Publicado em Pensamentos, Perguntas e Respostas, Reflexões, Testemunhos

O Grande Quadro e a Bondade de Deus

 

 

Pergunta e resposta que  encontrei no Christian-Thinktank  . Glenn M. Miller, o autor do site, é quem responde. 

Pergunta:

Você não se cansa de dar todas essas explicações e desculpas para todas as coisas “ruins” no Antigo e no Novo Testamentos? Se houvesse uma, duas ou três delas, talvez não seria tão ruim. Mas há tantas, e quando alguém começa a tentar dar desculpas para todas, um “grande quadro” começa a surgir, e não é um belo quadro […] parece-me que você não percebe o “grande quadro” quando você fornece essas respostas detalhadas a perguntas muito específicas. As pessoas têm lançado um monte de razões para duvidar da bondade de Deus, e um monte de passagens perturbadoras. […] Não posso deixar de pensar que você perdeu a capacidade de ver a “floresta” por ter muito trabalho para lidar com cada “folha” e com cada “árvore”.

Resposta:

Curiosamente, foi na verdade o “grande quadro” que me deu maior confiança em lidar com esses tipos de perguntas.

Antes de todos estes estudos, eu tinha uma “grande quadro” – vago e amargo –  dessas questões, por não tê-las estudado de perto, e, portanto, eram “questões importunantes” e coisas que me incomodavam (perguntas para as quais eu esperava encontrar respostas um dia).

Mas depois que comecei a entrar nos detalhes, comecei a ver que de perto as questões pareciam muito diferentes e revelavam coisas melhores, provavelmente não percebidas por um leitor casual. Eu comecei a ver como algumas das acusações eram simples difamação, daqueles que constroem ambiguidades de forma negativa.

Percebi como muitas das questões mais estereotipadas (por exemplo, os escravos, as mulheres, a punição) tinham belíssimas estruturas escondidas sob a superfície (por exemplo, o impulso anti-escravidão, a visão muito progressista e a proteção das mulheres, o núcleo humano e construtivo da legislação).

Eu vi como todo o conjunto foi concebido para apoiar a celebração da comunidade (por exemplo, os sacrifícios), a compaixão para com os desfavorecidos (por exemplo, os dízimos, as leis), a liberdade individual e a alegria (por exemplo, a redenção e a reconciliação). Eu ficava constantemente admirado com o tempo que Deus esperava antes de visitar pessoas com juízos, e como Ele lhes implorava persistentemente por honestidade, fidelidade e bondade.

Eu também vi um padrão interessante: quanto mais cruelmente e impiedosamente as pessoas tratavam umas às outras, mais os profetas falavam de julgamento e da ira de Deus (em vez de sua “benção”). O Antigo Testamento contém uma porcentagem surpreendentemente grande (dado que Deus não tem prazer em punição e advertências) de linguagem forte da parte de Deus sobre julgamento, punição etc, e embora todos esses oráculos de juízo possam ser literalmente lidos em voz alta em menos de uma semana de tempo, eles variavam em freqüência, duração, intensidade e vivacidade em relação com o “nível” das atrocidades reais das pessoas a quem foram dirigidas.

Em outras palavras, se Israel tivesse praticado a Lei internamente, amando a Deus e uns aos outros verdadeiramente, todos os “oráculos de juízo” teriam sido anunciados apenas contra as nações invasoras. Tivesse Israel cumprido a tarefa que lhe foi designada, de ser um reino de sacerdotes – modelando a beleza de uma cultura onde Deus habita no coração dos adoradores – ensinando às nações Sua Lei, e intercedendo uns pelos outros diante do Senhor, poderia não ter havido NENHUM “oráculo de juízo”.

Assim, grande parte das situações desagradáveis e das fortes reprovações que encontramos na Bíblia se deve diretamente aos atos, atitudes e hábitos desagradáveis que NÓS manifestamos uns aos outros.

Embora algumas vezes receoso a princípio, quando me aprofundei no assunto, percebi que as “razões para duvidar da bondade de Deus” evaporaram, e eu fui deixado com o seu oposto – razão para confiar em sua sabedoria e graça, e admiração pela bondade de Seu coração. Mesmo em casos muito difíceis, havia ainda mais do que razão suficiente para dar a Deus “o benefício da dúvida”. E muitas dessas acusações eram baseadas em compreensões falhas da história bíblica (normalmente) ou inadequado ou não equilibrado entendimento teológico (muitas vezes).

O que emergiu foi um outro “grande quadro”, diferente daquele que você sugere: O padrão destes supostos “crimes” de Deus (supostamente a me dizer algo sobre Deus), terminou, depois de um estudo aprofundado, por ser apenas um padrão de acusações injustificadas (a me dizer algo sobre os acusadores).

A “floresta” é muito, muito visível para mim – a linha de tendência é muito clara. Em um contexto histórico cheio de atrocidade e desespero, a história da interferência de Deus na história entrecruza este mundo “doloroso, aqui e agora” e traz a ele vida, luz, calor, graça e transformação.

Um comentário em “O Grande Quadro e a Bondade de Deus

  1. A reflexão é de inteira beleza e importância para nós “servos” que buscamos conhecer + de seu Deus e Senhor. Seria interessante + aprofundamento no texto, trazendo detalhes + explicados. Na bíblia temos um texto sábio sobre o entendimento à respeito de Deus. Gosto de meditar sempre : Rm. 1: 19-20.

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