Publicado em Comemorações, Eventos, Livros

A Leitura Que Fazemos (E A Que Nos Faz)

  

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Muitos eventos, em diversas cidades, marcaram hoje, 23 de abril, o Dia Mundial do Livro: maratonas, exposições, palestras, concursos, conferências, entre outros. Dá para imaginar nosso mundo sem a revolução cultural proporcionada pela popularização da leitura?

Embora o Brasil não seja visto ainda por muitos como um país de leitores, pelos menos 35% dos brasileiros afirmam gostar de ler em seu tempo livre. Segundo pesquisa do Instituro Pró-Livro, 25 é a média de livros por residência no país. E a Bíblia, que em Eclesiastes afirma não haver limite para a produção de livros, continua sendo o livro mais lido.

Um dos itens da campanha de divulgação do evento, o poster acima é sugestivo. Ao evocar o papel da leitura na construção do ser humano, como que transfere para o plano artístico-visual a máxima de Francis Bacon: “A leitura faz o homem completo”, além do que pode nos levar à reflexão sobre o cuidado na escolha do que ler , quando consideramos o impacto potencial da leitura em nossa personalidade e na forma como vemos o mundo.

Quanto do que temos lido tem servido ao propósito de edificar? O que nos restou de positivo ou negativo das leituras obrigatórias dos programas das disciplinas universitárias, por exemplo? Embora as opções de leitura sejam variadas e ilimitadas, já nos demos conta de quão fúteis e, em muitos casos, deletérias para a saúde espiritual são algumas produções literárias? O poder e os efeitos da leitura são bem conhecidos e nada desprezíveis, como mostra este episódio:

“Durante a Primeira Guerra Mundial, a Sociedade dos Amigos publicou O Sermão do Monte como um folheto à parte, sem comentários, para ser distribuído entre as forças aliadas. Mas tanto o governo britânico como o francês proibiram sua distribuição entre as tropas. Afinal, um sermão dizendo que o povo deve amar seus inimigos não era exatamente o que você queria que os soldados da linha de frente lessem em uma guerra!” Lição da Escola Sabatina Maravilhoso Jesus – 2o Trimestre de 2008.

Dado o poder transformador da Palavra de Deus, nunca é demais salientar que esta deve ter a  prioridade na vida cristã. E o amor pela leitura das sagradas letras deve ser implantado e cultivado ainda muito cedo: “[…] desde a infância sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.” (II Timóteo 3:15)

Enquanto atravessamos esse imenso e sempre crescente campo (da produção literária mundial), lembremos que a ação de separar o “joio” do “trigo” é, nesse caso, legítima e, diferentemente da recomendação que encontramos naquela parábola, não necessita ser adiada. Nossa mente não deve ser tão acrítica, a ponto de aceitar, ou colher, qualquer fruto como alimento do espírito. O cuidado na seleção é mais do que justificado. Afinal, não somos apenas os que ativamente fazemos leitura; ela também nos faz.

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