Publicado em Livros, Pensamentos, Reflexões, Testemunhos

Cinco Razões Por Que os Historiadores Levam os Evangelhos a Sério

Há cinco razões por que os historiadores levam o material do Novo Testamento a sério.

Primeiro, os relatos são recentes em relação aos fatos descritos. As narrativas foram escritas muito próximo aos eventos que elas relatam.

Segundo, múltiplos documentos, independentes e de fonte primária corroboram uns aos outros. Além da obras de Mateus, Marcos, Lucas, João, e os escritos de Pedro e Paulo, 17  referências seculares juntamente com vasta evidência arqueológica corroboram os relatos canônicos.

Terceiro, os documentos do Novo Testamento incluem detalhes dos depoimentos de testemunhas oculares: horas do dia, condições meteorológicas, costumes locais, nomes de governantes provinciais, e outras minúcias características de relatos autênticos.

Quarto, os Evangelhos incluem detalhes embaraçosos. Os discípulos de Jesus são mesquinhos, lentos para compreender, arrogantes e infieis. Pedro nega a Cristo, o restante dos discípulos foge. Mulheres, não respeitadas no mundo antigo, são as primeiras a testemunhar o Cristo ressuscitado. Por que incluir esses detalhes desconcertantes se os Evangelhos são obras de ficção?

Quinto, não havia motivação para os escritores enganarem. Aqueles que mentem, o fazem por interesse próprio. Um testemunho que traz tormento, tortura e execução não se mostra como provável de ser fabricado. Os primeiros discípulos, aqueles que estavam em posição de saber a verdade, selaram seu testemunho com sangue. Pedro escreveu: “Porque não seguimos fábulas engenhosas quando vos fizemos conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade” (2 Pet. 1:16). Sua reivindicação corresponde aos fatos.

Na obra de maior sucesso sobre a História,História da Civilização, Will Duran, historiador ganhador do Prêmio Pulitzer, escreve:

A Alta Crítica tem aplicado ao Novo Testamento testes de autenticidade tão severos que, através deles, uma centena de preciosidades antigas, como por exemplo Hamurabi, Davi e Sócrates passariam a lendas. Apesar dos preconceitos teológicos dos evangelistas, eles registam muitos acontecimentos que meros inventores teriam escondido: a sua fuga após a prisão de Jesus, a negação de Pedro, o fato de Cristo não ter realizado milagres na Galiléia, a atribuição de possível insanidade por parte de alguns ouvintes, a incerteza inicial da sua missão, as suas confissões de ignorância em relação ao futuro, os seus momentos de amargura, o seu choro amargo na cruz.

Ninguém ao ler estas cenas pode duvidar da figura por detrás deles. Pensar que uns simples homens conseguiram, numa geração, inventar uma personalidade tão poderosa e apelativa, tão ética e tão inspiradora, seria um milagre mais incrível do que aqueles registados nos Evangelhos. Após dois séculos de Alta Crítica, a vida, carácter e ensinos de Cristo continuam razoavelmente claros e constituem a característica mais fascinante da História do homem ocidental.”

“Mas não é o Alcorão também historicamente preciso?” Alguém poderia perguntar. Possivelmente, mas só isso não é suficiente para mostrar vinculação sobrenatural. É necessário algo mais, o que leva ao segundo ponto: diferentemente do Alcorão, a Bíblia é um registro histórico de eventos sobrenaturais.
Os documentos históricos dos Evangelhos não apenas registram a reivindicação de Jesus de ser Deus. Eles também documentam fielmente os milagres e a ressurreição dos mortos que fundamentam esta alegação. Os atos poderosos de Jesus dão à sua palavra tremenda autoridade (João 20:30-31).
Se essas coisas realmente aconteceram, então Jesus não é um homem comum, e o livro que Ele endossou como de origem divina não é um livro comum. A História em si é aliada dos cristãos.
Em uma dramática reviravolta acadêmica sobre o Novo Testamento nos últimos 50 anos, a maioria dos estudiosos, mesmo os seculares, agora afirmam quatro fatos da História. Primeiro, Jesus de Nazaré morreu numa cruz romana e foi sepultado em um túmulo. Segundo, o túmulo estava vazio na manhã de domingo. Terceiro, várias pessoas (incluindo céticos como Tiago, irmão de Jesus, e Saulo) testemunharam o que eles pensavam ser o Jesus ressuscitado. Quarto, a crença na ressurreição foi a responsável pelo surgimento da igreja primitiva.
Os historiadores apenas não concordam quanto ao que melhor explica esses quatro fatos da história. Mas não há muitas opções. Nenhuma explicação se encaixa melhor na evidência do que aquela dada por aqueles discípulos anteriormente covardes, mas que agora colocam suas vidas em risco por este testemunho: Aquele que foi morto está vivo. Ele ressuscitou.
Sim, a Bíblia registra eventos sobrenaturais na história para apoiar suas reivindicações. E os documentos do Novo Testamento são os melhores documentos históricos do mundo antigo, quando examinados pelo padrão de pesquisa histórica livre das pressuposições naturalistas (anti-sobrenaturais).
Adaptado de:  Solid Ground/Stand to Reason (Greg Koukl)
Leia Também: A Dificuldade Ateísta em Usar a História a seu Favor (a Lógica do Sabino)

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