Publicado em ciência, Livros, Pensamentos, Perguntas e Respostas, Pesquisas, Reflexões

Gênesis e História: Quanto Vale o que Está Escrito! parte V

Esta quinta parte da série apresenta um resumo dos pontos apresentados por Dave Hawkins em defesa da historicidade do livro de Gênesis com base no livro Ancient Records and the Structure of Gênesis, de P. J. Wiseman (Registros Antigos e a Estrutura do Gênesis. Nashville: Thomas Nelson, Inc., 1985). Vale ressaltar que o objetivo da série não é defender um processo único e específico pelo qual Moisés,  sob inspiração divina, escreveu o livro, mas mostrar como as evidências reunidas e organizadas apontam para a historicidade do relato bíblico. Veja aqui as postagens anteriores: Parte I, Parte II, Parte III, Parte IV.

O Capítulo 13 é intitulado “Conclusão” e faz uma lista resumida de 24 evidências para a tese original do livro, a de que o livro de Gênesis foi originalmente escrito em tabletes, em escrita antiga de seu tempo pelos patriarcas que estavam intimamente relacionados com os eventos relatados, e cujos nomes estão claramente definidos. Além disso, Moisés, o compilador e editor do livro como o temos agora, claramente direciona a atenção para a fonte de suas informações.

Aqui estão os 24 pontos resumidos:

1) As pesquisas arqueológicas que tiveram início após a “Alta Crítica” ter produzido suas teorias, têm, nos  últimos anos, revelado o pano de fundo antigo, contemporâneo de Gênesis, pano de fundo que concorda com o seu conteúdo (Capítulo 2).

2) As narrativas de Gênesis implicam que ocorreu um rápido desenvolvimento na história primitiva. Arqueólogos aprofundaram as escavações em solo virgem e descobriram que um estado elevado de cultura existiu em tempos anteriormente chamados de “pré-históricos.” Eles até afirmam que muito antes da época de Abraão a civilização suméria tinha atingido seu apogeu  (Capítulo 3).

3) Até onde a Arqueologia tem sido capaz de chegar no passado, nos tempos mais remotos, exemplos de escrita foram encontrados. Durante o período abrangido pela maior parte do livro de Gênesis, descobriu-se a escrita como sendo de uso comum, mesmo para operações comerciais cotidianas (Capítulo 4).

4) O conteúdo dos primeiros capítulos do Gênesis traz a própria alegação de ter sido escrito (Capítulo 5).

5) Tanto as Escrituras quanto a arqueologia dão evidências de que as narrativas e genealogias de Gênesis foram originalmente escritas em tabletes de pedra ou argila, e na escrita antiga daquele tempo (capítulos 4 e 5).

6) Nós sabemos agora alguma coisa dos métodos literários usados ​​pelos antigos. Entre estes métodos, destaca-se o colofão em tablete. Em nosso exame de Gênesis encontramos um método literário semelhante, na fórmula: “Estas são as origens (gerações) de …” Foi o “fecho” antigo que Moisés teria inserido indicando a fonte de onde ele obteve as narrativas e as genealogias (capítulos 5 e 6).

7) Outro método literário é o uso de “títulos” e “linhas de conexão” a fim de manter os tabletes  juntos na seqüência correta. Apesar de Gênesis (tal como o conhecemos) ser um livro compilado por Moisés, ainda há vestígios do uso destes meios literários de preservação da sequência (Capítulo 6).

8) Em alguns casos,  indicações são fornecidas com a data em que o tablete foi escrito. Isto é feito de uma forma mais arcaica e muito semelhante ao método predominante em tempos muito antigos (Capítulo 6).

9) Em confirmação aos itens (4) a (8) acima, temos mostrado que, em nenhum caso é registrado um evento em que a pessoa (ou pessoas) mencionadas no capítulo 5 não poderia ter escrito a partir de conhecimento pessoal, ou que não pudesse ter obtido informação contemporânea absolutamente correta. No Capítulo 7, a evidência positiva é revista, mostrando-se que aponta para essa realidade. Chama-se a atenção para a familiaridade com que todas as circunstâncias e os detalhes são descritos.

10) Corroboração adicional é encontrada no fato significativo de que a história registrada nas seções escritas acima dos nomes dos patriarcas cessa em todos os casos na data em que o tablete indica ter sido escrito ou, quando nenhuma data é definida, antes da morte dessa pessoa. Na maioria dos casos ela segue até quase a data da morte do patriarca (Capítulo 5).

11) A presença de palavras “babilônicas” nos primeiros onze capítulos é mais uma evidência de que os conteúdos das primeiras narrativas e genealogias foram escritos durante a vida dos primeiros patriarcas de Gênesis, pois eles utilizavam esta linguagem.

12) A presença de palavras egípcias e ambiente egípcio nos últimos quatorze capítulos do Gênesis acrescenta o testemunho irresistível de que esses capítulos foram escritos no Egito (capítulo 6).

13) O primeiro tablete, o da criação, parece ter sido escrito no alvorecer da história. Isto é evidenciado por suas expressões arcaicas, pois foi registrado em escrita antes que nomes fossem dados para o sol e a lua e antes do surgimento do politeísmo e do desenvolvimento das clãs (Capítulo 7).

14) Não existe afirmação nas Escrituras para apoiar a suposição de que todas as narrativas e genealogias fossem transmitidas verbalmente; pelo contrário, elas afirmam terem sido escritas (Capítulos 5, 7 e 8).

15) Muitas referências são feitas a cidades que existiram ou deixaram de existir, cujos nomes são tão antigos que o compilador teve de inserir os novos nomes pelos quais eram conhecidas na sua época. Estes novos nomes e explicações se encaixam exatamente com as circunstâncias de um povo que seguia, na fronteira da terra de Canaã, e estava prestes a entrar nela, indicando assim que Moisés usou registros anteriores e que ele era o compilador do livro (capítulos 6 e 8 ).

 16) Que Genesis ainda contenha expressões arcaicas e vestígios dos recursos  literários associados com o uso de tabletes de argila é um testemunho da fidelidade com que o texto foi entregue a nós (Capítulo 6 e 8).

17) Está claro que os tabletes comuns babilônicos da Criação e do Dilúvio são uma forma corrompida do registro de Gênesis. As narrativas do Gênesis não são apenas uma forma purificada dos relatos da Babilônia (capítulo 2).

18)   A Arqueologia minou completamente a teoria de “mito e lenda” com respeito ao Gênesis. Evidências de pessoas que os críticos pensavam ser míticas foram descobertas por arqueólogos (Capítulo 9).

19) As dificuldades alegadas contra o livro Gênesis pelos “altos críticos” desaparecem naturalmente quando se entende que as narrativas e genealogias foram escritas em tabletes em um escrita antiga, pelas pessoas cujos nomes são mencionados, e que o livro foi compilado por Moisés . Quaisquer diferenças de fraseologia e estilo são apenas o que seria de esperar nessas circunstâncias (Capítulo 10)

20) A “repetição do mesmo evento”, de que falam os estudiosos modernos, é apresentada e se mostra exatamente em harmoniza com o arranjo dos tabletes a partir do qual o livro foi composto e em conformidade com o costume antigo dos sumérios (Capítulo 10).

21) Os exemplos extraordinários ​​apresentados pelos críticos a fim de sugerir uma data posterior para o Genesis são apresentados para provar justamente o contrário (Capítulo 10).

22) A teoria documentária se originou com o objetivo de explicar o uso do nome Jeová em Gênesis e o uso exclusivo em determinadas seções (que afirmamos serem tabletes) de um determinado nome ou título para Deus. Foi com base na teoria documentária que a pesada estrutura da “alta crítica” foi criada. Pode-se, no entanto, demonstrar que existem outras explicações possíveis para o uso dos diferentes nomes divinos. Este é especialmente o caso quando se vê que no livro do Gênesis temos registros contemporâneos e registros traduzidos (Capítulo 11).

23) Os escritores do Novo Testamento constroem importantes argumentos e ilustrações baseados nas narrativas do Gênesis. Estes argumentos e ilustrações seriam mais do que inúteis — seriam enganosos —, a menos que essas narrativas estivesse fundamentadas sobre fatos históricos (Capítulo 12).

24) O testemunho de nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, a respeito das narrativas contidas em Gênesis são de maior valor do que todas as provas anteriores e constitui o ponto alto destas verificações da evidência de sua história. Para a mente cristã, o testemunho de Cristo deve ser decisivo (Capítulo 12).

Estas vinte e quatro linhas entrelaçadas formam um tecido acumulado de evidências tão excepcional, tanto em caráter quanto em importância, que estabelecem a antiguidade do Gênesis sobre um alicerce seguro, como um registro contemporâneo de eventos. Este alicerce é o testemunho interno do próprio livro, apoiado pela corroboração externa da Arqueologia.

Fonte: TruthMatters

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s