Publicado em Livros, Reflexões

Como Vai Sua Biblioteca Virtual?

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C. S. Lews, Spurgeon, Max Lucado, Philip Yancey são nomes muito conhecidos entre os cristãos em geral. Ellen White, Morris Venden, Samuele Bacchiocchi, Arnaldo Cristianini, mais  conhecidos nos círculos adventistas. Todos esses são autores cujas obras  bem poderiam fazer parte da sua Biblioteca Virtual.

Mas onde encontrá-las reunidas numa página única, de fácil download?  Seguindo o ditado bíblico de que “melhor é serem dois do que um”, sugiro dois ótimos endereços com praticamente uma mesma lista de livros desses e de outros cristãos. Como não sei se a lista será atualizada  simultaneamente nos dois sites, é bom consultar os dois de vez em quando aqui e aqui.

Outra excelente opção de leitura eletrônica (que penso já ser conhecida de muitos, mas há a sempre a possibilidade de ser uma novidade para alguém) é o ellenwhitebooks, com livros completos de Ellen White  e um sistema de busca muito eficiente.

Entre as várias praticidades do e-book, podemos citar, obviamente, a vantagem da portabilidade. Vários livros podem ser armazenados, levados e lidos, por exemplo, num aparelho celular ou noutro gadget,  ocupando pouquíssimo espaço de memória. Facilidade de busca de termos ao longo do texto é outro recurso extremamente útil proporcionado pelo formato eletrônico, seja na hora de pequisar algo novo, seja naquela hora em que queremos encontrar um trecho que já lemos, mas não nos lembramos onde.

Há muitos aplicativos interessantes, programados para os mais diversos tipos de aparelhos, e muitas opções de conteúdo cristão em formato eletrônico (começando pela própria Bíblia) que  podem rechear HDs e cartões de memória sem invadir quase nada do espaço, já enorme, que muitos reservam para imagens, vídeos, mp3 e outros áudios em suas “máquinas”. Mas esse é um assunto correlato, que prefiro destacar em outro post.

Boa Leitura!

“Então o Espírito Santo disse a Felipe: Chegue perto dessa carruagem e acompanhe-a.
Felipe correu para perto da carruagem e ouviu o funcionário lendo o livro do profeta Isaías. Aí perguntou: ― O senhor entende o que está lendo?” Atos 8:29-30

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Publicado em Livros, Pensamentos, Reflexões

É Excelente Ser Cristão – É Cristão Ser Excelente

O primeiro livrinho que terminei de ler agora no início do novo ano foi “A Busca da Excelência”, de Ted Engstrom e Robert Larson (Editora Vida, 95 páginas). A edição original, em inglês, é de 1982. Num desses dias em que se tenta organizar uma estante desalinhada, ao vê-lo espremido entre outros livros maiores, mais ou menos da  mesma “idade”, achei que pudesse ser uma boa opção de leitura para as primeiras manhãs de janeiro. De fato, foi uma ótima escolha. Os trechos que compartilho aqui mostram que sua mensagem é atemporal e pode ser aplicada à prática em qualquer estágio do ano, ou da vida. Boas leituras em 2010!

O mais elevado e o melhor ― este deveria ser o alvo de cada filho ou filha de Deus. Se você não está esticando a si mesmo e aos seus talentos, pergunte a si próprio o por quê disso. E depois faça algo a respeito. Abra mão de suas pequenas ambições e creia num Deus grande. Lembre-se de que “Deus é maior”! Revolte-se contra sua própria mediocridade, e depois faça algo construtivo a fim de sair da velha rotina.

“Seja o que for/Por impossível que pareça/Seja qual for o obstáculo que se interponha entre você e ele/Se for nobre/Se for coerente com o reino de Deus, você deve desejá-lo ardentemente e esforçar-se por alcançá-lo.” (Charles Paul Conn)

Deus sempre escolheu usar pessoas como você e eu. Frágeis? Sim. Propensos a enganos? Claro que sim. Perfeitos? Nunca. Mas apesar de todas as coisas que pudermos arrolar de errado conosco, ainda há um grito que ecoa nos céus: “Eu amo vocês, e vocês são meus filhos.”

Esforçar-nos por alcançar a excelência em nosso trabalho, qualquer que seja ele, é não só nosso dever cristão, mas também uma forma básica de testemunho cristão.

Não fique aí parado…Faça alguma coisa. Há tantas coisas que fazer. Como posso decidir o que é realmente importante para mim e minha vida?…Se você enfrenta essa dificuldade, talvez o mais simples conselho de que necessite seja: Faça alguma coisa. Escolha um alvo e trabalhe a fim de alcançá-lo. Mais tarde você poderá modificá-lo, expandi-lo, ou mesmo substituí-lo por outro melhor. Mas, primeiro, tome  uma decisão. Decida-se a decidir.

“O estabelecimento de um alvo é o segredo de um viver bem-sucedido…sempre tenha o próximo alvo no fundo da mente, uma vez que a maior satisfação vem de perseguir um alvo, e não simplesmente de atingi-lo.” Art Kiev

Comece agora. Hoje. Não se prepare indefinidamente para fazer aquele curso, ou ensinar naquela classe bíblica, ou procurar aquela promoção. Faça-o agora. Se estiver apavorado, admita-o. Você verificará que basta a admissão do fato para acalmar-lhe o coração e desenrugar a sobrancelha.

Os “erros” são importantes. Seja você inventor, dona-de-casa, estudante, pastor, executivo, deve adotar o mesmo princípio que guiava a Edison em seu trabalho de laboratório: Aprender dos erros e continuar. Com efeito, absolutamente não os chame de erros; chame-os treinamento.

A Bíblia está repleta de exemplos do modo como Deus transformou os fracassos de pessoas ― e pecados perdoados ― em grandes triunfos. Esse é o seu negócio.

De Jesus se disse: “Tudo ele tem feito esplendidamente bem.” Um Jesus de mediocridade, um Jesus que pertence à média das pessoas, não é o da Bíblia. E se quisermos um modelo de alguém que correu riscos e viveu uma vida de excelência, não podemos encontrar nenhum melhor do que nosso Senhor… Jesus também disse que seus seguidores ― você e eu ― faríamos coisas maiores do que as que ele havia feito. Você já se perguntou se era isso mesmo que ele pretendia dizer? Se era, então necessitamos da sua disciplina e da sua coragem.

Ainda está em vigor uma antiga lei de poderoso efeito. Ela é tão velha quanto o lavrador que plantou a primeira semente há milhares de anos. Você colhe o que semeia. Se não lhe agradam as colheitas que estão crescendo ao redor de seus pés, talvez lhe convenha conferir e ver o que está plantando atualmente…um sorriso gera um sorriso. Pensamentos negativos estimulam o crescimento de mais pensamentos negativos.

Essa zona de mediocridade chamada de “crepúsculo cinzento” não é lugar para a pessoa comprometida com a vida de excelência ― e por certo não é lugar para um filho de Deus.

“Doenças da atitude”: Indiferença, Indecisão, Dúvida, Preocupação, Cautela em Excesso…estão sempre prontas para infestar e infeccionar o jardim da sua mente. Assim, esteja alerta. Semeie atitudes construtivas, que o conduzam um passo mais próximo, cada dia, dos alvos que você fixou para si próprio.

A maioria das pessoas em nosso país vive dia após dia abaixo de seu potencial concedido por Deus. “Você deve ter alguns grandes modelos.” (Sperry) Esses personagens podem ser líderes da comunidade, pastores, donas-de-casa, professores, pais, ou colaboradores. Observe-os cuidadosamente. Converse com eles. Descubra o que eles lêem. Investigue seus interesses…O sucesso deixa pistas. Examine as qualidades específicas que os colocam à parte: Disciplina pessoal, Visão, Otimismo, Senso de aventura, Coragem, Humildade, Humor, Confiança, Ira, Paciência, Integridade.

“A maioria das pessoas morre antes de plenamente nascida. Criatividade significa nascer antes que a pessoa morra.” (Eric Fromm) A criatividade foi embutida em cada um de nós; ela faz parte de nosso desenho. Sempre que não vivemos à altura de nossos poderes criativos estamos reduzindo a dimensão da vida que Deus tinha em mente para nós… Em um de seus livros, Earl A. Loomis Jr. faz importante pergunta: “Por que temos medo de aceitar nossas virtudes? Por que as ocultamos atrás de estimativas imprecisas e temores irrazoáveis?” Então ele propõe esta resposta: “Basicamente resistimos ao reconhecimento de nossos valores porque, uma vez reconhecidos, devem ser usados.”

Que há mais de atormentador do que reconhecer um potencial e então recusar-se a pô-lo a funcionar? É como possuir uma droga milagrosa capaz de salvar a vida de milhares de pessoas, mas guardá-la trancada a sete chaves. Somos convocados para tomar as energias que Deus nos deu e obrigá-las a realizar trabalho produtivo para nós mesmos e para os outros. Isso é o que significa ser criativo… Se você resolver deixar que seus talentos passem, esteja preparado para aceitar o severo veredicto daquela antiga lei: Aquilo que você se recusa a usar, certamente o perderá.

Acha você que poderia trabalhar na sua criatividade somente se as circunstâncias mudassem? Tolice. O ambiente “perfeito” ainda não foi inventado ― e provavelmente nunca o será… Agora é o momento para desenvolver novos hábitos, novos alvos, e novas perspectivas que dêem à sua vida uma qualidade que traga honra ao Deus que o amou de tal maneira que deu a vida por você. Não fique apenas pensando a esse respeito. Aja!

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Sobre Fé, Razão e Conhecimento

Defender que a ignorância é necessária para preservar a fé ou que a fé está em oposição ao conhecimento é o que muitos fazem na tentativa de que os cristãos sejam tomados como ignorantes por definição. Muitos cristãos podem ingenuamente ser levados a apoiar essa ideia, dando margem a falácias de materialistas. Gregory Koukl, fundador e presidente da “Stand for Reason”, faz um comentário sobre o assunto, que traduzi com algumas adaptações:

Céticos e mesmo alguns cristãos podem cometer um erro consistente quando tratam da relação entre fé e razão. Da parte de alguns cristãos, isso fica evidente quando deparamos perguntas como a seguinte (ou variações dela):  “Se há tantas evidências de Deus, então qual é a função da fé? Se nossa evidência para o cristianismo é tão grande que equivale a nos dar conhecimento de fatos que nós podemos saber com certeza, então isso não dispensa a fé e a lança fora da equação?” Percebam algo muito importante aqui. Essa perspectiva sustentada por muitos coloca a fé em oposição ao conhecimento. Estabelece uma relação inversa entre os dois, de tal forma que quando você aumenta um, você diminui o outro. Você aumenta o conhecimento, a fé diminui, porque, segundo essa visão, não se pode ter fé no que já se sabe. Fé é o que você exercita quando você não conhece. Isto caracterizaria a fé como uma espécie de “pensamento positivo” religioso, porque “pensamento positivo” é tudo o que resta quando você não sabe algo, ou seja, o conhecimento é o que você sabe, e fé é reservada para a ignorância. Isto é o que algumas pessoas pensam que Paulo queria dizer quando disse:  “Nós andamos por fé e não por vista.” Andamos por crer – Fé, não por conhecer- Vista. Se conhecemos, então já não é mais fé. Conhecimento, nessa equação, é o inimigo da fé; e os cristãos são orientados a ter fé.

Esta visão se mostra claramente falsa num exame mais detido das Escrituras. O oposto de conhecimento não é fé, é ignorância. E o oposto de fé não é conhecimento, é incredulidade. Infelizmente, há muitos cristãos que têm uma visão de fé que não é bíblica, abrindo espaço, às vezes, mesmo sem querer, ao materialismo, a principal cosmovisão rival do teísmo em nosso tempo. A Bíblia ensina que fé é confiar no que você sabe que é verdade, porque você tem razão para acreditar que é verdade. Isso pode ser exemplificado com várias passagens da Bíblia. Para citar uma, em Marcos 2, quando Jesus disse: “Para que saibais que o Filho do Homem tem o poder de perdoar pecados…”, porque Ele tinha acabado de dizer ao paralítico: “Seus pecados estão perdoados”, o povo ficou escandalizado. Naturalmente, ninguém podia ver se os pecados tinham realmente sido perdoados. Ele disse: “Para que saibais que eu tenho o poder de perdoar pecados, eu te digo, toma o teu leito e vai para casa.” O ato de cura era algo que podia assegurar a realidade, o conhecimento, a certeza, o fato de algo que não podiam ver: o perdão dos pecados. E foi isso que os inspirou à confiança. Eles tinham agora conhecimento de que o pecado fora perdoado, e, precisamente por isso, foram capazes de exercer confiança.

A fé não está baseada na ignorância, mas é um ato de confiança que se baseia no conhecimento, e o conhecimento é baseado na evidência.

O ateu olha para a equação mal construída sobre fé e conhecimento exatamente da mesma maneira que muitos cristãos enganados: “Existem coisas que você pode saber, e portanto não há necessidade de fé. A fé é o que você usa quando você é ignorante.” O raciocínio segue no sentido de que como a ciência e outros campos do conhecimento têm avançado, somos ignorantes sobre menos coisas. Portanto, nesta definição errônea de fé, as coisas em que nós podemos realmente exercer fé diminuem à medida que a ciência as explica. Fenômenos que poderíamos ter, na ignorância, atribuído a Deus, já foram explicados pela ciência, ou serão brevemente explicados. Com base neste ponto de vista sobre a fé, a hipótese Deus, então, tem cada vez menos poder explanatório, porque os mistérios estão dando lugar ao conhecimento e à ciência. O ateu espera que o conhecimento e a fé sejam polos opostos.

Mas ao contrário, a fé não é oposta ou contrária ao conhecimento. A expansão do conhecimento pela ciência, ou por qualquer outro meio, não é uma ameaça à fé e ao cristianismo. Se a fé envolve confiança no que sabemos, então quanto mais sabemos, mais oportunidade temos para confiar. Fé e conhecimento são companheiros que nos ajudam a colocar a nossa confiança em Deus.

No entendimento bíblico do conhecimento e da fé, à medida que aumenta o conhecimento, aumenta a capacidade de confiança, a capacidade de exercer a fé bíblica, que é um ato de confiança. Quanto mais sabemos sobre o intrincado design no universo, a realidade de Jesus, o Nazareno, o fato histórico da ressurreição, todas crenças verdadeiras e justificadas, mais podemos colocar nossa confiança no Deus que se fez homem em Jesus, ressuscitou dos mortos para nos resgatar da debilitante e finalmente mortal doença do pecado. Não há aqui “pensamento positivo” ou fé cega. Apenas um passo razoável de confiança em algo que temos boas razões para acreditar que é verdade. Esta é a visão bíblica sobre fé, que nada tem a ver com a visão do ateu.

*Texto adaptado a partir de um comentário transcrito aqui.