Publicado em Pensamentos, Perguntas e Respostas, Reflexões

O Ateu, o Cristão e a Moral

(Perspectiva) JÓNATAS: Claro. Caso contrário não existe critério. Isso mesmo já era reconhecido por homens com Fiodor Dostoyevsky, Jean Sartre, Richard Dawkins, etc. Podemos deixar os “dicta probandi” para mais tarde, para não sobrecarregar o texto. É sempre interessante obrigar o Ludwig a recuar.
“No sentido mais forte, “objectivo” quer dizer referente ao objecto. A carga do electrão é uma propriedade objectiva neste sentido.”
Exactamente. Assim como a matéria e a energia não podem ser criados nem destruídos por ninguém ou nenhum processo natural, a verdade, a bondade e a justiça também não podem ser criados nem destruídos. Uns e outros foram postos objectivamente por Deus.
“Mesmo que desaparecessem todos seres sensíveis do universo, todos os sujeitos, os electrões continuariam a ter a mesma carga. Mas se desaparecessem todos os sujeitos não haveria moral.”
Ela existiria sempre na natureza de Deus. Ele é verdade, bondade e justiça.
“Não pode haver moral objectiva, neste sentido forte, porque só os sujeitos têm valores. “
Deus é um sujeito, logo Deus tem valores.
“Os objectos, enquanto tal, não se portam nem mal nem bem.”
É verdade. Nós não somos mera poeira cósmica. Nós não somos objectos acidentais. Nós somos sujeitos porque formos criados à imagem e semelhança de um Sujeito.
“Além disso, se a moral fosse objectiva neste sentido não era preciso deuses para nada. “
Engana-se. A moral é objectiva porque Deus é um ser moral, com os valores da verdade, da bondade e da justiça. A moral é objectiva porque reflecte a natureza de Deus. Deus é o padrão.
“As coisas já seriam, por si, boas ou más, e postular um deus como fundamento da moral seria como postular um deus como fundamento para a carga do electrão.”
Não existe nenhuma outra explicação plausível para uma e para outro. Se não existe nenhum processo natural que crie matéria e energia, ambas só podem ter sido criadas por um processo sobrenatural.
“Há quem o faça, mas é disparate.”
Não é. As leis da física dizem-nos que o Universo não se pode ter criado a ele próprio nem pode ser infinito. Logo, ele precisa de um Deus eterno (sem princípio nem fim) que o tenha criado.
“Noutro sentido mais fraco, “objectivo” quer dizer simplesmente que não varia de sujeito para sujeito. E isto sim é uma parte importante da ética.”
Se não varia de sujeito para sujeito, é exactamente porque foi criada por alguém que tem autoridade sobre eles. Porque só assim é que a ética pode reclamar autoridade sobre os sujeitos.
“Os valores morais devem ser objectivos no sentido em que uma acção moralmente correcta para um dos intervenientes tem que ser moralmente correcta para todos. “
O problema é que mesmo esse princípio pode não ser aceite por todos. Deveria sê-lo? Talvez. Mas isso tem que ter uma fundamentação que transcenda os sujeitos.
LUDWIG: “Não posso dizer que é moral eu fazer uma coisa aos outros enquanto defendo ser imoral que ma façam a mim se as circunstâncias se inverterem.”
Mas, infelizmente, essa é a moralidade que muitos preferem. Porque estão errados? Quem determina isso? Com que autoridade?
“Mas mesmo com esta noção de objectividade é disparate assentar a moral num deus.”
A moral tem forçosamente que assentar num Deus. Caso contrário, não consegue reclamar qualquer legitimidade e autoridade sobre o ser humano.
“A moral só é objectiva por ser universal e invariante de sujeito para sujeito. Se o Jónatas quer eleger um sujeito como fonte única da moral então propõe uma moral subjectiva, e não importa que esse sujeito seja um deus ou que o escrevam com letra maiúscula.”
A moral é objectiva porque se baseia na natureza de um Deus absoluto, eterno, omnisciente e omnipotente. Não existe nada mais objectivo do que isso. Ela é objectiva porque todos os seres criados à imagem e semelhança de Deus estão vinculados por ela, quer queiram quer não queiram, e sofrerão as consequências da sua violação, quer queiram quer não queiram.
“Fundamentar as regras de conduta na vontade de um deus é rejeitar a ética.”
Pelo contrário. É afirmar a indisponibilidade de determinados valores e a justiça da sanção da sua violação.
“Por muito benevolente que esse deus seja, ou o que ele ordena é objectivo no sentido de não variar de sujeito para sujeito e então já seria moral mesmo que ele não o ordenasse, ou o que ele ordena não cumpre este requisito de objectividade e é imoral.”
Não é assim. O que Deus ordena é aquilo que é compatível com a sua natureza verdadeira, justa e boa. A lei moral não exprime uma vontade arbitrária, mas uma natureza imutável. O que significa que um Deus verdadeiro, justo e bom necessariamente pune a mentira, a injustiça e a maldade.
“Seja como for, não é o deus que pode dar a moral.”
Só Deus é que pode dar moral. Caso contrário, cada um daria a sua própria moral, de acordo com os seus próprios interesses e conveniências. Infelizmente é isso que acontece muitas vezes.
““Não matarás” é uma boa regra moral se for uma regra universal aplicada a todos os sujeitos em certas condições.”
Deveria ser. Deus é um Deus de vida. A morte é sempre pecado e consequência do pecado. A Bíblia é bem clara. A Bíblia não deixa qualquer margem para a luta pela sobrevivência do mais apto. Se fosse assim, o facto de Caim matar Abel teria sido biologicamente justo, porque o mais forte havia triunfado sobre o mais fraco.
“Mas se vem de um deus que volta e meia massacra quem lhe apetece não é uma regra moral.”
Deus não massacra quem lhe apetece. Deus é santo e justo, e castiga toda a maldade. Se o ser humano não fizer mal, Deus não o castiga. Mas mesmo fazendo o ser humano mal, Deus quer perdoar e dar a vida eterna, mostrando o seu amor pelo ser humano.
“É um capricho de um ditador sem escrúpulos.”
Castigar o mal justamente não é ditadura sem escrúpulos. É essencial a qualquer sociedade. Caso contrário seria possível roubar, matar, destruir, violar, sem qualquer receio. Uma sociedade assim seria insuportável. Deus não é um ditador. Ele deu-nos a sua lei moral e colocou-a nas nossas consciências.
“Na prática, o que os crentes como o Jónatas propõem é ainda pior. Apesar do que o Jónatas afirma, não é verdade que ele tenha contacto directo com o seu suposto deus. “
Isso é uma afirmação científica? É suportada pela observação ou pela experiência? Ou será uma afirmação ideológica?
“O que ele propõe como fonte da moral são normas que, além de subjectivas, nem sequer foram elaboradas com uma motivação ética.”
A motivação das normas morais divinamente estabelecidas é permitir a coexistência pacífica, ordeira em qualquer sociedade. As leis só serão justas se forem conformes com essas leis morais.
“Foram escolhidas por alguns lideres religiosos para fins políticos e num contexto social muito diferente do nosso.”
O contexto é sempre o mesmo. A necessidade de permitir a coexistência pacífica, verdadeira, justa e boa em todas as sociedades. A natureza pecaminosa do homem é sempre a mesma, em todos os tempos e em todos os lugares.
“Daí o recurso a ameaças de retribuição divina, histórias de castigos terríveis e coisas dessas.”
A retribuição divina é uma realidade objectiva que se repercute nos indivíduos e nas nações. A Bíblia diz: “Olhai, Deus não se deixa escarnecer. Tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. Neste momento vivemos um crise global da economia capitalista em que estamos a ceifar o resultado do egoísmo, da ambição, da fraude, do roubo, da corrupção, da mentira, da injustiça e da maldade de muitos. A Bíblia é bem clara. O pecado acaba por dar sempre mau resultado.
“«Todos estamos sujeitos ao castigo de Deus. […] Ora, um Deus justo julga o mal. Daí o julgamento sobre a humanidade no dilúvio, sobre Sodoma e Gomorra, sobre os povos, sobre todos nós no juizo final também anunciado por Deus.[…] Na morte de Jesus Cristo, Deus encarnado, Deus castigou todo o pecado. Na sua ressurreição, a morte, que era consequência do pecado, foi vencida.»(1) Isto não é moral. Isto são tretas para manter o rebanho na linha.”
Isto é a moral e é com esta moral que todos teremos de nos confrontar. Isso é dizer o que Deus diz na sua Palavra. O ser humano fará bem em ouvir com atenção. Deus dá-nos o seu amor, porque Jesus Cristo levou sobre si o castigo dos nossos pecados.
Nenhuma sociedade pode prescindir de leis, de tribunais, de polícias e de estabelecimentos prisionais. Na verdade, estes são essenciais a sociedades justas, livres, pacíficas e democráticas. A ausência de justiça e de castigo transforma as sociedades num caos intolerável.
Deus sabe isso. Foi por isso que providenciou as suas leis. Da justiça de Deus ninguém poderá fugir. Se ainda existe muita maldade no mundo, isso não significa que Deus não a irá julgar. Significa que Ele ainda não o fez porque, como a Bíblia diz, “Deus não quer que ninguém se perca, mas que todos venham a arrepender-se”.
A Bíblia diz que a misericórdia de Deus é a única razão pela qual não fomos consumidos. Mas ninguém pode sair do país para se esconder de Deus num “exílio dourado”. Ninguém pode subornar Deus ou tentar contornar as suas normas.
No entanto, todos se podem reconciliar com Deus, através do seu Filho Jesus Cristo, de cuja vida, morte e ressurreição existe mais evidência empírica do que de que a vida surgiu por acaso há 3,8 mil milhões de anos.

Fonte: Que Treta! (Comentários)

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