Publicado em Livros, Reflexões, Testemunhos

O Alcance de um Livro

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Quem relata a história a seguir é Márcio Ciseski*:


Eu trabalhava como gerente de um banco no sul do Brasil quando recebi pelo correio um exemplar do livro O Grande Conflito, enviado por Vânio, meu irmão que vivia na cidade de Itumbiara, Estado de Goiás. Um colportor vendera o livro para um amigo e este o presenteara.

Por ser de uma família tradicional católica, a leitura do livro me causou um grande impacto. Em contato com meu irmão, marcamos um encontro na casa da nossa mãe. Lá iríamos estudar o livro juntamente com a Bíblia.

Começamos a conversa às 19h30, com a Bíblia na mão, e fomos até às 6h da manhã seguinte. Minha mãe perguntou se eu estava louco e respondi que primeiro precisava estudar a Bíblia para avaliar, então daria a resposta. Isso levou minha mãe ao desespero.

Quanto mais estudava a Bíblia e o livro, mais eu me indignava com os erros que havia aprendido durante toda a minha vida. “Eu faço tudo errado!”, pensei, enquanto fechava o livro e tentava conciliar o sono.

No outro dia, mostrando os Dez Mandamentos na Bíblia, eu disse à minha esposa:

―Você sabia que não devemos ter nem adorar estes santos? Você sabia que o dia de guarda é o sábado e não o domingo?

― E agora, o que vamos fazer? – disse ela.

― Não conhecemos ninguém que procede assim. Vamos começar a guardá-lo de meia-noite a meia-noite.

Meses mais tarde, um colportor apresentou para Vânio o livro Patriarcas e Profetas. Vânio comprou dois exemplares e imediatamente enviou um para mim. Por meio desse livro, eu compreendi melhor a doutrina do sábado. Começamos a observá-lo de pôr-do-sol a pôr-do-sol.

A partir de então, toda sexta-feira à tarde, eu saía do banco e, chegando em casa, desligava o telefone. Passava o sábado jejuando, orando, lendo a Bíblia e os livros que havia recebido.

Logo, eu e minha esposa decidimos abandonar o uso de carnes imundas, cigarro e bebidas alcoólicas.

Um dia, recebi a notícia de que Vânio estava vendendo livros religiosos. Minha mãe pediu-me que viajasse para me encontrar com meu irmão e tirá-lo dessa atividade.

Eu e minha família pegamos o carro e viajamos 1.500 km até a cidade onde meu irmão vivia. Chegamos de surpresa e Vânio perguntou:

― O que vocês fazem aqui?

Respondi:

― Eu é que preciso de explicação sobre o que você anda fazendo.

― Estou colportando. – Disse Vânio.

― O que é isso? – perguntei.

Vânio explicou que os livros O Grande Conflito e Patriarcas e Profetas são publicados pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Colportar é a atividade de vender esses e outros livros cuja finalidade é apresentar a mensagem de Deus para o nosso tempo.

Fiquei emocionado e reverente diante do nome da igreja e lhe perguntei:

― Sétimo dia? Guarda o sábado? Mas como nunca vi ninguém dessa igreja?

Naquele fim de semana, minha família e eu estivemos numa igreja adventista pela primeira vez. Choramos muito de alegria, pois não estávamos loucos; existiam pessoas que criam na verdade da Bíblia igual a nós.

Finalmente, nós, os Ciseski, havíamos percebido que fazíamos parte de uma grande família. Antes de viajar de volta para minha cidade, comprei outros livros de Ellen White. Decidimos procurar uma igreja em Rio do Sul, Santa Catarina, onde vivíamos.

Na quarta-feira seguinte, após um dia de trabalho no banco, minha esposa, eu e nossos dois filhos nos dirigimos à igreja adventista. Depois do culto, o pastor perguntou quem éramos e onde morávamos.

Na sexta-feira, na hora do pôr-do-sol, ele nos visitou e constatou que já conhecíamos tudo sobre as doutrinas. Já havíamos lido vários livros do Espírito de Profecia e estávamos prontos para o batismo. No sábado seguinte, eu, minha esposa (Elena) e nossos dois filhos fomos batizados.

Pouco tempo depois, eu atendi a um chamado de Deus. Deixei o banco, tornei-me colportor-evangelista e, mais tarde, estudei no Seminário Adventista de Teologia, graduando-me como pastor.

Formado, preferi continuar atuando como colportor. Durante quatro anos, dediquei-me a apresentações e vendas massivas em grandes bancos e empresas. No entanto, a igreja continuou insistindo para que aceitasse uma função de liderança na obra de publicações.

Hoje, sou diretor de Publicações da União Nordeste-Brasileira. Lidero cerca de 800 colportores, incluindo os regulares e os estudantes.

Atualmente, 20 membros da minha família são adventistas. Cinco deles são pastores.

*Márcio Ciseski é Diretor de Publicações da União Nordeste-Brasileira.
Extraído do livro Homens e Mulheres de Fé (Casa, 2006), organizado pelo Pr. Almir Marroni, Diretor de Publicações da Divisão Sul-Americana.

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