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Como Alguém Pode Duvidar do “Fato” da Evolução?

evolucao lupa
O ponto principal deste post de Cornelius Hunter não é tanto responder à pergunta (embora sirva a isso também), mas sim chamar a atenção para  uma atitude que ele tem visto, já com certa frequência, em interlocutores que promovem a Evolução (com base na sua própria experiência de “dialogar” com eles um “diálogo” que, como se vê aqui, algumas vezes pode ficar aquém do ideal de divergência amistosa):

Os evolucionistas gostam de dizer que existem montanhas de evidências em favor da evolução, mas qual seria a melhor “prova”? O que faria um criacionista pensar duas vezes? Vinte e cinco segundos depois do início de um vídeo sobre o assunto, o evolucionista Richard Dawkins responde a essa pergunta. Sua evidência “matadora” é a congruência entre os genes de diferentes plantas e animais. Compare os genes através de uma variedade de espécies e você verá uma “hierarquia perfeita, uma árvore de família perfeita”. Na verdade, você vai ver o mesmo resultado para árvores evolutivas usando genes individuais, os chamados “gene trees” (árvores). Funciona “com cada gene que você analise separadamente”.


Dawkins: [Tradução/versão de parte do vídeo]: [0.25] Eu acho que, talvez, o fato único mais convincente — observação — que você poderia apresentar seria o padrão de semelhanças que você vê quando se compara os genes, usando técnicas modernas de DNA, como olhar as correspondências letra a letra entre os genes  — comparar os genes de qualquer par de animais que você queira — um par de animais ou um par de plantas — e, em seguida, traçar as semelhanças, e eles caem em uma hierarquia perfeita, uma árvore de família perfeita. … [1.05] Além disso, a mesma coisa funciona com cada gene que você analise separadamente e até mesmo com pseudogenes que não fazem nada, mas são relíquias vestigiais de genes que uma vez fizeram alguma coisa. Acho que é extremamente difícil imaginar como qualquer criacionista que realmente tenha se preocupado em ouvir isso, poderia duvidar do fato da evolução.]


Dawkins continua o discurso com algumas palavras bastante duras para os criacionistas. A mensagem é clara. [Para Dawkins] A evidência para a evolução encaixa perfeitamente no lugar. Isso torna a evolução um fato que está além de qualquer dúvida razoável. E quem duvida disso é uma pessoa má.

Essa atitude não é de forma nenhuma própria apenas de Dawkins. Eu ouvi a mesma afirmação, e outras como essa, dezenas de vezes. Às vezes informalmente em palestras, discussões, debates e assim por diante. Outras vezes, em livros ou outras publicações.

O que é surpreendente é a alta confiança do evolucionista e a autocerteza em relação a uma deturpação tão flagrante da ciência. Seria difícil imaginar uma falsidade maior. A incongruência filogenética é galopante em estudos evolutivos. Existem conflitos em todos os níveis da árvore evolutiva e tanto entre os traços morfológicas quanto entre os moleculares. Este estudo relata árvores genéticas incongruentes em morcegos. Esse é um exemplo entre muitos. Essas incongruências são causadas por quase todos os tipos de contradição possíveis. Sequências moleculares em uma ou poucas espécies podem estar fora de lugar entre espécies semelhantes. Ou sequências em espécies distantes podem ser estranhamente similares. Como um estudo admitiu, “não há mecanismo conhecido ou função que seriam responsáveis ​​por este nível de conservação nas distâncias evolutivas observadas”. Ou, como outro evolucionista admite, os muitos exemplos de sequências moleculares quase idênticas de animais totalmente não relacionados uns com os outros são “surpreendentes”.

Um problema ainda mais grave é que, em muitos casos, nenhuma comparação é sequer possível. A sequência molecular encontra-se em uma espécie, mas não em suas espécies vizinhas. Quando esse problema se tornou aparente pela primeira vez, os evolucionistas pensaram que ele seria resolvido à medida que os genomas de mais espécies fossem decodificados. Sem sorte, porém, o problema só piorou. Não surpreende que os evolucionistas pré-filtrem cuidadosamente seus dados. Como um estudo explicou, “os dados são rotineiramente filtrados, a fim de satisfazer critérios rigorosos, de forma a eliminar a possibilidade de incongruência”. Genes curtos que produzem o que é conhecido como microRNA também contradizem a alta alegação de Dawkins. Na verdade, um evolucionista, que estudou milhares de genes microRNA, explicou que não encontrou “um único exemplo que apoiasse a árvore tradicional.” Isso, como admitiu outro evolucionista, é “uma incongruência muito séria”. Outro estudo admite que “quanto mais os dados moleculares são analisados, mais difícil é interpretar franca e diretamente as histórias evolutivas dessas moléculas”.

Mas, ainda assim, em apresentações públicas de sua teoria, os evolucionistas apresentam uma história muito diferente. Como Dawkins explicou, as comparações genéticas “caem em uma hierarquia perfeita, uma árvore da família perfeita”. Esta declaração é tão falsa que nem sequer é errada, é um absurdo. E é com ela que Dawkins malha de quem “poderia duvidar do fato da evolução.” Infelizmente, essa atitude é típica. Evolucionistas não têm credibilidade.
Fonte: Cornelius Hunter (Darwin’s God)

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