Publicado em Reflexões, Sermões

Perdeu o Sermão? Qual é o Seu Problema?

Resumo* do sermão pregado pelo Pr. Alejandro Bullón  em 07 de novembro de 2009, na Igreja Adventista do 7º dia do Setor M Norte, em Taguatinga – DF

“…À quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar…” Mateus 14:22-33

Naquela noite, no mar da Galiléia, os discípulos enfrentavam uma grande tormenta. Tudo parecia perdido até que Jesus apareceu. Quero lhes perguntar: Quando Jesus aparece na nossa vida, os problemas desaparecem? Sim ou não?

No momento em que Jesus apareceu aos discípulos, a tormenta acabou? (Congregação responde: “Não”).

Então, quando Jesus aparece, isso significa que os problemas desaparecem? (Congregação responde: “Não”).

Queridos. Quero que entendam uma coisa: Quando Jesus aparece, os problemas desaparecem. Ponto.

Como é isso, então?

Se o problema dos discípulos fosse a tormenta, ela teria desaparecido. Mas o problema dos discípulos não era a tormenta. O problema estava não fora deles, mas  dentro deles.

99% dos problemas que você tem não estão fora de você. Estão dentro de você.

Um dia uma senhora me ligou. “Pastor ela disse, ore por mim. Tenho um problema tremendo. Meu problema não tem solução.”

Perguntei: “Qual é o seu problema?”

“Pastor, devo 30 mil reais. Meu marido ganha  700 reais. Estou sendo ameaçada de morte se não pagar a quantia. Ele não sabe dessa dívida.”

Perguntei: “Por que não conta a ele?” Ela me respondeu: “Se eu contar, ele me mata.”

Parecia mesmo um problema sem saída. Se conta, morre. Se não conta, também morre.

“Pastor, me ajude. Ore por mim. Não tenho 30 mil reais.”

“Sim. Mas qual é o seu problema?”  voltei a perguntar.

“Pastor, como assim? Já lhe contei: devo 30 mil reais, meu marido não sabe…”

Ela só veio a entender minha insistência um pouco depois, quando comecei a explicar:  “este não é o seu problema. Se eu orasse pedindo que caísse do teto 30 mil reais, e isso acontecesse, seu problema estaria resolvido? Qual é, de fato, o seu problema?  Seu problema não é que está devendo. Seu problema é outro básico: é que não pode ganhar 10 e gastar 11. Seu problema é não controlar seus gastos.”

Em seguida, ela reconheceu:

“Pastor, de fato, sua pergunta e resposta foram muito sábias. Eu nasci no interior de um estado do nordeste do Brasil. Quando criança e adolescente a resposta padrão que ouvia em casa para quase todos os meus pedidos era: ‘não temos dinheiro’. Uma excursão? Não há dinheiro. Uma roupa nova? Não há dinheiro.  Com o tempo fui me acostumando a pedir dinheiro emprestado às pessoas. Isso chegou a um ponto em que eu devia à metade da cidade onde vivíamos. Mal conseguia sair nas ruas.

Um dia, tomei a decisão de partir. Consegui uma carona para São Paulo. Lá chegando, pensei: estou livre. Aqui ninguém me conhece. Começarei uma vida nova. Mas o fato é que, quando menos percebi, já tinha começado o mesmo processo de antes…”

Como poderia resolver o problema assim? Indo para o Japão para ficar devendo a todos os japoneses? Depois para a Rússia, a fim de se endividar também com  todos os russos?

Problemas que não estão fora de nós. Mas dentro. Quando Jesus chegou, resolveu o problema de Pedro: o medo, a falta de fé, de confiança. Ele começou, então, a andar sobre as águas. Quando Jesus entra no coração, Ele traz a solução e resolve o problema. Resolvido o problema do lado de dentro, você pode fazer proezas mesmo no meio da tempestade e da escuridão.

“Pastor, não tenho nenhum problema. Meu único problema, na verdade, é o mulherengo do meu ex-marido.”

Esta era outra senhora que me contava seu drama.

“Quando o conheci, ele não era ninguém. Não tinha estudos. Cheguei a pagar para que ele estudasse e fizesse uma faculdade. Até isso fiz. Mas hoje que já está formado, veja o que recebi como recompensa: ele fugiu, trocando-me por uma garota mais nova que eu.”

Pouco tempo depois, conheci o dito rapaz, que me confidenciou: “Pastor, vendo da perspectiva de hoje, eu tenho que reconhecer que ter ficado aqueles anos com minha ex-esposa foi um milagre. Sim, eu reconheço o quanto ela me ajudou em meus estudos. Serei sempre grato a ela por isso, mas em nossa convivência ela agia como se houvesse me comprado. Ela era extremamente controladora. Eu nunca podia fazer nada. A opressão foi tão intensa que a única alternativa que vi como solução foi sair de casa. Diferentemente do que ela afirma, não fugi com outra pessoa. Fiquei três anos sozinho antes de me unir à nova esposa com quem vivo  hoje.”

O curioso disso tudo é que para aquela ex-esposa o pedido de ajuda era: “Pastor, quero meu marido de volta.”

“Mas ele já está com outra pessoa…” ― eu argumentava. “Não importa. Deus não pode tudo? Que Ele faça qualquer coisa,  contanto que eu o tenha de volta.”

Querido. O seu problema também são os outros? Não teria sido menos doloroso ajoelhar-se e dizer a Deus: Senhor, por que sou assim tão controladora? Por que ajo como se fosse a proprietária do meu esposo? Podes mudar isso dentro de mim? (Continua)

* Ainda que narrado em primeira pessoa, não se reproduz aqui “ipsis literis” o sermão, mas somente o extrato e o encadeamento das idéias principais.

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