

1. Os quatro lados do fragmento sugerem que ele foi cortado desta forma, em tempos modernos, provavelmente pelo revendedor do fragmento, a fim de obter mais dinheiro de vários fragmentos recortados da mesma forma. Esta é a conclusão  a que chegou Roger Bagnall, da Universidade de Nova York. Mas isso levanta a questão: Foi este fragmento cortado por causa do resto do texto, que poderia dar um contexto em que a frase polêmica que fala da esposa de Jesus teria outro sentido que não o de  uma mulher literal? Dirk Jongkind da Universidade de Cambridge usou esta analogia como uma possibilidade: "Nós todos temos nossos exemplos favoritos daqueles sedutores anúncios publicitários da perfeita casa de férias, aqueles que conseguem fazer desaparecer aquela refinaria de petróleo no horizonte, as linhas de alta tensão, ou a rodovia que passa atrás da propriedade. Aqui temos um fragmento que foi deliberadamente alterado, 'muito provavelmente' por um revendedor moderno buscando maximizar o lucro, ao esconder 'alguma coisa'.  E esta 'coisa' poderia muito bem estar para o fragmento como a refinaria de petróleo está para o anúncio:  pode ser um detalhe que afetava o valor deste fragmento negativamente. O fragmento pode ter sido recortado na forma como está agora a fim de induzir o leitor a uma determinada interpretação." (postado no site The Evangelical Textual Criticism na quinta-feira, 20 de setembro de 2012).

2. A data atribuída ao papiro - século IV -  é em grande parte um palpite. Manuscritos coptas são notoriamente difíceis de datar. Roger Bagnall, da Universidade de Nova York, e AnneMarie Luijendijk, da Universidade de Princeton, têm defendido essa data e a autenticidade do documento. Scott Carroll, da Universidade de Oxford, data-o como sendo da primeira metade do século V, se se tratar de documento autêntico. Tem-se falado sobre o uso de carbono-14 para datar o fragmento com mais precisão, mas como o procedimento destruiria parte do texto, isso tem sido desencorajado.

No entanto, existe um método relativamente novo para datar manuscritos que é não-destrutivo. E não vi qualquer discussão sobre isso nos relatórios. Desenvolvido pelo Dr. Marvin Rowe, da A & M University, e seu assistente de doutorado, o professor Karen Steelman, o método utiliza uma câmara de plasma que não danifica o artefato. (Veja: Marvin W. Rowe and Karen L. Steelman, “Non-destructive 14C Dating: Plasma-Chemistry and Supercritical Fluid Extraction,” March 2010, ACS National Meeting 2010.)  Então, seria de fato possível obter uma data segura para este fragmento sem destruir nenhuma parte do texto. Seria interessante ver se a professora King e o proprietário anônimo permitiriam a utilização desse método para obter uma melhor correção na data e, especialmente, para dissipar quaisquer sugestões de inautenticidade.

3. Karen King disse que embora o fragmento seja do século IV, o texto é mais provavelmente de meados do século II, com base em idéias semelhantes que circulavam em textos gnósticos e outros. Mas isso é difícil de avaliar, especialmente porque quase nenhum contexto é dado para as palavras de Jesus, e nada se sabe sobre a origem do fragmento ou que outros manuscritos foram encontrados com ele.

As possibilidades

1. O manuscrito é uma farsa. O Dr. Christian Askeland, presente na conferência da Associação Internacional de Estudos Coptas em Roma, observou que cerca de dois terços dos participantes estavam muito céticos em relação a autenticidade do papiro, enquanto um terço estava "essencialmente convencido de que o fragmento é uma farsa." Askeland disse não ter encontrado ninguém na conferência que considerasse o fragmento autêntico (publicado no site da crítica textual evangélica na quarta-feira, 19 de setembro, 2012). Isso presumivelmente não inclui a Professora King. Um relativo número de notáveis coptologistas julgaram-no um documento falso ou expressaram fortes reservas, incluindo Alin Suciu, da Universidade de Hamburgo, Stephen Emmel, da Universidade de Münster, Wolf-Peter Funk, da Universitade de Laval, em Quebec, Sadak Hany, Diretor-geral do Museu Copta do Cairo, Carroll Scott, bolsista sênior do Grupo de Pesquisa de Manuscritos, de Oxford, e David Gill, da Universidade de Suffolk.

2. Se o manuscrito for autêntico, o texto pode ser ou  a) não gnóstico, uma vez que contradiz a visão gnóstica básica do mundo material; b) gnóstico, embora com uma outra interpretação do casamento que não a ligação física entre um homem e uma mulher (no apócrifo Evangelho de Filipe, "a relação entre Jesus e Maria [Madalena] é uma alegoria da reunião da alma com Deus na câmara nupcial, isto é, a salvação”; o mesmo ocorre em outro apócrifo, o Evangelho de Maria [Simon Gathercole, da Universidade de Cambridge, em entrevista no site da Tyndale House/Cambridge, na quarta-feira, 19 de setembro de 2012]); c) ortodoxo, mas metaforicamente referindo-se à igreja como a esposa de Jesus (uma visão já afirmada no Novo Testamento – implícita em Efésios 5:23-27 e explícita em Apocalipse 19:7); d) proveniente de um grupo “cristão” derivado, que oferecia alguma reação contra o ascetismo crescente de ortodoxos no final do século II, quando o casamento foi um pouco mal visto, ou e) parabólico ou metafórico, com algum outro referente em mente.

3. Nem mesmo a professora King sugere que este fragmento significa que Jesus tivesse uma esposa (e King não é conhecida por suas posições conservadoras!): “Sua possível data de composição, na segunda metade do século II, argumenta contra o seu valor como evidência para a vida do Jesus histórico.” Se o fragmento remonta à tradição do segundo século, devemos ter em mente que há um mundo de diferença entre o Cristianismo apostólico do primeiro século e os vários grupos que se levantaram após esse período inicial.

Fonte: Daniel Wallace   – Daniel Wallace  é professor de Estudos do Novo Testamento no Dallas Theological Seminary e Diretor Executivo do Center for the Study of New Testament Manuscripts.
 
 
 
 
 
 

As Imagens “Ultraevidentes” da Pressuposta Evolução Humana

Se, no campo do Direito, “ultrapetita” é o termo usado para a sentença em que o juiz vai além do pedido, concedendo mais do que aquilo que foi pleiteado, no campo da propaganda evolucionista poderíamos designar como “ultraevidentes” imagens e cenários que tentam dizer mais do que as evidências permitem afirmar.

Como já foi dito em outro post, a evidência fóssil para a suposta evolução humana permanece fragmentária, difícil de decifrar e acaloradamente debatida.

Muito do que circula no meio popular sobre o assunto, porém, está fincado no “aprendizado” adquirido dessas imagens “ultraevidentes”, ou seja, imagens que tentam propagar mais do que o que se pode efetivamente concluir da análise das evidências. O livro Science & Human Origins (Ciência e Origem do Homem) traz alguns capítulos específicos em que são avaliadas as alegações da suposta evolução humana. O que segue é uma espécie de resumo do assunto de um desses capítulos, apresentado em um post intitulado The Fragmented Field of Paleoanthropology (o Fragmentado Campo da Paleontologia), publicado por Luskin Casey, um dos autores do livro:

Science and Human Origins cover.jpg

Os seres humanos, chimpanzés e todos os organismos que conduzem de volta ao seu suposto ancestral comum mais recente são classificados por cientistas evolucionistas como “hominídeos” (“homínidas” ou também “hominins”). A disciplina da paleoantropologia é dedicada ao estudo dos restos fósseis de hominídeos antigos. Os paleoantropólogos enfrentam uma série de grandes desafios no seu esforço para reconstruir a história da evolução dos hominídeos.

Primeiro, os fósseis hominídeos tendem a ser poucos e distantes entre si. Não é incomum existirem longos períodos de tempo para os quais existem poucos fósseis que deveriam documentar a evolução que supostamente teria ocorrido. Como os paleoantropólogos Donald Johanson (o descobridor de Lucy) e Blake Edgar observaram em 1996, “cerca de metade do período de tempo nos últimos três milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] permanece sem o registro de  nenhum fóssil humano” e “desde o período mais remoto da evolução dos hominídeos, mais de 4 milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista] , apenas um punhado de fósseis, em grande parte não diagnosticados, foi encontrado.”(3) Assim, tão “fragmentados” e “desconectados” são os dados que na avaliação do zoólogo de Harvard Richard Lewontin “nenhuma espécie de hominídeos fósseis pode ser estabelecida como o nosso ancestral direto.”(4)

O segundo desafio enfrentado por paleoantropólogos são os próprios espécimes fósseis. Fósseis hominídeos típicos consistem literalmente de fragmentos ósseos simples, tornando-se difícil tirar conclusões definitivas sobre a morfologia, comportamento e relações de muitos espécimes. Como o falecido paleontólogo Stephen Jay Gould observou: “a maioria dos fósseis de hominídeos, mesmo servindo como uma base para intermináveis especulações e contos elaborados, são fragmentos de mandíbulas e pedaços de crânios.”(5)

Um terceiro desafio é reconstruir com precisão o comportamento, a inteligência ou morfologia interna dos organismos extintos. Usando um exemplo dos primatas vivos, o primatologista Frans de Waal observa que o esqueleto do chimpanzé comum é quase idêntico ao de sua espécie-irmã, o bonobo, mas eles têm grandes diferenças de comportamento. “Com base exclusivamente em alguns ossos e crânios”, escreve De Waal, “ninguém se atreveria a propor as grandes diferenças de comportamento reconhecidos hoje entre o bonobo e o chimpanzé.”(6) Ele sustenta que isto deve servir como “um alerta para paleontólogos que estão reconstruindo a vida social de restos fossilizados de espécies há muito extintas.” O exemplo de Waal se refere a um caso em que os investigadores têm esqueletos completos, mas o antigo anatomista C. E. Oxnard da Universidade de Chicago explicou como esses problemas são intensificados quando os ossos estão em falta: “Uma série de ossos do pé relacionados de Olduvai [desfiladeiro na África Oriental que abriga fósseis australopitecíneos] foi reconstruída para uma forma muito semelhante ao pé humano hoje, embora um pé igualmente incompleto de um chimpanzé também possa ser reconstruído da mesma maneira.”(8)

Reconstruções corporais de hominídeos extintos são também muitas vezes altamente subjetivas. Elas podem tentar diminuir as capacidades intelectuais dos seres humanos e exagerar a dos animais. Por exemplo, um livro didático popular de ensino médio (9) caricatura os neandertais como intelectualmente primitivos, embora eles apresentem sinais de arte, linguagem e cultura (10), ao passo que apresenta o Homo erectus como uma forma rebaixada e inábil, embora seu esqueleto pós-craniano seja extremamente semelhante ao dos humanos.(11) Por outro lado, o mesmo livro retrata um australopitecino semelhante a macaco com traços de  inteligência e de emoção humana em seus olhos – uma tática comum em livros ilustrados sobre a origem do homem.(12) O antropólogo da Universidade da Carolina do Norte, Jonathan Marks adverte contra isso quando lamenta as “falácias” de  “humanizar os macacos e ‘macaquear’ os humanos.”(13) As palavras do famoso físico e antropólogo Earnest A. Hooton da Universidade de Harvard ainda soam verdadeiras: “as alegadas restaurações de tipos antigos de homem têm muito pouco valor científico, se é que têm algum, e provavelmente existem apenas para enganar o público.”(14).

Diante destes desafios, poderia se esperar cautela, humildade, moderação de cientistas evolucionistas quando são discutidas hipóteses sobre as origens humanas. E às vezes isso é realmente encontrado. Mas, como vários comentadores têm reconhecido, muitas vezes encontramos precisamente o oposto.(15) Calma e serena objetividade científica no campo da paleoantropologia evolutiva pode ser tão rara quanto os próprios fósseis. A natureza fragmentada dos dados, combinada com o desejo de paleoantropólogos de fazerem afirmações confiantes sobre a evolução humana, leva a divergências acentuadas dentro do campo, como apontado por Constance Holden em seu artigo na revista Science intitulado “The Politics of Paleoanthropology (A Política da paleoantropologia). Holden reconhece que “a evidência científica primária” invocada por paleoantropólogos “para construir a história evolutiva do homem” é “um conjunto lamentavelmente pequeno de ossos… Um antropólogo comparou a tarefa àquela de reconstruir o enredo de Guerra e Paz com 13 páginas selecionadas ao acaso.”(16) De acordo com Holden, é precisamente porque os pesquisadores precisam tirar suas conclusões a partir desta “evidência extremamente insignificante” que “muitas vezes é difícil separar aquilo que é pessoal das disputas científicas no campo.”(17)

Não se engane: As disputas em paleoantropologia são muitas vezes profundamente pessoais. Como Donald Johanson e Blake Edgar admitem, ambição e busca por reconhecimento, financiamento e fama podem tornar difícil para os paleoantropólogos admitir quando estão errados: “O surgimento de evidências discordantes é, por vezes, saudado com uma reiteração resistente de nossos pontos de vista originais… Leva tempo para desistir de nossas teorias de estimação e assimilar as novas informações. Enquanto isso, a credibilidade científica e o financiamento para mais trabalho de campo pesam na balança.”(18)

Na verdade, a busca pelo reconhecimento pode inspirar total desprezo para com outros pesquisadores. Depois de entrevistar os paleoantropólogos para um documentário em 2002, o produtor Mark Davis, da PBS NOVA,  informou que “cada especialista em Neanderthal pensava que o último com quem eu havia conversado era um idiota, se não um verdadeiro Neanderthal.”(19)

Não é de admirar que a paleoantropologia seja um campo repleto de dissidências e com poucas teorias universalmente aceitas entre os seus praticantes. Mesmo a mais estabelecida e confiantemente afirmada teoria da origem humana pode estar baseada em evidência limitada e incompleta. Em 2001, o editor da Nature Henry Gee admitiu: “a evidência fóssil da história evolutiva humana é fragmentária e aberta a várias interpretações.”(20)

Apesar dos desentendimentos generalizados e controvérsias que acabamos de descrever, há uma história padrão da suposta origem humana, contada e recontada em inúmeros livros, artigos de jornais e revistas. O que o terceiro capítulo do livro faz é rever a evidência fóssil e avaliar se ele suporta essa suposta história da evolução humana. Como veremos, a evidência – ou a falta dela – muitas vezes atravessa o caminho da história evolutiva.

Nota: Você pode adquirir Science & Human Origins na Amazon. Recomendá-lo aqui não significa, obviamente, concordar com tudo o que lá está escrito. O livro também traz, pelo que pude ler nas reviews (e como é natural esperar), pontos de vista com os quais este blog não se alinha, mas, como se pode ver pelo exemplo deste post, há certamente bastante material de interesse para quem deseja aprofundar na controvérsia entre evolução e criação.

“Eu fiz a terra e criei nela o homem.” Isaías 45:12

Boa leitura!

Fonte: EvolutionNews

Referências citadas no original (citações acima com tradução simples deste blog):
[3.] Donald Johanson and Blake Edgar, From Lucy to Language (New York: Simon & Schuster, 1996), 22-23.
[4.] Richard Lewontin, Human Diversity (New York: Scientific American Library, 1995), 163.
[5.] Stephen Jay Gould, The Panda’s Thumb: More Reflections in Natural History (New York: W. W. Norton & Company, 1980), 126.
[6.] Frans B. M. de Waal, “Apes from Venus: Bonobos and Human Social Evolution,” in Tree of Origin: What Primate Behavior Can Tell Us about Human Social Evolution, ed. Frans B. M. de Waal (Cambridge: Harvard University Press, 2001), 68.
[7.] Ibid.
[8.] C. E. Oxnard, “The place of the australopithecines in human evolution: grounds for doubt?,”Nature, 258 (December 4, 1975): 389-95 (internal citation removed).
[9.] See Alton Biggs, Kathleen Gregg, Whitney Crispen Hagins, Chris Kapicka, Linda Lundgren, Peter Rillero, National Geographic Society, Biology: The Dynamics of Life (New York: Glencoe, McGraw Hill, 2000), 442-43.
[10.] See notes 124-139 and accompanying text.
[11.] Sigrid Hartwig-Scherer and Robert D. Martin, “Was ‘Lucy’ more human than her ‘child’? Observations on early hominid postcranial skeletons,” Journal of Human Evolution, 21 (1991): 439-49.
[12.] For example, see Biggs et al., Biology: The Dynamics of Life, 438; Esteban E. Sarmiento, Gary J. Sawyer, and Richard Milner, The Last Human: A Guide to Twenty-two Species of Extinct Humans (New Haven: Yale University Press, 2007), 75, 83, 103, 127, 137; Johanson and Edgar,From Lucy to Language, 82; Richard Potts and Christopher Sloan, What Does it Mean to be Human? (Washington D.C.: National Geographic, 2010), 32-33, 36, 66, 92; Carl Zimmer,Smithsonian Intimate Guide to Human Origins (Toronto: Madison Press, 2005), 44, 50.
[13.] Jonathan Marks, What It Means to be 98% Chimpanzee: Apes, People, and their Genes(University of California Press, 2003), xv.
[14.] Earnest Albert Hooton, Up From The Ape, Revised ed. (New York: McMillan, 1946), 329.
[15.] For a firsthand account of one paleoanthropologist’s experiences with the harsh political fights of his field, see Lee R. Berger and Brett Hilton-Barber, In the Footsteps of Eve: The Mystery of Human Origins (Washington D.C.: Adventure Press, National Geographic, 2000).
[16.] Constance Holden, “The Politics of Paleoanthropology,” Science, 213 (1981): 737-40.
[17.] Ibid.
[18.] Johanson and Edgar, From Lucy to Language, 32.
[19.] Mark Davis, “Into the Fray: The Producer’s Story,” PBS NOVA Online (February 2002), accessed March 12, 2012, http://www.pbs.org/wgbh/nova/neanderthals/producer.html.
[20.] Henry Gee, “Return to the planet of the apes,” Nature, 412 (July 12, 2001): 131-32.

Quando e Por Quem a Bíblia Foi Dividida em Capítulos e Versículos?

Muitas perguntas são feitas sobre a história da Bíblia do ponto de vista de sua organização e sistematização gráfica. A Sociedade Bíblica do Brasil responde algumas delas:

  • Quando a Bíblia foi dividida em capítulos e por quem?

A Bíblia Sagrada foi dividida em capítulos no século XIII (entre 1234 e 1242), pelo teólogo Stephen Langhton, então Bispo de Canterbury, na Inglaterra, e professor da Universidade de Paris, na França.

  • Quando a Bíblia foi dividida em versículos e por quem?

A divisão do Antigo Testamento em versículos foi estabelecida por estudiosos judeus das Escrituras Sagradas, chamados de massoretas. Com hábitos monásticos e ascéticos, os massoretas dedicavam suas vidas à recitação e cópia das Escrituras, bem como à formulação da gramática hebraica e técnicas didáticas de ensino do texto bíblico. Foram eles que, entre os séculos IX e X, primeiro dividiram o texto hebraico (do Antigo Testamento) em versículos. Influenciado pelo trabalho dos massoretas no Antigo Testamento, um impressor francês chamado Robert d´Etiénne, dividiu o Novo Testamento em versículos no ano de 1551. D´Etiénne morava então em Gênova, na Itália.

  • Qual(is) a(s) primeira(s) Bíblia(s) completa(s) publicada(s) com a divisão de capítulos e versículos?

Até boa parte do século XVI, as Bíblias eram publicadas somente com os capítulos. Foi assim, por exemplo, com a Bíblia que Lutero traduziu para o Alemão, por volta de 1530. A primeira Bíblia a ser publicada incluindo integralmente a divisão de capítulos e versículos foi a Bíblia de Genebra, lançada em 1560, na Suíça. Os primeiros editores da Bíblia de Genebra optaram pelos capítulos e versículos vendo nisto grande utilidade para a memorização, localização e comparação de passagens bíblicas. Em Português, a primeira edição do Novo Testamento de João Ferreira de Almeida (1681) foi publicada com a divisão de capítulos e versículos.

Mais curiosidades na página Sociedade Bíblica do Brasil.

A Importância da Higiene

Para termos boa saúde, é necessário que tenhamos bom sangue; pois este é a corrente da vida. Ele repara os desgastes e nutre o corpo. Quando provido dos devidos elementos de alimentação e purificado e vitalizado pelo contato com o ar puro, leva a cada parte do organismo vida e vigor. Quanto mais perfeita a circulação, tanto melhor se realizará esse trabalho. — A Ciência do Bom Viver, 271.

A aplicação externa da água é um dos mais fáceis e mais satisfatórios meios de regular a circulação do sangue. Um banho frio ou fresco é excelente tônico. O banho quente abre os poros, auxiliando assim na eliminação das impurezas. Tanto os banhos quentes como os neutros acalmam os nervos e equilibram a circulação. [...]

O exercício aviva e equilibra a circulação do sangue, mas na ociosidade o sangue não circula livremente, e não ocorrem as mudanças que nele se operam, e são tão necessárias à vida e à saúde. Também a pele se torna inativa. As impurezas não são eliminadas, como seriam se a circulação houvesse sido estimulada por vigoroso exercício, a pele conservada em condições saudáveis, e os pulmões alimentados com abundância de ar puro, renovado. [...]

Deve-se conceder aos pulmões a maior liberdade possível. Sua capacidade se desenvolve pela liberdade de ação; diminui, se eles são constrangidos e comprimidos. Daí os maus efeitos do hábito tão comum, especialmente em trabalhos sedentários, de ficar todo dobrado sobre a tarefa em mão. Nessa postura é impossível respirar profundamente. A respiração superficial torna-se em breve um hábito, e os pulmões perdem a capacidade de expansão. [...]

Assim é recebida uma deficiente provisão de oxigênio. O sangue move-se lentamente. Os resíduos, matéria venenosa que devia ser expelida nas exalações dos pulmões, são retidos, e o sangue se torna impuro. Não somente os pulmões, mas o estômago, o fígado e o cérebro são afetados. A pele torna-se pálida, é retardada a digestão; o coração fica deprimido; o cérebro nublado; confusos os pensamentos; baixam sombras sobre o espírito; todo o organismo se torna deprimido e inativo, e especialmente suscetível à doença.

Os pulmões estão de contínuo expelindo impurezas, e necessitam ser constantemente abastecidos de ar puro. O ar contaminado não proporciona a necessária provisão de oxigênio, e o sangue passa ao cérebro e aos outros órgãos sem o elemento vitalizador. Daí a necessidade de perfeita ventilação. Viver em aposentos fechados, mal arejados, onde o ar é sem vida e viciado, enfraquece todo o organismo. Este se torna particularmente sensível à influência do frio, e uma leve exposição leva à doença. É o viver muito fechadas, dentro de casa, que faz muitas mulheres pálidas e fracas. Respiram o mesmo ar repetidamente, até que ele se carrega de venenosos elementos expelidos pelos pulmões e os poros; e assim as impurezas são novamente levadas ao sangue. — A Ciência do Bom Viver, 237, 238, 272-274.

Muitos estão sofrendo enfermidades por recusarem receber em seus quartos o puro ar noturno. O ar livre e puro do céu é uma das mais ricas bênçãos das quais podemos desfrutar. — Testimonies for the Church 2:528.

O escrupuloso asseio é indispensável tanto à saúde física como à mental. Impurezas são constantemente expelidas do corpo por meio da pele. Seus milhões de poros logo ficam obstruídos, a menos que se mantenham limpos mediante banhos freqüentes, e as impurezas que deviam sair pela pele se tornam mais uma sobrecarga aos outros órgãos eliminadores.

Muitas pessoas tirariam proveito de um banho frio ou tépido cada dia, pela manhã ou à noite. Em vez de tornar mais sujeito a resfriados, um banho devidamente tomado fortalece contra os mesmos, porque melhora a circulação; o sangue é levado à superfície, conseguindo-se que ele aflua mais fácil e regularmente às várias partes do organismo. A mente e o corpo são igualmente revigorados. Os músculos tornam-se mais flexíveis, mais vivo o intelecto. O banho é um calmante dos nervos. Ajuda os intestinos, o estômago e o fígado, dando saúde e energia a cada um, o que promove a digestão.

Também é importante que a roupa esteja sempre limpa. O vestuário usado absorve os resíduos expelidos pelos poros; não sendo freqüentemente mudado e lavado, serão as impurezas reabsorvidas.

Toda forma de desasseio tende à enfermidade. Microrganismos produtores de morte pululam nos recantos escuros e negligenciados, em apodrecidos detritos, na umidade, no mofo e bolor. Nada de verduras deterioradas ou montes de folhas secas se deve permitir que permaneça próximo de casa, poluindo e envenenando o ar. Coisa alguma suja ou estragada se deve tolerar dentro de casa. [...]

Perfeito asseio, quantidade de sol, cuidadosa atenção às condições higiênicas em todos os detalhes da vida doméstica são essenciais à prevenção das doenças e ao contentamento e vigor dos habitantes do lar. — A Ciência do Bom Viver, 276.

Ensinai aos pequeninos que Deus não Se agrada de vê-los com corpo sujo e roupas desabotoadas e rasgadas. [...] Andar com roupas elegantes e limpas será um dos meios de conservar puros e dóceis os pensamentos. [...] Especialmente devem ser conservados limpos todos os artigos que entram em contato com a pele.

A verdade nunca põe seu delicado pé no caminho da imundícia ou da impureza. [...] Aquele que minuciosamente exigiu dos filhos de Israel que nutrissem hábitos de limpeza não aprovará hoje qualquer impureza no lar de Seu povo. Deus olha com desagrado a qualquer espécie de impurezas. — Minha Consagração Hoje, 129.

Cantos sujos e negligenciados na casa tenderão a formar recantos impuros e negligenciados na alma. — Orientação da Criança, 114.

O Céu é puro e santo, e os que entrarem pelos portões da Cidade de Deus devem estar vestidos de pureza interior e exterior. — Conselhos Sobre Saúde, 103.

Ellen G. White, Conselhos para a Igreja, Capítulo 39.
Fonte: Sétimo Dia

Novas Descobertas Arqueológicas Confirmam Presença de Israel em Canaã

Hazor era uma antiga cidade israelense, localizada ao norte do Mar da Galileia, entre Ramá e Cades, no alto de uma colina. Suas ruínas já foram escavadas várias vezes desde 1955, quando foram encontradas por James Armand de Rothschild. Em 2005, o local foi declarado como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, juntamente com Megiddo e Beer-Sheba.

Essa antiga “capital” Cananeia tem cerca de mil anos de idade. Trata-se da maior cidade fortificada da região de Canaã, antes da chegada dos Israelitas, aproximadamente 1300 anos antes de Cristo.

Nos dias de Josué, em que os israelitas conquistaram Canaã, Hazor era conhecida como “a cabeça de todos os reinos”. Embora exista um grande número de arqueólogos questiona a historicidade da campanha de Josué, as evidências mais recentes apenas confirmam o relato bíblico.

Arqueólogos israelenses estão fazendo escavações em Tel Hazor, como é conhecida hoje, e acreditam ter encontrado fortes evidências sobre a presença de Israel naquele local.

Os pesquisadores conseguiram encontrar o que eles acreditam que seja do palácio real da época da conquista. Os arqueólogos descobriram uma sala no antigo palácio, com 14 potes de barros cheios de trigo queimado.

O processo de datação utilizado mostra que eles são aproximadamente da época da conquista israelita. O fato de o trigo estar queimado encaixa perfeitamente com o relato bíblico da conquista de Hazor, a única cidade Cananeia que os israelitas liderados por Josué destruíram com fogo.

Contrariando os arqueólogos que insistem que Hazor foi destruída pelos egípcios ou várias tribos que viviam perto do mar e os filisteus. Como os egípcios mantiveram registros detalhados das cidades que conquistaram, pode-se perceber que Hazor não aparece em nenhuma dessas listas. Nem os filisteus ou outros “povos do Mar” devem ter se aventurado muito longe da costa para fazer um ataque contra uma cidade. Ainda mais um local como Hazor, que além de ser distante do mar ficava em um terreno montanhoso.

Portanto, a maioria dos arqueólogos agora aceita que Hazor foi, de fato, destruída pelos israelitas, oferecendo grande legitimidade ao relato bíblico. Essas novas descobertas apenas parecem reforçar ainda mais tal posição.

Traduzido de Israel Today

Fonte Gospel Prime
Como publicado no MaegaphoneAdv  

O Poder da Leitura


Porque desde criança você conhece as Sagradas Letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus. 2 Timóteo 3:15

Certo dia apareceu uma estranha criatura no campus do Bethel College, uma pequena instituição presbiteriana de ensino superior no Tennessee, Estados Unidos. Ele tinha um metro e oitenta de altura, cabelos ruivos despenteados e vestia uma blusa de frio tão velha que havia alfinetes por toda parte para mantê-la em condições de uso. Havia buracos nos sapatos e os dentes da frente já não existiam mais. Ele veio da minúscula vila de Rosser, constituída por apenas três casas, onde morava numa casa de fazenda caindo aos pedaços, sem encanamento interno. Ele nunca andou de bicicleta, entrou em um shopping center ou namorou. E nunca frequentou a escola.

Robert Howard Allen, 32 anos, apareceu para matricular-se na faculdade. Assim que a administração aplicou um teste para averiguar o conhecimento de Robert, todos se surpreenderam. Ele “arrasou”. Sua mente estava repleta de conhecimento em literatura clássica e histórica. A abrangência de seu conhecimento estava muito além do que o de qualquer professor da instituição. A administração o dispensou da maioria das matérias do primeiro ano de faculdade.

Dez anos mais tarde, Robert Allen concluiu a educação formal, graduando-se pela altamente prestigiada Universidade Vanderbilt em Nashville, Estados Unidos, com PhD em inglês. Ele começou a lecionar inglês para a faculdade.

A história desse homem me inspira. Ela mostra o poder do espírito humano para se erguer e ser bem-sucedido em face das situações mais desafiadoras. E que situação desafiadora! Os pais de Robert se divorciaram quando ele ainda era bem jovem. Ele foi criado por parentes de idade avançada que fizeram um acordo com a administração da escola local para que ele estudasse em casa. A princípio, um professor o visitava ocasionalmente, mas logo Robert foi esquecido.

Mesmo assim, aos 12 anos Robert já tinha aprendido a ler sozinho e logo começou a ler a Bíblia na versão King James para a tia Ida, que era deficiente visual, completando duas vezes a leitura de capa a capa do Livro Sagrado.

Em pouco tempo, estava lendo tudo o que podia encontrar, desde Shakespeare até Will Durant. Ele leu praticamente todos os livros da biblioteca pública de sua cidade e aprendeu também a ler em grego e francês. E começou a escrever poemas. Essa é uma história mais forte do que a ficção – e mais maravilhosa. E tudo começou com a leitura da Bíblia.

Fonte: William G. Johnsson (Jesus A Preciosa Graça – Meditações Diárias)

Reavivados por Sua Palavra Hoje – Levítico 11

1 O SENHOR Deus deu a Moisés e a Arão
2 as seguintes leis para os israelitas: Vocês poderão comer a carne de qualquer animal
3 que tem casco dividido e que rumina.
4 Mas não poderão comer camelos, coelhos selvagens ou lebres, pois esses animais ruminam, mas não têm casco dividido. Para vocês esses animais são impuros.
7 É proibido comer carne de porco. Para vocês o porco é impuro, pois tem o casco dividido, mas não rumina.
8 Não comam nenhum desses animais, nem mesmo toquem neles quando estiverem mortos. Todos eles são impuros.
9 Vocês poderão comer qualquer peixe que tem barbatanas e escamas,
10 mas não poderão comer os animais que vivem na água e que não têm barbatanas nem escamas. Esses animais são impuros para vocês;
11 não comam nenhum deles e, mesmo quando eles estiverem mortos, não toquem neles.
12 Qualquer animal que vive na água e que não tem barbatanas nem escamas é impuro.
13 Também são impuras as seguintes aves: águias, urubus, águias-marinhas,
14 açores, falcões,
15 corvos,
16 avestruzes, corujas, gaivotas, gaviões,
17 mochos, corvos-marinhos, íbis,
18 gralhas, pelicanos, abutres,
19 cegonhas, garças e poupas; e também morcegos.
20 É impuro todo inseto que anda e que voa;
21 mas vocês poderão comer os insetos que têm pernas e que saltam.
22 Poderão comer toda espécie de gafanhotos e grilos.
23 Mas todos os outros insetos que andam e que voam são impuros.
24 Ficará impuro até o pôr-do-sol quem tocar nos seguintes animais depois de mortos: todos os animais com cascos, mas que não têm o casco dividido e não ruminam, e todos os animais de quatro pés que andam sobre as plantas dos pés. Se alguém pegar o corpo de qualquer um deles, terá de lavar a roupa que estiver vestindo e ficará impuro até o pôr-do-sol. Esses animais são impuros para vocês.
29 Dos animais que se arrastam pelo chão são impuros os seguintes: todas as espécies de lagartos, lagartixas, ratos, toupeiras e camaleões.
31 Ficará impuro até o pôr-do-sol quem tocar nesses animais depois de mortos.
32 E, se o corpo de qualquer um desses animais cair em cima de alguma coisa, essa coisa ficará impura. Isso inclui qualquer objeto de madeira, tecido, couro ou saco, ou qualquer outra coisa. Para purificar esse objeto, será preciso colocá-lo na água, mas ele ficará impuro até o pôr-do-sol.
33 E, se o corpo de um desses animais cair num pote de barro, tudo o que estiver dentro do pote se tornará impuro; será preciso quebrar o pote.
34 E, se a água daquele pote cair em cima de qualquer comida, essa comida ficará impura. E qualquer líquido que estiver no pote ficará impuro também.
35 Se o corpo de um desses animais cair sobre alguma coisa, ela ficará impura. Se for um forno ou um fogão de barro, então ele se tornará impuro e deverá ser quebrado;
36 se for uma fonte ou uma caixa de água, a água ali dentro continuará pura, mas quem tocar no corpo ficará impuro.
37 Se o corpo de um desses animais cair em cima de sementes que vão ser plantadas, elas continuarão puras;
38 mas, se as sementes estiverem de molho na água, e o corpo cair na água, então elas se tornarão impuras.
39 Se um animal que se pode comer tiver morte natural, a pessoa que tocar no corpo ficará impura até o pôr-do-sol.
40 E, se alguém comer a carne desse animal, deverá lavar a roupa que estiver vestindo e ficará impuro até o pôr-do-sol; e, se alguém carregar o corpo do animal, precisará lavar a roupa e ficará impuro até o pôr-do-sol.
41 É proibido comer qualquer animal que se arrasta pelo chão; esses animais são impuros.
42 É proibido comer qualquer um deles, tanto aqueles que se arrastam como aqueles que andam com quatro patas ou mais.
43 Não fiquem impuros e nojentos por comerem qualquer um desses animais.
44 Eu sou o SENHOR. Dediquem-se a mim, o Deus de vocês, e sejam completamente fiéis a mim, pois eu sou santo. Não fiquem impuros por causa de qualquer animal que se arrasta pelo chão.
45 Eu sou o SENHOR, que os trouxe do Egito a fim de ser o Deus de vocês. Portanto, sejam santos, pois eu sou santo.
46 São essas as leis a respeito dos animais e das aves, de todos os animais que vivem na água e de todos os animais que se arrastam pelo chão.
47 Elas mostram a diferença entre o que é puro e o que é impuro, entre os animais que podem ser comidos e os que não podem ser comido.

A Origem do Homem e o Registro Fóssil: O Que as Evidências Mostram?

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O livro Science and Human Origins, recém-lançado, acaba por realçar, em alguns pontos, a já reconhecida “diferença abissal” entre a doutrina cristã da criação e a teoria macroevolutiva de Darwin. O livro apresenta muitas informações relevantes (embora eu não compartilhe de algumas ideias que li nas reviews da Amazon, como, por exemplo, a de um casal Adão e Eva “longínquo” no tempo, há “milhões e milhões de anos”).

Numa pequena apresentação, Casey Luskin (um dos autores) já antecipa e resume sua posição sobre o assunto da evidência fóssil em relação à origem do homem, depois de pesquisar a literatura científica.  Veja o que ele diz:

Nosso novo livro editado pela Discovery Institute Press “Science and Human Origins” (Ciência e a origem do homem) – co-autoria de Douglas Axe, Ann Gauger e minha  abrange tanto a evidência genética quanto a evidência dos fósseis em relação à origem dos seres humanos. Um dos capítulos que escrevi é intitulado “Human Origins and the Fossil Record” (A Origem do Homem e o Registro Fóssil), e avalia a evidência fóssil sobre a alegada evolução dos seres humanos de primatas inferiores.

Em 2005 publiquei um artigo na revista Progress in Complexity, Information, and Design sobre o mesmo tema, intitulado “Human Origins and Intelligent Design: Review and Analysis (Origem do Homem e o Design Inteligente: Revisão e Análise). No entanto, o campo da paleoantropologia está mudando constantemente, e vários novos fósseis foram relatados nos anos seguintes. “Science and Human Origins” (Ciência e a origem do homem) proporcionou uma oportunidade para atualizar os argumentos.

Os cientistas evolucionistas comumente dizem ao público que a evidência fóssil para a evolução darwiniana dos seres humanos de criaturas parecidas com macacos é incontestável. Por exemplo, o professor de antropologia Ronald Wetherington testemunhou perante o Conselho Estadual de Educação do Texas, em 2009, que a evolução humana tem “sem dúvida a sequência mais completa de sucessão fóssil de qualquer mamífero do mundo. Não há lacunas. Não há falta de fósseis de transição … Então, quando as pessoas falam sobre a falta de fósseis de transição ou lacunas no registro fóssil, isso absolutamente não é verdade. E não é verdade especificamente para nossa própria espécie.”1 Segundo Wetherington, o campo das origens humanas fornece “um bom e claro exemplo daquilo que Darwin pensava ser uma  mudança evolutiva gradualista.”2

A pesquisa da literatura técnica, no entanto, revela uma história completamente diferente da apresentada pelo Dr. Wetherington e outros evolucionistas envolvidos em debates públicos.

Como mostra meu capítulo, a evidência fóssil para a evolução humana permanece fragmentária, difícil de decifrar e acaloradamente debatida. Aqueles dispostos a olhar para as provas com um olhar crítico e cético dificilmente são obrigados a aceitar a grande história da evolução humana a partir de primatas inferiores.

Na verdade, longe de fornecer “um bom e claro exemplo” de “mudança evolutiva gradualista”, o registro revela uma descontinuidade dramática entre fósseis semelhantes a macacos e fósseis semelhantes a humanos. Fósseis semelhantes a humanos aparecem abruptamente no registro, sem precursores evolutivos claros, tornando o caso para a evolução humana baseada em fósseis altamente especulativo.

Minha tese pode ser resumida da seguinte forma: fósseis de homínidas geralmente se enquadram em um dos dois grupos: espécies semelhantes a macacos e espécies semelhantes a humanos, com uma grande lacuna sem pontes entre eles. Apesar da badalação promovida por muitos paleoantropólogos evolucionistas, o fragmentário registro fóssil homínida não documenta a evolução dos seres humanos a partir de precursores semelhantes a macacos.

Referências citadas:

(1) Ronald Wetherington testimony before Texas State Board of Education (January 21, 2009). Original recording on file with author, SBOECommt-FullJan2109B5.mp3, Time Index 1:52:00-1:52:44.

(2) Ibid.

Fonte: Casey Luskin (EvolutionNews)

Jesus Apologista: Muitas Lições

Jesus foi um apologista?
Nos Evangelhos vemos Jesus utilizar uma variedade de métodos para comunicar as verdades espirituais. Sua vida exemplificou o próprio princípio que lemos na primeira carta de Pedro 3:15-16: “…estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós.”
Embora Jesus não tenha dito textualmente “Eu fui chamado para ser um apologista e preciso realizar minha tarefa de maneira fiel”, Ele ofereceu razões, em várias ocasiões, a respeito de por que Ele é o Messias e Deus encarnado.
Vamos ver alguns de seus métodos e tentar aprender com eles:
1. Jesus fazia perguntas
Para começar, se você ler os Evangelhos, vai ver que Jesus fez 153 perguntas. Isso é algo que precisa ser praticado por todos os cristãos. Como cristãos, tendemos a ser grandes oradores, mas ouvintes pobres. Se  lermos a literatura rabínica, veremos que fazer perguntas é uma ocorrência comum. Em todas as minhas discussões com meus amigos que são céticos, tendo a fazer esta e outras perguntas: ”Se o cristianismo for verdadeiro, você se tornaria um cristão?”

Em alguns casos, fazer perguntas ajuda a focar no problema real. Depois de algumas perguntas, fica evidente que muitas pessoas realmente não têm nenhuma intenção de se entregar a Deus. No final, nenhuma evidência realmente irá convencê-las. Em um caso pelo menos, eu mesmo ouvi um cético dizer que não queria que o cristianismo fosse verdade. É verdade que a fé bíblica envolve a pessoa inteira – o intelecto, as emoções e a vontade. Então, siga os métodos de Jesus e sempre tente chegar ao “coração” da questão.

2. Jesus recorria às evidências

Jesus sabia que não poderia aparecer em cena e não oferecer qualquer evidência de Seu caráter messiânico. Em seu livro sobre Jesus, Douglas Groothuis observa que Jesus recorreu a provas para confirmar as suas afirmações. João Batista, que foi morto na prisão depois de desafiar Herodes, enviou mensageiros a Jesus com a pergunta: “És tu aquele que estava para vir, ou devemos esperar outro?” (Mt 11:3). Isto pode parecer uma pergunta estranha de um homem que os evangelhos apresentam como o precursor profético de Jesus e como aquele que havia proclamado que Jesus era o Messias. Jesus, porém, não fez questão de repreender a João. Ele não disse “Você deve ter fé; suprimir suas dúvidas”. Em vez disso, Jesus apresentou as características distintivas do seu ministério:

“Respondeu-lhes Jesus: Ide contar a João as coisas que ouvis e vedes: os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar de mim.” (Mateus 11:4-6; ver também Lucas 7:22)

Os ensinos e os atos de cura de Jesus se destinavam a servir como evidência positiva da sua identidade messiânica, porque cumpriam as predições messiânicas das Escrituras Hebraicas. O que Jesus disse é o seguinte:

1. Se alguém faz certos tipos de ações (os atos citados acima), então é o Messias.
2. Eu estou fazendo esses tipos de ações.
3. Portanto, eu sou o Messias.

3. Jesus apelou para Testemunho e Testemunhas

Porque Jesus era judeu, ele estava bem ciente dos princípios da Torá. O Dicionário Evangélico de Teologia de Baker (The Baker’s Evangelical Dictionary of Theology) observa  que o conceito bíblico de testemunho ou testemunha está intimamente ligado com o sentido legal convencional do Antigo Testamento de testemunho dado em um tribunal de justiça. Em ambos os Testamentos, ele aparece como o padrão primário para estabelecer e testar as alegações de verdade. Reivindicações subjetivas não certificáveis, opiniões e crenças, ao contrário, aparecem nas Escrituras como testemunho inadmissível.

Mesmo o depoimento de uma testemunha não é suficiente, já que para o testemunho ser aceitável, deve ser estabelecido por duas ou três testemunhas (Deut. 19:15). Em João 5:31-39 Jesus diz: “Se eu der testemunho de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Outro é quem dá testemunho de mim; e sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro.”

Jesus declara que um auto-atestado pessoal, longe de prover verificação,  não confirma,  mas, ao contrário, gera falsificação. Vemos nesta passagem que Jesus diz que o testemunho de João Batista, o testemunho do Pai, o testemunho da Palavra (a Bíblia Hebraica) e o testemunho de suas obras testemunham da Sua messianidade. (1)

4. Ontologia: Ser e Fazer – As ações de Jesus

A ontologia é definida como o ramo da filosofia que analisa o estudo do ser ou da existência. Por exemplo, quando Jesus diz: “Quem me vê a mim, vê o Pai” (João 14:9), a ontologia faz perguntas como: “Está Jesus dizendo que Ele tem a mesma substância ou essência do Pai?” A ontologia é especialmente relevante em relação à Trindade, uma vez que cristãos ortodoxos são demandados a articular como o Pai, o Filho e o Espírito Santo são todos da mesma substância ou essência. Em relação à ontologia, o falecido estudioso judeu Abraham Heschel J. disse: “a ontologia bíblica não separa o ser do fazer.” Heshel continuou: “Aquele que é, age. O Deus de Israel é um Deus que age, um Deus de feitos poderosos.”(2) Jesus sempre recorre às Suas “obras”, que atestam a sua messianidade. Vemos isso nas seguintes Escrituras:

“Mas o testemunho que eu tenho é maior do que o de João; porque as obras que o Pai me deu para realizar, as mesmas obras que faço dão testemunho de mim que o Pai me enviou.” João 5:36

“Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis. Mas se as faço, embora não me creiais a mim, crede nas obras; para que entendais e saibais que o Pai está em mim e eu no Pai.” João 10:37-38

“Não crês que Eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu digo a você, eu não falo por minha própria iniciativa, mas o Pai, que reside em mim, realiza as suas obras miraculosas.” João 14:10

Os autores do Novo Testamento mostram que Jesus realiza as mesmas “obras” ou “atos”, como o Deus de Israel. Por exemplo, Jesus dá a vida eterna (Atos 4:12; Rom. 10:12-14), ressuscita os mortos (Lucas 7:11-17, João 5:21; 6:40), mostra a capacidade de julgar (Mateus 25:31-46, João 5:19-29, Atos 10:42, 1 Coríntios 4:4-5). Jesus também tem autoridade para perdoar pecados (Marcos 2:1-12, Lucas 24:47, Atos 5:31; Col. 3:13). Assim como o Deus de Israel, Jesus é identificado como eternamente existente (João 1:1; 8:58; 12:41; 17:5; 1 Coríntios 10:4;.. Fil. 2:6; Heb. 11:26.; 13:8; Judas 5), o objeto da fé salvadora (João 14:1, Atos 10:43; 16:31, Rom. 10:8-13) e o objeto de culto (Mt 14:33; 28.: 9,17; João 5:23; 20:28; Fil. 2:10-11, Heb. 1:6;. Apoc. 5:8-12).

5. Os Milagres de Jesus

Na Bíblia, os milagres têm um propósito diferente. Eles são usados por três razões:

1. Para glorificar a natureza de Deus (João 2:11; 11:40)
2. Para credenciar pessoas certas como os porta-vozes de Deus (Atos 2:22;. Heb. 2:3-4)
3. Para fornecer evidência para a crença em Deus (João 6:2, 14; 20:30-31). (3)

Nicodemos, membro do conselho de sentença judaica, o Sinédrio, disse a Jesus: “Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.” (João 3:1-2). Em Atos, Pedro disse à multidão que Jesus tinha sido “aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis.” (Atos 2:22).

Em Mateus 12:38-39, Jesus diz:  “Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o do profeta Jonas; pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.”

Nesta Escritura, Deus confirmou a alegação messiânica, quando Jesus disse que o sinal que iria confirmar sua messianidade seria a ressurreição.

É importante notar que nem todas as testemunhas de um milagre creem. Jesus não fez Seus milagres para entretenimento. Eles foram realizados para evocar uma resposta. Talvez Paul Moser tenha acertado naquilo que ele chama de “cardioteologia”- uma teologia que visa o coração motivacional de alguém (incluindo a própria vontade) ao invés de apenas sua mente ou suas emoções. Em outras palavras, Deus está muito interessado na transformação moral.

Vemos a frustração de Jesus quando Seus milagres não trouxeram a resposta correta de sua audiência. “E embora tivesse operado tantos sinais diante deles, não criam nele” (João 12:37). O próprio Jesus disse de alguns, “tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (Lucas 16:31). Um resultado, embora não o efeito, de milagres é a condenação do incrédulo (cf. João 12:31, 37). (4)

6. Jesus apelava à imaginação

Não é preciso ser cientista para ver que em muitas ocasiões Jesus também apelou para a imaginação. Basta ler as parábolas. Jesus sempre soube que poderia comunicar verdades espirituais dessa maneira.

7. Jesus recorreu à sua própria autoridade

Outra maneira usada por Jesus para apelar àqueles a sua volta era a sua própria autoridade. Os rabinos poderia falar em tomar sobre si o jugo da Torá ou o jugo do reino; Jesus disse: “Tomai o meu jugo, e aprendei de mim.” (Mt 11:29). Além disso, os rabinos poderiam dizer que se dois ou três homens se sentassem juntos, com as palavras da Torá entre eles, o Shekhiná (a própria presença de Deus) iria se debruçar sobre eles. Mas Jesus disse: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles” (Mt 18:20). Os rabinos poderiam falar sobre serem perseguidos por amor de Deus, ou por amor do seu nome, ou por causa da Torá; Jesus falou sobre ser perseguido e até mesmo perder a vida por causa dEle. Lembre-se: os profetas poderiam pedir às pessoas para se voltarem para Deus, para virem a Deus a fim de descansar e receber ajuda. Jesus falou com uma nova autoridade profética, afirmando: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11:28). (5)

8. Jesus apelou para a autoridade da Bíblia hebraica

Jesus foi educado na Bíblia hebraica. Não pode ser mais evidente que Ele tinha uma visão muito elevada das Escrituras. Vemos o seguinte:

1. Jesus via-se como sendo revelado na Torá, nos Profetas e nos Salmos (Lc 24:44) (João 5:39).
2. Jesus ensinou que as Escrituras eram autoritárias: Jesus cita passagens da Torá na tentação no deserto (Mat. 4:1-11).
3. Jesus falou sobre como a Escritura (a Bíblia hebraica) é imperecível no Sermão da Montanha (Mateus 5:2-48).
4. Jesus também discutiu como a Escritura é infalível: (João 10:35)

Assim, podemos perguntar: Qual é a sua visão da Bíblia? Você a lê?

A conclusão, portanto, é a de que ao vermos alguns dos métodos apologéticos de Jesus, talvez possamos concordar com Douglas Groothuis quando afirma:

Nossa amostragem do raciocínio de Jesus, no entanto, questiona seriamente a acusação de que Jesus elogiava a fé acrítica em detrimento de argumentos racionais e de que não se importava com consistência lógica. Pelo contrário, Jesus nunca desconsiderou o funcionamento próprio e rigoroso de nossas mentes dadas por Deus. O seu ensino recorreu à pessoa inteira: à imaginação (parábolas), à vontade e à capacidade de raciocínio. Com toda sua honestidade em informar as excentricidades dos discípulos, os escritores dos Evangelhos nunca narraram uma situação em que Jesus foi intelectualmente contido ou superado em um argumento, nem Jesus jamais encorajou uma fé irracional ou mal informada por parte dos seus discípulos.

Referências:

1. Sproul, R.C, Gerstner, J. and A. Lindsey. Classical Apologetics: A Rational Defense of the Christian Faith and a Critique of Presuppositional Apologetics. Grand Rapids, MI: Zondervan Publishing. 1984, 19.
2. Heschel., A.J. The Prophets. New York, N.Y: 1962 Reprint. Peabody MA: Hendrickson Publishers. 2003, 44.
3. Geisler, N. L., BECA, Grand Rapids, MI: Baker Book. 1999, 481.
4. Ibid.
5. Skarsaune, O., In The Shadow Of The Temple: Jewish Influences On Early Christianity. Downers Grove, ILL: Intervarsity Press. 2002, 331.

Fonte: Traduzido e adaptado de Ratio Christi – Eric Chabot (chab123.wordpress.com)

Livro do Mês: O Livro Amargo, de Denis Cruz

O Livro do Mês é O Livro Amargo, de Denis Cruz. Para participar do sorteio de um exemplar, basta seguir @Ler_pra_crer no Twitter e retuitar um ou mais tuítes com o link da promoção: http://kingo.to/186N. O sorteio será realizado dia 3 de julho (perfis fakes ou com características  excessivamente promocionais serão desconsiderados no sorteio).

Se o livro é uma novidade para você, reproduzo, a título de “apresentação”, o que a Fabiana Bertotti escreveu sobre ele no seu Cantinho:

Pense num livro bom! É este. Confesso que comecei a ler por pura simpatia ao escritor, mas ele logo me saiu da cabeça ao me comover com as histórias e dramas de Jerryl e Allice. Fala do passado sim, mas fala do presente sentimento de esperança que todos temos: esperança de amor, felicidade, fé plena de um momento grandioso que está prestes a acontecer. Se passa no século 19, e deste tempo traz o romantismo, os duelos e uma grande expectativa. Tem romance, tem conflito, tem mistério. Eu fui do riso às lágrimas e recomendo a todos. Não é só informação, não é só diversão, não é só leitura. Antes de tudo, é um grande espelho da esperança humana. O único defeito, na minha opinião, é não ter o dobro do tamanho. Acabei querendo mais. E uma dica: leia de uma vez só.

Uma entrevista com o Denis Cruz pode ser lida no site Criacionismo.

Mais detalhes sobre a obra e seu autor? Visite o blogue: denis-cruz.blogspot.com.br

Boa leitura!

“O Grande Conflito” em Versão Cinematográfica: “The Record Keeper”

Episódio piloto da Webserie “The Record Keeper”. Segundo Bruno Mastrocola (@mastrocola no Twitter), “novo formato de filme encomendado pela IASD e que está sendo produzido por Hollywood.”

Aprendendo com as Sementes

Imagem: publicdomainpictures.net

Na ilha de Svalbard, Noruega, em um abrigo subterrâneo, está o Global Seed Vault (Cofre de Sementes Global), também conhecido como o “Cofre do Fim do Mundo” ou  ”Arca de Noé Botânica”, uma espécie de banco genético que busca preservar milhões de sementes – uma medida preventiva para o caso de catástrofes nucleares, mudanças climáticas, desastres naturais e outras supostas ameaças à continuidade da existência humana.

Em funcionamento desde 2008, o cofre espera receber  mais de 3 milhões de tipos de sementes. Segundo se noticia, já armazena mais de 500 mil. Certamente, fará parte dessa reserva desde as minúsculas sementes da mostarda até as “gigantescas” sementes da Lodoicea maldivica (as sementes desta palmeira encontrada nas Ilhas Seychelles, no Oceano Índico, podem alcançar mais de 30 cm de diâmetro).

Desnecessário frisar a importância das sementes tanto para os contemporâneos de Jesus quanto para o homem do séc. XXI. Não sem razão, o Salvador inseriu em suas lições elementos atemporais da própria experiência humana, a fim de vincular o reino natural ao reino espiritual, o homem a Deus, a Terra ao Céu. Aos seus ouvintes, as verdades divinas eram apresentadas a partir da realidade que eles próprios conheciam: a semeadura, a colheita, o dono da vinha, os ceifeiros, o grão de mostarda, o joio, o trigo, o pão.

Assim como no passado, as parábolas continuam a nos ensinar hoje as mesmas verdades divinas a partir de um ponto com o qual estamos familiarizados. Sem dúvida, há muitas lições que podemos aprender com as sementes:

Toda semente lançada produz uma colheita segundo sua espécie. O mesmo se dá na vida humana. Necessitamos todos, lançar as sementes da compaixão, simpatia e amor; porque o que semearmos isso colheremos. Toda característica de egoísmo, amor-próprio, estima própria, todo ato de condescendência consigo mesmo produzirá fruto semelhante. Aquele que vive para si, está semeando na carne, e da carne brotará corrupção.

Deus não destrói a ninguém. Todo aquele que for destruído ter-se-á destruído a si mesmo. Todo aquele que sufoca as admoestações da consciência está lançando as sementes da incredulidade, e estas produzirão uma colheita certa. Rejeitando a primeira advertência de Deus, Faraó, na antiguidade, semeou as sementes da obstinação, e colheu obstinação. Deus não o compeliu a descrer. A semente de incredulidade que lançou, produziu uma colheita de sua espécie. Assim, sua resistência continuou até contemplar o seu país devastado, o gélido cadáver de seu primogênito, e o primogênito de toda a sua casa, e de todas as famílias de seu reino, até que as águas do mar lhe submergiram os cavalos, carros e guerreiros. Sua história é uma ilustração tenebrosa da verdade das palavras, “tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. Gál. 6:7. Se tão-somente reconhecessem os homens isso, seriam cautelosos com a semente que lançam.

À medida que a semente espalhada produz uma colheita, e esta por sua vez é semeada, a seara se multiplica. Essa lei é também verdadeira em relação com as pessoas. Cada ato, cada palavra é uma semente que produzirá fruto. Cada ato de meditada bondade, de obediência ou de renúncia, se reproduzirá em outros, e por eles ainda em terceiros. Do mesmo modo cada ato de inveja, malícia ou dissensão, é uma semente que brotará em “raiz de amargura” (Heb. 12:15), pela qual muitos serão contaminados. E quanto maior número envenenarão os “muitos”! Assim a sementeira do bem e do mal prossegue para o tempo e a eternidade.

Liberalidade tanto em assuntos espirituais quanto temporais, é ensinada na lição da semeadura. O Senhor diz: “Bem-aventurados vós, que semeais sobre todas as águas.” Isa. 32:20. “Digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância também ceifará.” II Cor. 9:6. Semear sobre todas as águas significa uma contínua distribuição das dádivas de Deus. Significa dar onde quer que a causa de Deus ou as necessidades da humanidade exigirem nosso auxílio.

Isso não levará à pobreza. “O que semeia em abundância, em abundância também ceifará.” O semeador multiplica a semente lançando-a fora. Assim é com aqueles que são fiéis no distribuir as dádivas de Deus. Repartindo, aumentam suas bênçãos. Deus lhes prometeu suficiência para que possam continuar a dar. “Dai, e ser-vos -á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.” Luc. 6:38.

E mais do que isso está envolvido no semear e ceifar. Distribuindo as bênçãos temporais de Deus, a evidência de nosso amor e simpatia desperta, no que recebe, gratidão e ações de graças a Ele. O solo do coração é preparado para receber a semente da verdade espiritual. E Aquele que provê a semente ao semeador, fará com que a semente germine e produza fruto para a vida eterna.  Pelo lançar da semente no solo, Cristo representa Seu sacrifício por nossa redenção. “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer”, disse, “fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.” João 12:24. Assim a morte de Cristo resultará em fruto para o reino de Deus. De acordo com a lei do reino vegetal, vida será o resultado de Sua morte.

E todos os que quiserem produzir fruto como coobreiros de Cristo, precisam cair na terra e morrer. A vida precisa ser lançada no sulco da necessidade do mundo. O amor-próprio e o próprio interesse têm que perecer. Mas a lei do sacrifício próprio é a lei da própria preservação. A semente sepultada no solo produz fruto, e este, por sua vez, é plantado. Assim se multiplica a seara. O lavrador preserva a sua semente, lançando-a fora. Deste modo, na vida humana dar é viver. A vida que será preservada é a que é entregue liberalmente ao serviço de Deus e do homem. Os que pela causa de Cristo sacrificam a vida neste mundo, conservá-la-ão para a eternidade.

A semente morre para ressurgir em nova vida, e nisto nos é dada a lição da ressurreição. Todos os que amam a Deus reviverão no Éden celestial. Do corpo humano posto na cova para ser reduzido a pó, disse Deus: “Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor.” I Cor. 15:42 e 43.

Tais são algumas das muitas lições ensinadas pela viva parábola do semeador e da semente na Natureza.

Fonte: Parábolas de Jesus (Ellen White), p. 84-87.

Livro do Mês: Curiosidades e Testes Bíblicos, de Rafael Escandón

O Livro do Mês é um desafio ao seu conhecimento bíblico. Para participar do sorteio, siga as dicas:

1) escolha e responda corretamente (é necessário citar a passagem bíblica), entre as 15 opções abaixo, uma pergunta que ainda não tenha sido respondida por outro visitante do blogue (ou seja, não vale responder a perguntas já respondidas, a menos que você saiba que a resposta dada anteriormente esteja errada). A resposta deve ser feita por meio de comentário aqui no post.

2) siga @Ler_pra_crer no Twitter e retuíte [ Promoção ganhe o Livro do Mês: Curiosidades e Testes Bíblicos, siga @Ler_pra_crer, responda uma pergunta e participe! http://kingo.to/16Fn %5D. O sorteiro está programado para o dia 8/6, mas poderá ser antecipado se forem respondidas todas as perguntas antes desta data.

Dividido em três partes (Curiosidades bíblicas, Testes bíblicos e Pesquisas bíblicas), o livro de Rafael Escandón  que recebeu contribuições da Profa. Edith Teixeira , além de trazer muitas informações valiosas sobre o Livro dos livros, reúne centenas de perguntas que instigam a curiosidade.

Os temas abordados são os mais variados: alimentos, animais, cidades, montes, música, livros, milagres, ocupações, parentesco, pesos e medidas, vestuário, viagens, dinheiro, jóias, festas, homens, mulheres, meninos e meninas, enfermidades, reis e rainhas, entre outros.

Segue abaixo quinze perguntas extraídas da seção LIVROS. Responda a uma delas por meio de comentário, dê RT no tuíte da promoção, como explicado acima, e participe do sorteio. Boa pesquisa e boa leitura!

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1) Em que ocasião Satanás mencionou algumas passagens das Escrituras?

2) Onde, na Bíblia, se menciona papel e tinta?

3) A quem Paulo pediu que lhe trouxesse alguns livros que ele deixara em Trôade?

4) Que rei cortou com canivete uma porção das Escrituras e a lançou no fogo?

5) A quem Jeremias ditou um livro para que fosse lido na casa do Senhor?

6) Onde é mencionado o Livro das Guerras do Senhor?

7) Em que cidade alguns crentes queimaram uma boa quantidade de livros?

8) Onde foi entregue um livro a Jesus?

9) A quem foi dada a ordem para comer um livrinho?

10) Quem rogou a Deus que perdoasse os israelitas, ou do contrário o riscasse do Seu livro?

11) Quem encontrou o Livro da Lei quando reparava o templo?

12) Por que João não relatou mais milagres feitos por Jesus?

13) Qual é o único livro da Bíblia endereçado a uma mulher?

14) Em que livro é mencionada a estrela “Ursa”?

15) Que livro salvou a vida de Mardoqueu?