Publicado em Livros, Reflexões, Testemunhos

O Poder Criativo do Nada!!


Como já mencionei anteriormente, eu tinha perdido minha fé quando cheguei aos últimos anos do colegial. Uma vez que minha maior ambição naquela época era tornar-me um cientista, devotei todo o meu tempo livre à leitura de livros de ciência – qualquer livro de ciência que pudesse ter em minhas mãos.

Estou falando dos idos anos 60. O movimento pela Criação era ainda latente, e livros sobre criacionismo ou apologética eram escassos. A maioria das pessoas não sabia como pensar crítica e cientificamente sobre a evolução. Tudo o que estava disponível era a doutrinação evolucionista que permeava todos os livros de ciência. Já que não havia nenhum grande desafio da parte do outro lado, os escritores evolucionistas eram, muitas vezes, arrogantes nas suas alegações. Eles frequentemente atribuíam poderes criativos para tudo que fosse concebível.

Pior, “tudo” era considerado evidência da evolução. Se um macaco coçava a cabeça, isso era evidência da evolução. Se um gorila era atraído para uma parte lisa em seu próprio corpo (e este é um incidente real), aquilo também era evidência da evolução. Não havia rigor nos escritos desses evolucionistas porque não havia ainda uma cobrança significativa por demonstração objetiva.

Uma das palavras-chave vista por todo lado era “aleatoriedade”. Todo evolucionista falava em aleatoriedade e acaso cego porque nada mais resta a não ser essas duas coisas quando se abandona a ideia de Deus. Éramos fortemente doutrinados em livros de ciência com a ideia de que a aletoriedade e o acaso cego eram grandes criadores. Eles eram os grandes deuses da ciência. Eu fui totalmente levado por essa propaganda durante algum tempo. Até o dia em que li algo, que mudou tudo!!

Eu li sobre a Lei da Biogênese, que afirma, com efeito, que vida provém SOMENTE de vida preexistente. A pasteurização de alimentos e a esterilização de equipamentos cirúrgicos decorrem do fato de que os átomos, no alimento ou na arena médica, simplesmente não brigam entre si para se tornar germes.

A partir daí, foi um longo caminho até que meu professor não-teísta me desafiasse em público. Surpreendentemente, ele desafiou a minha pressuposição ateísta. E como sou grato a ele hoje!

Em todos estes anos uma coisa se tornou clara para mim: quer se trate de ratos em um canto escuro da sua barraca, ou germes em sua ferida, a vida provém apenas de vida preexistente. O acaso cego e a aleatoriedade não criam. O nada tem apenas um poder criativo, ou seja: “nada”! De modo contrário, aleatoriedade e acaso cego definitivamente “destroem” as coisas.

Abiogênese foi um termo cunhado para se contrapor à Biogênese. A palavra permanece tão ou mais infrutífera hoje do que quando foi cunhada. Todas as leis da física e da química vão contra a Abiogênese. O Nada (a aleatoriedade e o acaso cego) não é um criador. É somente um destruidor da ordem.

Dr. Philip C. Johnson

[Dr. Philip C. Johnson é físico, com conhecimentos em física quântica nuclear, inter alia. É também especializado em apologética cristã, arqueologia bíblica e em vários outros campos].
Com mínimas adaptações  a partir do original.