Publicado em Reflexões, Sermões

Perdeu o Sermão? Qual é o Seu Problema? (Conclusão)

Resumo* do sermão pregado pelo Pr. Alejandro Bullón  em 07 de novembro de 2009, na Igreja Adventista do 7º dia do Setor M Norte, em Taguatinga – DF


 

“…À quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar…” Mateus 14:22-33

Meu querido, o seu problema são os outros?

“Não tenho nenhum problema, Pastor. Meu único problema ― alguém já me disse ― é meu filho.” Quando pergunto se costumam abraçar e beijar os filhos, a resposta que ouço às vezes é:  “Como vou abraçar e beijar um marmanjo desse tamanho?” Outros apontam que seu único problema é a economia, é o desemprego. “Meu problema é o mercado de trabalho”, dizem.

Em Nova Iorque, uma jovem estava me ouvindo pregar. Ela era estrangeira. Embora fosse formada em Administração de Empresas no seu país de origem, seus estudos de nada valiam na América. Não falava inglês, ainda que lesse e escrevesse bem o idioma. Para complicar a situação, ainda vivia nos Estados Unidos de forma irregular. Para sobreviver, submetia-se  a extenuantes jornadas de trabalho em sub-empregos que lhe pagavam no máximo 7 dólares por hora. Não era feliz, porque muitas vezes via somente passar a oportunidade de migrar para empregos compatíveis com sua capacidade, e com remuneração muito superior.

Voltando para casa, ela meditava: “o pastor disse que meu problema está dentro de mim”. Ajoelhando-se em casa, orou a Deus: “Senhor, qual é o meu problema?” Aos poucos foi percebendo a realidade. “Na verdade, sou covarde. Procuro sempre os piores empregos só porque vivo culpando as circunstâncias e repetindo a mim mesma: não adianta, não adianta. Não sei falar inglês, meu diploma não vale aqui e etc e etc…”

Poucos dias depois, viu no jornal o anúncio de uma seleção para pessoas com a sua formação. “Aí está meu novo emprego” ― ela disse a si mesma. Compareceu à primeira etapa, que consistia num teste escrito. O resultado foi surpreendente para ela: primeiro lugar, com grande diferença para o segundo pretendente mais bem colocado.

Na etapa seguinte, uma entrevista, foram os examinadores que ficaram surpresos: “Você não fala inglês?” “Não falo agora ― ela respondeu ―, mas daqui a um ano serei capaz de falar fluentemente.” A resposta foi inflexível: “Devia saber que para esse cargo é essencial falar inglês. Você está eliminada da seleção.”

Triste, ela retornou para casa e para a sua rotina. Quinze dias depois, recebeu uma ligação. Os examinadores da empresa haviam entrevistado vários outros concorrentes, mas nenhum deles causou uma impressão positiva o suficiente para fazê-los esquecer o excelente desempenho dela na prova escrita.

De volta à nova entrevista, ela ouviu a proposta:

“O que nos custaria, como empresa, pagar um curso de inglês para uma pessoa que se mostrou, na prova escrita, tão bem preparada para essa função? Decidimos que você não precisará trabalhar no primeiro ano na empresa. Apenas aprimorar seu inglês. Pagaremos seus estudos. Pode passar agora mesmo no nosso departamento de pessoal levando seus documentos para a contratação e acerto desses detalhes.”

Nesse momento ela corajosamente confessou: “Não tenho documentos”. A surpresa deles parecia ainda maior que a primeira. Antes, porém, que falassem qualquer coisa, ela se levantou e disse:

“Senhores, quando Deus ordenou a Abrão que saísse de sua terra e fosse para a terra que Deus haveria de lhe mostrar, Ele prometeu que abençoaria aqueles que o abençoassem. Sendo uma cristã, e estando apta para esse trabalho, se me ajudarem a resolver essa questão, se me contratarem, sei que Deus não deixará de abençoar esta empresa.”

Impressionados com sua determinação e coragem, eles não tiveram mais dúvidas. Hoje ela é uma grande executiva numa das grandes redes de lojas nos Estados Unidos.

Querido. Deus te ama muito. Deus quer resolver o teu problema. Mas o teu problema não está fora. Está dentro de você.

No meu segundo ano de Teologia, o Diretor da Faculdade me chamou para uma conversa:

― “Bullón, deixa de fazer teologia.”

― “Como assim?” ― perguntei.

―”Não vê que não tem condições de ser um pastor? Você não consegue falar em público. Agora mesmo está aí com dificuldades até para falar comigo. Desista, filho. Será melhor que mude de opção. Para não prejudicá-lo, farei com que esses dois anos  de estudos sejam aproveitados em outro curso.”

Eu saí dali profundamente entristecido e fui me esconder numa plantação de milho para orar ao meu Deus. “Senhor qual é o meu problema? Por que tenho tanto medo de falar às pessoas? Quero ser um pastor. Sinto que me chamaste pra isto. Mas se queres mesmo que me torne um pregador, por favor arranca esse medo de mim.”

Deus me ouviu ali, e me curou. Em meu ministério, Ele me deu a alegria de poder pregar tanto para pequenos grupos como para multidões, sem receio.

Querido. Você é o ser mais precioso que Deus tem nesta terra. Deus te ama muito. Aquele problema que não está fora, mas dentro de você, Deus quer resolver. Vá a Deus. Peça para que Ele te cure por dentro. Como Pedro, olhe para Jesus e você poderá andar sobre as águas, no meio da escuridão e das tempestades da vida. Deus te abençoe.

* Ainda que narrado em primeira pessoa, não se reproduz aqui “ipsis literis” o sermão, mas somente o extrato e o encadeamento das idéias principais.

 

 

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