Superando o Medo de Evangelizar: 7 Pontos

fear of evangelism

Lá estava eu, ​​sentado nervosamente, os joelhos em movimentos para cima e para baixo, o coração a mil batidas por minuto e as mãos suadas. Minha mente antecipava todas os diferentes cenários que poderiam resultar daquilo que eu estava prestes a fazer.

Eu tinha entrado num restaurante com o plano de comer tranquilamente e depois voltar à minha igreja para atuar como recepcionista. Pelo menos esse era o plano. Até que eu vi o Ed sentado em uma mesa não muito longe de onde eu estava. Ed era o carteiro que entregava a correspondência da nossa igreja (onde eu também trabalho). Ele era bem conhecido em nosso grupo por ser extremamente prestativo e agradável. No entanto, ele não acreditava em Deus e nem parecia se importar muito com o assunto.

Era algumas semanas antes da Semana Santa e nossa igreja sempre distribui folhetos com um convite para um evento que fazemos todos os anos, onde temos a apresentação de um grupo de música cristã e, em seguida, um sermão especial do nosso pastor, que fala sobre o pecado e convida as pessoas a Cristo.

É um grande evento evangelístico e há uma forte ênfase na salvação.

Então, lá pelo meio do lanche, percebi que Ed estava sentado apenas a duas mesas de distância e, de repente, eu me vi com a pesada responsabilidade de entregar a ele um dos folhetos da Semana Santa que eu tinha. Se Ed aceitasse a Cristo por meio daquela ação, então, eu teria o privilégio de ter dado a ele o bilhete para o céu.

O problema: eu estava com medo.

Enquanto eu pensava na melhor forma de abordagem, vinham à mente todos as consequências possíveis.

Ele poderia pensar que eu era uma pessoa estranha…

E se ele rasgasse o folheto na minha frente? Eu me sentiria um idiota.

E se eu dissesse algo ridículo, que o fizesse pensar que todos os cristãos eram mais burros do que uma porta?

Eu não queria ser a pessoa que acabaria afastando o Ed para longe de Cristo.

Meus pensamentos eram todos negativos; não havia um único positivo. Quanto mais eu pensava sobre a situação, mais me sentia ansioso e até um pouco enjoado.

Eu estava com tanto medo que comecei a me sentir o pior cristão do Universo…

Mas, então, tive uma grande idéia (pelo menos eu pensei que fosse).

Cheguei à conclusão de que era melhor não enfrentar o Ed e, em vez disso, achar um outro jeito de lhe entregar o folheto.

Ou seja, já que não iria entregar o folheto pessoalmente, o mínimo que poderia fazer era colocá-lo na porta do carro dele. Dessa forma, ele poderia ver o convite e, quem sabe, talvez o Espírito Santo pudesse usar aquele folheto, ainda que posto ali por um cristão paralisado de medo.

Paguei a conta, peguei o folheto que eu tinha e eu fui até o carro dele. Ed estava sentado perto de uma janela de vidro e, através dela, podia ver o carro.

Fui até o carro e tentei colocar o folheto perto da maçaneta da porta, mas o papel simplesmente não se prendia . Tentei colocá-lo perto da borracha que segurava o para-brisa, mas também não se encaixava lá.

Continuava tentando fixar o folheto em algum lugar visível do carro, quando, de repente, ouvi uma voz gritar: “Ei! O que você está fazendo com o meu carro?! “

Amigos…, era o Ed e, pela voz dele, sei que ele pensou que eu estivesse tentanto entrar no carro!

Eu não sei por que fiz isto, mas o meu primeiro instinto foi correr! Sim, eu corri e saí de lá. Graças a Deus, ele não correu atrás de mim.

Quando percebi que ele não estava correndo atrás de mim, me sentei na calçada, sem ar, balançando a cabeça e pensando no resultado terrível dos meus esforços evangelísticos.

Como eu passei de um evangelista medroso ao principal suspeito de um roubo de carro que não aconteceu?

“Rapaz, eu sou tão idiota”, disse a mim mesmo.

Agora me sentia culpado e teria que confessar meu erro.

Não queria que ele pensasse que eu estava tentando entrar no carro dele, especialmente porque eu tinha certeza de que ele tinha me reconhecido e sabia onde eu trabalhava.

Então, voltei ao restaurante e fui direto à mesa do Ed.

A propósito, quando o Ed gritou do lado de fora, no estacionamento, quando ele pensou que eu estivesse arrombando o carro, todos os clientes, os garçons e as garçonetes, aparentemente, olharam para fora das janelas para ver o que estava acontecendo.

Eles me reconheceram enquanto eu caminhava de volta, em direção ao restaurante, e todos os olhos estavam sobre mim agora.

Fui até o Ed e o vi olhar de soslaio enquanto eu me aproximava da mesa dele.

“Ed, eu sinto muito pelo que aconteceu. Você pensou que eu estava arrombando seu carro, mas tudo o que eu estava tentando fazer era colocar este folheto nele… É um convite para um evento da Semana Santa que nossa igreja está promovendo”, eu disse timidamente enquanto lhe entregava o folheto.

“Oh… Ele disse  Eu pensei que você estivesse tentando entrar no meu carro. Ele já foi invadido duas vezes no último mês.”

“Não, não, eu não estava. Eu sinto muito por tudo isso. Por favor, me perdoe.”

Ele estava jantando com uma mulher loira, que mudou a expressão de raiva para alívio depois que ouviu minha confissão.

“Ok, não há problema.”

Saí do restaurante desejando que eu pudesse simplesmente desaparecer.

Tudo isso aconteceu cerca de quatro anos atrás.

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Alguma vez você já se sentiu assim? Já sentiu medo de compartilhar sua fé? Você já quis contar a alguém sobre Jesus, mas quando pensou em como fazer isso, foi dominado pelo medo de ser rejeitado?

O medo da rejeição é a razão número um apontada por muitos cristãos como justificativa para não compartilhar sua fé.

Temos medo de partilhar a nossa fé porque gostamos de ser aceitos. A maioria de nós gosta quando as pessoas nos dão apoio, a maioria se preocupa com o que os outros pensam a nosso respeito.

Eu ainda sou assim, mas mudei muito. Hoje, compartilho a minha fé regularmente, tanto on-line quanto nas ruas, até com completos estranhos.

Dá para acreditar?

Eu deixei de ser um cristão medroso para ser um discípulo que está seguindo o mandamento do Senhor de ir e fazer outros discípulos.

Não me interpretem mal: eu não me tornei um superevangelista que absolutamente não tem nenhum medo… Não.

Mas eu tenho dado passos de fé para superar o meu medo de evangelizar e eles têm sido a maior bênção do Senhor!

Então, aqui estão sete verdades que podem ajudar você a superar o medo de rejeição:

1. No céu, ninguém pensará que compartilhou Jesus em excesso.

Quando você estiver no céu, nunca irá dizer: “Oh, eu falei a tantas pessoas sobre Jesus; eu deveria ter gastado meu tempo fazendo outras coisas.” Na verdade, o oposto é verdadeiro. Muitos poderão ter o pensamento de que compartilharam Jesus muito pouco.

2. Somos parceiros com Cristo.

Marcos 16:20 diz: “Então, os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes a palavra com os sinais que a acompanhavam.” Amém.

O próprio Senhor é um parceiro seu e de todos os Seus discípulos. Você poderia ter alguém melhor com quem fazer parceria quando se trata de compartilhar sua fé?

3. Deus não vai falar com você em uma voz mansa e suave cada vez que Ele queira que você compartilhe a sua fé, porque Ele já ordenou isso nas Escrituras.

Deus tem certas expectativas em relação a você como Seu discípulo. Por exemplo, Deus não vai falar com você em uma voz mansa e suave cada vez que Ele queira que você ame seu vizinho. Ele já ordenou, nas Escrituras,  que você faça isso. Da mesma forma, se você se mantém inativo esperando “ouvir” a voz mansa e suave do Espírito Santo para só então compartilhar sua fé, está perdendo o ponto… Já é nosso dever compartilhar nossa fé cada vez que tivermos a oportunidade.

4. Toda alma é de valor infinito para Deus.

Uma vez que entendamos isso, isso vai nos manter ansiosos por compartilhar o evangelho com toda alma perdida que encontrarmos.

Quão valiosa é uma pessoa para Deus? Ele se dispôs a dar a vida de Seu filho por ela.

5. Quanto mais você agir pela fé e confiar em Deus,  mais coisas incríveis você O verá fazer.

Se você quer ter as mesmas experiências registradas no livro de Atos dos Apóstolos, então você precisa agir como os apóstolos agiam.

Eles compartilhavam, com ousadia, sua fé com todos os que encontravam. Devemos fazer o mesmo, se quisermos seguir os seus passos.

6. Não importa se as pessoas não gostam de nós por essa razão; importa que estejamos vivendo uma vida que agrada ao Senhor.

Às vezes ficamos muito preocupados com a ideia de que se nos levantarmos por Jesus, as pessoas não vão gostar de nós. Jesus era perfeito, amava a todos perfeitamente, e ainda assim foi pregado numa cruz! (Fonte: livro de Mark Cahill)

Lembre-se de que temer aos homens resulta em laço (ou armadilha), mas quem confia no Senhor estará seguro (Pv 29:25).

7. Se você deixar que o medo vença a sua fé, poderá ter motivos reais para se arrepender.

Você já conhece a sensação de desejar ter feito aquilo que não foi feito quando se teve a oportunidade. Evangelizar e compartilhar sua fé é uma daquelas coisas que, se alguém deixar de fazer, certamente se arrependerá mais tarde.  Por exemplo, ao não ver sua família querida e seus amigos no céu.

Faça algo a respeito do assunto.

Há um caminho que Deus quer que você tome. Compartilhar o evangelho com outros é uma jornada de fé. E você não está sozinho; Deus está com você.

Fonte: Peter Guirguis (Notashamedofthegospel, onde se pode achar outros tópicos sobre evangelismo pessoal)
Vídeo relacionado: “I am not ashamed” (Heritage Singers)

Jesus é Evidência de que Deus Existe

Já tentou defender a existência de Deus para um amigo descrente ou um membro da família cético? Eu já. Por alguma razão, eu me vejo começando com as mais amplas evidências da existência de Deus. Partindo do argumento cosmológico, passando pelas evidências do ajuste fino do universo, as evidências da teleologia ou a existência de leis morais transcendentes, eu normalmente começo por fazer uma defesa da existência de um Deus não específico antes de focalizar a evidência para o Deus cristão da Bíblia. Geralmente faço uma abordagem de “fora para dentro” ou do “macro-para-o-micro”: em primeiro lugar, defender Deus em geral, e, em seguida, argumentar a favor de Jesus, especificamente.

Mas não  foi assim que eu cheguei à fé. Primeiramente, meu interesse na questão da existência de Deus veio depois que li os evangelhos. Eu os li como um ateu curioso. Um pastor local despertou minha curiosidade, fornecendo algumas amostras dos ensinamentos de Jesus, e eu estava simplesmente curioso para ver se os evangelhos continham alguma sabedoria adicional. Eu não estava mais comprometido com Jesus como sendo um mestre antigo do que poderia estar com Buda, Sócrates ou qualquer outro sábio da antiguidade.

Mas os evangelhos estimularam o exercício da minha experiência como detetive e demonstraram muitas características do testemunho de testemunhas oculares. Eu fui rapidamente envolvido em uma análise forense das declarações do evangelho de Marcos e não demorou muito até que eu levasse a sério o que os evangelhos diziam. Eu descobri:

1. que os evangelhos foram escritos muito cedo;
2. que os evangelhos foram transmitidos cuidadosamente;
3. que as informações dos evangelhos foram protegidas e preservadas;
4. que as reivindicações dos evangelhos a respeito de Jesus eram consistentes com as fontes não-cristãs;
5. que os relatos dos evangelhos eram testáveis.

No final, cheguei à conclusão de que os evangelhos eram relatos de testemunhas oculares confiáveis ​​que forneceram informações precisas a respeito de Jesus, incluindo sua crucificação e ressurreição. Mas isso criou um problema para mim. Se Jesus realmente era quem Ele disse que era, então Jesus era o próprio Deus. Se Jesus realmente fez o que as testemunhas oculares dos evangelhos registraram, então Jesus ainda é o próprio Deus. Como alguém que costumava rejeitar qualquer coisa sobrenatural, eu tive que tomar uma decisão a respeito de meus pressupostos naturalistas.

As evidências para a confiabilidade dos relatos das testemunhas oculares nos evangelhos me fizeram reexaminar a evidência da existência de Deus em geral. Se Jesus ressuscitou dos mortos, os milagres são possíveis. Se Jesus, afirmando ser Deus, pôde levantar-se do túmulo, havia poucos motivos racionais para descrer de qualquer milagre atribuído a Deus, incluindo o milagre da criação. Os relatos evangélicos se tornaram a base a partir da qual examinei os argumentos cosmológico, axiológico, teleológico, ontológico, transcendental e antrópico da existência de Deus. Eu não comecei de forma geral e, então, segui em direção a Jesus, especificamente; eu comecei com Jesus e, em seguida, “retrocedi” para a mais ampla evidência da existência de Deus. Como alguém que trabalhou regularmente com casos circunstanciais cumulativos (como detetive de casos não solucionados e arquivados), a conectividade de todas as evidências disponíveis parecia óbvia à medida que eu montava o caso. Qualquer um destes elementos de prova era suficiente para fazer a defesa da existência de Deus, mas quando considerados cumulativamente, o peso da evidência era avassalador.

Mesmo que a vida de Cristo tenha sido uma parte importante da minha investigação pessoal, eu ainda me vejo defendendo a existência de Deus, pelo menos inicialmente, como se eu ainda não fosse um cristão! Ao compartilhar o que eu acredito com amigos e familiares céticos, eu tenho de fazer um esforço consciente para lembrar que a vida de Jesus, por si só, demonstra a existência de Deus. Se os Evangelhos são verdadeiros, nenhum de nós precisa de nenhuma prova adicional. Jesus é a  evidência suficiente de que Deus existe.

Fonte: PleaseConvinceMe (Jim Warner Wallace, autor do livro “Cold Case Christianity”)

Por que Universitários Cristãos Estão Perdendo a Fé

Original: (Renato Vargens)
As estatísticas são sombrias. Alguns chegam a afirmar que, em média, 60% dos jovens evangélicos que adentram a universidade se afastam da comunhão dos santos e da igreja. Ora, seria simplista da minha parte afirmar de modo absoluto os reais motivos para a apostasia de nossos jovens, todavia, acredito que algumas razões são preponderantes para o esfriamento da fé da juventude cristã:

1. Nossos jovens não estão sendo preparados pela igreja para enfrentar as demandas sociais, comportamentais e filosóficas na universidade. Na verdade, afirmo sem a menor sombra de dúvidas de que a igreja não está oferecendo à sua juventude ferramentas necessárias para a desconstrução de valores absolutamente anticristãos. Por exemplo, as universidades públicas estão repletas de conceitos marxistas. Volta e meia eu recebo a informação de professores que em sala de aula zombam de Cristo, ridicularizando publicamente todos aqueles que se dizem cristãos.
2. Nossos jovens não estão sendo preparados pelos pais com vistas ao enfrentamento cultural. Vivemos numa sociedade multifacetada, cujos valores relacionados a sexo, família, trabalho, sucesso e moral foram relativizados. Nessa perspectiva, não são poucos aqueles que ao longo dos anos têm sucumbido diante da avalanche de conceitos extremamente antagônicos aos pressupostos bíblico-cristãos.
3. Nossos jovens não têm sido preparados pela igreja para responder às perguntas de uma sociedade sem Deus, como também oferecer respostas àqueles que lhes questionam a razão da sua fé. Nessa perspectiva, os conceitos “simplistas” de alguns dos nossos rapazes e moças têm sido facilmente descontruídos num ambiente em que o ceticismo e a incredulidade se fazem presentes.
4. Nossos jovens têm sido influenciados negativamente pelo secularismo, hedonismo e satisfação pessoal. Sem sombra de dúvidas, acredito que o secularismo é um grave problema em nossos dias. A Europa, por exemplo, transformou-se num continente secularista onde o que mais importa é o bem-estar comum e a ausência de Deus. Nessa perspectiva, vive-se para o prazer, nega-se uma fé transcendente quebrando todo e qualquer paradigma que nos faça lembrar-nos de Cristo ou da igreja.
Diante desse funesto quadro, surge a pergunta: O que fazer então?
1. A igreja precisa fortalecer a família, oferecendo aos casais ferramentas para a edificação de lares sólidos cujo fundamento é a infalível Palavra de Deus.
2. A igreja precisa preparar seus jovens para responder às perguntas da sociedade. Nessa perspectiva, deve-se investir numa formação apologética, cujo foco deve ser oferecer à juventude “armas” espirituais capazes de anular sofismas.
3. A igreja precisa investir em universitários, promovendo grupos de comunhão, debates, além de discussões teológicas, sociológicas e filosóficas, oferecendo a eles condições de responder aos seus inquiridores o porquê da sua fé.
4. A igreja precisa estudar teologia com os universitários. Questões relacionadas ao pecado, juízo eterno, salvação, morte e sofrimento, além de tantos outros conceitos relacionados aos nossos dias precisam ser explicados e entendidos pelos nossos jovens.
5. A igreja precisa preparar seus jovens para se relacionarem com a cultura. O problema é que em virtude do maniqueísmo que nos é peculiar, satanizamos o mundo bem como todas as suas vertentes culturais. Por outro lado, existem aqueles que em nome da contextualização “mundanizaram” a igreja, levando o povo de Deus a um estilo de vida ineficaz cujos frutos não têm sido muito bons.
6. A igreja precisa fomentar em seus jovens o desejo de conhecer a Deus e se relacionar com Ele. Jovens que se relacionam com Deus através da oração e das Escrituras Sagradas tornam-se mais fortes diante dos embates desta vida.
Que Deus nos ajude diante da hercúlea missão, e que pela graça do Senhor nossa juventude possa ser bênção da parte do Senhor na universidade.
Nota: A igreja precisa trabalhar mais por essa classe especial, a dos universitários. É um grupo que cresce cada vez mais em nosso meio e que enfrenta grandes desafios espirituais/intelectuais nos campi. Estudei numa universidade federal e compreendo as pressões a que essas moças e esses rapazes são submetidos (confira aqui). O preparo do curso bíblico para universitários O Resgate da Verdade (procure no Departamento Jovem de seu Campo) faz parte desse esforço da Igreja Adventista na América do Sul em favor dos estudantes cristãos. O programa Em Busca das Origens, que vai ao ar hoje, a partir das 20h, pelo site aovivo.adventistas.org é outro desses esforços.[MB]
Fonte: Criacionismo

Livro do Mês: Em Guarda, de William Lane Craig

Em guarda

O Livro do Mês é “Em Guarda” (participe aqui e no Twitter do sorteio de um exemplar). Como diz a apresentação, “trata-se de um manual de treinamento conciso, escrito por William Lane Craig, um dos mais renomados defensores da fé cristã na atualidade. O livro é repleto de ilustrações, notas explicativas e esquemas para ajudar na memorização dos melhores argumentos para a defesa de sua fé com razão e precisão.

Com um estilo envolvente, Craig oferece quatro argumentos plausíveis para a existência de Deus, defende a historicidade da ressurreição de Jesus e aborda o problema do sofrimento. Além disso, mostra por que o relativismo religioso não consegue responder ao nosso desejo de compreender as questões últimas da vida…”

Para participar do sorteio, retuíte  a mensagem  com o link: “Sorteio Livro do Mês: Em Guarda, de William Craig. Responda à pergunta http://kingo.to/1exm e dê RT.”   A pergunta que deve ser respondida aqui no blog é: de acordo com a forma bíblica de considerar o tempo (Leia Gênesis 1:5,13,19,23 e 31, Levítico 23:32, Lucas 23:44 e 54), a que horas terminará (ou terminou) o último dia do ano de 2013 na cidade em que você se encontra? [Aqui em Brasília, por exemplo, o pôr-do-sol (momento que marca o início e o fim de cada dia de acordo com a Bíblia) está previsto para ocorrer às 19h47. Consulte o Clima Tempo para obter o hora aproximada do pôr-do-sol em sua região. O sorteio será realizado a qualquer momento a partir de amanhã, desde que tenhamos no mínimo três participantes.]

2013 já começou. Feliz Ano Novo!

Seguem alguns trechos da obra:

Ao apresentar argumentos e evidências neste livro, procurei ser simples sem ser simplista. Levei em consideração as objeções mais fortes aos meus argumentos e propus respostas a elas. Em certos momentos, o conteúdo lhe parecerá novo e difícil. Nessas horas, encorajo você a ir devagar, um pedacinho por vez, pois assim fica mais fácil de digerir. Pode ser que ajude formar um pequeno grupo para estudar o livro e discutir seus argumentos. E, por favor, não se sinta constrangido, caso discorde de mim em certos pontos. Quero que você pense com sua própria cabeça.

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Desde os primeiros tempos homens que desconheciam completamente a Bíblia chegaram à conclusão, com base no desenho do universo, que deve existir um Deus.

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O homem não precisa apenas da imortalidade para que haja um sentido último para viver: ele precisa de Deus e da imortalidade. E se Deus não existir, então ele não tem nem uma coisa nem outra.

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Quando publiquei pela primeira vez meu trabalho sobre o argumento cosmológico kalam, em 1979, percebi que os ateístas atacariam a segunda premissa do argumento, que diz que o universo começou a existir…

Qual não foi minha surpresa, então, ao ouvir ateístas refutando a primeira premissa com o intuito de escapar do argumento! Por exemplo, Quentin Smith, da Universidade Western Michigan, respondeu afirmando que a posição mais racional a se defender era que o universo veio “do nada, pelo nada e para o nada”…

Essa simplesmente é a crença do ateísmo. Na verdade, acredito que isso representa um salto de fé bem maior do que crer na existência de Deus. Pois isso, como sempre digo, literalmente falando pior do que mágica. Se essa é a alternativa para quem não crê em Deus, então aqueles que não creem não podem jamais acusar aqueles que creem de irracionalidade, pois o que poderá ser mais evidentemente irracional do que isso?

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“Eu vou à igreja” – disse, meio sem jeito.

“Isso não é o bastante, Bill. Você tem que ter Jesus no coração”.

Para mim aquilo já tinha ido longe demais. “Por que Jesus iria querer morar no meu coração?”

“Porque Ele te ama, Bill.”

Aquilo me atingiu como um raio. Lá estava eu, tão cheio de raiva e ódio, e ela dissera que havia alguém que me amava de verdade. E não era ninguém menos do que o Deus do universo! Aquele pensamento me deixava estupefato. E pensar que o Deus do universo me amava, a mim, Bill Craig, esse vermezinho perdido naquele pontinho de poeira chamado planeta Terra. Era demais para mim!

Aquilo foi para mim o início do mais agonizante período de busca por que já passei. Eu tinha um Novo Testamento e o li de capa a capa. Quanto mais eu lia, mais encantado ficava com a pessoa de Jesus. Havia uma sabedoria em seus ensinamentos que jamais havia encontrado e uma autenticidade em sua vida que não era típica daquelas pessoas que eu havia conhecido, que se diziam cristãs, naquela igreja que eu estava frequentando…

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Fico tremendamente grato porque o Senhor, em sua providência, me levou primeiro a fazer um doutorado em filosofia antes de estudar a ressurreição de Jesus, pois é de fato a filosofia e não a  história o que alimenta o ceticismo dos críticos radicais da ressurreição.

Livro do Mês: Transformados por Seu Amor, de Loron T. Wade

O Livro do Mês é “Transformados por Seu Amor”, de Loron T. Wade. O primeiro que deixar um comentário aqui expondo a razão por que gostaria de ganhar este livro, receberá um exemplar em sua casa (endereço no Brasil). Boa leitura!

Segue o texto da quarta capa:

Mais do que meras histórias, os relatos apresentados neste livro são testemunhos do grande amor de Deus. Pat Grant o expressa assim: “Maravilhado, fico sem palavras ao imaginar o semblante de um Homem tão poderoso e ao mesmo tempo tão humilde que Se dignou a me buscar somente para me fazer compreender que a vida que eu levava não era para mim.” Se você se sentir tocado ao ler estas comoventes histórias, não estranhe. Muitos já choraram e sentiram o impacto do amor de Deus.

 

 

Livro do Mês: Projeto Sunlight, de June Strong

 

“Jader, cidadão do Universo, membro dos Escrivães Celestiais, decidiu acompanhar e descrever a vida de um ser humano e suas reações ao meio ambiente maculado pelo pecado. Quem seria escolhido? Jader optou pela pessoa que virasse a esquina de uma determinada rua em determinada cidade, as 18h de uma tarde de outono.
A escolha recai sobre uma jovem divorciada, cheia de mágoas e rancores com o que a vida lhe deu. Tudo pronto para uma história inesquecível.”

O Livro do Mês é o clássico Projeto Sunlight, de June Strong (Edição Internacional  mais de 500.000 exemplares vendidos). Ainda não leu? Dê RT nos tuítes com o link da promoção http://kingo.to/1aXa siga @Ler_pra_crer  no Twitter   e participe do sorteio de um exemplar no dia 10 de setembro.

Projeto Sunlight mostra que Deus nos ama e espera que nos volvamos para Ele. É um livro que você jamais esquecerá (veja os comentários no site da editora). Um história que poderá mudar sua vida.  Boa leitura!

Quando e Por Quem a Bíblia Foi Dividida em Capítulos e Versículos?

Muitas perguntas são feitas sobre a história da Bíblia do ponto de vista de sua organização e sistematização gráfica. A Sociedade Bíblica do Brasil responde algumas delas:

  • Quando a Bíblia foi dividida em capítulos e por quem?

A Bíblia Sagrada foi dividida em capítulos no século XIII (entre 1234 e 1242), pelo teólogo Stephen Langhton, então Bispo de Canterbury, na Inglaterra, e professor da Universidade de Paris, na França.

  • Quando a Bíblia foi dividida em versículos e por quem?

A divisão do Antigo Testamento em versículos foi estabelecida por estudiosos judeus das Escrituras Sagradas, chamados de massoretas. Com hábitos monásticos e ascéticos, os massoretas dedicavam suas vidas à recitação e cópia das Escrituras, bem como à formulação da gramática hebraica e técnicas didáticas de ensino do texto bíblico. Foram eles que, entre os séculos IX e X, primeiro dividiram o texto hebraico (do Antigo Testamento) em versículos. Influenciado pelo trabalho dos massoretas no Antigo Testamento, um impressor francês chamado Robert d´Etiénne, dividiu o Novo Testamento em versículos no ano de 1551. D´Etiénne morava então em Gênova, na Itália.

  • Qual(is) a(s) primeira(s) Bíblia(s) completa(s) publicada(s) com a divisão de capítulos e versículos?

Até boa parte do século XVI, as Bíblias eram publicadas somente com os capítulos. Foi assim, por exemplo, com a Bíblia que Lutero traduziu para o Alemão, por volta de 1530. A primeira Bíblia a ser publicada incluindo integralmente a divisão de capítulos e versículos foi a Bíblia de Genebra, lançada em 1560, na Suíça. Os primeiros editores da Bíblia de Genebra optaram pelos capítulos e versículos vendo nisto grande utilidade para a memorização, localização e comparação de passagens bíblicas. Em Português, a primeira edição do Novo Testamento de João Ferreira de Almeida (1681) foi publicada com a divisão de capítulos e versículos.

Mais curiosidades na página Sociedade Bíblica do Brasil.

A Importância da Higiene

Para termos boa saúde, é necessário que tenhamos bom sangue; pois este é a corrente da vida. Ele repara os desgastes e nutre o corpo. Quando provido dos devidos elementos de alimentação e purificado e vitalizado pelo contato com o ar puro, leva a cada parte do organismo vida e vigor. Quanto mais perfeita a circulação, tanto melhor se realizará esse trabalho. — A Ciência do Bom Viver, 271.

A aplicação externa da água é um dos mais fáceis e mais satisfatórios meios de regular a circulação do sangue. Um banho frio ou fresco é excelente tônico. O banho quente abre os poros, auxiliando assim na eliminação das impurezas. Tanto os banhos quentes como os neutros acalmam os nervos e equilibram a circulação. [...]

O exercício aviva e equilibra a circulação do sangue, mas na ociosidade o sangue não circula livremente, e não ocorrem as mudanças que nele se operam, e são tão necessárias à vida e à saúde. Também a pele se torna inativa. As impurezas não são eliminadas, como seriam se a circulação houvesse sido estimulada por vigoroso exercício, a pele conservada em condições saudáveis, e os pulmões alimentados com abundância de ar puro, renovado. [...]

Deve-se conceder aos pulmões a maior liberdade possível. Sua capacidade se desenvolve pela liberdade de ação; diminui, se eles são constrangidos e comprimidos. Daí os maus efeitos do hábito tão comum, especialmente em trabalhos sedentários, de ficar todo dobrado sobre a tarefa em mão. Nessa postura é impossível respirar profundamente. A respiração superficial torna-se em breve um hábito, e os pulmões perdem a capacidade de expansão. [...]

Assim é recebida uma deficiente provisão de oxigênio. O sangue move-se lentamente. Os resíduos, matéria venenosa que devia ser expelida nas exalações dos pulmões, são retidos, e o sangue se torna impuro. Não somente os pulmões, mas o estômago, o fígado e o cérebro são afetados. A pele torna-se pálida, é retardada a digestão; o coração fica deprimido; o cérebro nublado; confusos os pensamentos; baixam sombras sobre o espírito; todo o organismo se torna deprimido e inativo, e especialmente suscetível à doença.

Os pulmões estão de contínuo expelindo impurezas, e necessitam ser constantemente abastecidos de ar puro. O ar contaminado não proporciona a necessária provisão de oxigênio, e o sangue passa ao cérebro e aos outros órgãos sem o elemento vitalizador. Daí a necessidade de perfeita ventilação. Viver em aposentos fechados, mal arejados, onde o ar é sem vida e viciado, enfraquece todo o organismo. Este se torna particularmente sensível à influência do frio, e uma leve exposição leva à doença. É o viver muito fechadas, dentro de casa, que faz muitas mulheres pálidas e fracas. Respiram o mesmo ar repetidamente, até que ele se carrega de venenosos elementos expelidos pelos pulmões e os poros; e assim as impurezas são novamente levadas ao sangue. — A Ciência do Bom Viver, 237, 238, 272-274.

Muitos estão sofrendo enfermidades por recusarem receber em seus quartos o puro ar noturno. O ar livre e puro do céu é uma das mais ricas bênçãos das quais podemos desfrutar. — Testimonies for the Church 2:528.

O escrupuloso asseio é indispensável tanto à saúde física como à mental. Impurezas são constantemente expelidas do corpo por meio da pele. Seus milhões de poros logo ficam obstruídos, a menos que se mantenham limpos mediante banhos freqüentes, e as impurezas que deviam sair pela pele se tornam mais uma sobrecarga aos outros órgãos eliminadores.

Muitas pessoas tirariam proveito de um banho frio ou tépido cada dia, pela manhã ou à noite. Em vez de tornar mais sujeito a resfriados, um banho devidamente tomado fortalece contra os mesmos, porque melhora a circulação; o sangue é levado à superfície, conseguindo-se que ele aflua mais fácil e regularmente às várias partes do organismo. A mente e o corpo são igualmente revigorados. Os músculos tornam-se mais flexíveis, mais vivo o intelecto. O banho é um calmante dos nervos. Ajuda os intestinos, o estômago e o fígado, dando saúde e energia a cada um, o que promove a digestão.

Também é importante que a roupa esteja sempre limpa. O vestuário usado absorve os resíduos expelidos pelos poros; não sendo freqüentemente mudado e lavado, serão as impurezas reabsorvidas.

Toda forma de desasseio tende à enfermidade. Microrganismos produtores de morte pululam nos recantos escuros e negligenciados, em apodrecidos detritos, na umidade, no mofo e bolor. Nada de verduras deterioradas ou montes de folhas secas se deve permitir que permaneça próximo de casa, poluindo e envenenando o ar. Coisa alguma suja ou estragada se deve tolerar dentro de casa. [...]

Perfeito asseio, quantidade de sol, cuidadosa atenção às condições higiênicas em todos os detalhes da vida doméstica são essenciais à prevenção das doenças e ao contentamento e vigor dos habitantes do lar. — A Ciência do Bom Viver, 276.

Ensinai aos pequeninos que Deus não Se agrada de vê-los com corpo sujo e roupas desabotoadas e rasgadas. [...] Andar com roupas elegantes e limpas será um dos meios de conservar puros e dóceis os pensamentos. [...] Especialmente devem ser conservados limpos todos os artigos que entram em contato com a pele.

A verdade nunca põe seu delicado pé no caminho da imundícia ou da impureza. [...] Aquele que minuciosamente exigiu dos filhos de Israel que nutrissem hábitos de limpeza não aprovará hoje qualquer impureza no lar de Seu povo. Deus olha com desagrado a qualquer espécie de impurezas. — Minha Consagração Hoje, 129.

Cantos sujos e negligenciados na casa tenderão a formar recantos impuros e negligenciados na alma. — Orientação da Criança, 114.

O Céu é puro e santo, e os que entrarem pelos portões da Cidade de Deus devem estar vestidos de pureza interior e exterior. — Conselhos Sobre Saúde, 103.

Ellen G. White, Conselhos para a Igreja, Capítulo 39.
Fonte: Sétimo Dia

Denominações Liberais Perdem Membros Anualmente e Podem Estar Perto do Fim

O jornal The New York Times publicou um artigo controverso, [no qual] analisa os recentes movimentos liberais dentro das denominações cristãs e aponta como isso pode decretar o fim delas. Em 1998, o controverso bispo Episcopal de Newark, John Shelby Spong, publicou um livro intitulado Por que o Cristianismo Deve Mudar ou Então Morrerá. Spong representava uma ala da denominação que abandonou quase todos os elementos da fé cristã tradicional e teve muitos seguidores. A maioria dos líderes da Igreja Episcopal Anglicana viram nas últimas décadas sua igreja se tornar uma das entidades cristãs mais progressistas do mundo. Aos poucos foi abrindo-se para as imposições de grupos que desejavam ver a ordenação de pastores gays, depois a celebração religiosa do casamento gay e mais recentemente a ordenação de ministros transgêneros.
Como resultado desses movimentos internos, hoje a Igreja Episcopal é extremamente flexível sobre questões de dogma, apoia a libertação sexual em quase todas as suas formas, mostra-se disposta a misturar o cristianismo com outras religiões e minimiza aspectos da teologia em favor de causas políticas seculares.
O resultado, contudo, tem sido diferente do esperado. Ao invés de atrair um público mais jovem, mais desejoso ou aberto a essas mudanças, os números indicam que a morte da Igreja Episcopal pode estar se aproximado rapidamente. Segundo um levantamento divulgado este ano, na década 2000-2010, a média de frequência dominical caiu 23%, e nenhuma diocese episcopal viu um aumento no numero de pessoas indo à igreja.
Esse rápido declínio é o mais recente capítulo de uma história que começou nos anos 1960. As discussões desencadeadas naquela época marcaram o início de tentativas de manter as igrejas episcopais relevantes e adaptadas aos novos tempos.
Na contramão desse movimento, as denominações mais tradicionais, especialmente as de fundo pentecostais, marcadas muitas vezes por seus “usos e costumes” experimentaram uma verdadeira explosão no número de membros, sobretudo na África e América do Sul. O viés mais liberal do cristianismo simplesmente entrou em colapso. Praticamente todas as denominações que fizeram concessões teológicas – Metodista, Luterana, Presbiteriana – tentando adaptar-se aos valores contemporâneos viu a queda na frequência à igreja. Dentro da Igreja Católica, ocorreu algo similar, pois as ordens religiosas mais progressistas também entraram em declínio tanto no número de membros quanto no de novos ministros.
Estudiosos apontam que essas formas de cristianismo continuarão entrando em declínio no futuro. A ideia parece ser a necessidade de se redefinir o que é o cristianismo liberal – onde a fé impulsiona uma reforma social, sem desprezar a necessidade de conversão pessoal. [...]
Os líderes da Igreja Episcopal e das denominações com posturas semelhantes não parecem estar oferecendo algo que se distinga de um liberalismo puramente secular. Ou seja, todas essas tentativas de “mudar para não morrer” poderão resultar justamente em sua morte como denominação.
Nota: Na verdade, diferentemente do que sugere o título do livro do bispo Spong, o cristianismo não deve mudar para sobreviver, deve é voltar a ser o cristianismo bíblico, que sobrevive aos tempos e não permite a relativização da verdade. Todas as igrejas enfrentam o desafio de ser relevantes na cultura atual, sem, contudo, abrir mão de princípios imutáveis e inegociáveis. Deve estar atenta para não se apegar a costumes/tradicionalismos não bíblicos ao mesmo tempo em que deve tomar cuidado com novidades/modismos irrefletidos. Resumindo: a igreja deve estar sintonizada com o Céu a fim de “conservadoramente moderna” e relevante.[MB]Clique aqui e conheça o ridículo da “contextualização” descontextualizada.

Fonte: Criacionismo

Jesus Apologista: Muitas Lições

Jesus foi um apologista?
Nos Evangelhos vemos Jesus utilizar uma variedade de métodos para comunicar as verdades espirituais. Sua vida exemplificou o próprio princípio que lemos na primeira carta de Pedro 3:15-16: “…estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós.”
Embora Jesus não tenha dito textualmente “Eu fui chamado para ser um apologista e preciso realizar minha tarefa de maneira fiel”, Ele ofereceu razões, em várias ocasiões, a respeito de por que Ele é o Messias e Deus encarnado.
Vamos ver alguns de seus métodos e tentar aprender com eles:
1. Jesus fazia perguntas
Para começar, se você ler os Evangelhos, vai ver que Jesus fez 153 perguntas. Isso é algo que precisa ser praticado por todos os cristãos. Como cristãos, tendemos a ser grandes oradores, mas ouvintes pobres. Se  lermos a literatura rabínica, veremos que fazer perguntas é uma ocorrência comum. Em todas as minhas discussões com meus amigos que são céticos, tendo a fazer esta e outras perguntas: ”Se o cristianismo for verdadeiro, você se tornaria um cristão?”

Em alguns casos, fazer perguntas ajuda a focar no problema real. Depois de algumas perguntas, fica evidente que muitas pessoas realmente não têm nenhuma intenção de se entregar a Deus. No final, nenhuma evidência realmente irá convencê-las. Em um caso pelo menos, eu mesmo ouvi um cético dizer que não queria que o cristianismo fosse verdade. É verdade que a fé bíblica envolve a pessoa inteira – o intelecto, as emoções e a vontade. Então, siga os métodos de Jesus e sempre tente chegar ao “coração” da questão.

2. Jesus recorria às evidências

Jesus sabia que não poderia aparecer em cena e não oferecer qualquer evidência de Seu caráter messiânico. Em seu livro sobre Jesus, Douglas Groothuis observa que Jesus recorreu a provas para confirmar as suas afirmações. João Batista, que foi morto na prisão depois de desafiar Herodes, enviou mensageiros a Jesus com a pergunta: “És tu aquele que estava para vir, ou devemos esperar outro?” (Mt 11:3). Isto pode parecer uma pergunta estranha de um homem que os evangelhos apresentam como o precursor profético de Jesus e como aquele que havia proclamado que Jesus era o Messias. Jesus, porém, não fez questão de repreender a João. Ele não disse “Você deve ter fé; suprimir suas dúvidas”. Em vez disso, Jesus apresentou as características distintivas do seu ministério:

“Respondeu-lhes Jesus: Ide contar a João as coisas que ouvis e vedes: os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar de mim.” (Mateus 11:4-6; ver também Lucas 7:22)

Os ensinos e os atos de cura de Jesus se destinavam a servir como evidência positiva da sua identidade messiânica, porque cumpriam as predições messiânicas das Escrituras Hebraicas. O que Jesus disse é o seguinte:

1. Se alguém faz certos tipos de ações (os atos citados acima), então é o Messias.
2. Eu estou fazendo esses tipos de ações.
3. Portanto, eu sou o Messias.

3. Jesus apelou para Testemunho e Testemunhas

Porque Jesus era judeu, ele estava bem ciente dos princípios da Torá. O Dicionário Evangélico de Teologia de Baker (The Baker’s Evangelical Dictionary of Theology) observa  que o conceito bíblico de testemunho ou testemunha está intimamente ligado com o sentido legal convencional do Antigo Testamento de testemunho dado em um tribunal de justiça. Em ambos os Testamentos, ele aparece como o padrão primário para estabelecer e testar as alegações de verdade. Reivindicações subjetivas não certificáveis, opiniões e crenças, ao contrário, aparecem nas Escrituras como testemunho inadmissível.

Mesmo o depoimento de uma testemunha não é suficiente, já que para o testemunho ser aceitável, deve ser estabelecido por duas ou três testemunhas (Deut. 19:15). Em João 5:31-39 Jesus diz: “Se eu der testemunho de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Outro é quem dá testemunho de mim; e sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro.”

Jesus declara que um auto-atestado pessoal, longe de prover verificação,  não confirma,  mas, ao contrário, gera falsificação. Vemos nesta passagem que Jesus diz que o testemunho de João Batista, o testemunho do Pai, o testemunho da Palavra (a Bíblia Hebraica) e o testemunho de suas obras testemunham da Sua messianidade. (1)

4. Ontologia: Ser e Fazer – As ações de Jesus

A ontologia é definida como o ramo da filosofia que analisa o estudo do ser ou da existência. Por exemplo, quando Jesus diz: “Quem me vê a mim, vê o Pai” (João 14:9), a ontologia faz perguntas como: “Está Jesus dizendo que Ele tem a mesma substância ou essência do Pai?” A ontologia é especialmente relevante em relação à Trindade, uma vez que cristãos ortodoxos são demandados a articular como o Pai, o Filho e o Espírito Santo são todos da mesma substância ou essência. Em relação à ontologia, o falecido estudioso judeu Abraham Heschel J. disse: “a ontologia bíblica não separa o ser do fazer.” Heshel continuou: “Aquele que é, age. O Deus de Israel é um Deus que age, um Deus de feitos poderosos.”(2) Jesus sempre recorre às Suas “obras”, que atestam a sua messianidade. Vemos isso nas seguintes Escrituras:

“Mas o testemunho que eu tenho é maior do que o de João; porque as obras que o Pai me deu para realizar, as mesmas obras que faço dão testemunho de mim que o Pai me enviou.” João 5:36

“Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis. Mas se as faço, embora não me creiais a mim, crede nas obras; para que entendais e saibais que o Pai está em mim e eu no Pai.” João 10:37-38

“Não crês que Eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu digo a você, eu não falo por minha própria iniciativa, mas o Pai, que reside em mim, realiza as suas obras miraculosas.” João 14:10

Os autores do Novo Testamento mostram que Jesus realiza as mesmas “obras” ou “atos”, como o Deus de Israel. Por exemplo, Jesus dá a vida eterna (Atos 4:12; Rom. 10:12-14), ressuscita os mortos (Lucas 7:11-17, João 5:21; 6:40), mostra a capacidade de julgar (Mateus 25:31-46, João 5:19-29, Atos 10:42, 1 Coríntios 4:4-5). Jesus também tem autoridade para perdoar pecados (Marcos 2:1-12, Lucas 24:47, Atos 5:31; Col. 3:13). Assim como o Deus de Israel, Jesus é identificado como eternamente existente (João 1:1; 8:58; 12:41; 17:5; 1 Coríntios 10:4;.. Fil. 2:6; Heb. 11:26.; 13:8; Judas 5), o objeto da fé salvadora (João 14:1, Atos 10:43; 16:31, Rom. 10:8-13) e o objeto de culto (Mt 14:33; 28.: 9,17; João 5:23; 20:28; Fil. 2:10-11, Heb. 1:6;. Apoc. 5:8-12).

5. Os Milagres de Jesus

Na Bíblia, os milagres têm um propósito diferente. Eles são usados por três razões:

1. Para glorificar a natureza de Deus (João 2:11; 11:40)
2. Para credenciar pessoas certas como os porta-vozes de Deus (Atos 2:22;. Heb. 2:3-4)
3. Para fornecer evidência para a crença em Deus (João 6:2, 14; 20:30-31). (3)

Nicodemos, membro do conselho de sentença judaica, o Sinédrio, disse a Jesus: “Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.” (João 3:1-2). Em Atos, Pedro disse à multidão que Jesus tinha sido “aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis.” (Atos 2:22).

Em Mateus 12:38-39, Jesus diz:  “Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o do profeta Jonas; pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.”

Nesta Escritura, Deus confirmou a alegação messiânica, quando Jesus disse que o sinal que iria confirmar sua messianidade seria a ressurreição.

É importante notar que nem todas as testemunhas de um milagre creem. Jesus não fez Seus milagres para entretenimento. Eles foram realizados para evocar uma resposta. Talvez Paul Moser tenha acertado naquilo que ele chama de “cardioteologia”- uma teologia que visa o coração motivacional de alguém (incluindo a própria vontade) ao invés de apenas sua mente ou suas emoções. Em outras palavras, Deus está muito interessado na transformação moral.

Vemos a frustração de Jesus quando Seus milagres não trouxeram a resposta correta de sua audiência. “E embora tivesse operado tantos sinais diante deles, não criam nele” (João 12:37). O próprio Jesus disse de alguns, “tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (Lucas 16:31). Um resultado, embora não o efeito, de milagres é a condenação do incrédulo (cf. João 12:31, 37). (4)

6. Jesus apelava à imaginação

Não é preciso ser cientista para ver que em muitas ocasiões Jesus também apelou para a imaginação. Basta ler as parábolas. Jesus sempre soube que poderia comunicar verdades espirituais dessa maneira.

7. Jesus recorreu à sua própria autoridade

Outra maneira usada por Jesus para apelar àqueles a sua volta era a sua própria autoridade. Os rabinos poderia falar em tomar sobre si o jugo da Torá ou o jugo do reino; Jesus disse: “Tomai o meu jugo, e aprendei de mim.” (Mt 11:29). Além disso, os rabinos poderiam dizer que se dois ou três homens se sentassem juntos, com as palavras da Torá entre eles, o Shekhiná (a própria presença de Deus) iria se debruçar sobre eles. Mas Jesus disse: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles” (Mt 18:20). Os rabinos poderiam falar sobre serem perseguidos por amor de Deus, ou por amor do seu nome, ou por causa da Torá; Jesus falou sobre ser perseguido e até mesmo perder a vida por causa dEle. Lembre-se: os profetas poderiam pedir às pessoas para se voltarem para Deus, para virem a Deus a fim de descansar e receber ajuda. Jesus falou com uma nova autoridade profética, afirmando: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11:28). (5)

8. Jesus apelou para a autoridade da Bíblia hebraica

Jesus foi educado na Bíblia hebraica. Não pode ser mais evidente que Ele tinha uma visão muito elevada das Escrituras. Vemos o seguinte:

1. Jesus via-se como sendo revelado na Torá, nos Profetas e nos Salmos (Lc 24:44) (João 5:39).
2. Jesus ensinou que as Escrituras eram autoritárias: Jesus cita passagens da Torá na tentação no deserto (Mat. 4:1-11).
3. Jesus falou sobre como a Escritura (a Bíblia hebraica) é imperecível no Sermão da Montanha (Mateus 5:2-48).
4. Jesus também discutiu como a Escritura é infalível: (João 10:35)

Assim, podemos perguntar: Qual é a sua visão da Bíblia? Você a lê?

A conclusão, portanto, é a de que ao vermos alguns dos métodos apologéticos de Jesus, talvez possamos concordar com Douglas Groothuis quando afirma:

Nossa amostragem do raciocínio de Jesus, no entanto, questiona seriamente a acusação de que Jesus elogiava a fé acrítica em detrimento de argumentos racionais e de que não se importava com consistência lógica. Pelo contrário, Jesus nunca desconsiderou o funcionamento próprio e rigoroso de nossas mentes dadas por Deus. O seu ensino recorreu à pessoa inteira: à imaginação (parábolas), à vontade e à capacidade de raciocínio. Com toda sua honestidade em informar as excentricidades dos discípulos, os escritores dos Evangelhos nunca narraram uma situação em que Jesus foi intelectualmente contido ou superado em um argumento, nem Jesus jamais encorajou uma fé irracional ou mal informada por parte dos seus discípulos.

Referências:

1. Sproul, R.C, Gerstner, J. and A. Lindsey. Classical Apologetics: A Rational Defense of the Christian Faith and a Critique of Presuppositional Apologetics. Grand Rapids, MI: Zondervan Publishing. 1984, 19.
2. Heschel., A.J. The Prophets. New York, N.Y: 1962 Reprint. Peabody MA: Hendrickson Publishers. 2003, 44.
3. Geisler, N. L., BECA, Grand Rapids, MI: Baker Book. 1999, 481.
4. Ibid.
5. Skarsaune, O., In The Shadow Of The Temple: Jewish Influences On Early Christianity. Downers Grove, ILL: Intervarsity Press. 2002, 331.

Fonte: Traduzido e adaptado de Ratio Christi – Eric Chabot (chab123.wordpress.com)

Livro do Mês: O Livro Amargo, de Denis Cruz

O Livro do Mês é O Livro Amargo, de Denis Cruz. Para participar do sorteio de um exemplar, basta seguir @Ler_pra_crer no Twitter e retuitar um ou mais tuítes com o link da promoção: http://kingo.to/186N. O sorteio será realizado dia 3 de julho (perfis fakes ou com características  excessivamente promocionais serão desconsiderados no sorteio).

Se o livro é uma novidade para você, reproduzo, a título de “apresentação”, o que a Fabiana Bertotti escreveu sobre ele no seu Cantinho:

Pense num livro bom! É este. Confesso que comecei a ler por pura simpatia ao escritor, mas ele logo me saiu da cabeça ao me comover com as histórias e dramas de Jerryl e Allice. Fala do passado sim, mas fala do presente sentimento de esperança que todos temos: esperança de amor, felicidade, fé plena de um momento grandioso que está prestes a acontecer. Se passa no século 19, e deste tempo traz o romantismo, os duelos e uma grande expectativa. Tem romance, tem conflito, tem mistério. Eu fui do riso às lágrimas e recomendo a todos. Não é só informação, não é só diversão, não é só leitura. Antes de tudo, é um grande espelho da esperança humana. O único defeito, na minha opinião, é não ter o dobro do tamanho. Acabei querendo mais. E uma dica: leia de uma vez só.

Uma entrevista com o Denis Cruz pode ser lida no site Criacionismo.

Mais detalhes sobre a obra e seu autor? Visite o blogue: denis-cruz.blogspot.com.br

Boa leitura!

“O Grande Conflito” em Versão Cinematográfica: “The Record Keeper”

Episódio piloto da Webserie “The Record Keeper”. Segundo Bruno Mastrocola (@mastrocola no Twitter), “novo formato de filme encomendado pela IASD e que está sendo produzido por Hollywood.”

Aprendendo com as Sementes

Imagem: publicdomainpictures.net

Na ilha de Svalbard, Noruega, em um abrigo subterrâneo, está o Global Seed Vault (Cofre de Sementes Global), também conhecido como o “Cofre do Fim do Mundo” ou  ”Arca de Noé Botânica”, uma espécie de banco genético que busca preservar milhões de sementes – uma medida preventiva para o caso de catástrofes nucleares, mudanças climáticas, desastres naturais e outras supostas ameaças à continuidade da existência humana.

Em funcionamento desde 2008, o cofre espera receber  mais de 3 milhões de tipos de sementes. Segundo se noticia, já armazena mais de 500 mil. Certamente, fará parte dessa reserva desde as minúsculas sementes da mostarda até as “gigantescas” sementes da Lodoicea maldivica (as sementes desta palmeira encontrada nas Ilhas Seychelles, no Oceano Índico, podem alcançar mais de 30 cm de diâmetro).

Desnecessário frisar a importância das sementes tanto para os contemporâneos de Jesus quanto para o homem do séc. XXI. Não sem razão, o Salvador inseriu em suas lições elementos atemporais da própria experiência humana, a fim de vincular o reino natural ao reino espiritual, o homem a Deus, a Terra ao Céu. Aos seus ouvintes, as verdades divinas eram apresentadas a partir da realidade que eles próprios conheciam: a semeadura, a colheita, o dono da vinha, os ceifeiros, o grão de mostarda, o joio, o trigo, o pão.

Assim como no passado, as parábolas continuam a nos ensinar hoje as mesmas verdades divinas a partir de um ponto com o qual estamos familiarizados. Sem dúvida, há muitas lições que podemos aprender com as sementes:

Toda semente lançada produz uma colheita segundo sua espécie. O mesmo se dá na vida humana. Necessitamos todos, lançar as sementes da compaixão, simpatia e amor; porque o que semearmos isso colheremos. Toda característica de egoísmo, amor-próprio, estima própria, todo ato de condescendência consigo mesmo produzirá fruto semelhante. Aquele que vive para si, está semeando na carne, e da carne brotará corrupção.

Deus não destrói a ninguém. Todo aquele que for destruído ter-se-á destruído a si mesmo. Todo aquele que sufoca as admoestações da consciência está lançando as sementes da incredulidade, e estas produzirão uma colheita certa. Rejeitando a primeira advertência de Deus, Faraó, na antiguidade, semeou as sementes da obstinação, e colheu obstinação. Deus não o compeliu a descrer. A semente de incredulidade que lançou, produziu uma colheita de sua espécie. Assim, sua resistência continuou até contemplar o seu país devastado, o gélido cadáver de seu primogênito, e o primogênito de toda a sua casa, e de todas as famílias de seu reino, até que as águas do mar lhe submergiram os cavalos, carros e guerreiros. Sua história é uma ilustração tenebrosa da verdade das palavras, “tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. Gál. 6:7. Se tão-somente reconhecessem os homens isso, seriam cautelosos com a semente que lançam.

À medida que a semente espalhada produz uma colheita, e esta por sua vez é semeada, a seara se multiplica. Essa lei é também verdadeira em relação com as pessoas. Cada ato, cada palavra é uma semente que produzirá fruto. Cada ato de meditada bondade, de obediência ou de renúncia, se reproduzirá em outros, e por eles ainda em terceiros. Do mesmo modo cada ato de inveja, malícia ou dissensão, é uma semente que brotará em “raiz de amargura” (Heb. 12:15), pela qual muitos serão contaminados. E quanto maior número envenenarão os “muitos”! Assim a sementeira do bem e do mal prossegue para o tempo e a eternidade.

Liberalidade tanto em assuntos espirituais quanto temporais, é ensinada na lição da semeadura. O Senhor diz: “Bem-aventurados vós, que semeais sobre todas as águas.” Isa. 32:20. “Digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância também ceifará.” II Cor. 9:6. Semear sobre todas as águas significa uma contínua distribuição das dádivas de Deus. Significa dar onde quer que a causa de Deus ou as necessidades da humanidade exigirem nosso auxílio.

Isso não levará à pobreza. “O que semeia em abundância, em abundância também ceifará.” O semeador multiplica a semente lançando-a fora. Assim é com aqueles que são fiéis no distribuir as dádivas de Deus. Repartindo, aumentam suas bênçãos. Deus lhes prometeu suficiência para que possam continuar a dar. “Dai, e ser-vos -á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.” Luc. 6:38.

E mais do que isso está envolvido no semear e ceifar. Distribuindo as bênçãos temporais de Deus, a evidência de nosso amor e simpatia desperta, no que recebe, gratidão e ações de graças a Ele. O solo do coração é preparado para receber a semente da verdade espiritual. E Aquele que provê a semente ao semeador, fará com que a semente germine e produza fruto para a vida eterna.  Pelo lançar da semente no solo, Cristo representa Seu sacrifício por nossa redenção. “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer”, disse, “fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.” João 12:24. Assim a morte de Cristo resultará em fruto para o reino de Deus. De acordo com a lei do reino vegetal, vida será o resultado de Sua morte.

E todos os que quiserem produzir fruto como coobreiros de Cristo, precisam cair na terra e morrer. A vida precisa ser lançada no sulco da necessidade do mundo. O amor-próprio e o próprio interesse têm que perecer. Mas a lei do sacrifício próprio é a lei da própria preservação. A semente sepultada no solo produz fruto, e este, por sua vez, é plantado. Assim se multiplica a seara. O lavrador preserva a sua semente, lançando-a fora. Deste modo, na vida humana dar é viver. A vida que será preservada é a que é entregue liberalmente ao serviço de Deus e do homem. Os que pela causa de Cristo sacrificam a vida neste mundo, conservá-la-ão para a eternidade.

A semente morre para ressurgir em nova vida, e nisto nos é dada a lição da ressurreição. Todos os que amam a Deus reviverão no Éden celestial. Do corpo humano posto na cova para ser reduzido a pó, disse Deus: “Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor.” I Cor. 15:42 e 43.

Tais são algumas das muitas lições ensinadas pela viva parábola do semeador e da semente na Natureza.

Fonte: Parábolas de Jesus (Ellen White), p. 84-87.

Os Adventistas e o Mundo Sem Tabaco

No filme “O Discurso do Rei”, grande vencedor do Oscar 2011, numa cena que retrata o primeiro encontro entre o príncipe inglês George e o doutor Lionel Logue, ocorre o seguinte diálogo:

George – [esboçando a intenção de acender um cigarro] …

Lionel – Por favor, não faça isso.

George – Como é?

Lionel – Creio que encher seu pulmão de fumaça o matará.

George – Meus médicos dizem que relaxa a…a garganta.

Lionel – Eles são idiotas.

George – Foram todos nomeados cavaleiros.

Lionel – São idiotas oficiais, então.

A cena retrata, em certa medida, o modo como o tabagismo era visto pela comunidade médica nas primeiras décadas do séc. XX, o que nos faz refletir sobre o quanto o pensamento “oficial” a respeito do assunto se alterou ao longo dos anos. O panorama nessa questão mudou tanto que hoje poucos sabem que o cigarro já foi receitado como “remédio” para asma ou que muitos fumantes foram aconselhados a não abandonar o cigarro, já que deixar o vício, na visão de alguns médicos, poderia ocasionar a morte de quem estava habituado a ele. Ainda na virada do séc XIX para o séc. XX, num contexto médico altamente condescendente com o tabagismo,  chama a atenção a voz de alguém que, mesmo possuindo pouquíssima educação formal, condenava o hábito de fumar com a autoridade de quem tinha recebido a responsabilidade de instruir a população quanto ao viver saudável.

Os pulmões da criancinha sofrem, e ficam enfermos pelo inalar a atmosfera de um aposento envenenado pelo hálito poluído do fumante. Muitas crianças ficam envenenadas além da possibilidade de cura por dormirem na cama com pais que usam o fumo. Inalando as venenosas exalações do fumo, expelidas pelos pulmões e poros da pele, o organismo da criança enche-se de veneno. Se bem que ele atue em algumas criancinhas como veneno lento, e afete o cérebro, o coração, o fígado e os pulmões, e elas se consomem e definhem gradualmente, em outras exerce uma influência mais direta, ocasionando espasmos, ataques, paralisia e morte súbita. Ellen White, Health Reformer, janeiro de 1872.

Diante do conhecimento de que dispomos hoje, ninguém tem a menor dificuldade em conjecturar sobre os diversos malefícios do fumo. Mas dado o contexto da época, o pensamento de Ellen White não poderia ser recebido na comunidade adventista de outra forma a não ser como uma ousada e inovadora orientação para transformação da realidade social no campo da saúde.

Ela própria narra as primeiras ações da igreja no sentido de reformar o pensamento e a prática médica da época:

Enquanto falávamos, pedimos que se erguessem aqueles que haviam sido dados ao fumo, mas que o haviam abandonado por completo em face do esclarecimento recebido mediante a verdade. Em resposta, puseram-se de pé de trinta e cinco a quarenta pessoas, dez ou doze das quais eram mulheres. Convidamos então a levantarem-se aqueles a quem havia sido declarado por médicos que lhes seria fatal deixar o uso do fumo, devido a se acharem tão habituados a seu falso estímulo que não poderiam viver sem ele. Em resposta, oito pessoas, cujos semblantes indicavam saúde de mente e de corpo, puseram-se de pé. Review and Herald, 23 de agosto de 1877

Como se vê, desde os primeiros anos de sua organização, a Igreja Adventista tem-se destacado na educação para a saúde e na restauração do bem-estar. O exemplo de Cristo, o Médico dos médicos, associado à lembrança de Ellen White de que ”durante Seu ministério, Jesus dedicou mais tempo a curar os enfermos do que a pregar”,  continua a ser a inspiração. Ações voltadas para a recuperação de fumantes, por exemplo, passaram a integrar o estilo de vida e de evangelismo adventista. Só no Brasil, estima-se que mais de um milhão de pessoas já foram beneficiadas com as orientações do curso Como Deixar de Fumar em 5 dias (neste link a visão de um dos idealizadores), uma campanha tradicional da igreja.

Em minha própria experiência ao participar na coordenação de alguns desses cursos, pude ver a luta de muitos que desejavam desesperadamente parar de fumar. Pude ouvir o testemunho de ex-fumantes que venceram o hábito e relatos emocionados, ao final do curso, sobre a sensação de voltar a respirar bem, o prazer de ter o paladar restaurado ou a alegria de poder abraçar filhos e netos sem o constrangimento de vê-los se afastarem em razão do desagradável cheiro do cigarro.

(Veja aqui o que afirma um ex-fumante e ex-participante do curso)

Este 31 de maio – Dia Mundial Sem Tabaco – é mais uma oportunidade para reflexão e ação. Não adie sua decisão de parar de fumar. Nessa questão, tome um caminho diferente daquele trilhado pelo Rei George VI. Infelizmente, no caso de Sua Majestade, há o registro de que o “excesso de fumo, ajuntado ao estresse da Segunda Grande Guerra foi somatório que levou ao agravamento da frágil constituição e a  trombose de uma das pernas, pneumonia, câncer de pulmão (pelo excesso de cigarros), vindo a falecer de embolia coronariana aos 56 anos.”

Felizmente, hoje muitos já sabem que depois de 10 anos do abandono do cigarro, o risco de câncer de pulmão para o ex-fumante é praticamente o mesmo de alguém que nunca fumou. Vale a pena o esforço para reconquistar a saúde. Procure uma igreja adventista mais próxima de sua casa ou os órgãos governamentais de saúde na sua região.  Busque informações sobre as ações voltadas para os que desejam parar de fumar e tome a decisão sábia de, pela graça de Deus, ser mais um vencedor.

Uma reflexão à parte e também um importante ponto de pesquisa: onde Ellen White obtinha orientações tão avançadas e de impacto tão significativo no campo da saúde?

O Que a Cruz nos Revela

 

“Mas longe esteja de mim gloriar-me a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” Gál. 6:14. 

Na cruz do Calvário, o amor e o egoísmo encontraram-se face a face. Ali teve lugar sua suprema manifestação. Cristo vivera unicamente para confortar e beneficiar, e, ao levá-Lo à morte, Satanás manifestou a malignidade de seu ódio contra Deus. Tornou evidente que o real desígnio de sua rebelião, era destronar o Senhor, e destruir Aquele por meio de quem o Seu amor se manifestava. 

Pela vida e morte de Cristo, também os pensamentos dos homens são trazidos à luz. Da manjedoura à cruz, a vida do Salvador foi um convite à entrega, e à participação no sofrimento. Revelou o desígnio dos homens. Jesus veio com a verdade do Céu, e todos quantos ouviam a voz do Espírito Santo foram atraídos a Ele. Os adoradores do próprio eu pertenciam ao reino de Satanás. Em sua atitude em relação a Cristo, todos manifestariam de que lado se achavam. E assim todos passam sobre si mesmos o julgamento.

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O imaculado Filho de Deus pendia da cruz, a carne lacerada pelos açoites; aquelas mãos tantas vezes estendidas para abençoar, pregadas ao lenho; aqueles pés tão incansáveis em serviço de amor, cravados no madeiro; a régia cabeça ferida pela coroa de espinhos; aqueles trêmulos lábios entreabertos para deixar escapar um grito de dor. E tudo quanto sofreu – as gotas de sangue a Lhe correr da fronte, das mãos e dos pés, a agonia que Lhe atormentou o corpo, e a indizível angústia que Lhe encheu a alma ao ocultar-se dEle a face do Pai – tudo fala a cada filho da família humana, declarando: É por ti que o Filho de Deus consente em carregar esse fardo de culpa; por ti Ele destrói o domínio da morte, e abre as portas do Paraíso. Aquele que impôs calma às ondas revoltas, e caminhou por sobre as espumejantes vagas, que fez tremerem os demônios e fugir a doença, que abriu os olhos cegos e chamou os mortos à vida – ofereceu-Se a Si mesmo na cruz em sacrifício, e tudo isso por amor de ti. Ele, o que leva sobre Si os pecados, sofre a ira da justiça divina, e torna-Se mesmo pecado por amor de ti. 

Texto: O Desejado de Todas as Nações (Ellen White)

A Confiabilidade Histórica do Evangelho de João: 59 Detalhes

O livro The Historical Reliability of John’s Gospel  (A Confiabilidade Histórica do Evangelho de João), de Craig Blomberg, examina o evangelho de João versículo por versículo e identifica uma abundância de fatos e detalhes históricos.
Alguns desses fatos e detalhes foram listados no livro Não Tenho Fé Suficiente para Ser Ateu, de Norman Geisler e Frank Turek, como segue (págs. 196-198).
Uma quantidade bastante grande de detalhes historicamente confirmados ou historicamente prováveis estão contidos no evangelho de João. Muitos desses detalhes foram confirmados como históricos por arqueólogos e/ou escritores não-cristãos, e alguns deles são historicamente prováveis porque muito dificilmente seriam invenções de um escritor cristão. Esses detalhes iniciam-se no segundo capítulo de João e compõem a lista a seguir:

1. A arqueologia confirmou o uso de jarros de água feitos de pedra nos tempos do Novo Testamento (João 2:6);

2. Dada a antiga tendência cristã ao ascetismo, é muito pouco provável que o milagre do vinho seja uma invenção (João 2:8); [Observação deste blog: neste ponto, defendemos que o vinho oferecido por Cristo não era fermentado]

3. A arqueologia confirma o lugar correto do poço de Jacó (João 4:6);

4. Josefo (História da guerra judaica 2.232) confirma que havia hostilidade significativa entre judeus e samaritanos durante os tempos de Jesus (João 4:9);

5. O termo “desce” (RA e RC) descreve com precisão a topografia da Galiléia ocidental (existe uma queda significativa da elevação de Caná para Cafarnaum; João 4:46,49,51);[1]

6. O termo “subiu” descreve perfeitamente a subida a Jerusalém (João 5:1);

7. A arqueologia confirma a correta localização e a descrição de cinco entradas no tanque de Betesda (João 5:2). Escavações realizadas entre 1914 e 1938 revelaram o tanque, e ele era exatamente como João o havia descrito. Uma vez que essa estrutura não mais existia depois de os romanos terem destruído a cidade no ano 70 d.e, é improvável que qualquer outra testemunha não ocular pudesse tê-lo descrito com tal nível de detalhes. Além do mais, João diz que essa estrutura “está” ou “existe” em Jerusalém, implicando que está escrevendo antes do ano 70);

8. É improvável que o fato de o próprio testemunho de Jesus não ser válido sem o Pai seja uma invenção cristã (João 5:31); o redator posterior desejaria muito destacar a divindade de Jesus e provavelmente faria que seu testemunho fosse autenticado por si mesmo;

9. O fato de as multidões quererem fazer Jesus rei reflete o bastante conhecido fervor nacionalista de Israel do século I (João 6:15);

10. Tempestades repentinas e severas são comuns no mar da Galiléia (João 6:18);

11. A ordem de Cristo para que comessem sua carne e bebessem seu sangue não seria inventada (João 6:53);

12. É improvável que a rejeição a Jesus por parte de muitos de seus discípulos também seja uma invenção (João 6:66);

13. As duas opiniões predominantes sobre Jesus — uma de que ele é “um bom homem” e outra de que ele “está enganando o povo” — não seriam as duas opções que João escolheria se estivesse inventando uma história (João 7:12); um escritor cristão posterior provavelmente teria inserido a opinião de que Jesus era Deus;

14. É improvável que a acusação de Jesus estar possuído por demônios seja uma invenção (João 7:20);

15. O uso do termo “samaritano” para ofender Jesus encaixa-se na hostilidade entre judeus e samaritanos (João 8:48);

16. É improvável que o desejo dos judeus que haviam crido nele de apedrejá-lo seja uma invenção (João 8:31,59);

17. A arqueologia confirma a existência e a localização do tanque de Siloé (João 9:7);

18. Ser expulso da sinagoga pelos fariseus era um temor legítimo dos judeus. Perceba que o homem curado professa sua fé em Jesus somente depois de ter sido expulso da sinagoga pelos fariseus (João 9:13-39), momento em que ele não tinha mais nada a perder. Isso transpira autenticidade;

19. O fato de o homem curado chamar Jesus de “profeta’, e não outra designação mais elevada, sugere que o incidente é uma história sem retoques (João 9:17);

20. Durante uma festa no inverno, Jesus caminhou pelo Pórtico de Salomão, que era o único lado da área do templo protegido do vento frio vindo do leste durante o inverno (João 10:22,23); essa área é mencionada diversas vezes por Josefo;

21. Três quilômetros (15 estádios) é a distância exata entre Betânia e Jerusalém (João 11:18);

22. Devido à animosidade posterior entre cristãos e judeus, é improvável que a descrição de que os judeus confortaram Marta e Maria seja uma invenção (João 11:19);

23. Os panos usados para sepultar Lázaro eram comuns nos sepultamentos judaicos do século I (João 11:44); é improvável que um autor ficcional incluísse esse detalhe irrelevante no aspecto teológico;

24. A descrição precisa da composição do Sinédrio (João 11:47): durante o ministério de Jesus, ele era composto basicamente pelos principais sacerdotes (em grande parte saduceus) e pelos fariseus;

25. Caifás realmente era o sumo sacerdote naquele ano (João 11:49); aprendemos com Josefo que Caifás permaneceu no ofício entre 18 e 37 d.C.;

26. A pequena e obscura vila de Efraim (João 11:54), perto de Jerusalém, é mencionada por Josefo;

27. A limpeza cerimonial era comum na preparação para a Páscoa (João 11:55);

28. Às vezes os pés de um convidado especial eram ungidos com perfume ou óleo na cultura judaica (João 12:3); é improvável que o ato de Maria em secar os pés de Jesus com os cabelos seja uma invenção (isso poderia facilmente ter sido visto como uma provocação sexual);

29. A agitação de ramos de palmeiras era uma prática judaica comum para celebrar as vitórias militares e dar boas-vindas aos governantes nacionais (João 12:13);

30. A lavagem dos pés na Palestina do século I era necessária por causa da poeira e dos calçados abertos. É improvável que o relato de Jesus executando essa tarefa tão servil seja uma invenção (essa é uma tarefa que nem mesmo os escravos judeus eram obrigados a fazer) (João 13:4); a insistência de Pedro para que recebesse um banho completo também se encaixa com sua personalidade impulsiva (certamente não havia propósito em inventar esse pedido);

31. Pedro faz um sinal a João para que este faça uma pergunta a Jesus (João 13:24); não há razão para inserir esse detalhe se ele fosse uma ficção, pois o próprio Pedro poderia ter feito a pergunta diretamente a Jesus;

32. É improvável que a frase “o Pai é maior do que eu” seja uma invenção (João 14:28), especialmente se João quisesse produzir a divindade de Cristo (como os críticos afirmam que ele fez);

33. O uso de vinho como uma metáfora tem sentido em Jerusalém (João 15:1); os vinhedos estavam na proximidade do templo, e, de acordo com Josefo, os portões do templo tinham uma vinha dourada entalhada neles;

34. O uso da metáfora do nascimento de uma criança (João 16:21) é plenamente judaico; foi encontrado nos Manuscritos do mar Morto (lQH 11.9,10);

35. A postura-padrão judaica para as orações era olhar “para o céu” (João 17:1);

36. A confirmação de Jesus de que suas palavras vieram do Pai (João 17:7,8) não seria incluída se João estivesse inventando a idéia de que Jesus era Deus;

37. Nenhuma referência específica a uma passagem das Escrituras já cumprida é dada no que se refere à predição da traição de Judas; um escritor ficcional ou um redator cristão posterior provavelmente teria identificado os textos do AT aos quais Jesus estava se referindo (João 17:12);

38. É improvável que o nome do servo do sumo sacerdote (Malco) que teve sua orelha cortada seja uma invenção (João 18:10);

39. A correta identificação do sogro de Caifás, Anás, que foi o sumo sacerdote entre os anos 6 e 15 d. e. (João 18:13) — o comparecimento diante de Anás é crível por causa da ligação familiar e do fato de que os ex-sumos sacerdotes preservavam uma grande influência;

40. A afirmação de João de que o sumo sacerdote o conhecia (João 18:15) parece histórica; a invenção dessa afirmação não serve a propósito algum e exporia João a ser desacreditado pelas autoridades judaicas;

41. As perguntas de Anás em relação aos ensinamentos e aos discípulos de Jesus fazem sentido no aspecto histórico; Anás estaria preocupado com a possibilidade de um tumulto civil e uma diminuição da autoridade religiosa judaica (João 18:19);

42. A identificação de um parente de Malco (o servo do sumo sacerdote que teve sua orelha cortada) é um detalhe que João não teria inventado (João 18:26); ele não tem nenhuma importância teológica e apenas poderia afetar a credibilidade de João se estivesse tentando fazer uma ficção se passar por verdade;

43. Existem boas razões históricas para acreditar na relutância de Pilatos de lidar com Jesus (João 18:28): Pilatos precisava equilibrar-se numa linha muito tênue, mantendo felizes tanto os judeus quanto Roma; qualquer perturbação civil poderia custar-lhe a posição (os judeus sabiam de suas preocupações com uma competição quando o desafiaram, dizendo: “Se deixares esse homem livre, não és amigo de César. Quem se diz rei opõe-se a César” João 19:12; o filósofo judeu Fílon registra que os judeus fizeram uma pressão bem-sucedida sobre Pilatos de maneira similar para que tivessem suas exigências satisfeitas (A Caio 38.301,302);

44. Uma superfície similar ao Pavimento de Pedra foi identificada próxima da fortaleza de Antônia (João 19:13) com marcas que podem indicar que os soldados entretinham-se ali com jogos (como no caso de tirar sortes para decidir quem ficaria com as roupas de Jesus em João 19:24);

45. O fato de os judeus exclamarem “Não temos rei, senão César” (João 19:15) não seria inventado, dado o ódio judaico pelos romanos, especialmente se o evangelho de João tivesse sido escrito depois do ano 70 d.C. (isso seria o mesmo que os moradores de Nova York de hoje proclamarem “Não temos rei, senão Osama bin Laden!”);

46. A crucificação de Jesus (João 19:17-30) é atestada por fontes não-cristãs como Josefo, Tácito, Luciano e o Talmude  judaico;

47. As vítimas de crucificação normalmente levavam sua própria travessa  (João 19:17);

48. Josefo confirma que a crucificação era uma técnica de execução empregada pelos romanos (História da guerra judaica 1.97; 2.305; 7.203); além disso, um osso do tornozelo de um homem crucificado, perfurado por um prego, foi encontrado em Jerusalém em 1968;

49. É provável que a execução tenha acontecido fora da antiga Jerusalém, como diz João (João 19:17); isso garantiria que a cidade sagrada judaica não fosse profanada pela presença de um corpo morto (Dt 21:23);

50. Depois de a lança ter perfurado o lado de Jesus, saiu aquilo que parecia ser sangue e água (João 19:34). Hoje sabemos que a pessoa crucificada pode ter uma concentração de fluidos aquosos na bolsa que envolve o coração, chamada de pericárdio.[2] João não saberia dessa condição médica e não poderia ter registrado esse fenômeno a não ser que tivesse sido testemunha ocular dele ou tivesse acesso ao depoimento de uma testemunha ocular;

51. É improvável que José de Arimatéia (João 19:38), o membro do Sinédrio que sepultou Jesus, seja uma invenção;

52. Josefo (Antiguidades judaicas 17.199) confirma que especiarias (João 19:39) eram usadas em sepultamentos reais. Esse detalhe mostra que Nicodemos não estava esperando que Jesus ressuscitasse dos mortos e também demonstra que João não estava inserindo fé cristã posterior em seu texto;

53. Maria Madalena (João 20:1), uma mulher que fora possuída por demônios (Lucas 8:2), não seria inventada como a primeira testemunha do túmulo vazio. O fato é que as mulheres em geral não seriam apresentadas como testemunhas numa história inventada;

54. O fato de Maria confundir Jesus com um jardineiro (João 20:15) não é um detalhe que um escritor posterior teria inventado (especialmente um escritor buscando exaltar Jesus);

55. “Rabôni” (João 20:16), o termo aramaico para “mestre”, parece um detalhe autêntico porque é outra improvável invenção para um escritor tentando exaltar o Jesus ressurreto;

56. O fato de Jesus afirmar que ele está voltando “para meu Pai e Pai de vocês” (João 20:17) não se encaixa com um escritor posterior inclinado a criar a idéia de que Jesus era Deus;

57. O total de 153 peixes (João 21:11) é um detalhe teologicamente irrelevante, mas perfeitamente coerente com a tendência dos pescadores de quererem registrar e depois se gabar de suas grandes pescarias;

58. O medo dos discípulos de perguntarem a Jesus quem ele era (João 21:12) é uma trama improvável. Ele demonstra a natural surpresa humana diante do Cristo ressurreto e talvez o fato de que havia alguma coisa diferente em relação a seu corpo ressurreto;

59. A enigmática declaração de Jesus sobre o destino de Pedro não é clara o suficiente para tirar-se dela certas conclusões teológicas (João 21:18); então, por que João a inventaria? Isso é outra invenção improvável.

Quando reunimos o conhecimento que João tinha das conversas pessoais de Jesus a esses quase 60 detalhes historicamente confirmados e/ou historicamente prováveis, existe alguma dúvida de que João tenha sido uma testemunha ocular ou que, pelo menos, tenha tido acesso ao depoimento de testemunhas oculares? Certamente nos parece que é preciso ter muito mais fé para não acreditar no evangelho de João do que para acreditar nele.


[1] BARNETT, Is The New Testament Reliable?, p. 62.

[2] William D. EDWARDS, Wesley J. GABEL, Floyd E. HOSMER, “On the Physical Death of Jesus Chtist”, Journal of the American Medical Association 255, n. 11 (March 21, 1986): 1455-63.

Fonte: Truthbomb
Mais sobre o assunto no site do Dr. Craig Blomberg

Livro do Mês: A Grande Esperança

O livro do mês não poderia ser outro. A Grande Esperança faz parte de um grande projeto de disseminação da  mensagem do evangelho eterno a milhares de pessoas especialmente hoje (24 de março de 2012). Serão distribuídos 50 milhões de exemplares. Espero que um deles chegue a suas mãos. Você pode ler o livro diretamente aqui ou ouvi-lo (audiobook) aqui. Acompanhe também a campanha pelas redes sociais. No Twitter farei oferta interativa para os seguidores do perfil @Ler_pra_crer.

Segue um trecho de um dos capítulos do livro o Grande Conflito, de onde foram selecionados os onze capítulos que compõem A Grande Esperança:

A vinda do Senhor tem sido em todos os séculos a esperança de Seus verdadeiros seguidores. A última promessa do Salvador no Monte das Oliveiras, de que Ele viria outra vez, iluminou o futuro a Seus discípulos, encheu-lhes o coração de alegria e esperança que as tristezas não poderiam apagar nem as provações empanar. Em meio de sofrimento e perseguição, “o aparecimento do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo” foi a “bem-aventurada esperança”. Quando os cristãos tessalonicenses estavam cheios de pesar ao sepultarem os seus queridos, que haviam esperado viver para testemunharem a vinda de Jesus, Paulo, seu instrutor, apontou-lhes a ressurreição a ocorrer por ocasião do advento do Salvador. Então os mortos em Cristo ressurgiriam, e juntamente com os vivos seriam arrebatados para encontrar o Senhor nos ares. “E assim”, disse ele, “estaremos sempre com o Senhor. Portanto consolai-vos uns aos outros com estas palavras.” I Tess. 4:16-18.   Na rochosa ilha de Patmos o discípulo amado ouve a promessa: “Certamente cedo venho”, e em sua anelante resposta sintetiza a prece da igreja em toda a sua peregrinação: “Amém. Ora vem, Senhor Jesus.” Apoc. 22:20. Do calabouço, da tortura, da forca, onde santos e mártires testificaram da verdade, vem através dos séculos a voz de sua fé e esperança. Estando “certos da ressurreição pessoal de Cristo e, por conseguinte, de sua própria, por ocasião da vinda de Jesus”, diz um desses cristãos, “desprezavam a morte, e verificava-se estarem acima dela”. – O Reino de Cristo Sobre a Terra, ou A Voz da Igreja em Todos os Séculos, Daniel T. Taylor.

Ateus sem Razão – A Verdadeira Razão, o Livro (True Reason)

True Reason Book Cover

Os neoateus estão convencidos de que pensar bem significa descrer de Deus e que seus líderes são modelos de bom raciocínio. Eles estão planejando um Rally da Razão (“Rally Reason”) para o dia 24 de março. Richard Dawkins lidera uma Fundação para a Ciência e a Razão (“Foundation for Reason and Science”). Sam Harris é fundador e presidente do Projeto Razão (“Reason Project”). A Sociedade dos Ateus Americanos (“American Atheists”)  define ateísmo como “a atitude mental que aceita sem reservas a supremacia da razão. . . ” John Loftus nos diz: “Fé e Razão são  opostos mutuamente exclusivos.”

Nisso eles estão muito enganados.

Eles estão errados porque as alegações de que eles têm bom raciocínio não coincidem com a prova do desempenho que eles apresentam. O livro de Dawkins “Deus, um Delírio”  é cheio de falácias lógicas e comprovadamente preconceituoso e anti-científico. Sam Harris gastou a maior parte de um recente debate evitando a lógica e apresentando um argumento baseado em apelos emocionais. John Loftus diz que seu Teste Externo para a Fé (“Outsider Test for Faith”) mostra que a crença é irracional, quando, na verdade, seu teste demonstra o contrário.

Eles também estão errados porque o Cristianismo é construído sobre uma base de evidências e de pensamento. A Bíblia é um registro do que Deus tem feito. Ela nos diz em toda parte para ver o que Ele fez e confiar nEle com base no que sabemos ser verdadeiro a Seu respeito. Jesus pede que seus seguidores amem a Deus com toda a sua mente/seu entendimento. O apóstolo Paulo argumentava nas sinagogas e com os filósofos gregos. Ao longo da história, muitos dos maiores pensadores do mundo têm sido cristãos. E isso continua verdade ainda hoje.

E eles, por fim, estão errados em não ver como o Cristianismo leva as pessoas a tratar umas às outras  razoavelmente. Claro, tem havido exceções, mas, como um todo, o Cristianismo tem sido a maior força do mundo para a liberdade, a paz, os direitos humanos, e, claro, o maior bem de todos: o conhecimento de Deus.

Isto não é propaganda ideológica. Mesmo cristãos podem não saber que isso é verdade. Se alguma parte do que foi dito parece surpreendente para você, então é hora de você descobrir a Verdadeira Razão, o livro (True Reason – lançado, por enquanto, apenas em versão eletrônica. Adquira aqui).

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“Um dos pontos-chave do discurso dos neoateus é o de que o lado deles é o lado da razão e da evidência. Trata-se de  um poderoso artifício retórico. Afinal, quem iria querer estar do lado da irracionalidade e da ignorância? Mas os coautores deste volume abrangente expõem o blefe ateísta, invertendo os polos e argumentando que não é o ateísmo, mas sim o teísmo cristão que tem a razão e as evidências do seu lado. Qualquer pessoa que interaja com esses argumentos com ponderação vai descobrir que é surpreendentemente difícil ser um ateu intelectualmente realizado.”
Timothy McGrew, Ph.D., professor de filosofia na Western Michigan University.

Conheça a Cosmovisão Teísta/Criacionista – partes I e II

Todos temos uma cosmovisão. Ronald Nash define cosmovisão como “um esquema conceitual que contém nossas crenças fundamentais, sendo o meio pelo qual nós interpretamos e julgamos a realidade.” 

Faz já algum tempo, o jornalista Michelson Borges, do site Criacionismo, publicou uma série de quatro postagens com sugestões de livros que apresentam a cosmovisão teísta/criacionista. Impossível não reproduzir aqui. 

Mesmo sem ter lido ainda muitos dos livros recomendados, indico o histórico apresentado no prefácio de “Um Ateu Garante: Deus Existe”, de Antony Flew, como um bom ponto de partida para o exame da bibliografia sugerida. Seguem as listas das duas primeiras postagens. Boa leitura!

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De vez em quando, pessoas me perguntam que livros eu li para solidificar minha visão de mundo teísta/criacionista e que livros recomendo para quem queira ter contato com esse universo por meio de bons autores. Felizmente, existem bons livros em língua portuguesa para aqueles que querem aprofundar seus conhecimentos sobre teísmo, criacionismo, ciência e religião. Para os que não creem, vale a pena lembrar as palavras do grande filósofo e matemático cristão Blaise Pascal: “Que os homens aprendam pelo menos qual a fé que rejeitam antes de rejeitá-la.” Independentemente de você crer ou não em Deus, de aceitar ou não a Bíblia e o criacionismo, aqui vai uma bibliografia básica sugestiva, numa ordem também sugestiva. Esses foram livros que “fizeram minha cabeça” e me ajudaram a enxergar o mundo sob a ótica criacionista (fui darwinista até meus 18 anos). Analise os fatos e tire você também suas conclusões. – Michelson Borges

Antony Flew, Um Ateu Garante: Deus Existe(Ediouro) – Flew é considerado o principal filósofo dos últimos cem anos (seu ensaio Theology and Falsification se tornou um clássico e a publicação filosófica mais reimpressa do século 20) e passou mais de cinquenta anos defendendo o ateísmo. Filho de pastor metodista, ele sempre foi incentivado a buscar razões e explicações para as coisas em que acreditava. Tornou-se ateu, formou-se em Oxford, lecionou em universidades importantes, mas foi justamente a vontade de buscar a razão de tudo que o fez rever seus conceitos sobre a fé. O livro se divide em duas partes. Na primeira, Flew conta como chegou a negar a Deus, tornando-se ateu. Na segunda, ele analisa os principais argumentos que o convenceram da existência do Criador. No fim, há dois apêndices preciosos: “O novo ateísmo” (no qual são analisadas as principais ideias de ateus como Dawkins e Dennett) e “A autorrevelação de Deus na história humana” (com argumentos sobre a encarnação e a ressurreição de Jesus Cristo). “Minha jornada para a descoberta do Divino tem sido, até aqui, uma peregrinação da razão. Segui o argumento até onde ele me levou, e ele me levou a aceitar a existência de um Ser autoexistente, imutável, imaterial, onipotente e onisciente”, testemunha Flew.

G. K. Chesterton, Ortodoxia (Mundo Cristão) – Grande pensador do século 19, dono de um estilo bem humorado, Chesterton critica com classe e profundidade as incoerências do pensamento ateu. C. S. Lewis, outro ex-ateu famoso, foi profundamente influenciado pelas ideias de Chesterton. Nesse livro, lançado em 1908 (essa nova edição da Mundo Cristão comemora o centenário da obra), Chesterton refaz sua trajetória espiritual e mostra como mudou do agnosticismo à crença. Ele provoca: “Para responder ao cético arrogante, não adianta insistir que deixe de duvidar. É melhor estimulá-lo a continuar a duvidar, para duvidar um pouco mais, para duvidar cada dia mais das coisas novas e loucas do universo, até que, enfim, por alguma estranha iluminação, ele venha a duvidar de si próprio.”

Viktor Frankl, A Presença Ignorada de Deus(Vozes/Sinodal) – Frankl fala de uma “fé inconsciente” e de um “inconsciente transcendental” que inclui a dimensão religiosa. Para ele, quando a fé, em escala individual, se atrofia, transforma-se em neurose; e na escala social, degenera em superstição. “Somente a pessoa espiritual estabelece a unidade e totalidade do ente humano”, garante Frankl. “Ela forma esta totalidade como sendo bio-psico-espiritual. [...] Somente a totalidade tripla torna o homem completo.” Para o psicanalista, “a consciência é a voz da transcendência e, por isso mesmo, ela mesma é transcendente. O homem irreligioso, portanto, é aquele que ignora essa transcendência da consciência. O homem irreligioso ‘tem’ consciência, assim como responsabilidade; apenas ele não questiona além, não pergunta pelo que é responsável, nem de onde provém sua consciência”.

Nancy Pearcey, Verdade Absoluta – Libertando o cristianismo de seu cativeiro intelectual (CPAD) – Pearcey se converteu em grande parte graças às ideias de Francis Schaeffer (outro autor que vale a pena conhecer). Pós-graduada em teologia e filosofia, ela é catedrática no Instituto de Jornalismo Mundial e professora convidada da Universidade Biola, na Califórnia, e do Discovery Institute. Seu livro A Verdade Absoluta tem apresentação de Phillip Johnson, com quem ela tem colaborado em seminários sobre ciência, filosofia e fé. A tese da autora é de que “somente pela recuperação de uma visão holística da verdade total podemos libertar o evangelho para que se torne uma força redentiva que permeie todas as áreas da vida”. Pearcey relata sua jornada pessoal como estudante luterana, sua rejeição da fé e seu retorno a Deus. Ela relata, também (entre outras), a história do filósofo cristão Alvin Plantinga, que provocou a volta para a comunidade filosófica de acadêmicos comprometidos com uma visão teísta da filosofia analítica. O livro ajuda a mostrar a relevância do cristianismo para uma sociedade pós-moderna que vive numa espécie de vácuo intelectual.

Norman Geisler e Frank Turek, Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu (Vida) – O livro reúne os principais argumentos teístas, numa apologética simples, resumida e convincente. Na página 20, os autores mencionam as “cinco perguntas mais importantes da vida”: (1) Origem: De onde viemos? (2) Identidade: Quem somos? (3) Propósito: Por que estamos aqui? (4) Moralidade: Como devemos viver? (5) Destino: Para onde vamos? Essas perguntas servem mais ou menos como balizas para todo o conteúdo, e os autores dizem: “As respostas a cada uma dessas perguntas dependem da existência de Deus. Se Deus existe, então existe significado e propósito para a vida. Se existe um verdadeiro propósito para sua vida, então existe uma maneira certa e uma maneira errada de viver. As escolhas que fazemos hoje não apenas nos afetam aqui, mas também na eternidade. Por outro lado, se Deus não existe, então a conclusão é que a vida de alguém não significa nada. Uma vez que não existe um propósito duradouro para a vida, não existe uma maneira certa ou errada de viver. Não importa de que modo se vive ou naquilo em que se acredite, pois o destino de todos nós é pó.” Duas ressalvas: os autores defendem o mito do inferno eterno e mencionam o domingo como dia de guarda.

Lee Strobel, Em Defesa da Fé (Vida) – O jornalista Lee Strobel se propôs mostrar as “incoerências e contradições” do cristianismo. Depois de anos de investigação e pesquisa, abandonou o ateísmo e se tornou um dos grandes apologistas cristãos contemporâneos. No livro Em Defesa de Cristo, Strobel expõe diversos argumentos favoráveis e contrários à pessoa de Jesus. No Em Defesa da Fé, ele trata de um dos fundamentos do cristianismo: a fé. Strobel lida com objeções como: (1) Uma vez que o mal e o sofrimento existem, não pode haver um Deus amoroso. (2) Uma vez que os milagres contradizem a ciência eles não podem ser verdadeiros. (3) A evolução explica a origem da vida, de modo que Deus não é necessário. (4) Se Deus mata crianças inocentes, ele não é digno de adoração. (5) É ofensivo afirmar que Jesus é o único caminho para Deus. (6) Um Deus amoroso jamais torturaria pessoas no inferno [este é o único capítulo objetável]. (7) A história da igreja está repleta de opressão e violência. (8) Eu ainda tenho dúvidas, portanto não posso me tornar cristão.

Armand M. Nicholi Jr., Deus em Questão  C. S. Lewis e Freud debatem Deus, amor, sexo e o sentido da vida (Ultimato) – Nicholi, que é psiquiatra e professor da Escola de Medicina de Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts, contrapõe as ideias de dois grandes pensadores do século 20: Sigmund Freud e C. S. Lewis. Ambos consideraram o problema da dor e do sofrimento, a natureza do amor e do sexo, e o sentido último da vida e da morte. Depois de vinte e cinco anos de ensino e pesquisa sobre Freud e Lewis, Nicholi colocou o resultado à disposição de todos. Na contracapa do livro, o ex-ateu Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas em Genoma Humano, escreveu: “Esta elegante e convincente comparação entre a visão de mundo de Freud e a de C. S. Lewis é uma oportunidade de reflexão dialógica sobre as mais importantes questões que a humanidade sempre se fez: Deus existe? Ele se importa comigo? Este livro destina-se a todos que buscam, sinceramente, respostas sobre a verdade, o sentido da vida e a existência de Deus.”

Antonino Zichichi, Por Que Acredito Naquele que Fez o Mundo (Objetiva) – Zichichi é ex-presidente da Federação Mundial de Cientistas e faz afirmações bastante corajosas e pouco convencionais no mundo científico. Segundo ele, há flagrantes mistificações no edifício cultural moderno e que passam, muitas vezes, despercebidas do público em geral. Alguns exemplos: Faz-se com que todos creiam que ciência e fé são inimigas. Que ciência e técnica são a mesma coisa. Que o cientificismo nasceu no coração da ciência. Que a lógica matemática descobriu tudo e que, se a matemática não descobre o “Teorema de Deus”, é porque Deus não existe. Que a ciência descobriu tudo e que, se não descobre Deus, é porque Deus não existe. Que não existem problemas de nenhum tipo na evolução biológica, mas certezas científicas. Que somos filhos do caos, sendo ele a última fronteira da ciência. Para Zichichi, a verdade é bem diferente. E a maneira de se provar a incoerência das mistificações acima consiste em compreender exatamente o que é ciência. Zichichi afirma: “Nem a matemática nem a ciência podem descobrir Deus pelo simples fato de que estas duas conquistas do intelecto humano agem no imanente e jamais poderiam chegar ao Transcendente. [...] a teoria que deseja colocar o homem na mesma árvore genealógica dos símios está abaixo do nível mais baixo de credibilidade científica. [...] Se o homem do nosso tempo tivesse uma cultura verdadeiramente moderna, deveria saber que a teoria evolucionista não faz parte da ciência galileana. Faltam-lhe os dois pilares que permitiriam a grande virada de 1600: a reprodução e o rigor. Em suma, discutir a existência de Deus, com base no que os evolucionistas descobriram até hoje, não tem nada a ver com a ciência. Com o obscurantismo moderno, sim.” Para um cientista católico, Zichichi manifesta muita coragem. E você, terá coragem para lê-lo?

Alister McGrath e Johanna McGrath, O Delírio de Dawkins (Mundo Cristão) – Escrito pelo ex-ateu e também professor em Oxford (como Dawkins) Alister McGrath (em co-autoria com a esposa Johanna), o livro desmantela o argumento de que a ciência deve levar ao ateísmo. McGrath mostra que Dawkins abraçou o amargo e dogmático manifesto do ateísmo fundamentalista, e em apenas 156 páginas desconstrói os argumentos que Dawkins expôs em mais de 500, em seu livro Deus, Um Delírio.

Ravi Zacharias, A Morte da Razão – Uma resposta aos neoateus (Vida) – A Morte da Razão é uma resposta ao livro Carta a Uma Nação Cristã, do ateu militante Sam Harris, mas bem pode ser lido como uma resposta breve ao neoateísmo de modo geral, defendido por figuras como Dawkins, Hitchens, Dennett e outros. O indiano Ravi Zacharias sabe muito bem do que está falando, pois foi ateu e, no tempo em que cursava filosofia em Nova Délhi, por sugestão das ideias de Albert Camus tentou o suicídio. Não foi bem-sucedido e acabou no hospital. Ali ganhou uma Bíblia e sua vida deu uma guinada. A história é impressionante, mas Zacharias nos dá apenas uma “palhinha” dela nessa obra, cujo objetivo é mostrar que Deus não é produto da imaginação e que o cristianismo fornece boas respostas para questões levantadas – muitas vezes de forma leviana – pelos ateus fundamentalistas. Entre outros assuntos, Zacharias trata da verdadeira natureza do mal, da absoluta falência do neoateísmo, da coexistência da religião e da ciência e da fundamentação da moralidade. Zacharias mostra que a visão de mundo dos neoateus leva a um vácuo. “Pelo menos Voltaire, Sartre e Nietzsche foram sinceros e coerentes na visão de mundo deles. Eles confessavam o ridículo da vida, a falta de sentido de tudo num mundo ateísta. Os ateus de hoje, como Richard Dawkins e Sam Harris, todavia, estão tão cegos pela arrogância da mente deles que procuram apresentar essa visão da vida como algum tipo de libertação triunfal. [...] A vida sem Deus é em última análise uma vida sem nenhum ponto de referência de sentido que não seja a que alguém lhe dá na hora.” Na página 64, Zacharias sumariza suas ideias assim: “A visão de mundo da fé cristã é bem simples. Deus pôs neste mundo o suficiente para tornar a fé nEle uma coisa bem razoável. Mas deixou de fora o suficiente a fim de que viver tão somente pela razão pura fosse impossível”. O livro tem apenas 110 páginas, mas traz inspiração e lições para uma vida.

William Lane Craig, Apologética Para Questões Difíceis da Vida (Mundo Cristão) – Em seu livro, Craig (que é doutor em teologia e filosofia) mostra que a teologia bíblica pode responder satisfatoriamente questões que têm que ver com nosso dia a dia. Por exemplo: Por que Deus não responde às minhas orações? Se Deus é onipotente, por que o mal existe? Se Deus é tão amoroso, por que sofremos? Qual é o significado do sofrimento para o cristão? Como ele deve lidar com suas dúvidas? É mais uma contribuição do escritor que vem promovendo incessantemente a ideia de que o cristão pode e deve desenvolver uma fé racional, e deve estar sempre pronto para responder a todo aquele que lhe pedir a razão da sua esperança (1 Pedro 3:15). Craig também lida francamente com questões espinhosas que envolvem as polêmicas do aborto e da homossexualidade. Ao propor uma verdade absoluta, cristãos como Craig e outros podem parecer arrogantes e intolerantes. Por isso, logo na introdução de seu livro, o autor avisa: “O cristão está comprometido tanto com a verdade como com a tolerância, porque acredita naquele que não somente disse ‘Eu sou a verdade’, como também declarou ‘amai os vossos inimigos’.” Enfim, é leitura obrigatória para quem quer entender o mundo com as claras lentes da cosmovisão cristã.

(Publicarei mais sugestões de leitura em postagens futuras. – Michelson Borges)


Fonte: Criacionismo (parte I)  Criacionismo (parte II)

Cantar Para Crer: “Somos Teus, Senhor”

Uma das músicas do CD Jovem 2012 da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

“Eu vejo a Igreja se erguendo e terminando a missão; eu vejo o povo declarando em uma canção: Somos Teus, Senhor.” Letra e Música: Felipe Tonasso

Leiam o Desafio de Roma!

Para ler o desafio, clique na imagem acima.

Difícil achar palavras para enfatizar a importância histórica e a pertinência temática deste texto, no qual a Igreja Católica faz um desafio ( “faz” é o tempo verbal mais apropriado porque, embora o texto tenha sido elaborado em 1893, o desafio continua de pé).

Algumas considerações e razões porque você não pode deixar de ler este livro:

  • O texto tem a ver com a realidade de nós todos. Os resultados da Reforma Protestante são visíveis e continuam incorporados ao nosso cotidiano, quer queiramos quer não (uma enquete realizada em 1999, entre jornalistas de editoria religiosa, apontou a Reforma Protestante como o maior acontecimento do segundo milênio,  ao lado da invenção da imprensa, pelo critério de número de pessoas impactadas).
  • Você compreenderá as razões religiosas mais profundas para a divisão entre o Catolicismo e o Protestantismo.
  • Você entenderá a verdadeira questão por trás da controvérsia sobre a guarda do sábado ou do domingo como o dia de repouso,  como essa questão foi tratada no passado e como continua relevante no presente (um pouco mais de leitura e você descobrirá como isso irá afetar profundamente o seu futuro!).
  • Ler o livro não é um desafio; o livro é curto (34 páginas); eu o li de uma vez só, gastando nisso pouco mais de uma hora, talvez menos; o desafio lançado é que se apresente uma resposta protestante consistente. Esta resposta existe?

Portanto, em poucas palavras, o convite é: tenha este livro, leia este livro, entenda sua mensagem (que apenas superficialmente parece tratar de um assunto particular)  e passe a ver a realidade de uma forma, quem sabe, como você nunca viu. Deus o abençoe e ilumine nesta leitura!

Livro do Mês: Histórias de Dinheiro da Bíblia

Histórias de dinheiro da Bíblia

O Livro do Mês é o pequeno, barato, mas muito valioso Histórias de Dinheiro da Bíblia, organizado pela Sociedade Bíblica do Brasil. Para participar deste primeiro sorteio do ano, basta constar na lista dos seguidores do Twitter @Ler_pra_crer [o sorteio será após as 22h de hoje. Sinta-se à vontade para convidar outros, dando RT nos tuítes de divulgação.]

Seguem trechos da introdução do livro,  algumas informações da contracapa e a apresentação de uma das histórias selecionadas:

Chama a atenção como são abundantes na Bíblia as expressões proverbiais e ditos populares que descrevem a maneira como lidamos com dinheiro, bens, riquezas e tempo. O Antigo Testamento relata uma série de histórias que giram em torno de finanças. As pessoas que receberam a bênção de Deus normalmente tinham grande riqueza. Ao mesmo tempo, não são poucos os avisos que alertam sobre a maldição que pode vir sobre essa fortuna. O dinheiro na mão de uma pessoa pode inebriá-la, fazendo com que se perca e seja lançada no fundo do poço. No Novo Testamento encontramos diversos conselhos, apelos, advertências e orientações pastorais sobre o modo correto de lidar com o dinheiro. Até Jesus parece falar muito mais sobre dinheiro do que sobre céu e inferno. Ele sabe que isso faz parte do dia a dia dos seus ouvintes e vê uma necessidade especial de dar esclarecimentos para que haja um uso do dinheiro que seja responsável e agradável a Deus. Essa necessidade ainda existe até hoje.

“Histórias de Dinheiro da Bíblia” traz mais de 50 histórias com o texto bíblico da Nova Tradução na Linguagem de Hoje.  Quando avançamos no grande leque de suas histórias, percebemos que a Bíblia fala diretamente para a nossa realidade de vida, colocando à prova nossa maneira de viver e nossos valores.

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Conselhos bíblicos sobre investimentos

A parábola do dinheiro confiado a empregados

Mal conseguimos economizar algum dinheiro, já precisamos quebrar a cabeça para escolher a melhor aplicação para ele. Será que devemos investir em ações, sabendo que um rendimento maior envolve um risco também maior? Ou é melhor procurar um investimento mais seguro, mas que rende poucos juros, como a caderneta de poupança? Há ainda aqueles que não confiam nos bancos e preferem esconder o seu dinheiro debaixo do colchão.

Há uma história do Novo Testamento que apresenta uma bela lição de economia dada por Jesus a respeito dos princípios bíblicos de investimento. Um homem (que representa Deus, o Criador) confia parte da sua fortuna aos seus três empregados. Cada um dos três recebe uma soma, que é proporcional à sua capacidade. Os dois primeiros empregados investem tudo em seus negócios e conseguem duplicar o valor que recebeeram. Por causa disso, eles são elogiados pelo patrão, que os chama de bons e fiéis. Já o terceiro empregado agiu de maneira bem diferente: ele havia enterrado o seu dinheiro, pois achava melhor não arriscar. A sentença sobre ele é aniquiladora! O mínimo que o senhor esperava dele era que fosse ao banco e aplicasse o dinheiro – uma surpreendente menção à existência de bancos e juros.

Na parábola, o dinheiro representa também todas as dádivas e dons que recebemos de Deus. Deus quer que façamos bom uso e multipliquemos as coisas que recebemos dele, em vez de deixá-las improdutivas. Com isso, fica claro que ele não é contra  a disposição de assumir riscos (os dois primeiros empregados também poderiam ter tido grandes prejuízos). Permanecer inativo e enterrar as suas próprias dádivas e capacidades, por sua vez, é uma atitude digna de castigo, tanto na parábola, como na vida.

Leia a história que Jesus contou (Mateus 25:14-30):

Jesus continuou: — O Reino do Céu será como um homem que ia fazer uma viagem. Ele chamou os seus empregados e os pôs para tomarem conta da sua propriedade.

E lhes deu dinheiro de acordo com a capacidade de cada um: ao primeiro deu quinhentas moedas de ouro; ao segundo deu duzentas; e ao terceiro deu cem. Então foi viajar.

O empregado que tinha recebido quinhentas moedas saiu logo, fez negócios com o dinheiro e conseguiu outras quinhentas. Do mesmo modo, o que havia recebido duzentas moedas conseguiu outras duzentas. Mas o que tinha recebido cem moedas saiu, fez um buraco na terra e escondeu o dinheiro do patrão. Depois de muito tempo, o patrão voltou e fez um acerto de contas com eles.

O empregado que havia recebido quinhentas moedas chegou e entregou mais quinhentas, dizendo: “O senhor me deu quinhentas moedas. Veja! Aqui estão mais quinhentas que consegui ganhar.”

“Muito bem, empregado bom e fiel”, disse o patrão. “Você foi fiel negociando com pouco dinheiro, e por isso vou pôr você para negociar com muito. Venha festejar comigo!”

Então o empregado que havia recebido duzentas moedas chegou e disse: “O senhor me deu duzentas moedas. Veja! Aqui estão mais duzentas que consegui ganhar.”

“Muito bem, empregado bom e fiel”, disse o patrão. “Você foi fiel negociando com pouco dinheiro, e por isso vou pôr você para negociar com muito. Venha festejar comigo!”

Aí o empregado que havia recebido cem moedas chegou e disse: “Eu sei que o senhor é um homem duro, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Fiquei com medo e por isso escondi o seu dinheiro na terra. Veja! Aqui está o seu dinheiro.”

“Empregado mau e preguiçoso!”, disse o patrão. “Você sabia que colho onde não plantei e junto onde não semeei. Por isso você devia ter depositado o meu dinheiro no banco, e, quando eu voltasse, o receberia com juros.” Depois virou-se para os outros empregados e disse:

“Tirem dele o dinheiro e dêem ao que tem mil moedas. Porque aquele que tem muito receberá mais e assim terá mais ainda; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele. E joguem fora, na escuridão, o empregado inútil. Ali ele vai chorar e ranger os dentes de desespero.” 

As “Más” Consequências de Ensinar o Cristianismo às Crianças

Em um livro dedicado ao público jovem, Harold Coffin escreveu que a medida máxima do valor de um sistema de crenças é o efeito e a influência que tem sobre a vida de seus adeptos. Quais seriam, então, os prováveis efeitos e a influência do modo como um sistema de crenças encara a educação das crianças, por exemplo?
 
Em um post em “homenagem” a Richard Dawkins — geneticista ateu que em um de seus livros defendeu a ofensiva proposição de que ensinar religião às crianças é “abuso infantil” —, Thomas A. Gilson reapresenta alguns dos resultados de importante pesquisa sobre os efeitos da educação religiosa na vida dos adolescentes americanos. O que segue é parte do que ele escreveu [a motivação do post vem da contínua e anti-intelectual recusa de Richard Dawkins de debater o conteúdo de seu livro com o apologista cristão William Lane Craig].
Segundo Thomas, o que Dawkins faz é astutamente comparar a educação religiosa com o abuso sexual, e sentenciar a primeira como sendo pior. Mas o famoso cientista tenta sustentar essa afirmação sem dados sistemáticos, apenas com algumas páginas de historietas, relatos de pessoas que sofreram nas mãos de educacores religiosos mal-orientados. Histórias como essas, infelizmente, podem ser encontradas, mas o que elas representam?
Se a formação religiosa deve ser tomada como abuso de crianças, então isso implica uma hipótese científica óbvia: crianças com educação religiosa devem mostrar alguns dos sintomas típicos das crianças abusadas. Estes sintomas são bem conhecidos. Eles incluem medo, ataques de pânico, distúrbios alimentares, depressão, baixa auto-estima, irritabilidade, dificuldade em se relacionar com os outros, abuso de substâncias, e assim por diante.
Há dados que permitem testar essa hipótese?
Christian Smith, sociólogo da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill [agora em Notre Dame], conduziu um estudo amplo e autoritativo chamado Estudo Nacional da Juventude e Religião. Os resultados foram publicados no livro de 2005  Soul Searching: The Religious and Spiritual Lives of American Teenagers (Em Busca da Alma: A Vida Espiritual e Religiosa dos Adolescentes Americanos, em co-autoria com Melinda Lundquist Denton), pela editora da Universidade Oxford, a mesma universidade a que Dawkins está vinculado. 

Este estudo ordenou seus 3.290 participantes em níveis de envolvimento religioso: os Devotados, os Regulares, os Esporádicos e os Não-envolvidos. Como os agrupamentos religiosos  predominantes nos Estados Unidos são cristãos, os  ”Devotados” e “Regulares” eram predominantemente cristãos — protestantes e católicos. Portanto, estes resultados podem muito bem ser tomados como relativos especificamente ao cristianismo (resultados para outras religiões são difíceis de determinar a partir dos dados).

Os adolescentes mais próximos do grupo “Devotados” e não do grupo “Não-envolvidos” eram os menos envolvidos em comportamentos negativos como:

  • Hábitos: fumar, beber, usar maconha, usar pornografia, jogos de “ação”/violência; assistir a filmes restritos;
  • Na Escola: notas baixas, turmas de recuperação, suspensões ou expulsões;
  • Atitudes: mau humor, rebeldia para com os pais;
  • Sexo: envolvimento físico precoce, incluindo número de parceiros e idade de primeiro contato sexual.

Os mais “Devotados” na escala apresentaram mais destes resultados positivos:

  • Bem-estar emocional: Satisfação com a aparência física, planejamento para o futuro, reflexão sobre o sentido da vida, sentimento de estar sendo cuidado, libertação da depressão, não se sentir sozinho e incompreendido, não se sentir “invisível”, não se sentir culpado com frequência, ter um senso de significado para a vida, relacionar-se bem com os irmãos;
  • Interação com os adultos: proximidade com os pais,  conexão com um bom número de adultos, sentir-se compreendido pelos pais, sentir que os pais dão atenção, sentimento de que têm a “quantidade certa de liberdade” dos pais;
  • Raciocínio moral e honestidade: Crença na moralidade estável e absoluta, menor tendência a adotar uma mentalidade de competição e de levar vantagem (“get-ahed”) ou a mentalidade de apenas buscar prazeres, menos propensos a mentir para os pais e trapacear na escola;
  • Compaixão: Consideração pelas necessidades dos pobres, cuidado com os idosos, preocupação com a questão da justiça racial;
  • Comunidade: Participação em grupos, doações financeiras, trabalho voluntário (inclusive com pessoas de diferentes raças e culturas), ajuda a pessoas desabrigadas, disposição para assumir liderança nas organizações.

As descobertas são esmagadoras. Página após página, gráfico após gráfico, em cada uma das 91 variáveis estudadas, quanto mais próximos os adolescentes ficaram da escala dos “Devotados”, mais saudável suas vidas se mostraram.

Esses são os resultados do “abuso infantil” de Dawkins, aquilo que ele reclama como sendo tão ruim para as crianças. Até o momento, este é o melhor estudo já publicado sobre o assunto. E o curioso é que esses dados já estavam disponíveis bem antes que Dawkins publicasse seu ataque. Ele teve ampla oportunidade de saber o que a ciência tinha a dizer.

H. Allen Orr escreveu: “[Dawkins] tem um conjunto predeterminado de conclusões a que ele está determinado a chegar. Consequentemente, [ele] usa qualquer argumento, ainda que débil, que parece levá-lo lá.” Em outras palavras, ele vê apenas o que quer ver. O irônico é que isso é o que ele acusa os crentes de fazer.
Fonte: Thinkingchristian.net

Livro do Mês: Graça Ilimitada, de Dwight Nelson

O Livro do Mês é Graça Ilimitada, de Dwight K. Nelson. Para participar deste último sorteio do ano, basta seguir @Lerpracrer no Twitter. O sorteio será realizado no dia 31 de dezembro.

Veja parte da apresentação do livro e um pequeno trecho do primeiro capítulo:

Admitindo que muitos cristãos acham difícil concentrar-se nos retratos que o Antigo Testamento pinta de um Deus severo, Nelson habilidosamente guia o leitor através de textos que demonstram como Deus trabalha com as pessoas, usando meios que tocarão com mais eficácia o coração delas. Focalizando princípios revelados na parábola do filho pródigo, Nelson mostra que Deus valoriza relacionamentos, e não regras. Deus é pai, professor, líder e amigo. Acima de tudo, Ele é o Deus de uma graça ilimitada – um Ser que ama e perdoa incondicionalmente, cujo terno objetivo é levar Seus filhos para o lar do Céu.

Com diabólico regozijo, Satanás tem deturpado o testamento do amor de Deus, transformando-o num testemunho de medo. E com seu infernal ponto de partida, ele continua sibilando a mentira: Deus é Alguém de quem se deve ter medo. “Foi o que eu lhe disse”, escarnece ele.”É melhor ter medo dEle, porque se você atravessar o caminho de Deus, veja só o que acontece!”.

Dessa maneira, pessoas de todas as culturas e de todas as religiões aprenderam a ter medo de Deus, a fugir dEle, a aplacar-Lhe a ira, na indomável esperança de que Ele não as golpeie com dor, sofrimento ou tragédia. Tudo porque acreditaram na mentira. [...] Entendemos mal o Antigo Testamento porque temos usado uma mentira para interpretar a verdade. Porque temos ignorado esta realidade muito importante: As histórias de castigo divino são histórias do amor divino!

Bem, suponho que quase todos os pais conheçam o significado dessa verdade.[...]“Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor,…porque o Senhor corrige a quem ama.” Todos os pais sabem que, se realmente amam seu filho, o castigo e a disciplina fazem parte integral da demonstração desse amor que salva.

Um autor descreve a metodologia de Deus em algumas das histórias do Antigo Testamento como o divino “método de resgate de incêndio”. Se um prédio em chamas está a ponto de desabar, todo bombeiro sabe que não há tempo para conversas ou elaborados argumentos sobre os métodos de resgate de vítimas presas no terceiro andar do inferno. Quando o prédio se desmancha em labaredas e fumaça, só existe uma opção em relação com as vítimas. Agarre-as e arraste-as imediatamente para um local seguro. Se estiverem gritando, em pânico, exige-se ação ainda mais drástica. Com a mão sobre a boca e o braço sobre os membros agitados, agarre e arraste-as imediatamente para a segurança. Haverá tempo suficiente para explicações depois. Liberte agora. Explique mais tarde.

E assim Deus fez, ao longo do Antigo Testamento. Muitas foram as vezes em que Deus teve de agarrar apressadamente as pessoas e arrastá-las para um local seguro, enquanto esperneavam e gritavam. Vezes em que Ele teve de dizer: “Mais tarde Eu explico.”

E quando Ele realmente Se explicou mais tarde, a explicação foi a mais gloriosa que o Universo já testemunhou…

“Eu me recuso a rejeitar a graça de Deus…”Gálatas 2:21  

Boa leitura!

E Feliz Ano Novo na graça de Cristo!

12 Razões Por Que Não Poderíamos Viver sem o Natal

Uma dúzia de razões por que não poderíamos viver sem o Natal.
Em Cristo Jesus temos:
1. A Verdade 
“Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.” João 18:37
2. A vitória contra o mal
“Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.”
1 João 3:8
3. O convite da graça
“Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.” Marcos 2:17
4. A salvação
“Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.”
Lucas 19:10
5. O resgate
“Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.” Marcos 10:45
6. A adoção
“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” Gálatas 4:4-5
7. A vida eterna
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16.
8.  A vida espiritual
“Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” 1 João 4:9
9. A vida plena
“O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” João 10:10
10. Restauração e elevação
“E Simeão os abençoou, e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este é posto para queda e para levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição.” Lucas 2:34.
11. A liberdade
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos.”Lucas 4:18
12. Aceitação e misericórdia
“Digo pois que Cristo foi feito ministro da circuncisão, por causa da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos pais; e para que os gentios glorifiquem a Deus pela sua misericórdia…” Romanos 15:8-9

A Oração Radical — Deus Precisa de Você

 A Oração Radical - Deus Precisa de Você

São apenas 80 páginas que se devoram rapidamente – o livro “A Oração Radical” do Pr. Derek Morris, editor da revista Ministry, surpreende pela simplicidade e profundidade com que aborda, explica e incentiva uma revolução positiva nos nossos hábitos de oração. Depois de terminar este livro reparei que o Pr. Morris não elabora muito à volta dos erros que (quase sempre) cometemos na nossa vida de oração. Antes, ele mostra, baseado num simples mas poderoso exemplo bíblico, como devemos reorientar o foco para fazer a oração que Deus mais anseia responder: tornar-nos obreiros na Sua seara.

Quando catalogamos algo de radical, temos a tendência a conotar isso como algo ousado, que não obedece à estabelecida ordem de valores, que colide com hábitos instituídos, que rompe com práticas mais comuns. Contudo, embora a oração radical proposta possa ser assim entendida, não pensemos que isso envolve algum risco de perigosidade ou mesmo o temor de algo que quebra regras - não, de todo!

Pelo contrário, a oração radical é apenas assumir um verdadeiro compromisso com Deus no âmbito que Ele mais aprecia e aguarda: uma consagração total para que Ele possa agir no mundo através de nós, não como nós pretendemos ou planeamos, mas segundo o Seu grande e elevado propósito - sim, partindo do princípio que não temos feito isso!

Os testemunhos são outro aspeto importante do livro, pois relatam as experiências daqueles que uma vez na vida ousaram dirigir-se a Deus com uma oração radical.

Neles vemos como Deus mudou radicalmente a vida daqueles que arriscaram positivamente este passo, e até o caso de um Adventista famoso que Deus tem colocado junto dos poderosos do mundo, tendo mesmo influenciado a vida de um presidente dos Estados Unidos da América com a sua atuação. Também inclui a impressionante história da sua esposa, Bodil (no livro, ela não é identificada como a sua esposa, mas eu sei que é).

No final do livro, fiquei a pensar como uma curta oração pode ser mais valiosa aos olhos de Deus do que horas infinitas de pedidos que muitas vezes mais se parecem com reclamações egoístas.

Recomendo totalmente! Sei que pode contribuir para nos fortalecer e equipar para os duros combates que se aproximam.

De Portugal: Filipe Reis (O Tempo Final)

A Autoridade Meramente Humana do Decreto Dominical

Os que atendem à palavra profética o fazem “…como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso.” II Pedro 1:19 

Este vídeo expõe textos, entrevistas, testemunhos e outros documentos que mostram como o cenário prenunciado pela escritora cristã adventista Ellen White, ainda no Séc. XIX, já é uma realidade em desdobramento. Confira! “Não desprezeis as profecias” I Tess. 5:20 ”Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas.” Amós 3:7 

“Digo isso agora, antes que essas coisas aconteçam, para que, quando acontecerem, vocês creiam.” João 14:29

Fonte do vídeo: CrereObedecer