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John Lennox: Não Confunda o “Motor Ford” com o “Doutor Ford”

 

 

Alguns céticos do cristianismo são conhecidos por argumentar que o grande sucesso da ciência, ao revelar os mecanismos físicos do universo, deve nos levar a concluir que a hipótese “Deus” é totalmente desnecessária. “A ciência acabará por revelar as leis da natureza e, uma vez conhecidas essas leis, a necessidade de Deus terá desaparecido”. É o que pensam. Isso faz sentido? Não de acordo com o professor, filósofo e matemático da Universidade de Oxford John Lennox. Em seu livro “God’s Undertaker“, Lennox afirma: “Tal raciocínio envolve uma falácia lógica comum.”

Veja como ele ilustra a falácia nesta citação (tradução de trecho de um capítulo da obra “Beyond Opinion: Living the Faith We Defend“):

O sucesso da ciência às vezes leva as pessoas a pensar que, por podermos compreender os mecanismos do universo, podemos concluir com segurança que não houve um Deus que o projetou e o criou em primeiro lugar. Esse raciocínio comete um erro lógico, uma vez que confunde “mecanismo” com “agência”. Considere um motor de carro Ford. É concebível que alguém que estivesse vendo um desses motores pela primeira vez e não soubesse nada de ciência pudesse imaginar que há um “deus” (Senhor Ford) no interior do motor e que esse “deus” o faz funcionar. É claro que, se tal pessoa, posteriormente, viesse a estudar engenharia e desmontasse o motor, iria descobrir que não há um “deus” (Senhor Ford) no seu interior. Também veria que não havia necessidade de introduzir o Senhor Ford como uma explicação para o funcionamento do motor: sua compreensão dos princípios impessoais de combustão interna seria suficiente para isso. No entanto, se ela decidisse então que sua compreensão dos princípios de como o motor trabalha torna impossível acreditar na existência de um Senhor Ford que projetou esse motor em primeiro lugar, isso seria patentemente falso. Se nunca houvesse um Senhor Ford para projetar os mecanismos, nenhum desses mecanismos existiria para ser compreendido.

Como essa ilustração se aplica a Deus e ao universo?

Lennox (novamente em “God’s Undertaker”) explica:

É igualmente um erro de categoria supor que a nossa compreensão dos princípios impessoais segundo os quais o universo funciona torna tanto desnecessário como impossível acreditar na existência de um Criador pessoal que o projetou,  que o fez e o sustenta. Em outras palavras, não devemos confundir os “mecanismos” pelos quais o universo funciona com a sua “Causa” ou o seu “Sustentador”.

Hawking, Dawkins e outros cientistas ateus não conseguem entender este ponto filosófico básico. Um dia, se houver uma explicação física total e completa de como cada partícula do universo se comporta, se chegarmos a um conjunto de equações que explique cada mecanismo físico, a questão fundamental de onde essas equações vieram ainda precisará ser respondida. Os cientistas não terão eliminado a existência do “Doutor Ford”.

Fontes:
ThePoachedEgg.Net
ToughQuestionsAnswered

 

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Um Incomparável Par de Óculos

Imagem: Adventist Mission

“O que é que você está lendo?”, o médico perguntou quando entrou na sala de exame e viu Tina com um livro aberto no colo.

Tina ficou ligeiramente corada. “É, ah…, a Bíblia.”

“Oh?”, o médico disse enquanto tirava um par de óculos de um saco plástico. “Eu não sabia que eles publicavam a Bíblia em brochura.” “Ah, publicam sim”, respondeu Tina.

“Por que você lê a Bíblia?”, perguntou o médico. Então, antes que Tina pudesse responder, ele continuou. “Quero dizer, com todos os diferentes tipos de livros por aí, eu acho que um livro antigo, desatualizado assim seria muito chato.”

“Oh, não”, disse Tina. “Não é nada disso. Ela realmente me ajuda… Bem, é como… Eu não sei…” Tina sentiu-se frustrada porque não conseguia expressar o que estava pensando.

O médico levantou o novo par de óculos que tinha tirado do saco. Tina tirou os óculos velhos, e ele colocou o novo par em seu rosto, verificando atrás das orelhas para ver como os novos óculos se encaixavam.

“Uau!”, Tina disse imediatamente. “Que diferença!”

O médico sorriu. “Você nem percebia o quanto estava perdendo com o seu velho par de óculos, não é mesmo?” “Não”, Tina disse, girando a cabeça para olhar tudo ao redor. “Tudo é tão nítido e claro agora.”

De repente, ela teve um pensamento. “Ei!”, ela disse. “É por isso que eu leio a Bíblia!”. O médico não disse nada, mas uma interrogação ficou evidente em sua expressão.

“Ler a Bíblia me dá um par de óculos”, disse ela, “que eu não teria de outra maneira. É como se, quando eu leio a Bíblia, e especialmente quando eu memorizo versículos, isso me ajudasse a ver com mais clareza. Isso me ajuda a ver o que é certo e o que é errado, e isso me ajuda a encontrar o poder de escolher a coisa certa também.”

“Ler a Bíblia realmente faz isso?”, perguntou o médico. Tina assentiu com a cabeça vigorosamente. “Realmente, o senhor deveria experimentar”, disse ela.

Ele balançou o velho par de óculos em sua mão. “Talvez eu faça isso.”

Fonte: Josh McDowell (Josh.org)

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O Alfabeto, o Livro e a Necessidade de Deus – O Argumento da Contingência

Livro e Letras saindo dele

Imagem: Gosto de Ler

Durante uma discussão com A. C. Grayling na 25ª edição do programa de rádio Unbelievable (Inacreditável), em março, Peter S. Williams forneceu uma boa e concisa apresentação do argumento cosmológico da contingência:

Uma vez feita a distinção entre coisas que têm causas e coisas que não têm causas, se alguma coisa existe, ou será o tipo de coisa que requer algo fora de si mesma para existir, ou o tipo de coisa que não requer isso. Se não é possível haver uma regressão infinita de coisas que requerem causas fora de si [e é verdade que há alguma coisa que requer causa fora de si: o universo e tudo o que nele existe]…, então, não pode haver uma regressão infinita de tais causas, e, portanto, você tem que ter um término dessa regressão [Deus é a melhor explicação para o término dessa regressão].

Para alguns que podem achar a explicação por demais concisa, vou extendê-la um pouco.

Podemos conceber dois tipos de coisas: aquelas cuja existência requer uma causa externa a si mesmas (seres “contingentes”), e aquelas cuja existência não requer uma causa externa a si mesmas (seres “necessários”). Dado o fato de que todas as coisas físicas – o universo, e tudo que nele há – não tinham de existir, e em determinado ponto no tempo não existiam, podemos concluir que eles são seres contingentes, cuja existência requer uma causa externa a si mesmos.

A natureza contingente da realidade física cria um problema para qualquer explicação naturalista da origem do universo. Para explicar a existência de um ser contingente X, deve-se apelar para um ser anterior W, que causou a existência de X; para explicar a existência do ser contingente W, deve-se apelar para um ser anterior V, que causou a existência de W; para explicar a existência do ser contingente V, deve-se apelar para um ser anterior U, que causou a existência de V, ad infinitum. Para explicar, em termos naturalistas, a existência do ser contingente X, então, teria de ter havido um número infinito de seres contingentes anteriores a X, que formam uma cadeia causal que conduz à existência de X.

Há dois problemas com isso. Em primeiro lugar, se houvesse uma regressão infinita de causas, isso tornaria realmente impossível explicar a existência de X. O filósofo Richard Purtill [1] oferece uma excelente analogia para ilustrar esse ponto. Imagine se eu lhe pedisse um livro emprestado. Você diz que não tem o livro, mas que vai perguntar a um amigo seu se ele tem uma cópia que possa dar a você para que você, por sua vez,  o empreste a mim. Quando você pergunta ao seu amigo pelo livro, ele diz que não tem, mas que vai perguntar a um amigo dele se ele tem uma cópia para emprestar a ele. Se assim for, ele vai tomar emprestado o livro com o  amigo e, em seguida, emprestá-lo a você. Se esse processo continuar ad infinitum, eu nunca vou receber o livro. Da mesma forma, se nenhum ser contingente na cadeia causal infinita que leva até “X” tivesse existência em si mesmo, então seres contingentes jamais poderiam existir, já que seres contingentes devem derivar a sua existência de uma fonte externa a eles próprios. Afirmar que seres contingentes podem existir independentemente de uma fonte que possui existência em e por si mesma é como sugerir que um número infinito de vagões num trem infinitamente longo pode estar num estado de movimento, apesar do fato de não existir nenhum motor para puxá-los. Se não houver um mecanismo para puxar o carro A, então o carro A e cada carro ligado a ele nunca começarão a se mover. O fato de que o trem se move demonstra que pelo menos um carro tem um motor capaz de dar movimento a todos os outros carros. Da mesma forma, o fato de que o ser contingente “X” existe, demonstra que existe algum ser não-contingente na série causal que dá existência a todos os outros seres.

Em segundo lugar, sabemos, a partir de descobertas científicas, que a realidade física tem um passado finito. A cadeia causal que levou até X termina com a singularidade. Não existem entidades físicas, causas, ou eventos fora da singularidade e, portanto, não há regressão infinita de causas externas a que se possa apelar para explicar a existência de X. O ser contingente W só pode explicar o ser contingente X se existir um ser contingente V que possa explicar o contigente W; e o ser contingente V só pode explicar o ser contingente W se existir um ser contingente U que explique o ser contingente V, e assim por diante. Mas dada a finitude temporal do universo, nós acabaremos por chegar ao ser contingente A, que explica o ser contingente B. Mas o que pode explicar o ser contingente A? Ele requer uma causa externa a si mesmo da mesma maneira que todos os outros seres contingentes, mas, sendo ele o primeiro ser contingente, simplesmente não existem quaisquer outros seres contingentes disponíveis para explicar A. Se, como visto, seres contingentes derivam a sua existência de uma fonte externa a si mesmos, e não existe ser contingente externo a A para explicar a existência de A, então a existência de “X” não pode ser explicada também. Devemos ou concluir que não há uma explicação para os seres contingentes (uma violação do princípio da razão suficiente) ou que a realidade não se esgota com a realidade física. Dada a força de nossa intuição metafísica de que “ser/existência” só vem de “ser/existência”, a última alternativa é mais razoável. Além dos “seres contingentes” que constituem a realidade física, também deve existir um “ser necessário” que transcende o mundo físico.

Voltando, por um momento, à analogia do empréstimo do livro, vimos que, se o processo de solicitação do livro a um amigo continuasse ad infinitum, eu jamais receberia o livro. Se eu recebo o livro, porém, então, em algum ponto da cadeia causal, deve existir alguém que não tem que pedir o livro emprestado, mas possui o livro e o empresta a todos os outros que precisam do livro. Da mesma forma, se o ser contingente X existe, então em algum ponto da cadeia de causalidade, deve existir um ser necessário que não tem de derivar a sua existência de alguma fonte externa, mas existe por uma necessidade de sua própria natureza e é a fonte de todas os seres contingentes. Um ser dessa natureza não pode ser parte do reino físico, porque todas as entidades físicas são seres contingentes. O ser necessário deve, portanto, transcender ao mundo físico, agindo como sua causa primeira.

Além de imaterial, o ser necessário também deve ser eterno e não espacial, já que o tempo e o espaço são partes da realidade física [que é contingente]. Um ser com essas características [não contingente, imaterial, eterno, não espacial] corresponde ao que os teístas têm tradicionalmente descrito como Deus, e, assim, Deus é o melhor candidato para o ser necessário.

Em resumo, não pode haver uma regressão infinita das coisas que requerem uma causa externa para si. Deve haver uma terminação da cadeia causal. O que quer que termine a cadeia causal não pode ele próprio ser algo que exija uma causa externa a si mesmo, mas deve ser um ser necessário a partir do qual todos os seres contingentes derivam sua existência. Dadas as características de um ser necessário, Deus é a melhor explicação para o término do regresso causal.

Fonte: Theosophical

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Explicações Naturais Dispensam o Sobrenatural?

 

Imagine a cena (século XIX): quatro pessoas estão numa charrete puxada por um cavalo jovem ainda não totalmente domesticado. O cavalo tem a fama de ser rebelde e pouco antes dessa viagem havia causado um grave acidente. Isso exige atenção redobrada do condutor, que mantém a rédea curta. Os viajantes, entre eles uma senhora, esposa do condutor, são cristãos e conversam sobre algum tema bíblico. De repente, a senhora exclama: “Glória!”. O cavalo para imediatamente e fica imóvel. A senhora se levanta e, olhando para cima, desce os degraus da carruagem. Ela tem uma visão das realidades do céu. Enquanto desce, apoia a mão firmemente no lombo do cavalo, que, surpreendentemente, permanece imóvel. Em condições normais, ele teria dado coices furiosos no momento em que alguém lhe tocasse. A senhora, ainda com olhos voltados para o alto, sobe um barranco à margem da estrada e de lá passa a descrever as belezas da Nova Terra.

O condutor da charrete crê que tanto a visão quanto o controle do potro são uma intervenção de Deus. Para mostrar isso aos outros dois companheiros de viagem, ele decide testar o cavalo. Primeiro, toca nele de leve com o chicote, mas  o  animal não se move – em outras situações, um coice seria a resposta. Depois açoita-o com força. Nenhuma reação. Outro açoite é aplicado, com força ainda maior. O cavalo permanece insensível e imóvel.
 

Com os olhos ainda voltados para cima e sem prestar atenção onde pisa, a senhora desce tranquilamente o barranco, apoia novamente a mão sobre o lombo do cavalo e sobe os degraus da carruagem. No momento em que se senta, a visão termina e o cavalo continua calmamente seu caminho, sem que o condutor dê nenhum comando para o reinício da viagem.*

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Tanto cristãos quanto não cristãos propõem explicações para o sobrenatural. Recentemente li este texto de J. Warner Wallace, diretor do PleaseConvinceMe (PorFavorMeConvença):

Recebo muitos e-mails de céticos. Grande parte destes e-mails está relacionada com milagres. As pessoas querem saber por que os cristãos são tão prontos em atribuir um evento (ou uma cura) à intervenção milagrosa de um Deus sobrenatural, principalmente quando parece que uma força natural pode ser oferecida como uma explicação. Afinal, Moisés relatou que “um forte vento oriental” soprou toda a noite antes da divisão do Mar Vermelho (Êxodo 14:21). Talvez esta ocorrência natural tenha sido simplesmente  interpretada como um milagre depois do fato. De forma semelhante, Thallus (historiador romano do primeiro século) atribuiu a escuridão na crucificação a “um eclipse do sol”, outra ocorrência razoável natural que pode ter sido mal interpretada como um milagre por aqueles que estavam inclinados em direção ao sobrenatural.
 
Os cristãos modernos também fazem afirmações sobre a intervenção sobrenatural de Deus e para muitos céticos estas reivindicações parecem injustificadas. Quando alguém afirma que Deus o curou de câncer, por exemplo, mas admite que foi submetido a um ano de quimioterapia e radiação, é difícil para os não-crentes atribuir a cura a Deus. Parece bem provável que a interação “natural” do tratamento foi o responsável. Quando os céticos encontram evidências de que as forças ou leis “naturais” estão em ação, eles rapidamente descartam qualquer alegação de atividade sobrenatural. Mas o envolvimento de forças “naturais” não impede a atividade de um Deus “sobrenatural”.
 

Deus pode usar as “Leis da Natureza”?

Minha cadela, Baily (não a da foto – imagem importada do MeuPetWeb), ocasionalmente implora por um de seus brinquedos. Quando um desses itens cobiçados se encontra na mesa da sala de jantar, ela fica muito frustrada. A estatura típica da raça Corgi proíbe Baily de fazer o salto necessário para a mesa. O choramingar incessante dela geralmente faz com que um de nós venha até a mesa e bata no brinquedo para que ele caia no chão e seja apanhado por ela. Sem a nossa intervenção como um agente livre, a força natural da gravidade jamais seria capaz de entregar o brinquedo à Bailey. Estritamente falando, pode-se dizer que a força da gravidade providenciou o brinquedo. Mas nós sabemos que a nossa intervenção pessoal foi necessária, mesmo que esta intervenção tenha utilizado a força da gravidade como meio para um determinado fim.
 
Deus certamente trabalha da mesma maneira. Deus sempre envolve o ambiente que ele criou de uma forma que emprega as leis físicas que refletem sua natureza. Com o passar do tempo, nós observamos e identificamos essas características divinas e lhes demos um título: “As Leis da Natureza”. Mas as leis que descrevem a interação entre os objetos materiais não excluem a existência ou intervenção de um agente livre que intercede para “lançar algo da mesa.” O livre-arbítrio de Deus envolve ativamente as leis que refletem sua natureza ordenada, unificada e consistente.
Um Deus “Supernatural” no mundo “Natural”
Mas como podemos, como observadores cristãos racionais​​, dizer a diferença entre uma série de ocorrências “desgovernadas”, “naturais” e uma série de eventos que foram guiados pela mão de Deus? Como podemos diferenciar entre um evento puramente “natural” e um milagre “divino” único? Bem, acho que devemos começar por reconhecer que todos os processos “naturais”, físicos no universo são sustentados por Deus (Hebreus 1:3, João 5:17). A física do universo é simplesmente um reflexo da participação ativa de Deus em sua criação.
 
É fácil separar o “divino” do “natural” e pensar o mundo em categorias e caixas. Contudo, esta não é a forma como as Escrituras cristãs descrevem a criação de Deus. Quando deixamos de ver as forças da natureza como a mão de Deus, acabamos justificando toda interação divina como uma forma de coincidência “natural”. Se fizermos isso por muito tempo, acabaremos por deixar de reconhecer aquelas situações em que o arbítrio de Deus é evidente; aqueles momentos em que Deus claramente teve de agir dramaticamente para “lançar algo da mesa.”

O relato que introduz este post pode até não servir de ilustração para o caso de milagres com a suposta “aparência” natural – o fato é por demais extraordinário -, mas Ellen White, a senhora que vivenciou aquela e várias outras experiências similares, escreveu bastante sobre saúde em geral, curas e o modo como Deus ordena e interage com suas próprias leis. Há muitas citações interessantes relacionadas com o assunto. E deixo aqui algumas, tiradas do seu excelente livro “A Ciência do Bom Viver”. A última citação serve de resposta antecipada a questão que muitos gostam de levantar contra os que creem: “Afinal, em caso de doença, devemos orar ou usar a devida medicação/solução?” (apenas mais um  óbvio “falso dilema”: o cristão não tem de escolher entre um e outro).

Deus está continuamente ocupado em manter e empregar como servos as coisas que criou. Opera por meio das leis da Natureza, delas Se servindo como instrumentos Seus. Elas não agem por si mesmas. A Natureza, em sua obra, testifica da presença inteligente e da atividade de um Ser que opera em tudo segundo a Sua vontade.        

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Não é por um poder a ela inerente que ano após ano a terra produz suas fartas colheitas, e continua sua marcha ao redor do Sol. A mão do Infinito está em perpétua operação, guiando este planeta. É o poder de Deus em contínuo exercício que mantém a Terra em equilíbrio em sua rotação. É Deus que faz o Sol se erguer nos céus. Abre as janelas do céu e dá a chuva.

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O mecanismo do corpo humano não pode ser plenamente compreendido; apresenta mistérios que desconcertam o mais inteligente. Não é em resultado de um mecanismo que, uma vez posto a funcionar, continua sua obra, que o pulso bate, e respiração se segue a respiração. Em Deus vivemos e nos movemos, e existimos. O coração palpitante, o pulso em seu ritmo, cada nervo e músculo do organismo vivo é mantido em ordem e atividade pelo poder de um Deus sempre presente. 

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A Bíblia nos mostra Deus em Seu alto e santo lugar, não em um estado de inatividade, não em silêncio e solidão, mas circundado por miríades de miríades e milhares de milhares de seres santos, todos esperando por fazer a Sua vontade. Por meio desses mensageiros, Ele está em ativa comunicação com todas as partes de Seus domínios. Por Seu Espírito está presente em toda parte. Por meio de Seu Espírito e dos anjos, ministra aos filhos dos homens. Acima das perturbações da Terra, está Ele sentado em Seu trono; tudo está patente ao Seu exame; e de Sua grande e serena eternidade, ordena aquilo que melhor parece a Sua providência. 

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A mão-de-obra de Deus em a Natureza não é o próprio Deus em a Natureza. As coisas da Natureza são uma expressão do caráter e do poder de Deus; não devemos, porém, considerá-la como Deus. […]Assim, ao passo que a Natureza é uma expressão do pensamento de Deus, não é a Natureza, mas o Deus da Natureza que deve ser exaltado.

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Temos a sanção da Palavra de Deus quanto ao uso de remédios…
Os que buscam a cura pela oração não devem negligenciar o emprego de remédios ao seu alcance. Não é uma negação da fé usar os remédios que Deus proveu para aliviar a dor e ajudar a natureza em sua obra de restauração. Não é nenhuma negação da fé cooperar com Deus, e colocar-se nas condições mais favoráveis para o restabelecimento. Deus pôs em nosso poder o obter conhecimento das leis da vida. Este conhecimento foi colocado ao nosso alcance para ser empregado. Devemos usar todo recurso para restauração da saúde, aproveitando-nos de todas as vantagens possíveis, agindo em harmonia com as leis naturais. Tendo orado pelo restabelecimento do doente, podemos trabalhar com muito maior energia ainda, agradecendo a Deus o termos o privilégio de cooperar com Ele, e pedindo-Lhe a bênção sobre os meios por Ele próprio fornecidos. 
* Adaptação do relato do capitão José Bates, relato preservado em The Great Second Advent Movement, de John Loughborough e citado em Histórias de Minha Avó (Stories of my Grandmother, de Ella M. Robinson). Os adventistas do sétimo dia creem no ensino bíblico dos dons espirituais (I Coríntios 12) e reconhecem no ministério de Ellen White a manifestação do dom de profecia.
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Aprendendo com as Sementes

Imagem: publicdomainpictures.net

Na ilha de Svalbard, Noruega, em um abrigo subterrâneo, está o Global Seed Vault (Cofre de Sementes Global), também conhecido como o “Cofre do Fim do Mundo” ou  “Arca de Noé Botânica”, uma espécie de banco genético que busca preservar milhões de sementes – uma medida preventiva para o caso de catástrofes nucleares, mudanças climáticas, desastres naturais e outras supostas ameaças à continuidade da existência humana.

Em funcionamento desde 2008, o cofre espera receber  mais de 3 milhões de tipos de sementes. Segundo se noticia, já armazena mais de 500 mil. Certamente, fará parte dessa reserva desde as minúsculas sementes da mostarda até as “gigantescas” sementes da Lodoicea maldivica (as sementes desta palmeira encontrada nas Ilhas Seychelles, no Oceano Índico, podem alcançar mais de 30 cm de diâmetro).

Desnecessário frisar a importância das sementes tanto para os contemporâneos de Jesus quanto para o homem do séc. XXI. Não sem razão, o Salvador inseriu em suas lições elementos atemporais da própria experiência humana, a fim de vincular o reino natural ao reino espiritual, o homem a Deus, a Terra ao Céu. Aos seus ouvintes, as verdades divinas eram apresentadas a partir da realidade que eles próprios conheciam: a semeadura, a colheita, o dono da vinha, os ceifeiros, o grão de mostarda, o joio, o trigo, o pão.

Assim como no passado, as parábolas continuam a nos ensinar hoje as mesmas verdades divinas, tendo como ponto de partida algo com o qual estamos familiarizados. Sem dúvida, há muitas lições que podemos aprender com as sementes:

Toda semente lançada produz uma colheita segundo sua espécie. O mesmo se dá na vida humana. Necessitamos todos, lançar as sementes da compaixão, simpatia e amor; porque o que semearmos isso colheremos. Toda característica de egoísmo, amor-próprio, estima própria, todo ato de condescendência consigo mesmo produzirá fruto semelhante. Aquele que vive para si, está semeando na carne, e da carne brotará corrupção.

Deus não destrói a ninguém. Todo aquele que for destruído ter-se-á destruído a si mesmo. Todo aquele que sufoca as admoestações da consciência está lançando as sementes da incredulidade, e estas produzirão uma colheita certa. Rejeitando a primeira advertência de Deus, Faraó, na antiguidade, semeou as sementes da obstinação, e colheu obstinação. Deus não o compeliu a descrer. A semente de incredulidade que lançou, produziu uma colheita de sua espécie. Assim, sua resistência continuou até contemplar o seu país devastado, o gélido cadáver de seu primogênito, e o primogênito de toda a sua casa, e de todas as famílias de seu reino, até que as águas do mar lhe submergiram os cavalos, carros e guerreiros. Sua história é uma ilustração tenebrosa da verdade das palavras, “tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. Gál. 6:7. Se tão-somente reconhecessem os homens isso, seriam cautelosos com a semente que lançam.

À medida que a semente espalhada produz uma colheita, e esta por sua vez é semeada, a seara se multiplica. Essa lei é também verdadeira em relação com as pessoas. Cada ato, cada palavra é uma semente que produzirá fruto. Cada ato de meditada bondade, de obediência ou de renúncia, se reproduzirá em outros, e por eles ainda em terceiros. Do mesmo modo cada ato de inveja, malícia ou dissensão, é uma semente que brotará em “raiz de amargura” (Heb. 12:15), pela qual muitos serão contaminados. E quanto maior número envenenarão os “muitos”! Assim a sementeira do bem e do mal prossegue para o tempo e a eternidade.

Liberalidade tanto em assuntos espirituais quanto temporais, é ensinada na lição da semeadura. O Senhor diz: “Bem-aventurados vós, que semeais sobre todas as águas.” Isa. 32:20. “Digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância também ceifará.” II Cor. 9:6. Semear sobre todas as águas significa uma contínua distribuição das dádivas de Deus. Significa dar onde quer que a causa de Deus ou as necessidades da humanidade exigirem nosso auxílio.

Isso não levará à pobreza. “O que semeia em abundância, em abundância também ceifará.” O semeador multiplica a semente lançando-a fora. Assim é com aqueles que são fiéis no distribuir as dádivas de Deus. Repartindo, aumentam suas bênçãos. Deus lhes prometeu suficiência para que possam continuar a dar. “Dai, e ser-vos -á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.” Luc. 6:38.

E mais do que isso está envolvido no semear e ceifar. Distribuindo as bênçãos temporais de Deus, a evidência de nosso amor e simpatia desperta, no que recebe, gratidão e ações de graças a Ele. O solo do coração é preparado para receber a semente da verdade espiritual. E Aquele que provê a semente ao semeador, fará com que a semente germine e produza fruto para a vida eterna.  Pelo lançar da semente no solo, Cristo representa Seu sacrifício por nossa redenção. “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer”, disse, “fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.” João 12:24. Assim a morte de Cristo resultará em fruto para o reino de Deus. De acordo com a lei do reino vegetal, vida será o resultado de Sua morte.

E todos os que quiserem produzir fruto como coobreiros de Cristo, precisam cair na terra e morrer. A vida precisa ser lançada no sulco da necessidade do mundo. O amor-próprio e o próprio interesse têm que perecer. Mas a lei do sacrifício próprio é a lei da própria preservação. A semente sepultada no solo produz fruto, e este, por sua vez, é plantado. Assim se multiplica a seara. O lavrador preserva a sua semente, lançando-a fora. Deste modo, na vida humana dar é viver. A vida que será preservada é a que é entregue liberalmente ao serviço de Deus e do homem. Os que pela causa de Cristo sacrificam a vida neste mundo, conservá-la-ão para a eternidade.

A semente morre para ressurgir em nova vida, e nisto nos é dada a lição da ressurreição. Todos os que amam a Deus reviverão no Éden celestial. Do corpo humano posto na cova para ser reduzido a pó, disse Deus: “Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor.” I Cor. 15:42 e 43.

Tais são algumas das muitas lições ensinadas pela viva parábola do semeador e da semente na Natureza.

Fonte: Parábolas de Jesus (Ellen White), p. 84-87.

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Um Milagre Ateísta Jamais Visto

 

Não sabia que o ateu Richard Dawkins acredita em milagres?

Quem faz a pergunta é  Edgar H. Andrews, professor emérito da Universidade de Londres, autor do livro Who Made God? (Quem criou Deus?). 

O Dr. Andrews  reproduziu em seu site um dos capítulos em que analisa o pensamento de Dawkins sobre o assunto. Ele lembra que o zoólogo britânico prefere, é claro, usar a expressão “eventos extremamente improváveis” em vez de “milagre”, mas o “conceito” de milagre é apresentado pelo próprio Dawkins:

“Um milagre é algo que acontece, mas que é surpreendentemente incomum. Se uma estátua de mármore da Virgem Maria de repente acenasse para nós, nós trataríamos o fato como um milagre, por causa de toda a nossa experiência e conhecimento, que nos assegura que o mármore não tem tal comportamento”.(O Relojoeiro Cego, pág. 159)

Andrews não apenas disseca em seguida a argumentação de Dawkins de que de certa forma “seria possível” uma estátua “acenar”, como também a afirmação dele de que uma vaca pular por sobre a Lua é “teoreticamente possível”. O título da postagem, “Richard Dawkins’ scientific fallacies” (As falácias científicas de Dawkins), já nos aponta a conclusão. Na verdade, ao explicar as razões do ponto de vista da Física por que os exemplos propostos por Dawkins não são “viáveis”, Andrews qualifica a ideia do “devoto de Darwin” como “cientificamente ridícula”.

O mais interessante dessa análise, porém, é que ela permite “visualizar” não apenas as falácias científicas de Dawkins mas também parte da manha estratégica por trás de seu discurso. Isso fica claro na conclusão do capítulo, uma espécie de resumo em linguagem menos técnica:

O problema para Richard Dawkins e seus colegas ateus é isso. Eles enfrentam sérias dificuldades em explicar o “milagre” da origem da vida de uma maneira puramente materialista. Na verdade, o problema parece intransponível, como veremos no próximo capítulo. Mas vamos apenas aceitar no momento que o ateísmo atualmente não tem resposta para o enigma. O ateu cuidadoso não vai apelar para “ainda-não-conhecidas” descobertas científicas como uma explicação, porque ele reconhece que esse argumento é uma imagem de espelho da teoria do “Deus-das-lacunas” que ele tanto despreza. Então, o que ele pode fazer? Sua primeira estratégia é a de “provar” que os acontecimentos mais bizarros que se possa imaginar – como a motilidade do mármore (uma estátua acenar) ou a balística bovina (uma vaca pular por sobre a lua) – poderiam concebivelmente ocorrer por causa natural. Claro, suas explicações falham miseravelmente em nível científico, mas isso não vai preocupá-lo indevidamente, desde que ele consiga plantar em nossas mentes a vaga idéia de que qualquer “milagre” pode ter uma explicação natural.

Mas depois vem a parte complicada. Ele agora precisa dar um salto ágil de “milagres ‘podem’ ter uma causa natural” para “milagres ‘devem’ ter uma causa natural”. Isso ele tenta fazer usando a nossa velha amiga “probabilidade”. Especificamente, ele avança a tese de que tudo que se possa imaginar no universo físico certamente irá acontecer por causa natural, se você esperar muito tempo, contanto que sua probabilidade matemática não seja zero. E isso soa plausível, porque, tendo rejeitado a velha idéia newtoniana de um universo determinista, não podemos descartar nada em princípio. Mas, embora plausível, a tese é falsa, porque as probabilidades matemáticas não têm nenhuma relação necessária com as possibilidades físicas, como vimos no capítulo 1. É matematicamente possível construir uma torre de tijolos infinitamente alta, mas é fisicamente impossível fazê-lo, porque mais cedo ou mais tarde o peso da torre vai esmagar o tijolo inferior até ao pó e toda a torre (não infinita) irá desmoronar.[…]

O fato é que podemos imaginar muitos poucos eventos físicos que sejam matematicamente impossíveis. “Impossibilidades” surgem no universo físico não de restrições matemáticas, mas de restrições das leis da natureza (tais como a resistência não-infinita à compressão de tijolos).

A síntese da  mensagem do Dr. Andrews, também presente na citação acima, é clara: “Antes que probabilidades matemáticas possam ser aplicadas ao mundo real elas têm que passar pelo duplo filtro da lógica e da realidade física”.

Os “milagres” ateístas relacionados com a origem da vida, como mencionado por Andrews, não encontram apoio na realidade; muito menos, obviamente, em testemunhos de sua ocorrência em qualquer época.

Mas vale ressaltar, quando se trata de milagres reais, as  advertências da Bíblia contra alguns sinais e prodígios que são e serão feitos “à vista dos homens”, mas cuja origem (para a surpresa de muitos) também não está em Deus (assunto para outra postagem).

Como já antecipado pelo cenário profético, ainda que esses sinais e prodígios que se veem sejam uma realidade, devem ser rejeitados juntamente com os milagres ateístas nunca vistos. E a razão para isso é terem  todos eles uma característica comum: a falta de vinculação à verdade.

 “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” João 17:17.

 Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” S. João 14:6

 

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O Segredo da Vitória


Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em Meu trono, assim como Eu também venci e sentei-Me com Meu Pai em Seu trono. Apocalipse 3:21

O tema da vitória é apresentado intensamente no livro de Apocalipse. Cada uma das mensagens às sete igrejas se encerra com uma promessa ao que vencer (Ap 2:7, 11, 17, 26; 3:5, 12, 21). Mas como podemos vencer? As forças espirituais arregimentadas contra nós parecem tão poderosas e nós somos tão fracos. Como podemos sair vitoriosos nessa batalha? Em nossa fraqueza encontra-se o segredo da vitória. Se nos submetermos ao Salvador e nos apoiarmos totalmente nEle, todas as forças do inferno serão afastadas de nós.

Prezado amigo, quero partilhar com você uma promessa que reconheço ser verdadeira, pois já a coloquei à prova vez após outra, e nunca falhou: “Coisa alguma é aparentemente mais desamparada, e na realidade mais invencível, do que a pessoa que sente seu nada, e confia inteiramente nos méritos do Salvador. Pela oração, pelo estudo de Sua Palavra, pela fé em Sua constante presença, a mais fraca das criaturas humanas pode viver em contato com o Cristo vivo, e Ele a segurará com mão que nunca a soltará” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 182).

Note a tríplice fórmula da citação:

1. Oração. A vida do vencedor é de oração. A oração que vive e respira a presença de Deus, a oração proferida ou silenciosa, a oração em meio às tarefas e aos cuidados diários.

2. Estudo da Palavra. O estudo da Palavra de Deus e a vida vitoriosa andam de mãos dadas. O estudo da Bíblia com oração é capaz de nos fortalecer no Senhor e em Sua vontade. A leitura esporádica nos deixa fracos e vacilantes; contribui para o fracasso. E não ler significa que rapidamente cairemos presas do inimigo.

3. Fé na constante presença de Deus. Vivemos pela fé. A fé é a essência da vida cristã. Ao nosso redor, as forças do secularismo e do materialismo nos envolvem com seu poder, seduzindo-nos a lançar nossa sorte com elas e a “comer, beber e alegrar-nos”. Mas a fé diz “não”! Há mais abundância de vida do que nossos olhos podem enxergar. Existe outro mundo, o reino de realidade suprema, a presença de Deus. Essa vida passageira não é tudo o que existe. Deus nos criou para Ele!

Tente. Lance-se nos braços de Deus. Quanto mais fraco se sentir, maior será a força dEle em você. Jesus, o vitorioso, lhe concederá o poder da vitória.

Fonte: William G. Johnson. Jesus, a Preciosa Graça (Meditações Diárias)

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Exame de DNA: De Onde se Origina um Código?

Como Surgem as Estruturas Codificadas de Linguagem?

Uma das descobertas mais dramáticas da biologia no século 20 foi que os organismos vivos são produtos de estruturas de linguagem codificada. Toda a complexidade química estrutural detalhada, associada com o metabolismo, reparo, função especializada, e reprodução de cada célula viva é uma realização dos algoritmos codificados no seu DNA. Portanto, a questão mais importante de todas é como tais estruturas de linguagem extremamente grandes surgiram?

A origem dessas estruturas é, certamente, o ponto central da questão da origem da vida. As mais simples das bactérias têm genomas que contêm aproximadamente um milhão de códons (cada códon, ou palavra genética, consiste de três letras do alfabeto genético de quatro letras). Os algoritmos codificados, com um milhão de palavras de extensão, surgiriam espontaneamente por meio de algum processo natural conhecido? Existe algo nas leis da física que sugere como tais estruturas poderiam surgir de modo espontâneo? A resposta honesta é simples. O que entendemos presentemente da Termodinâmica e da Teoria da Informação argumenta persuasivamente que essas estruturas não surgem e não podem surgir espontaneamente!

A linguagem envolve um código simbólico, um vocabulário, e um conjunto de regras gramaticais para transmitir ou registrar pensamentos. A maioria de nós usa a maior parte de nosso tempo, quando despertos, gerando, processando ou disseminando dados linguísticos. Raramente refletimos sobre o fato de que as estruturas de linguagem são claras manifestações da realidade imaterial.

Esta conclusão pode ser alcançada observando-se que a própria informação linguística é independente do seu meio material transportador. O significado ou a mensagem não dependem de estarem representados como ondas sonoras no ar, como padrões de tinta no papel, como o alinhamento de propriedades magnéticas num disquete, ou como os padrões de voltagem numa rede de transistores. A mensagem de que uma pessoa ganhou um prêmio de R$ 300.000.000,00 na loteria é a mesma se essa pessoa recebe a informação de alguém falando na sua porta, pelo telefone, pelo correio, pela televisão ou pela Internet.

Na verdade, Einstein destacou a natureza e a origem da informação simbólica como uma das profundas questões a respeito do mundo tal qual o conhecemos. Ele não conseguiu identificar os meios pelos quais a matéria pode dar significado aos símbolos. A implicação clara é que a informação simbólica, ou a linguagem, representa uma categoria de realidade distinta da matéria e da energia…

De onde, então, a informação linguística se originou? Na nossa experiência humana imediatamente conectamos a linguagem que criamos e  processamos com as nossas mentes. Mas qual é a natureza fundamental da mente humana? Se algo tão real quanto a informação linguística tem existência independente da matéria e da energia, a partir de considerações causais não é irracional suspeitar que uma entitade capaz de dar origem à informação linguística seja também definitivamente imaterial na sua natureza essencial.

Uma conclusão imediata dessas observações com relação à informação linguística é que o materialismo, que tem sido há muito tempo a perspectiva filosófica dominante nos círculos científicos, com a sua pressuposição fundamental de que não existe nenhuma realidade imaterial, é simplesmente e evidentemente falso. E é surpreendente que a sua falsificação seja tão trivial.

[…] Apesar de todos os milhões de páginas de publicações evolucionistas – de artigos de publicações científicas com revisão por pares, de livros didáticos, revistas de estórias  populares – que supõem e implicam serem os processos materiais inteiramente adequados para efetuar milagres macroevolutivos, na realidade não existe um base racional para tal crença. Isso é totalmente fantasioso. As estruturas de linguagem codificadas são imateriais em natureza e requerem absolutamente uma explicação imaterial.

John R. Baugardner, mestre e doutor em Geofísica e Física Espacial, membro do Corpo Técnico da Divisão Teórica do Laboratório Nacional de Los Alamos, no livro Em Seis Dias (adquira na SCB), organizado por John. F. Ashton (pág. 196-197).
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“De um Modo tão Admirável e Maravilhoso Fui Formado”: Da Concepção ao Nascimento

“Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado…” Salmos 139:14

Este vídeo é para inspirar salmistas do séc. XXI: Da Concepção ao Nascimento — fantástico trabalho produzido pelo produtor de imagens e chefe de Visualização Científica do Departamento de Medicina da Universidade de Yale, Alexander Tsiaras, mostrando o desenvolvimento humano da concepção ao nascimento (com inserção de algumas imagens gráficas).

O vídeo é mostrado depois de uma breve introdução do próprio Tsiaras (min. 2:00).

Não deixe de ver a apresentação completa, legendada em português, com as explicações do produtor. Clique aqui.

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Livro do Mês: Uma Pergunta de Cada Vez, Pr. Ivan Saraiva

O Livro do Mês é Uma Pergunta de Cada Vez, devocional juvenil 2011 escrito pelo Pr. Ivan Saraiva, orador do programa Está Escrito, da TV Novo Tempo. Não conhece o livro? A proposta do autor é conduzir o leitor às respostas essenciais da vida, a partir do universo de interrogações aparentemente comuns dos juvenis. Como amostra, seguem duas meditações, extraídas dos dias 11 de maio e 20 de julho.

[ Para participar do sorteio de um exemplar no dia 31/10, basta seguir @Ler_pra_crer e retuitar a mensagem com o link da promoção Livro do Mês: Sigo @Ler_pra_crer e quero ganhar o livro Uma Pergunta de Cada Vez, de Ivan Saraiva. Sorteio 31/10 http://bitw.in/ZSj ]  Boa sorte e boa leitura!

Quantas Orações Deus Recebe por Minuto?

Ó Senhor Deus, a Ti dirijo a minha oração. Salmo 25:1

Cerca de 5,8 milhões de orações chegam aos Seus ouvidos por minuto. É claro que não dá para responder a essa questão com precisão científica, mas foram consultados representantes das principais religiões monoteístas e obteve-se um número aproximado de cerca de 8,4 bilhões de orações por dia, ou 5,833 milhões por minuto, o mesmo que 97 mil preces por segundo!

Se esse número está perto ou longe de ser exato, eu não sei. Mas acredito que o número deve ser exorbitante mesmo. Apenas um Deus com a capacidade infinita, como cremos, seria capaz de ouvir e responder a milhões de pessoas orando todos os dias.

Já ouvi pessoas dizerem que não oram porque creem que Deus deve ter coisas mais importantes para resolver do que ouvir seus problemas. Nada pode ser mais equivocado. Tudo que acontece na minha e na sua vida é importante para Deus! Não importa se outros seis milhões de pessoas estão orando naquele mesmo momento. Ele ouve e atende à súplica de uma mãe pelo filho que está morrendo no hospital, mas também está atento ao sussurro de uma criancinha que perdeu a boneca e não sabe onde está.

Quando dizemos que Deus tem coisas mais importantes do que a gente, estamos dizendo que não temos valor e que Ele só Se importa com coisas e pessoas “grandes”. É claro que Ele é o Deus do Universo com galáxias inumeráveis. Ele é o arquiteto de tudo o que é imenso e majestoso. Mas é também o Deus que escolheu criar a formiguinha mais miudinha que você já viu. Ele é o Deus do macrocosmo e do microcosmo. Ele Se importa com as decisões do presidente dos EUA, mas também Se importa com as decisões tomadas por você. Nada é insignificante para Deus.

Como pastor, já vi centenas e centenas de orações respondidas imediatamente, e outras milhares que ainda aguardam a resposta de Deus. Mas nunca vi uma única oração que deixou de ser respondida por Deus.

Então, não deixe para depois. Ore agora mesmo e converse com seu Deus. Ele está ouvindo sua oração e mais milhões delas como se fossem únicas. Deus é maravilhoso. Bom dia de oração para você!

Você Sabe Ouvir um Não?

Eu tenho cumprido todas as Suas leis e não tenho desobedecido aos Seus mandamentos. Salmo 18:22

Você sabe ouvir um não? Não? Então, precisa saber algumas coisas sobre essa palavrinha tão pequena, mas de significado tão importante para qualquer sociedade. Já imaginou um mundo sem “nãos”? Seria o caos. Pode matar? Teríamos que dizer sim. Pode roubar? Teríamos que concordar. Nada funcionaria direito. O trânsito seria o caos. A justiça não precisaria existir, uma vez que tudo seria permitido. Agredir pessoas nas ruas, explorar crianças, desmatar, humilhar. Ninguém teria direito a nada e, ao mesmo tempo, teríamos direito a tudo, mesmo que não fosse legítimo. Realmente, não seria nada fácil; ao contrário, seria o fim de tudo que conhecemos como sociedade.

Mas, se para todos nós é tão óbvio que um mundo sem “nãos” seria muito ruim, então por que temos dificuldades em receber os “nãos” dos nossos pais? Um dia desses, li uma frase interessante. Ela dizia que falar “não” é a maior prova de amor! Acho que tem muito de verdade nisso. Quando Deus disse que “não” deveríamos comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, Ele estava nos protegendo. Tenho aprendido durante minha vida que, por trás de cada não de Deus, há uma benção reservada, guardada. Quando Deus diz “não” para mim, é sinônimo de proteção. Como não conhecemos o futuro, nossa melhor escolha é sempre confiar! Confiar em Deus como nosso grande guia e general.

Tenho que confessar que nem sempre agi assim. Muitas vezes, eu esperava ouvir os “sins” de Deus e não queria uma resposta negativa. Mas hoje minha vida está nas mãos dEle. Recebo com alegria e resignação o que Deus achar melhor para mim. Isso por uma razão simples: Deus só quer o melhor para mim, porque Ele me ama!

Quero que hoje você tenha duas certezas. A primeira é que o “não” nem sempre é ruim. Muitas vezes ele salvará sua vida e fará você mais feliz. A segunda certeza é que todas as vezes que seus pais dizem “não” é porque querem o melhor para você, mesmo que você não veja isso agora. Confie em quem o ama, em quem daria a vida por você. E, então, está aprendendo a ouvir uns bons “nãos”? Espero que sim e lembre-se: às vezes a maior prova de amor é dizer “não”, e outra prova de amor é obedecer.

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Preparem-se, Rapazes: o Capitão Pode Voltar Hoje

Endurance at night

Em 1914, uma expedição conduzida por Sir Ernest Shackleton saiu da Inglaterra para atravessar o continente da Antártida no navio Endurance. Placas de gelo se fecharam em volta do navio e o partiram em dois. Por cinco meses os membros da expedição vagaram sobre grandes banquisas de gelo. Então, com a ajuda de pequenos barcos eles foram salvos do Endurance e levados até a ilha Elefante.

Mas a terra habitada mais próxima ficava a 1.290 quilômetros, na ilha Geórgia do Sul. Shackleton, com apenas cinco de seus homens, encarou ondas gigantescas em seu pequeno baleeiro, e chegou então a Geórgia do Sul. Logo foi organizada uma tentativa de resgate dos homens que ficaram na ilha Elefante. A primeira tentativa falhou. As massas de gelo flutuantes se fecharam e o barco de resgate teve de voltar. Uma segunda tentativa foi organizada e falhou. Uma terceira tentativa foi feita, e mais uma vez, o gelo saiu vitorioso.

Só depois de quatro tentativas de resgate Shackleton encontrou um caminho para voltar à ilha Elefante. Enquanto se aproximava daquele deserto de gelo e neve, ficou imaginando o que encontraria. Estaria alguém ainda vivo depois de meses de espera? Poderia ser que alguns dos sobreviventes tivessem enlouquecido com o silêncio e a espera?

Shackleton encontrou todos os homens vivos, em boas condições e com boa disposição. Como sobreviveram? O segredo estava na liderança do homem que ele havia deixado como encarregado. Todo dia ele dizia a seus homens: “Preparem-se, rapazes, o capitão pode voltar hoje.”

E todos os dias eles se aprontavam. Todos os dias eles se preparavam. Todos os dias eles vigiavam. Todos os dias eles aguardavam. E apesar do longo silêncio, apesar dos grandes problemas, um dia, Shackleton voltou.

Precisamos vigiar e orar todos os dias. E um dia, em breve, Jesus vai voltar para nos resgatar. Seu conselho para nós é:

“Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá.” (Mateus 24:44)

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Quem Será o Vencedor?

 

Olhe firme para a frente, com toda a confiança; não abaixe a cabeça, envergonhado. Provérbios 4:25

Em 1967, um jogador de futebol americano apareceu em todas as capas de jornais nos Estados Unidos. O nome dele: Roy Ringo. Seu time chegara à grande final nacional e, no primeiro lance da partida, Roy Ringo foi logo fazendo um touchdown, o lance de maior pontuação nesse jogo. Comemorou e foi muito aplaudido. Tudo certo, não fosse o fato de ter sido aplaudido, em pé, pela torcida adversária. Ele fez um ponto contrário. Quando aquela etapa terminou, todos desceram ao vestiário. Silêncio sepulcral por parte de todos os jogadores. O silêncio foi quebrado apenas pelo treinador, Ron Watson, que disse: “Todos os que terminaram a primeira etapa, voltam para o campo.” Nesse momento de muita tensão, Roy Ringo se manifestou e respondeu: “Desculpe, senhor treinador, mas eu não volto mais para o campo, nunca mais mesmo. Eu encerro aqui minha carreira. Serei para sempre motivo de risadas e chacotas. Não jogo mais.” A história conta que o treinador se abaixou e, olhando dentro dos olhos de Roy Ringo, disse: “Filho, o jogo ainda não acabou. Volte para o campo e realize a maior partida da sua vida!” Roy Ringo voltou para o campo, fez três touchdowns em favor do seu time e eles se tornaram campeões!

Quem foi o grande vencedor? Em minha opinião, os dois. Roy Ringo, pela coragem; e o treinador, pela visão, por acreditar que era possível. Quem será de fato vencedor nesta vida? Quem for para o Céu ou Jesus? Em minha opinião, os dois. O pecador, por acreditar no sacrifício de Jesus; e Cristo, por acreditar no ser humano!

Ninguém quer ser um fracassado, um derrotado, um perdedor. Todo mundo quer vencer nesta vida, mas, sobretudo, na vida eterna. Fico maravilhado ao entender que Jesus é meu Treinador, sempre acreditando em mim, sempre me olhando nos olhos e me colocando em campo todos os dias. A verdade é esta: o jogo ainda não terminou, ainda podemos realizar a maior partida da nossa vida. Jesus continua acreditando em você e em mim. Quando a gente erra, marca um ponto contrário. Quando estamos desacreditados, quando nem nós mesmos acreditamos, o grande Treinador diz: “Eu acredito em você! Você consegue!” E, então, o que está esperando? O jogo ainda não terminou, volte para o campo e realize a maior partida da sua vida!

Texto do Pr. Ivan Saraiva, autor de Uma Pergunta de Cada Vez. Publicado pela Casa Publicadora Brasileira e direcionado aos adolescentes, o livro traz uma mensagem para cada dia do ano.
(Quem será o vencedor?, 08/03/2011).
Pode ser adquirido aqui
Quer ler ou ouvir outras mensagens? Visite Rede Maranatha.

 

 

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Críticas Céticas Ultrapassadas, a Bíblia e a Bigorna.

Muito conhecido e muito citado o trecho de um famoso sermão de John Piper, em que ele compara a Bíblia a uma bigorna [o que é e para que serve uma bigorna você vê no blog semprequissaber, de onde foi importada a imagem acima].

No sermão, a “ilustração” é a de um grande ferreiro que está sendo observado por um menino. “Enquanto o ferreiro trabalha o metal sobre a bigorna,  o menino pergunta se ela vai quebrar com a pressão. O ferreiro diz ao garoto que aquela bigorna tinha sido propriedade de seu pai e de seu avô antes dele. Durou mais de cem anos e ainda durará em torno de uma centena de anos pela frente. ‘Não é a bigorna que se desgasta’, ele diz ao menino, ‘é o martelo!’ ‘Esta bigorna’, diz o ferreiro, ‘tem desgastado muitos, muitos martelos’. John Piper constrói a analogia de que a Bíblia é como a bigorna e as acusações dos ateus não são nada mais que martelos que muito em breve serão quebrados pela imobilidade dela. Essas acusações serão jogadas fora e esquecidas.”

De fato, assim tem sido. A “bigorna” mantém-se firme, e inúmeras críticas à Bíblia têm sido “esfaceladas” ao longo dos séculos. É curioso como a criatividade dos críticos parece ilimitada [um exemplo é a interpretação do “bom samaritano” como sendo o ateu,  usada por Hictchens num debate com Dinesh D’Souza há uns dois anos] assim também como não deixa de ser curioso ver algumas críticas céticas surradas e já refutadas serem apresentadas de vez em quando como se fossem um grande e novo “martelo”, apenas para se despedaçarem outra vez. A bem da verdade, esse último caso não descreve uma atitude que se aplica exclusivamente aos  céticos que criticam a Bíblia. Não é de todo improvável alguém voltar aos bancos de alguma universidade, por exemplo, dez ou vinte anos depois da formatura, e encontrá-la pouco atualizada em relação a  novas descobertas  em determinadas áreas do conhecimento. Quanto desse processo pode ocorrer por ignorância real  e quanto por atitude deliberada dos que dele participam não é fácil distinguir.

Este pequeno trecho do livro Mais que um Carpinteiro, de Josh McDonald (Editora Betânia),  ilustra bem essa realidade, quando a questão são as críticas relacionadas  com o Novo Testamento (é bom ter em mente que a edição original de Mais que um Carpinteiro é  de 1977):

O Novo Testamento é a principal fonte de informação histórica a respeito de Jesus. Por causa disso, muitos críticos dos séculos XIX e XX atacaram a probidade dos documentos bíblicos. Parece que está sempre havendo um fogo cerrado de acusações, que afinal não contêm fundamento histórico, ou que atualmente já foram superadas por causa de descobertas e pesquisas arqueológicas.
Certa ocasião, quando eu proferia uma série de palestras na Universidade Estadual do Arizona, um professor que se fazia acompanhar de sua turma de literatura, aproximou-se de mim ao final de uma aula ao ar livre. Disse-me ele: “Sr. McDowell, o senhor está baseando suas asserções a respeito de Cristo em um documento que data do segundo século, e que é totalmente obsoleto. Demonstrei em classe que o Novo testamento foi escrito tanto tempo depois de Cristo que não poderia absolutamente ser acurado em seus relatos.”
“Suas opiniões e conclusões acerca do Novo Testamento é que foram ultrapassadas há vinte e cinco anos”, respondi.
O conceito daquele homem com relação aos registros neotestamentários concernentes a Jesus tinham sua origem nas conclusões de um crítico alemão, F. C. Baur. Baur acreditava que a maioria dos escritos do Novo Testamento foram produzidos no fim do século II A. D. E concluiu que esses escritos provinham essencialmente de mitos e lendas que haviam surgido durante este intervalo de tempo que ia da morte de Jesus até a época em que os relatos foram postos em forma escrita.
Entretanto, no século XX, descobertas arqueológicas já confirmaram a precisão dos fatos expostos nos manuscritos do Novo Testamento. A descoberta dos primeiros papiros (o John Ryland, que data de 130 A. D.; o Chester Beatty, de 155 A. D.; e o Bodmer, do ano 200), cerrou o lapso de tempo que havia entre os dias de Cristo e os manuscritos de data posterior.
Millan Burrows, da Universidade de Yale, diz: “Outro resultado da comparação do Novo Testamento grego com a linguagem dos papiros (descoberta) é um aumento de confiança com relação à fidelidade da transmissão do texto do Novo Testamento.” Descobertas como estas têm aumentado a confiança dos eruditos na autenticidade bíblica.
William Allbright, que foi um dos mais eminentes arqueólogos bíblicos, escreveu: “Já podemos afirmar, com toda a certeza, que não existem mais bases sólidas para se fixar a data de qualquer livro do Novo Testamento para depois do ano 80 A.D.; o que representa duas gerações inteiras antes da data suposta, isto é, entre 130 e 150, fornecidas pelos mais radicais críticos do Novo Testamento, na atualidade.” E ele reitera este ponto de vista numa entrevista que concedeu à Christianity Today: “Em minha opinião, todos os livros do Novo Testamento foram escritos por judeus batizados entre os anos 40 e 80 do primeiro século A.D. (provavelmente entre os anos 50 e 75).”

Sem levantar questões de pequenas diferenças entre o pensamento de Allbright e o de um ou outro estudioso quanto ao intervalo de produção do Novo Testamento, é o caso de pensar: quantas idéias ultrapassadas estarão sendo ensinadas em universidades e seminários teológicos, mesmo em instituições que se denominam cristãs? Quantos estudantes ainda estarão sendo doutrinados, por exemplo, com a idéia de que Moisés não poderia ter escrito o livro de Gênesis, tendo como justificativa a premissa sem fundamentação, e hoje refutada, de que a escrita não era conhecida em sua época?

Por essas e outras, muito pertinente o artigo recente de Clifford Goldstein,  que alerta mais uma vez para a necessidade de amarrar nossa teologia à Bíblia, não à ciência nem às especulações humanas. Coincidentemente, o artigo também menciona “cem anos”, mas agora nas palavras de Stephen Goldman, professor na Universidade de Lehigh:

“As teorias que atualmente temos como verdade são tão prováveis de serem falsificadas nos próximos cem anos como aquelas que, ao olharmos para trás, têm sido falsificadas nos últimos cem anos.”

Como se vê, é um vaticínio apropriado para a ciência e o conhecimento humano. Goldman não se refere aí às “teorias” específicas dos céticos, mas o princípio se ajusta bem a elas, tendo em vista o histórico de falsificação dessas “teorias”. Por outro lado, embora nossa fé na Bíblia seja independente da falha de seus críticos, cada fracasso na tentativa de desautorizá-la denuncia a fragilidade dos “martelos” humanos e realça ainda mais a confiança e a firmeza que encontramos na “bigorna” divina.

E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. 2 Pedro 1:19

 

 

 

 

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O Espírito, Não Menos que a Letra da Lei

Agora uma palavra sobre guardar o espírito da lei. A Bíblia tem muito a dizer acerca da letra e do espírito, e alguns têm a idéia equivocada de que o espírito de uma lei significa menos do que a letra da mesma, ao menos no que tange ao mandamento do sábado. É difícil compreender como tal idéia pôde obter crédito. Talvez seja devido ao fato de que a palavra “espírito” transmite a algumas mentes o pensamento de aparições vagas, etéreas, indefiníveis e sombrias, e que portanto a guarda do espírito de uma lei significa obedecer a alguma coisa que é apenas uma vaga e sombria semelhança dessa lei. Nada poderia estar mais longe da verdade.

Quando falamos em guardar o “espírito da lei”, uma frase comum em nossa linguagem de cada dia, queremos dizer guardar essa lei em seu mais pleno e mais profundo sentido. Tomemos como exemplo a lei do trabalho de oito horas encontrada em muitos Estados. Um empregador pode guardar a letra dessa lei e ainda tratar como escravo seus empregados para obter deles em oito horas tanto trabalho quanto obtinha anteriormente em nove ou dez. Dizemos que ele deixou de guardar o espírito da lei. Queremos dizer que se tal empregador tivesse guardado o espírito da lei, estaria livre da letra da mesma, que indiscutivelmente declara que oito horas é  o máximo que se pode exigir que um empregado trabalhe um dia? É claro que não. Em outras palavras, a guarda do espírito de uma lei requer muito mais do que a mera guarda de sua letra.

A Bíblia oferece algumas ilustrações de como esse princípio se aplica à lei de Deus. No Sermão da Montanha, Cristo explicou que o mandamento “Não matarás” envolvia muito mais do que abster-se de cometer violência afetiva contra alguma pessoa. Aquele que odeia seu irmão é um assassino. Em outras palavras, o espírito da divina lei contra o homicídio requer que não se odeie ninguém. Mas não há ninguém tão irracional a ponto de afirmar que, guardando o espírito da lei, estamos desse modo liberados de obedecer à sua letra. Que pensamento horrível!

É evidente que aqueles que guardam o espírito da lei vão muito além da letra, não pela desconsideração da letra, mas por ver na letra um profundeza de significado muito maior.

 Resposta a Objeções. Francis D. Nichol. p. 177
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Como Somos Pequenos! Como É Grande o Nosso Deus!

“Importei” e traduzi este post de uma página bem humorada que acompanho já há algum tempo: Satirizingscientism (Satirizando o Cientismo).

O post tem como título Cientificistas e Evolucionicistas! Sem Intenção de Ofender.

Como somos pequenos, como são finitas nossas mentes,

Como são arrogantes nossas presunções.

Como é grande o nosso Deus!

Sua grandeza não se pode medir.


Aviação divinamente planejada.



Tela do Artista Maior.



Pelo sopro de Sua boca.


Nunca li uma explicação científica confiável
de como isto veio à existência.



Ou de como estas duas “evoluíram”.
(Se você vê apenas dois
containers químicos aqui,
você perdeu o sentido da vida ao tentar explicar sua origem.)
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Como Evangelizar o Ateu, o Neoateu e o Não Ateu?

“Como faço para evangelizar um ateu?” — pergunta alguém que visita o blog — e um ateu que se tem como o melhor amigo.

Entre uma e outra reflexão que a pergunta provoca, ela me faz também recordar um minissermão que pesquei do site Sermons4Kids e adaptei para crianças de minha igreja faz alguns meses, no momento conhecido como a Adoração Infantil, que ocorre durante o culto. Com base no convite de Jesus “vinde a mim e eu vos farei pescadores de homens” (Marcos 1:17), conversamos sobre os três segredos básicos para uma boa pesca, segundo os especialistas: 1. Ter um bom equipamento; 2. Ir aonde os peixes estão; 3. Ter bastante paciência.

A seguir, a mesma aplicação daquele minissermão à atividade de evangelização em geral e ao caso da pergunta, em alguns pontos, usando para isso algumas passagens da Bíblia e trechos do livro Ministério do Amor, quando não mencionado outro livro:

1. O primeiro item “1. Ter um bom equipamento” obviamente remete ao nosso preparo pessoal. Se o trabalho é evangelizar, temos de estar bem equipados com a Palavra de Deus. O conhecimento e principalmente a vivência do evangelho se tornam essenciais. Antes de ensinar a outros o caminho ou responder a quem nos pede razão da nossa esperança, é preciso estar ‘estabelecido’ na verdade e revestido com a armadura de Deus. Foi o contato diário e próximo com Jesus, com suas palavras e ações, que deu aos discípulos a segurança necessária para o trabalho da pregação, mesmo diante da oposição. “…Antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós.” (I Pedro 3:13) “Portanto, estejam preparados. Usem a verdade como cinturão. Vistam-se com a couraça da justiça e calcem, como sapatos, a prontidão para anunciar as boas-novas do evangelho da paz.” Efésios 6:14-15 (NTLH).

Em relação especificamente aos que se dizem ateus, e considerada a observação que faço mais à frente, acredito que possa ser útil também conhecer algumas obras ou sites de apologética cristã. Excetuados alguns detalhes que podem não corresponder à nossa doutrina, em geral há nessa área excelente material de escritores cristãos clássicos, como C. S. Lewis (ele próprio um ex-ateu e autor de Milagres, Cristianismo Puro e Simples e O Problema do Sofrimento, livros que podem ser encontrados aqui) e contemporâneos como William Lane Craig, Greg Koukl e outros (Geisler e Turek, por exemplo, escreveram o ótimo Não Tenho Fé Suficiente para Ser Ateu, recomendado no Apologia, outro site muito proveitoso).

Quanto ao evolucionismo, mencionado na pergunta e um tema naturalmente controverso no diálogo com nossos amigos, recomendo ler publicações ou visitar sites que exponham a inconsistência da propaganda materialista/evolucionista. Muitos céticos, dominados pelo pensamento cientificista e pela confusão de evolução e ciência, nunca examinaram as afirmações darwinistas criticamente, e cada vez mais são as descobertas da ciência, e não a contraposição religiosa, que vêm expondo a face metafísica e não científica da posição (e da reação) evolucionista (na sequência vou traduzir um artigo bem resumido com alguns fatos sobre o assunto) . Alguns links que já indico na lista aqui do blog (Criacionismo – A Lógica do Sabino – Darwinismo) são ótimas fontes de pesquisa. Mas há muitos outros bons sites, especialmente em inglês, sendo Darwin’s God, para mim, um dos mais esclarecedores, entre os “estrangeiros” que tenho visitado recentemente. A observação é que tanto o alto conhecimento teológico, a erudição, a apologética, a filosofia, ou o assunto do evolucionismo, embora úteis para dirimir questões incidentais, não são em si “o evangelho” e não podem se tornar o foco principal da nossa vivência missionária a ponto de tomar o lugar do essencial: a mensagem de salvação em Cristo Jesus. “Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender…” (2 Timóteo 2:24). Como afirma outro ex-ateu, se um de seus antigos amigos céticos se mostrassem interessados de fato, ele sugeriria que eles abrissem a Bíblia e começassem a ler o evangelho de João. Ou a carta aos Romanos. E orassem a Deus para que os ajudasse a ver a verdade.

Pode parecer redundante, mas ainda assim é bom lembrar que a oração é parte essencial de nossa experiência cristã pessoal, sendo a oração por sabedoria, pelo nosso trabalho missionário específico e pelas pessoas a quem nos dispomos a evangelizar uma extensão natural dessa experiência e do nosso preparo. E, ainda, entre todos os “equipamentos” necessários que poderiam ser citados, não pode faltar evidentemente um em especial, que congregue todos os nossos esforços: o amor. Recentemente, ouvi um experiente pregador repetir que o amor, acima de tudo, possui o apelo mais convincente.

“O amor que Deus revelou pelo homem está além de qualquer computação humana. É infinito. E o instrumento humano, que participa da natureza divina, amará como Cristo amou, trabalhará como ele trabalhou. Haverá uma natural compaixão e simpatia…[…] Este amor só pode existir e ser conservado santo, refinado, puro e elevado mediante o amor na alma por Jesus Cristo, nutrido pela diária comunhão com Deus.”

“Eloquência, conhecimento da verdade, talentos raros, misturados com amor, constituem todos eles preciosas dotações. Mas a habilidade somente, talentos somente, ainda que os mais escolhidos, não podem tomar o lugar do amor.”

“O amor de Cristo, manifestado em palavras e atos, encontrará caminho à alma, quando a reiteração do preceito ou do argumento nada conseguiria.”

2. “Ir aonde os peixes estão”; Assim como para uma pesca bem-sucedida não basta apenas ter um excelente equipamento —  às vezes guardado numa bela embalagem, porém sem uso —, o evangelho só faz sentido completo quando nos sentimos “guardadores” dos nossos irmãos e obedecemos ao “ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”(Marcos 16:15), rejeitando o “monasticismo” e o isolamento. É indispensável a interação e o convívio com nossos semelhantes, a solidariedade com as perdas de cada um, o aproximar dos necessitados onde eles estão, o “chorar com os que choram”, o “alegrar com os que se alegram”. O ateu Christopher Hitchens, um dos mais acirrados oponentes do cristianismo, depois de revelar recentemente que tinha câncer no esôfago, disse se sentir “tocado” pelo pensamento de que pessoas extremamente boas estavam orando por ele.

A observação que considero importante aqui, ainda que sem entrar em maiores detalhes, é a de que aproximação não significa, obviamente, compactuar com doutrinas  e práticas contrárias à fé cristã.

Como a pergunta deixa  clara a existência já de uma relação de amizade, tem-se, no caso, a vantagem do testemunho pessoal, que é um dos meios mais eficazes de comunicação. Considerando o método de Jesus de enviar discípulos de dois em dois, podemos acrescentar a sugestão de que mais amigos cristãos sejam incorporados ao nosso esforço evangelístico, ajudando-nos a compartilhar a mensagem e apoiar naquilo que seja necessário para sua compreensão. Aliado ao apelo pessoal, ainda podemos cumprir o “Ide” silenciosamente, ao divulgar ou distribuir livros, revistas, oferecer cursos bíblicos, cds ou dvds, convites para eventos que divulguem a cosmovisão da igreja e do evangelho, entre outros meios “criativos” de levar a mensagem.

“Jesus entrava em contato com as pessoas. Não se mostrava arredio e afastado daqueles que necessitavam Seu auxílio. Ele frequentava os lares, confortava os tristes, curava os enfermos, alertava os descuidados, e saía pelas vizinhanças fazendo o bem. E se seguimos os passos de Jesus, precisamos fazer como Ele fazia.”

“Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: ‘Segue-me’. João 21:19”

“Dirijo-me a cristãos que vivem em nossas grandes cidades: Deus vos fez depositários da Verdade, não para que a retenhais, mas para que a comuniqueis a outros.”

“Não devemos esperar que as almas venham a nós; precisamos procurá-las onde estiverem. Quando a palavra é pregada do púlpito, o trabalho apenas começou. Há multidões que nunca serão alcançados pelo evangelho se ele não lhes for levado.[…]Ide aos lares mesmos daqueles que não manifestam nenhum interesse.”

3. Ter bastante paciência. Pescar, dizem os aficionados, é uma arte que requer mesmo muita paciência. E o mesmo pode-se dizer do processo de evangelização, como se vê:

“Mas”, dirá alguém, “suponhamos que eu não consiga ser admitido nos lares do povo; suponhamos que se levantem contra as verdades que apresentamos. Não nos deveremos sentir dispensados de empenhar novos esforços por eles?” De modo nenhum. Mesmo que fechem a porta em vosso rosto, não vos retireis apressadamente e indignados, não fazendo novos esforços, por salvá-los. Pedi a Deus, com fé, que vos dê acesso a essas mesmas almas. Não cesseis vossos esforços, mas estudai e planejai até que encontreis algum outro meio de atingi-los. Se não tiverdes êxito mediante visitas pessoais, experimentai-o mandando-lhes o mensageiro silencioso da Verdade. Existe no coração humano tanto orgulho de opinião, que nossas publicações muitas vezes alcançam entrada onde o mensageiro vivo não o consegue.”

Um dos ateus mais aclamados do século XX, Antony Flew, que, à semelhança do amigo descrito na pergunta,  “não acreditava em nada”, passou quase toda sua vida acadêmica e profissional negando a existência de Deus. Só pouco tempo antes de falecer, reconheceu, por fim, que Deus Existe; Uma senhora em minha igreja orou durante 20 anos pela conversão do esposo. Os exemplos de rejeição, oposição e demora em responder ao convite de Deus são muitos. Nosso compromisso com Deus deve ser renovado cada dia para que, junto com nossa mensagem, nosso testemunho seja constante, verdadeiro e duradouro. Talvez um bom pensamento para ter em conta no nosso relacionamento com os que hoje ainda não creem seja o de que devemos ter em relação a eles um olhar semelhante ao de Cristo, no sentido de que o Salvador era capaz de ver em cada pessoa não o que ela era (e isso se aplica ao nosso próprio caso), mas o que ainda haveria de se tornar. Embora pudesse trazer aqui muitas citações sobre o assunto, esta, extraída do livro O Desejado de Todas as Nações, parece resumir o ideal que deveríamos ter como alvo:

“Eis”, disse Jesus, “que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas.” Cristo mesmo nunca suprimiu uma palavra da verdade, mas sempre a proferiu com amor. Exercia o máximo tato e cuidadosa, benévola atenção em Seu trato com o povo. Nunca foi rude, nunca proferiu desnecessariamente uma palavra severa, não ocasionou nunca sem motivo uma dor a uma alma sensível. Não censurava a fraqueza humana. Denunciava sem temor a hipocrisia, a incredulidade e a iniqüidade, mas tinha lágrimas na voz quando emitia Suas esmagadoras repreensões. Chorou sobre Jerusalém, a cidade amada, que O recusava receber a Ele, o Caminho, a Verdade e a Vida. Rejeitaram-nO a Ele, o Salvador, mas olhava-os com piedosa ternura, e com tão profunda dor, que Lhe partiu o coração. Toda alma era preciosa aos Seus olhos. Conquanto Se portasse sempre com divina dignidade, inclinava-Se com a mais terna consideração para todo membro da família de Deus. Via em todos os homens almas caídas que era Sua missão salvar.

Os servos de Cristo não devem agir segundo os naturais ditames do coração. Precisam de íntima comunhão com Deus a fim de que, sob provocação, o próprio eu não sobressaia, e despejem uma torrente de palavras inconvenientes, palavras que não são como o orvalho ou como a chuva suave que refrigera as ressequidas plantas. É isto que Satanás quer que façam, pois são esses os seus métodos. É o dragão que está irado; é o espírito de Satanás que se revela em zanga e acusação. Mas aos servos de Deus cumpre ser Seus representantes. Ele quer que usem apenas a moeda corrente no Céu, a verdade que Lhe apresenta a imagem e inscrição. O poder com que têm de vencer o mal, é o poder de Cristo. A glória dEle, a sua força. Devem fixar os olhos em Sua beleza de caráter. Podem então apresentar o evangelho com divino tato e suavidade. E o espírito que se conserva manso em face da provocação, dirá mais em favor da verdade, do que o fará qualquer argumento, por mais vigoroso que seja.”

Diante desta e de tantas outras demonstrações do amor de Deus, é natural que nos perguntemos como alguém pode ainda recusar o convite do evangelho. Na pergunta “como faço para evangelizar um ateu?” é possível enxergar aquela “angústia” natural que sentimos por resultado. E, dado o nosso desejo intenso de que este resultado seja positivo, a pergunta quase se converte em  “Como evangelizar um ateu de modo que ele deixe de ser ateu e se torne um cristão salvo por Cristo?” ou “Como ‘converter’ um ateu?” ou “Existiria um método irresistível para abordar, convencer e ‘converter’ grupos específicos de não-crentes?”

A realidade é que mesmo quando testemunhamos de forma correta, mesmo havendo evidências suficientes para quem queira crer, mesmo com todo o esforço despendido na evangelização: pregação, oração, tato e paciência durante o processo, aliado ao próprio trabalho do Espírito de Deus no coração, ainda assim não podemos “escolher” pelos nossos amigos. Eles serão sempre livres para tomar sua própria decisão.

E essa é a parte do processo que também precisamos compartilhar com Deus. Haverá ocasiões em que sorriremos juntos. Mas também haverá momentos de tristeza, dor e lamento: Quão terrível é achar-se junto ao esquife de alguém que rejeitou os apelos da misericórdia divina! Quão terrível dizer: Aqui está uma existência perdida!”. Oro para que, no caso de seu amigo, haja muitas lágrimas; mas de alegria.