Publicado em Comemorações, Música, Perguntas e Respostas

Aleluia! Aleluia! הַלְלוּיָהּ Halləluya!

Aleluia! Neste vídeo muito interessante (ver link ao final), é a palavra que começa e que termina a música. Os coristas a repetem quase cinquenta vezes. Mas será que os ouvintes entendem aquilo que estão ouvindo?

A Wikipedia nos diz que “Aleluia é uma transliteração do hebraico הַלְלוּיָהּ (Halləluyahebraico padrão ou Halləlûyāh tiberiano – lendo-se da direita para a esquerda, como se faz em hebraico). A primeira parte da palavra Hallelu (הַלְּלוּ) significa “Louvem! Adorem!” ou “Elogio”; a segunda parte da palavra é Yah (Jah) (יָהּ), uma forma abreviada do nome de Deus, Javé. Yah ou Jah constitui a primeira metade do Tetragrama הוהי,(YHWH, IHVH, JHVH), o nome do Deus da Bíblia, pronunciado em português como Iawé ou Javé. Yah escreve-se com as letras yod (י)he (ה), respectivamente a décima e a quinta letra do alfabeto hebraico. Portanto, aleluia significa “Louvem Deus Javé“, ou “Adorem Deus Javé“, ou “Elogio Deus Javé“.”

A palavra aparece 24 vezes no Velho Testamento e quatro vezes no Novo Testamento (apenas no livro do Apocalipse, transliterado em grego como Αλληλούια). Foi com base em trechos do livro do Apocalipse que Handel compôs a peça de encerramento da parte II do oratório mais interpretado de nosso tempo: O Messias. O trecho mais conhecido do Coro Aleluia é uma musicalização da parte final do versículo 6 de Apocalipse 19:

“E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina.” Apoc. 19:6

O texto introdutório de uma das publicações da partitura de O Messias informa que Handel escreveu o oratório em 1741, “depois de 23 dias de atividade fervorosa. Às vezes ele se fechava em seu quarto e ficava tão absorto, preocupado em terminar a obra, que se esquecia das refeições. Um dia o seu mordomo o encontrou sentado, com o olhar fixo e distante, aparentemente alheio a tudo, exceto à obra que estava criando. Mais tarde Handel mesmo disse: ‘Pensei que tivesse visto todo o céu diante de mim e o Grande Deus’.” (O Messias, I Parte, Editora JUERP)

São muitas as razões que fazem com que o Aleluia receba atenção especial: a sonoridade imponente, a feliz conjugação da emoção que brota do texto com a vivacidade e a empolgação que irrompem da música, a evocação de uma cena grandiosa…(impossível cantar essa música, num louvor sincero, sem se sentir integrante da mesma “grande multidão”, mostrada a João em visão)

Já ouvi (e também cantei) o Aleluia de Handel em várias ocasiões. Em concertos, encontros de coros, escolas, igrejas…É uma experiência que só alcança seu potencial e sentido completo com o reconhecimento, por parte de cantores e ouvintes, de que “Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus.” Apoc. 19:1

Recentemente um coro muito criativo decidiu surpreender, com a música, alguns ouvintes num ambiente urbano muito frequentado.

O resultado você vê aqui.

Aleluia! Deus seja louvado! Sempre e sempre!

 

 

 

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