Publicado em Despedidas, Música

Até Breve, Clemente Pereira dos Santos

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“Mesmo na tempestade, podeis andar sem ter medo da escuridão. Quando a chuva cessar, haverá um céu e as aves cantando sem par. Andai pelo vento, andai pela chuva, pois logo vem o sol. Andai com Deus em vosso coração e a sós não andareis, a sós não andareis.”

Se você não apenas leu essas palavras, mas também foi capaz de acompanhar mentalmente ou até mesmo cantarolar a melodia dessa música, pode imaginar a emoção que envolveu o sepultamento, em 30 de abril de 2009, do nosso querido irmão e maestro Clemente Pereira dos Santos.

Além desta, músicas como “Grandioso és Tu” e “Mais perto quero estar, Deus meu, de Ti”, entre outras, foram entoadas pelo Coral da Igreja Adventista do 7º Dia – Central de Brasília; e o “Madrigal”, grupo dirigido pelo Clemente por tantos anos, apresentou a solene melodia “Em mim vem criar novo coração, ó Deus”.

O Pr. Osni, pastor da Igreja Adventista do 7º Dia de Taguatinga, da qual o maestro era membro, proferiu palavras de consolação aos presentes, acentuando a dedicação do irmão Clemente à música e à adoração na igreja. Outro amigo do músico, o Pr. Joaquim, que pastoreou a mesma congregação por vários anos, lembrou, emocionado, antes de encerrar a cerimônia com uma oração, que nosso querido irmão descansou em Cristo e que convinha ressaltar nessa hora a promessa de Jesus: “Eu sou a ressureição e a vida; Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.” (S. João 11:25)

Um pouco antes desse momento de despedida, sendo o final da tarde, um arco-íris tênue porém visível despontou entre as nuvens, como a trazer dos céus conforto e esperança (as imagens são do celular).

Entre os que se dedicam ao ministério da música adventista aqui na região central do País, é comum ouvir a pergunta: mas quem não cantou com o Clemente? ou quantos não foram beneficiados com seu trabalho dedicado? Mesmo que a figura do irmão Clemente fosse desvinculada do trabalho com a música, com ensaios e apresentações,  sua alegria e amabilidade eram suficientes para fazer com que parecesse que fosse dele a ideia de inserir na Lei dos Desbravadores o mandamento: “Ter sempre um cântico no coração.”

Aos 76 anos, o coração e a voz do maestro fizeram uma pausa. Mas não uma pausa eterna. O que é uma pausa de fusa na partitura da eternidade? Será uma pausa muito breve na sinfonia do tempo.  Até àquela reunião de quartetos, coros e madrigais, diante do Doador da vida e Criador da música, quando o compasso marcar o momento de  todos cantarem o cântico do Cordeiro:

“Grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor Deus Todo-Poderoso; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos. Quem não te temerá, Senhor, e não glorificará o teu nome? Pois só tu és santo; por isso todas as nações virão e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos.” Apocalipse 15: 3-4

Até breve, irmão e maestro Clemente Pereira dos Santos.

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