Publicado em CIência, Livros, Pensamentos, Perguntas e Respostas, Reflexões

50 Prêmios Nobel e Outros Grandes Cientistas que Acreditam em Deus

 

E-book muito valioso, este editado por Tihomir Dimitrov  (grátis aqui, em inglês e em russo). Trata-se de uma compilação do pensamento de vários Prêmios Nobel, cientistas, filósofos e estadistas a respeito de Deus e religião. Mesmo sem representar algumas vezes, no que se refere à crença ou ao conceito de Deus, a síntese definitiva do pensamento de quem está sendo citado, as declarações são muito interessantes e  revelam momentos específicos de reflexão. Segue a introdução, escrita pelo próprio Dimitrov, acompanhada de umas poucas citações pinçadas do livro (mais versões em futuros posts).

O livro 50 Prêmios Nobel e outros grandes cientistas que acreditam em Deus reúne citações bem-documentadas de alguns dos mais influentes cientistas e escritores do mundo.

Durante minha pesquisa de 11 anos, estudei centenas de livros, artigos e cartas – principalmente as encontradas nos arquivos da National Library of Bulgaria (Sofia), da Biblioteca Comunale di Milano e da Austrian National Library (Viena). Também troquei correspondência com muitos cientistas contemporâneos ganhadores do Prêmio Nobel, os quais partilharam suas crenças pessoais a respeito de Deus.

Eu acredito que este livro pode inspirar os que creem, trazer esperança aos pesquisadores e desafiar aqueles que pensam que a religião e a ciência contemporânea vivem um conflito insuperável.

 

  • Einstein, Prêmio Nobel de Física 

“Quanto mais penetramos nos segredos da natureza, tanto maior se torna o nosso respeito por Deus”. (Einstein, citado em Brian 1996, 119)

“Você aceita o Jesus histórico?

– Sem dúvida! Ninguém pode ler os Evangelhos sem sentir a presença real de Jesus. A sua personalidade pulsa em cada palavra. Nenhum mito é preenchido com tanta vida” (Einstein, citado em Viereck 1929, ver também Einstein, citado na revista alemã Geisteskampf der Gegenwart, Guetersloh, 1930, S. 235).”

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  • Max Planck, Prêmio Nobel de Física
“Que Deus existia antes de existirem seres humanos na Terra, que Ele tem o mundo inteiro, crentes e não crentes, em Sua mão onipotente por toda a eternidade, e que Ele continuará a ser entronizado em um nível inacessível à compreensão humana muito tempo depois de a Terra e de tudo o que está sobre ela passar a ruínas; aqueles que professam essa fé e que, inspirados por ela, em veneração e total confiança, sentem-se seguros dos perigos da vida sob a proteção do Todo-Poderoso, somente esses podem se incluir entre os verdadeiramente religiosos.”  
(Planck, citado em Staguhn 1992, 152). 
 
 
Em seu livro “Where Is Science Going” (1932), Planck salientou:

“Nunca pode haver qualquer oposição real entre religião e ciência, porque uma é o complemento da outra. Cada pessoa séria e que reflita percebe, eu penso, que o elemento religioso em sua natureza deve ser reconhecido e cultivado, se todos os poderes da alma humana devem atuar em conjunto em perfeito equilíbrio e harmonia. E, de fato, não foi por acaso que os maiores pensadores de todas as épocas fossem almas profundamente religiosas.” Planck 1977, 168.

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  • Spinoza, Filósofo 

Spinoza via Jesus Cristo como um homem de gênio moral transcendente, destacando-se acima de Moisés e dos profetas. Via Jesus como Filho de Deus, mas não como um Deus. Ao discutir a natureza da visão profética, ele escreveu:

“Eu creio que nenhum homem jamais chegou à altura daquela perfeição singular, a não ser Cristo, a quem as ordenanças de Deus que levam os homens à salvação foram reveladas, e não em palavras ou visões, mas de forma imediata: de modo que Deus se manifestou aos apóstolos através da mente de Cristo, como outrora a Moisés por meio de uma voz no ar. E, portanto, a voz de Cristo pode ser chamada — assim como a que Moisés ouviu — a voz de Deus. Neste sentido, podemos também dizer que a sabedoria de Deus, isto é, uma sabedoria acima da sabedoria do homem, tomou a natureza humana em Cristo, e que Cristo é o caminho da salvação.” (Spinoza, como citado em Frederick Pollock, Spinoza: His Life and Philosophy, Adamant Media Corporation, Boston, 2000, 352).

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  • Jean-Paul Sartre, Filósofo  

Ao longo de sua carreira madura, o filósofo Jean-Paul Sartre foi um ateu militante. […] No entanto, durante os últimos meses do filósofo […] Em 1980, aproximando-se de sua morte, então cego, decrépito, mas ainda em plena posse de suas faculdades, Sartre chegou muito perto da crença em Deus, talvez até mais que muito perto.

A história pode ser contada brevemente, e talvez com reverência. […] É suficiente citar uma única frase do que Sartre disse, a seguir, para medir o grau de sua aceitação da graça de Deus […]:

“Eu não sinto que eu sou o produto do acaso, uma partícula de poeira no universo, mas alguém que foi esperado, preparado, prefigurado. Em suma, um ser que somente o Criador poderia colocar aqui, e essa idéia de uma mão criadora se refere a Deus.” (Ver Le Nouvel Observateur, 10-16th March 1980, N. 800, p. 56; e Hope Now: The 1980 Interviews, University of Chicago Press, 1996, 55).

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  • Arthur Compton, Prêmio Nobel de Física

Comentando sobre o primeiro versículo da Bíblia no Chicago Daily News (12 de abril de 1936), Arthur Compton afirmou seu ponto de vista religioso:

“Para mim, a fé começa com a percepção de que uma inteligência suprema trouxe o universo à existência e criou o homem. Não é difícil para mim ter essa fé, pois é incontroverso que onde há um plano, há inteligência. Um universo ordenado e desdobrado testifica a verdade da declaração mais majestosa jamais proferida: “No princípio… Deus …” [Gênesis 1, 1] ” (Compton 1936)

 

“Se a  religião deve ser  aceitável pela ciência é importante examinar a hipótese de uma inteligência que trabalha na natureza. A discussão das evidências de um Deus inteligente é tão antiga quanto a própria filosofia.
O argumento com base no design, embora muito comum, nunca foi devidamente refutado. Ao contrário, à medida que aprendemos mais sobre o nosso mundo, a probabilidade de que ele seja o resultado de  processos aleatórios torna-se mais e mais remota, de modo que, de fato, poucos são os homens de ciência hoje que irão defender uma atitude ateísta. ” (Compton 1935, 73 ).

 

 

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