Publicado em CIência, Livros, Perguntas e Respostas, Reflexões

É a Ciência Moderna Mais Perigosa que a Religião?

Darwinismo

Por Vox Day

Perigo_CienciaNo meu livro TIA [“The Irrational Atheist”] eu ressalvei que, se os Neo-Ateus fossem consistentes, eles batalhariam pelo fim da ciência com base nos mesmos argumentos por eles usados quando lutam pelo fim das religiões. Afinal, actualmente é a ciência é que representa uma ameaça para a Humanidade, e é a ciência que actualmente está a causar imensas casualidades por todo o mundo.

Lembrem-se: o pior crime religioso de toda a Idade Média foi massacre do Dia de São Bartolomeu onde o Rei Carlos da França ordenou a matança de cerca de 10,000 Huguenotes. Agora, Karl Denninger chamou a nossa atenção para um artigo na Forbes relativo às estimadas consequências de um único caso de “má-conduta na pesquisa”:

No Verão passado, pesquisadores Britânicos geraram preocupações quando publicaram um artigo levantando a possibilidade de que, ao seguirem directrizes estabelecidas, médicos do Reino Unido podem ter causado até 10,000 mortes por ano…

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Um comentário em “É a Ciência Moderna Mais Perigosa que a Religião?

  1. Este texto tem imensos erros grosseiros.

    1)
    A tradução do original, em inglês, é péssima.

    Por exemplo, no primeiro parágrafo, encontramos: “(…) está a causar imensas casualidades por todo o mundo (…)”. “Casualty” é um “false friend”: significa “sinistro”. “Casualidade” é um sinónimo de “acaso”.

    No último parágrafro encontramos: “(…) nenhum padre ou clérigo alguma vez detonou uma bomba no nome de Alá, o Senhor Jesus Cristo (…)”. Mas no original está: “(…) no priest or cleric has ever exploded a nuclear bomb in the name of Allah, Jesus Christ (…)”.

    2)
    O texto tem erros históricos. A Idade Média terminou no século XV. O Massacre do Dia de São Bartolomeu ocorreu no século XVI. E os relatos contemporâneso são muito inconsistentes no número de vítimas huguenotes, por exemplo desde 20 mil até 70 mil.

    3)
    Finalmente, o argumento é falacioso.

    As prescrições morais não fazem parte da ciência, ao contrário da religião.
    O uso do conhecimento científico e da tecnologia não faz parte da ciência.
    O que se pode afirmar de forma legítima, é que se pode causar imenso sofrimento na investigação científica (por exemplo, por vivissecção), mas os cientistas estão cientistas disso, existem imensas obras sobre isso (ex: nos livros de Carl Sagan e revistas de divulgação científica), e existem comités de ética de pesquisas científicas.

    No caso em particular, tratou-se de uma investigação de um comité, em 2011, a um trabalho do médico Don Poldermans, que foi acusado de má conduta científica e foi punido. Dois professores analisaram o projecto seguido por Poldermans, repetindo os testes, concluíndo que a recomendação dada por ele levaria a um aumento de mortalidade em 25%.

    Isso é inconsistente com o que Mats conclui: «grande parte dessa mesma ciência é feita por pessoas que realmente acreditam que os cientistas são a classe elitista da sociedade, e a ciência está maioritariamente certa, e como tal os cientistas não têm que se justificar a ninguém, e nem sofrer as consequências das suas “más-condutas”».

    Podemos também questionar se os clérigos não são tratados como uma classe elitista da sociedade, que a religião não tem dogmas (verdades inquestionáveis), que os clérigos não precisam de se justificar nem de sofrer consequências dos seus erros. Podemos comparar exemplos para retiramos elações.

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