Publicado em Livros, Pensamentos, Reflexões

O Princípio do Desinteresse Pessoal

imagem5_132x176 A palavra “luz” aparece 319 vezes na Bíblia. “Paz”, 344 vezes. O nome “Davi”, mais de 1.000 vezes. O adjetivo “imortal” aparece uma única vez, e refere-se a Deus, não à alma humana.

Cada vez que vejo estatísticas como estas – ainda que possa  haver uma ou outra divergência quanto a elas, dependendo das versões do texto bíblico e dos termos pesquisados –, fico imaginando o trabalho e a metodologia de quem garimpou estes dados antes ainda da era digital.

Tomo como exemplo a frequência com que encontro “princípio” ou “princípios” nos escritos de Ellen White. Usando o método “pioneiro”, tendo em mente um cenário somente com livros impressos, eu teria o trabalho de contar e registrar em separado cada ocorrência, com as devidas observações.

Vejo que o termo é muitas vezes usado de uma forma mais ou menos genérica, ainda que acompanhado de um qualificador, como na citação abaixo:

Os princípios do Céu devem estar no primeiro lugar na vida e todo passo avançado que se dê na aquisição de conhecimento ou na cultura do intelecto, deve ser no sentido da assimilação do divino pelo humano.

Fundamentos da Educação Cristã, p. 543

Outras vezes, no singular, pode vir seguido de uma locução com caracterização mais específica. É o caso, por exemplo, do “princípio do desinteresse pessoal”, que encontro nesse trecho do livro “Mensagens aos Jovens”:

Ninguém pode exercitar verdadeira beneficência sem abnegação. Unicamente por uma vida de simplicidade, de renúncia e estrita economia, nos é possível realizar a obra a nós designada como representantes de Cristo. O orgulho e a ambição mundanos precisam ser expelidos de nosso coração. Em toda nossa obra, o princípio do desinteresse pessoal revelado na vida de Cristo tem de ser desenvolvido. Nas paredes de nossa casa, nos quadros, na mobília, devemos ler: Recolhe “em casa os pobres desterrrados”. Em nosso guarda-roupa, cumpre-nos ler: “Veste o nu.” Na sala de jantar, na mesa coberta de abundante alimento, devemos ver traçado: Reparte “o teu pão com o faminto.” Isa. 58:7

Mensagens aos Jovens, p. 320

Hoje, já com a facilidade para a busca de palavras ou expressões num texto eletrônico, e mantido o mesmo argumento de pesquisa, seria fácil encontrar e reproduzir aqui um grande número de referências (ou descobrir o número total delas). Mas a estatística não deve ser mais interessante, nem mais importante, do que a reflexão que as mensagens desses textos podem nos proporcionar. Por hoje, estas duas já são suficientes para uma boa meditação.

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