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A Origem do Homem e o Registro Fóssil: O Que as Evidências Mostram?

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O livro Science and Human Origins, recém-lançado, acaba por realçar, em alguns pontos, a já reconhecida “diferença abissal” entre a doutrina cristã da criação e a teoria macroevolutiva de Darwin. O livro apresenta muitas informações relevantes (embora eu não compartilhe de algumas ideias que li nas reviews da Amazon, como a de um casal Adão e Eva “longínquo” no tempo, há “milhões e milhões de anos”).

Numa pequena apresentação, Casey Luskin (um dos autores) já antecipa e resume sua posição sobre o assunto da evidência fóssil em relação à origem do homem, depois de pesquisar a literatura científica.  Veja o que ele diz:

Nosso novo livro editado pela Discovery Institute Press “Science and Human Origins” (A Ciência e a origem do homem) – co-autoria de Douglas Axe, Ann Gauger e minha  abrange tanto a evidência genética quanto a evidência dos fósseis em relação à origem dos seres humanos. Um dos capítulos que escrevi é intitulado “Human Origins and the Fossil Record” (A Origem do Homem e o Registro Fóssil) e avalia a evidência fóssil sobre a alegada evolução dos seres humanos de primatas inferiores.

Em 2005 publiquei um artigo na revista Progress in Complexity, Information and Design sobre o mesmo tema, intitulado “Human Origins and Intelligent Design: Review and Analysis (Origem do Homem e o Design Inteligente: Revisão e Análise). No entanto, o campo da paleoantropologia está mudando constantemente, e vários novos fósseis foram relatados nos anos seguintes. “Science and Human Origins” (A Ciência e a origem do homem) proporcionou uma oportunidade para atualizar os argumentos.

Os cientistas evolucionistas comumente dizem ao público que a evidência fóssil para a evolução darwiniana dos seres humanos de criaturas parecidas com macacos é incontestável. Por exemplo, o professor de antropologia Ronald Wetherington testemunhou perante o Conselho Estadual de Educação do Texas, em 2009, que a evolução humana tem “sem dúvida a sequência mais completa de sucessão fóssil de qualquer mamífero do mundo. Não há lacunas. Não há falta de fósseis de transição … Então, quando as pessoas falam sobre a falta de fósseis de transição ou lacunas no registro fóssil, isso absolutamente não é verdade. E não é verdade especificamente para nossa própria espécie.”1 Segundo Wetherington, o campo das origens humanas fornece “um bom e claro exemplo daquilo que Darwin pensava ser uma  mudança evolutiva gradualista.”2

A pesquisa da literatura técnica, no entanto, revela uma história completamente diferente da apresentada pelo Dr. Wetherington e outros evolucionistas envolvidos em debates públicos.

Como mostra meu capítulo, a evidência fóssil para a evolução humana permanece fragmentária, difícil de decifrar e acaloradamente debatida. Aqueles dispostos a olhar para as provas com um olhar crítico e cético dificilmente são obrigados a aceitar a grande história da evolução humana a partir de primatas inferiores.

Na verdade, longe de fornecer “um bom e claro exemplo” de “mudança evolutiva gradualista”, o registro revela uma descontinuidade dramática entre fósseis semelhantes a macacos e fósseis semelhantes a humanos. Fósseis semelhantes a humanos aparecem abruptamente no registro, sem precursores evolutivos claros, tornando o caso para a evolução humana baseada em fósseis altamente especulativo.

Minha tese pode ser resumida da seguinte forma: fósseis de homínidas geralmente se enquadram em um dos dois grupos: espécies semelhantes a macacos e espécies semelhantes a humanos, com uma grande lacuna sem pontes entre eles. Apesar da badalação promovida por muitos paleoantropólogos evolucionistas, o fragmentário registro fóssil homínida não documenta a evolução dos seres humanos a partir de precursores semelhantes a macacos.

Referências citadas:

(1) Ronald Wetherington testimony before Texas State Board of Education (January 21, 2009). Original recording on file with author, SBOECommt-FullJan2109B5.mp3, Time Index 1:52:00-1:52:44.

(2) Ibid.

Fonte: Casey Luskin (EvolutionNews)
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