Livro “A Descoberta” Acaba de Sair do “Forno”

 
 

Fazia tempo que eu queria escrever um romance que tratasse de questões relacionadas com teísmo/ateísmo e criacionismo/evolucionismo, de maneira interessante e envolvente, com personagens bem construídos. Para essa empreitada, convidei o amigo escritor Denis Cruz (autor de Além da Magia e O Livro Amargo) e criamos uma história cheia de dilemas morais, emoção e discussões filosóficas e científicas (a linda capa é obra do designer Eduardo Olszewski).

O personagem principal é Carlos Biagioni, um físico nuclear brasileiro ateu bem-sucedido, mas com a família à beira da ruína e o casamento fracassado. Em meio a um turbilhão de emoções, intensa pesquisa e memórias dolorosas, ele dá início a uma jornada que vai mudar completamente sua visão de mundo, oferecendo-lhe a chance de curar feridas do passado e a possibilidade de olhar com esperança para o futuro. Viva você também essa experiência!

 
A Descoberta é uma ótima opção para quem deseja presentear pessoas que mantêm um ceticismo (e mesmo um ateísmo) do tipo mente aberta. Os que creem também vão se surpreender com a quantidade de argumentos apologéticos apresentada na trama pelos autores.
 
Em breve, o livro estará à venda pelos canais da Casa Publicadora Brasileira (CPB). Aguarde!
 
Fonte: Michelson Borges (Criacionismo)
 
 

O Alfabeto, o Livro e a Necessidade de Deus – O Argumento da Contingência

Livro e Letras saindo dele

Imagem: Gosto de Ler

Durante uma discussão com A. C. Grayling na 25ª edição do programa de rádio Unbelievable (Inacreditável), em março, Peter S. Williams forneceu uma boa e concisa apresentação do argumento cosmológico da contingência:

Uma vez feita a distinção entre coisas que têm causas e coisas que não têm causas, se alguma coisa existe, ou será o tipo de coisa que requer algo fora de si mesma para existir, ou o tipo de coisa que não requer isso. Se não é possível haver uma regressão infinita de coisas que requerem causas fora de si [e é verdade que há alguma coisa que requer causa fora de si: o universo e tudo o que nele existe]…, então, não pode haver uma regressão infinita de tais causas, e, portanto, você tem que ter um término dessa regressão [Deus é a melhor explicação para o término dessa regressão].

Para alguns que podem achar a explicação por demais concisa, vou extendê-la um pouco.

Podemos conceber dois tipos de coisas: aquelas cuja existência requer uma causa externa a si mesmas (seres “contingentes”), e aquelas cuja existência não requer uma causa externa a si mesmas (seres “necessários”). Dado o fato de que todas as coisas físicas – o universo, e tudo que nele há - não tinham de existir, e em determinado ponto no tempo não existiam, podemos concluir que eles são seres contingentes, cuja existência requer uma causa externa a si mesmos.

A natureza contingente da realidade física cria um problema para qualquer explicação naturalista da origem do universo. Para explicar a existência de um ser contingente X, deve-se apelar para um ser anterior W, que causou a existência de X; para explicar a existência do ser contingente W, deve-se apelar para um ser anterior V, que causou a existência de W; para explicar a existência do ser contingente V, deve-se apelar para um ser anterior U, que causou a existência de V, ad infinitum. Para explicar, em termos naturalistas, a existência do ser contingente X, então, teria de ter havido um número infinito de seres contingentes anteriores a X, que formam uma cadeia causal que conduz à existência de X.

Há dois problemas com isso. Em primeiro lugar, se houvesse uma regressão infinita de causas, isso tornaria realmente impossível explicar a existência de X. O filósofo Richard Purtill [1] oferece uma excelente analogia para ilustrar esse ponto. Imagine se eu lhe pedisse um livro emprestado. Você diz que não tem o livro, mas que vai perguntar a um amigo seu se ele tem uma cópia que possa dar a você para que você, por sua vez,  o empreste a mim. Quando você pergunta ao seu amigo pelo livro, ele diz que não tem, mas que vai perguntar a um amigo dele se ele tem uma cópia para emprestar a ele. Se assim for, ele vai tomar emprestado o livro com o  amigo e, em seguida, emprestá-lo a você. Se esse processo continuar ad infinitum, eu nunca vou receber o livro. Da mesma forma, se nenhum ser contingente na cadeia causal infinita que leva até “X” tivesse existência em si mesmo, então seres contingentes jamais poderiam existir, já que seres contingentes devem derivar a sua existência de uma fonte externa a eles próprios. Afirmar que seres contingentes podem existir independentemente de uma fonte que possui existência em e por si mesma é como sugerir que um número infinito de vagões num trem infinitamente longo pode estar num estado de movimento, apesar do fato de não existir nenhum motor para puxá-los. Se não houver um mecanismo para puxar o carro A, então o carro A e cada carro ligado a ele nunca começarão a se mover. O fato de que o trem se move demonstra que pelo menos um carro tem um motor capaz de dar movimento a todos os outros carros. Da mesma forma, o fato de que o ser contingente “X” existe, demonstra que existe algum ser não-contingente na série causal que dá existência a todos os outros seres.

Em segundo lugar, sabemos, a partir de descobertas científicas, que a realidade física tem um passado finito. A cadeia causal que levou até X termina com a singularidade. Não existem entidades físicas, causas, ou eventos fora da singularidade e, portanto, não há regressão infinita de causas externas a que se possa apelar para explicar a existência de X. O ser contingente W só pode explicar o ser contingente X se existir um ser contingente V que possa explicar o contigente W; e o ser contingente V só pode explicar o ser contingente W se existir um ser contingente U que explique o ser contingente V, e assim por diante. Mas dada a finitude temporal do universo, nós acabaremos por chegar ao ser contingente A, que explica o ser contingente B. Mas o que pode explicar o ser contingente A? Ele requer uma causa externa a si mesmo da mesma maneira que todos os outros seres contingentes, mas, sendo ele o primeiro ser contingente, simplesmente não existem quaisquer outros seres contingentes disponíveis para explicar A. Se, como visto, seres contingentes derivam a sua existência de uma fonte externa a si mesmos, e não existe ser contingente externo a A para explicar a existência de A, então a existência de “X” não pode ser explicada também. Devemos ou concluir que não há uma explicação para os seres contingentes (uma violação do princípio da razão suficiente) ou que a realidade não se esgota com a realidade física. Dada a força de nossa intuição metafísica de que “ser/existência” só vem de “ser/existência”, a última alternativa é mais razoável. Além dos “seres contingentes” que constituem a realidade física, também deve existir um “ser necessário” que transcende o mundo físico.

Voltando, por um momento, à analogia do empréstimo do livro, vimos que, se o processo de solicitação do livro a um amigo continuasse ad infinitum, eu jamais receberia o livro. Se eu recebo o livro, porém, então, em algum ponto da cadeia causal, deve existir alguém que não tem que pedir o livro emprestado, mas possui o livro e o empresta a todos os outros que precisam do livro. Da mesma forma, se o ser contingente X existe, então em algum ponto da cadeia de causalidade, deve existir um ser necessário que não tem de derivar a sua existência de alguma fonte externa, mas existe por uma necessidade de sua própria natureza e é a fonte de todas os seres contingentes. Um ser dessa natureza não pode ser parte do reino físico, porque todas as entidades físicas são seres contingentes. O ser necessário deve, portanto, transcender ao mundo físico, agindo como sua causa primeira.

Além de imaterial, o ser necessário também deve ser eterno e não espacial, já que o tempo e o espaço são partes da realidade física [que é contingente]. Um ser com essas características [não contingente, imaterial, eterno, não espacial] corresponde ao que os teístas têm tradicionalmente descrito como Deus, e, assim, Deus é o melhor candidato para o ser necessário.

Em resumo, não pode haver uma regressão infinita das coisas que requerem uma causa externa para si. Deve haver uma terminação da cadeia causal. O que quer que termine a cadeia causal não pode ele próprio ser algo que exija uma causa externa a si mesmo, mas deve ser um ser necessário a partir do qual todos os seres contingentes derivam sua existência. Dadas as características de um ser necessário, Deus é a melhor explicação para o término do regresso causal.

Fonte: Theosophical

A Retórica “Científica” em Ação: Evolução Comparada à Observação da Gravidade?

 

 Comparação revela como é primitivo o pensamento evolucionista

No pensamento evolucionista há um grande contraste entre sua ambiguidade científica e sua certeza metafísica. Há todo tipo de problemas em explicar como o mundo poderia ter surgido por conta própria, mas ainda assim, ao mesmo tempo, os evolucionistas constantemente nos asseguram que a evolução é um fato científico. Por exemplo, enquanto Philip Ball exorta seus colegas evolucionistas a admitirem que nós não entendemos completamente como a evolução trabalha no nível molecular ele, simultaneamente, apresenta a ideia como um fato e critica aqueles que duvidam dessa nova verdade. Mas como podemos ter tanta certeza de que as espécies se originaram espontaneamente quando nossos melhores esforços para explicar como isso poderia ter acontecido continuam a ser insuficientes? Quando eu destaquei isso, um evolucionista retrucou, afirmando que eu estaria cometendo o erro elementar de confundir os detalhes de uma teoria com o seu valor de verdade: “Nós não entendemos completamente como funciona o câncer. Isso faz com que o câncer não seja verdade?”

Esta objeção merece ser examinada não porque faça sentido (não faz), mas porque é uma resposta padrão.

O defensor do padrão evoluconista, Stephen J. Gould, uma vez comparou a certeza da evolução com a da gravidade: “Os fatos não desaparecem quando cientistas debatem teorias rivais para explicá-los. A teoria da gravitação de Einstein substituiu a de Newton, mas as maçãs não ficam suspensas no ar enquanto se aguarda o resultado. E os seres humanos evoluíram de ancestrais simiescos, se pelo mecanismo proposto por Darwin ou por outro, ainda a ser descoberto.”

Gould não foi o primeiro evolucionista a comparar a evolução com observações empíricas tais como a gravidade. Essas comparações remontam praticamente a Darwin e elas não pararam desde então.

Isto é notável porque esses argumentos são falaciosos e falhos. Eles nos dizem muito mais sobre o estado do pensamento evolucionista do que sobre a suposta verdade da evolução.
Seja a comparação a gravidade, o câncer ou qualquer observação empírica, nós os consideramos um fato porque podemos observá-los.  Se podemos ou não explicá-los, e até que ponto podemos explicá-los, não tem qualquer influência sobre a própria observação. Assim, Gould está correto quando afirma que a gravidade “permanece, ou não vai embora” quando cientistas debatem teorias rivais para explicá-la.

Mas nós não observamos os seres humanos evoluírem de ancestrais simiescos. Essa é a afirmação da evolução, e é uma afirmação que sofre de problemas científicos substanciais. E esses problemas não são um detalhe sobre a evolução, são um fato científico. Sim, evolucionistas debatem explicações rivais sobre como as espécies se originaram, mas nesse caso, não há nenhuma observação da evolução que [como a gravidade] ”permaneça, ou não vá embora” durante o debate. Não há fato da evolução observado no qual podemos nos firmar, enquanto as explicações evolutivas encontram problemas científicos.

Essa falácia na comparação de evolucionistas com observações empíricas não é sutil. Na verdade, a falácia é tão trivial que chega a ser vergonhosa para os evolucionistas. Mas ainda assim, aí está ela. Os principais evolucionistas sempre usaram e continuam a usar esse argumento ridículo. O que é importante aqui não é nem que o argumento seja falho, mas que os evolucionistas acreditem que ele seja uma defesa eficaz de sua insustentável posição. O argumento falha em sua defesa da evolução, mas não falha em revelar quão falho e vazio é o pensamento evolucionista.

 Fonte: Cornelius Hunter (Darwin’s God)

Jesus é Evidência de que Deus Existe

Já tentou defender a existência de Deus para um amigo descrente ou um membro da família cético? Eu já. Por alguma razão, eu me vejo começando com as mais amplas evidências da existência de Deus. Partindo do argumento cosmológico, passando pelas evidências do ajuste fino do universo, as evidências da teleologia ou a existência de leis morais transcendentes, eu normalmente começo por fazer uma defesa da existência de um Deus não específico antes de focalizar a evidência para o Deus cristão da Bíblia. Geralmente faço uma abordagem de “fora para dentro” ou do “macro-para-o-micro”: em primeiro lugar, defender Deus em geral, e, em seguida, argumentar a favor de Jesus, especificamente.

Mas não  foi assim que eu cheguei à fé. Primeiramente, meu interesse na questão da existência de Deus veio depois que li os evangelhos. Eu os li como um ateu curioso. Um pastor local despertou minha curiosidade, fornecendo algumas amostras dos ensinamentos de Jesus, e eu estava simplesmente curioso para ver se os evangelhos continham alguma sabedoria adicional. Eu não estava mais comprometido com Jesus como sendo um mestre antigo do que poderia estar com Buda, Sócrates ou qualquer outro sábio da antiguidade.

Mas os evangelhos estimularam o exercício da minha experiência como detetive e demonstraram muitas características do testemunho de testemunhas oculares. Eu fui rapidamente envolvido em uma análise forense das declarações do evangelho de Marcos e não demorou muito até que eu levasse a sério o que os evangelhos diziam. Eu descobri:

1. que os evangelhos foram escritos muito cedo;
2. que os evangelhos foram transmitidos cuidadosamente;
3. que as informações dos evangelhos foram protegidas e preservadas;
4. que as reivindicações dos evangelhos a respeito de Jesus eram consistentes com as fontes não-cristãs;
5. que os relatos dos evangelhos eram testáveis.

No final, cheguei à conclusão de que os evangelhos eram relatos de testemunhas oculares confiáveis ​​que forneceram informações precisas a respeito de Jesus, incluindo sua crucificação e ressurreição. Mas isso criou um problema para mim. Se Jesus realmente era quem Ele disse que era, então Jesus era o próprio Deus. Se Jesus realmente fez o que as testemunhas oculares dos evangelhos registraram, então Jesus ainda é o próprio Deus. Como alguém que costumava rejeitar qualquer coisa sobrenatural, eu tive que tomar uma decisão a respeito de meus pressupostos naturalistas.

As evidências para a confiabilidade dos relatos das testemunhas oculares nos evangelhos me fizeram reexaminar a evidência da existência de Deus em geral. Se Jesus ressuscitou dos mortos, os milagres são possíveis. Se Jesus, afirmando ser Deus, pôde levantar-se do túmulo, havia poucos motivos racionais para descrer de qualquer milagre atribuído a Deus, incluindo o milagre da criação. Os relatos evangélicos se tornaram a base a partir da qual examinei os argumentos cosmológico, axiológico, teleológico, ontológico, transcendental e antrópico da existência de Deus. Eu não comecei de forma geral e, então, segui em direção a Jesus, especificamente; eu comecei com Jesus e, em seguida, “retrocedi” para a mais ampla evidência da existência de Deus. Como alguém que trabalhou regularmente com casos circunstanciais cumulativos (como detetive de casos não solucionados e arquivados), a conectividade de todas as evidências disponíveis parecia óbvia à medida que eu montava o caso. Qualquer um destes elementos de prova era suficiente para fazer a defesa da existência de Deus, mas quando considerados cumulativamente, o peso da evidência era avassalador.

Mesmo que a vida de Cristo tenha sido uma parte importante da minha investigação pessoal, eu ainda me vejo defendendo a existência de Deus, pelo menos inicialmente, como se eu ainda não fosse um cristão! Ao compartilhar o que eu acredito com amigos e familiares céticos, eu tenho de fazer um esforço consciente para lembrar que a vida de Jesus, por si só, demonstra a existência de Deus. Se os Evangelhos são verdadeiros, nenhum de nós precisa de nenhuma prova adicional. Jesus é a  evidência suficiente de que Deus existe.

Fonte: PleaseConvinceMe (Jim Warner Wallace, autor do livro “Cold Case Christianity”)

Por Que Cristo Adiou as Lições de Ciência?

E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. João 17:3

O ministério terrestre de Jesus não foi caracterizado pela exposição e discussão de leis da natureza e curiosidades científicas. Havia razões para isso:

Se Cristo julgasse necessário, Ele poderia ter revelado aos Seus discípulos os mistérios que obscurecem e colocam fora do alcance da visão todas as descobertas da mente humana. Ele poderia ter apresentado os fatos pertinentes a cada assunto que vai além da lógica humana, sem, contudo, distorcer a verdade em qualquer aspecto. Ele poderia ter revelado aquilo que é desconhecido, aquilo que ampliaria ao máximo a imaginação e teria atraí­do os pensamentos de sucessivas gerações até o fim da história da Terra. Ele poderia ter aberto as portas dos mistérios que a mente humana busca em vão abrir. Ele poderia ter apresentado aos seres humanos uma árvore do conhecimento de onde eles poderiam colher frutos através dos séculos; mas essa obra não era essencial para a salvação deles, e o conhecimento do caráter de Deus era necessário para seus interesses eternos. [...]
Jesus, o Senhor da vida e da glória, veio plantar a árvore da vida para a família humana, e convidar os membros da raça caída a comer e se satisfazer. Ele veio lhes revelar aquilo que era a única esperança deles, sua única felicidade, tanto neste mundo quanto no porvir. [...] Ele não permitiu que nada desviasse a atenção dEle da obra que veio realizar. [...]
Jesus viu que as pessoas precisavam ter a mente atraída a Deus, para que pudessem se familiarizar com o caráter dEle e obter a justiça de Cristo, representada em Sua santa lei. Ele sabia que era necessário que os seres humanos tivessem uma representação fiel do caráter divino, para que não fossem enganados pela representação falsa de Satanás, que lançou sua sombra infernal no caminho dos homens e na mente deles revestiu Deus com suas características satânicas. [...]
Por mais importantes e sábios que os mestres deste mundo tenham sido considerados em seus dias ou sejam considerados em nosso tempo, em comparação com Ele, não são dignos de admiração, pois toda a verdade ensinada por eles foi tão somente aquela originada por Ele, e tudo o que vem de qualquer outra fonte é insensatez. Até mesmo a verdade que eles ensinaram, nos lábios de Cristo foi embelezada e glorificada, pois Ele a apresentou com simplicidade e dignidade (Signs of the Times, 1º de maio de 1893).

Isso não significa, porém, que os homens tenham perdido irremediavelmente a oportunidade de receber lições de ciências diretamente da Fonte onde se acham ”escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Colossenses 2:2-3):

O Céu é uma escola; o campo de seus estudos, o Universo; seu professor, o Ser infinito…

[...] Ali, quando for removido o véu que obscurece a nossa visão, e nossos olhos contemplarem aquele mundo de beleza de que ora apanhamos lampejos pelo microscópio; quando olharmos às glórias dos céus hoje esquadrinhadas de longe pelo telescópio; quando, removida a mácula do pecado, a Terra toda aparecer “na beleza do Senhor nosso Deus” – que campo se abrirá ao nosso estudo! Ali o estudante da ciência poderá ler os relatórios da criação, sem divisar coisa alguma que recorde a lei do mal. Poderá escutar a melodia das vozes da Natureza, e não perceberá nenhuma nota de lamento ou tristezas. Poderá enxergar em todas as coisas criadas uma escrita; contemplará no vasto Universo, escrito em grandes letras, o nome de Deus; e nem na Terra, nem no mar ou no céu permanecerá um indício que seja do mal.

Ali se revelará ao estudante uma história de infinito objetivo e riqueza inexprimível. Tomando por base a Palavra de Deus, o estudante obterá uma visão do vasto campo da História, e poderá alcançar algum conhecimento dos princípios que presidem à marcha dos acontecimentos humanos. Mas a sua visão ainda estará nublada, e incompletos os seus conhecimentos. Não verá todas as coisas de uma maneira clara antes que chegue à luz da eternidade. Então se revelará diante dele o decurso do grande conflito que teve sua origem antes que começasse o tempo e terminará apenas quando este cessar. A história do início do pecado; da fatal falsidade em sua ação sinuosa; da verdade que, não se desviando das suas próprias linhas retas, se defrontou com o erro e o venceu; sim, tudo isto será manifesto. O véu que se interpõe entre o mundo visível e o invisível, será removido e reveladas coisas maravilhosas.

[...] Ali toda faculdade se desenvolverá, e toda capacidade aumentará. Os maiores empreendimentos serão levados avante, as mais altas aspirações realizadas, as maiores ambições satisfeitas. E, todavia, surgirão novas elevações a galgar, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos assuntos a apelarem para as forças do corpo, espírito e alma. Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos filhos de Deus. Com indizível deleite unir-nos-emos na alegria e sabedoria dos seres não caídos. Participaremos dos tesouros adquiridos através dos séculos empregados na contemplação da obra de Deus. E enquanto os anos da eternidade se escoam, continuarão a trazer-nos mais gloriosas revelações. “Muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos” (Efés. 3:20) será, para todo o sempre, a concessão dos dons de Deus.

[...] Ali, mentes imortais contemplarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Ali não haverá nenhum adversário cruel, enganador, para nos tentar ao esquecimento de Deus. Todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. A aquisição de conhecimentos não cansará o espírito nem esgotará as energias. Ali os mais grandiosos empreendimentos poderão ser levados avante, alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições realizadas; e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo.

Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão voo incansável para os mundos distantes – mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não-caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder.

E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter.

Fontes: Ellen White. Perto do Céu, Meditações Diárias. CPB  (e também Educação, p. 301-304, e O Grande Conflito, p. 677 e 678).

“Foi a Ciência que me Afastou do Ateísmo”

O Dr. Henry Margenau foi professor emérito “Eugene Higgins” de Física e Filosofia Natural na Universidade de Yale. Ele morreu em 1997, mas cinco anos antes, ele e Roy Varghese, um jornalista internacional, editaram um livro intitulado Cosmos, Bios, and Theos: Scientists Reflect on Science, God, and the Origins of the Universe, Life, and Homo sapiens (Cosmologia, Biologia e Teologia: Cientistas refletem sobre Ciência, Deus, a origem do Universo, da vida e do Homo sapiens). Deparei uma resenha antiga do livro há algum tempo, e ele me pareceu interessante; então, decidi colocá-lo na minha lista de leitura.

Margenau e Varghese contactaram alguns dos cientistas mais importantes do século XX, e perguntaram a opinião deles a respeito de Deus e do assunto das origens. No final, eles obtiveram respostas de 60 cientistas proeminentes, 24 dos quais tinham ganhado o Prêmio Nobel. A maioria respondeu as seis perguntas que Margenau e Varghese fizeram:

1. Qual deve ser, na sua opinião, a relação entre religião e ciência?

2. Qual é a sua opinião sobre a origem do universo: tanto em nível científico e – se você vir a necessidade – em um nível metafísico?

3. Qual é a sua opinião sobre a origem da vida: tanto em nível científico e – se você vir a necessidade – em um nível metafísico?

4. Qual é a sua opinião sobre a origem do Homo sapiens?

5. Como deve a ciência – e o cientista – abordar as questões das origens, especificamente as questões da origem do universo e da vida?

6. Muitos cientistas proeminentes – incluindo Darwin, Einstein e Planck - levaram o conceito de Deus muito a sério. Qual é a sua visão sobre o conceito de Deus e sobre a existência de Deus?

Como seria de esperar quando 60 pensadores profundos são perguntados sobre questões tão sérias, as respostas foram variadas e incrivelmente interessantes. Antes de discuti-las, no entanto, é importante destacar dois pontos. O primeiro é feito no prefácio do livro:

O livro Cosmos, Bios, Theos não tem nenhuma pretensão de ser uma pesquisa estatisticamente significativa das crenças religiosas dos cientistas modernos. (p. xiii)

Assim, o leitor não deve usar as respostas contidas neste livro para inferir a atitude geral entre os cientistas em relação à existência de Deus ou à questão das origens.

O segundo ponto é que nem todos os cientistas responderam a essas seis perguntas. Em vez disso, alguns simplesmente escreveram algumas páginas de pensamentos gerais sobre os temas ”Deus” e “as origens”. Outros permitiram o uso de entrevistas que já haviam sido feitas com eles por Varghese Roy.

O livro é dividido em quatro seções. A primeira seção contém respostas (ensaios ou entrevistas) de astrônomos, matemáticos e físicos, enquanto a segunda contém as respostas (ensaios ou entrevistas) de biólogos e químicos. Ao ler as opiniões de cada cientista, tentei determinar se o cientista era ateu (não acredita em Deus), agnóstico (não está seguro sobre a existência de Deus), um deísta (acredita em um Deus criador, mas que não é ativamente envolvido com o universo) ou um teísta (acredita em um Deus criador, que é pessoal e ativo no universo). Isso não foi possível em todos os casos, porque alguns dos cientistas mostraram-se evasivos quando se tratava de expor suas crenças específicas sobre Deus.

Entre os cientistas que manifestaram claramente seu ponto de vista, no entanto, eu encontrei algo muito interessante. Quando se tratava de astrônomos, matemáticos, físicos, eu não conseguia encontrar ateus, mas apenas um punhado de agnósticos. A grande maioria ou eram deístas ou teístas. Além disso, os teístas superavam os deístas  numa margem de mais de três por um. Esse não era o caso entre os biólogos e químicos, no entanto. Nesse grupo de cientistas, havia um ateu, e os números foram quase igualmente divididos entre agnósticos, deístas e teístas.

Agora, mais uma vez, este livro não teve a mínima pretensão de ser uma amostra estatisticamente significativa de cientistas, mas a diferença que aparece entre esses dois grupos que mencionei é algo que eu tenho notado em minha própria carreira científica. Em geral, acho que os astrônomos, matemáticos e físicos são consideravelmente mais propensos a acreditar em Deus do que os químicos e os biólogos. Isso também se encaixa com o que o físico Dr. Robert Griffiths disse algum tempo atrás:

Se precisarmos de um ateu para um debate, eu vou ao departamento de Filosofia. O departamento de Física, nesse caso, não é muito útil. (1)

Eu não sei por que os físicos (e matemáticos) parecem mais propensos a acreditar em Deus do que outros cientistas, mas acho isso interessante.

Agora, embora os astrônomos, matemáticos e físicos fossem mais propensos a acreditar em Deus do que os biólogos e químicos, as declarações mais definitivas sobre a existência de Deus vieram de químicos. Por exemplo, o Dr. Christian B. Anfinsen (que ganhou o Prêmio Nobel de 1972 em Química) escreveu:

Eu acho que só um idiota pode ser um ateu. (p. 139)

Não concordo com isso, é claro. Eu já fui um ateu, e não acho que fosse um idiota então. Além disso, eu conheço (e leio) diversos ateus, e muito pouco deles são idiotas. O Dr. D. H. R. Barton, que ganhou o Prêmio Nobel de 1969 em Química, expressou-se de forma um tanto mais leve, mas ainda bastante definitiva:

A ciência mostra que Deus existe. (p. 144)

Concordo plenamente com o Dr. Barton. Foi a ciência que me afastou do ateísmo, e quanto mais eu estudo a ciência, mais definitivamente eu acho que ela aponta para a existência de um Criador.

Embora eu pudesse dizer muito mais sobre o que esses cientistas escreveram em resposta às seis questões que foram apresentadas, eu quero discutir a terceira seção do livro, porque ela também é incrivelmente interessante. Ela contém um debate sobre a existência de Deus entre o Dr. Hywel David Lewis (um célebre filósofo galês) e o Dr. Antony Flew (um célebre filósofo britânico). O que torna este debate tão fascinante é que o livro foi publicado 12 anos antes que o Dr. Flew rejeitasse o ateísmo. Assim, você consegue ler o Dr. Flew apresentando a defesa de uma posição que ele finalmente rejeitou!

Tendo a vantagem de saber em que Flew finalmente acabaria acreditando, acho que este debate revela que ele já estava começando a se sentir um pouco desconfortável a respeito de seu ateísmo mais de uma década atrás. No começo de uma de suas respostas a Lewis, ele escreve:

Notoriamente, a confissão faz bem à alma. Portanto, vou começar por confessar que o ateu estratoniciano tem de ficar embaraçado pelo consenso cosmológico contemporâneo. Pois parece que os cosmólogos estão fornecendo uma prova científica daquilo que São Tomás sustentava que não poderia ser provado filosoficamente, a saber, que o universo teve um começo. (p. 241)

Se você não reconhece o termo (que foi cunhado pelo próprio Flew), um ateu estratoniciano é aquele que pensa que uma vez que não há necessidade de acreditar em Deus para entender o universo, a posição racional adequada é a do ateu.

Durante a maior parte da história da ciência, foi consenso científico que o universo não teve princípio – que sempre existiu e sempre iria existir. Isto, naturalmente, se encaixava muito confortavelmente na cosmovisão ateísta, e era contrário às Escrituras, que ensinam claramente que o universo teve um começo (Gênesis 1:1, Colossenses 1:16, Atos 4:24, etc.). No entanto, quanto mais os cientistas estudavam o universo, mais eles percebiam que esta visão era incompatível com as observações disponíveis. Como resultado, no século XX, o consenso científico foi alterado para aquilo que as Escrituras ensinam: o universo teve um começo. Isso, é claro, não foi suficiente para convencer Flew a abandonar seu ateísmo. No final, foi o design (projeto) que ele viu tanto no universo quanto no mundo biológico que o convenceu de que deve haver um Designer (Projetista). No entanto, é interessante ler que mais de uma década antes que ele abandonasse o ateísmo, considerações científicas já estavam produzindo nele algum desconforto.

A quarta parte do livro contém dois ensaios: um sobre a origem do universo e outro sobre mecânica quântica e o mistério da vida. Eu não achei nenhum desses ensaios de alguma forma significativos. No entanto, o resto do livro é tão incrivelmente interessante que considero que vale muito a pena ser lido. Certamente não é “material leve”, mas pode acender algumas luzes na mente de quem fizer a leitura de forma séria.

Referência:

1. Tim Stafford, “Cease-Fire in the Laboratory”, Christianity Today, April 3, 1987, p. 18.

Fonte: Dr. J. L. Wile Proslogion

“A Bíblia Entre os Mitos”: Que Diferença!

 

 
 
 
Vivemos em uma época de reducionismo. Isso se torna especialmente evidente pelo uso comum da palavra “apenas”. Os reducionistas dizem: “a mente humana é apenas um sistema complexo de matéria” ou “a moralidade é apenas um subproduto da evolução para a sobrevivência do grupo.”[1] Quando se trata de estudos bíblicos, normalmente o reducionismo assume a seguinte forma: “As narrativas do Gênesis são apenas mais um mito do Oriente Próximo Antigo.”

Os pós-evangélicos usam hoje, regularmente, esses argumentos. Em nível popular, escritores como Rachel Held Evans comentam sobre os “notadamente semelhantes”  relatos da criação e do dilúvio do Antigo Oriente Próximo em relação aos encontrados em Gênesis. Compreender Gênesis como não-histórico, um mito não-científico, que contém os mesmos “recursos literários humanos” e “pressupostos cosmológicos” que os do Antigo Oriente Próximo teria sido, segundo ela mesma, “libertador”.[2] Peter Enns é o estudioso pós-evangélico mais frequentemente associado com essa visão. Em seu livro Inspiration and Incarnation (Inspiração e Encarnação), Enns procurou mostrar que Deus se ajustou às  culturas do Antigo Oriente Próximo, usando formas literárias não históricas e não-científicas em Gênesis (e em outros escritos) para comunicar a sua mensagem.[3] Muitos seguiram a sua liderança, especialmente aqueles que procuram resolução da [suposta] discórdia percebida entre fé e ciência.

No contexto da academia secular, tais pontos de vista são inquestionáveis. O paradigma dominante se originou na Escola “História das Religiões”. Essa perspectiva do século 19 considerava que a religião monoteísta era originária das classes mais baixas da sociedade primitiva, da criação do xamanismo tribal como um meio de afirmar o poder sobre os mais fisicamente ou socialmente poderosos.[4] Essas crenças xamanísticas teriam evoluído para o politeísmo, em seguida para o henoteísmo e, eventualmente, para o monoteísmo. A Escola baseou sua visão na semelhança religiosa de culturas antigas e procurou encaixar todos os dados em um paradigma linear, evolutivo. Dentro desse paradigma, as narrativas do Gênesis tornaram-se ”apenas” mais um mito ao lado dos mitos de outras culturas antigas. No início do século 20, os estudiosos começaram a criticar o quanto exatamente certas crenças se encaixam dentro desse paradigma. Eventualmente, a visão acadêmica predominante se desviou do modelo linear, embora a interpretação da narrativa do Gênesis “apenas” como mais um mito da criação continue a prevalecer.

A razão disso?  Há semelhanças óbvias entre Gênesis e outras histórias antigas e modernas das origens. Os estudiosos que mantêm esse ponto de vista têm apresentado as semelhanças como as características mais essenciais do Gênesis e as diferenças como aspectos secundários e não-essenciais das narrativas. Mas e se isso for um equívoco? E se as diferenças forem os aspectos essenciais no Gênesis e na visão de mundo do Antigo Testamento? E se Gênesis e outras histórias do Antigo Oriente forem semelhantes da mesma maneira que minha minivan KIA e uma Ferrari são semelhantes? “Ei, ambas têm rodas e um volante, portanto a Ferrari é ‘apenas’ um outro tipo de carro. Quer trocar?” Parece-me que em Gênesis, como na venda de automóveis, as diferenças são muito mais significativas do que as semelhanças.

John Oswalt, professor de Hebraico e Estudos do Velho Testamento no Seminário Teológico de Asbury fez essa defesa recentemente em seu livro “The Bible Among the Miths” (A Bíblia entre os Mitos). Ele baseia-se em trabalhos mais antigos de G. E. Wright, da Universidade de Harvard, para apresentar sua tese, alegando que o trabalho de Wright ainda permanece como uma crítica eficiente da visão predominante.[5] Uma vez que os dados do Oriente Antigo não se alteraram significativamente em quase 70 anos, Oswalt afirma que a principal razão por trás da persistência da visão reducionista não são os dados em si mas “convicções teológicas e filosóficas anteriores”, sustentadas por aqueles que militam nesse campo.[6] O livro é dividido em duas seções: a primeira discute a Bíblia e o gênero dos mitos antigos, e a última discute a escrita da Bíblia e da história antiga. Embora ambos os temas sejam altamente relevantes para a apologética cristã, este último tem sido mais plenamente abordado em outros lugares e, assim, este artigo, em grande parte, se concentrará na primeira seção e suas implicações para a tarefa apologética.[7]

A primeira seção faz uma boa introdução para os vários significados contemporâneos de mito: o sentido etimológico, que salienta a “falsidade da coisa que está sendo descrita”;[8] sociológico, que destaca se o grupo vê ou não algo como verdade, mas ignora ou não se a coisa é realmente verdade; literário, que significa simplesmente uma certa maneira de escrever; fenomenológico, que destaca as características comuns dos escritos que têm sido chamado de mitos. Oswalt passa a maior parte de sua escrita neste último significado, pois este é o sentido frequentemente utilizado em estudos bíblicos. Ele mostra que os defensores dessa visão procuram definir mito como aquilo que busca relacionar o natural com o humano, o ideal com o real, o pontual com o contínuo. Após a análise desses pontos de vista, ele conclui, mostrando que um dos aspectos essenciais de definições descritivas ou fenomenológicas do mito é o que ele chama de “continuidade” ou “correspondência”; “que todas as coisas são contínuas umas com as outras”.[9]

Este pressuposto central de continuidade explica a quase universal atribuição antiga de características humanas ao mundo natural. Ele explica o quadro cíclico através do qual a maior parte do mundo antigo via a realidade, para não mencionar a crença de que a reconstituição dos mitos traz satisfação presente para aqueles que o reconstituem. Após esta análise, Oswalt faz esta afirmação provocativa sobre a relação da Bíblia com esse mundo dos mitos:

Assim, o mito é uma forma de expressão, seja literária ou oral, em que as continuidades entre os reinos humano, natural e divino são expressas e concretizadas. Ao reforçar essas continuidades, o mito busca assegurar o funcionamento ordenado da natureza e da sociedade humana. O fato é que a Bíblia tem um entendimento completamente diferente da existência e das relações desses reinos. Como resultado, ela funciona de forma inteiramente diferente. Suas narrativas não convertem a realidade divina contínua fora do mundo invisível real em uma reflexão visível desta realidade. Pelo contrário, são um ensaio dos atos não-repetíveis de Deus em um tempo e espaço identificável, em concerto com os seres humanos…Sua finalidade é provocar escolhas e comportamentos humanos por meio da memória. Nada poderia estar mais longe do propósito de um mito. O que quer que seja a Bíblia, verdadeira ou falsa, ela não é mito.

Oswalt não acredita que a visão reducionista da Bíblia pode ser mantida, e argumenta apaixonadamente contra a ideia de ver a Bíblia como apenas mais um mito, primeiramente por descrever a perspectiva de continuidade que subjaz a outras literaturas do Antigo Oriente Próximo. Oswalt define a continuidade subjacente aos mitos como “a idéia de que todas as coisas que existem são partes umas das outras…sem distinções fundamentais entre os três reinos: a humanidade, a natureza e o divino.”[10] Tudo coexiste nessa visão de mundo. Os ídolos são símbolos dos deuses, mas, em um sentido muito real, são os deuses. Tempestades são a ação dos deuses. A reconstituição sexual humana da suposta atividade sexual dos deuses inspira a produção agrícola na realidade. Cada reino é contínuo e conectado. Nesta visão de mundo “o criador de mitos racionaliza da realidade dada para o divino”.[11]

Oswalt dá uma variedade de características comuns de uma visão de mundo fundada na continuidade. Primeiro, essa visão enfatiza a realidade presente em detrimento do passado e do futuro. As histórias das origens não são contadas para enfatizar o que aconteceu, em si, mas para explicar a situação atual com sua complexidade de relações. Segundo, ela confunde a imagem e o real. Assim, o deus por trás do ídolo se confunde com a manifestação do deus na imagem do(s) ídolo(s). A fonte unificadora divina por trás dos deuses não pode ser facilmente distinguida da manifestação dos deuses. Terceiro, ela enfatiza símbolos naturais. A partir de uma perspectiva de continuidade, isto faz sentido, já que o que acontece na natureza representa e afeta tanto a esfera humana como a divina. Quarto, ela valoriza a magia. Oswalt define magia como a capacidade de “realizar algo no reino divino, [...] fazendo uma coisa semelhante no reino humano”.[12] Nesta perspectiva, a prostituição no culto dos povos do Antigo Oriente é uma afirmação teológica sobre a natureza da realidade. A ação sexual humana produzia prole e, em uma visão de mundo de continuidade, tal ação teria sido pensada para inspirar a ação sexual da divindade a fim de produzir a colheita. Finalmente, uma visão de mundo de continuidade inerentemente nega os limites. Uma vez que tudo se conecta e está inter-relacionado, não se pode esperar encontrar limites distintos entre as coisas. Portanto, não é surpresa encontrar prostituição, bestialidade, incesto e outros tipos de comportamento sexual, já que essa perspectiva inerentemente rejeita os limites.

Com base nessas características subjacentes a uma visão de mundo de continuidade, Oswalt apresenta as seguintes características do mito, tanto como deduções lógicas dessa cosmovisão quanto como características comuns de mito do Antigo Oriente: o politeísmo, a idolatria, a eternidade da matéria caótica, uma negação da personalidade individual, uma baixa visão do divino e do humano, a visão de conflitos como uma fonte de vida, a não existência de um padrão único para a ética e um conceito cíclico da existência. Cada uma destas características provém claramente dos pressupostos subjacentes citados acima. Oswalt deixa claro que essa perspectiva não era apenas típica do Antigo Oriente, mas quase universal, incluindo os gregos e os romanos, os hindus e várias outras religiões asiáticas. Ele afirma que se “o homem pode descobrir a realidade última através da extrapolação de sua própria experiência… [então ele vai chegar], por todo o mundo, a um entendimento muito semelhante da realidade”. [13] Neste ponto, deve ficar claro que essas perspectivas não são universais, e as exceções são óbvias: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, cada qual a sustentar um entendimento radicalmente diferente da realidade. Mas de onde vem esse entendimento, senão de sua fonte de literatura comum, ou seja, a Bíblia hebraica?

Neste ponto, eu tenho que admitir um preconceito pessoal em favor da perspectiva de Oswalt. Sempre que começava a fazer estudos bíblicos, eu o fazia em uma conceituada universidade protestante. Os professores falavam de Gênesis como sendo mítico e compartilhando incontáveis características ​​com os mitos do Antigo Oriente. Dessa forma, eu assumi a verdade de suas declarações. Eu devo admitir, porém, que foi chocante quando realmente comecei a ler a literatura do Antigo Oriente. As diferenças eram profundas e muitas das semelhanças sugeridas pareciam ad hoc. Considerando que eu podia entender algumas dessas semelhanças como polêmicas veladas contra outras literaturas do Antigo Oriente, ver as narrativas do Gênesis como uma progressão originária destes escritos parecia (e continua a parecer) impossível. Por quê? Oswalt faz um trabalho maravilhoso ao delinear a perspectiva do Velho Testamento sobre as origens, para mostrar o quão distinta é essa visão de mundo em comparação com a visão de mundo de outros escritos do Antigo Oriente.

Considerando que os mitos do Antigo Oriente projetam uma visão de mundo de continuidade, Oswalt argumenta que a Bíblia apresenta uma visão de mundo de transcendência e de revelação. Ele enumera as características comuns do “pensamento bíblico” como o monoteísmo, a iconoclastia, a prioridade espiritual sobre o material, uma criação através de processo, uma visão elevada de Deus e da humanidade, uma visão redefinida da ética sexual (dessacralização), a proibição de magia, uma demanda por obediência ética e a importância da interação de Deus com a humanidade na história. Claramente, estas distinções são incompatíveis com a visão de mundo de continuidade descrita acima. Cada uma delas decorre do pressuposto básico de que há um Deus transcendente, fora e além da criação, o que alguns teólogos chamam de distinção Criador-criatura. Esse Deus não pode ser manipulado por magia, nem pode ser representado por qualquer coisa dentro de Sua criação quer seja um ídolo quer seja a própria natureza. Se ele se revelar, seus comandos serão inalteráveis ​​e definirão os limites para a existência dentro da criação, etc. Uma vez que a Bíblia hebraica fortalece essa visão de mundo, não é surpreendente ver que idéias típicas do Antigo Oriente, como o culto da fertilidade, a idolatria e a divindade de coisas finitas sejam totalmente rejeitadas.

Quais são as implicações dessas distinções de Oswalt para a apologética cristã? Primeiro, chamar as narrativas do Gênesis de mito requer redefinir o termo “mito” de uma forma que o torna de nenhum valor. Em segundo lugar, isso significa que as diferenças entre a Bíblia e os mitos do Antigo Oriente são mais relevantes do que as semelhanças. Oswalt mostra que há muitas semelhanças, mas há descontinuidade na forma como estas formas, ideias semelhantes são usadas ​​entre a Bíblia hebraica e literatura do Antigo Oriente. Ele diz: “[a Bíblia] não é única porque não faz parte do seu mundo, nem é única porque seus escritores eram incapazes de relacionar aquilo que eles dizem com seu mundo… Ao contrário, ela é única justamente porque, sendo uma parte de seu mundo e utilizando conceitos e formas de seu mundo, pode projetar uma visão da realidade diametralmente oposta à visão desse mundo”.[14]

Fonte: G. Kyle Essary é apaixonado pelo estudo das Escrituras, especialmente do Antigo Testamento. Ele e sua família vivem no sudeste da Ásia, onde se esforçam para servir Àquele para quem o Antigo Testamento aponta.
(Apologetics315)
[1] Há uma série de livros que desconstroem este tipo de reducionismo, alguns remontando ao início do século 20, como os clássicos The Everlasting Man, de G. K. Chesterton, e The Abolition of Man, de C. S. Lewis. Contribuições mais recentes têm praticamente eliminado qualquer plausibilidade do autêntico reducionismo materialista. Ver, por exemplo, Mind and Cosmos, de Thomas Nagel ou Darwin’s Pious Idea, obra magistral de Conor Cunningham. Um de meus favoritos é Life is a Miracle, de Wendell Berry.
[2] Postagem no blog de Rachel Held, “Can God Speak Through Myth?” (Pode Deus falar através de mito?), encontrada em: http://rachelheldevans.com/blog/bible-myth
[3] Peter Enns era abertamente evangélico no momento da publicação de seu livro, mas desde então tem adotado uma postura mais agnóstica em relação a muitas doutrinas evangélicas, rejeitando outras. Seu ponto de vista atual parece ser melhor definido como pós-evangélico, embora tal classificação seja bastante abrangente.
[4] O pensamento seguiu em grande parte a perspectiva conjecturada de Nietzsche em On the Genealogy of Morality (Sobre a genealogia da moral). Para a Escola, e para Nietzsche, as origens da religião e da moralidade dos escravos estão intimamente ligadas.
[5] O livro de Wright The Bible Against Its Environment (A Bíblia contra seu ambiente) critica a idéia evolutiva, defendendo a unicidade do texto bíblico e sua visão de mundo contra outras literaturas e perspectivas do Antigo Oriente Próximo.
[6] João Oswalt, The Bible among the Myths (A Bíblia entre os mitos), Kindle ed. HarperCollins, 2010, loc. 101. As histórias de criação do Antigo Oriente Próximo da “biblioteca” ugarítica foram encontradas principalmente entre 1928 e 1958; o Enuma Elish foi encontrado em 1849, assim como também o Atrahasis; a Epopeia de Gilgamesh, em 1853, com muitas das histórias egípcias sendo conhecidas ainda mais cedo.
[7] Uma contribuição recente que vale a pena ler é Do Historical Matters Matter to Faith? (Questões históricas importam para a fé?),  editado por James Hoffmeier e Dennis Magary.
[8] Oswalt, loc. 406.
[9] Ibid., loc. 579.
[10] Ibid., loc. 660.
[11] Ibid., 700.
[12] Ibid., 782.
[13] Ibid., loc. 893. Alguns têm argumentado recentemente que o ateísmo contemporâneo também se encaixa neste paradigma contínuo, onde a matéria é eterna e caótica (sem finalidade última originária, como uma bolha no vácuo quântico), e os poderes da realidade são reduzidos às forças brutas da natureza. Ver este artigo recente de Ben Suriano, On What Could Rightly Pass for a Fetish (Sobre o que poderia passar certamente por um fetiche), encontrado em http://theotherjournal.com/2008/08/19/on-what-could-quite-rightly-pass-for-a-fetish-some-thoughts-on-whether-“every-christian-should-‘quite-rightly-pass-for-an-atheist’”/
[14] Ibid., loc. 1700.

Livro do Mês: Por que Creio, de Michelson Borges

O livro do mês é Por Que Creio, do jornalista Michelson Borges (já sorteamos um aqui, há exatamente um ano; este novo exemplar vai autografado pelo Michelson). Para participar do sorteio, basta seguir @Ler _pra_crer no Twitter e retuitar: ” Sorteio Livro do Mês: Por Que Creio, de Michelson Borges (autografado). Siga @Ler_pra_crer dê RT http://kingo.to/1fMR ” O sorteio será realizado dia 4/3, depois das 22 horas. Boa leitura!

O livro reúne 12 entrevistas com pesquisadores nas áreas de Biologia, Engenharia, Bioquímica, Arqueologia, Física, Geologia, Teologia e Matemática – todos falando da razão que têm para acreditar no Criador do Universo. Ruy Vieira, Marcia de Paula, Paulo Bork, Nahor Jr., Urias Takatohi, Siegfried Schwantes, Euler Bahia, Queila Garcia, Rodrigo Silva, Orlando Ritter e Michael Behe são os entrevistados.

Algumas das perguntas respondidas no livro:

É possível harmonizar fé e ciência?

É possível ser evolucionista e crer na Palavra de Deus?

Quais são as maiores evidências do Criador?

Que áreas da pesquisa científica oferecem maiores dificuldades para o criacionista?

Além da Bíblia, existem outros documentos que mencionam o Dilúvio?

Quais são as maiores evidências de que o homem foi criado por Deus?

Pode-se aceitar a teoria do Design Inteligente como puramente científica, sem apelar para a religião?

O trecho que segue é do próprio Michelson e faz parte do último capítulo, intitulado “Digitais do Criador”:

“Não há prazer mais complexo que o de pensar”, já dizia o poeta e escritor argentino Jorge Luís Borges. De fato, o aparentemente simples processo do pensamento é algo de complexidade espantosa. Nosso corpo é controlado e coordenado por trilhões de células nervosas, nove bilhões das quais situada no córtex cerebral. Se elas fossem alinhadas ponta a ponta, sua extensão atingiria mais de 75 quilômetros! Tudo isso é coordenado por 120 trilhões de “caixas de conexão”. Esse intricado sistema é compactado em um insondável complexo de caminhos neurais. A tarefa de contar cada terminação nervosa do cérebro à velocidade de uma por segundo levaria 32 milhões de anos!

Impulsos nervosos se deslocam a velocidade altíssimas nas fibras nervosas para transmitir informações a cada ponto do corpo. O sistema é semelhante a uma nação moderna interconectada por bilhões de fios telefônicos. Essa imensa rede de comunicações recebe ou emite 100 milhões de impulsos eletroquímicos por segundo. Ela está conectada a cada milímetro quadrado da pele, a cada músculo, vaso sanguíneo, osso ou órgão. E tudo isso através da medula e do cérebro, que pesa cerca de 1,5 quilo e, no entanto, consome sozinho mais de 20% da energia requerida pelo corpo.

Pense na batida inconsciente do coração, nas pálpebras piscando, na respiração contínua dos pulmões, nos alimentos sendo processados pelos intestinos, numa perna que se  move. Tudo isso é organizado e dirigido pelo cérebro.  Pense nas emoções, na atração sexual, no amor entre pais e filhos, nos sonhos e pensamentos. Eles também são produtos do cérebro. Sua missão mais elementar é recolher estímulos externos, captados pelos sentidos, e transformá-los em impulsos elétricos que percorrem os neurônios. Toda essa informação é catalogada e arquivada na memória. É a ela que o cérebro recorre quando precisa tomar decisões, comandar os movimentos corporais e organizar o pensamento.

Neste exato momento, seu sistema nervoso está processando uma série de informações ao mesmo tempo: a interpretação destas palavras, a textura do papel deste livro, os sons de fundo no ambiente, os odores etc. E você quase nem percebe isso.

O profundo e novo conhecimento sobre o cérebro, adquirido em grande escala nos anos recentes, mostra que esse órgão foi maravilhosamente projetado, e capacitado além das maravilhas que a imaginação ignorante lhe atribuía. Num questionamento bastante simplista, seria possível uma mera combinação acidental de massa, energia, acaso e tempo produzir órgão tão maravilhoso e complexo?

Por inspiração, o rei Davi escreveu palavras há três mil anos, que não podem ser superadas: “Pois Tu formaste o  meu interior, Tu me teceste no seio de minha mãe. Graças Te dou, visto por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as Tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem” (Salmo 139:13 e 14).

A Versão Criacionista da Pré-História

 

Imagem: Capa do livro A História da Vida, de Michelson Borges (Criacionismo)

Como se sabe, a versão evolucionista da pré-história humana – se é que podemos chamá-la de versão – não é nada estática, muito menos consensual. Com revisões quase que “instantâneas” a cada nova suposta descoberta, a situação pode ser resumida como o fez Casey Luskin: “a evidência fóssil para a evolução humana permanece fragmentária, difícil de decifrar e acaloradamente debatida. [...] Na verdade, longe de fornecer ‘um bom e claro exemplo’ de ‘mudança evolutiva gradualista’, o registro revela uma descontinuidade dramática entre fósseis semelhantes a macacos e fósseis semelhantes a humanos. Fósseis semelhantes a humanos aparecem abruptamente no registro, sem precursores evolutivos claros, tornando o caso para a evolução humana baseada em fósseis altamente especulativo.”

Muitos jovens podem se perguntar, em meio a tantas opiniões divergentes sobre os mesmos dados, qual seria a versão criacionista do que se convencionou chamar “pré-história”. Pensando nesse público, a revista Conexão 2.0 deste trimestre dedicou um bom espaço ao assunto.  Matéria de capa, a visão criacionista da possível história de nossos antepassados é apresentada de forma agradável e sucinta e permite aos interessados no tema ter um panorama minimamente sistematizado do quadro geral. Vale a pena ler aqui: “Junte as peças”.

Conexão 2.0 é a revista para quem quer entender a realidade, experimentar o que vale a pena e mudar seu mundo. Para assinar, basta acessar o site da Casa www.cpb.com.br ou ligar para 0800-9790606. Siga e curta também a revista nas redes sociais: www.twitter.com/conexao_20 e www.facebook.com/conexao20. E para ler as edições anteriores, acesse www.conexao20.com.br.

 

Livro do Mês: Em Guarda, de William Lane Craig

Em guarda

O Livro do Mês é “Em Guarda” (participe aqui e no Twitter do sorteio de um exemplar). Como diz a apresentação, “trata-se de um manual de treinamento conciso, escrito por William Lane Craig, um dos mais renomados defensores da fé cristã na atualidade. O livro é repleto de ilustrações, notas explicativas e esquemas para ajudar na memorização dos melhores argumentos para a defesa de sua fé com razão e precisão.

Com um estilo envolvente, Craig oferece quatro argumentos plausíveis para a existência de Deus, defende a historicidade da ressurreição de Jesus e aborda o problema do sofrimento. Além disso, mostra por que o relativismo religioso não consegue responder ao nosso desejo de compreender as questões últimas da vida…”

Para participar do sorteio, retuíte  a mensagem  com o link: “Sorteio Livro do Mês: Em Guarda, de William Craig. Responda à pergunta http://kingo.to/1exm e dê RT.”   A pergunta que deve ser respondida aqui no blog é: de acordo com a forma bíblica de considerar o tempo (Leia Gênesis 1:5,13,19,23 e 31, Levítico 23:32, Lucas 23:44 e 54), a que horas terminará (ou terminou) o último dia do ano de 2013 na cidade em que você se encontra? [Aqui em Brasília, por exemplo, o pôr-do-sol (momento que marca o início e o fim de cada dia de acordo com a Bíblia) está previsto para ocorrer às 19h47. Consulte o Clima Tempo para obter o hora aproximada do pôr-do-sol em sua região. O sorteio será realizado a qualquer momento a partir de amanhã, desde que tenhamos no mínimo três participantes.]

2013 já começou. Feliz Ano Novo!

Seguem alguns trechos da obra:

Ao apresentar argumentos e evidências neste livro, procurei ser simples sem ser simplista. Levei em consideração as objeções mais fortes aos meus argumentos e propus respostas a elas. Em certos momentos, o conteúdo lhe parecerá novo e difícil. Nessas horas, encorajo você a ir devagar, um pedacinho por vez, pois assim fica mais fácil de digerir. Pode ser que ajude formar um pequeno grupo para estudar o livro e discutir seus argumentos. E, por favor, não se sinta constrangido, caso discorde de mim em certos pontos. Quero que você pense com sua própria cabeça.

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Desde os primeiros tempos homens que desconheciam completamente a Bíblia chegaram à conclusão, com base no desenho do universo, que deve existir um Deus.

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O homem não precisa apenas da imortalidade para que haja um sentido último para viver: ele precisa de Deus e da imortalidade. E se Deus não existir, então ele não tem nem uma coisa nem outra.

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Quando publiquei pela primeira vez meu trabalho sobre o argumento cosmológico kalam, em 1979, percebi que os ateístas atacariam a segunda premissa do argumento, que diz que o universo começou a existir…

Qual não foi minha surpresa, então, ao ouvir ateístas refutando a primeira premissa com o intuito de escapar do argumento! Por exemplo, Quentin Smith, da Universidade Western Michigan, respondeu afirmando que a posição mais racional a se defender era que o universo veio “do nada, pelo nada e para o nada”…

Essa simplesmente é a crença do ateísmo. Na verdade, acredito que isso representa um salto de fé bem maior do que crer na existência de Deus. Pois isso, como sempre digo, literalmente falando pior do que mágica. Se essa é a alternativa para quem não crê em Deus, então aqueles que não creem não podem jamais acusar aqueles que creem de irracionalidade, pois o que poderá ser mais evidentemente irracional do que isso?

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“Eu vou à igreja” – disse, meio sem jeito.

“Isso não é o bastante, Bill. Você tem que ter Jesus no coração”.

Para mim aquilo já tinha ido longe demais. “Por que Jesus iria querer morar no meu coração?”

“Porque Ele te ama, Bill.”

Aquilo me atingiu como um raio. Lá estava eu, tão cheio de raiva e ódio, e ela dissera que havia alguém que me amava de verdade. E não era ninguém menos do que o Deus do universo! Aquele pensamento me deixava estupefato. E pensar que o Deus do universo me amava, a mim, Bill Craig, esse vermezinho perdido naquele pontinho de poeira chamado planeta Terra. Era demais para mim!

Aquilo foi para mim o início do mais agonizante período de busca por que já passei. Eu tinha um Novo Testamento e o li de capa a capa. Quanto mais eu lia, mais encantado ficava com a pessoa de Jesus. Havia uma sabedoria em seus ensinamentos que jamais havia encontrado e uma autenticidade em sua vida que não era típica daquelas pessoas que eu havia conhecido, que se diziam cristãs, naquela igreja que eu estava frequentando…

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Fico tremendamente grato porque o Senhor, em sua providência, me levou primeiro a fazer um doutorado em filosofia antes de estudar a ressurreição de Jesus, pois é de fato a filosofia e não a  história o que alimenta o ceticismo dos críticos radicais da ressurreição.

Afinal, o que é o Nada?

“Eu é que fiz a terra, e nela criei o homem; as minhas mãos estenderam os céus,

e a todo o seu exército dei as minhas ordens.” Isaías 45:12

O Nada Nada É – 1

Parece haver muita confusão sobre a palavra nada, quando os cientistas e filósofos falam sobre cosmologia. Filósofos, ao falar sobre a origem do universo, vão fazer perguntas como: “Por que existe algo em vez de nada?” Ou “Será que o universo veio do nada?”

Quando os filósofos fazem essas perguntas, eles têm uma definição muito específica da palavra nada em mente. O que eles querem dizer por nada é algo que, literalmente, não existe. É a não-existência de tudo. Parece bastante simples, certo?

Obviamente, não para alguns cientistas, que não conseguem entender esse conceito de nada. Nós ouvimos deles que o universo pode realmente vir do nada. Por exemplo, o universo poderia vir de um vácuo quântico. Ou poderia vir da lei da gravidade. Ou poderia vir de todas as leis da física. Ou de energia positiva e negativa em equilíbrio.

Mas, calma lá!  Todos estes exemplos de nada são alguma coisa. Eles definitivamente não são nada. Vácuos quânticos e gravidade e energia, todos são, e muito, alguma coisa. São coisas que existem, e, portanto, eles não são nada.

Quando um cientista diz que o universo surgiu do nada, mas depois ele passa a descrever o nada para nós, ele não está mais absolutamente falando sobre nada. O nada não pode ser descrito. Nada não tem propriedades, nem existência, nem substância. Não é coisa nenhuma.

Onde é que isto nos leva? Postulando leis físicas, energia, ou qualquer coisa quântica como as causas do universo não responde às perguntas dos filósofos “Por que existe algo em vez de nada?” Ou “Será que o universo veio do nada?” Na verdade, a ciência, em princípio , não pode responder a essas perguntas, porque são questões filosóficas, não disponíveis à investigação científica.

Qualquer um que tenta responder a essas perguntas com explicações científicas está simplesmente confuso sobre o que está sendo realmente perguntado.

O Nada Nada É – 2

Primeiramente é preciso distinguir três coisas: o vácuo, o vazio e o nada. O vácuo é um espaço não preenchido por qualquer matéria, nem sólida, nem líquida, nem gasosa, nem plasma, nem mesmo a matéria escura. Mas pode conter campos: campo elétrico, campo magnético, campo gravitacional, luz, ondas de rádio, raios X, ou outros tipos de radiação bem como outros campos e a denominada energia escura. Pode também estar sendo atravessado pelas partículas não materias mediadoras das interações. O vácuo possui energia e suas flutuações quânticas podem dar orígem à produção de pares de partícula e anti-partícula. O vácuo é, pois, uma entidade física, e não apenas um conceito.

O conceito de vazio seria de um espaço em que não houvesse nem matéria, nem campo e nem radiação. Mas no vazio haveria ainda o espaço, isto é, a capacidade de caber algo, sem que houvesse. O vazio não existe no Universo, pois todo o espaço, mesmo que não contenha matéria, é preenchido por campo gravitacional, outros campos e pela radiação que o atravessa, de qualquer espécie.

O conceito de nada refere-se à inexistência de qualquer coisa. No nada não existe nem o espaço, isto é, não há coisa alguma e nem um lugar vazio para caber algo. O conceito de nada inclui também a inexistência das leis físicas que alguma coisa existente obedeceria, dentre elas a conservação da energia, o aumento da entropia e a própria passagem do tempo. Sendo o espaço o conjunto dos lugares, isto é, das possibilidades de localização, sua inexistência implica na impossibilidade de conter qualquer coisa. Isto é, não se pode estar no nada. O nada é, pois, um não-lugar. Da mesma forma, sendo o tempo algo que decorre do movimento daquilo que existe, no nada não há decurso de tempo.

Fontes:
O Nada Nada É - 1: Bill Pratt ThoughQuestionAnswered (traduzido)
O Nada Nada É - 2: Bruno® YahooRespostas
 

Darwin: Retrato de um Gênio?

Darwin Portrait of a Genius.jpeg

O eminente historiador britânico e autor de vários best-sellers, Paul Johnson, acaba de publicar um livro que está provocando reações histéricas em muitos darwinistas. Sobre Johnson, diz a Wikipedia:

No campo da História, Paul Johnson emerge como a grande figura das três últimas décadas, ocupando com justiça um espaço que pertencera a Churchill. A produção intelectual de Paul Johnson não tem paralelo recente. Nascido em 1928 na Inglaterra, ele até hoje utiliza a máquina de escrever. Assim mesmo, produz alentados volumes de História, numa velocidade alucinante que já o levou a publicar mais de 35 livros, sem contar milhares de artigos e ensaios em revistas e jornais do Reino Unido e dos Estados Unidos. Ainda hoje, com mais de 70 anos, publica semanalmente um artigo no The Spectator e colabora regularmente com o jornal The Daily Mail.

O livro em questão é Darwin – Portrait of a Genius – Darwin: Retrato de um Gênio (ainda não traduzido em português; as citações diretas que aparecem nesta postagem são versões deste blogue; o texto da “review” que segue, acrescido de pequenas adaptações, é de Michael Flannery).

Mas o que há de “errado” com a obra de Jonhson?

O trabalho de Johnson não é propriamente uma biografia, mas a avaliação, do ponto de vista de um historiador, da moderna teoria da evolução e do homem por trás dela.  Tem a forma não de um relato exaustivo da vida e obra de Charles Darwin, mas sim de um ensaio, um ensaio de 151 páginas, para ser preciso. Há muito valor em um trabalho deste tipo. Afinal, [... ] a opinião de um historiador considerado experiente sobre a importância e o impacto da teoria da evolução de Darwin, despojada de minúcias, tem valor real.

Como enfatiza Johnson, Darwin produziu uma explicação para a diversidade da vida (descendência comum por meio de seleção natural) que foi transformadora no modo como as pessoas viam a si mesmas e o mundo. Era uma ideia para o seu tempo. Desde a sua publicação em 24 de novembro de 1859, “A Origem das Espécies” rapidamente tornou-se o volume de leitura obrigatória para grande parte da Inglaterra, e não apenas para a elite.

A aquisição de 500 cópias pela Biblioteca Circulante de Mudie (uma encomenda extraordinariamente grande) ajudou a apresentar Darwin à classe média em ascensão. Na verdade, Johnson observa corretamente que a entusiástica aquisição e distribuição de “A Origem” por Mudie foi crucial para o selo de aprovação da sociedade.

Apesar da popularidade da magnum opus de Darwin, Johnson explica ainda que sua teoria completa está, na realidade, contida nos três livros. Primeiro, é claro, veio “A Origem” – On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life (o seu melhor livro, uma sucinta e acessível exposição de sua teoria), depois, em 1871, A Descendência do Homem - The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex (a conexão explícita de seus princípios evolutivos com a humanidade) e, finalmente, um ano depois, A Expressão da Emoção em Homens e Animais – The Expression of the Emotions in Man and Animals (uma compilação estranha cujo objetivo era fornecer “evidências” de que o homem era diferente do animal em grau, não em tipo). Onde “A Origem” obteve sucesso, ”A Descendência do Homem” e ”A Expressão da Emoção” falharam. A forma como Darwin lidou com os atributos humanos foi superficial e, ao comparar a humanidade com outras espécies, foi muitas vezes ingenuamente antropomórfico.

Grande parte do livro consiste de “divagações sem qualquer valor científico” (p. 105), enquanto outras partes só serviram para justificar estereótipos raciais. A abordagem de Darwin à seleção sexual, quando aplicada ao Homo sapiens, foi paternalista e patriarcal. A razão por que “A Descendência” foi uma produção tão inferior, Johnson observa, é que Darwin era um antropólogo fraco. Ele “não trouxe à sua observação dos seres humanos o mesmo cuidado, a objetividade, a notação aguda e a calma que sempre mostrou quando estudava as aves e criaturas do mar, insetos, plantas e animais. Ele precipitou-se em conclusões e deu crédito a historietas” (p. 29). O livro de Darwin “A Expressão das Emoções” não foi melhor: uma estranha coleção de extrapolações das reações de animais para as emoções humanas, aumentada com “fotos de histéricos, lunáticos, selvagens e outras interessantes imagens documentais” (p. 102).

Dois pontos importantes feitos por Johnson: primeiro, ele liga a teoria de Darwin aos aspectos mais inconvenientes do darwinismo social. Não é que Darwin seja pessoalmente responsável por isso, mas o livro propõe uma idéia que ganhou vida própria. Como Johnson coloca:

“A Origem” é um livro que, com total sucesso, incorpora uma ideia empolgante e teve um impacto devastador intelectual e emocional sobre a sociedade mundial. A palavra devastador é correta: destruiu muitas  suposições confortáveis, abrindo assim espaço para que novos conceitos e ideias surgissem  em quase todos os assuntos. Ele agiu como uma força da natureza em si, e até o final de janeiro de 1860, quando a segunda edição se esgotou, tinha ido muito além do controle de Darwin” [pp. 130-131].

A ideia de Darwin de vida emergente da atividade totalmente aleatória da seleção natural impulsionada por acaso e necessidade (enfatizando a criação doméstica como um exemplo primário e prova deste processo) abriu o caminho para a eugenia, esterilizações forçadas e até mesmo para a “higiene racial” da Alemanha nazista. Richard Weikart escreveu em profundidade sobre esses temas nos livros ”From Darwin to Hitler” (De Darwin a Hitler) e Hitler’s Ethic (A Ética de Hitler), mas Johnson também aborda a influência do darwinismo social (direta ou indireta) sobre o pensamento de Mao Tse-tung, Stalin e Pol Pot, entre outros.

Quanto aos efeitos trágicos do darwinismo social na América, basta ler os comentários de Samuel J. Holmes em 1939 para verificar a influência da eugenia americana às vésperas da expansão nazista e sua conexão darwiniana. Harry Bruinius estimou que esterilizações forçadas de “inaptos” nos Estados Unidos durante os anos pré-Segunda Guerra Mundial podem ser modestamente estimadas em 65.000.  Harry Laughlin, nascido em Iowa, se tornaria o líder eugenista dos Estados Unidos, e seu entusiasmo pelo “melhoramento racial” foi igualado apenas por sua admiração pela Alemanha em perseguir este objetivo. Não foi por mero capricho que a Universidade de Heidelberg lhe concedeu um doutorado honorário por suas contribuições à “higiene racial” em 1936 (ver Bruinius, Better for All the World: The Secret History of Forced Sterilization and America’s Quest for Racial PurityMelhor para Todo o Mundo: A História Secreta da Esterilização Forçada e Busca da América pela Pureza Racial).

Apologistas de Darwin podem externar reações indignadas, mas não podem refutar esses tristes fatos. Sua reação, no entanto, é esperada. Essa é a resposta de ideólogos quando confrontados com a exposição do evangelho de seu santo padroeiro favorito e de suas consequências. Para estes, a segunda “ofensa” de Johnson é objetar corretamente “ao entusiasmo dos fundamentalistas darwinistas, que ao longo das últimas décadas têm procurado dar a Darwin um status quase divino e atacar aqueles que o submetem, bem como seu trabalho, ao escrutínio crítico contínuo, o que é a essência da verdadeira ciência. Darwin foi o primeiro a admitir suas limitações, e. . . elas eram numerosas e, por vezes, importantes.” [p. 150].

Há no livro algumas falhas em relação a detalhes sobre Alfred Russel Wallace, à suposta oposição de Darwin a vacinação, entre outras, mas, apesar destes erros, os poderes analíticos de Johnson estão no seu melhor quando avalia o impacto da teoria de Darwin sobre a sociedade e, de fato, sobre o próprio Darwin. Discípulos de Darwin podem lamentar a conexão tanto quanto quiserem, mas o mundo materialista dirigido pelo acaso, inaugurado por seu herói de Down House, teve conseqüências humanas devastadoras. “No século XX,” Johnson conclui, “é provável que mais de 100 milhões de pessoas tenham sido mortas ou tenham morrido de fome como resultado de regimes totalitários infectados com variedades de darwinismo social” (p. 136).

Em um nível pessoal, a teoria da evolução que Darwin passou grande parte de sua vida promovendo – a sua “criança” -  pesou sobre ele nos últimos anos. O “gênio” de Darwin veio de seus poderes de observação, não da sua capacidade de pensar abstratamente e profundamente. Johnson observa que Darwin “deliberadamente fechou os olhos às últimas conseqüências de sua obra, em termos da condição humana e do propósito da vida ou da ausência deste propósito. Embora às vezes, em suas obras publicadas, ele colocasse uma frase reconfortante, suas opiniões privadas tendiam a ser sombrias” (pp. 144-145). Não é surpreendente que o seu “buldogue defensor” Thomas Henry Huxley também tivesse que lidar com a questão da moralidade numa natureza cega, sem propósito. O niilismo atormentou a ambos.

Os revisores que insistem que o trabalho de Johnson é “ridículo” (entre outros “elogios”) estão errados. É um livro que segue alguns estudiosos corajosos e excelentes como Jacques Barzun, Gertrude Himmelfarb, R. F. Baum, Stanley Jaki, Phillip Johnson e Benjamin Wikerem, os quais sugerem que a teoria da evolução de Darwin é construída sobre premissas questionáveis ​​e teve um efeito deletério sobre cada sociedade que ela tenha tocado. Os fundamentalistas darwinianos não gostam de admitir isso, mas mais de 20 anos depois do lançamento de Darwin on Trial (Darwin no Banco dos Réus), do advogado Phillip Johnson, o questionamento incessante continua. Desta vez, um Johnson diferente examina a testemunha. “Darwin: Retrato de um Gênio” certamente recebeu este título em um espírito de ironia, mas ainda assim representa um resumo valioso e interessante para uma opinião minoritária em constante expansão.

O Professor Michael Flannery é autor de “Alfred Russel Wallace: Uma Vida Redescoberta” (Discovery Institute Press) e outros livros.

Fonte: EvolutionNews

Sexo: a Verdade Nua e Crua

 
 
Josh McDowell é autor de muitos livros na área de apologética cristã e teologia, e muitos desses livros me ajudaram quando da minha transição do darwinismo para o criacionismo bíblico. Justamente por isso, fiquei surpreso quando um amigo me indicou o livro A Verdade Nua e Crua (CPAD), escrito por McDowell e Erin Davis. “Josh escrevendo sobre sexo?”, pensei, com certa estranheza. Claro que nada o impedia de escrever sobre isso, mas o que me deixou empolgado foi imaginar Josh usando toda a capacidade argumentativa dele para tratar de um tema dominado pelo relativismo e pela desinformação. Mais do que depressa, comprei o livro e li-o em poucas horas (sim, o livro é pequeno; tem apenas 150 páginas). Não me decepcionei. É apologética aplicada aos relacionamentos e à sexualidade, com informações consistentes e argumentos imbatíveis – a menos que o leitor persista na teimosia e resolva colher as consequências da atitude “nada a ver” assumida por muitos jovens. Mas, se você é mais sensato que isso e se preocupa com sua saúde espiritual, sexual, relacional e física, não deve deixar de ler o livro e colocar seus conselhos em prática.
 
Outro detalhe me deixou muito feliz ao conhecer A Verdade Nua e Crua: muitas das informações que ele traz sobre a neuroquímica cerebral relacionada com o sexo eu só havia encontrado num livro ainda não traduzido para o português (confira minha resenha aqui). Tá certo que Hooked (o ótimo livro a que me refiro) é ciência pura do começo ao fim e explica detalhadamente o funcionamento de neurotransmissores como a ocitocina, a vasopressina, a dopamina e a noradrenalina, mas o livro de Josh não deixa por menos, dispensa os detalhes que provavelmente cansariam o leitor “médio” e extrai a essência das pesquisas científicas. Enfim, traz o suficiente para convencer muitos céticos e gente que anda em cima do muro, quando o assunto é sexo.
 
A Verdade Nua e Crua tem 39 capítulos que, na verdade, são respostas breves a perguntas relacionadas a amor, sexo e relacionamento. Logo de início, os autores afirmam que “o mundo reconhece que há fortes razões para se abster do sexo, mas Deus não nos chama apenas à abstinência. Ele nos chama à pureza. [...] [E] pureza é uma virtude. Não é simplesmente a escolha de evitar o sexo. É um compromisso de viver de acordo com o projeto de Deus. Pureza significa dizer não ao sexo, mas só para que você possa experimentá-lo no relacionamento de amor conjugal que Deus criou” (p. 15, 16).
 
No capítulo 2, os autores procuram mostrar que a Bíblia tem uma visão positiva do sexo. Citam Provérbios 5:19, em que Salomão fala sobre um encontro físico que satisfaz e inebria; citam também o livro de Cantares, repleto de descrições sensuais de cenas de amor entre um homem e uma mulher; e Paulo, que recomenda o sexo com frequência entre pessoas casadas. Assim, “os versículos que costumam retratar o sexo sob um aspecto negativo de fato não são sobre sexo. Estão relacionados ao mau uso do sexo fora do projeto de Deus. [...] Deus não é contra o sexo. Ele é tão a favor disso que deseja que todo homem e toda mulher experimentem o sexo de acordo com Seu projeto original” (p. 18, 19).
 
No capítulo 3, os autores falam do “hormônio do amor”, a ocitocina, neurotransmissor liberado pelo cérebro durante o ato sexual e/ou intimidades físicas, e que produz sentimentos de empatia, confiança e profunda afeição. “O propósito é criar um profundo laço ou vínculo humano”, explicam. “Mas há um detalhe”, completam. “Pesquisas provam que o projeto de Deus para a intimidade alcança seu melhor entre marido e mulher, sem outros parceiros sexuais.”
 
Exemplo citado pelos autores: um levantamento da Universidade de Chicago revelou que casais monogâmicos casados registram os níveis mais altos de satisfação sexual. Segundo o levantamento, 87% de todos os casais monogâmicos casados relataram que são “extremamente” ou “muito” satisfeitos com seu relacionamento sexual, e 85% se declararam “extremamente” ou “muito” satisfeitos emocionalmente. “Em outras palavras, a ocitocina está fluindo no cérebro de muitos casais casados!” (p. 22). Josh e Erin destacam ainda que os menos satisfeitos física e emocionalmente são os solteiros e casados que têm vários parceiros sexuais. “Quando esperamos até o casamento para fazer sexo, estabelecemos um nível de intimidade inigualável” (p. 22). Talvez por isso o número de separações seja maior entre casais cujas mulheres tiveram vida sexual ativa antes do matrimônio.
 
Conclusão do capítulo: “Mulheres que iniciam precocemente a atividade sexual e aquelas que têm vários parceiros são menos satisfeitas na vida sexual do que as mulheres que se casam com pouca ou nenhuma experiência sexual. O jornal USA Today chamou essa pesquisa de ‘vingança das senhoras da igreja’” (p. 23).
 
O órgão sexual mais poderoso
 
No capítulo 6, Josh e Erin falam um pouco mais do órgão sexual mais poderoso, o cérebro. Segundo eles (baseados em amplas pesquisas), o “cérebro não se torna automatizado para fazer escolhas rápidas e prudentes sobre sexo até que você esteja na faixa dos vinte anos. Neurocientistas descobriram que o cérebro de adolescentes ainda estão amadurecendo em outras áreas também. Uma das últimas partes do nosso cérebro a amadurecer é o sistema responsável por juízos sensatos e [por] acalmar emoções descontroladas. É chamada de córtex pré-frontal. [...] O sistema límbico [local em que ficam as emoções brutas] lida com urgências e desejos. Só o córtex pré-frontal é capaz de fazer escolhas coerentes com base em consequências futuras. Pense sobre isso desta forma: se o sistema límbico é um leão faminto, o córtex pré-frontal é um domador de leões bem treinado” (p. 33, 34).
 
Os autores reafirmam que “a mudança de funcionamento do sistema límbico para o córtex pré-frontal não costuma estar completa até os 25 anos [...], mas jovens nesse estágio de desenvolvimento estão tomando decisões sobre sexo que terão consequências para o resto de suas vidas. [...] [Não é à toa] que quase dois terços dos estudantes sexualmente ativos gostariam de ter esperado” (p. 34).
 
Essa informação mostra que os adolescentes precisam do aconselhamento de adultos nos quais eles possam confiar. E quando esses adultos devem ter se mostrado dignos dessa confiança? Exatamente na infância desses adolescentes. Família é tudo!
 
A mídia, de modo geral, não está nem aí para essas coisas (como também não está para os riscos do álcool, por exemplo). Fala apenas em “sexo seguro” com preservativos (Josh voltará a esse assunto mais à frente). Mas “ninguém desenvolveu um preservativo para a mente. Só Deus é capaz de proteger nosso órgão sexual mais poderoso até que tenhamos aquele relacionamento no qual somos capazes de desfrutar plenamente os prazeres mentais, emocionais e físicos que o sexo pode dar” (p. 35).
 
No capítulo 7, os autores aprofundam o tema da neuroquímica. Eles explicam que “o cérebro feminino recebe altas doses de ocitocina sempre que há toque e abraços. A vasopressina é um hormônio que faz a mesma coisa no cérebro masculino [isso é tratado em profundidade em Hooked]. No contexto de um relacionamento de amor e compromisso, o cérebro libera níveis crescentes de ocitocina e vasopressina para manter a segurança dos laços emocionais. Deus projetou nosso corpo para reagir fisicamente à intimidade em longo prazo, e essa resposta acontece no cérebro [permita-me um testemunho: depois de 15 anos de casados, minha esposa e eu experimentamos muito mais intimidade hoje do que antes; cada ano que passa o casamento fica mais gostoso]. Quando trocamos de parceiros continuamente, os níveis de ocitocina diminuem e o cérebro não funciona como esperado na liberação de ocitocina. Atividade sexual promíscua gasta a produção de vasopressina no cérebro masculino, tornando os homens insensíveis ao risco de relacionamentos de curto prazo. Sexo casual, sem compromisso, pode mudar seu cérebro literalmente no sentido químico” (p. 37). Ou seja, pessoas que não se preservam para o casamento ou que mantêm múltiplos relacionamentos prévios (“ficam”) estão prejudicando o futuro relacionamento com a pessoa com quem decidirão passar o resto da vida.
 
No contexto da química cerebral relacionada ao sexo, além da ocitocina e da vasopressina, há também o hormônio do “bem-estar” chamado dopamina (depois a gente fala da noradrenalina). “Se a ocitocina é a substância que nos diz que estamos apaixonados, a dopamina diz: ‘Preciso de mais!’ Pesquisadores detectaram níveis elevados de dopamina no cérebro de casais recém-apaixonados. A dopamina estimula o desejo provocando uma torrente de prazer no cérebro” (p. 37).
 
Só que a dopamina é “neutra”. Ela é liberada, independentemente de a causa ser construtiva/correta ou destrutiva/incorreta. Ela age como uma droga e o cérebro sempre vai pedir mais. Daí por que Salomão fala em “embriaguez” com a esposa (Pv 5:19). Se o sexo for praticado unicamente com o cônjuge, o(a) companheiro(a) fica literalmente “viciado” no cônjuge. Mas e se não for?
 
Josh e Erin explicam: “Cada vez que você passa para outro relacionamento, precisa ter um pouco mais de contato sexual a fim de satisfazer o desejo do seu cérebro por dopamina [motivo pelo qual geralmente em um novo relacionamento as intimidades partirão de onde foram interrompidas no relacionamento anterior], e o efeito dos laços emocionais começa a se desestabilizar. Além disso, pelo fato de a dopamina provocar uma intensa sensação de prazer, casais sexualmente ativos com frequência substituem os sentimentos de afeição por essa sensação de excitação. Seus relacionamentos se deterioram rapidamente quando começam a buscar mais dopamina em vez de verdadeira intimidade” (p. 37, 38).
 
Assim, vale a pena esperar e se preservar porque, “quando o sexo é reservado para o casamento, nosso cérebro ainda recebe doses de substâncias neuroquímicas que tornam o sexo tão excitante, e nosso cérebro pode, então, processar essas substâncias [ocitocina, vasopressina e dopamina] de maneira a promover relacionamentos e reações saudáveis” (p. 38).
 
Lembra-se da noradrenalina? Se a ocitocina e a vasopressina são “substâncias do amor” e a dopamina do prazer, a noradrenalina é a “substância da memória”. Quando experimentamos algo muito emocional e sensorial, a noradrenalina é liberada pelo cérebro e fixa essa recordação na memória. “Como os encontros sexuais são bastante emocionais e sensoriais, seu cérebro responde com uma dose dessa substância e fixa cada experiência em sua mente”, explicam os autores. E afirmam ainda que, “quando não esperamos até o casamento para fazer sexo, trazemos mentalmente nossos outros parceiros sexuais para o leito conjugal” (p. 39), tornando difícil obedecer à recomendação de Hebreus 13:4.
 
O perigo real das DSTs
 
Os capítulos 8 a 18 tratam de um tema delicado e extremamente preocupante: o aumento da incidência das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e suas consequências devastadoras. É para assustar mesmo, porque a mídia popular – mais uma vez – tenta colocar panos quentes sobre um tema grave, com a desculpa de que as pessoas têm mais é que “curtir” a vida. Filmes, novelas, livros e revistas ensinam um estilo de vida desregrado e glamourizam isso, sem mostrar o que acontece depois, com uma frequência muito acima do que as campanhas pelo “sexo seguro” estão dispostas a admitir.
 
Vamos aos fatos: “Nos anos 1960, médicos tratavam de duas principais DSTs – sífilis e gonorreia. Essas duas doenças podiam ser curadas com uma vacina. Hoje, os médicos reconhecem 25 DSTs principais, das quais 19 não têm cura. Nos anos 1960, um em cada 60 adolescentes sexualmente ativos contraia uma DST. Por volta dos anos 1970, esse número passou para um em cada 47. Hoje, um em cada quatro adolescentes sexualmente ativos está infectado” (p. 40). É isto mesmo o que você leu: um em cada quatro! E mais: “Em dois anos a partir de sua primeira relação sexual, metade dos adolescentes são infectados com pelo menos um das três DSTs comuns” (p. 40).
 
A DST mais comum é o HPV, ou papiloma vírus humano, transmitido facilmente e nem sempre evitado por preservativos. O dado estarrecedor é que 80% por cento de todas as mulheres terão HPV quando estiverem com 50 anos e 70% dos homens envolvidos sexualmente contraem HPV. Nos últimos cinco anos, o HPV matou mais mulheres do que a aids, geralmente em decorrência do câncer do colo uterino – e o número de mortes causadas por esse tipo de câncer tem aumentado assustadoramente entre mulheres jovens. Além disso, estima-se que 30 a 40% dos partos prematuros e mortes de bebês resultam de DSTs. “Se você escolher fazer sexo fora do casamento durante a adolescência, seu risco de infecção é de pelo menos 25% a cada ano. Se tivesse pelo menos uma chance em quatro de ser atingido por um raio, ninguém sairia durante uma tempestade” (p. 62). Sexo seguro?
 
No capítulo 11 são apresentadas correlações entre DSTs e adolescência, isso porque dois terços de todas as DSTs ocorrem com pessoas abaixo dos 25 anos; de cada cinco norte-americanos com HIV, três foram infectados na adolescência; os adolescentes são dez vezes mais suscetíveis do que adultos à doença inflamatória pélvica (DIP); em 2005, 50% dos casos de clamídia era em adolescentes; em 2002, a gonorreia era doença infecciosa mais registrada entre pessoas de 15 a 24 anos.
 
Mas por que os adolescentes são tão suscetíveis às DSTs? Para Josh e Erin (baseados em pesquisas), são duas as respostas: biologia e comportamento.
 
As razões biológicas para a alta susceptibilidade dos jovens em relação às DSTs estão relacionadas especialmente às mulheres. “No revestimento do colo uterino, uma jovem tem grande quantidade de células chamadas ‘células colunares’. Essas células estão expostas ao longo de todo o revestimento do colo uterino. À medida que a jovem cresce, essas células colunares são cobertas por células epiteliais escamosas. Essas células começam a formar camadas e, por fim, cobrem completamente as células colunares. Mas esse processo não está completo até que a mulher esteja em torno dos 25 anos” (p. 50, 51). Mas qual é o problema? Este: as células colunares são muito receptivas (como uma esponja) e qualquer doença que entrar em contato com elas acabará se fixando ali (as células colunares são mais de 80% mais receptivas a infecções do que as células epiteliais escamosas).
 
Assim, “uma garota de 15 anos tem uma em oito chances de desenvolver doença inflamatória pélvica (DIP) simplesmente fazendo sexo, ao passo que uma mulher de 24 anos tem apenas uma chance em oitenta na mesma situação. [...] Em geral, uma adolescente é 80% mais vulnerável a contrair DST do que alguém acima dos 25 anos” (p. 50, 51). E, para piorar, as adolescentes tendem a escolher parceiros sexuais mais velhos que, teoricamente, tiveram outras experiências sexuais com mais probabilidade de estar infectados (mais de 87% dos casos de DSTs não apresentam sintomas).
 
Pelo que se pode ver, a mulher frequentemente sai em maior desvantagem quando o assunto é sexo promíscuo. Ela deveria, portanto, ser mais firme e dizer não, levando em conta tudo o que está em jogo, no presente e no futuro. E o homem com H maiúsculo também deve dizer não, a fim de proteger a pessoa a quem ama (mesmo que ainda nem conheça essa pessoa).
 
Josh e Erin apontam uma “coincidência” interessante: as mudanças no colo do útero de uma mulher acontecem na mesma fase da vida em que o cérebro passa do sistema límbico (emoções brutas) para o córtex pré-frontal (tomada de decisões morais). “Está claro que Deus nos preparou para o máximo do sexo quando esperamos pelo seu tempo” (p. 51), concluem.
 
Além de a suposta proteção dos preservativos ser isto mesmo: suposta (já que eles não protegem assim tão eficazmente contra as DSTs), “não há um preservativo ou anticoncepcional no mercado que possa protegê-lo da influência do sexo em seu corpo, cérebro ou coração. Deus deseja nos dar segurança verdadeira com Seu projeto sem sexo fora do casamento. Somente o plano divino para sua vida sexual oferece 100% de proteção. [...] Abstinência antes do casamento e fidelidade durante o casamento são as únicas formas de garantir que você não será infectado por uma DST” (p. 55, 70).
 
O ex-cirurgião geral Everett Koop disse para Josh: “Você precisa adverti-los [os jovens] de que [a promiscuidade entre adolescentes] é algo assustador. Hoje, se você mantiver relações sexuais com uma mulher, não está se relacionando apenas com ela, mas com cada pessoa com quem essa mulher possa ter mantido relações sexuais nos últimos dez anos [muitas DSTs podem ficar incubadas por esse tempo], e com todas as pessoas com quem elas se relacionaram” (p. 86).
 
Por isso, embora isso pareça fora de moda, os pais devem orientar seus filhos a não namorar muito cedo. “Pesquisas provam que quanto mais cedo os jovens começam a namorar, mais são propensos a se tornarem sexualmente ativos” (p. 117). Veja só:
 
- Entre os que começam a namorar aos 12 anos, 91% fizeram sexo antes de concluir o ensino médio.
 
- Dos que retardaram o namoro até os 15 anos, 40% perderam a virgindade no ensino médio.
 
- Dos que esperaram até os 16 anos para começar a namorar, apenas 20% fizeram sexo antes da graduação.
 
No capítulo 13, os autores mencionam duas histórias tristes e representativas. Uma delas é a da menina que foi sexualmente ativa durante o ensino médio. Ela nunca apresentou sintomas de DST e nunca fez exames. Vários anos depois, encontrou o homem dos sonhos dela. Eles se casaram e tentaram começar uma família, mas ela não conseguia engravidar. Quando foi ao médico, a mulher descobriu que tinha DIP, causada por clamídia. Ela teve que voltar para casa e contar para o marido que eles nunca teriam filhos.
 
A outra história é de um rapaz que perdeu a virgindade aos 15 anos com uma garota a quem pensava amar. Dez anos mais tarde, ele aprendeu o que é o verdadeiro amor ao encontrar a mulher de sua vida e se casar com ela. Ela se casou virgem. Após vários anos de casados, a esposa descobriu que estava com câncer de colo do útero, provavelmente causado pelo HPV que o marido lhe havia transmitido sem saber. Embora ela tenha escolhido esperar, foi forçada a pagar um alto preço porque ele não esperou.
 
Quer se proteger e a quem você vai amar pelo resto da vida? Não pratique sexo antes do casamento. Espere por ele/ela. Depois de casado, vocês terão muitos anos de vida sexual ativa e de sexo realmente seguro, puro e intenso. Espere mais um pouco.
 
Saúde mental e pornografia
 
Como se não bastasse o perigo alarmante das DSTs, há também os riscos do sexo não marital para a saúde mental. E é sobre isso que Josh e Erin falam no capítulo 19, com mais dados impressionantes como estes:
 
- Adolescentes sexualmente ativas são 300% mais propensas a cometer suicídio do que adolescentes virgens.
 
- Meninos sexualmente ativos na adolescência são 700% mais propensos ao suicídio do que os rapazes que esperam.
 
- Mais de 25% das meninas sexualmente ativas entre 14 e 17 anos disseram que se sentem deprimidas, comparadas a 7,7% das virgens.
 
- Aproximadamente dois terços dos adolescentes que fizeram sexo dizem que desejariam ter esperado. “A culpa de ter cedido algo que não pode ser recuperado pode durar mais do que qualquer outra consequência” (p. 75).
 
A Dra. Freda McKissic Bush, do Medical Institute for Sexual Health, citada por Josh e Erin, diz que “com quanto mais pessoas você mantiver relações [sexuais], mais dificuldade terá para formar relacionamentos saudáveis no futuro, quando estiver pronto para estar com uma só pessoa” (p. 74).
 
Vale ou não a pena esperar? “O sexo após o casamento equivale à segurança. O sexo fora do casamento leva à insegurança, culpa, vergonha, depressão, desespero e sofrimento. [...] Todos os que praticam o sexo antes do casamento estão roubando de seu futuro cônjuge uma área singular de crescimento juntos como casal” (p. 75, 91).
 
Sobre a pornografia (assunto tratado no capítulo 37), os autores comentam que o prazer gerado pela contemplação de imagens pornográficas também está relacionado com a dopamina, o que acaba viciando as pessoas e fazendo com elas se tornem dependentes de mais “doses” para obter prazer. A noradrenalina agirá “prendendo” as imagens no cérebro, o que também causará problemas no relacionamento sexual com o cônjuge.
 
Assim, desde cedo é preciso haver cuidado com a exposição a imagens de conteúdo sexual. “Pesquisadores [...] observaram que adolescentes expostos a muito conteúdo sexual na TV [...] são duas vezes mais propensos a fazer sexo no ano seguinte do que os expostos a pouco conteúdo [dessa natureza]” [...], e que “a pornografia [...] induz os jovens a buscar experiências sexuais” (p. 129).
 
Resumo de todos os males: “Sexo fora do casamento expõe as pessoas a doenças; coloca-as em risco de ter filhos sem se casar; afeta de modo negativo sua capacidade de criar vínculos; e pode levar à depressão, insegurança e aumento da tendência ao suicídio. Monogamia mútua no contexto do casamento lhe dá a liberdade para desfrutar dos prazeres do sexo sem nenhuma das consequências citadas” (p. 96). Você quer livre ou escravo? Feliz ou infeliz? A escolha é sua.
 
Errei, e agora?
 
A Bíblia diz que “tudo [Deus] fez formoso em seu tempo” (Ec 3:11, grifo meu). Mas, e se você se adiantou e fez antes do tempo o que deveria ter esperado para desfrutar somente no contexto matrimonial? E se você nasceu num ambiente desfavorável e somente conheceu os princípios bíblicos depois de ter cometido erros e caído em pecado? Não há mais esperança para você? A fixação de memórias pela noradrenalina é um mal inapagável? Graças a Deus, não.
 
Em João 1:9, lemos: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (grifo meu). O primeiro passo, portanto, consiste em admitir que sua atividade sexual antes e fora do casamento é pecado. Não se trata de um “erro” ou um “deslize”. Não. É pecado. Depois é só confessar a Deus e pedir de coração a purificação.
 
Em 2 Coríntios 5:17, lemos: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (grifo meu). Quando aceita Jesus como Salvador, a pessoa renasce e deixa para trás as “coisas velhas”. Ela pode dizer como Paulo: “Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo” (Fp 3:13, 14). Claro que algumas consequências do comportamento irresponsável podem acompanhar você por toda a vida – uma doença, a esterilidade ou mesmo um filho –, mas o perdão e a purificação lhe são garantidos por Deus.
 
“Nossa cultura [evolucionista] ensina que o homem não é diferente dos animais no sentido de que o sexo é uma necessidade que precisamos satisfazer. A fim de seguir rumo à libertação do pecado sexual, é preciso entender que você não é um animal. Você foi feito à imagem de Deus (Gn 1:26), logo seu desejo por sexo não é como a experiência dos animais. Sua maior necessidade é por um relacionamento de intimidade com Deus. Essa é uma importante verdade. Se você tem procurado o sexo em vez de Deus para satisfazer sua maior necessidade, é provável que tenha enfrentado derrotas, porque está tentando suprir uma necessidade espiritual com um prazer físico. [...] Peça que Ele satisfaça os anseios do seu coração” (p. 136).
 
Leia A Verdade Nua e Crua e coloque em prática seus conselhos. Seu presente e seu futuro agradecem.
 
 
Nota: A edição em língua portuguesa de The Bare Facts, publicada pela CPAD, tem apenas um defeito: os editores se esqueceram de colocar as referências do livro. Como os autores mencionam muitas pesquisas e publicações importantes, úteis para os leitores que queiram aprofundar seus conhecimentos, esse lapso acaba sendo “grave”, infelizmente. Já comuniquei a editora sobre isso e espero que numa futura edição o problema seja resolvido.[MB]
 
Fonte:  Michelson Borges (Criacionismo)
 

As Imagens “Ultraevidentes” da Pressuposta Evolução Humana

Se, no campo do Direito, “ultrapetita” é o termo usado para a sentença em que o juiz vai além do pedido, concedendo mais do que aquilo que foi pleiteado, no campo da propaganda evolucionista poderíamos designar como “ultraevidentes” imagens e cenários que tentam dizer mais do que as evidências permitem afirmar.

Como já foi dito em outro post, a evidência fóssil para a suposta evolução humana permanece fragmentária, difícil de decifrar e acaloradamente debatida.

Muito do que circula no meio popular sobre o assunto, porém, está fincado no “aprendizado” adquirido dessas imagens “ultraevidentes”, ou seja, imagens que tentam propagar mais do que o que se pode efetivamente concluir da análise das evidências. O livro Science & Human Origins (Ciência e Origem do Homem) traz alguns capítulos específicos em que são avaliadas as alegações da suposta evolução humana. O que segue é uma espécie de resumo do assunto de um desses capítulos, apresentado em um post intitulado The Fragmented Field of Paleoanthropology (o Fragmentado Campo da Paleontologia), publicado por Luskin Casey, um dos autores do livro:

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Os seres humanos, chimpanzés e todos os organismos que conduzem de volta ao seu suposto ancestral comum mais recente são classificados por cientistas evolucionistas como “hominídeos” (“homínidas” ou também “hominins”). A disciplina da paleoantropologia é dedicada ao estudo dos restos fósseis de hominídeos antigos. Os paleoantropólogos enfrentam uma série de grandes desafios no seu esforço para reconstruir a história da evolução dos hominídeos.

Primeiro, os fósseis hominídeos tendem a ser poucos e distantes entre si. Não é incomum existirem longos períodos de tempo para os quais existem poucos fósseis que deveriam documentar a evolução que supostamente teria ocorrido. Como os paleoantropólogos Donald Johanson (o descobridor de Lucy) e Blake Edgar observaram em 1996, “cerca de metade do período de tempo nos últimos três milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] permanece sem o registro de  nenhum fóssil humano” e “desde o período mais remoto da evolução dos hominídeos, mais de 4 milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista] , apenas um punhado de fósseis, em grande parte não diagnosticados, foi encontrado.”(3) Assim, tão “fragmentados” e “desconectados” são os dados que na avaliação do zoólogo de Harvard Richard Lewontin “nenhuma espécie de hominídeos fósseis pode ser estabelecida como o nosso ancestral direto.”(4)

O segundo desafio enfrentado por paleoantropólogos são os próprios espécimes fósseis. Fósseis hominídeos típicos consistem literalmente de fragmentos ósseos simples, tornando-se difícil tirar conclusões definitivas sobre a morfologia, comportamento e relações de muitos espécimes. Como o falecido paleontólogo Stephen Jay Gould observou: “a maioria dos fósseis de hominídeos, mesmo servindo como uma base para intermináveis especulações e contos elaborados, são fragmentos de mandíbulas e pedaços de crânios.”(5)

Um terceiro desafio é reconstruir com precisão o comportamento, a inteligência ou morfologia interna dos organismos extintos. Usando um exemplo dos primatas vivos, o primatologista Frans de Waal observa que o esqueleto do chimpanzé comum é quase idêntico ao de sua espécie-irmã, o bonobo, mas eles têm grandes diferenças de comportamento. “Com base exclusivamente em alguns ossos e crânios”, escreve De Waal, “ninguém se atreveria a propor as grandes diferenças de comportamento reconhecidos hoje entre o bonobo e o chimpanzé.”(6) Ele sustenta que isto deve servir como “um alerta para paleontólogos que estão reconstruindo a vida social de restos fossilizados de espécies há muito extintas.” O exemplo de Waal se refere a um caso em que os investigadores têm esqueletos completos, mas o antigo anatomista C. E. Oxnard da Universidade de Chicago explicou como esses problemas são intensificados quando os ossos estão em falta: “Uma série de ossos do pé relacionados de Olduvai [desfiladeiro na África Oriental que abriga fósseis australopitecíneos] foi reconstruída para uma forma muito semelhante ao pé humano hoje, embora um pé igualmente incompleto de um chimpanzé também possa ser reconstruído da mesma maneira.”(8)

Reconstruções corporais de hominídeos extintos são também muitas vezes altamente subjetivas. Elas podem tentar diminuir as capacidades intelectuais dos seres humanos e exagerar a dos animais. Por exemplo, um livro didático popular de ensino médio (9) caricatura os neandertais como intelectualmente primitivos, embora eles apresentem sinais de arte, linguagem e cultura (10), ao passo que apresenta o Homo erectus como uma forma rebaixada e inábil, embora seu esqueleto pós-craniano seja extremamente semelhante ao dos humanos.(11) Por outro lado, o mesmo livro retrata um australopitecino semelhante a macaco com traços de  inteligência e de emoção humana em seus olhos – uma tática comum em livros ilustrados sobre a origem do homem.(12) O antropólogo da Universidade da Carolina do Norte, Jonathan Marks adverte contra isso quando lamenta as “falácias” de  “humanizar os macacos e ‘macaquear’ os humanos.”(13) As palavras do famoso físico e antropólogo Earnest A. Hooton da Universidade de Harvard ainda soam verdadeiras: “as alegadas restaurações de tipos antigos de homem têm muito pouco valor científico, se é que têm algum, e provavelmente existem apenas para enganar o público.”(14).

Diante destes desafios, poderia se esperar cautela, humildade, moderação de cientistas evolucionistas quando são discutidas hipóteses sobre as origens humanas. E às vezes isso é realmente encontrado. Mas, como vários comentadores têm reconhecido, muitas vezes encontramos precisamente o oposto.(15) Calma e serena objetividade científica no campo da paleoantropologia evolutiva pode ser tão rara quanto os próprios fósseis. A natureza fragmentada dos dados, combinada com o desejo de paleoantropólogos de fazerem afirmações confiantes sobre a evolução humana, leva a divergências acentuadas dentro do campo, como apontado por Constance Holden em seu artigo na revista Science intitulado “The Politics of Paleoanthropology (A Política da paleoantropologia). Holden reconhece que “a evidência científica primária” invocada por paleoantropólogos “para construir a história evolutiva do homem” é “um conjunto lamentavelmente pequeno de ossos… Um antropólogo comparou a tarefa àquela de reconstruir o enredo de Guerra e Paz com 13 páginas selecionadas ao acaso.”(16) De acordo com Holden, é precisamente porque os pesquisadores precisam tirar suas conclusões a partir desta “evidência extremamente insignificante” que “muitas vezes é difícil separar aquilo que é pessoal das disputas científicas no campo.”(17)

Não se engane: As disputas em paleoantropologia são muitas vezes profundamente pessoais. Como Donald Johanson e Blake Edgar admitem, ambição e busca por reconhecimento, financiamento e fama podem tornar difícil para os paleoantropólogos admitir quando estão errados: “O surgimento de evidências discordantes é, por vezes, saudado com uma reiteração resistente de nossos pontos de vista originais… Leva tempo para desistir de nossas teorias de estimação e assimilar as novas informações. Enquanto isso, a credibilidade científica e o financiamento para mais trabalho de campo pesam na balança.”(18)

Na verdade, a busca pelo reconhecimento pode inspirar total desprezo para com outros pesquisadores. Depois de entrevistar os paleoantropólogos para um documentário em 2002, o produtor Mark Davis, da PBS NOVA,  informou que “cada especialista em Neanderthal pensava que o último com quem eu havia conversado era um idiota, se não um verdadeiro Neanderthal.”(19)

Não é de admirar que a paleoantropologia seja um campo repleto de dissidências e com poucas teorias universalmente aceitas entre os seus praticantes. Mesmo a mais estabelecida e confiantemente afirmada teoria da origem humana pode estar baseada em evidência limitada e incompleta. Em 2001, o editor da Nature Henry Gee admitiu: “a evidência fóssil da história evolutiva humana é fragmentária e aberta a várias interpretações.”(20)

Apesar dos desentendimentos generalizados e controvérsias que acabamos de descrever, há uma história padrão da suposta origem humana, contada e recontada em inúmeros livros, artigos de jornais e revistas. O que o terceiro capítulo do livro faz é rever a evidência fóssil e avaliar se ele suporta essa suposta história da evolução humana. Como veremos, a evidência – ou a falta dela – muitas vezes atravessa o caminho da história evolutiva.

Nota: Você pode adquirir Science & Human Origins na Amazon. Recomendá-lo aqui não significa, obviamente, concordar com tudo o que lá está escrito. O livro também traz, pelo que pude ler nas reviews (e como é natural esperar), pontos de vista com os quais este blog não se alinha, mas, como se pode ver pelo exemplo deste post, há certamente bastante material de interesse para quem deseja aprofundar na controvérsia entre evolução e criação.

“Eu fiz a terra e criei nela o homem.” Isaías 45:12

Boa leitura!

Fonte: EvolutionNews

Referências citadas no original (citações acima com tradução simples deste blog):
[3.] Donald Johanson and Blake Edgar, From Lucy to Language (New York: Simon & Schuster, 1996), 22-23.
[4.] Richard Lewontin, Human Diversity (New York: Scientific American Library, 1995), 163.
[5.] Stephen Jay Gould, The Panda’s Thumb: More Reflections in Natural History (New York: W. W. Norton & Company, 1980), 126.
[6.] Frans B. M. de Waal, “Apes from Venus: Bonobos and Human Social Evolution,” in Tree of Origin: What Primate Behavior Can Tell Us about Human Social Evolution, ed. Frans B. M. de Waal (Cambridge: Harvard University Press, 2001), 68.
[7.] Ibid.
[8.] C. E. Oxnard, “The place of the australopithecines in human evolution: grounds for doubt?,”Nature, 258 (December 4, 1975): 389-95 (internal citation removed).
[9.] See Alton Biggs, Kathleen Gregg, Whitney Crispen Hagins, Chris Kapicka, Linda Lundgren, Peter Rillero, National Geographic Society, Biology: The Dynamics of Life (New York: Glencoe, McGraw Hill, 2000), 442-43.
[10.] See notes 124-139 and accompanying text.
[11.] Sigrid Hartwig-Scherer and Robert D. Martin, “Was ‘Lucy’ more human than her ‘child’? Observations on early hominid postcranial skeletons,” Journal of Human Evolution, 21 (1991): 439-49.
[12.] For example, see Biggs et al., Biology: The Dynamics of Life, 438; Esteban E. Sarmiento, Gary J. Sawyer, and Richard Milner, The Last Human: A Guide to Twenty-two Species of Extinct Humans (New Haven: Yale University Press, 2007), 75, 83, 103, 127, 137; Johanson and Edgar,From Lucy to Language, 82; Richard Potts and Christopher Sloan, What Does it Mean to be Human? (Washington D.C.: National Geographic, 2010), 32-33, 36, 66, 92; Carl Zimmer,Smithsonian Intimate Guide to Human Origins (Toronto: Madison Press, 2005), 44, 50.
[13.] Jonathan Marks, What It Means to be 98% Chimpanzee: Apes, People, and their Genes(University of California Press, 2003), xv.
[14.] Earnest Albert Hooton, Up From The Ape, Revised ed. (New York: McMillan, 1946), 329.
[15.] For a firsthand account of one paleoanthropologist’s experiences with the harsh political fights of his field, see Lee R. Berger and Brett Hilton-Barber, In the Footsteps of Eve: The Mystery of Human Origins (Washington D.C.: Adventure Press, National Geographic, 2000).
[16.] Constance Holden, “The Politics of Paleoanthropology,” Science, 213 (1981): 737-40.
[17.] Ibid.
[18.] Johanson and Edgar, From Lucy to Language, 32.
[19.] Mark Davis, “Into the Fray: The Producer’s Story,” PBS NOVA Online (February 2002), accessed March 12, 2012, http://www.pbs.org/wgbh/nova/neanderthals/producer.html.
[20.] Henry Gee, “Return to the planet of the apes,” Nature, 412 (July 12, 2001): 131-32.

Reavivados por Sua Palavra Hoje – Levítico 11

1 O SENHOR Deus deu a Moisés e a Arão
2 as seguintes leis para os israelitas: Vocês poderão comer a carne de qualquer animal
3 que tem casco dividido e que rumina.
4 Mas não poderão comer camelos, coelhos selvagens ou lebres, pois esses animais ruminam, mas não têm casco dividido. Para vocês esses animais são impuros.
7 É proibido comer carne de porco. Para vocês o porco é impuro, pois tem o casco dividido, mas não rumina.
8 Não comam nenhum desses animais, nem mesmo toquem neles quando estiverem mortos. Todos eles são impuros.
9 Vocês poderão comer qualquer peixe que tem barbatanas e escamas,
10 mas não poderão comer os animais que vivem na água e que não têm barbatanas nem escamas. Esses animais são impuros para vocês;
11 não comam nenhum deles e, mesmo quando eles estiverem mortos, não toquem neles.
12 Qualquer animal que vive na água e que não tem barbatanas nem escamas é impuro.
13 Também são impuras as seguintes aves: águias, urubus, águias-marinhas,
14 açores, falcões,
15 corvos,
16 avestruzes, corujas, gaivotas, gaviões,
17 mochos, corvos-marinhos, íbis,
18 gralhas, pelicanos, abutres,
19 cegonhas, garças e poupas; e também morcegos.
20 É impuro todo inseto que anda e que voa;
21 mas vocês poderão comer os insetos que têm pernas e que saltam.
22 Poderão comer toda espécie de gafanhotos e grilos.
23 Mas todos os outros insetos que andam e que voam são impuros.
24 Ficará impuro até o pôr-do-sol quem tocar nos seguintes animais depois de mortos: todos os animais com cascos, mas que não têm o casco dividido e não ruminam, e todos os animais de quatro pés que andam sobre as plantas dos pés. Se alguém pegar o corpo de qualquer um deles, terá de lavar a roupa que estiver vestindo e ficará impuro até o pôr-do-sol. Esses animais são impuros para vocês.
29 Dos animais que se arrastam pelo chão são impuros os seguintes: todas as espécies de lagartos, lagartixas, ratos, toupeiras e camaleões.
31 Ficará impuro até o pôr-do-sol quem tocar nesses animais depois de mortos.
32 E, se o corpo de qualquer um desses animais cair em cima de alguma coisa, essa coisa ficará impura. Isso inclui qualquer objeto de madeira, tecido, couro ou saco, ou qualquer outra coisa. Para purificar esse objeto, será preciso colocá-lo na água, mas ele ficará impuro até o pôr-do-sol.
33 E, se o corpo de um desses animais cair num pote de barro, tudo o que estiver dentro do pote se tornará impuro; será preciso quebrar o pote.
34 E, se a água daquele pote cair em cima de qualquer comida, essa comida ficará impura. E qualquer líquido que estiver no pote ficará impuro também.
35 Se o corpo de um desses animais cair sobre alguma coisa, ela ficará impura. Se for um forno ou um fogão de barro, então ele se tornará impuro e deverá ser quebrado;
36 se for uma fonte ou uma caixa de água, a água ali dentro continuará pura, mas quem tocar no corpo ficará impuro.
37 Se o corpo de um desses animais cair em cima de sementes que vão ser plantadas, elas continuarão puras;
38 mas, se as sementes estiverem de molho na água, e o corpo cair na água, então elas se tornarão impuras.
39 Se um animal que se pode comer tiver morte natural, a pessoa que tocar no corpo ficará impura até o pôr-do-sol.
40 E, se alguém comer a carne desse animal, deverá lavar a roupa que estiver vestindo e ficará impuro até o pôr-do-sol; e, se alguém carregar o corpo do animal, precisará lavar a roupa e ficará impuro até o pôr-do-sol.
41 É proibido comer qualquer animal que se arrasta pelo chão; esses animais são impuros.
42 É proibido comer qualquer um deles, tanto aqueles que se arrastam como aqueles que andam com quatro patas ou mais.
43 Não fiquem impuros e nojentos por comerem qualquer um desses animais.
44 Eu sou o SENHOR. Dediquem-se a mim, o Deus de vocês, e sejam completamente fiéis a mim, pois eu sou santo. Não fiquem impuros por causa de qualquer animal que se arrasta pelo chão.
45 Eu sou o SENHOR, que os trouxe do Egito a fim de ser o Deus de vocês. Portanto, sejam santos, pois eu sou santo.
46 São essas as leis a respeito dos animais e das aves, de todos os animais que vivem na água e de todos os animais que se arrastam pelo chão.
47 Elas mostram a diferença entre o que é puro e o que é impuro, entre os animais que podem ser comidos e os que não podem ser comido.

A Origem do Homem e o Registro Fóssil: O Que as Evidências Mostram?

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O livro Science and Human Origins, recém-lançado, acaba por realçar, em alguns pontos, a já reconhecida “diferença abissal” entre a doutrina cristã da criação e a teoria macroevolutiva de Darwin. O livro apresenta muitas informações relevantes (embora eu não compartilhe de algumas ideias que li nas reviews da Amazon, como, por exemplo, a de um casal Adão e Eva “longínquo” no tempo, há “milhões e milhões de anos”).

Numa pequena apresentação, Casey Luskin (um dos autores) já antecipa e resume sua posição sobre o assunto da evidência fóssil em relação à origem do homem, depois de pesquisar a literatura científica.  Veja o que ele diz:

Nosso novo livro editado pela Discovery Institute Press “Science and Human Origins” (Ciência e a origem do homem) – co-autoria de Douglas Axe, Ann Gauger e minha  abrange tanto a evidência genética quanto a evidência dos fósseis em relação à origem dos seres humanos. Um dos capítulos que escrevi é intitulado “Human Origins and the Fossil Record” (A Origem do Homem e o Registro Fóssil), e avalia a evidência fóssil sobre a alegada evolução dos seres humanos de primatas inferiores.

Em 2005 publiquei um artigo na revista Progress in Complexity, Information, and Design sobre o mesmo tema, intitulado “Human Origins and Intelligent Design: Review and Analysis (Origem do Homem e o Design Inteligente: Revisão e Análise). No entanto, o campo da paleoantropologia está mudando constantemente, e vários novos fósseis foram relatados nos anos seguintes. “Science and Human Origins” (Ciência e a origem do homem) proporcionou uma oportunidade para atualizar os argumentos.

Os cientistas evolucionistas comumente dizem ao público que a evidência fóssil para a evolução darwiniana dos seres humanos de criaturas parecidas com macacos é incontestável. Por exemplo, o professor de antropologia Ronald Wetherington testemunhou perante o Conselho Estadual de Educação do Texas, em 2009, que a evolução humana tem “sem dúvida a sequência mais completa de sucessão fóssil de qualquer mamífero do mundo. Não há lacunas. Não há falta de fósseis de transição … Então, quando as pessoas falam sobre a falta de fósseis de transição ou lacunas no registro fóssil, isso absolutamente não é verdade. E não é verdade especificamente para nossa própria espécie.”1 Segundo Wetherington, o campo das origens humanas fornece “um bom e claro exemplo daquilo que Darwin pensava ser uma  mudança evolutiva gradualista.”2

A pesquisa da literatura técnica, no entanto, revela uma história completamente diferente da apresentada pelo Dr. Wetherington e outros evolucionistas envolvidos em debates públicos.

Como mostra meu capítulo, a evidência fóssil para a evolução humana permanece fragmentária, difícil de decifrar e acaloradamente debatida. Aqueles dispostos a olhar para as provas com um olhar crítico e cético dificilmente são obrigados a aceitar a grande história da evolução humana a partir de primatas inferiores.

Na verdade, longe de fornecer “um bom e claro exemplo” de “mudança evolutiva gradualista”, o registro revela uma descontinuidade dramática entre fósseis semelhantes a macacos e fósseis semelhantes a humanos. Fósseis semelhantes a humanos aparecem abruptamente no registro, sem precursores evolutivos claros, tornando o caso para a evolução humana baseada em fósseis altamente especulativo.

Minha tese pode ser resumida da seguinte forma: fósseis de homínidas geralmente se enquadram em um dos dois grupos: espécies semelhantes a macacos e espécies semelhantes a humanos, com uma grande lacuna sem pontes entre eles. Apesar da badalação promovida por muitos paleoantropólogos evolucionistas, o fragmentário registro fóssil homínida não documenta a evolução dos seres humanos a partir de precursores semelhantes a macacos.

Referências citadas:

(1) Ronald Wetherington testimony before Texas State Board of Education (January 21, 2009). Original recording on file with author, SBOECommt-FullJan2109B5.mp3, Time Index 1:52:00-1:52:44.

(2) Ibid.

Fonte: Casey Luskin (EvolutionNews)

“O Grande Conflito” em Versão Cinematográfica: “The Record Keeper”

Episódio piloto da Webserie “The Record Keeper”. Segundo Bruno Mastrocola (@mastrocola no Twitter), “novo formato de filme encomendado pela IASD e que está sendo produzido por Hollywood.”

Deus: uma “Muleta” Psicológica?

 

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Feuerbach, Freud, Marx, entre outros líderes céticos e ateus, propalaram essencialmente a ideia: Deus seria um sonho da mente humana, a figura de um pai idealizado, uma projeção psicológica motivada pela necessidade que as pessoas têm de encontrar segurança e algum conforto em meio a uma realidade cruel e insensível. Do lado cristão, Alister McGrath rebate ao afirmar:  “Se a crença em Deus foi uma resposta a um desejo humano de segurança, não poderia também ser argumentado que o ateísmo foi  uma resposta ao desejo humano de autonomia?”

Em artigo publicado no Enrichment Journal, Paul Copan,  professor de Filosofia e Ética da Palm Beach Atlantic University e autor de vários livros na área de apologética, apresenta pelo menos sete razões por que o argumento do lado ateísta não se sustenta:

Primeiro, o próprio Freud reconheceu que sua “psicanálise” da religião não tinha o apoio da evidência clínica. Em 1927, Freud confessou a Oskar Pfister – um antigo psicanalista e pastor protestante – que suas perspectivas sobre a projeção religiosa “são as minhas opiniões pessoais.”(6) Freud tinha muito pouca experiência psicanalítica com genuínos crentes religiosos e não publicou nenhuma análise dos crentes com base em evidência clínica.(7)

Em segundo lugar, esse argumento comete a falácia genética, que é o erro de atribuir verdade ou falsidade a uma crença com base em sua origem ou gênese. Só porque você aprendeu matemática de um professor excêntrico, no ensino fundamental, não se segue que o que ele lhe ensinou (2 +2 = 4) deva ser falso. Quando o cético usa a falácia genética contra o crente, isto acaba se transformando numa espécie de insulto – um argumento ad hominem (“contra o homem”); ele ataca a pessoa e ignora o argumento. Mesmo que todos os crentes em Deus mantivessem seus pontos de vista por razões de qualidade inferior ou irracional, isto ainda não faria nada para refutar a existência de Deus.

Terceiro, precisamos distinguir entre a racionalidade da crença e a psicologia da crença. A psicologia da crença (como as pessoas chegam a acreditar em Deus) é uma questão diferente da racionalidade da crença (por que acreditam ou por que há boas razões para acreditar em Deus). Nós podemos oferecer boas razões para a existência de Deus (o início ou a surpreendente sintonia fina do universo, a consciência e a beleza, argumentos históricos para a ressurreição de Jesus). Para descobrir se Deus existe ou não, não devemos olhar para os motivos das pessoas, mas sim discernir se existem boas razões para acreditar ou não.

Em quarto lugar, é estranho e arbitrário afirmar que tudo o que traz conforto e consolo é falso. Uma sopa favorita ou uma xícara de chá em um dia frio geram conforto. Claramente não há nada de errado com os prazeres de um bom alimento. O alimento e o abrigo são confortantes, e famílias saudáveis trazem segurança e conforto, mas isso dificilmente faz a comida, o abrigo e a família ilegítimos. Por que, então, assumir que uma crença deve estar errada, se acontecer de ela proporcionar conforto?

Em quinto lugar, a natureza incuravelmente religiosa dos seres humanos poderia indicar provavelmente, e justamente, um vazio colocado por Deus, que só Ele pode preencher. Se fomos feitos para viver com Deus e encontrar refúgio e segurança em relação a Ele, então não devemos nos surpreender que o próprio Deus tenha colocado este impulso religioso dentro de nós – que Deus tenha colocado a eternidade em nossos corações (ver Eclesiastes 3:11). Neste caso, esse desejo é um indicador para o transcendente. Como Santo Agostinho expressou: “Fizeste-nos para Ti mesmo, ó Deus, e nosso coração está inquieto enquanto não encontrar descanso em Ti.” Esse desejo acaba por ser um suporte do teísmo, não um argumento contra ele.

Em sexto lugar, uma figura paterna confortadora, enquanto exclusiva para a fé bíblica, não está no coração das outras religiões do mundo. O ensinamento de Jesus exclusivamente apresenta Deus como Abba (um título judeu para papai) -  o Pai pessoal do crente.(10) Não encontramos tal termo, íntimo e pessoal para a Última Realidade nas outras grandes religiões do mundo; muitas religiões orientais veem a Última Realidade como algo abstrato e impessoal. Além disso, se Deus é uma fabricação, por que fabricar um Deus que é trino – Pai, Filho e Espírito? E por que inventar uma divindade, não controlável e complexa, que estabelece limites para os nossos impulsos e nosso egocentrismo e até mesmo que irá nos julgar? Isso é diferente dos todos-muito-humanos deuses e deusas falhos da Grécia e de Roma.

Em sétimo lugar, a tentativa de “psicologizar” crentes se aplica mais facilmente ao ateísta endurecido. É interessante que enquanto ateus e céticos muitas vezes psicanalisam o crente religioso,  eles regularmente falham em psicanalisar sua própria rejeição de Deus. Por que os crentes estão sujeitos a  tal exame e os ateus não? Que tal lembrar de outra característica da psicanálise de Freud – ou seja, o ressentimento subjacente que deseja matar a figura do pai?

Não há razão para presumir o ateísmo como a posição racional, psicologicamente sã e padrão e o teísmo como alguma forma psicologicamente deficiente.  O professor de psicologia da New York University Paul Vitz vira o jogo em tal pensamento. Ele diz essencialmente: “Vamos olhar para a vida dos líderes ateus e céticos no passado. O que elas têm em comum?” O resultado é interessante: praticamente todas essas figuras principais careciam de um modelo paterno positivo - ou não tiveram a presença de um pai.(11)

Vejamos alguns desses líderes:

  •  Voltaire (1694-1778): Este crítico mordaz da religião, embora não um ateu, rejeitou fortemente seu pai e o seu nome de nascimento François-Marie Arouet.
  • David Hume (1711-1776): O pai deste cético escocês morreu quando Hume tinha apenas 2 anos de idade. Biógrafos de Hume não mencionam parentes ou amigos da família que poderiam ter servido como figuras paternas.
  • Baron d’Holbach (1723-1789): Este ateu francês tornou-se órfão aos 13 anos e viveu com seu tio.
  • Ludwig Feuerbach (1804-1872): Aos 13 anos, seu pai deixou sua família e foi viver com outra mulher em uma cidade diferente.
  • Karl Marx (1818-1883): O pai de Marx, um judeu, foi convertido ao luteranismo sob pressão, não por qualquer convicção religiosa. Marx, portanto, não respeitou seu pai.
  • Friedrich Nietzsche (1844-1900): ele tinha 4 anos quando perdeu seu pai.
  • Sigmund Freud (1856-1939): Seu pai, Jacob, foi uma grande decepção para ele, era passivo e fraco. Freud também mencionou que seu pai era um pervertido sexual e que seus filhos sofreram por isso.
  • Bertrand Russell (1872-1970): Seu pai morreu quando ele tinha 4 anos.
  • Albert Camus (1913-1960): Seu pai morreu quando ele tinha 1 ano de idade, e em seu romance autobiográfico O Primeiro Homem, seu pai é a figura central de sua obra.
  • Jean-Paul Sartre (1905-1980): O pai do famoso existencialista morreu antes de ele nascer.(12)
    Madeleine Murray-O’Hair (1919-1995): Ela odiava o pai e até tentou matá-lo com uma faca de açougueiro.

Poderíamos citar mais alguns proeminentes ateus contemporâneos não mencionados por Vitz com desafios semelhantes na infância:

  • Daniel Dennett (1942 -): Seu pai morreu quando ele tinha 5 anos de idade e teve pouca influência sobre Dennett.(13)
  • Christopher Hitchens (1949 -2011): Seu pai (“o Comandante”) era um bom homem, segundo Hitchens, mas ele e Hitchens “não tinham muita conversa”. Partindo de  ”uma distância respeitosa”, seu relacionamento assumiu um ”degelo ocasional”  até “frieza definitiva”. Hitchens acrescenta: “Eu sou um pouco estéril de lembranças paternas.” (14)
  • Richard Dawkins (1941 -): Embora incentivado por seus pais para estudar a ciência, ele menciona ter sido molestado quando criança – um evento não insignificante, embora Dawkins considere-o apenas embarassador.(15)

Além disso, o estudo de Vitz observa quantos teístas proeminentes no passado – como Blaise Pascal, GK Chesterton, Karl Barth e Dietrich Bonhoeffer – tiveram em comum um pai amoroso e atencioso em suas vidas.(16)

Concluindo, o argumento cético da projeção da figura paterna, apresentado para refutar a existência de Deus comete a falácia genética. Para piorar as coisas do lado cético ou ateísta, os porta-vozes mais proeminentes do ceticismo e do ateísmo arrastam eles próprios uma considerável bagagem psicológica.

Devemos considerar os méritos dos argumentos a favor e contra a existência de Deus, sem descartar argumentos com base neste ou naquele motivo pessoal. No entanto, Vitz nos lembra que fatores psicológicos (como saúde, memórias agradáveis da infância contra memórias dolorosas) podem, de fato, ter uma influência sobre a forma como uma pessoa passa a acreditar ou não acreditar; esses fatores subconscientes não são irrelevantes e podem se revelar uma barreira psicológica para a crença . Eles podem tornar a confiança em Deus difícil quando aqueles de quem se espera estarem mais próximos de nós se tornam indignos da nossa confiança ou não estão mais presentes.

Quando as pessoas me dizem que têm dificuldade em confiar em Deus (mesmo quando elas têm boas razões para acreditar em Deus e gostariam de acreditar), eu pergunto sobre seus antecedentes familiares, particularmente sobre a relação com o pai. Na minha experiência, a resposta típica é: “Como você sabia?” ou “Você está certo.” Neste caso, a segurança de uma comunidade cristã amorosa pode desempenhar um papel significativo em ajudar a restaurar a habilidade de confiar no Pai sempre-amoroso. Sua confiabilidade é especialmente evidente no amor de Cristo, em dar Ele a Sua vida por nós. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo o que nEle crê não pereça mas tenha a vida eterna”. (João 3:16)

 

Fonte: Adaptado de Enrichment Journal. Paul Copan, Is God Just a Psychological Crutch for the Weak?
Mantidos os números das referências bibliográficas como no original:
[...]
6. Sigmund Freud and Oskar Pfister, Psychoanalysis and Faith: The Letters of Sigmund Freud and Oskar Pfister, ed. H. Meng and E. French, trans. E. Mosbacher (New York: Basic Books, 1962), 117.
7. Paul C. Vitz, Faith of the Fatherless (Dallas: Spence, 1999), 8,9.
[...]
10. James D.G. Dunn, “Prayer,” in Dictionary of Jesus and the Gospels, eds. I. Howard Marshall, et al. (Downers Grove, Illinois: InterVarsity Press, 1992), 619.
11. Vitz, “The Psychology of Atheism,” Truth 1 (1985): 29–36. See also Vitz’s Faith of the Fatherless; also fromFaith of the Fatherless, 17–57.
12. Sartre apparently did become a believer in God before he died, however. See National Review, 11 June 1982, 677.
13. Roger Bingham, “The Science Studio with Daniel Dennett.” Available at: http://thesciencenetwork.org/media/videos/29/Transcript.pdf. Accessed 11 October 2011.
14. Christopher Hitchens, Hitch-22: A Memoir, Large Print Edition (New York: Twelve/Hachette, 2010), 64,67,21,69.
15. Richard Dawkins, The God Delusion (New York: Houghton, Mifflin, Harcourt, 2008), 316.
16. See Vitz’s Faith of the Fatherless.

Outro bom artigo sobre o assunto: “Quem realmente usa muletas? O Cristianismo ou o  Ateísmo?”, de Rob Lungber. Em inglês aqui: Who Really Holds the Crutch? Christianity or Atheism?

Aprendendo com as Sementes

Imagem: publicdomainpictures.net

Na ilha de Svalbard, Noruega, em um abrigo subterrâneo, está o Global Seed Vault (Cofre de Sementes Global), também conhecido como o “Cofre do Fim do Mundo” ou  ”Arca de Noé Botânica”, uma espécie de banco genético que busca preservar milhões de sementes – uma medida preventiva para o caso de catástrofes nucleares, mudanças climáticas, desastres naturais e outras supostas ameaças à continuidade da existência humana.

Em funcionamento desde 2008, o cofre espera receber  mais de 3 milhões de tipos de sementes. Segundo se noticia, já armazena mais de 500 mil. Certamente, fará parte dessa reserva desde as minúsculas sementes da mostarda até as “gigantescas” sementes da Lodoicea maldivica (as sementes desta palmeira encontrada nas Ilhas Seychelles, no Oceano Índico, podem alcançar mais de 30 cm de diâmetro).

Desnecessário frisar a importância das sementes tanto para os contemporâneos de Jesus quanto para o homem do séc. XXI. Não sem razão, o Salvador inseriu em suas lições elementos atemporais da própria experiência humana, a fim de vincular o reino natural ao reino espiritual, o homem a Deus, a Terra ao Céu. Aos seus ouvintes, as verdades divinas eram apresentadas a partir da realidade que eles próprios conheciam: a semeadura, a colheita, o dono da vinha, os ceifeiros, o grão de mostarda, o joio, o trigo, o pão.

Assim como no passado, as parábolas continuam a nos ensinar hoje as mesmas verdades divinas a partir de um ponto com o qual estamos familiarizados. Sem dúvida, há muitas lições que podemos aprender com as sementes:

Toda semente lançada produz uma colheita segundo sua espécie. O mesmo se dá na vida humana. Necessitamos todos, lançar as sementes da compaixão, simpatia e amor; porque o que semearmos isso colheremos. Toda característica de egoísmo, amor-próprio, estima própria, todo ato de condescendência consigo mesmo produzirá fruto semelhante. Aquele que vive para si, está semeando na carne, e da carne brotará corrupção.

Deus não destrói a ninguém. Todo aquele que for destruído ter-se-á destruído a si mesmo. Todo aquele que sufoca as admoestações da consciência está lançando as sementes da incredulidade, e estas produzirão uma colheita certa. Rejeitando a primeira advertência de Deus, Faraó, na antiguidade, semeou as sementes da obstinação, e colheu obstinação. Deus não o compeliu a descrer. A semente de incredulidade que lançou, produziu uma colheita de sua espécie. Assim, sua resistência continuou até contemplar o seu país devastado, o gélido cadáver de seu primogênito, e o primogênito de toda a sua casa, e de todas as famílias de seu reino, até que as águas do mar lhe submergiram os cavalos, carros e guerreiros. Sua história é uma ilustração tenebrosa da verdade das palavras, “tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. Gál. 6:7. Se tão-somente reconhecessem os homens isso, seriam cautelosos com a semente que lançam.

À medida que a semente espalhada produz uma colheita, e esta por sua vez é semeada, a seara se multiplica. Essa lei é também verdadeira em relação com as pessoas. Cada ato, cada palavra é uma semente que produzirá fruto. Cada ato de meditada bondade, de obediência ou de renúncia, se reproduzirá em outros, e por eles ainda em terceiros. Do mesmo modo cada ato de inveja, malícia ou dissensão, é uma semente que brotará em “raiz de amargura” (Heb. 12:15), pela qual muitos serão contaminados. E quanto maior número envenenarão os “muitos”! Assim a sementeira do bem e do mal prossegue para o tempo e a eternidade.

Liberalidade tanto em assuntos espirituais quanto temporais, é ensinada na lição da semeadura. O Senhor diz: “Bem-aventurados vós, que semeais sobre todas as águas.” Isa. 32:20. “Digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância também ceifará.” II Cor. 9:6. Semear sobre todas as águas significa uma contínua distribuição das dádivas de Deus. Significa dar onde quer que a causa de Deus ou as necessidades da humanidade exigirem nosso auxílio.

Isso não levará à pobreza. “O que semeia em abundância, em abundância também ceifará.” O semeador multiplica a semente lançando-a fora. Assim é com aqueles que são fiéis no distribuir as dádivas de Deus. Repartindo, aumentam suas bênçãos. Deus lhes prometeu suficiência para que possam continuar a dar. “Dai, e ser-vos -á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.” Luc. 6:38.

E mais do que isso está envolvido no semear e ceifar. Distribuindo as bênçãos temporais de Deus, a evidência de nosso amor e simpatia desperta, no que recebe, gratidão e ações de graças a Ele. O solo do coração é preparado para receber a semente da verdade espiritual. E Aquele que provê a semente ao semeador, fará com que a semente germine e produza fruto para a vida eterna.  Pelo lançar da semente no solo, Cristo representa Seu sacrifício por nossa redenção. “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer”, disse, “fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.” João 12:24. Assim a morte de Cristo resultará em fruto para o reino de Deus. De acordo com a lei do reino vegetal, vida será o resultado de Sua morte.

E todos os que quiserem produzir fruto como coobreiros de Cristo, precisam cair na terra e morrer. A vida precisa ser lançada no sulco da necessidade do mundo. O amor-próprio e o próprio interesse têm que perecer. Mas a lei do sacrifício próprio é a lei da própria preservação. A semente sepultada no solo produz fruto, e este, por sua vez, é plantado. Assim se multiplica a seara. O lavrador preserva a sua semente, lançando-a fora. Deste modo, na vida humana dar é viver. A vida que será preservada é a que é entregue liberalmente ao serviço de Deus e do homem. Os que pela causa de Cristo sacrificam a vida neste mundo, conservá-la-ão para a eternidade.

A semente morre para ressurgir em nova vida, e nisto nos é dada a lição da ressurreição. Todos os que amam a Deus reviverão no Éden celestial. Do corpo humano posto na cova para ser reduzido a pó, disse Deus: “Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor.” I Cor. 15:42 e 43.

Tais são algumas das muitas lições ensinadas pela viva parábola do semeador e da semente na Natureza.

Fonte: Parábolas de Jesus (Ellen White), p. 84-87.

Os Adventistas e o Mundo Sem Tabaco

No filme “O Discurso do Rei”, grande vencedor do Oscar 2011, numa cena que retrata o primeiro encontro entre o príncipe inglês George e o doutor Lionel Logue, ocorre o seguinte diálogo:

George – [esboçando a intenção de acender um cigarro] …

Lionel – Por favor, não faça isso.

George – Como é?

Lionel – Creio que encher seu pulmão de fumaça o matará.

George – Meus médicos dizem que relaxa a…a garganta.

Lionel – Eles são idiotas.

George – Foram todos nomeados cavaleiros.

Lionel – São idiotas oficiais, então.

A cena retrata em certa medida o modo como o tabagismo era visto pela comunidade médica nas primeiras décadas do séc. XX e nos faz refletir sobre o quanto o pensamento “oficial” a respeito do assunto se alterou ao longo dos anos. O panorama nessa questão mudou tanto que hoje poucos sabem que o cigarro já foi receitado como “remédio” para asma ou que muitos fumantes foram aconselhados a não abandonar o cigarro, já que deixar o vício, na visão de alguns, poderia ocasionar a morte de quem estava habituado a ele. Ainda na virada do séc XIX para o séc. XX, num contexto médico altamente condescendente com o tabagismo,  chama a atenção a voz de alguém que, mesmo possuindo pouquíssima educação formal, condenava o hábito de fumar com a autoridade de quem tinha recebido responsabilidades pela instrução da população quanto ao viver saudável.

Os pulmões da criancinha sofrem, e ficam enfermos pelo inalar a atmosfera de um aposento envenenado pelo hálito poluído do fumante. Muitas crianças ficam envenenadas além da possibilidade de cura por dormirem na cama com pais que usam o fumo. Inalando as venenosas exalações do fumo, expelidas pelos pulmões e poros da pele, o organismo da criança enche-se de veneno. Se bem que ele atue em algumas criancinhas como veneno lento, e afete o cérebro, o coração, o fígado e os pulmões, e elas se consomem e definhem gradualmente, em outras exerce uma influência mais direta, ocasionando espasmos, ataques, paralisia e morte súbita. Health Reformer, janeiro de 1872.

Diante do conhecimento de que dispomos hoje, ninguém tem a menor dificuldade em conjecturar sobre os diversos malefícios do fumo. Mas dado o contexto da época, o pensamento de Ellen White não poderia ser recebido na comunidade adventista de outra forma a não ser como uma ousada e inovadora orientação para transformação da realidade social no campo da saúde.

Ela própria narra as primeiras ações da igreja no sentido de reformar o pensamento e a prática médica da época:

Enquanto falávamos, pedimos que se erguessem aqueles que haviam sido dados ao fumo, mas que o haviam abandonado por completo em face do esclarecimento recebido mediante a verdade. Em resposta, puseram-se de pé de trinta e cinco a quarenta pessoas, dez ou doze das quais eram mulheres. Convidamos então a levantarem-se aqueles a quem havia sido declarado por médicos que lhes seria fatal deixar o uso do fumo, devido a se acharem tão habituados a seu falso estímulo que não poderiam viver sem ele. Em resposta, oito pessoas, cujos semblantes indicavam saúde de mente e de corpo, puseram-se de pé. Review and Herald, 23 de agosto de 1877

Como se vê, desde os primeiros anos de sua organização, a Igreja Adventista tem-se destacado na educação para a saúde e na restauração do bem-estar. O exemplo de Cristo, o Médico dos médicos, associado à lembrança de Ellen White de que ”durante Seu ministério, Jesus dedicou mais tempo a curar os enfermos do que a pregar”,  continua a ser a inspiração. Ações voltadas para a recuperação de fumantes, por exemplo, passaram a integrar o estilo de vida e de evangelismo adventista. Só no Brasil, estima-se que mais de um milhão de pessoas já foram beneficiadas com as orientações do curso Como Deixar de Fumar em 5 dias (neste link a visão de um dos idealizadores), uma campanha tradicional da igreja.

Em minha própria experiência ao participar na coordenação de alguns desses cursos, pude ver a luta de muitos que desejavam desesperadamente parar de fumar. Pude ouvir o testemunho de ex-fumantes que venceram o hábito e relatos emocionados, ao final do curso, sobre a sensação de voltar a respirar bem, o prazer de ter o paladar restaurado ou a alegria de poder abraçar filhos e netos sem o constrangimento de vê-los se afastarem em razão do desagradável cheiro do cigarro.

(Veja aqui o que afirma um ex-fumante e ex-participante do curso)

Este 31 de maio – Dia Mundial Sem Tabaco – é mais uma oportunidade para reflexão e ação. Não adie sua decisão de parar de fumar. Nessa questão, tome um caminho diferente daquele trilhado pelo Rei George VI. Infelizmente, no caso de Sua Majestade, há o registro de que o “excesso de fumo, ajuntado ao estresse da Segunda Grande Guerra foi somatório que levou ao agravamento da frágil constituição e a  trombose de uma das pernas, pneumonia, câncer de pulmão (pelo excesso de cigarros), vindo a falecer de embolia coronariana aos 56 anos.”

Felizmente, hoje muitos já sabem que depois de 10 anos do abandono do cigarro, o risco de câncer de pulmão para o ex-fumante é praticamente o mesmo de alguém que nunca fumou. Vale a pena o esforço para reconquistar a saúde. Procure uma igreja adventista mais próxima de sua casa ou os órgãos governamentais de saúde na sua região.  Busque informações sobre as ações voltadas para os que desejam parar de fumar e tome a decisão sábia de, pela graça de Deus, ser mais um vencedor.

Uma reflexão à parte e também um importante ponto de pesquisa: onde Ellen White obtinha orientações tão avançadas e de impacto tão significativo no campo da saúde?

Não. Seres Humanos Não Têm Vestígio de Cauda

 
Um embrião humano após cerca de 7 semanas de desenvolvimento
 
Já escrevi  muito sobre o mito evolutivo dos órgãos vestigiais (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), mostrando como várias  estruturas biológicas que os evolucionistas pensavam que fossem vestigiais são, de fato, bastante necessárias. O conceito de órgãos vestigiais é muito popular entre muitos evolucionistas, mas geralmente se resume a ignorância. Se os evolucionistas não sabem o uso de uma estrutura biológica, eles assumem que ela deve ser vestigial. Como é frequentemente o caso, no entanto, pesquisas mais aprofundadas mostram, em geral, que essa hipótese evolutiva é completamente errada, devido à nossa ignorância da estrutura em consideração.

Este conceito é frequentemente utilizado quando se estuda o desenvolvimento de embriões. Por causa do trabalho fraudulento de Ernst Haeckel, os evolucionistas promoveram por muito tempo o mito de que um embrião irá produzir vestígios de sua história evolutiva à medida que se desenvolve. Mais uma vez, isto é basicamente o resultado da ignorância. O desenvolvimento embrionário é um tanto difícil de estudar, por isso muitas vezes observamos coisas que nós não entendemos. Quando estas coisas se assemelham superficialmente a algo que supostamente se desenvolveu na história evolutiva do organismo que está sendo estudado, são muitas vezes apontadas como um vestígio da evolução.

Por exemplo, no livro Why Evolution is True? (Por que a evolução é verdadeira?) o Dr. Jerry Coyne tenta defender a idéia de que o embrião humano é coberto por um revestimento piloso fino, chamado lanugo, simplesmente porque isso é uma parte da herança evolutiva dos seres humanos. Ele diz que não há nenhuma razão para que um embrião humano seja coberto de pelos, mas que isso acontece porque os seres humanos evoluíram de um ancestral simiesco que estava coberto de pelos. O revestimento seria simplesmente um vestígio restante da parte da linhagem evolutiva humana. Como já salientado, isso é totalmente falso. Na verdade, o fino revestimento de pelos que os embriões humanos têm é extremamente importante para o seu desenvolvimento, e a idéia de que isso é um vestígio remanescente da evolução é apenas resultado da ignorância quando se trata do desenvolvimento embrionário humano.

Pois bem, em uma discussão em um grupo do Facebook que tive recentemente, a conversa pendeu para a suposta “cauda” que os embriões humanos têm no início de seu desenvolvimento. Isso é um mito popular, mas é totalmente falso, e eu pensei em postar sobre isso para que outros se beneficiem de uma análise científica moderna desta importante estrutura embrionária.

Como você pode ver na fotografia de um embrião humano acima, existe uma estrutura (apontada na figura) que se assemelha a uma cauda. A estrutura eventualmente desaparece, mas é uma parte muito notável do embrião enquanto ela está presente. Os evolucionistas há muito ensinaram que este é um vestígio remanescente de quando os nossos antepassados tinham caudas (1),  mas agora sabemos que tal idéia é simplesmente 100% falsa.

Como se observa na foto, a estrutura que os evolucionistas chamaram de cauda vestigial é, de fato, a eminência caudal, e não tem nada a ver com uma cauda. Em 2004, um importante estudo foi publicado na revista Cells Tissues Organsem. Estudou 52 diferentes embriões humanos em diferentes fases de desenvolvimento, e reavaliou nosso conhecimento do desenvolvimento embrionário humano. Nesse estudo, os autores observam:

A eminência produz a parte caudal do notocórdio e, após o fechamento do neuróporo caudal, todas as estruturas caudais, mas não produz nem mesmo uma “cauda” temporária no humano.(2)

No caso de você não estar ciente, “caudal” é um termo direcional em anatomia, referindo-se ao posterior do organismo a ser estudado. No final, então, este estudo mostrou que a eminência caudal realmente não tem nada a ver com uma cauda.

Então, o que é a eminência caudal? É uma estrutura neurológica que é necessária para o desenvolvimento da medula espinal e muitas outras estruturas caudais. John Alan Kiernan e Murray Llewellyn Barr provavelmente explicam melhor no texto Barr’s The Human Nervous System: An Anatomical Viewpoint.  Ao discutirem o desenvolvimento da medula espinal, eles dizem:

Mais caudalmente, a medula espinal é formada pela ‘neurulação secundária’, que é a coalescência de uma cadeia de vesículas que se torna contínua com o lúmen do tubo neural cerca de três semanas após o fechamento do neuróporo caudal. As vesículas são derivadas da eminência caudal, uma massa de células pluripotentes localizadas na parte dorsal ao cóccix em desenvolvimento.(3)

Como você já deve saber, o termo “pluripotentes” se refere a células que podem se desenvolver em muitos tipos diferentes de células, dependendo das instruções que recebem.

Assim, vemos que longe de ser algum remanescente de uma cauda, a eminência caudal é a fonte de células que são usadas para produzir vesículas que são essenciais para o desenvolvimento da medula espinal. Como detalhado no estudo de 2004 que citei anteriormente, ela também produz outras estruturas caudais. É por isso que é uma massa de células pluripotentes – que é a fonte de células que se desenvolvem em várias estruturas. Ela eventualmente desaparece, é claro, porque a  medula espinal e as outras estruturas caudais são eventualmente completadas, e o embrião já não tem uma necessidade para as células pluripotentes. Em alguns casos de desenvolvimento anormal, a eminência caudal não vai embora, e a criança nasce com uma massa de tecido que se estende do posterior. Embora esta se assemelhe a uma cauda cônica, é simplesmente uma massa de carne que pode ser facilmente cortada.

Como você pode ver, portanto, a idéia de que os embriões humanos têm caudas temporárias durante o seu desenvolvimento embrionário foi totalmente desacreditada na literatura científica. A única questão que permanece é quanto tempo os evolucionistas irão continuar a usar esse mito para promover sua hipótese falha.

Referências:

1. David Krogh, Biology: a Guide to the Natural World, Pearson Education, 2005, p. 467
2. Müller F and O’Rahilly R., “The primitive streak, the caudal eminence and related structures in staged human embryos,” Cells Tissues Organs. 177(1):2-20, 2004
3. John Alan Kiernan and Murray Llewellyn Barr, Barr’s The Human Nervous System: An Anatomical Viewpoint, Ninth Edition, Lippincott Williams & Wilkins, 2008, p. 5

Fonte: Dr. Jay L. Wile  (Proslogion)

 

Ben Carson, Emory e a Moralidade da Evolução

Dr. Ben Carson

Em artigo publicado no The Baltimore Sun, Richard Weikart, professor de História na California State University, explica por que o protesto esboçado na Universidade de Emory contra Ben Carson, o proeminente neurocirurgião que contesta a teoria da evolução, é equivocado (Weikart é autor do livro From Darwin to Hitler: Evolutionary Ethics, Eugenics, and Racism in Germany).

Antes de passar ao texto do Dr. Richard, acredito ser útil, para efeito de contextualização, ressaltar algumas palavras usadas por Ben Carson na entrevista que teria sido a fonte da “consternação”:

“By believing we are the product of random acts, we eliminate morality and the basis of ethical behavior.” (Ao crer que somos o produto de “atos do acaso”, eliminamos a moralidade e o fundamento do comportamento ético.)

Ultimately, if you accept the evolutionary theory, you dismiss ethics, you don’t have to abide by a set of moral codes…, you determine your own conscience based on your own desires. (Em última análise, se você aceita a teoria da evolução, dipensa a ética, não precisa defender um conjunto de códigos morais e determina sua própria consciência baseada nos próprios desejos.)

Segue, então, o que o professor Weikart escreveu sobre o assunto:

Quase 500  professores e estudantes da Emory University expressaram sua consternação em razão de que  o orador de segunda-feira não segue a linha ideológica deles quando se trata de biologia evolutiva. Sim – suspiro – Ben Carson, o renomado neurocirurgião da Universidade de Johns Hopkins, não acredita na teoria evolutiva. Não só isso: os professores de biologia de Emory e apoiadores também acusam o Dr. Carson de cometer um crime de pensamento, porque ele supostamente “iguala a aceitação da evolução com falta de ética e moralidade.”

Como sou um historiador que estudou e publicou sobre a história da ética evolucionista, fiquei bastante surpreso com a “consternação” dos membros da Universidade Emory  sobre a crença do Dr. Carson de que a evolução mina a ética e a moralidade objetiva. No verão passado, eu assisti a uma grande conferência interdisciplinar da Universidade de Oxford sobre “A Evolução da Moralidade e a Moralidade da Evolução”. Assim, estou bem ciente de que há uma variedade de pontos de vista na academia sobre o tema. No entanto, muitos evolucionistas, desde a época de Darwin até o presente (incluindo um bom número nessa conferência  em Oxford), têm argumentado e ainda estão discutindo precisamente o ponto que o Dr. Carson levantou: eles afirmam que a moralidade evoluiu e, portanto, não tem existência objetiva.

Um dos oradores na conferência de Oxford era o proeminente filósofo da ciência Michael Ruse, que afirmou em um artigo de 1985 em co-autoria com o biólogo de Harvard E.O.Wilson: “Ética como a entendemos é uma ilusão imposta a nós por nossos genes para nos levar a cooperar.” Por que os biólogos de Emory tentam fazer com que o Dr. Carson pareça um  tolo por afirmar que a evolução enfraquece a ética, enquanto um dos biólogos evolucionistas e um dos principais filósofos da ciência admitem que a evolução destrói qualquer moralidade objetiva? O professor Wilson em seu livro “Consilience”, argumentou: “Ou preceitos éticos, como justiça e direitos humanos, são independentes da experiência humana, ou então eles são invenções humanas.” Ele rejeitou a primeira explicação, à qual chamou de ética transcendentalista, em favor da última, que chamou de ética empirista.

Todo o campo da sociobiologia, que é um campo vigoroso da biologia fundada pelo Sr. Wilson na década de 1970, pressupõe que a moralidade é o produto de processos evolutivos e tenta explicar a maioria dos comportamentos humanos, descobrindo a sua alegada vantagem reprodutiva na luta evolutiva pela existência (mesmo alguns evolucionistas consideram algumas dessas histórias do tipo “contos de fada” especulativas ou mesmo simplesmente ridículas). Sociobiólogos, e seus colegas no campo relacionado da psicologia evolutiva, explicaram que muitos comportamentos pecaminosos, variando do adultério ao infanticídio, ao aborto, à guerra, ao homossexualismo – e muitos, muitos outros – evoluíram porque conferiram vantagens reprodutivas  àqueles que praticam esses comportamentos. Por outro lado, eles também argumentam que os comportamentos altruístas, como ajudar os pobres, curar os enfermos e cuidar das pessoas com deficiência, são simplesmente comportamentos que ajudaram nossos antepassados a transmitir os seus genes para a próxima geração.

A idéia, no entanto, de que a evolução mina padrões morais objetivos dificilmente é uma descoberta recente da sociobiologia. Em “Descent of Man”, Charles Darwin dedicou muitas páginas para discutir a origem evolutiva da moralidade, e ele reconheceu o que isso significava: a moralidade não é objetiva, não é universal, e pode mudar ao longo do tempo. Darwin certamente acreditava que a evolução tinha implicações éticas.

Ben Carson, então, dificilmente deveria ser denunciado por argumentar que a evolução tem implicações éticas e que isso prejudica a moralidade. Se os professores da Universidade Emory querem argumentar que a evolução não tem implicações éticas, eles são livres para fazer esse argumento (eu me pergunto quantos deles realmente acreditam nisso). No entanto, se o fizerem, eles precisam reconhecer que não estão apenas argumentando contra “ignorantes” anti-evolucionistas, mas estão argumentando contra muitos de seus adorados colegas  na biologia evolutiva, incluindo o próprio Darwin.

Os graduandos da Emory University devem se sentir honrados em receber um discurso do Dr. Carson. Além do óbvio – sua técnica cirúrgica e perícia médica revolucionárias, que lhe renderam uma posição em um dos hospitais acadêmicos mais prestigiados nos Estados Unidos –, sua história de vida de superação da pobreza e sua dedicação posterior à filantropia servem de exemplo e inspiração. Sua disposição de abraçar corajosamente idéias que ele considera verdade, apesar do ridículo que lhe é direcionado, deve contar como outro ponto a seu favor.

 

Ben Carson e a Evolução: o Caso Universidade Emory

Algumas declarações do mundialmente famoso neurocirurgião Dr. Ben Carson sobre a teoria da evolução acenderam a polêmica na Universidade Emory. Reconhecido pelo exemplo de vida e pelos relevantes serviços prestados à educação e à medicina (veja esta postagem sobre os livros de Ben Carson e o filme Mãos Talentosas), Carson  que é adventista do 7º dia  falou o que pensa sobre a teoria da evolução, e também sobre moralidade em conexão com a teoria, na Adventist Review (a entrevista traduzida você vê no blogue Criacionismo).
Ao que parece, alguns evolucionistas não gostaram do que leram. Convidado a discursar em uma formatura na universidade, Ben Carson foi surpreendido com a reação de vários professores e alunos: em carta publicada no The Emory Wheel, eles expressaram “preocupação” com as idéias do cirurgião e professor da Universidade John  Hopkins, ainda que não tenham se manifestado contrários à participação dele na cerimônia.
A carta, como seria de esperar, está recheada do típico estilo “propaganda” evolucionista. Preocupações à parte, quem comenta abaixo, especificamente sobre  o conteúdo “científico” do documento, é Cornelius Hunter (Darwin’s God).
Em um exemplo surpreendente de anti-intelectualismo, quatro professores de biologia da Universidade Emory, acompanhados por centenas de pesquisadores, professores e estudantes signatários, escreveram uma inacreditável carta ao editor cheia de flagrantes equívocos científicos. Aqui estão as deturpações mais flagrantes.
 
Se havia alguma dúvida sobre a intenção dos professores, ela é rapidamente dissipada no primeiro parágrafo, onde o leitor encontra a alegação bizarra de que “a ciência repousa sobre os ombros da evolução.” Seria difícil até mesmo saber por onde começar com tal afirmação. Dizer que é falso seria um elogio.
Mais adiante, a carta faz esta afirmação falsa: “A evidência da evolução é esmagadora.” Se isso não fosse o bastante, os professores ainda tentam justificar esta afirmação, mas eles só pioram as coisas. Primeiro, eles fazem a alegação circular de que “fósseis de transição macacos-humanos são descobertos a um ritmo cada vez maior.” Isso, claro, é simplesmente um petitio principii (falácia que pressupõe a conclusão nas próprias premissas). Todo calouro de universidade sabe que você não pode defender a verdade de uma proposição por pressupor a própria proposição, em primeiro lugar. Sim, fósseis são descobertos. Mas se você está argumentando que a evidência para a evolução é enorme, então não pode começar com a suposição evolucionista de que os fósseis são de “transição”. Os filósofos chamam isso de observação teoricamente impregnada (impregnação teórica).
 
Em seguida, os professores cavam outro buraco, fazendo a afirmação errônea de que “os processos pelos quais os organismos evoluem planos corporais novos e mais complexos sabe-se agora serem causados por alterações relativamente simples de expressão de um pequeno número de genes do desenvolvimento.” Nenhuma falácia inteligente aqui: isto é simplesmente falso. Não existe tal conhecimento e, como cientistas da vida, seria incrível se os professores não soubessem disso.
 
Na sequência, os professores fazem a falsa conclusão de que a evolução é tão bem suportada como a gravidade. Eles escrevem: “A teoria da evolução é tão fortemente apoiada como a teoria da gravidade e a teoria de que doenças infecciosas são causadas por microrganismos.” Novamente, isto é falso. Mas é tão flagrantemente falso que se torna difícil saber como responder. Seria como um professor de Física afirmar que o movimento perpétuo é tão bem suportado como respirar. O que eles poderiam estar pensando?

Finalmente, os professores hipocritamente equiparam a evolução com toda a ciência e pensamento crítico. Eles escrevem: “Rejeitar a evolução desconsidera a importância da ciência e do pensamento crítico para a sociedade.” Este sentimento revela o dogma subjacente. Pois esses professores, e as centenas de signatários, estão a apresentar uma falta de pensamento crítico e um anti-intelectualismo que é preocupante. Se não estamos autorizados a rejeitar o dogma não científico de que toda a biologia surgiu espontaneamente, então estamos todos em apuros.

Cristianismo, Ciência e o Discurso da Oposição

Brian Austen, que administra o excelente portal Apologetics 315, apresentou recentemente uma síntese do segundo capítulo do livro Is God Just a Human Invention? And Seventeen Other Questions Raised by the New Atheists (Deus é Só uma Invenção Humana? e Dezessete Outras Questões Levantadas pelo Neoateísmo), de Sean McDowell e Jonathan Morrow. Tanto os trechos citados do livro quanto a breve discussão que se seguiu tratam de aspectos importantes da relação entre ciência e religião e do discurso requentado de propaganda neoateísta que tenta caracterizar, ainda que às vezes de maneira indireta, o cristianismo como estando em oposição ao avanço científico.

O segundo capítulo aborda a alegação de que o cristianismo está em desacordo ou entra em conflito com a ciência. Em resposta a isso, os autores apontam para a influência positiva do cristianismo sobre a ciência,  como também para o número de pioneiros da ciência moderna que eram teístas. Eles descrevem a suposta perseguição a Galileu e corrigem alguns dos mitos modernos que parecem ter sido propagados sobre o episódio. Além disso, McDowell e Morrow apontam para o fato de que o cristianismo, na realidade, fornece a motivação e a base filosófica adequada para se fazer ciência, ao passo que o naturalismo está fundamentalmente em desacordo com o empreendimento científico. O apologista John Warwick Montgomery contribui com um ensaio intitulado “A fé fundamentada em fato”. Ele argumenta que a finitude do universo, seu início e seu ajuste fino apontam para um Criador.

Algumas citações interessantes (com versão livre deste blog):

Embora se acredite geralmente que a ciência e o cristianismo estejam em conflito, o oposto é que é realmente verdade. Não há nenhum conflito inerente entre o cristianismo e a ciência. Nós não pretendemos sugerir que o antagonismo religioso para com a ciência nunca tenha existido. Ele existiu e existe. Mas a história da ciência mostra que tais alegações de antagonismo são muitas vezes exageradas ou infundadas. (P. 33)

A definição dessas duas visões de mundo nos mostra a raiz do problema: o naturalismo e o teísmo estão em desacordo, e não a ciência e o cristianismo. O naturalismo é intrinsecamente ateísta porque não vê nada fora do mundo natural ou material. (p. 37)

A ciência depende da suposição de que o mundo é ordenado e que nossas mentes podem acessar esta realidade. Mesmo os cientistas mais seculares presumem que a natureza opera na forma de leis. Esta convicção é melhor explicada pelos pioneiros da Revolução Científica, que acreditavam que o cosmos é ordenado porque foi projetado pelo Criador racional do universo, o qual deseja que nós, como seres criados à sua imagem, entendamos, apreciemos e exploraremos sua criação. (p. 40)

Os comentários do próprio Brian em resposta a um leitor acrescentam informações relevantes.

Na cosmovisão ateísta, por exemplo, a razão é o resultado de processos aleatórios; assim, não há por que esperar que esses processos sejam confiáveis; e de acordo com a visão evolucionista, a evolução seleciona para a sobrevivência e não para a verdade.

Já na cosmovisão cristã, a razão é o resultado da criação de Deus; nesse caso, temos um meio para confiar que Deus nos deu sentidos confiáveis e habilidade de raciocínio. Uma das cosmovisões, portanto, provê um meio para confiar em nossa razão, a outra não.

Em resposta à objeção de que o cristão apenas assume a sua visão como correta em contraste com o ateu que, supostamente, admitiria poder estar errado, Brian explica que para chegar ao raciocínio acima não haveria a necessidade de saber qual das duas visões é a correta; basta saber que estas duas afirmações hipotéticas são verdadeiras:

  • Se o cristianismo é verdadeiro, então temos fundamento para confiar que  nossas habilidades de raciocínio nos levam a conclusões verdadeiras.
  • Se o ateísmo é verdadeiro, então não temos fundamento para confiar que nossas habilidades de raciocínio nos levam a conclusões verdadeiras.

Isso é suficiente para mostrar o que cada cosmovisão, se verdadeira, pode oferecer. De modo geral, tanto cristãos quanto ateus, ao fazerem ciência, assumem que nossos sentidos e habilidades de raciocínio são confiáveis. Mas quando se trata de determinar que cosmovisão fornece as pré-condições que permitem confiar nesses sentidos e na razão, é o cristianismo que as fornece, não o ateísmo.

Assim, como expresso em outro artigo, da autoria de Nancy Pearcey, o Cristianismo é um Estímulo, não um Obstáculo à Ciência.

Um Milagre Ateísta Jamais Visto

 

Não sabia que o ateu Richard Dawkins acredita em milagres?

Quem faz a pergunta é  Edgar H. Andrews, professor emérito da Universidade de Londres, autor do livro Who Made God? (Quem criou Deus?). 

O Dr. Andrews  reproduziu em seu site um dos capítulos em que analisa o pensamento de Dawkins sobre o assunto. Ele lembra que o zoólogo britânico prefere, é claro, usar a expressão “eventos extremamente improváveis” em vez de “milagre”, mas o “conceito” de milagre é apresentado pelo próprio Dawkins:

“Um milagre é algo que acontece, mas que é surpreendentemente incomum. Se uma estátua de mármore da Virgem Maria de repente acenasse para nós, nós trataríamos o fato como um milagre, por causa de toda a nossa experiência e conhecimento, que nos assegura que o mármore não tem tal comportamento”.(O Relojoeiro Cego, pág. 159)

Andrews não apenas disseca em seguida a argumentação de Dawkins de que de certa forma “seria possível” uma estátua “acenar”, como também a afirmação dele de que uma vaca pular por sobre a Lua é “teoreticamente possível”. O título da postagem, “Richard Dawkins’ scientific fallacies” (As falácias científicas de Dawkins), já nos aponta a conclusão. Na verdade, ao explicar as razões do ponto de vista da Física por que os exemplos propostos por Dawkins não são “viáveis”, Andrews qualifica a ideia do ”devoto de Darwin” como “cientificamente ridícula”.

O mais interessante dessa análise, porém, é que ela permite “visualizar” não apenas as falácias científicas de Dawkins mas também parte da manha estratégica por trás de seu discurso. Isso fica claro na conclusão do capítulo, uma espécie de resumo em linguagem menos técnica:

O problema para Richard Dawkins e seus colegas ateus é isso. Eles enfrentam sérias dificuldades em explicar o “milagre” da origem da vida de uma maneira puramente materialista. Na verdade, o problema parece intransponível, como veremos no próximo capítulo. Mas vamos apenas aceitar no momento que o ateísmo atualmente não tem resposta para o enigma. O ateu cuidadoso não vai apelar para “ainda-não-conhecidas” descobertas científicas como uma explicação, porque ele reconhece que esse argumento é uma imagem de espelho da teoria do ”Deus-das-lacunas” que ele tanto despreza. Então, o que ele pode fazer? Sua primeira estratégia é a de “provar” que os acontecimentos mais bizarros que se possa imaginar – como a motilidade do mármore (uma estátua acenar) ou a balística bovina (uma vaca pular por sobre a lua) - poderiam concebivelmente ocorrer por causa natural. Claro, suas explicações falham miseravelmente em nível científico, mas isso não vai preocupá-lo indevidamente, desde que ele consiga plantar em nossas mentes a vaga idéia de que qualquer “milagre” pode ter uma explicação natural.

Mas depois vem a parte complicada. Ele agora precisa dar um salto ágil de “milagres ‘podem’ ter uma causa natural” para “milagres ’devem’ ter uma causa natural”. Isso ele tenta fazer usando a nossa velha amiga ”probabilidade”. Especificamente, ele avança a tese de que tudo que se possa imaginar no universo físico certamente irá acontecer por causa natural, se você esperar muito tempo, contanto que sua probabilidade matemática não seja zero. E isso soa plausível, porque, tendo rejeitado a velha idéia newtoniana de um universo determinista, não podemos descartar nada em princípio. Mas, embora plausível, a tese é falsa, porque as probabilidades matemáticas não têm nenhuma relação necessária com as possibilidades físicas, como vimos no capítulo 1. É matematicamente possível construir uma torre de tijolos infinitamente alta, mas é fisicamente impossível fazê-lo, porque mais cedo ou mais tarde o peso da torre vai esmagar o tijolo inferior até ao pó e toda a torre (não infinita) irá desmoronar.[...]

O fato é que podemos imaginar muitos poucos eventos físicos que sejam matematicamente impossíveis. “Impossibilidades” surgem no universo físico não de restrições matemáticas, mas de restrições das leis da natureza (tais como a resistência não-infinita à compressão de tijolos).

A síntese da  mensagem do Dr. Andrews, também presente na citação acima, é clara: “Antes que probabilidades matemáticas possam ser aplicadas ao mundo real elas têm que passar pelo duplo filtro da lógica e da realidade física”.

Os “milagres” ateístas relacionados com a origem da vida, como mencionado por Andrews, não encontram apoio na realidade; muito menos, obviamente, em testemunhos de sua ocorrência em qualquer época.

Mas vale ressaltar, quando se trata de milagres reais, as  advertências da Bíblia contra alguns sinais e prodígios que são e serão feitos “à vista dos homens”, mas cuja origem (para a surpresa de muitos) também não está em Deus (assunto para outra postagem).

Como já antecipado pelo cenário profético, ainda que esses sinais e prodígios que se veem sejam uma realidade, devem ser rejeitados juntamente com os milagres ateístas nunca vistos. E a razão para isso é terem  todos eles uma característica comum: a falta de vinculação à verdade.

 ”Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” João 17:17.

 Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” S. João 14:6

 

Ateus sem Razão – A Verdadeira Razão, o Livro (True Reason)

True Reason Book Cover

Os neoateus estão convencidos de que pensar bem significa descrer de Deus e que seus líderes são modelos de bom raciocínio. Eles estão planejando um Rally da Razão (“Rally Reason”) para o dia 24 de março. Richard Dawkins lidera uma Fundação para a Ciência e a Razão (“Foundation for Reason and Science”). Sam Harris é fundador e presidente do Projeto Razão (“Reason Project”). A Sociedade dos Ateus Americanos (“American Atheists”)  define ateísmo como “a atitude mental que aceita sem reservas a supremacia da razão. . . ” John Loftus nos diz: “Fé e Razão são  opostos mutuamente exclusivos.”

Nisso eles estão muito enganados.

Eles estão errados porque as alegações de que eles têm bom raciocínio não coincidem com a prova do desempenho que eles apresentam. O livro de Dawkins “Deus, um Delírio”  é cheio de falácias lógicas e comprovadamente preconceituoso e anti-científico. Sam Harris gastou a maior parte de um recente debate evitando a lógica e apresentando um argumento baseado em apelos emocionais. John Loftus diz que seu Teste Externo para a Fé (“Outsider Test for Faith”) mostra que a crença é irracional, quando, na verdade, seu teste demonstra o contrário.

Eles também estão errados porque o Cristianismo é construído sobre uma base de evidências e de pensamento. A Bíblia é um registro do que Deus tem feito. Ela nos diz em toda parte para ver o que Ele fez e confiar nEle com base no que sabemos ser verdadeiro a Seu respeito. Jesus pede que seus seguidores amem a Deus com toda a sua mente/seu entendimento. O apóstolo Paulo argumentava nas sinagogas e com os filósofos gregos. Ao longo da história, muitos dos maiores pensadores do mundo têm sido cristãos. E isso continua verdade ainda hoje.

E eles, por fim, estão errados em não ver como o Cristianismo leva as pessoas a tratar umas às outras  razoavelmente. Claro, tem havido exceções, mas, como um todo, o Cristianismo tem sido a maior força do mundo para a liberdade, a paz, os direitos humanos, e, claro, o maior bem de todos: o conhecimento de Deus.

Isto não é propaganda ideológica. Mesmo cristãos podem não saber que isso é verdade. Se alguma parte do que foi dito parece surpreendente para você, então é hora de você descobrir a Verdadeira Razão, o livro (True Reason – lançado, por enquanto, apenas em versão eletrônica. Adquira aqui).

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“Um dos pontos-chave do discurso dos neoateus é o de que o lado deles é o lado da razão e da evidência. Trata-se de  um poderoso artifício retórico. Afinal, quem iria querer estar do lado da irracionalidade e da ignorância? Mas os coautores deste volume abrangente expõem o blefe ateísta, invertendo os polos e argumentando que não é o ateísmo, mas sim o teísmo cristão que tem a razão e as evidências do seu lado. Qualquer pessoa que interaja com esses argumentos com ponderação vai descobrir que é surpreendentemente difícil ser um ateu intelectualmente realizado.”
Timothy McGrew, Ph.D., professor de filosofia na Western Michigan University.

Livro do Mês: Por Que Creio, de Michelson Borges

O livro do mês é Por Que Creio, do jornalista Michelson Borges. Para participar do sorteio, basta seguir @Ler _pra_crer no Twitter e retuitar: “Sorteio Livro do Mês: Por Que Creio, de Michelson Borges. Siga @Ler_pra_crer dê RT http://kingo.to/10C8″ O sorteio será realizado hoje, depois das 22 horas. Boa leitura!

O livro reúne 12 entrevistas com pesquisadores nas áreas de Biologia, Engenharia, Bioquímica, Arqueologia, Física, Geologia, Teologia e Matemática – todos falando da razão que têm para acreditar no Criador do Universo. Ruy Vieira, Marcia de Paula, Paulo Bork, Nahor Jr., Urias Takatohi, Siegfried Schwantes, Euler Bahia, Queila Garcia, Orlando Ritter e Michael Behe são os entrevistados.

Algumas das perguntas respondidas no livro:

É possível harmonizar fé e ciência?

É possível ser evolucionista e crer na Palavra de Deus?

Quais são as maiores evidências do Criador?

Que áreas da pesquisa científica oferecem maiores dificuldades para o criacionista?

Além da Bíblia, existem outros documentos que mencionam o Dilúvio?

Quais são as maiores evidências de que o homem foi criado por Deus?

Pode-se aceitar a teoria do Design Inteligente como puramente científica, sem apelar para a religião?

O trecho que segue é do próprio Michelson e faz parte do último capítulo, intitulado “Digitais do Criador”:

“Não há prazer mais complexo que o de pensar”, já dizia o poeta e escritor argentino Jorge Luís Borges. De fato, o aparentemente simples processo do pensamento é algo de complexidade espantosa. Nosso corpo é controlado e coordenado por trilhões de células nervosas, nove bilhões das quais situada no córtex cerebral. Se elas fossem alinhadas ponta a ponta, sua extensão atingiria mais de 75 quilômetros! Tudo isso é coordenado por 120 trilhões de “caixas de conexão”. Esse intricado sistema é compactado em um insondável complexo de caminhos neurais. A tarefa de contar cada terminação nervosa do cérebro à velocidade de uma por segundo levaria 32 milhões de anos!

Impulsos nervosos se deslocam a velocidade altíssimas nas fibras nervosas para transmitir informações a cada ponto do corpo. O sistema é semelhante a uma nação moderna interconectada por bilhões de fios telefônicos. Essa imensa rede de comunicações recebe ou emite 100 milhões de impulsos eletroquímicos por segundo. Ela está conectada a cada milímetro quadrado da pele, a cada músculo, vaso sanguíneo, osso ou órgão. E tudo isso através da medula e do cérebro, que pesa cerca de 1,5 quilo e, no entanto, consome sozinho mais de 20% da energia requerida pelo corpo.

Pense na batida inconsciente do coração, nas pálpebras piscando, na respiração contínua dos pulmões, nos alimentos sendo processados pelos intestinos, numa perna que se  move. Tudo isso é organizado e dirigido pelo cérebro.  Pense nas emoções, na atração sexual, no amor entre pais e filhos, nos sonhos e pensamentos. Eles também são produtos do cérebro. Sua missão mais elementar é recolher estímulos externos, captados pelos sentidos, e transformá-los em impulsos elétricos que percorrem os neurônios. Toda essa informação é catalogada e arquivada na memória. É a ela que o cérebro recorre quando precisa tomar decisões, comandar os movimentos corporais e organizar o pensamento.

Neste exato momento, seu sistema nervoso está processando uma série de informações ao mesmo tempo: a interpretação destas palavras, a textura do papel deste livro, os sons de fundo no ambiente, os odores etc. E você quase nem percebe isso.

O profundo e novo conhecimento sobre o cérebro, adquirido em grande escala nos anos recentes, mostra que esse órgão foi maravilhosamente projetado, e capacitado além das maravilhas que a imaginação ignorante lhe atribuía. Num questionamento bastante simplista, seria possível uma mera combinação acidental de massa, energia, acaso e tempo produzir órgão tão maravilhoso e complexo?

Por inspiração, o rei Davi escreveu palavras há três mil anos, que não podem ser superadas: “Pois Tu formaste o  meu interior, Tu me teceste no seio de minha mãe. Graças Te dou, visto por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as Tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem” (Salmo 139:13 e 14).

Conheça a Cosmovisão Teísta/Criacionista – partes III e IV

Continuação da bibliografia básica recomendada belo jornalista Michelson Borges para quem deseja aprofundar seus conhecimentos sobre a cosmovisão teísta/criacionista:

 

Nancy Pearcey e Charles Thaxton, A Alma da Ciência (Cultura Cristã) – Pearcey (que também é autora de A Verdade Absoluta, entre outros livros) é editora colaboradora do Pascal Centre for Advance Studies in Faith and Science; Charles Thaxton é Ph.D em química e pós-doutorado em História da Ciência pela Harvard. No livro, eles sustentam as bases cristãs da ciência moderna. “O tipo de pensamento conhecido hoje em dia como científico, com sua ênfase na experimentação e formulação matemática surgiu numa cultura específica – a da Europa Ocidental – e em nenhuma outra”, afirmam. E completam: “Os mais diversos estudiosos reconhecem que o cristianismo forneceu tanto os pressupostos intelectuais quanto a sanção moral para o desenvolvimento da ciência moderna.” Pearcey e Thaxton provam, com boa documentação histórica, que o conflito ciência versus religião é equivocado e tem origem recente. Segundo eles, durante cerca de três séculos, a relação entre a ciência e a religião pode ser mais bem descrita como uma aliança. “Os cientistas que viveram do século 16 até o final do século 19 viveram num universo muito diferente daquele no qual vive o cientista de hoje. É bem provável que o primeiro cientista tenha sido um indivíduo temente a Deus que não considerava a investigação científica e a devoção religiosa incompatíveis. Pelo contrário, sua motivação para estudar as maravilhas da natureza era o ímpeto religioso de glorificar o Deus que as havia criado.”

Ariel A. Roth, A Ciência Descobre Deus (CPB) – Em seu livro A Ciência Descobre Deus, o zoólogo adventista Dr. Ariel Roth menciona a ocasião em que visitou a famosa Abadia de Westminster, na Inglaterra. Ali estão sepultados Newton e Darwin. Roth relembra: “Quando visitei os túmulos desses dois ícones do mundo científico, não pude deixar de meditar sobre o legado contrastante sobre Deus que ambos deixaram à humanidade. [...] A vida de Newton ilustra claramente como a excelência científica e uma firme fé em Deus podem andar de mãos dadas.” Roth lida de forma competente com perguntas como estas: Será que um Designer criou nosso universo, ou ele evoluiu de maneira espontânea? Pode a ciência ser objetiva e, ao mesmo tempo, admitir a possibilidade de que Deus existe? Isso faz diferença? Em face de tanta evidência que parece exigir um Deus para explicar o que vemos na natureza, por que a comunidade científica permanece em silêncio sobre o Criador? Deus existe? Segundo Roth, a própria ciência está oferecendo as respostas.

Michelson Borges, A História da Vida – De onde viemos, para onde vamos (CPB) – Depois de dez anos da publicação de A História da Vida, o livro passou por uma atualização e esta nova edição revista reúne o que há de mais atual com respeito à controvérsia entre criacionismo e evolucionismo – sem perder a característica que identifica a obra desde o início: a linguagem é simples e o conteúdo, acessível. O autor é jornalista e mestre em teologia, e procura responder perguntas como estas: Deus existe? Qual a origem do Universo e da vida? A teoria da evolução é coerente? O criacionismo é científico? Podemos confiar na Bíblia? O dilúvio de Gênesis é lenda ou fato histórico? De onde vieram e para onde foram os dinossauros? O que dizer dos métodos de datação? Os leitores que quiserem se aprofundar no assunto têm à disposição, no fim de cada capítulo, inúmeras referências com dicas sobre os melhores livros e sites para leitura adicional.

Phillip E. Johnson, Darwin no Banco dos Réus(Cultura Cristã) – O polêmico livro de Johnson mexeu com os fundamentos científicos, pois demonstra que a teoria da evolução não tem sua base em fatos, mas na fé – fé no naturalismo filosófico. Johnson argumenta corajosamente que simplesmente não há um vasto corpo de dados que deem suporte à teoria. Com o clima intrigante de um mistério e detalhes que nos prendem como quando assistimos a um julgamento, Johnson conduz o leitor pelas evidências com a perícia de um advogado, a qual ele adquiriu como professor de Direito em Berkeley, especializando-se na lógica dos argumentos. O autor é graduado em Harvard e na Universidade de Chicago. Ele foi oficial de direito do presidente do Superior Tribunal Earl Warren e ensinou por mais de trinta anos na Universidade da Califórnia, Berkeley, onde é professor emérito de Direito.

Ariel Roth, Origens – Relacionando a ciência com a Bíblia (CPB) – É possível harmonizar a ciência e a Bíblia? A ciência moderna, por meio da teoria da evolução conseguiu refutar a narrativa bíblica da origem da vida? Quem aceita a teoria criacionista precisa, necessariamente, rejeitar a ciência? O cientista adventista Ariel Roth procura demonstrar que a harmonia entre a ciência e a religião bíblica nos traz uma compreensão mais completa do mundo que nos cerca e do significado da existência humana. Roth é doutor em Zoologia pela Universidade de Michigan, Estados Unidos.

Michelson Borges, Por Que Creio – Doze pesquisadores falam sobre ciência e religião (CPB) – O livro reúne 12 entrevistas com pesquisadores de áreas diversas, como física, bioquímica, matemática, biologia, arqueologia e teologia. Onze deles contam por que são criacionistas e apresentam fortes argumentos a favor do modelo. O 12º entrevistado é o bioquímico Michael Behe, autor do livro A Caixa Preta de Darwin. Behe também expõe argumentos que demonstram a insuficiência epistêmica do darwinismo.

Adauto Lourenço, Como Tudo Começou (Editora Fiel) – Será que realmente somos resultado de um caldo primordial, que poderia ter existido há bilhões de anos? Será que o Universo, que possui mais estrelas do que todos os grãos de areia de todas as praias e de todos os desertos do nosso planeta Terra, com toda a sua beleza exuberante e leis precisas, teria sido fruto de um acidente cósmico conhecido como Big Bang, há 13,7 bilhões de anos? Ao nos depararmos com a complexidade do código genético, contendo mais de três bilhões de letras perfeitamente organizadas, altamente codificado e eficientemente armazenado, capaz de criar sistemas com tamanha complexidade e design como o corpo humano, seria concebível aceitar que tal codificação teria sido fruto do acaso? O físico cristão Adauto Lourenço oferece respostas coerentes para essas questões.

Leonard Brand, Fé, Razão e História da Terra(Unaspress) – Segundo resenha do Dr. Nahor Neves de Souza Jr., a obra de Brand é caracterizada pela abrangência dos temas, pela qualidade das informações, bem como pelo espírito despretensioso e verdadeiramente imparcial, o que a coloca como uma das melhores contribuições àqueles que, sinceramente, se interessam pela associação coerente e sustentável entre os conhecimentos científico, filosófico e religioso. O autor, biólogo adventista, elaborou esse excelente livro fundamentado em pesquisas científicas pessoais (meticulosamente desenvolvidas), em sua experiência como docente e na utilização de informações pertinentes, oriundas de textos criteriosamente selecionados. A utilização de boa didática e ilustrações apropriadas favorecem uma leitura agradável, elucidativa e acessível.

 

Michael Behe, A Caixa Preta de Darwin – O desafio da bioquímica à teoria da evolução (Jorge Zahar) – Nesta obra, o bioquímico Michael Behe apresenta exemplos incontestáveis de design inteligente na natureza e desenvolve o argumento da complexidade irredutível. Usando como exemplo desses sistemas a visão, a coagulação do sangue, o transporte celular e a célula, Behe demonstra convincentemente que o mundo bioquímico forma um arsenal de máquinas químicas, constituídas de peças finamente calibradas e interdependentes. Para que a teoria da evolução fosse verdade, deveria ter havido uma série de mutações, todas e cada uma delas produzindo sua própria maquinaria, o que resultaria na complexidade atual. Mesmo não sendo um criacionista, o Dr. Behe argumenta que as máquinas biológicas têm que ter sido planejadas – seja por Deus ou por alguma outra inteligência superior. Segundo o autor, “a compreensão resultante de que a vida foi planejada por uma inteligência é um choque para nós no século [21], que nos acostumamos a pensar nela como resultado de leis naturais simples”. Porém, ele lembra que outros séculos “também tiveram seus choques, e não há razão para pensar que deveríamos escapar deles”.

Alexander vom Stein, Criação – Criacionismo bíblico (SCB) – Criação é o primeiro livro texto em língua alemã a apresentar detalhadamente o modelo criacionista. É apropriado para jovens a partir de 14 anos. Partindo do estado atual da ciência, explica até mesmo fatos complicados de modo que possam ser facilmente compreendidos. O livro deixa claro que as perguntas sobre “de onde” e “para onde” não devem ser respondidas somente pela observação e dedução, mas em última análise pela fé. O autor deixa claro que muitos fatos hoje descobertos podem ser mais bem explicados por meio do modelo criacionista. Os capítulos referentes às ciências naturais proporcionam acesso fácil aos temas complexos e são bastante atuais.

Reinhard Junker e Siegfried Scherer, Evolução – Um livro-texto crítico (SCB) – Neste livro, Junker e Scherer contam com a colaboração de mais nove especialistas, dos quais oito doutores reconhecidos em suas respectivas áreas: Biologia, Botânica, Microbiologia, Embriologia, Química, Paleontologia e Antropologia. A obra aborda fundamentos da ciência e da epistemologia, história do pensamento evolucionista, conceitos fundamentais de taxonomia e da sistemática, estudo das causas da evolução e abrangência dos fatores evolutivos, com análise da macroevolução; evolução molecular, com os mecanismos da microevolução; e evolução química. Aborda também a analogia e a homologia, a embriologia, a ontogênese e a biogeografia, o significado do registro fóssil, fundamentos da paleontologia, espécies fósseis, sua extinção, elos perdidos, e o surgimento do ser humano.

Jean Flori e Henri Rasolofomasoandro, Em Busca das Origens – Evolução ou Criação? (SCB) – Flori e Rasolofomasoandro são pesquisadores doutores radicados na França. A obra contem ricas notas explicativas, comentários, farta ilustração e referências bibliográficas bastante modernas. Os temas são tratados com profundidade e equilíbrio, apresentando-se sempre as visões evolucionista e criacionista dos assuntos abordados. Os autores analisam tópicos de geologia (atualismo, natureza e estrutura da Terra, rochas, carvão e petróleo, continentes à deriva, montanhas e erosão, estratigrafia e seus problemas), paleontologia (fósseis, séries evolutivas e elos intermediários, e enigmas da paleontologia), biologia (lamarquismo, darwinismo, mutacionismo, origem da vida, entre outros muitos assuntos).

Nahor Neves de Souza Júnior, Uma Breve História da Terra (SCB) – O Dr. Nahor é geólogo com doutorado em Geotecnia pela USP e professor de Ciência e Religião no Unasp, Campus Engenheiro Coelho, SP. Em seu livro, ele mostra que a geologia histórica parece se identificar muito melhor com os grandes desastres naturais que se desenvolvem muito rapidamente do que com os processos geológicos ordinários (não catastróficos). Por outro lado, os desastres naturais atuais são pontuais no tempo e no espaço; já aqueles desastres “naturais” pretéritos se manifestaram globalmente e de maneira ininterrupta, durante um curto intervalo de tempo. O autor teve a oportunidade de estudar minuciosamente amplas exposições dos derrames basálticos da Formação Serra Geral (Bacia Sedimentar do Paraná). Pesquisas científicas envolvendo as rochas basálticas, desenvolvidas por ele na USP, durante 12 anos, possibilitaram a acumulação de significativo acervo de dados que levam o leitor a tirar conclusões surpreendentes.

Erwin Lutzer, 7 Razões Para Confiar na Bíblia(Vida) – O mundo moderno tem rejeitado cada vez mais os valores cristãos. Para muitos, a Bíblia é apenas um livro de valor histórico. Críticos mais agressivos procuram remover a presença de Deus de suas páginas, como se isso fosse possível. Em meio a tanto materialismo, o pastor Erwin Lutzer apresenta neste livro algumas razões incontestáveis para provar a veracidade e a fidedignidade das Escrituras Sagradas. A Bíblia é a Palavra de Deus. Sua mensagem inconfundível tem abençoado e transformado bilhões de seres humanos ao longo dos anos. Suas profecias têm se cumprido fielmente. Suas verdades mudaram nações e sua influência é crescente em vários setores da sociedade. Lutzer é mestre em teologia pelo Seminário Teológico de Dallas.

Rodrigo Silva, Escavando a Verdade (CPB) – Conforme escreveu Wayne Jackson, “a ciência da arqueologia tem sido uma grande benfeitora para os estudantes da Bíblia. Ela tem: (1) ajudado na identificação dos lugares e no estabelecimento de datas, (2) contribuído para o melhor conhecimento de antigos costumes e obscuros idiomas, (3) trazido luz sobre o significado de inúmeras palavras bíblicas, (4) aumentado nosso entendimento sobre certos pontos doutrinários do Novo Testamento, (5) silenciado progressivamente certos críticos que não aceitam a inspiração da Palavra de Deus”. O professor de teologia e especialista em arqueologia Dr. Rodrigo Silva chama atenção para tudo isso em seu livro Escavando a Verdade – A arqueologia e as incríveis histórias da Bíblia. Mas não espere um tratado científico com linguagem empolada. O livro de Rodrigo é tudo, menos isso. Conforme ele mesmo escreveu na Introdução, “não se trata de um livro técnico, muito menos exaustivo. Aqui vamos tratar das evidências do Antigo Testamento e da vida de Jesus no Novo Testamento”. Rodrigo, que fez estudos de pós-doutoramento em arqueologia bíblica pela Andrews University e cursa o doutorado em arqueologia na USP, participou de escavações em Israel, Espanha, Sudão e Jordânia. Portanto, nas 176 páginas de seu livro ele fala do que viu e tocou e não apenas do que pesquisou ou leu.

Peter Kreeft, Sócrates e Jesus (Vida) – Imagine que um antigo filósofo grego surgisse em pleno século 20 e se matriculasse numa faculdade de teologia liberal, dessas que relativizam a autoridade bíblica. Mais: imagine que esse filósofo fosse o inquiridor Sócrates, considerado um dos fundadores da filosofia ocidental. Qual seria o teor das discussões do ateniense com os alunos e professores? Como o filósofo que se opunha ao politeísmo grego reagiria à leitura do Antigo e do Novo Testamentos? Como encararia Jesus Cristo e as alegações quanto à divindade e a ressurreição dEle? É disso – e muito mais – que tratam as duzentas páginas do livro de Kreeft. “Jesus e Sócrates são certamente os dois homens mais influentes que já existiram, pois dão origem aos dois segmentos da civilização ocidental: a cultura bíblica (judaico-cristã) e a clássica (greco-romana)”, escreve Kreeft logo na Introdução. Portanto, é o tipo de leitura que ajuda até mesmo a entender as bases sobre as quais nossa própria cultura está edificada. Peter Kreeft é Ph.D e professor de filosofia do Boston College.
 
Fonte:  Criacionismo (parte III) Criacionismo (parte IV) Veja as partes I e II aqui.

A Evolução e a Liberdade Acadêmica

A notícia de que o site HypeScience  tomou a decisão de remover sumariamente “comentários de natureza criacionista que neguem a Teoria da Evolução das Espécies, a real idade da Terra ou do Universo e afins… por criarem discussões cíclicas inúteis”, além de gerar reflexões sobre direitos e deveres de administradores e visitantes de conteúdos na rede, leva naturalmente a conjecturas sobre a liberdade acadêmica. As “regras” da Academia (pesquisas, publicações, ensino etc) podem ser administradas na intenção de promover a liberdade de expressões acadêmicas divergentes, em busca (e em proveito) do conhecimento? Ou será que a mensagem da caricatura abaixo (SatirizingScientism) é que tem mais vinculação com a realidade?
Tower of London University
Memorando Interno
Do Chefe do Departamento de Ciências Naturais
Assunto: Liberdade Acadêmica
Caros Colegas não-titulares,
À medida que reflito sobre meus velhos tempos de professor ”ainda não-titular”, tenho boas recordações de paranóias, crises nervosas, medicações, andar pisando em ovos, tentar descobrir a quem não ofender e como não ofender, saber quando fingir estar alinhado com a política partidária, etc.
Minha própria experiência me ajuda a criar tanta empatia em relação a cada um de vocês que me sinto no dever de escrever este memorando de encorajamento.
Já explicamos que em nosso departamento lidamos apenas com a ciência empírica embasada ​​pelas evidências esmagadoras da evolução, desde a “lagoa pantanosa”. O darwinismo é praticamente a base para tudo; então você é livre para descobrir como o seu trabalho pode provar ainda mais, refinar ou reforçar nossa multi-facetada hipótese  de trabalho.
Considerando nossa extraordinária atitude “mente-aberta” e científica, você é livre para fazer declarações como “Eu tenho dúvidas sobre o darwinismo” ou “Seleção Natural não guiada é um modelo totalmente inadequado para explicar a montagem de máquinas moleculares complexas” ou “Eu sou mais do que um conjunto aleatório de interações químicas” ou “Poderíamos estar errados?”
Nesse caso, claro, você ainda pode vir a ser titular e ainda lhe será concedida total liberdade para expressar suas opiniões. Seu período probatório será na Torre, onde você pode tentar convencer seu carcereiro dos seus erros até que um de vocês dois morra:
 
Este será o seu novo escritório como um membro do corpo docente titular!

Você também é livre para optar por qualquer um dos nossos atraentes planos de remuneração:

O “Plano socrático”.

Estes são grátis no laboratório!
Saúde!
Há, também, o Plano “Feira Medieval”.
“Próximo!”
E, finalmente, oferecemos nosso plano “Real” de indenização!
O mais popular!
Seu Chefe e amigo,
Charles “Charlie” Durwin, Ph.D.
Professor Livre Docente
Caricatura à parte, justiça seja feita. Pela citação que segue, o “memorando” poderia até não levar a assinatura de Darwin. Talvez a de alguns “chefes” mais modernos. 
“Estou bem a par do fato de existirem neste volume [A Origem das espécies] pouquíssimas afirmativas acerca das quais não se possam invocar diversos fatos passíveis de levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais cheguei. Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista, e tal coisa seria impossível de se fazer na presente obra” (Charles Darwin, A Origem das espécies, Belo Horizonte-Rio de Janeiro, Villa Rica, 1994, p. 36).
Fonte (com pequenas adaptações): SatirizingScientism

Exame de DNA: De Onde se Origina um Código?

 

Como Surgem as Estruturas Codificadas de Linguagem?

Uma das descobertas mais dramáticas da biologia no século 20 foi que os organismos vivos são produtos de estruturas de linguagem codificada. Toda a complexidade química estrutural detalhada, associada com o metabolismo, reparo, função especializada, e reprodução de cada célula viva é uma realização dos algoritmos codificados no seu DNA. Portanto, a questão mais importante de todas é como tais estruturas de linguagem extremamente grandes surgiram?

A origem dessas estruturas é, certamente, o ponto central da questão da origem da vida. As mais simples das bactérias têm genomas que contêm aproximadamente um milhão de códons (cada códon, ou palavra genética, consiste de três letras do alfabeto genético de quatro letras). Os algoritmos codificados, com um milhão de palavras de extensão, surgiriam espontaneamente por meio de algum processo natural conhecido? Existe algo nas leis da física que sugere como tais estruturas poderiam surgir de modo espontâneo? A resposta honesta é simples. O que entendemos presentemente da Termodinâmica e da Teoria da Informação argumenta persuasivamente que essas estruturas não surgem e não podem surgir espontaneamente!

A linguagem envolve um código simbólico, um vocabulário, e um conjunto de regras gramaticais para transmitir ou registrar pensamentos. A maioria de nós usa a maior parte de nosso tempo, quando despertos, gerando, processando ou disseminando dados linguísticos. Raramente refletimos sobre o fato de que as estruturas de linguagem são claras manifestações da realidade imaterial.

Esta conclusão pode ser alcançada observando-se que a própria informação linguística é independente do seu meio material transportador. O significado ou a mensagem não dependem de estarem representados como ondas sonoras no ar, como padrões de tinta no papel, como o alinhamento de propriedades magnéticas num disquete, ou como os padrões de voltagem numa rede de transitores. A mensagem de que uma pessoa ganhou um prêmio de R$ 300.000.000,00 na loteria é a mesma se essa pessoa recebe a informação de alguém falando na sua porta, pelo telefone, pelo correio, pela televisão ou pela Internet.

Na verdade, Einstein destacou a natureza e a origem da informação simbólica como uma das profundas questões a respeito do mundo tal qual o conhecemos. Ele não conseguiu identificar os meios pelos quais a matéria pode dar significado aos símbolos. A implicação clara é que a informação simbólica, ou a linguagem, representa uma categoria de realidade distinta da matéria e da energia…

De onde, então, a informação linguística se originou? Na nossa experiência humana imediatamente conectamos a linguagem que criamos e  processamos com as nossas mentes. Mas qual é a natureza fundamental da mente humana? Se algo tão real quanto a informação linguística tem existência independente da matéria e da energia, a partir de considerações causais não é irracional suspeitar que uma entitade capaz de dar origem à informação linguística seja também definitivamente imaterial na sua natureza essencial.

Uma conclusão imediata dessas observações com relação à informação linguística é que o materialismo, que tem sido há muito tempo a perspectiva filosófica dominante nos círculos científicos, com a sua pressuposição fundamental de que não existe nenhuma realidade imaterial, é simplesmente e evidentemente falso. E é surpreendente que a sua falsificação seja tão trivial.

[...] Apesar de todos os milhões de páginas de publicações evolucionistas – de artigos de publicações científicas com revisão por pares, de livros didáticos, revistas de estórias  populares – que supõem e implicam serem os processos materiais inteiramente adequados para efetuar milagres macroevolutivos, na realidade não existe um base racional para tal crença. Isso é totalmente fantasioso. As estruturas de linguagem codificadas são imateriais em natureza e requerem absolutamente uma explicação imaterial.

John R. Baugardner, mestre e doutor em Geofísica e Física Espacial, membro do Corpo Técnico da Divisão Teórica do Laboratório Nacional de Los Alamos, no livro Em Seis Dias (adquira na SCB), organizado por John. F. Ashton (pág. 196-197).