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Ben Carson e a Evolução: o Caso Universidade Emory

Algumas declarações do mundialmente famoso neurocirurgião Dr. Ben Carson sobre a teoria da evolução acenderam a polêmica na Universidade Emory. Reconhecido pelo exemplo de vida e pelos relevantes serviços prestados à educação e à medicina (veja esta postagem sobre os livros de Ben Carson e o filme Mãos Talentosas), Carson  que é adventista do 7º dia  falou o que pensa sobre a teoria da evolução, e também sobre moralidade em conexão com a teoria, na Adventist Review (a entrevista traduzida você vê no blogue Criacionismo).
Ao que parece, alguns evolucionistas não gostaram do que leram. Convidado a discursar em uma formatura na universidade, Ben Carson foi surpreendido com a reação de vários professores e alunos: em carta publicada no The Emory Wheel, eles expressaram “preocupação” com as idéias do cirurgião e professor da Universidade John  Hopkins, ainda que não tenham se manifestado contrários à participação dele na cerimônia.
A carta, como seria de esperar, está recheada do típico estilo “propaganda” evolucionista. Preocupações à parte, quem comenta abaixo, especificamente sobre  o conteúdo “científico” do documento, é Cornelius Hunter (Darwin’s God).
Em um exemplo surpreendente de anti-intelectualismo, quatro professores de biologia da Universidade Emory, acompanhados por centenas de pesquisadores, professores e estudantes signatários, escreveram uma inacreditável carta ao editor cheia de flagrantes equívocos científicos. Aqui estão as deturpações mais flagrantes.
 
Se havia alguma dúvida sobre a intenção dos professores, ela é rapidamente dissipada no primeiro parágrafo, onde o leitor encontra a alegação bizarra de que “a ciência repousa sobre os ombros da evolução.” Seria difícil até mesmo saber por onde começar com tal afirmação. Dizer que é falso seria um elogio.
Mais adiante, a carta faz esta afirmação falsa: “A evidência da evolução é esmagadora.” Se isso não fosse o bastante, os professores ainda tentam justificar esta afirmação, mas eles só pioram as coisas. Primeiro, eles fazem a alegação circular de que “fósseis de transição macacos-humanos são descobertos a um ritmo cada vez maior.” Isso, claro, é simplesmente um petitio principii (falácia que pressupõe a conclusão nas próprias premissas). Todo calouro de universidade sabe que você não pode defender a verdade de uma proposição por pressupor a própria proposição, em primeiro lugar. Sim, fósseis são descobertos. Mas se você está argumentando que a evidência para a evolução é enorme, então não pode começar com a suposição evolucionista de que os fósseis são de “transição”. Os filósofos chamam isso de observação teoricamente impregnada (impregnação teórica).
 
Em seguida, os professores cavam outro buraco, fazendo a afirmação errônea de que “os processos pelos quais os organismos evoluem planos corporais novos e mais complexos sabe-se agora serem causados por alterações relativamente simples de expressão de um pequeno número de genes do desenvolvimento.” Nenhuma falácia inteligente aqui: isto é simplesmente falso. Não existe tal conhecimento e, como cientistas da vida, seria incrível se os professores não soubessem disso.
 
Na sequência, os professores fazem a falsa conclusão de que a evolução é tão bem suportada como a gravidade. Eles escrevem: “A teoria da evolução é tão fortemente apoiada como a teoria da gravidade e a teoria de que doenças infecciosas são causadas por microrganismos.” Novamente, isto é falso. Mas é tão flagrantemente falso que se torna difícil saber como responder. Seria como um professor de Física afirmar que o movimento perpétuo é tão bem suportado como respirar. O que eles poderiam estar pensando?

Finalmente, os professores hipocritamente equiparam a evolução com toda a ciência e pensamento crítico. Eles escrevem: “Rejeitar a evolução desconsidera a importância da ciência e do pensamento crítico para a sociedade.” Este sentimento revela o dogma subjacente. Pois esses professores, e as centenas de signatários, estão a apresentar uma falta de pensamento crítico e um anti-intelectualismo que é preocupante. Se não estamos autorizados a rejeitar o dogma não científico de que toda a biologia surgiu espontaneamente, então estamos todos em apuros.

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