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Livro do Mês: Histórias de Dinheiro da Bíblia

Histórias de dinheiro da Bíblia

O Livro do Mês é o pequeno, barato, mas muito valioso Histórias de Dinheiro da Bíblia, organizado pela Sociedade Bíblica do Brasil. Para participar deste primeiro sorteio do ano, basta constar na lista dos seguidores do Twitter @Ler_pra_crer [o sorteio será após as 22h de hoje. Sinta-se à vontade para convidar outros, dando RT nos tuítes de divulgação.]

Seguem trechos da introdução do livro,  algumas informações da contracapa e a apresentação de uma das histórias selecionadas:

Chama a atenção como são abundantes na Bíblia as expressões proverbiais e ditos populares que descrevem a maneira como lidamos com dinheiro, bens, riquezas e tempo. O Antigo Testamento relata uma série de histórias que giram em torno de finanças. As pessoas que receberam a bênção de Deus normalmente tinham grande riqueza. Ao mesmo tempo, não são poucos os avisos que alertam sobre a maldição que pode vir sobre essa fortuna. O dinheiro na mão de uma pessoa pode inebriá-la, fazendo com que se perca e seja lançada no fundo do poço. No Novo Testamento encontramos diversos conselhos, apelos, advertências e orientações pastorais sobre o modo correto de lidar com o dinheiro. Até Jesus parece falar muito mais sobre dinheiro do que sobre céu e inferno. Ele sabe que isso faz parte do dia a dia dos seus ouvintes e vê uma necessidade especial de dar esclarecimentos para que haja um uso do dinheiro que seja responsável e agradável a Deus. Essa necessidade ainda existe até hoje.

“Histórias de Dinheiro da Bíblia” traz mais de 50 histórias com o texto bíblico da Nova Tradução na Linguagem de Hoje.  Quando avançamos no grande leque de suas histórias, percebemos que a Bíblia fala diretamente para a nossa realidade de vida, colocando à prova nossa maneira de viver e nossos valores.

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Conselhos bíblicos sobre investimentos

A parábola do dinheiro confiado a empregados

Mal conseguimos economizar algum dinheiro, já precisamos quebrar a cabeça para escolher a melhor aplicação para ele. Será que devemos investir em ações, sabendo que um rendimento maior envolve um risco também maior? Ou é melhor procurar um investimento mais seguro, mas que rende poucos juros, como a caderneta de poupança? Há ainda aqueles que não confiam nos bancos e preferem esconder o seu dinheiro debaixo do colchão.

Há uma história do Novo Testamento que apresenta uma bela lição de economia dada por Jesus a respeito dos princípios bíblicos de investimento. Um homem (que representa Deus, o Criador) confia parte da sua fortuna aos seus três empregados. Cada um dos três recebe uma soma, que é proporcional à sua capacidade. Os dois primeiros empregados investem tudo em seus negócios e conseguem duplicar o valor que recebeeram. Por causa disso, eles são elogiados pelo patrão, que os chama de bons e fiéis. Já o terceiro empregado agiu de maneira bem diferente: ele havia enterrado o seu dinheiro, pois achava melhor não arriscar. A sentença sobre ele é aniquiladora! O mínimo que o senhor esperava dele era que fosse ao banco e aplicasse o dinheiro – uma surpreendente menção à existência de bancos e juros.

Na parábola, o dinheiro representa também todas as dádivas e dons que recebemos de Deus. Deus quer que façamos bom uso e multipliquemos as coisas que recebemos dele, em vez de deixá-las improdutivas. Com isso, fica claro que ele não é contra  a disposição de assumir riscos (os dois primeiros empregados também poderiam ter tido grandes prejuízos). Permanecer inativo e enterrar as suas próprias dádivas e capacidades, por sua vez, é uma atitude digna de castigo, tanto na parábola, como na vida.

Leia a história que Jesus contou (Mateus 25:14-30):

Jesus continuou: — O Reino do Céu será como um homem que ia fazer uma viagem. Ele chamou os seus empregados e os pôs para tomarem conta da sua propriedade.

E lhes deu dinheiro de acordo com a capacidade de cada um: ao primeiro deu quinhentas moedas de ouro; ao segundo deu duzentas; e ao terceiro deu cem. Então foi viajar.

O empregado que tinha recebido quinhentas moedas saiu logo, fez negócios com o dinheiro e conseguiu outras quinhentas. Do mesmo modo, o que havia recebido duzentas moedas conseguiu outras duzentas. Mas o que tinha recebido cem moedas saiu, fez um buraco na terra e escondeu o dinheiro do patrão. Depois de muito tempo, o patrão voltou e fez um acerto de contas com eles.

O empregado que havia recebido quinhentas moedas chegou e entregou mais quinhentas, dizendo: “O senhor me deu quinhentas moedas. Veja! Aqui estão mais quinhentas que consegui ganhar.”

“Muito bem, empregado bom e fiel”, disse o patrão. “Você foi fiel negociando com pouco dinheiro, e por isso vou pôr você para negociar com muito. Venha festejar comigo!”

Então o empregado que havia recebido duzentas moedas chegou e disse: “O senhor me deu duzentas moedas. Veja! Aqui estão mais duzentas que consegui ganhar.”

“Muito bem, empregado bom e fiel”, disse o patrão. “Você foi fiel negociando com pouco dinheiro, e por isso vou pôr você para negociar com muito. Venha festejar comigo!”

Aí o empregado que havia recebido cem moedas chegou e disse: “Eu sei que o senhor é um homem duro, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Fiquei com medo e por isso escondi o seu dinheiro na terra. Veja! Aqui está o seu dinheiro.”

“Empregado mau e preguiçoso!”, disse o patrão. “Você sabia que colho onde não plantei e junto onde não semeei. Por isso você devia ter depositado o meu dinheiro no banco, e, quando eu voltasse, o receberia com juros.” Depois virou-se para os outros empregados e disse:

“Tirem dele o dinheiro e dêem ao que tem mil moedas. Porque aquele que tem muito receberá mais e assim terá mais ainda; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele. E joguem fora, na escuridão, o empregado inútil. Ali ele vai chorar e ranger os dentes de desespero.” 

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A Evolução e a Liberdade Acadêmica

A notícia de que o site HypeScience  tomou a decisão de remover sumariamente “comentários de natureza criacionista que neguem a Teoria da Evolução das Espécies, a real idade da Terra ou do Universo e afins… por criarem discussões cíclicas inúteis”, além de gerar reflexões sobre direitos e deveres de administradores e visitantes de conteúdos na rede, leva naturalmente a conjecturas sobre a liberdade acadêmica. As “regras” da Academia (pesquisas, publicações, ensino etc) podem ser administradas na intenção de promover a liberdade de expressões acadêmicas divergentes, em busca (e em proveito) do conhecimento? Ou será que a mensagem da caricatura abaixo (SatirizingScientism) é que tem mais vinculação com a realidade?
Tower of London University
Memorando Interno
Do Chefe do Departamento de Ciências Naturais
Assunto: Liberdade Acadêmica
Caros Colegas não-titulares,
À medida que reflito sobre meus velhos tempos de professor “ainda não-titular”, tenho boas recordações de paranóias, crises nervosas, medicações, andar pisando em ovos, tentar descobrir a quem não ofender e como não ofender, saber quando fingir estar alinhado com a política partidária, etc.
Minha própria experiência me ajuda a criar tanta empatia em relação a cada um de vocês que me sinto no dever de escrever este memorando de encorajamento.
Já explicamos que em nosso departamento lidamos apenas com a ciência empírica embasada ​​pelas evidências esmagadoras da evolução, desde a “lagoa pantanosa”. O darwinismo é praticamente a base para tudo; então você é livre para descobrir como o seu trabalho pode provar ainda mais, refinar ou reforçar nossa multi-facetada hipótese  de trabalho.
Considerando nossa extraordinária atitude “mente-aberta” e científica, você é livre para fazer declarações como “Eu tenho dúvidas sobre o darwinismo” ou “Seleção Natural não guiada é um modelo totalmente inadequado para explicar a montagem de máquinas moleculares complexas” ou “Eu sou mais do que um conjunto aleatório de interações químicas” ou “Poderíamos estar errados?”
Nesse caso, claro, você ainda pode vir a ser titular e ainda lhe será concedida total liberdade para expressar suas opiniões. Seu período probatório será na Torre, onde você pode tentar convencer seu carcereiro dos seus erros até que um de vocês dois morra:
 
Este será o seu novo escritório como um membro do corpo docente titular!

Você também é livre para optar por qualquer um dos nossos atraentes planos de remuneração:

O “Plano socrático”.

Estes são grátis no laboratório!
Saúde!
Há, também, o Plano “Feira Medieval”.
“Próximo!”
E, finalmente, oferecemos nosso plano “Real” de indenização!
O mais popular!
Seu Chefe e amigo,
Charles “Charlie” Durwin, Ph.D.
Professor Livre Docente
Caricatura à parte, justiça seja feita. Pela citação que segue, o “memorando” poderia até não levar a assinatura de Darwin. Talvez a de alguns “chefes” mais modernos. 
“Estou bem a par do fato de existirem neste volume [A Origem das espécies] pouquíssimas afirmativas acerca das quais não se possam invocar diversos fatos passíveis de levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais cheguei. Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista, e tal coisa seria impossível de se fazer na presente obra” (Charles Darwin, A Origem das espécies, Belo Horizonte-Rio de Janeiro, Villa Rica, 1994, p. 36).
Fonte (com pequenas adaptações): SatirizingScientism
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As “Más” Consequências de Ensinar o Cristianismo às Crianças

Em um livro dedicado ao público jovem, Harold Coffin escreveu que a medida máxima do valor de um sistema de crenças é o efeito e a influência que tem sobre a vida de seus adeptos. Quais seriam, então, os prováveis efeitos e a influência do modo como um sistema de crenças encara a educação das crianças, por exemplo?
 
Em um post em “homenagem” a Richard Dawkins — geneticista ateu que em um de seus livros defendeu a ofensiva proposição de que ensinar religião às crianças é “abuso infantil” —, Thomas A. Gilson reapresenta alguns dos resultados de importante pesquisa sobre os efeitos da educação religiosa na vida dos adolescentes americanos. O que segue é parte do que ele escreveu [a motivação do post vem da contínua e anti-intelectual recusa de Richard Dawkins de debater o conteúdo de seu livro com o apologista cristão William Lane Craig].
Segundo Thomas, o que Dawkins faz é astutamente comparar a educação religiosa com o abuso sexual, e sentenciar a primeira como sendo pior. Mas o famoso cientista tenta sustentar essa afirmação sem dados sistemáticos, apenas com algumas páginas de historietas, relatos de pessoas que sofreram nas mãos de educacores religiosos mal-orientados. Histórias como essas, infelizmente, podem ser encontradas, mas o que elas representam?
Se a formação religiosa deve ser tomada como abuso de crianças, então isso implica uma hipótese científica óbvia: crianças com educação religiosa devem mostrar alguns dos sintomas típicos das crianças abusadas. Estes sintomas são bem conhecidos. Eles incluem medo, ataques de pânico, distúrbios alimentares, depressão, baixa auto-estima, irritabilidade, dificuldade em se relacionar com os outros, abuso de substâncias, e assim por diante.
Há dados que permitem testar essa hipótese?
Christian Smith, sociólogo da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill [agora em Notre Dame], conduziu um estudo amplo e autoritativo chamado Estudo Nacional da Juventude e Religião. Os resultados foram publicados no livro de 2005  Soul Searching: The Religious and Spiritual Lives of American Teenagers (Em Busca da Alma: A Vida Espiritual e Religiosa dos Adolescentes Americanos, em co-autoria com Melinda Lundquist Denton), pela editora da Universidade Oxford, a mesma universidade a que Dawkins está vinculado. 

Este estudo ordenou seus 3.290 participantes em níveis de envolvimento religioso: os Devotados, os Regulares, os Esporádicos e os Não-envolvidos. Como os agrupamentos religiosos  predominantes nos Estados Unidos são cristãos, os  “Devotados” e “Regulares” eram predominantemente cristãos — protestantes e católicos. Portanto, estes resultados podem muito bem ser tomados como relativos especificamente ao cristianismo (resultados para outras religiões são difíceis de determinar a partir dos dados).

Os adolescentes mais próximos do grupo “Devotados” e não do grupo “Não-envolvidos” eram os menos envolvidos em comportamentos negativos como:

  • Hábitos: fumar, beber, usar maconha, usar pornografia, jogos de “ação”/violência; assistir a filmes restritos;
  • Na Escola: notas baixas, turmas de recuperação, suspensões ou expulsões;
  • Atitudes: mau humor, rebeldia para com os pais;
  • Sexo: envolvimento físico precoce, incluindo número de parceiros e idade de primeiro contato sexual.

Os mais “Devotados” na escala apresentaram mais destes resultados positivos:

  • Bem-estar emocional: Satisfação com a aparência física, planejamento para o futuro, reflexão sobre o sentido da vida, sentimento de estar sendo cuidado, libertação da depressão, não se sentir sozinho e incompreendido, não se sentir “invisível”, não se sentir culpado com frequência, ter um senso de significado para a vida, relacionar-se bem com os irmãos;
  • Interação com os adultos: proximidade com os pais,  conexão com um bom número de adultos, sentir-se compreendido pelos pais, sentir que os pais dão atenção, sentimento de que têm a “quantidade certa de liberdade” dos pais;
  • Raciocínio moral e honestidade: Crença na moralidade estável e absoluta, menor tendência a adotar uma mentalidade de competição e de levar vantagem (“get-ahed”) ou a mentalidade de apenas buscar prazeres, menos propensos a mentir para os pais e trapacear na escola;
  • Compaixão: Consideração pelas necessidades dos pobres, cuidado com os idosos, preocupação com a questão da justiça racial;
  • Comunidade: Participação em grupos, doações financeiras, trabalho voluntário (inclusive com pessoas de diferentes raças e culturas), ajuda a pessoas desabrigadas, disposição para assumir liderança nas organizações.

As descobertas são esmagadoras. Página após página, gráfico após gráfico, em cada uma das 91 variáveis estudadas, quanto mais próximos os adolescentes ficaram da escala dos “Devotados”, mais saudável suas vidas se mostraram.

Esses são os resultados do “abuso infantil” de Dawkins, aquilo que ele reclama como sendo tão ruim para as crianças. Até o momento, este é o melhor estudo já publicado sobre o assunto. E o curioso é que esses dados já estavam disponíveis bem antes que Dawkins publicasse seu ataque. Ele teve ampla oportunidade de saber o que a ciência tinha a dizer.

H. Allen Orr escreveu: “[Dawkins] tem um conjunto predeterminado de conclusões a que ele está determinado a chegar. Consequentemente, [ele] usa qualquer argumento, ainda que débil, que parece levá-lo lá.” Em outras palavras, ele vê apenas o que quer ver. O irônico é que isso é o que ele acusa os crentes de fazer.
Fonte: Thinkingchristian.net
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Gênesis e História: Quanto Vale o que Está Escrito! Parte V

Esta quinta parte da série apresenta um resumo dos pontos apresentados por Dave Hawkins em defesa da historicidade do livro de Gênesis com base no livro Ancient Records and the Structure of Gênesis, de P. J. Wiseman (Registros Antigos e a Estrutura do Gênesis. Nashville: Thomas Nelson, Inc., 1985). [Vale ressaltar que o objetivo da série não é defender um processo único e específico pelo qual Moisés,  sob inspiração divina, teria escrito o livro, mas sim mostrar como as evidências reunidas e organizadas apontam para a historicidade do relato bíblico. Veja aqui as postagens anteriores: Parte I, Parte II, Parte III, Parte IV.]

O Capítulo 13 é intitulado “Conclusão” e faz uma lista resumida de 24 evidências para a tese original do livro, a de que o livro de Gênesis foi originalmente escrito em tabletes, em escrita antiga de seu tempo pelos patriarcas que estavam intimamente relacionados com os eventos relatados, e cujos nomes estão claramente definidos. Além disso, Moisés, o compilador e editor do livro como o temos agora, claramente direciona a atenção para a fonte de suas informações.

Aqui estão os 24 pontos resumidos:

1) As pesquisas arqueológicas que tiveram início após a “Alta Crítica” ter produzido suas teorias têm, nos  últimos anos, revelado o pano de fundo antigo, contemporâneo de Gênesis, pano de fundo que concorda com o seu conteúdo (Capítulo 2).

2) As narrativas de Gênesis implicam que ocorreu um rápido desenvolvimento na história primitiva. Arqueólogos aprofundaram as escavações em solo virgem e descobriram que um estado elevado de cultura existiu em tempos anteriormente chamados de “pré-históricos.” Eles até afirmam que, muito antes da época de Abraão, a civilização suméria tinha atingido seu apogeu (Capítulo 3).

3) Até aonde a Arqueologia tem sido capaz de chegar no passado, nos tempos mais remotos, exemplos de escrita foram encontrados. Durante o período abrangido pela maior parte do livro de Gênesis, descobriu-se a escrita como sendo de uso comum, mesmo para operações comerciais cotidianas (Capítulo 4).

4) O conteúdo dos primeiros capítulos do Gênesis traz a própria alegação de ter sido escrito (Capítulo 5).

5) Tanto as Escrituras quanto a arqueologia dão evidências de que as narrativas e genealogias de Gênesis foram originalmente escritas em tabletes de pedra ou argila, e na escrita antiga daquele tempo (capítulos 4 e 5).

6) Nós sabemos agora alguma coisa dos métodos literários usados ​​pelos antigos. Entre estes métodos, destaca-se o colofão em tablete. Em nosso exame de Gênesis encontramos um método literário semelhante, na fórmula: “Estas são as origens (gerações) de …” Foi o “fecho” antigo que Moisés teria inserido indicando a fonte de onde ele obteve as narrativas e as genealogias (capítulos 5 e 6).

7) Outro método literário é o uso de “títulos” e “linhas de conexão” a fim de manter os tabletes  juntos na sequência correta. Apesar de Gênesis (tal como o conhecemos) ser um livro compilado por Moisés, ainda há vestígios do uso destes meios literários de preservação da sequência (Capítulo 6).

8) Em alguns casos,  indicações são fornecidas com a data em que o tablete foi escrito. Isto é feito de uma forma mais arcaica e muito semelhante ao método predominante em tempos muito antigos (Capítulo 6).

9) Em confirmação aos itens (4) a (8) acima, temos mostrado que em nenhum caso é registrado um evento em que a pessoa (ou pessoas) mencionadas no capítulo 5 não poderia(m) ter escrito a partir de conhecimento pessoal, ou que não pudesse(m) ter obtido informação contemporânea absolutamente correta. No Capítulo 7, a evidência positiva é revista, mostrando-se que aponta para essa realidade. Chama-se a atenção para a familiaridade com que todas as circunstâncias e os detalhes são descritos.

10) Corroboração adicional é encontrada no fato significativo de que a história registrada nas seções escritas acima dos nomes dos patriarcas cessa em todos os casos na data em que o tablete indica ter sido escrito ou, quando nenhuma data é definida, antes da morte dessa pessoa. Na maioria dos casos, ela segue até quase a data da morte do patriarca (Capítulo 5).

11) A presença de palavras “babilônicas” nos primeiros onze capítulos é mais uma evidência de que os conteúdos das primeiras narrativas e genealogias foram escritos durante a vida dos primeiros patriarcas de Gênesis, pois eles utilizavam esta linguagem.

12) A presença de palavras egípcias e ambiente egípcio nos últimos quatorze capítulos do Gênesis acrescenta o testemunho irresistível de que esses capítulos foram escritos no Egito (capítulo 6).

13) O primeiro tablete, o da criação, parece ter sido escrito no alvorecer da história. Isto é evidenciado por suas expressões arcaicas, pois foi registrado em escrita antes que nomes fossem dados para o sol e a lua e antes do surgimento do politeísmo e do desenvolvimento das clãs (Capítulo 7).

14) Não existe afirmação nas Escrituras para apoiar a suposição de que todas as narrativas e genealogias fossem transmitidas verbalmente; pelo contrário, elas afirmam terem sido escritas (Capítulos 5, 7 e 8).

15) Muitas referências são feitas a cidades que existiram ou deixaram de existir, cujos nomes são tão antigos que o compilador teve de inserir os novos nomes pelos quais eram conhecidas na sua época. Estes novos nomes e explicações se encaixam exatamente com as circunstâncias de um povo que seguia, na fronteira da terra de Canaã, e estava prestes a entrar nela, indicando assim que Moisés usou registros anteriores e que ele era o compilador do livro (capítulos 6 e 8 ).

 16) Que Genesis ainda contenha expressões arcaicas e vestígios dos recursos  literários associados com o uso de tabletes de argila é um testemunho da fidelidade com que o texto foi entregue a nós (Capítulo 6 e 8).

17) Está claro que os tabletes comuns babilônicos da Criação e do Dilúvio são uma forma corrompida do registro de Gênesis. As narrativas do Gênesis não são apenas uma forma purificada dos relatos da Babilônia (capítulo 2).

18)   A Arqueologia minou completamente a teoria de “mito e lenda” com respeito ao Gênesis. Evidências de pessoas que os críticos pensavam ser míticas foram descobertas por arqueólogos (Capítulo 9).

19) As dificuldades alegadas contra o livro Gênesis pelos “altos críticos” desaparecem naturalmente quando se entende que as narrativas e genealogias foram escritas em tabletes em um escrita antiga, pelas pessoas cujos nomes são mencionados, e que o livro foi compilado por Moisés. Quaisquer diferenças de fraseologia e estilo são apenas o que seria de esperar nessas circunstâncias (Capítulo 10).

20) A “repetição do mesmo evento”, de que falam os estudiosos modernos, é apresentada e se mostra exatamente em harmoniza com o arranjo dos tabletes a partir do qual o livro foi composto e em conformidade com o costume antigo dos sumérios (Capítulo 10).

21) Os exemplos extraordinários ​​apresentados pelos críticos a fim de sugerir uma data posterior para o Genesis são apresentados para provar justamente o contrário (Capítulo 10).

22) A teoria documentária se originou com o objetivo de explicar o uso do nome Jeová em Gênesis e o uso exclusivo em determinadas seções (que afirmamos serem tabletes) de um determinado nome ou título para Deus. Foi com base na teoria documentária que a pesada estrutura da “alta crítica” foi criada. Pode-se, no entanto, demonstrar que existem outras explicações possíveis para o uso dos diferentes nomes divinos. Este é especialmente o caso quando se vê que no livro do Gênesis temos registros contemporâneos e registros traduzidos (Capítulo 11).

23) Os escritores do Novo Testamento constroem importantes argumentos e ilustrações baseados nas narrativas do Gênesis. Estes argumentos e ilustrações seriam mais do que inúteis — seriam enganosos —, a menos que essas narrativas estivesse fundamentadas sobre fatos históricos (Capítulo 12).

24) O testemunho de nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, a respeito das narrativas contidas em Gênesis são de maior valor do que todas as provas anteriores e constitui o ponto alto destas verificações da evidência de sua história. Para a mente cristã, o testemunho de Cristo deve ser decisivo (Capítulo 12).

Estas vinte e quatro linhas entrelaçadas formam um tecido acumulado de evidências tão excepcional, tanto em caráter quanto em importância, que estabelecem a antiguidade do Gênesis sobre um alicerce seguro, como um registro contemporâneo de eventos. Este alicerce é o testemunho interno do próprio livro, apoiado pela corroboração externa da Arqueologia.

Fonte: TruthMatters
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Escolhendo Seu Plano de Leitura da Bíblia

No best seller de bolso Pequeno Manual de Instruções para a Vida – 500 sugestões, observações e lembretes para se levar uma vida boa e gratificante, o autor, H. Jackson Brown Jr., aconselha: “Dê a si mesmo o prazo de um ano e leia a Bíblia do início ao fim.”

Para muitas pessoas, a resolução de ler toda a Bíblia a cada ano é natural e independente da sugestão de Brown. “Estou começando este ano o quadragésimo ano bíblico”, ouvi recentemente de um pastor e evangelista durante seu sermão.

As “estratégias” para  a consecução do plano anual variam: desde as tradicionais tabelas com a programação de leitura de três ou quatro capítulos por dia, em sequência ou não, a aplicativos específicos que permitem a seleção e o acompanhamento de planos, como o YouVersion.

Em seu blog, Tim Challies, pastor em Toronto, relata sua experiência com a leitura da Bíblia a partir de mais um novo plano.

Tim já testou vários métodos e admite que, em algum momento, sempre os achava difíceis, uma hora a leitura sendo prazerosa e outras vezes, uma obrigação. Ao conhecer o Sistema de Leitura do Professor Grant Horner, a palavra sistema não lhe causou uma boa impressão (como seria aderir, por exemplo, a um “sistema” para brincar com seus filhos?, ele pensou). Ainda assim, decidiu tentar e, ao que parece, aprovou. “É um sistema que requer mais leitura e mesmo assim, de alguma forma, faz esta leitura parecer tão mais fácil, agradável e ‘alcançável’.”

Ele explica que o sistema é bastante simples: cada dia você lê dez capítulos da Bíblia. Isso parece muito? Bem, há alguns detalhes: cada um dos dez capítulos dos livros são diferentes, o que quer dizer que, em determinado momento você estará lendo dez livros da Bíblia ao mesmo tempo, um capítulo por dia. Assim, no primeiro dia do sistema você vai ler o primeiro capítulo de Mateus, Gênesis, Romanos, 1 Tessalonicenses, Jó, Salmos, Provérbios, Josué, Isaías e Atos. Você vai ler cada um desses livros, um capítulo por dia, e depois seguir para outros livros antes de repetir tudo de novo. Isto significa que a cada ano você terá lido todos os Evangelhos  quatro vezes, o Pentateuco duas vezes, as cartas de Paulo de 4 a 5 vezes cada uma, a literatura sapiencial do Antigo Testamento seis vezes (Ex. Jó, Eclesiastes), todos os Salmos pelo menos duas vezes, e todos os Provérbios, bem como o livro de Atos, uma dúzia de vezes.

“Para quem está de fora, parece que será uma enorme quantidade de trabalho, com grande comprometimento de tempo. Mas eu descobri que não é. O objetivo não é gastar uma grande quantidade de tempo em ponderar cada palavra, mas em ler a Bíblia tantas e tantas vezes que as Escrituras começam a explicar-se a si mesmas. Descobri que isso me leva entre 30 e 40 minutos por dia, seja de uma única vez pela manhã ou em duas partes, uma de manhã e outra à noite.”

Uma apresentação, em português, do método pelo próprio Professor Horner pode ser encontrada aqui. E a versão eletrônica do plano no Youversion aqui.

No Brasil, a Sociedade Bíblica estima que apenas 4,5 milhões de pessoas têm o hábito de ler regularmente a Bíblia.

E então? Motivado(a) a ampliar este número, ou você já faz parte dele?

É certo que apenas pertencer a uma igreja cristã e estar circundado de referências culturais à Bíblia não significa ter a sua influência. O pastor adventista Donald J. Gettys ressalta que os adventistas devem continuar a ser conhecidos como o povo da Bíblia, mas faz um alerta: “Herodes vivia nas terras bíblicas, porém a Bíblia não vivia em Herodes. Ele não tinha conhecimento de seus vastos tesouros. Assim, apenas nascer num lar cristão não dá a ninguém a garantia de que será um cristão.” O  perigo da não aplicação pessoal daquilo que se lê na Palavra de Deus foi lembrado até mesmo pelo conhecido pastor e evangelista Billy Graham em sua autobiografia: “É muito fácil alguém na minha posição ler a Bíblia apenas com um olho no futuro sermão, negligenciando a mensagem de Deus para si mesmo.”

Desde o ano passado, o Centro White também divulga um plano de leitura da Bíblia acompanhado dos livros de Ellen G. White Patriarcas e Profetas, Profetas e Reis, O Desejado de Todas as Nações, Atos dos Apóstolos e O Grande Conflito, além do livro Parábolas de Jesus. O plano pode ser encontrado aqui.  [Na mesma linha dessa proposta, é possível baixar na Google Play este ótimo aplicativo, que traz a Bíblia com comentários de Ellen White (em inglês): “Bible with EGW comments”].

Ellen White, que escreveu “uma única frase da Escritura é de muito mais valor que dez mil ideias e argumentos humanos”, destacava, em seus escritos, o valor do estudo da Bíblia:

  • Estudai com oração Sua Palavra. Não a deixeis de lado por nenhum outro livro. Esse Livro convence do pecado. Revela plenamente o caminho da salvação. Apresenta alta e gloriosa recompensa. Revela-vos um Salvador completo e ensina-vos que unicamente mediante Sua ilimitada misericórdia podeis esperar a salvação.
  • A todo jovem de ambos os sexos, e aos de idade avançada, testifico que o estudo da Palavra é a única salvaguarda para a alma que quiser permanecer firme até ao fim.
  • O temor do Senhor está-se extinguindo no espírito de nossos jovens, devido à sua negligência de estudar a Bíblia.
  • Devem os jovens estudar a Palavra de Deus e entregar-se à meditação e à oração, e acharão que seus momentos vagos não poderão ser melhor empregados.
  • O estudo da Bíblia é superior a todos os outros no fortalecer o intelecto.
  • Os que estudam a Bíblia com oração, saem de cada busca mais sábios do que eram antes.
  • A única segurança para o povo de Deus é estar completamente familiarizado com a Bíblia e conhecer os ensinamentos de nossa fé.

Por fim, destaco também este pensamento da mesma autora,  já reproduzido no post Escritores Bíblicos para o Prêmio Nobel:

A simples audição de sermões sábado após sábado, a leitura da Bíblia de ponta a ponta, ou sua explicação verso por verso, não nos aproveitará nem aos que nos ouvem, se não vivermos as verdades da Bíblia em nossa experiência habitual. O entendimento, a vontade e os afetos devem ser submetidos ao domínio da Palavra de Deus. Então, pela obra do Espírito Santo, os preceitos da Palavra se tornarão princípios de vida.

Deus nos abençoe nos momentos de comunhão com Ele em mais um ano!