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É a Ciência Moderna Mais Perigosa que a Religião?

Darwinismo

Por Vox Day

Perigo_CienciaNo meu livro TIA [“The Irrational Atheist”] eu ressalvei que, se os Neo-Ateus fossem consistentes, eles batalhariam pelo fim da ciência com base nos mesmos argumentos por eles usados quando lutam pelo fim das religiões. Afinal, actualmente é a ciência é que representa uma ameaça para a Humanidade, e é a ciência que actualmente está a causar imensas casualidades por todo o mundo.

Lembrem-se: o pior crime religioso de toda a Idade Média foi massacre do Dia de São Bartolomeu onde o Rei Carlos da França ordenou a matança de cerca de 10,000 Huguenotes. Agora, Karl Denninger chamou a nossa atenção para um artigo na Forbes relativo às estimadas consequências de um único caso de “má-conduta na pesquisa”:

No Verão passado, pesquisadores Britânicos geraram preocupações quando publicaram um artigo levantando a possibilidade de que, ao seguirem directrizes estabelecidas, médicos do Reino Unido podem ter causado até 10,000 mortes por ano…

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Astronautas Cristãos: Viagens Espaciais Só Fortalecem a Fé

Ao contrário do que muitos podem pensar, a NASA é um local onde a fé tem um papel importante. Já foi noticiado que astronautas levaram Bíblias durante suas missões. Em especial, dois astronautas que participaram de viagens espaciais importantes com a nave Atlantis afirmam terem renovado sua fé em Deus observando do espaço a maravilha da criação. Mike T. Good e Mike Massimino são estrelas na mídia dos EUA, têm milhares de seguidores em redes sociais e continuamente dão palestras sobre o que viveram.

O Coronel Good afirmou com convicção: “Dizem que não há ateus nas trincheiras, e provavelmente não há nenhum nos foguetes espaciais.” Ele esteve duas vezes no espaço, uma delas na histórica missão que colocou o telescópio Hubble em órbita.
Seu parceiro Massimino também estava naquela viagem espacial. Durante uma entrevista, confessou: “Eu sonhava em ser astronauta quando era criança. Ttinha seis anos quando Neil Armstrong pisou na lua. Mas a visão da Terra… é tão impressionante ver a Terra do espaço! Nós podemos treinar nos simuladores, mas nada pode prepará-lo para o que seus olhos verão ao perceber a grandeza do espaço e a beleza da Terra… Não consigo descrever em palavras, mas posso dizer que quando fiz a caminhada espacial o pensamento que me veio é que eu estava no céu, então o Paraíso deve ser semelhante a isso.”
Ao ser perguntado como ele vê o Céu e o inferno, foi categórico: “Quando criança, aprendi que o Céu estava em cima e o inferno, embaixo. À medida que envelhecemos, entendemos que não é possível pensar nesses termos. Nada do que temos aqui irá conosco, por isso o mais importante é lembrarmos que o Evangelho de Mateus nos diz para não nos preocuparmos com o amanhã.”
Massimino contou ainda que a oração é algo muito comum entre os astronautas. “Eu orei muito para realizar todo o trabalho com sucesso e realmente me sinto mais perto de Deus.” O porta-voz do Centro Espacial explica que “a NASA não fornece recursos espirituais, mas objetos religiosos como cruzes, Bíblias, imagens e orações estão entre os itens pessoais mais comuns nas viagens ao espaço.”
É conhecida a história do astronauta Buzz Aldrin, que durante sua viagem à Lua orou e levou consigo um pedaço de papel com o Salmo 8:3, 4: “Quando vejo os Teus céus, obra dos Teus dedos, a Lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que Te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?”Antes de voltar à Terra, Aldrin colocou esse papel sobre a superfície do satélite e regressou à nave.
Em Janeiro de 1971, dois membros da tripulação da Apollo 14, Shepard e Mitchell, depositaram na superfície lunar um pacote contendo uma Bíblia em microfilme e o primeiro versículo de Gênesis em 16 idiomas. Seis meses mais tarde, durante a missão Apollo 15, James B. Irwin, depois de andar na Lua, disse: “Senti o poder de Deus como nunca senti antes.” Em 1998, John Glenn, que voltou ao espaço após 36 anos, disse: “Para mim é impossível contemplar toda a criação e não crer em Deus.”
Parece que a NASA está cheia de cristãos. A maioria dos que trabalham no Centro Espacial Johnson, em Houston, Texas, frequentam a Igreja Presbiteriana Webster ou as paróquias católicas de Santa Clara de Assis e de Saint Paul. Um dos líderes da Saint Paul diz que o pessoal da NASA “desfruta de visão que os sacerdotes não têm, pois podem falar da glória da criação de Deus a partir do espaço”.
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Conheça a Cosmovisão Teísta/Criacionista – partes I e II

Todos temos uma cosmovisão. Ronald Nash define cosmovisão como “um esquema conceitual que contém nossas crenças fundamentais, sendo o meio pelo qual nós interpretamos e julgamos a realidade.” 

Faz já algum tempo, o jornalista Michelson Borges, do site Criacionismo, publicou uma série de quatro postagens com sugestões de livros que apresentam a cosmovisão teísta/criacionista. Impossível não reproduzir aqui. 

Mesmo sem ter lido ainda muitos dos livros recomendados, indico o histórico apresentado no prefácio de “Um Ateu Garante: Deus Existe”, de Antony Flew, como um bom ponto de partida para o exame da bibliografia sugerida. Seguem as listas das duas primeiras postagens. Boa leitura!

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De vez em quando, pessoas me perguntam que livros eu li para solidificar minha visão de mundo teísta/criacionista e que livros recomendo para quem queira ter contato com esse universo por meio de bons autores. Felizmente, existem bons livros em língua portuguesa para aqueles que querem aprofundar seus conhecimentos sobre teísmo, criacionismo, ciência e religião. Para os que não creem, vale a pena lembrar as palavras do grande filósofo e matemático cristão Blaise Pascal: “Que os homens aprendam pelo menos qual a fé que rejeitam antes de rejeitá-la.” Independentemente de você crer ou não em Deus, de aceitar ou não a Bíblia e o criacionismo, aqui vai uma bibliografia básica sugestiva, numa ordem também sugestiva. Esses foram livros que “fizeram minha cabeça” e me ajudaram a enxergar o mundo sob a ótica criacionista (fui darwinista até meus 18 anos). Analise os fatos e tire você também suas conclusões. – Michelson Borges

Antony Flew, Um Ateu Garante: Deus Existe(Ediouro) – Flew é considerado o principal filósofo dos últimos cem anos (seu ensaio Theology and Falsification se tornou um clássico e a publicação filosófica mais reimpressa do século 20) e passou mais de cinquenta anos defendendo o ateísmo. Filho de pastor metodista, ele sempre foi incentivado a buscar razões e explicações para as coisas em que acreditava. Tornou-se ateu, formou-se em Oxford, lecionou em universidades importantes, mas foi justamente a vontade de buscar a razão de tudo que o fez rever seus conceitos sobre a fé. O livro se divide em duas partes. Na primeira, Flew conta como chegou a negar a Deus, tornando-se ateu. Na segunda, ele analisa os principais argumentos que o convenceram da existência do Criador. No fim, há dois apêndices preciosos: “O novo ateísmo” (no qual são analisadas as principais ideias de ateus como Dawkins e Dennett) e “A autorrevelação de Deus na história humana” (com argumentos sobre a encarnação e a ressurreição de Jesus Cristo). “Minha jornada para a descoberta do Divino tem sido, até aqui, uma peregrinação da razão. Segui o argumento até onde ele me levou, e ele me levou a aceitar a existência de um Ser autoexistente, imutável, imaterial, onipotente e onisciente”, testemunha Flew.

G. K. Chesterton, Ortodoxia (Mundo Cristão) – Grande pensador do século 19, dono de um estilo bem humorado, Chesterton critica com classe e profundidade as incoerências do pensamento ateu. C. S. Lewis, outro ex-ateu famoso, foi profundamente influenciado pelas ideias de Chesterton. Nesse livro, lançado em 1908 (essa nova edição da Mundo Cristão comemora o centenário da obra), Chesterton refaz sua trajetória espiritual e mostra como mudou do agnosticismo à crença. Ele provoca: “Para responder ao cético arrogante, não adianta insistir que deixe de duvidar. É melhor estimulá-lo a continuar a duvidar, para duvidar um pouco mais, para duvidar cada dia mais das coisas novas e loucas do universo, até que, enfim, por alguma estranha iluminação, ele venha a duvidar de si próprio.”

Viktor Frankl, A Presença Ignorada de Deus(Vozes/Sinodal) – Frankl fala de uma “fé inconsciente” e de um “inconsciente transcendental” que inclui a dimensão religiosa. Para ele, quando a fé, em escala individual, se atrofia, transforma-se em neurose; e na escala social, degenera em superstição. “Somente a pessoa espiritual estabelece a unidade e totalidade do ente humano”, garante Frankl. “Ela forma esta totalidade como sendo bio-psico-espiritual. […] Somente a totalidade tripla torna o homem completo.” Para o psicanalista, “a consciência é a voz da transcendência e, por isso mesmo, ela mesma é transcendente. O homem irreligioso, portanto, é aquele que ignora essa transcendência da consciência. O homem irreligioso ‘tem’ consciência, assim como responsabilidade; apenas ele não questiona além, não pergunta pelo que é responsável, nem de onde provém sua consciência”.

Nancy Pearcey, Verdade Absoluta – Libertando o cristianismo de seu cativeiro intelectual (CPAD) – Pearcey se converteu em grande parte graças às ideias de Francis Schaeffer (outro autor que vale a pena conhecer). Pós-graduada em teologia e filosofia, ela é catedrática no Instituto de Jornalismo Mundial e professora convidada da Universidade Biola, na Califórnia, e do Discovery Institute. Seu livro A Verdade Absoluta tem apresentação de Phillip Johnson, com quem ela tem colaborado em seminários sobre ciência, filosofia e fé. A tese da autora é de que “somente pela recuperação de uma visão holística da verdade total podemos libertar o evangelho para que se torne uma força redentiva que permeie todas as áreas da vida”. Pearcey relata sua jornada pessoal como estudante luterana, sua rejeição da fé e seu retorno a Deus. Ela relata, também (entre outras), a história do filósofo cristão Alvin Plantinga, que provocou a volta para a comunidade filosófica de acadêmicos comprometidos com uma visão teísta da filosofia analítica. O livro ajuda a mostrar a relevância do cristianismo para uma sociedade pós-moderna que vive numa espécie de vácuo intelectual.

Norman Geisler e Frank Turek, Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu (Vida) – O livro reúne os principais argumentos teístas, numa apologética simples, resumida e convincente. Na página 20, os autores mencionam as “cinco perguntas mais importantes da vida”: (1) Origem: De onde viemos? (2) Identidade: Quem somos? (3) Propósito: Por que estamos aqui? (4) Moralidade: Como devemos viver? (5) Destino: Para onde vamos? Essas perguntas servem mais ou menos como balizas para todo o conteúdo, e os autores dizem: “As respostas a cada uma dessas perguntas dependem da existência de Deus. Se Deus existe, então existe significado e propósito para a vida. Se existe um verdadeiro propósito para sua vida, então existe uma maneira certa e uma maneira errada de viver. As escolhas que fazemos hoje não apenas nos afetam aqui, mas também na eternidade. Por outro lado, se Deus não existe, então a conclusão é que a vida de alguém não significa nada. Uma vez que não existe um propósito duradouro para a vida, não existe uma maneira certa ou errada de viver. Não importa de que modo se vive ou naquilo em que se acredite, pois o destino de todos nós é pó.” Duas ressalvas: os autores defendem o mito do inferno eterno e mencionam o domingo como dia de guarda.

Lee Strobel, Em Defesa da Fé (Vida) – O jornalista Lee Strobel se propôs mostrar as “incoerências e contradições” do cristianismo. Depois de anos de investigação e pesquisa, abandonou o ateísmo e se tornou um dos grandes apologistas cristãos contemporâneos. No livro Em Defesa de Cristo, Strobel expõe diversos argumentos favoráveis e contrários à pessoa de Jesus. No Em Defesa da Fé, ele trata de um dos fundamentos do cristianismo: a fé. Strobel lida com objeções como: (1) Uma vez que o mal e o sofrimento existem, não pode haver um Deus amoroso. (2) Uma vez que os milagres contradizem a ciência eles não podem ser verdadeiros. (3) A evolução explica a origem da vida, de modo que Deus não é necessário. (4) Se Deus mata crianças inocentes, ele não é digno de adoração. (5) É ofensivo afirmar que Jesus é o único caminho para Deus. (6) Um Deus amoroso jamais torturaria pessoas no inferno [este é o único capítulo objetável]. (7) A história da igreja está repleta de opressão e violência. (8) Eu ainda tenho dúvidas, portanto não posso me tornar cristão.

Armand M. Nicholi Jr., Deus em Questão  C. S. Lewis e Freud debatem Deus, amor, sexo e o sentido da vida (Ultimato) – Nicholi, que é psiquiatra e professor da Escola de Medicina de Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts, contrapõe as ideias de dois grandes pensadores do século 20: Sigmund Freud e C. S. Lewis. Ambos consideraram o problema da dor e do sofrimento, a natureza do amor e do sexo, e o sentido último da vida e da morte. Depois de vinte e cinco anos de ensino e pesquisa sobre Freud e Lewis, Nicholi colocou o resultado à disposição de todos. Na contracapa do livro, o ex-ateu Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas em Genoma Humano, escreveu: “Esta elegante e convincente comparação entre a visão de mundo de Freud e a de C. S. Lewis é uma oportunidade de reflexão dialógica sobre as mais importantes questões que a humanidade sempre se fez: Deus existe? Ele se importa comigo? Este livro destina-se a todos que buscam, sinceramente, respostas sobre a verdade, o sentido da vida e a existência de Deus.”

Antonino Zichichi, Por Que Acredito Naquele que Fez o Mundo (Objetiva) – Zichichi é ex-presidente da Federação Mundial de Cientistas e faz afirmações bastante corajosas e pouco convencionais no mundo científico. Segundo ele, há flagrantes mistificações no edifício cultural moderno e que passam, muitas vezes, despercebidas do público em geral. Alguns exemplos: Faz-se com que todos creiam que ciência e fé são inimigas. Que ciência e técnica são a mesma coisa. Que o cientificismo nasceu no coração da ciência. Que a lógica matemática descobriu tudo e que, se a matemática não descobre o “Teorema de Deus”, é porque Deus não existe. Que a ciência descobriu tudo e que, se não descobre Deus, é porque Deus não existe. Que não existem problemas de nenhum tipo na evolução biológica, mas certezas científicas. Que somos filhos do caos, sendo ele a última fronteira da ciência. Para Zichichi, a verdade é bem diferente. E a maneira de se provar a incoerência das mistificações acima consiste em compreender exatamente o que é ciência. Zichichi afirma: “Nem a matemática nem a ciência podem descobrir Deus pelo simples fato de que estas duas conquistas do intelecto humano agem no imanente e jamais poderiam chegar ao Transcendente. […] a teoria que deseja colocar o homem na mesma árvore genealógica dos símios está abaixo do nível mais baixo de credibilidade científica. […] Se o homem do nosso tempo tivesse uma cultura verdadeiramente moderna, deveria saber que a teoria evolucionista não faz parte da ciência galileana. Faltam-lhe os dois pilares que permitiriam a grande virada de 1600: a reprodução e o rigor. Em suma, discutir a existência de Deus, com base no que os evolucionistas descobriram até hoje, não tem nada a ver com a ciência. Com o obscurantismo moderno, sim.” Para um cientista católico, Zichichi manifesta muita coragem. E você, terá coragem para lê-lo?

Alister McGrath e Johanna McGrath, O Delírio de Dawkins (Mundo Cristão) – Escrito pelo ex-ateu e também professor em Oxford (como Dawkins) Alister McGrath (em co-autoria com a esposa Johanna), o livro desmantela o argumento de que a ciência deve levar ao ateísmo. McGrath mostra que Dawkins abraçou o amargo e dogmático manifesto do ateísmo fundamentalista, e em apenas 156 páginas desconstrói os argumentos que Dawkins expôs em mais de 500, em seu livro Deus, Um Delírio.

Ravi Zacharias, A Morte da Razão – Uma resposta aos neoateus (Vida) – A Morte da Razão é uma resposta ao livro Carta a Uma Nação Cristã, do ateu militante Sam Harris, mas bem pode ser lido como uma resposta breve ao neoateísmo de modo geral, defendido por figuras como Dawkins, Hitchens, Dennett e outros. O indiano Ravi Zacharias sabe muito bem do que está falando, pois foi ateu e, no tempo em que cursava filosofia em Nova Délhi, por sugestão das ideias de Albert Camus tentou o suicídio. Não foi bem-sucedido e acabou no hospital. Ali ganhou uma Bíblia e sua vida deu uma guinada. A história é impressionante, mas Zacharias nos dá apenas uma “palhinha” dela nessa obra, cujo objetivo é mostrar que Deus não é produto da imaginação e que o cristianismo fornece boas respostas para questões levantadas – muitas vezes de forma leviana – pelos ateus fundamentalistas. Entre outros assuntos, Zacharias trata da verdadeira natureza do mal, da absoluta falência do neoateísmo, da coexistência da religião e da ciência e da fundamentação da moralidade. Zacharias mostra que a visão de mundo dos neoateus leva a um vácuo. “Pelo menos Voltaire, Sartre e Nietzsche foram sinceros e coerentes na visão de mundo deles. Eles confessavam o ridículo da vida, a falta de sentido de tudo num mundo ateísta. Os ateus de hoje, como Richard Dawkins e Sam Harris, todavia, estão tão cegos pela arrogância da mente deles que procuram apresentar essa visão da vida como algum tipo de libertação triunfal. […] A vida sem Deus é em última análise uma vida sem nenhum ponto de referência de sentido que não seja a que alguém lhe dá na hora.” Na página 64, Zacharias sumariza suas ideias assim: “A visão de mundo da fé cristã é bem simples. Deus pôs neste mundo o suficiente para tornar a fé nEle uma coisa bem razoável. Mas deixou de fora o suficiente a fim de que viver tão somente pela razão pura fosse impossível”. O livro tem apenas 110 páginas, mas traz inspiração e lições para uma vida.

William Lane Craig, Apologética Para Questões Difíceis da Vida (Mundo Cristão) – Em seu livro, Craig (que é doutor em teologia e filosofia) mostra que a teologia bíblica pode responder satisfatoriamente questões que têm que ver com nosso dia a dia. Por exemplo: Por que Deus não responde às minhas orações? Se Deus é onipotente, por que o mal existe? Se Deus é tão amoroso, por que sofremos? Qual é o significado do sofrimento para o cristão? Como ele deve lidar com suas dúvidas? É mais uma contribuição do escritor que vem promovendo incessantemente a ideia de que o cristão pode e deve desenvolver uma fé racional, e deve estar sempre pronto para responder a todo aquele que lhe pedir a razão da sua esperança (1 Pedro 3:15). Craig também lida francamente com questões espinhosas que envolvem as polêmicas do aborto e da homossexualidade. Ao propor uma verdade absoluta, cristãos como Craig e outros podem parecer arrogantes e intolerantes. Por isso, logo na introdução de seu livro, o autor avisa: “O cristão está comprometido tanto com a verdade como com a tolerância, porque acredita naquele que não somente disse ‘Eu sou a verdade’, como também declarou ‘amai os vossos inimigos’.” Enfim, é leitura obrigatória para quem quer entender o mundo com as claras lentes da cosmovisão cristã.

(Publicarei mais sugestões de leitura em postagens futuras. – Michelson Borges)


Fonte: Criacionismo (parte I)  Criacionismo (parte II)

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50 Prêmios Nobel e Outros Grandes Cientistas que Acreditam em Deus

 

E-book muito valioso, este editado por Tihomir Dimitrov  (grátis aqui, em inglês e em russo). Trata-se de uma compilação do pensamento de vários Prêmios Nobel, cientistas, filósofos e estadistas a respeito de Deus e religião. Mesmo sem representar algumas vezes, no que se refere à crença ou ao conceito de Deus, a síntese definitiva do pensamento de quem está sendo citado, as declarações são muito interessantes e  revelam momentos específicos de reflexão. Segue a introdução, escrita pelo próprio Dimitrov, acompanhada de umas poucas citações pinçadas do livro (mais versões em futuros posts).

O livro 50 Prêmios Nobel e outros grandes cientistas que acreditam em Deus reúne citações bem-documentadas de alguns dos mais influentes cientistas e escritores do mundo.

Durante minha pesquisa de 11 anos, estudei centenas de livros, artigos e cartas – principalmente as encontradas nos arquivos da National Library of Bulgaria (Sofia), da Biblioteca Comunale di Milano e da Austrian National Library (Viena). Também troquei correspondência com muitos cientistas contemporâneos ganhadores do Prêmio Nobel, os quais partilharam suas crenças pessoais a respeito de Deus.

Eu acredito que este livro pode inspirar os que creem, trazer esperança aos pesquisadores e desafiar aqueles que pensam que a religião e a ciência contemporânea vivem um conflito insuperável.

 

  • Einstein, Prêmio Nobel de Física 

“Quanto mais penetramos nos segredos da natureza, tanto maior se torna o nosso respeito por Deus”. (Einstein, citado em Brian 1996, 119)

“Você aceita o Jesus histórico?

– Sem dúvida! Ninguém pode ler os Evangelhos sem sentir a presença real de Jesus. A sua personalidade pulsa em cada palavra. Nenhum mito é preenchido com tanta vida” (Einstein, citado em Viereck 1929, ver também Einstein, citado na revista alemã Geisteskampf der Gegenwart, Guetersloh, 1930, S. 235).”

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  • Max Planck, Prêmio Nobel de Física
“Que Deus existia antes de existirem seres humanos na Terra, que Ele tem o mundo inteiro, crentes e não crentes, em Sua mão onipotente por toda a eternidade, e que Ele continuará a ser entronizado em um nível inacessível à compreensão humana muito tempo depois de a Terra e de tudo o que está sobre ela passar a ruínas; aqueles que professam essa fé e que, inspirados por ela, em veneração e total confiança, sentem-se seguros dos perigos da vida sob a proteção do Todo-Poderoso, somente esses podem se incluir entre os verdadeiramente religiosos.”  
(Planck, citado em Staguhn 1992, 152). 
 
 
Em seu livro “Where Is Science Going” (1932), Planck salientou:

“Nunca pode haver qualquer oposição real entre religião e ciência, porque uma é o complemento da outra. Cada pessoa séria e que reflita percebe, eu penso, que o elemento religioso em sua natureza deve ser reconhecido e cultivado, se todos os poderes da alma humana devem atuar em conjunto em perfeito equilíbrio e harmonia. E, de fato, não foi por acaso que os maiores pensadores de todas as épocas fossem almas profundamente religiosas.” Planck 1977, 168.

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  • Spinoza, Filósofo 

Spinoza via Jesus Cristo como um homem de gênio moral transcendente, destacando-se acima de Moisés e dos profetas. Via Jesus como Filho de Deus, mas não como um Deus. Ao discutir a natureza da visão profética, ele escreveu:

“Eu creio que nenhum homem jamais chegou à altura daquela perfeição singular, a não ser Cristo, a quem as ordenanças de Deus que levam os homens à salvação foram reveladas, e não em palavras ou visões, mas de forma imediata: de modo que Deus se manifestou aos apóstolos através da mente de Cristo, como outrora a Moisés por meio de uma voz no ar. E, portanto, a voz de Cristo pode ser chamada — assim como a que Moisés ouviu — a voz de Deus. Neste sentido, podemos também dizer que a sabedoria de Deus, isto é, uma sabedoria acima da sabedoria do homem, tomou a natureza humana em Cristo, e que Cristo é o caminho da salvação.” (Spinoza, como citado em Frederick Pollock, Spinoza: His Life and Philosophy, Adamant Media Corporation, Boston, 2000, 352).

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  • Jean-Paul Sartre, Filósofo  

Ao longo de sua carreira madura, o filósofo Jean-Paul Sartre foi um ateu militante. […] No entanto, durante os últimos meses do filósofo […] Em 1980, aproximando-se de sua morte, então cego, decrépito, mas ainda em plena posse de suas faculdades, Sartre chegou muito perto da crença em Deus, talvez até mais que muito perto.

A história pode ser contada brevemente, e talvez com reverência. […] É suficiente citar uma única frase do que Sartre disse, a seguir, para medir o grau de sua aceitação da graça de Deus […]:

“Eu não sinto que eu sou o produto do acaso, uma partícula de poeira no universo, mas alguém que foi esperado, preparado, prefigurado. Em suma, um ser que somente o Criador poderia colocar aqui, e essa idéia de uma mão criadora se refere a Deus.” (Ver Le Nouvel Observateur, 10-16th March 1980, N. 800, p. 56; e Hope Now: The 1980 Interviews, University of Chicago Press, 1996, 55).

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  • Arthur Compton, Prêmio Nobel de Física

Comentando sobre o primeiro versículo da Bíblia no Chicago Daily News (12 de abril de 1936), Arthur Compton afirmou seu ponto de vista religioso:

“Para mim, a fé começa com a percepção de que uma inteligência suprema trouxe o universo à existência e criou o homem. Não é difícil para mim ter essa fé, pois é incontroverso que onde há um plano, há inteligência. Um universo ordenado e desdobrado testifica a verdade da declaração mais majestosa jamais proferida: “No princípio… Deus …” [Gênesis 1, 1] ” (Compton 1936)

 

“Se a  religião deve ser  aceitável pela ciência é importante examinar a hipótese de uma inteligência que trabalha na natureza. A discussão das evidências de um Deus inteligente é tão antiga quanto a própria filosofia.
O argumento com base no design, embora muito comum, nunca foi devidamente refutado. Ao contrário, à medida que aprendemos mais sobre o nosso mundo, a probabilidade de que ele seja o resultado de  processos aleatórios torna-se mais e mais remota, de modo que, de fato, poucos são os homens de ciência hoje que irão defender uma atitude ateísta. ” (Compton 1935, 73 ).

 

 

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Os Dez Maiores Mitos Sobre Homossexualidade

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O que dizem as pesquisas científicas quando o assunto é homossexualidade?

Tendo em vista alguns dados da realidade americana (embora os mitos possam atravessar fronteiras), o blog Tough Questions Answered (Bill Pratt) apresenta aqui o resumo de um panfleto, escrito pelo Family Research Council, intitulado Os Dez Maiores Mitos sobre Homossexualidade: “O panfleto é bem escrito e parece ser bem fundamentado, com abundantes citações de artigos científicos. Abaixo estão os dez mitos que são abordados no texto”:

Mito 1: As pessoas nascem homossexuais.

Fato: A pesquisa não mostra que alguém “nasce gay”, mas sugere, em vez disso, que a homossexualidade é o resultado de uma combinação complexa de fatores de desenvolvimento.

Mito 2: A orientação sexual não pode mudar.

Fato: Milhares de homens e mulheres têm testemunhado ter experimentado uma mudança na sua orientação sexual de homossexual para heterossexual. Pesquisas confirmam que tal mudança ocorre às vezes de forma espontânea, e às vezes como resultado de intervenções terapêuticas.

Mito 3: Os esforços para mudar a orientação sexual de alguém de homossexual para heterossexual são prejudiciais e antiéticos.

Fato: Não há evidências científicas de que os esforços de mudança criam mais danos do que o próprio estilo de vida homossexual em si. A verdadeira violação da ética ocorre quando é negada aos clientes a oportunidade de definir suas próprias metas para a terapia.

Mito 4: Dez por cento da população americana é gay.

Fato: Menos de três por cento dos adultos americanos se identificam como homossexuais ou bissexuais.

Mito 5: Homossexuais não experimentam um nível mais alto de distúrbios psicológicos que os heterossexuais.

Fato: Homossexuais experimentam consideravelmente níveis mais elevados de doença mental e abuso de substâncias do que os heterossexuais. Uma revisão detalhada da pesquisa mostrou que “nenhum outro grupo de tamanho comparável na sociedade experimenta patologias deste tipo em nível tão elevado e generalizado.”

Mito 6: A conduta homossexual não é prejudicial à saúde física.

Fato: Tanto por causa de padrões de comportamento de alto risco, como promiscuidade sexual, quanto por causa do dano ao corpo advindo de determinadas práticas sexuais, os homossexuais estão em maior risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis e outras formas de doenças e lesões do que os heterossexuais.

Mito 7: As crianças criadas por homossexuais não são diferentes das crianças criadas por heterossexuais nem sofrem danos.

Fato: Um enorme conjunto de programas de investigação em ciências sociais mostra que as crianças se desenvolvem melhor quando criadas pelos próprios pais biológicos que estão comprometidos um com um outro em um casamento duradouro. Pesquisas específicas sobre crianças de homossexuais têm grandes problemas metodológicos, mas mostram diferenças específicas.

Mito 8: Os homossexuais não são mais propensos a abusar de crianças do que os heterossexuais.

Fato: A porcentagem de casos de abuso sexual infantil em que homens molestam meninos é muitas vezes maior que a porcentagem de homens adultos que são homossexuais, e a maioria dos que se envolvem nesse tipo de abuso se identificam como homossexuais ou bissexuais.

[Nota explicativa do próprio folheto: Isso não significa que todos os homossexuais sejam molestadores de crianças. Ninguém jamais afirmou isso. Nem sequer significa que a maioria dos homossexuais o sejam – não há nenhuma evidência para apoiar isso. Mas há evidências de que a taxa relativa de abuso sexual infantil entre os homossexuais é muito maior do que entre heterossexuais.]

Mito 9: Homossexuais são seriamente desfavorecidos em razão de discriminação.

Fato: As pesquisas mostram que os homossexuais, na realidade, têm níveis significativamente mais altos de escolaridade do que o público em geral, enquanto as conclusões sobre os rendimentos dos que fazem parte desse grupo são, na pior das hipóteses, muito variadas.

Mito 10: As relações homossexuais são apenas as mesmas que os heterossexuais, exceto quanto ao gênero dos parceiros.

Fato: Os homossexuais são menos propensos que os heterossexuais a entrar em um relacionamento sério, a ser sexualmente fiéis a um parceiro, mesmo que tenham um, e a ficar comprometidos por toda a vida. Eles também apresentam taxas mais elevadas de violência doméstica do que os casais heterossexuais casados.

Peço que você leia o artigo inteiro para obter os detalhes por trás dessas afirmações, que são apoiadas por citações das pesquisas. O resumo é este: a ciência mostra que o estilo de vida gay é em geral destrutivo aos que vivem nele e não devemos, como sociedade, promovê-lo.

Isso significa que cada pessoa gay vivencia os problemas citados na pesquisa? Obviamente que não. Estamos lidando com estatísticas e probabilidades, por isso há pessoas absolutamente gays que são exceções às conclusões da pesquisa. No entanto, o movimento de união gay pede um apoio estatal ao seu estilo de vida, e a única maneira de abordar esta questão é olhar em termos estatísticos a realidade daqueles que praticam este estilo de vida.