Publicado em Pensamentos, Reflexões, Testemunhos

Ele Veio Provar que Deus não Existe

15112008(001)

Vários anos atrás, um rapaz que aparentava ser inteligente veio até mim para dizer:

– Senhor, sou um estudante universitário de engenharia. Tenho lido a Bíblia por algum tempo e vim até o senhor para argumentar que Deus não existe. Ouvi dizer que o senhor é um apologista, e também um físico, então o senhor e eu poderíamos ter uma conversa interessante.

Fiquei feliz em conhecê-lo e o convidei para vir a minha casa.

No dia marcado, ele me visitou, e estava excepcionalmente ansioso para falar. Mais uma vez lhe perguntei se ele tinha certeza de que queria discutir comigo, e ele afirmou que sim. Então questionei se ele pretendia manter a conversa estritamente em nível científico, uma vez que era isso o que ele tinha afirmado antes. Ele confirmou que manteria os seus argumentos estritamente em nível científico, e acrescentou que esta seria a abordagem adequada, já que ele era um estudante de engenharia e considerando que eu tinha um “background” em Física.

Sem demora, convidei-o, então, a apresentar pelo menos uma evidência experimental ou observacional que provasse a inexistência de Deus. Subitamente, ele foi tomado pelo silêncio. Na verdade, ele ficou pasmo. Ele havia lido muitas publicações escritas contra Deus, e pensava que todas elas eram argumentos científicos, mas quando confrontado a sustentar sua alegação de que usaria a ciência para argumentar contra a existência de Deus, ele não foi capaz de apresentar uma única evidência nesse sentido.

Então ele me pediu para listar as minhas razões para crer em Deus, dizendo-me que refutaria todas elas. Perguntei-lhe se esta refutação equivaleria a uma “prova científica” de que Deus não existe. Ele parou novamente por alguns instantes e, em seguida, admitiu que tal refutação não equivaleria a uma prova científica de que Deus não existe.

Em seguida, lembrei-lhe de que desde o momento em que me procurou, ele estava trabalhando com a premissa de que “refutaria” a existência de Deus usando “provas científicas”. Depois de muito silêncio, ele me pediu que lhe concedesse o tempo de algumas semanas, depois das quais ele certamente voltaria com essas provas.

O rapaz nunca mais voltou. Eu ainda espero por ele. Embora muitas pessoas afirmem que a ciência tenha refutado a Deus, eu espero por esse rapaz em vão, porque ninguém jamais provou que Deus não existe.

Dr. Philip C. Johnson

[Dr. Philip C. Johnson é físico, com conhecimentos em física quântica nuclear, inter alia. É também especializado em apologética cristã, arqueologia bíblica e em vários outros campos]

Com pequenas adaptações a partir do original.


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21 comentários em “Ele Veio Provar que Deus não Existe

  1. cara nao tem jeito , deus é deus.
    Pensa bem, quem nos criou ? deus
    quem criou deus? ninguém sabe
    deus é muuuuito mais inteligente do que qualquer Nerd ou gênio que de gênio esses caras nao tem nada.
    deus é um espírito , e nós todos vamos ser espíritos.
    ele criou o mal, justamente para ter o bem.
    e tem gente que fica escrevendo em sites de pergunta e respostas pra falar que deus nao existe.
    Só pra APAREÇER.

    Obrigado .

  2. Olá Ramon!

    Seu comentário toca em outros assuntos interessantes que poderemos quem sabe tratar aqui em outros posts.

    “Pensa bem, quem nos criou ? deus quem criou deus? ninguém sabe”

    Fico feliz que reconheça Deus como o Criador. Como Deus é eterno e não criado, não faz sentido perguntar quem “criou” o Ser “não criado”, não é mesmo?

    “deus é um espírito , e nós todos vamos ser espíritos.”

    Como este é um blog que divulga a mensagem da Bíblia, a Palavra de Deus, ela nos diz que teremos corpos glorificados. Um estudo aqui.

    “ele criou o mal, justamente para ter o bem.”

    Na realidade, Deus não é o autor do mal. Pode ler também sobre isso aqui e aqui

    “Obrigado”

    Eu que agradeço sua participação. Um abraço! Deus o abençoe!

  3. Bom , eu acredito em Deus .. ele tem me ajudado em tudo!
    Em minha saúde .. Nas provas .. Na família..
    Mas esses dias descobri que o meu melhor amigo é Ateu..
    Um ateu que diz que a evolucao tem mais sentido do que a criacao.. que diz que a Bíblia sao historias , nem todas verdadeiras que dao uma moral para as pessoas seguirem.
    Mas ele continua acreditando em nada.
    Eu sou Adventista do sétimo dia. Creio que minha missao é passar a mensagem a quem eu conseguir.
    Como faco para evangelizar um Ateu ??
    Muito Obrigada .

  4. Olá Kimberlly! Obrigado pela visita e por testemunhar da presença de Deus em sua vida.
    Tive a idéia de responder seu comentário num “post” que pretendo publicar semana que vem.
    Aguarde, por favor.

    Um abraço! Até lá!

  5. bom ……………Deus é Deus e ningem e maior que ele……………..vc esta aqui por que ele que te fez………..
    peça algo para ele como paciensia ele lhe dara sabe o que
    problemas para resolver e com esse problema ele ira te dar a paciencia nessesaria Felipe pompéia interior de sp…14 anos

  6. Lol…Assim,Tipo Deus é Deus Galera,Sei que é difícil acreditar que alguém que você nunca viu e nunca falou exista…Mas se você está aqui agora lendo isso,é porque esse ” alguém que você nunca viu e nunca falou” Te criou.

    Nooossaa…Mas de Onde Deus veio ?

    Talvez do coração do homem,Uma tentativa desesperada de se sentir protegido por um ”Pai” Eterno e ter a garantia de uma ”Salvação” Pós morte.

    Ou simplesmente uma pessoa normal que sofreu mutações durante o parto (que teria chances de 1 em 10000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000 de pessoas )

    Érr,São muitas as Respostas…

    Mas nunca Afirme uma delas,você pode está profundamente enganado.

    O Ignorante Afirma,O Sábio Duvida e o Sensato Reflete…

    Eu,Partircularmente visito a Igreja toda segunda,sexa e domingo mas assim,se Deus existe ele não me ama ( como todo mundo diz ”Deus te ama e eu também” ) Pois ele poderia ter curado minha mãe e não deixado ela morrer … ^.^ Agora,Ficar escrevendo aqui as 23:11 da noite nesse sábado 2 de outubro de 2010 niver da minha irmã não adiantará de nada ficar lamentando a morte da minha mãe … Bom se Deus existe ou não é uma coisa que ninguém JAMAIS saberá…

  7. Olá Gabriel!
    Aprovei seu comentário para me solidarizar com você pela dor da perda de sua mãe (eu ainda tenho meus pais). É claro que não vejo nenhum apelo lógico na afirmação, entre outras, de que o homem, que é criatura, tenha dado origem ao Criador dos céus, da terra e da vida, o Deus que é eterno e não-criado; por isso prefiro não comentar essa e outras “opções”.

    Por outro lado, espero que a verdade sobre a morte e a solução real para ela seja ensinada em sua igreja…

    “Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e juntamente com ele, aqueles que nele dormiram.
    Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que dormem. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois disso, os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre.” II Tess. 4: 13-17

    …assim como o amor de Deus em oposição à origem do mal. Deus é amor por natureza, e nenhuma circunstância em sua vida poderá alterar o amor dEle por você.

    “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades,nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” Romanos 8:38-39

    No caso de haver interesse de sua parte em ampliar a visão sobre esse assunto, não deixe de ver este documentário:

    Muito obrigado por sua visita. Deus o conforte e o ilumine em sua decisão.Um abraço.

    “Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.” Salmos 145:18

  8. deus ele e sobre natural ele e muito mais alem do que podemos imaginar nao existi estudo nao existe ciencia aqual pode tira conclusoes iquivocadas sobre erterno deus muito meno nos deus ele e oque ele e a fe vem pelo ouvir jesus nos deixou o exemplo e deus nao da autoridade para serumano nem um distorse oque esta escrito na santa biblia deus deixou o livro abitro para voce decide qual e melhor caminho para sua alma depois da morte aqui na terra voce nao obrigado servi a deus jeus te ama e que salva todos nos do mal que a divim sobre a terra

  9. Hm… Se você não consegue provar que deus existe e o rapaz não consegue provar que ele não existe, ambos seriam, então, agnósticos?

    Realmente entendi assim o sentido do texto (não li os outros tópicos do site, apenas li este e achei interessante comentar).

    Sou agnóstica também e espero que não me leve a mal. A propósito, acham-se bem poucos textos agnósticos pela internet…

    Acho que os extremos são perigosos em casos que nós não podemos ter provas científicas e/ou certeza, então, acho que o mais correto é o agnosticismo. Afinal, existindo deuses ou não, eu continuarei a fazer o que acho correto, não por medo de castigos, mas pelo amor e justiça com as outras pessoas.

  10. Olá Hime-chan!

    “Se você não consegue provar que deus existe e o rapaz não consegue provar que ele não existe, ambos seriam, então, agnósticos?”

    Não vejo como. Falhas em “provar” que Deus não existe (apontadas no post) ou que Ele existe (assunto não tratado no artigo) não implicam alguém ter que adotar o agnosticismo como cosmovisão. O autor do texto é cristão.

    “Sou agnóstica também e espero que não me leve a mal.”

    Não levo a mal. Sinta-se à vontade para ler outros posts aqui do blog.
    No seu caso, sugiro estes dois para começar:
    https://lerpracrer.wordpress.com/2010/03/09/caminho-a-cristo-um-capitulo-muitas-licoes/
    https://lerpracrer.wordpress.com/2010/03/11/como-ler-e-como-nao-ler-a-biblia/

    “Acho que os extremos são perigosos em casos que nós não podemos ter provas científicas e/ou certeza, então, acho que o mais correto é o agnosticismo.”

    Creio que todos tomamos posição com ou mesmo sem “provas” científicas e/ou certezas. A ciência também é falível e apenas uma forma limitada de conhecer a realidade, sendo mais eficiente com algumas questões e menos com outras. Os cristãos têm evidências suficientes para fundamentar sua posição, e dentro de uma visão mais ampla.
    Se se refere a crer em Deus, não vejo o que justificaria considerar isso em si “extremo” e “perigoso” (sem Deus, por qual padrão? do que crê, do que não crê, etc?). A propósito, não confiar em Deus ou afastar-se dEle é que, de fato, se mostrou extremamente danoso: a realidade da morte nos faz lembrar isso.

    “Afinal, existindo deuses ou não, eu continuarei a fazer o que acho correto, não por medo de castigos, mas pelo amor e justiça com as outras pessoas.”

    Mas num cenário sem Deus, se alguém disser “continuarei a fazer o que acho correto: tratarei a todos com injustiça e nenhum amor, tirarei a vida de quantos eu puder”, em que base este “correto” tem menos validade que seu “correto” ou outro “correto” qualquer?
    Os cristãos têm referência absoluta de onde derivar o que é correto: Deus. E, embora não sejam salvos pelo que fazem, são motivados à ação não pelo medo, mas por gratidão e amor a Ele.
    “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.”João 14:15
    “Pois o amor de Cristo nos constrange…” 2 Cor. 5:14
    “Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro” I João 4:19

    Um abraço!

  11. Olá, boa noite.

    Apesar de ser um texto eloquente, ele apresenta um sério problema filosófico. E que é comitido milhares de vezes, dia após dia em todos os lugares. “Prove-me que não existe”. Esse argumento é falho devido a alguns fatores. Tentarei explicar de forma clara. Toda a ciência atual apoia-se numa corrente filosófica chamada positivismo, e existem bons motivos para o positivismo ter se consolidado como uma espécie de caminho para a verdade. Bom, o ponto é que só está dentro dos domínios “positivos” aquilo que deixa rastros, indícios REAIS; conduzindo de algum modo a uma análise, e posteriormente a uma comprovação. Por esse motivo a ciência só pode analisar, com a devida humildade, o real. Aquilo que apresenta algum indício, ou ajuda a explicar algum sistema da realidade. Aquilo que não apresenta indícios, é evidente que não podemos provar (não de forma empírica) sua existência ou inexistência. Simplesmente porque não existe nada que aponte para isso. É possível provar que duendes Não existem? Eu os desafio, me provem que duendes não existem! Me provem que Apolo, Zeus e Abraxas Não existem, me provem que Papai Noel não existe! Evidentemente não é possível provar a inexistência desse seres. Porque eles não apresentam indícios, ou apresentam? Logo, “Prove-me que não existe” é uma pegadinha não-científica (não positiva). Podemos, claro, imaginar que fora do nosso universo, existe Deus, ou Deuses, ou uma prato de sopa gigante e criador de universos, ou que nosso universo é uma simulação rodando dentro de um computador alienígena. Na classe das coisas imagináveis, todas tem igual valor, ainda que não apresentem nada de “positivo” para que nossa ciência possa analisar. Espero ter sido claro.

    Um abraço, e obrigado pelo espaço.

  12. Caro Juan,

    Como já deve ter percebido, este espaço virtual não segue o mesmo ritmo da vida real, que é ainda mais acelerado em final de ano, o que não me permitiu por estes dias responder a este e outros comentários que fez em outro post. Peço desculpas pela demora.

    “Apesar de ser um texto eloquente, ele apresenta um sério problema filosófico. E que é comitido milhares de vezes, dia após dia em todos os lugares. “Prove-me que não existe”. Esse argumento é falho devido a alguns fatores. Tentarei explicar de forma clara.”

    Mas lembrando que “Prove-me que não existe”, para configurar um problema, tem de ser analisado sempre dentro de um contexto de diálogo mais amplo, uma “amostra” maior. O autor não afirma, por exemplo, que se alguém “não pode provar que Deus não existe, então (e apenas por esta razão) Ele existe”. Apenas se limita a investigar a alegação de alguém que afirmava ser capaz de “provar” que Deus não existe. Depois de verificar e apontar a falha da alegação, o autor conclui com o acréscimo de uma afirmação verdadeira e esclarecedora (especialmente para quem tenha sido induzido a pensar que algum estudo ou descoberta tenha sido capaz disto): “Ninguém jamais provou que Deus não existe”.

    “Toda a ciência atual apoia-se numa corrente filosófica chamada positivismo, e existem bons motivos para o positivismo ter se consolidado como uma espécie de caminho para a verdade. Bom, o ponto é que só está dentro dos domínios “positivos” aquilo que deixa rastros, indícios REAIS; conduzindo de algum modo a uma análise, e posteriormente a uma comprovação. Por esse motivo a ciência só pode analisar, com a devida humildade, o real. Aquilo que apresenta algum indício, ou ajuda a explicar algum sistema da realidade.”

    O curioso é que a corrente filosófica do Positivismo não se sustentou. Não tem como justificar a si mesma, por seu próprio padrão, como “caminho para a verdade”. É tida como uma corrente morta. Mas a relação dos cientistas com o Positivismo e outros “ismos” pelo menos serviu para evidenciar as limitações da ciência “atual” ou de qualquer época (na verdade dos cientistas, para evitar a “personificação”), ao mostrar quão “normais” são os que trabalham na área, quando fazem escolhas ou defendem uma “realidade” antes ou independentemente das evidências (mesmo quando, em alguns casos, elas existam). O positivismo, de sua parte, não apresentou, para ser aceito, nada de “positivo” ou “real” que valesse como comprovação empírica daquilo que preconizava. Pode ter sido uma forma de ver a ciência, e ainda assim, apenas uma entre outras. Como diz C S. Lewis, num outro contexto, “o que aprendemos da experiência depende do tipo de filosofia que levamos a ela.” Dependendo da escolha filosófica que fazemos, podemos ampliar ou limitar nossa visão de ciência e de seus próprios limites quanto ao que aceitar como explanatório.

    “Aquilo que não apresenta indícios, é evidente que não podemos provar (não de forma empírica) sua existência ou inexistência. Simplesmente porque não existe nada que aponte para isso. É possível provar que duendes Não existem? Eu os desafio, me provem que duendes não existem! Me provem que Apolo, Zeus e Abraxas Não existem, me provem que Papai Noel não existe! Evidentemente não é possível provar a inexistência desse seres. Porque eles não apresentam indícios, ou apresentam? Logo, “Prove-me que não existe” é uma pegadinha não-científica (não positiva). Podemos, claro, imaginar que fora do nosso universo, existe Deus, ou Deuses, ou uma prato de sopa gigante e criador de universos, ou que nosso universo é uma simulação rodando dentro de um computador alienígena. Na classe das coisas imagináveis, todas tem igual valor, ainda que não apresentem nada de “positivo” para que nossa ciência possa analisar. Espero ter sido claro.”

    Em outras palavras (se me permite apresentar este pensamento de outra forma):

    1. “Não há nada que aponte para a existência de Deus”.
    2. “Não há nada que aponte para a existência de Apolo, Zeus, Abraxas, Papai Noel”.
    3. “Portanto, crer em Deus ou crer em Apolo, Zeus, ou numa sopa gigante tem o mesmo valor”.

    É facil ver aqui a questão mais evidente: a premissa 1 não é verdadeira e anula o silogismo e sua conclusão. Há muitas evidências e argumentos cumulativos que apontam para a existência de Deus, não significando isso, obviamente, que a pessoa de Deus seja, digamos, “analisável em laboratório”, dentro de uma visão injustificadamente restritiva de ciência e contrária à própria noção que temos de Sua natureza (de Deus). Se os próprios pioneiros da ciência moderna tinham o próprio universo como obra de Deus, como pressupor que nada aponte para a existência do Criador? Sem um universo ordenado, o que, para muitos cientistas, aponta para a existência de uma inteligência ordenadora, como fazer ciência? Como conciliar a frase de um Louis Pasteur “Quanto mais estudo a natureza, mais fico impressionado com a obra do Criador” com a afirmação subjetiva da premissa 1? Além disso, mesmo que alguém recuse aceitar as evidências que lhe sejam apresentadas, não vejo como possa afirmar a ausência absoluta de evidências que apontem para a existência de Deus sem criar uma demanda natural para comprovar “onisciência”; embora no sentido de apontar para a existência de Deus muitas descobertas da ciência atual não constituíssem nenhuma novidade para Newton, Kleper, Pascal, Maxwell, entre outros, esses avanços da ciência empírica, em várias áreas (o grau de elaboração das leis da natureza, a precisão dos valores das constantes das forças da física, a complexidade das informações do DNA e do código genético entre outros) continuam a mostrar que a realidade a nossa volta teria de ser muito diferente para conciliar com a afirmação de que “nada aponta para a existência de Deus”.

    “Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis;” Romanos 1:19-20

    Misturar Deus e “coisas imaginárias” não se mostra um argumento consistente, mesmo numa análise superficial, como se pode ver quando, por exemplo, criamos vídeos como este: http://novotempo.com/estaescrito/2010/12/24/jesus-ou-o-papai-noel/ certos de que a distinção entre os atributos dos personagens é clara e facilmente compreensível mesmo para crianças. “Coisas imaginárias” podem indicar/denunciar a não existência em si do que se imagina. Deus, porém, entre muitas outras diferenças que poderiam ser apontadas, é um Ser necessário e causa primeira. Quando em comparação, não existem argumentos “técnicos” que possam socorrer os “concorrentes” imaginários. Partindo seja de uma análise muito simples seja de uma mais profunda (ver aqui uma síntese: http://www.apologia.com.br/?p=79) Deus é o ser para o qual, digamos, não temos “igual”. “Eu Sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há deus;” (Is. 45:5)

    Voltando à observação inicial, e resumindo então, o autor não cometeu o erro “Se não pode provar que não existe, é porque existe” ou “é o papel da ciência achar algum meio de provar que Deus não existe” ou ainda “Deus existe porque não foram capaz de provar o contrário”. Apenas apontou as falhas da tentativa de alguém em “provar” que Deus não existe, reforçando corretamente a idéia de que isso, na realidade, jamais foi conseguido.

    (Fico ainda por comentar no outro post, mas quem sabe já para o ano…) Um abraço! E uma feliz transição 2010-2011!

  13. bom pessoal, os ciêntistas não tem provas de que DEUS não existe´tudo é só teoria,por outro lado arqueológicamente falando, ha provas de que DEUS existe.
    Por favor adequira o DVD EVIDÊNCIAS DO ARQUEÓLOGO RODRIGO SILVA
    joão 8:32 E conhecereis a verdade e a verdade vos libertara.

  14. Sou cristão Evangélico mas de um tempo desse venho me perguntando quem é “Deus”, de onde veio? será que “Deus realmente existe? e se existe porque não acaba com a violência e transforma ou restaura as pessoas más? e porque que muitos que o segue sofrem, ao invés de viver bem? ele não é o criador? não ofendendo ele nem nem difamando é apenas uma duvida. Em que parte da Bíblia mostra quem é “Deus” e de onde veio? estou muito confuso com tudo isso.

  15. Caro Herbert,

    Mesmo sendo um cristão, creio que suas perguntas são naturais e pertinentes em determinados momentos. Como você deve saber, a revelação não fornece respostas para cada uma das nossas questões, mas há luz suficiente para que possamos perceber o caráter amoroso de Deus em criar o homem e estar disposto a resgatá-lo a um custo que não somos capazes de mensurar totalmente.

    Há um livro que posso enviar a você gratuitamente e que pode ajudá-lo a ter uma visão ampla, com base bíblica, de um contexto que toca nas questões que você mencionou. Se tiver interesse em receber, pode deixar seu endereço aqui em outro comentário (não divulgarei seus dados) e faço a remessa para sua casa.

    Até lá, sugiro refletir um pouco nesta leitura:

    https://lerpracrer.wordpress.com/2010/03/09/caminho-a-cristo-um-capitulo-muitas-licoes/

    Espero que seja útil.
    Que Deus o abençoe.
    Um grande abraço!

  16. Fico lendo comentários, e me pergunto como é possivel que pessoas “inteligentes” acreditem que o primeiro homem foi feito de um pedaço de barro e que a primeira mulher foi feita da costela desse homem por um ser invisivel que alem de deixar morrer seu proprio filho (para nos salvar, não sei de quê?) mandou matar e matou milhões de pessoas, fez um diluvio para matar todos os seres da terra, ainda hoje permite que milhares de crianças inocentes morram orrivelmente com doenças e pela fome, que danado de deus é esse que é suposto representar o amor mas permite o sofrimento constante, que danado de ser benevolente é esse que diz que te ama mas que manda arder no inferno eternamente quem não acreditar nele? É caso para dizer DEUS ME LIVRE!!!!!!

  17. Caro Silva,

    Não há nada que atente contra a inteligência no relato bíblico resumido sobre a criação do primeiro homem e da primeira mulher.O mesmo Ser Onipotente que se revela como Criador do universo e da vida revela-se como o planejador e autor do primeiro casal.

    As queixas “teológicas” comuns que você menciona, formam um retrato muito limitado e desbalanceado para ser usado supostamente contra Deus. É necessário um pouco mais de visão e de atenção em relação às fontes da revelação para apreensão e avaliação do quadro maior. Apenas duas observações (entre centenas de outras que poderiam ser feitas) bastam para começar a mostrar isso:

    “Tornou o Senhor (a Jonas): Tens compaixão da planta que te não custou trabalho, a qual não fizeste crescer, que numa noite nasceu e numa noite pereceu; e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?” Jonas 3:10-11

    “O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” João 10:10

    Sugiro estas duas leituras:

    http://www.criacionismo.com.br/2008/05/um-deus-sanguinrio.html

    http://setimodia.wordpress.com/2009/09/30/a-diabolica-doutrina-do-inferno/

    “Transferir” para Deus as características malignas de seu próprio caráter é uma estratégia do “ladrão” e inimigo de Deus já muito “batida”. Felizmente, não faz parte do conceito de inteligência se deixar levar por este erro. Que Deus o livre, de fato, deste e de outros enganos.

    Um abraço.

  18. Olá Dracy;
    Todos nascemos Ateus e todos somos Ateus com a religião dos outros.
    Religião é um contexto geográfico pois cada cultura tem a sua religião, a sua fé crença no Deus que lhe foi apresentado. Sou Ateu de nascença. Meus pais são católicos, quando tinha 7 anos colocaram-me na vatequese para fazer a primeira comunhão, depois do primeiro dia pedi a meus pais que não me obrigassem a voltar pois eu não iria. Nunca mais voltei.
    Quando adulto a minha curiosidade natural fez-me lêr a biblia para eu poder fazer uma avaliação quanto á sua veracidade, essa leitura só fortaleceu as minhas descrenças. Tenho 56 anos e desde então nunca parei de procurar entender o sentido da biblia e o único sentido que ela faz é, que não faz sentido algum. Tenho pena de não poder dialogar com você de uma forma mais prática do que aqui, pois é um assunto que gosto de discutir com pessoas que sejam cultas e educadas como já vi que é o seu caso, porque normalmente os defensores de Deus que falam comigo usam da ignorância para tentar impor a sua verdade. Muita saúde para você.
    Eu sou Ateu.

    Ser Ateu é;
    O Ateu valoriza o homem acima de tudo. Isso já começa a fazer a diferença. Acreditar em si mesmo é muito bom. Muuuuiiito bom!… Muito saudável, muito produtivo e até psicologicamente mais vantajoso. Seu sentido apurado de justiça, seu estado de amor puro e desinteressado, sua capacidade de trilhar o bem e livrar-se do mal, por sua própria iniciativa, livrar-se dos caminhos errados, valoriza a amizade entre os homens, a atenção e o carinho no trato a seus semelhantes que te tratam de forma igual e sempre pronto para bater com a direita em quem lhe atingir a face. Perdoar também é possível, mas não deixar mais a cara na reta é obrigatório.

    O Ateu é o único responsável pelos seus atos, planta o seu dia de amanhã, obedece as leis (2.500 aqui no Brasil) e a ordem das coisas naturais, acredita no Universo que está vendo e na natureza imperfeita, como um acontecimento físico-químico casual de infinitas proporções, crê que a morte cerebral encerra a sua passagem na vida e na prole como a sua continuação física e biológica, até que um dia tudo se acabe.

    O Ateu não está preso a qualquer dogma ou conceito irreal e abstrato, político ou religioso. O Ateu é livre para raciocinar. O Ateu não tem medo de nada que não seja natural, nem de ninguém que não seja de carne e osso. Sua coragem e autenticidade são bandeiras de conduta, sua personalidade irrefutável, seus princípios de lealdade, caráter e dignidade são rígidos. O Ateu não é falso, não acredita em falsidade, e não convive com ela. O Ateu é verdadeiro, é inteligente e honesto. 

    O Ateu quer estar bem com a sua consciência que não pode ser maculada, porque dela retira o fluido da sua justiça. Se o Ateu errar, vai pedir perdão ao ofendido. Mas, na justiça do Ateu, são dois olhos por um e paga em dobro tudo o que recebe. O Ateu não gosta de ser iludido, enganado ou explorado. O Ateu não é bobo, dificilmente será passado pra trás.

    O Ateu é corajoso, destemido e não se acovarda diante de nenhuma circunstância. O Ateu é orientado pela lógica e pelo bom senso, nas suas atitudes e julgamentos. Para ele, tudo tem que fazer sentido, ser bem entendido e assimilado e se possível verificado, ou não será aceito como verdade. Isso evita que caia em muitas armadilhas, fique preso a misticismos e esoterismos. O Ateu é um estudioso da vida um observador cético de tudo o que se passa à sua volta. A tudo quer entender e saber a explicação, pois foi assim que atingiu seu estágio de sabedoria.

    O Ateu não vive vendo fantasmas, coisas do outro mundo, tendo visões ou escutando coisas, porque é protegido desses distúrbios pela força da sua mente. Nenhum mal absorve, vindo de qualquer fonte mística, pois tem o controle da sua mente e não pode ser psicologicamente atingido. O Ateu resolve seus problemas sozinho, meditando, buscando o melhor do seu raciocínio, as soluções na sua cultura apurada. É um sábio a favor de si mesmo e dos seus semelhantes. O Ateu trata seus semelhantes com carinho, porque sabe das suas dificuldades.

    O Ateu, pelas próprias circunstancias da discriminação, tem maior responsabilidade sobre o seu modo de vida, porque defende uma causa justa e verdadeira. Tem maior valor como cidadão. Ele Busca em suas atitudes, servir como um exemplo e, dificilmente, será um exemplo ruim. Sua filosofia nada tem a ver com o ser humano e suas características pessoais, trazidas pela criação, crença ou educação. Mas dificilmente será um bandido. Apenas um cidadão com seus defeitos e qualidades, que não acredita em deuses, que são muletas, e vive feliz, de cabeça erguida e consciente da sua grandeza.

  19. Olá Silva!

    De fato, as divergências naturais entre teísmo e ateísmo consumiriam mesmo bastante tempo de discussão…

    Seu comentário ficou um tanto longo e não comento aqui todo o discurso…Boa parte dele poderia ser usado para exortar um cristão, substituindo-se “O Ateu” por “O Cristão” em vários pontos (há, claro, aqueles pontos inconciliáveis que não poderiam ser aproveitados).

    O curioso é que, em termos de justificativa, algumas ações descritas fazem mais sentido (ou só fazem mesmo sentido) numa visão teísta: a confiança nas faculdades mentais e na possibilidade de adquirir conhecimento, o dever presumido de trilhar o bem, e não o mal, a fundamentação objetiva para fazer distinção entre ambos etc.

    Não é simples encontrar apoio na realidade para a afirmação de que todos nascem ateus. Mesmo que houvesse tal apoio, isso não criaria nenhum desafio à existência de Deus. Da mesma forma, a ideia de que a religião sofre influência cultural, resultado de contexto geográfico, não constitui argumento contra a existência de Deus ou contra a existência de uma religião verdadeira.

    Sobre “muletas”, publiquei uma análise aqui:

    https://lerpracrer.wordpress.com/2012/06/22/deus-uma-muleta-psicologica/

    Agradeço as palavras e os votos de saúde (um dos itens marcantes nas orientações de Deus ao seu povo). Desejo o mesmo a você, acrescido de outras bênçãos de Deus.

    Um abraço.

  20. Alguém me responda de modo convincentemente porque nossa alma é tão disputada por Deus e o diabo?? Qual a finalidade de tudo isso?? Aguardo alguém me responder…….

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