Publicado em Sermões

Perdeu o Sermão? Gratos pela Igreja

Resumo das mensagens apresentadas nas comemorações do 38º aniversário da Igreja Adventista de Ceilândia Sul, em 17 e 18 de abril/2009.    17042009002

– Que entre o Ministro de Estado!

Foi isso mesmo que o Pastor Jeová Goulart ouviu ainda no hall, antes de entrar na sala do engenheiro da Administração Regional de Ceilândia, cidade-satélite do Distrito Federal, distante cerca de 30 km do centro de Brasília.  Era o início da década de 1980 e ele havia se identificado como ministro adventista.

Estava ali para tratar de questões burocráticas relacionadas com a autorização para o início da construção de um templo de alvenaria para a Igreja Adventista de Ceilândia Sul, em substituição ao de madeira (foto).

Depois de tratar do assunto com o engenheiro, expondo-lhe suas preocupações e reivindicações, ouviu dele uma frase que jamais esqueceu:

– Pastor, pode começar a construir amanhã mesmo. Oxalá houvesse uma igreja onde há hoje um bar.

A história foi relembrada durante um dos sermões do próprio pastor Jeová, convidado especialmente para as comemorações dos 38 anos da Igreja Adventista de Ceilândia Sul,  sexta-feira e sábado da semana passada (17 e 18 de abril), por ter sido o primeiro pastor daquele distrito. Recordando as dificuldades enfrentadas no início do ministério, não se esqueceu de mencionar o apoio que recebeu de vários irmãos dedicados e fiéis, os quais deixaram sua marca na história da igreja. “Os irmãos de hoje não podem imaginar o sacrifício que foi feito por estes irmãos para que tivéssemos esta igreja”, afirmou.

Comparando o homem sem Deus a alguém que guia um carro a 150 km por hora, num declive, à noite, tendo os faróis do veículo desligados, o pastor enfatizou, por outro lado, a importância da igreja como um refúgio, um hospital, um lugar de paz, de encontro com Deus, onde o único remédio capaz de curar as feridas humanas é oferecido: Jesus Cristo.

Como “agradecimento” não poderia deixar de ser a tônica das mensagens, fomos relembrados das várias ocasiões em que homens e mulheres tementes a Deus demonstraram sua gratidão. Começando por Samuel, “Até aqui nos ajudou o Senhor” – I Samuel 7:12, passando pelo salmista, “Sim, grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres” – Salmo 126:3, até o exemplo da mulher que adquire por grande soma de dinheiro um vaso de perfume, para, com ele, em reconhecimento e gratidão, ungir os pés do Senhor – João 12:2-8.

Em outro momento, que intitulou “Construindo Casas para Deus”, lembrou que todos estamos construindo alguma coisa para Deus, seja uma “casa” no sentido de família, seja uma “casa” no sentido de caráter. Que tipo de “material/educação” temos usado para nossa construção? O que entregaremos a Deus como resultado final? Aos jovens, numa última mensagem, já quase ao final do sábado, repetiu várias vezes “Tudo é possível ao que crê”, enquanto narrava, em poucas palavras, como, deixando a fazenda (“não era a fazenda que era nossa; nós é que éramos da fazenda”) e indo para o internato em São Paulo (IASP), conseguiu custear com o trabalho no próprio colégio e o da colportagem, durante as férias, não só os próprios estudos, como parte dos estudos de uma de suas irmãs. “É preciso coragem, meus jovens!”, lembrou, mesmo quando há pessimistas que nos apresentam perspectivas assustadoras.

O pastor também deixou registrado que, infelizmente, numa pesquisa pessoal, em certa ocasião, percebeu que cerca de 5% apenas das famílias da igreja separavam tempo para o culto familiar. Muitos não se dão conta que estamos enfrentando “o teste da devoção e da gratidão”, aquele no qual Ezequias, a quem Deus concedera mais quinze anos de vida, falhou (II Reis 20). O apelo foi no sentido de demonstrar gratidão por meio de nossa devoção; e que esta devoção seja constante, por tudo que Deus tem feito em nossas vidas. “Em tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus para conosco, em Cristo Jesus.” ( I Tessalonicenses 5:18)

Registro aqui meus parabéns a todos os irmãos desta família maravilhosa, com a qual convivo desde minha adolescência! Não menciono nomes por serem tantas as pessoas queridas dessa igreja e também para que todos se sintam igualmente incluídos no meu abraço! Que Deus continue abençoando a todos na caminhada rumo à eternidade!