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Sobre Stephen Hawking, Criação Espontânea e Conjecturas Imaginárias

 

 

 

 

 

 

 

Se você tem uma caixa e ela é totalmente vedada, à prova de ar, à prova de água, etc e não há nada dentro dela (gás nenhum, absolutamente nada), se você deixar a caixa tal como é por trilhões e trilhões de anos, o que terá no final desse período? Uma caixa com nada dentro. Stephen Hawking é um homem muito inteligente, sem dúvida, mas a sua amada física provou que não se pode fazer alguma coisa do nada. Criação espontânea é só “wishful thinking”/ilusão. Não há absolutamente nenhuma evidência para isso.  Já o argumento para Deus pode ser resumido assim:

* Algo existe.
* Você não pode obter algo do nada.
* É necessário, então, que exista algo eterno.
* A ciência tem refutado o conceito de um universo eterno.
* Portanto, Deus existe.

Apenas pense sobre isso de forma lógica.

Comentário de  Bob, Norfolk, 3/9/2010 9:32 a um artigo do DailyMail.

O professor Hawkins e seu secto de ateus falam sobre a Teoria do Big Bang como o início das coisas. Mas como um cientista ele deveria ser o primeiro a saber que há um mundo de diferença entre a teoria e a realidade. Teoria, a menos que apresente provas, é apenas uma opinião superestimada. Assim, enquanto Hawkins tenta descartar a fé por meio de sua teoria, ele está mostrando que é de fato um dos maiores crentes. Ele apenas não acredita em Deus, enquanto alguns de nós acreditamos. Essa é a única diferença. O professor Hawkins deveria ouvir as palavras do físico Hannes Alfven, ganhador do Prêmio Nobel, que uma vez comentou: “Temos que aprender novamente que a ciência sem contato com os experimentos é um empreendimento muito provavelmente fadado a se perder completamente em conjecturas imaginárias”. Como ciência, o Big Bang é uma tal conjectura imaginária.

Comentário de Blessing Museki, London, United Kingdom, 3/9/2010 12:53 a um excelente artigo de John Lennox, com versão em português aqui (um trecho ao final deste post).

A tentativa de Hawking de evitar a conclusão poderosa do Argumento Cosmológico Kalam não funciona, porque ele continua tentando empregar as leis do universo físico antes que elas existissem. Ele alega que a lei inevitável da física trouxe tudo à existência. Mas, ei, a lei da física não existia antes do início do universo, assim como poderia uma lei inexistente trazer alguma coisa? E, chamar isso de “inevitável” não faz com que seja mais convincente.

Ele escreve: “Por haver uma lei como a gravidade, o universo pode e irá criar-se a partir do nada.” Mas a lei da gravidade não existia, portanto, não poderia causar nada. Gravidade e todas as leis da física vieram a existir juntamente com o universo físico. Elas fazem parte do universo físico. Elas não são inevitáveis e não podem causar a si mesmas.

Nada do mundo físico existia antes do universo. Temos que ter isso bem claro – nada! Nada absolutamente – nem leis da física, nem matéria com que se trabalhar a fim de fazer as coisas acontecerem, a fim de trazer alguma coisa à existência…

Melinda Penner, Stand to Reason.

Hawking reconheceu que o trabalho dele “está na fronteira entre ciência e religião, mas eu tenho tentado ficar no lado científico da fronteira.” Isso parece um comentário estranho, dado o fato de que ele tão rotineiramente cruza essa fronteira.

[…] [ Hawking ] parece imaginar Deus só em termos de uma divindade deísta e um “Deus das lacunas”, que serve como uma explicação causal somente quando todas as teorias naturalistas se esgotam. Para dizer o mínimo, os escritos de Hawking devem prevenirr os cristãos de se refugiarem em qualquer forma de argumento teológico “Deus das lacunas”. Se invocarmos a Deus apenas quando ficarmos sem outras explicações, o veremos desaparecer em uma nuvem de teorias e concessões teológicas intermináveis.

O Deus da Bíblia não é apenas uma Causa Primeira – Ele é o soberano Criador e Mantenedor de tudo o que é, que governa o universo pela Sua Palavra. Os cristãos devem reconhecer o “Deus das lacunas” como um falso ídolo da concessão teológica. Além disso, os cristãos devem compreender também que qualquer admissão científica de Deus como Causa Primeira possível, porém sem uma contínua soberania sobre a criação não é motivo para comemoração. O Deus trino não pode ser reduzido a uma Causa Primeira, entre outras causas.

[…] O professor Stephen Hawking é um ser humano notável. Sua coragem e tenacidade são uma inspiração para todos. Seus trabalhos sobre a teoria da gravidade mudaram a forma como o campo da física é ensinada. Mas, quando ele cruza essa fronteira da ciência à teologia, sua visão de mundo o leva a um desastre horroroso. “The Grand Design” é mais uma tentativa de celebrar o design deslumbrante do universo, negando a existência de um Designer. Não será a última.

Albert Mohler – The Southern Baptist Theological Seminary

Teorias e cenários físicos são meras estórias matemáticas.[…] Como Hawking uma vez compreendeu, equações podem se tornar uma descrição acurada de alguma realidade, mas não podem “conferir” realidade às coisas que descrevem.[…] Há duas respostas para a pergunta: “Por que existe alguma coisa em vez de nada?” O ateu responde: “Não há nenhuma explicação.” O teísta responde: “Deus”. Uma defesa inteligente pode ser feita para qualquer das respostas. Mas dizer que as leis da física por si só respondem à pergunta é a mais pura bobagem, como o próprio Hawking uma vez percebeu.

Stephen Barr, citado por Bill Pratt

[…] o princípio “uma coisa não pode vir do nada sem uma causa” é um princípio filosófico metafisicamente necessário, que se conhece a priori a partir de uma análise do “nada” que, como se vê, é a ausência completa de qualquer coisa, inclusive propriedades, relações, poderes causais, e assim por diante. Assim, “nada” não é algum tipo de coisa sombria que poderia servir como um material ou causa eficiente. Note cuidadosamente que este princípio não é científico, não é uma generalização empírica, mas uma verdade necessária da filosofia.

O fato de que muitas pessoas têm sido influenciadas pelas reivindicações de Hawking e Mlodinow é triste para mim. Aqui está o porquê: em épocas anteriores, quando as pessoas em média sabiam mais filosofia, estas alegações seriam simplesmente risíveis, porque são afirmações filosóficas feitas por cientistas que têm pouca ou nenhuma formação filosófica. Assim, por mais brilhantes que sejam em seu próprio campo, Hawking e Mlodinow são leigos quando se trata dessa relevante questão. Mas vivemos em uma cultura cientificista. Quando um cientista fala, ele é considerado uma autoridade independente de qual seja o tema. E esta atitude reflete negativamente o nível educacional da população. Assim, a questão mais profunda para mim em tudo isso não é se o universo poderia vir a existir ou não a partir do nada, sem uma causa. Mas, sim, o cientificismo, que se situa no coração da cultura ocidental. Sempre acreditei que o naturalismo filosófico, com seu cientificismo injustificado, ajudou a criar uma cultura intelectual não apurada, e este caso é uma razão pela qual eu penso desta forma.

J.P. Moreland

Em resumo, apesar das badaladas afirmações de Hawking e Mlodinow e das críticas constantes à crença religiosa ao longo deste livro, na verdade há proveito real nele para os crentes religiosos, especialmente para aqueles interessados em teologia natural. Com relação ao Argumento Cosmológico Kalam, a teoria preferida dos autores afirma o fato de um princípio absoluto do tempo e do universo, que é a premissa fundamental do argumento. Com relação ao argumento teleológico baseado no ajuste fino, os autores afirmam o fato do aparentemente miraculoso ajuste fino do universo para vida inteligente. Além disso, eles concordam que o  ajuste fino não pode ser plausivelmente explicado como resultado da necessidade física ou por acaso… […] O livro deles acaba por ser bastante favorável à existência de um Criador e Designer transcendente do cosmos.

William Lane Craig, Reasonable Faith

Em seu último livro, “The Grand Design”, Hawking concentrou sua esperança de eliminar Deus na teoria-M, uma teoria sem qualquer suporte experimental, nem mesmo uma teoria da física. Não se provou que a teoria-M é matematicamente consistente. Nem foi provado que Deus tenha sido eliminado da teoria-M. Há sinais inquietantes (para Hawking e companhia) de que Ele também é inevitável na Teoria-M, como O é na gravidade de  Einstein e na gravidade quântica.

A despeito do que a imprensa ateísta esteja dizendo, as coisas se mostram ruins para o ateísmo hoje. E é extraordinária a distância até onde vai um ateu como Hawking para evitar o óbvio: Deus existe.

Frank J. Tipler

Se Hawking acha que há alguma lei ou princípio que explica a existência do universo, ele deve ter em mente uma lei metafísica ao invés de uma lei física. A menos que eu esteja muito enganado, a lei da gravidade é uma lei física. Parece que Hawking pretende deixar para trás a Física (um assunto sobre o qual ele é eminentemente qualificado para falar) e entrar no campo da metafísica (um assunto sobre o qual ele não tem conhecimentos especializados, tanto quanto eu saiba). É mais do que irônico, portanto, ver Hawking declarar na primeira página de seu novo livro que a filosofia “está morta.” Se a filosofia está morta, porque é que Hawking agora se volta para a filosofia? Não, a filosofia está em muito boa saúde, apesar dos maus-tratos freqüentes que sofre nas mãos dos cientistas.

James Anderson, Professor Assistente de Teologia e Filosofia no Reformed Theological Seminary

É fascinante que Hawking, em ataque à religião, sinta-se compelido a colocar tanta ênfase na teoria do Big Bang. Porque, mesmo que os não-crentes não gostem, o Big Bang combina exatamente com a narrativa da criação cristã.  Daí porque, antes do Big Bang se tornar usual, vários cientistas se empenharam em descartá-lo, já que ele parecia apoiar a história da Bíblia. Alguns aderiram à visão aristotélica do ‘universo eterno’ sem início ou fim; mas esta teoria, e recentes variantes dela, estão agora profundamente desacreditadas.

Mas apoio à existência de Deus vai muito além da esfera da ciência. Dentro da fé cristã, há também a poderosa evidência de que Deus Se revelou à Humanidade através de Jesus Cristo, há dois milênios. Isto está bem documentado não apenas nas Escrituras e em outros testemunhos, mas igualmente na grande quantidade de descobertas arqueológicas.

John Lennox

5 comentários em “Sobre Stephen Hawking, Criação Espontânea e Conjecturas Imaginárias

  1. * Algo existe.
    * Você não pode obter algo do nada.
    * É necessário, então, que exista algo eterno.
    * A ciência tem refutado o conceito de um universo eterno.
    * Portanto, Deus existe.
    Ah, amigão! Já ouviu falar numa coisa chamada falácia non sequitur.

  2. Felipe,

    “Ah, amigão! Já ouviu falar numa coisa chamada falácia non sequitur.”

    Certamente. É fácil encontrar exemplos: basta procurar por silogismos que terminam com “portanto, Deus não existe.” 😉

  3. Certo, o Universo foi criado a partir do nada.
    Do que é feito o Universo?
    Matéria e Espaço.
    Matéria e Energia são a mesma coisa. Espaço e tempo estão interligados numa coisa só.
    Então, Energia/Matéria e Espaço-Tempo foram criados.
    Deus criou o Espaço, então criou o tempo, certo?
    Quanto tempo deus levou para criar o tempo?
    Essa é uma pergunta ilógica, como perguntar qual é o final do círculo, ou quantos lados tem um ponto.
    Resumindo, é impossível deus ter criado o tempo. O tempo criou-se expontaneamente.

  4. Olá Evandro!

    Questões sobre o tempo são complexas e superinteressantes…William Craig afirma: “Ao lado do conceito de Deus mesmo, não conheço conceito tão intrigante e intelectualmente enriquecedor quanto o conceito do tempo.Tente colocar Deus e o tempo juntos e você terá material de estudo para uma vida inteira.”

    Alguns pontos que pude extrair da leitura de alguns textos curtos dele sobre o assunto: apresentação da distinção de Newton entre o tempo absoluto, o tempo metafísico e nossas medidas físicas de tempo; o tempo não tem poderes causativos; sem a existência de eventos, o tempo não existe. Mas para que algum evento/ser surja a partir do nada (sair do estado de “nao-ser/existir” para “ser/existir”), tem que ser gerado por decisão e exercício de poder causal, o que não “bate” com as propriedades do próprio tempo. Isso “bate”, porém, com as propriedades de um agente livre, que transcende ao tempo ou está, digamos, além dele.

    O argumento de que por ser “atemporal” Deus não poderia criar o tempo foi usado por Brian Leftow, filósofo da Universidade de Oxford, mas parte da premissa falha de que a “atemporalidade” seria uma propriedade “essencial” de Deus. Mas ser atemporal (ou mesmo temporal) não é uma propriedade “essencial” de Deus, mas uma propriedade “contingente”; assim, como explica Craig: “Existindo eternamente sozinho sem o Universo, Deus pode desejar restringir-se de criar e assim permanecer atemporal; ou pode desejar criar o Universo e se tornar temporal ao primeiro exercício de seu poder causal.”

    Portanto, não é impossível para Deus, sendo atemporal, criar o tempo. Na teoria relacional do tempo, o tempo é logicamente posterior à ocorrência de algum evento. Tudo o que Deus faz é agir e o tempo passa a ser gerado como consequência. Então, Deus tanto pode criar o tempo como existir nesse tempo.
    A criação do tempo é simultânea ao ato da criação…”No princípio criou Deus os céus e a terra.” Gên. 1:1 “Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles. Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir.” Salmos 33:6,9

    Numa tradução livre, um resumo da exposição de Craig:

    “Deus existe eternamente/atemporalmente (“timelessly”) sem a criação e temporalmente desde o momento da criação. Deus existe eternamente/atemporalmente (“timelessly”) sem o universo com a intenção atemporal de criar um universo com um começo. Ele exerce o seu poder causal, e o tempo, como resultado, vem a existir, juntamente com o primeiro estado do Universo; a partir daí, Deus entra livremente no tempo.”

    Fonte principal: http://www.reasonablefaith.org/god-time-and-creation

  5. Olá, Evandro Roxa! Você mesmo deu resposta a sua pergunta. Se o círculo não tem começo nem fim, logo o círculo é uma resposta básica de a sua questão para dizer: Eu existo sempre! Para Deus o passado e futuro sempre será um eterno presente.

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