Publicado em ciência, Conferências, Perguntas e Respostas, Pesquisas, Reflexões

Os Estudos em Torno da Origem da Vida Estagnaram por um Motivo Bem Simples

Genes
Ninguém consegue dizer donde veio a informação biológica necessária. Na conferência com o nome “Origin of Biological Information” ficamos a saber que os estudos em torno da origem da vida (ODV) não têm tido avanço. Eis o que a introdução dos artigos agora publicados diz em torno da ODV. Os meus comentários pelo meio:

A origem da vida é o problema mais incómodo com o qual a ciência actual se depara.

Na verdade, não é a “ciência” que tem problemas com as questões em torno da vida mas sim o naturalismo filosófico. Esta filosofia defende que nada mais existe para além do mundo “natural” (seja lá o que isso for). Devido a esta posição de fé, quando se fala na origem da vida, os evolucionistas encontram-se voluntariamente fechados numa prisão ideológica da qual se recusam a sair sob pena de serem qualificados de “inimigos da ciência”.

Por outro lado, se nos libertamos destes constrangimentos não-científicos, e analisarmos os dados disponíveis à luz da Bíblia, os “problemas” desaparecem e a realidade fica com uma explicação que está de acordo com as observações.

 Este problema [a origem da vida] tem resistido a todas explicações reducionistas. Todas as tentativas de se gerar a vida através da bioquímica revelaram-se insuficientes.

Espaço

Por que será? Há mais de 50 anos que os naturalistas tentam desesperadamente entender como é que a vida surgiu segundo causas puramente “naturais”. Todas as experiências falharam. Seria de esperar que eles levassem esses falhanços naturalistas (e não falhanços da ciência) e colocassem de lado as suas crenças cardinais (naturalismo, ateísmo, etc). Em vez disso, muitos “cientistas” continuam a investir elevadas somas de dinheiro (dos contribuintes?) numa hipótese falhada, enquanto outros começam a acreditar am algum tipo de causação inteligente, mas de extra-terrestres.

Todas as tentativas de se dar início à vida através da química revelaram-se insuficientes. Será que, apesar da química servir de meio de transporte para a informação biológica, é a informação em si uma mensagem capaz de ser transportada independentemente do meio de comunicação? Será que a informação é uma entidade real – tão real como os componentes químicos, embora não redutíveis para o nível desses mesmos componentes – e, atrevendo-nos a dizer, será que ela pode ter uma causa inteligente?

Neste ponto a nota introdutória começa a mover-se mais para o lado do criacionismo e da ciência ao dar a entender uma aceitação leve da natureza não-física (imaterial) da informação. O que o texto pergunta é se a informação biológica é distinta do meio através da qual essa informação é transportada. A resposta é mais do que óbvia.

Para se ver o quão óbvia a resposta a a questão é, basta perguntar: de quantas formas é possível alguém dizer “bom dia” a outra pessoa? Pode dizer em linguagem gestual, ou escrever numa papel, ou escrever num teclado, ou dizer num outro idioma. Esta mensagem pode ser transmitida das mais variadas formas físicas sem que ela perca o significado. Disto se infere que, de facto, a informação é independente da química e da física.

Disto se infere também que a informação biológica não tem origens materiais e físicas, mas origens que estão para além do mundo tangível (físico).Isto não prova a existência de Deus, mas é uma evidência muito forte em Seu favor.

Origem da Vida

É precisamente por isso que os evolucionistas tentam desesperadamente minimizar a componente informática dos sistemas biológicos, afirmando que o uso da palavra informação não significa que ela tenha o mesmo significado que ela tem no resto da existência humana. Mas isso é uma coisa que eles têm que demonstrar; nós criacionistas aceitamos a terminologia usada por eles mesmos (“informação”), e desafiamos a comunidade evolucionista a explicar a origem da vida sem uma Causa Inteligente.

Aceitamos que isto [causa inteligente] é uma possibilidade possibilidade especulativa, mas num campo repleto de especulação, qual é o motivo para se permitir um conjunto de especulações (aquelas que estão de acordo com a perspectiva antiga) ao mesmo tempo que se rejeitam outras especulações (aquelas que abrem novas portas) ?

O que os editores estão a questionar é o porque de se rejeitar a especulação que envolve algum tipo de causação inteligente na origem da vida, ao mesmo tempo que se aceitam outros tipos de especulações apenas e só porque estas últimas estão de acordo com a forma de vista mais antiga. A resposta é a mesma já dita em cima e é também bastante simples: se a origem da vida envolve algum tipo de design inteligente, então isso é uma evidência poderosa para a visão Bíblica do mundo.

Os evolucionistas estão bem cientes disso, e como tal rejeitam à priori qualquer hipótese que envolva o design inteligente. O facto desta posição estar de acordo com os dados da ciência é irrelevante para os evolucionistas.

As pessoas que contribuíram para este volume não estão a disponibilizar qualquer tipo de resposta. Em vez disso, eles apenas estão a lançar questões incisivas precisamente no sítio onde a perspectiva antiga falhou em fornecer um ponto de partida para o entendimento da origem da informação biológica.

Darwin Shiu

Ou seja, o motivo que leva os autores a colocar o design inteligente como uma das hipóteses a ser considerada no estudo da ODV prende-se com o falhanço absoluto das antigas respostas naturalistas. Como o naturalismo falhou, então os cientistas estão em busca de respostas mais adequadas. Se eles tivessem lido o primeiro capítulo do Livro de Génesis não estariam nessa posição incómoda.

Conclusão:

Para nós Cristãos o facto das teorias naturalistas em torno da ODV estarem sem qualquer tipo de avanço é confirmação do que diz a Palavra de Deus:

Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque Tu criaste todas as coisas, e por Tua vontade são e foram criadas. Revelação 4:11

A vida biológica é o efeito da Vontade Sobrenatural de Deus – e não o efeito das forças da Química e da Fisica. Devido a isso, procurar respostas naturalistas para a origem da vida é desenvolver esforços numa hipótese errada.

Pode ser que à medida que a ciência vai avançado, a posição evolucionista/ateísta se torne cada vez mais embaraçosa, e os evolucionistas ateus se vejam forçados a practicar a sua fé em Darwin longe da vista de quem está minimamente informado dos dados da ciência.

Se por acaso algum evolucionista menos informado erradamente alegar que a origem da vida é um assunto “distinto” e “separado” da teoria da evolução, recomendo a leitura deste texto: -> É a abiogénese irrelevante para a teoria da evolução?

Fonte: Darwinismo (Portugal)
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