Publicado em Notícias, Pensamentos, Reflexões

Não Há Notícia Ruim para o Evolucionismo ou Como a Evolução Transforma Veneno em Vinho

 

Post publicado ainda antes da agitação gerada pelo anúncio da Nasa sobre bactéria que substituiria fósforo por arsênio e das críticas que se seguiram ao anúncio. Mesmo assim…
Não há notícia ruim para quem é evolucionista. Se novas espécies aparecem abruptamente no registro fóssil, isto significa apenas que a evolução funciona aos jatos. Se as espécies persistem então, por eras, com pequenas modificações, isso é apenas porque a evolução tira longas férias. Se mecanismos inteligentes são descobertos na biologia, significa apenas que a evolução é mais inteligente do que imaginávamos. Se “designs” notavelmente semelhantes são encontrados em espécies distantes, isso apenas significa que a evolução se repete. Se diferenças significativas são encontradas em espécies aparentadas, significa apenas que a evolução, algumas vezes, introduz novos “designs” rapidamente. Se nenhum mecanismo provável pode ser encontrado para a mudança em grande escala que a evolução requer, isso apenas significa que a evolução é misteriosa. Se a adaptação responde a sinais do ambiente, isso apenas significa que a evolução tem mais visão do que se pensava. Se as principais previsões da evolução se mostram falsas, isso significa apenas que a evolução é mais complexa do que pensávamos. Então, com a falsificação de hoje, embora falsifique uma das previsões mais valorizadas da evolução, não será diferente. Mais uma vez, os evolucionistas têm uma grande notícia.

De acordo com os evolucionistas, uma das evidências mais poderosas para a sua noção de que o mundo veio a surgir de alguma forma por si só, é a unidade básica da bioquímica fundamental da biologia. Desde o armazenamento de informações na macromolécula de DNA ao metabolismo de base, os mesmos “designs” são encontrados em todo o amplo espectro da biologia. Como Niles Eldredge afirma:

A noção básica de que a vida evoluiu passa seu teste mais severo com louvor: a uniformidade química básica da vida, e a infinidade de padrões de semelhanças especiais compartilhados por pequenos grupos de organismos mais intimamente relacionados, todos apontam para um padrão geral de descendência com modificação.

Da mesma forma, Christian de Duve triunfantemente declarou:

A vida é uma só. Este fato, implicitamente reconhecido pelo uso de uma única palavra para englobar objetos tão diferentes como as árvores, cogumelos, peixes e seres humanos, já foi estabelecido sem margem para dúvidas. Cada avanço no poder de resolução dos nossos instrumentos, desde o começo hesitante da microscopia pouco mais de três séculos atrás até às técnicas incisivas de biologia molecular, reforçou ainda mais a visão de que todos os organismos vivos existentes são construídas com os mesmos materiais, funcionam de acordo com os mesmos princípios, e, de fato, estão realmente relacionados. Todos são descendentes de uma única forma de vida ancestral. Este fato já está estabelecido graças ao seqüenciamento comparativo de proteínas e ácidos nucléicos.

“As macromoléculas essenciais da vida”, explicou o filósofo Michael Ruse, “falam tão eloquentemente sobre o passado quanto qualquer outro nível do mundo biológico.”

Com tão altas considerações elogiosas, alguém pode pensar que indicações contrárias trariam grandes problemas para os evolucionistas. Se uma observação é uma evidência tão poderosa em favor de uma teoria, então não seria a falsificação desta observação um poderoso argumento contra a mesma teoria?

Não exatamente, porque esta não é uma teoria comum.

Quando se descobriu que o aparelho de replicação do DNA – um processo bioquímico fundamental  – era significativamente diferente entre espécies diferentes, os evolucionistas se mantiveram imperturbáveis. Aquelas versões diferentes de replicação do DNA, eles nos disseram, provavelmente evoluíram de forma independente. Ou talvez divergiram. De qualquer forma elas evoluíram, isso é certo.

Agora, na sequência, temos a unidade fundamental de energia, a molécula de ATP (adenosina trifosfato), que fornece a energia química para tudo, desde o pensamento ao movimento dos músculos. Você acreditaria que não é universal, como foi ensinado nas aulas de biologia do ensino médio?

E se em vez de fósforo, algumas espécies acabassem por usar arsênico? Isso mesmo, arsênico – o veneno. Isso não seria precisamente um ajuste pequeno de design. Na verdade, seria mais uma falsificação de uma das mais alardeadas previsões da evolução.

E qual seria a “saída” evolucionista? Fácil: nos seria dito que tal constatação monumental nos diz mais sobre como a evolução funciona. Na verdade, isso não nos diz quão incrivelmente flexíveis são os designs da evolução e, portanto, quanta variedade nós devemos esperar da evidência de vida extraterrestre?

Isso mesmo. A falsificação de uma importante previsão da evolução, num lance brilhante, é invertida. Com facilidade, pode ser convertida em uma evidência de vida extraterrestre. A Evolução transforma veneno em vinho.

Original publicado em inglês no Darwin’s God (Cornelius Hunter)

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