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Superando o Medo de Evangelizar: 7 Pontos

fear of evangelism

Lá estava eu, ​​sentado nervosamente, os joelhos em movimentos para cima e para baixo, o coração a mil batidas por minuto e as mãos suadas. Minha mente antecipava todas os diferentes cenários que poderiam resultar daquilo que eu estava prestes a fazer.

Eu tinha entrado num restaurante com o plano de comer tranquilamente e depois voltar à minha igreja para atuar como recepcionista. Pelo menos esse era o plano. Até que eu vi o Ed sentado em uma mesa não muito longe de onde eu estava. Ed era o carteiro que entregava a correspondência da nossa igreja (onde eu também trabalho). Ele era bem conhecido em nosso grupo por ser extremamente prestativo e agradável. No entanto, ele não acreditava em Deus e nem parecia se importar muito com o assunto.

Era algumas semanas antes da Semana Santa e nossa igreja sempre distribui folhetos com um convite para um evento que fazemos todos os anos, onde temos a apresentação de um grupo de música cristã e, em seguida, um sermão especial do nosso pastor, que fala sobre o pecado e convida as pessoas a Cristo.

É um grande evento evangelístico e há uma forte ênfase na salvação.

Então, lá pelo meio do lanche, percebi que Ed estava sentado apenas a duas mesas de distância e, de repente, eu me vi com a pesada responsabilidade de entregar a ele um dos folhetos da Semana Santa que eu tinha. Se Ed aceitasse a Cristo por meio daquela ação, então, eu teria o privilégio de ter dado a ele o bilhete para o céu.

O problema: eu estava com medo.

Enquanto eu pensava na melhor forma de abordagem, vinham à mente todos as consequências possíveis.

Ele poderia pensar que eu era uma pessoa estranha…

E se ele rasgasse o folheto na minha frente? Eu me sentiria um idiota.

E se eu dissesse algo ridículo, que o fizesse pensar que todos os cristãos eram mais burros do que uma porta?

Eu não queria ser a pessoa que acabaria afastando o Ed para longe de Cristo.

Meus pensamentos eram todos negativos; não havia um único positivo. Quanto mais eu pensava sobre a situação, mais me sentia ansioso e até um pouco enjoado.

Eu estava com tanto medo que comecei a me sentir o pior cristão do Universo…

Mas, então, tive uma grande idéia (pelo menos eu pensei que fosse).

Cheguei à conclusão de que era melhor não enfrentar o Ed e, em vez disso, achar um outro jeito de lhe entregar o folheto.

Ou seja, já que não iria entregar o folheto pessoalmente, o mínimo que poderia fazer era colocá-lo na porta do carro dele. Dessa forma, ele poderia ver o convite e, quem sabe, talvez o Espírito Santo pudesse usar aquele folheto, ainda que posto ali por um cristão paralisado de medo.

Paguei a conta, peguei o folheto que eu tinha e eu fui até o carro dele. Ed estava sentado perto de uma janela de vidro e, através dela, podia ver o carro.

Fui até o carro e tentei colocar o folheto perto da maçaneta da porta, mas o papel simplesmente não se prendia . Tentei colocá-lo perto da borracha que segurava o para-brisa, mas também não se encaixava lá.

Continuava tentando fixar o folheto em algum lugar visível do carro, quando, de repente, ouvi uma voz gritar: “Ei! O que você está fazendo com o meu carro?! “

Amigos…, era o Ed e, pela voz dele, sei que ele pensou que eu estivesse tentanto entrar no carro!

Eu não sei por que fiz isto, mas o meu primeiro instinto foi correr! Sim, eu corri e saí de lá. Graças a Deus, ele não correu atrás de mim.

Quando percebi que ele não estava correndo atrás de mim, me sentei na calçada, sem ar, balançando a cabeça e pensando no resultado terrível dos meus esforços evangelísticos.

Como eu passei de um evangelista medroso ao principal suspeito de um roubo de carro que não aconteceu?

“Rapaz, eu sou tão idiota”, disse a mim mesmo.

Agora me sentia culpado e teria que confessar meu erro.

Não queria que ele pensasse que eu estava tentando entrar no carro dele, especialmente porque eu tinha certeza de que ele tinha me reconhecido e sabia onde eu trabalhava.

Então, voltei ao restaurante e fui direto à mesa do Ed.

A propósito, quando o Ed gritou do lado de fora, no estacionamento, quando ele pensou que eu estivesse arrombando o carro, todos os clientes, os garçons e as garçonetes, aparentemente, olharam para fora das janelas para ver o que estava acontecendo.

Eles me reconheceram enquanto eu caminhava de volta, em direção ao restaurante, e todos os olhos estavam sobre mim agora.

Fui até o Ed e o vi olhar de soslaio enquanto eu me aproximava da mesa dele.

“Ed, eu sinto muito pelo que aconteceu. Você pensou que eu estava arrombando seu carro, mas tudo o que eu estava tentando fazer era colocar este folheto nele… É um convite para um evento da Semana Santa que nossa igreja está promovendo”, eu disse timidamente enquanto lhe entregava o folheto.

“Oh… Ele disse  Eu pensei que você estivesse tentando entrar no meu carro. Ele já foi invadido duas vezes no último mês.”

“Não, não, eu não estava. Eu sinto muito por tudo isso. Por favor, me perdoe.”

Ele estava jantando com uma mulher loira, que mudou a expressão de raiva para alívio depois que ouviu minha confissão.

“Ok, não há problema.”

Saí do restaurante desejando que eu pudesse simplesmente desaparecer.

Tudo isso aconteceu cerca de quatro anos atrás.

*******

Alguma vez você já se sentiu assim? Já sentiu medo de compartilhar sua fé? Você já quis contar a alguém sobre Jesus, mas quando pensou em como fazer isso, foi dominado pelo medo de ser rejeitado?

O medo da rejeição é a razão número um apontada por muitos cristãos como justificativa para não compartilhar sua fé.

Temos medo de partilhar a nossa fé porque gostamos de ser aceitos. A maioria de nós gosta quando as pessoas nos dão apoio, a maioria se preocupa com o que os outros pensam a nosso respeito.

Eu ainda sou assim, mas mudei muito. Hoje, compartilho a minha fé regularmente, tanto on-line quanto nas ruas, até com completos estranhos.

Dá para acreditar?

Eu deixei de ser um cristão medroso para ser um discípulo que está seguindo o mandamento do Senhor de ir e fazer outros discípulos.

Não me interpretem mal: eu não me tornei um superevangelista que absolutamente não tem nenhum medo… Não.

Mas eu tenho dado passos de fé para superar o meu medo de evangelizar e eles têm sido a maior bênção do Senhor!

Então, aqui estão sete verdades que podem ajudar você a superar o medo de rejeição:

1. No céu, ninguém pensará que compartilhou Jesus em excesso.

Quando você estiver no céu, nunca irá dizer: “Oh, eu falei a tantas pessoas sobre Jesus; eu deveria ter gastado meu tempo fazendo outras coisas.” Na verdade, o oposto é verdadeiro. Muitos poderão ter o pensamento de que compartilharam Jesus muito pouco.

2. Somos parceiros com Cristo.

Marcos 16:20 diz: “Então, os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes a palavra com os sinais que a acompanhavam.” Amém.

O próprio Senhor é um parceiro seu e de todos os Seus discípulos. Você poderia ter alguém melhor com quem fazer parceria quando se trata de compartilhar sua fé?

3. Deus não vai falar com você em uma voz mansa e suave cada vez que Ele queira que você compartilhe a sua fé, porque Ele já ordenou isso nas Escrituras.

Deus tem certas expectativas em relação a você como Seu discípulo. Por exemplo, Deus não vai falar com você em uma voz mansa e suave cada vez que Ele queira que você ame seu vizinho. Ele já ordenou, nas Escrituras,  que você faça isso. Da mesma forma, se você se mantém inativo esperando “ouvir” a voz mansa e suave do Espírito Santo para só então compartilhar sua fé, está perdendo o ponto… Já é nosso dever compartilhar nossa fé cada vez que tivermos a oportunidade.

4. Toda alma é de valor infinito para Deus.

Uma vez que entendamos isso, isso vai nos manter ansiosos por compartilhar o evangelho com toda alma perdida que encontrarmos.

Quão valiosa é uma pessoa para Deus? Ele se dispôs a dar a vida de Seu filho por ela.

5. Quanto mais você agir pela fé e confiar em Deus,  mais coisas incríveis você O verá fazer.

Se você quer ter as mesmas experiências registradas no livro de Atos dos Apóstolos, então você precisa agir como os apóstolos agiam.

Eles compartilhavam, com ousadia, sua fé com todos os que encontravam. Devemos fazer o mesmo, se quisermos seguir os seus passos.

6. Não importa se as pessoas não gostam de nós por essa razão; importa que estejamos vivendo uma vida que agrada ao Senhor.

Às vezes ficamos muito preocupados com a ideia de que se nos levantarmos por Jesus, as pessoas não vão gostar de nós. Jesus era perfeito, amava a todos perfeitamente, e ainda assim foi pregado numa cruz! (Fonte: livro de Mark Cahill)

Lembre-se de que temer aos homens resulta em laço (ou armadilha), mas quem confia no Senhor estará seguro (Pv 29:25).

7. Se você deixar que o medo vença a sua fé, poderá ter motivos reais para se arrepender.

Você já conhece a sensação de desejar ter feito aquilo que não foi feito quando se teve a oportunidade. Evangelizar e compartilhar sua fé é uma daquelas coisas que, se alguém deixar de fazer, certamente se arrependerá mais tarde.  Por exemplo, ao não ver sua família querida e seus amigos no céu.

Faça algo a respeito do assunto.

Há um caminho que Deus quer que você tome. Compartilhar o evangelho com outros é uma jornada de fé. E você não está sozinho; Deus está com você.

Fonte: Peter Guirguis (Notashamedofthegospel, onde se pode achar outros tópicos sobre evangelismo pessoal)
Vídeo relacionado: “I am not ashamed” (Heritage Singers)

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