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Como Proteger a Evolução? Cientistas Criacionistas Não São Confiáveis?

“Como Proteger a Evolução?” é o título de um pequeno mas esclarecedor post que Cornelius Hunter escreveu em seu blog Darwin’s God e que traduzo abaixo:

 

 

Recentemente, um estudante me fez esta pergunta:

Como você responde à acusação de que os que duvidam da evolução são todos criacionistas e, portanto, cientistas não confiáveis? 

Aqui, minha resposta:

Os evolucionistas frequentemente tentam proteger sua teoria, apelando para a tese do conflito. A tese do conflito, que primeiro ganhou popularidade no século XIX, afirma que a relação entre ciência e religião é caracterizada principalmente por antagonismo. Este modelo para a compreensão da relação ciência/religião tem-se mostrado errado muitas vezes. Os historiadores não o levam mais a sério, exceto como parte da história do pensamento evolutivo. Os evolucionistas, no entanto, continuam apelando para a tese do conflito como um recurso retórico.  

Este argumento é um dos muitos que revelam que a evolução hoje tem pouco a seu favor. Na verdade, não é preciso ser um historiador para ver o que há por trás desta versão particular da tese do conflito. Qualquer um minimamente familiarizado com o debate a respeito das origens sabe que o ceticismo quanto à evolução vai muito além dos círculos criacionistas. Na verdade, se os evolucionistas estão genuinamente interessados em localizar uma inclinação religiosa no debate sobre as origens, eles deveriam procurar mais perto de casa. O pensamento evolucionista surgiu de alegações religiosas que demandam uma origem naturalista. 

Original aqui.  

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Perdeu o Sermão? Qual é o Seu Problema? (Conclusão)

Resumo* do sermão pregado pelo Pr. Alejandro Bullón  em 07 de novembro de 2009, na Igreja Adventista do 7º dia do Setor M Norte, em Taguatinga – DF


 

“…À quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar…” Mateus 14:22-33

Meu querido, o seu problema são os outros?

“Não tenho nenhum problema, Pastor. Meu único problema ― alguém já me disse ― é meu filho.” Quando pergunto se costumam abraçar e beijar os filhos, a resposta que ouço às vezes é:  “Como vou abraçar e beijar um marmanjo desse tamanho?” Outros apontam que seu único problema é a economia, é o desemprego. “Meu problema é o mercado de trabalho”, dizem.

Em Nova Iorque, uma jovem estava me ouvindo pregar. Ela era estrangeira. Embora fosse formada em Administração de Empresas no seu país de origem, seus estudos de nada valiam na América. Não falava inglês, ainda que lesse e escrevesse bem o idioma. Para complicar a situação, ainda vivia nos Estados Unidos de forma irregular. Para sobreviver, submetia-se  a extenuantes jornadas de trabalho em sub-empregos que lhe pagavam no máximo 7 dólares por hora. Não era feliz, porque muitas vezes via somente passar a oportunidade de migrar para empregos compatíveis com sua capacidade, e com remuneração muito superior.

Voltando para casa, ela meditava: “o pastor disse que meu problema está dentro de mim”. Ajoelhando-se em casa, orou a Deus: “Senhor, qual é o meu problema?” Aos poucos foi percebendo a realidade. “Na verdade, sou covarde. Procuro sempre os piores empregos só porque vivo culpando as circunstâncias e repetindo a mim mesma: não adianta, não adianta. Não sei falar inglês, meu diploma não vale aqui e etc e etc…”

Poucos dias depois, viu no jornal o anúncio de uma seleção para pessoas com a sua formação. “Aí está meu novo emprego” ― ela disse a si mesma. Compareceu à primeira etapa, que consistia num teste escrito. O resultado foi surpreendente para ela: primeiro lugar, com grande diferença para o segundo pretendente mais bem colocado.

Na etapa seguinte, uma entrevista, foram os examinadores que ficaram surpresos: “Você não fala inglês?” “Não falo agora ― ela respondeu ―, mas daqui a um ano serei capaz de falar fluentemente.” A resposta foi inflexível: “Devia saber que para esse cargo é essencial falar inglês. Você está eliminada da seleção.”

Triste, ela retornou para casa e para a sua rotina. Quinze dias depois, recebeu uma ligação. Os examinadores da empresa haviam entrevistado vários outros concorrentes, mas nenhum deles causou uma impressão positiva o suficiente para fazê-los esquecer o excelente desempenho dela na prova escrita.

De volta à nova entrevista, ela ouviu a proposta:

“O que nos custaria, como empresa, pagar um curso de inglês para uma pessoa que se mostrou, na prova escrita, tão bem preparada para essa função? Decidimos que você não precisará trabalhar no primeiro ano na empresa. Apenas aprimorar seu inglês. Pagaremos seus estudos. Pode passar agora mesmo no nosso departamento de pessoal levando seus documentos para a contratação e acerto desses detalhes.”

Nesse momento ela corajosamente confessou: “Não tenho documentos”. A surpresa deles parecia ainda maior que a primeira. Antes, porém, que falassem qualquer coisa, ela se levantou e disse:

“Senhores, quando Deus ordenou a Abrão que saísse de sua terra e fosse para a terra que Deus haveria de lhe mostrar, Ele prometeu que abençoaria aqueles que o abençoassem. Sendo uma cristã, e estando apta para esse trabalho, se me ajudarem a resolver essa questão, se me contratarem, sei que Deus não deixará de abençoar esta empresa.”

Impressionados com sua determinação e coragem, eles não tiveram mais dúvidas. Hoje ela é uma grande executiva numa das grandes redes de lojas nos Estados Unidos.

Querido. Deus te ama muito. Deus quer resolver o teu problema. Mas o teu problema não está fora. Está dentro de você.

No meu segundo ano de Teologia, o Diretor da Faculdade me chamou para uma conversa:

― “Bullón, deixa de fazer teologia.”

― “Como assim?” ― perguntei.

―”Não vê que não tem condições de ser um pastor? Você não consegue falar em público. Agora mesmo está aí com dificuldades até para falar comigo. Desista, filho. Será melhor que mude de opção. Para não prejudicá-lo, farei com que esses dois anos  de estudos sejam aproveitados em outro curso.”

Eu saí dali profundamente entristecido e fui me esconder numa plantação de milho para orar ao meu Deus. “Senhor qual é o meu problema? Por que tenho tanto medo de falar às pessoas? Quero ser um pastor. Sinto que me chamaste pra isto. Mas se queres mesmo que me torne um pregador, por favor arranca esse medo de mim.”

Deus me ouviu ali, e me curou. Em meu ministério, Ele me deu a alegria de poder pregar tanto para pequenos grupos como para multidões, sem receio.

Querido. Você é o ser mais precioso que Deus tem nesta terra. Deus te ama muito. Aquele problema que não está fora, mas dentro de você, Deus quer resolver. Vá a Deus. Peça para que Ele te cure por dentro. Como Pedro, olhe para Jesus e você poderá andar sobre as águas, no meio da escuridão e das tempestades da vida. Deus te abençoe.

* Ainda que narrado em primeira pessoa, não se reproduz aqui “ipsis literis” o sermão, mas somente o extrato e o encadeamento das idéias principais.

 

 

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Perdeu o Sermão? Qual é o Seu Problema?

Resumo* do sermão pregado pelo Pr. Alejandro Bullón  em 07 de novembro de 2009, na Igreja Adventista do 7º dia do Setor M Norte, em Taguatinga – DF

“…À quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar…” Mateus 14:22-33

Naquela noite, no mar da Galiléia, os discípulos enfrentavam uma grande tormenta. Tudo parecia perdido até que Jesus apareceu. Quero lhes perguntar: Quando Jesus aparece na nossa vida, os problemas desaparecem? Sim ou não?

No momento em que Jesus apareceu aos discípulos, a tormenta acabou? (Congregação responde: “Não”).

Então, quando Jesus aparece, isso significa que os problemas desaparecem? (Congregação responde: “Não”).

Queridos. Quero que entendam uma coisa: Quando Jesus aparece, os problemas desaparecem. Ponto.

Como é isso, então?

Se o problema dos discípulos fosse a tormenta, ela teria desaparecido. Mas o problema dos discípulos não era a tormenta. O problema estava não fora deles, mas  dentro deles.

99% dos problemas que você tem não estão fora de você. Estão dentro de você.

Um dia uma senhora me ligou. “Pastor ela disse, ore por mim. Tenho um problema tremendo. Meu problema não tem solução.”

Perguntei: “Qual é o seu problema?”

“Pastor, devo 30 mil reais. Meu marido ganha  700 reais. Estou sendo ameaçada de morte se não pagar a quantia. Ele não sabe dessa dívida.”

Perguntei: “Por que não conta a ele?” Ela me respondeu: “Se eu contar, ele me mata.”

Parecia mesmo um problema sem saída. Se conta, morre. Se não conta, também morre.

“Pastor, me ajude. Ore por mim. Não tenho 30 mil reais.”

“Sim. Mas qual é o seu problema?”  voltei a perguntar.

“Pastor, como assim? Já lhe contei: devo 30 mil reais, meu marido não sabe…”

Ela só veio a entender minha insistência um pouco depois, quando comecei a explicar:  “este não é o seu problema. Se eu orasse pedindo que caísse do teto 30 mil reais, e isso acontecesse, seu problema estaria resolvido? Qual é, de fato, o seu problema?  Seu problema não é que está devendo. Seu problema é outro básico: é que não pode ganhar 10 e gastar 11. Seu problema é não controlar seus gastos.”

Em seguida, ela reconheceu:

“Pastor, de fato, sua pergunta e resposta foram muito sábias. Eu nasci no interior de um estado do nordeste do Brasil. Quando criança e adolescente a resposta padrão que ouvia em casa para quase todos os meus pedidos era: ‘não temos dinheiro’. Uma excursão? Não há dinheiro. Uma roupa nova? Não há dinheiro.  Com o tempo fui me acostumando a pedir dinheiro emprestado às pessoas. Isso chegou a um ponto em que eu devia à metade da cidade onde vivíamos. Mal conseguia sair nas ruas.

Um dia, tomei a decisão de partir. Consegui uma carona para São Paulo. Lá chegando, pensei: estou livre. Aqui ninguém me conhece. Começarei uma vida nova. Mas o fato é que, quando menos percebi, já tinha começado o mesmo processo de antes…”

Como poderia resolver o problema assim? Indo para o Japão para ficar devendo a todos os japoneses? Depois para a Rússia, a fim de se endividar também com  todos os russos?

Problemas que não estão fora de nós. Mas dentro. Quando Jesus chegou, resolveu o problema de Pedro: o medo, a falta de fé, de confiança. Ele começou, então, a andar sobre as águas. Quando Jesus entra no coração, Ele traz a solução e resolve o problema. Resolvido o problema do lado de dentro, você pode fazer proezas mesmo no meio da tempestade e da escuridão.

“Pastor, não tenho nenhum problema. Meu único problema, na verdade, é o mulherengo do meu ex-marido.”

Esta era outra senhora que me contava seu drama.

“Quando o conheci, ele não era ninguém. Não tinha estudos. Cheguei a pagar para que ele estudasse e fizesse uma faculdade. Até isso fiz. Mas hoje que já está formado, veja o que recebi como recompensa: ele fugiu, trocando-me por uma garota mais nova que eu.”

Pouco tempo depois, conheci o dito rapaz, que me confidenciou: “Pastor, vendo da perspectiva de hoje, eu tenho que reconhecer que ter ficado aqueles anos com minha ex-esposa foi um milagre. Sim, eu reconheço o quanto ela me ajudou em meus estudos. Serei sempre grato a ela por isso, mas em nossa convivência ela agia como se houvesse me comprado. Ela era extremamente controladora. Eu nunca podia fazer nada. A opressão foi tão intensa que a única alternativa que vi como solução foi sair de casa. Diferentemente do que ela afirma, não fugi com outra pessoa. Fiquei três anos sozinho antes de me unir à nova esposa com quem vivo  hoje.”

O curioso disso tudo é que para aquela ex-esposa o pedido de ajuda era: “Pastor, quero meu marido de volta.”

“Mas ele já está com outra pessoa…” ― eu argumentava. “Não importa. Deus não pode tudo? Que Ele faça qualquer coisa,  contanto que eu o tenha de volta.”

Querido. O seu problema também são os outros? Não teria sido menos doloroso ajoelhar-se e dizer a Deus: Senhor, por que sou assim tão controladora? Por que ajo como se fosse a proprietária do meu esposo? Podes mudar isso dentro de mim? (Continua)

* Ainda que narrado em primeira pessoa, não se reproduz aqui “ipsis literis” o sermão, mas somente o extrato e o encadeamento das idéias principais.
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Os Canais da Esperança

Futuro com Esperança TV2

Ligar o PC ou o notebook é também ligar a TV. Para quem ainda não teve a agradável experiência de começar a assistir à excelente programação da TV Novo Tempo (foto) assim que liga seu computador ou notebook, numa janela que se abre automaticamente no canto inferior direito da tela, aponto o caminho da novidade.

Basta instalar o ótimo programa criado pelo Marcelo Paes e o Carlos Magalhães, e disponibilizado aqui pelo Canal da Esperança. É um recurso utilíssimo. Diferentemente do que  acontece algumas vezes quando pesquisamos “o que está passando” nas TVs abertas e mesmo em outras TVs a cabo  (“pular” de canal em canal tentando “salvar” algum programa que seja compatível com os princípios cristãos), com esse programa temos o conforto de escolher entre o que é bom e o que é igualmente bom: mais de 20 canais,  entre eles a TV Hope International, a TV Novo Tempo Europa, a nossa TV Novo Tempo, a Esperanza TV,  e rádios como a UNASP, a Maranatha, entre outras. Áudios com estudos bíblicos ou com as palestras do saudoso Pr. Roberto Rabelo também estão disponíveis, além das músicas do Hinário Adventista.

Resumindo, usando a linguagem própria do mundo da tecnologia da informação, este programinha gratuito é um must-have. Todo cristão adventista com acesso à Internet pode (e deveria) ter um instalado em seu micro ou notebook e divulgar a novidade entre os amigos.

Créditos da Foto: Marina Milanelli