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“Desça da Cruz… Então, Creremos”

“Desça agora da cruz, e creremos nele.” Mateus 27:42

Muitos seriam seguidores de Cristo caso Ele descesse da cruz e lhes aparecesse da maneira como desejam. Caso Ele viesse com riquezas e prazer, muitos O receberiam de boa vontade, e se apressariam a coroá-Lo Senhor de todos. Se tão-somente Ele pusesse de lado Sua humilhação e sofrimentos e exclamasse: “Se alguém quiser vir após Mim, agrade-se a si mesmo e desfrute o mundo, e será Meu discípulo”, multidões haviam de crer nEle.

Mas o bendito Jesus não virá a nós em outro caráter senão como o manso e humilde Crucificado. Importa que participemos de Sua abnegação e sofrimento aqui se desejarmos receber a coroa no além. […]

A Palavra de Deus não alargou o caminho estreito, e se a multidão encontrou uma estrada em que podem usar uma forma de piedade e não levar a cruz ou sofrer tribulação, acharam um caminho que o Salvador não palmilhou, e seguem outro exemplo que não o que nos foi dado por Cristo. Não basta que Jesus deixasse a felicidade e a glória do Céu, suportasse uma vida de pobreza e profunda aflição, e morresse de morte cruel e ignominiosa a fim de proporcionar-nos as alegrias da santidade e do Céu? E pode dar-se que nós, os indignos objetos de tão grande condescendência e amor, busquemos nesta vida uma porção melhor do que a que foi dada a nosso Redentor?

Quão fácil seria o caminho para o Céu se não houvesse nada de abnegação ou de cruz! Como os mundanos correriam para esse caminho, e os hipócritas, sem conta, o trilhariam! Graças a Deus pela cruz, a abnegação. A ignomínia e a vergonha que nosso Salvador suportou por nós, não é de modo algum demasiado humilhante para aqueles que foram salvos pela aquisição de Seu sangue. O Céu será em verdade bastante fácil.

Ellen White. O Cuidado de Deus (Carta 2, 1861. Carta 9, 1873).
“E qualquer que não tomar a sua cruz, e vier após Mim, não pode ser Meu discípulo.” Luc. 14:27.
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Um Incomparável Par de Óculos

Imagem: Adventist Mission

“O que é que você está lendo?”, o médico perguntou quando entrou na sala de exame e viu Tina com um livro aberto no colo.

Tina ficou ligeiramente corada. “É, ah…, a Bíblia.”

“Oh?”, o médico disse enquanto tirava um par de óculos de um saco plástico. “Eu não sabia que eles publicavam a Bíblia em brochura.” “Ah, publicam sim”, respondeu Tina.

“Por que você lê a Bíblia?”, perguntou o médico. Então, antes que Tina pudesse responder, ele continuou. “Quero dizer, com todos os diferentes tipos de livros por aí, eu acho que um livro antigo, desatualizado assim seria muito chato.”

“Oh, não”, disse Tina. “Não é nada disso. Ela realmente me ajuda… Bem, é como… Eu não sei…” Tina sentiu-se frustrada porque não conseguia expressar o que estava pensando.

O médico levantou o novo par de óculos que tinha tirado do saco. Tina tirou os óculos velhos, e ele colocou o novo par em seu rosto, verificando atrás das orelhas para ver como os novos óculos se encaixavam.

“Uau!”, Tina disse imediatamente. “Que diferença!”

O médico sorriu. “Você nem percebia o quanto estava perdendo com o seu velho par de óculos, não é mesmo?” “Não”, Tina disse, girando a cabeça para olhar tudo ao redor. “Tudo é tão nítido e claro agora.”

De repente, ela teve um pensamento. “Ei!”, ela disse. “É por isso que eu leio a Bíblia!”. O médico não disse nada, mas uma interrogação ficou evidente em sua expressão.

“Ler a Bíblia me dá um par de óculos”, disse ela, “que eu não teria de outra maneira. É como se, quando eu leio a Bíblia, e especialmente quando eu memorizo versículos, isso me ajudasse a ver com mais clareza. Isso me ajuda a ver o que é certo e o que é errado, e isso me ajuda a encontrar o poder de escolher a coisa certa também.”

“Ler a Bíblia realmente faz isso?”, perguntou o médico. Tina assentiu com a cabeça vigorosamente. “Realmente, o senhor deveria experimentar”, disse ela.

Ele balançou o velho par de óculos em sua mão. “Talvez eu faça isso.”

Fonte: Josh McDowell (Josh.org)

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Cristianismo, Ciência e o Obscurantismo do Século XXI

A figura acima faz parte de um vitral denominado “Educação”. Encontra-se na sala 102 do Linsly-Chittenden Hall da Universidade de Yale e retrata a ciência e a religião em harmonia.

Você ouve isto o tempo todo: ciência e cristianismo estão em conflito. Por exemplo, o Dr. Thomas Henry Huxley escreveu uma vez: 1

A ciência, a arte, o direito, as principais teorias políticas e sociais do mundo moderno desenvolveram-se a partir da Grécia e de Roma, não por favor mas em meio à oposição dos ensinamentos fundamentais do cristianismo primitivo, para o qual a ciência, a arte e qualquer ocupação séria com as coisas deste mundo eram igualmente desprezíveis.

E isso era em 1899. O ateu contemporâneo Dr. P.Z. Myers diz de forma mais sucinta:

A fé cristã se opõe à ciência.

O problema, claro, é que tais declarações são demonstravelmente falsas. De fato, como já escrevi anteriormente, os especialistas em História têm mostrado que a ciência moderna é um produto do cristianismo ( ver aqui e aqui) .

Recentemente, encontrei um excelente ensaio do Dr. Michael Keas que apresenta esse ponto muito bem. Recomendo fortemente que você o leia na íntegra, mas há duas citações que gostaria de destacar.

No início do ensaio, ele discute a ideia, já desmascarada há muito tempo, de que as pessoas, na Idade Média, acreditavam que a Terra era plana. Como Diana Waring e eu normalmente apontamos em uma de nossas palestras, mesmo os antigos gregos entendiam que a Terra é uma esfera, e nenhum escritor cristão com um mínimo de reputação jamais sugeriu o contrário. No entanto, o mito persiste, pois muitos “educadores” estão mais interessados ​​em empurrar seus próprios pontos de vista do que divulgar estudos sérios. De qualquer forma, o Dr. Keas toca num ponto sobre esse fiasco que eu acho particularmente revelador:

Mas o “erro da Terra plana” [chamado “erro plano” pelo historiador Jeffrey Russell] persiste, de tal forma que, nas duas décadas em que passei ensinando astronomia e sua história, descobri que a maioria dos estudantes universitários acreditam que Colombo descobriu a esfericidade da Terra e, assim, teria derrotado a ignorância medieval. Eu também descobri que meus próprios alunos (antes de fazer meus cursos) eram menos capazes de defender a esfericidade da Terra do que eram os estudantes universitários medievais. Então, qual Idade é, de fato, a mais escura?

É comum que as pessoas hoje olhem para trás, para as pessoas nos tempos medievais (ou anteriores) e riam da “estupidez” de tais “selvagens antigos.” No entanto, juntamente com o Dr. Keas, acho que muitos dos estudantes universitários de hoje não são tão bem educados como era o típico estudante universitário naqueles dias. De fato, um argumento pode ser feito de que os antigos podem ter sido mais inteligentes do que somos hoje.

O ensaio termina com uma citação muito interessante. Eu tenho defendido, há muito tempo, a posição de que a rejeição de um Deus criador por muitos cientistas tem prejudicado a causa da ciência. Dr. Keas expõe o caso mais gravemente:

Poderia tal fé naturalista eventualmente minar os alicerces da Ciência, para a qual a tradição judaico-cristã tanto contribuiu? Se for esse o caso, então podemos estar vivendo nós mesmos na verdadeira Idade das Trevas da história científica.

Eu honestamente acho que essa é uma possibilidade real. Há uma frase que tem sido atribuída a G.K. Chesterston, mas não posso confirmar se ele realmente disse isso. Independentemente de quem a tenha dito, acho que é muito verdadeira: 2

Quando um homem deixa de acreditar em Deus, ele não passa, então, a não acreditar em nada: ele passa a acreditar em qualquer coisa.

Infelizmente, essa situação é devastadora para a ciência, e o surgimento de absurdos como a hipótese de multiversos e a idéia de que algo pode surgir naturalmente a partir do nada são sintomas dessa devastação.

Referências:
1. Israel Smith Clare, Hubert Howe Bancroft, and George Edwin Rines, Library of Universal History and Popular Science, The Bancroft Society 1910, p. 433
2. Mark A. Driscoll, A Call to Resurgence, On Mission LLC 2013, p. 38
Fonte: Dr. Jay Wile (Proslogion)
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Jesus Achará Fé na Terra?

A pergunta de Jesus em Lucas 18:8, “quando vier o Filho do Homem, porventura achará fé na terra?” me parece cada vez menos retórica. Na Europa, a fé parece quase que definitivamente coisa de museu. Foi nisso que as igrejas lá se tornaram, centros de visitação turística que falam de uma era passada, com arquitetura e crenças curiosas. Agora os EUA caminham na mesma direção, como mostram os estudos de David Kinnaman. “Nossa pesquisa mostra que muitos dos não cristãos, especialmente jovens adultos, têm pouca confiança na fé cristã, e a estima pelo estilo de vida cristão está rapidamente desaparecendo entre eles. Eles admitem que suas barreiras intelectuais e morais são erguidas quando estão perto de cristãos, e rejeitam Jesus porque se sentem rejeitados pelos cristãos” (Unchristian, Baker Books).

Mas vivemos no Brasil, onde a fé vai muito bem, obrigado, não é? Bem, a verdade é que existem dois Brasis e um deles se parece muito mais com a realidade apontada por Kinnaman e sentida por qualquer um quando visita a Europa, a ponto de a Conferência Geral da Igreja Adventista haver inserido bairros de classe média alta de São Paulo entre os grupos não alcançados. Tecnicamente, o Morumbi está na mesma situação que o  Chad islamita, ou quase.

A profecia do Mestre é de que conforme a iniquidade fosse se alastrando (e aí eu penso que, seja por ela aumentar de fato ou simplesmente pelo fato de que todos agora ficam sabendo dela, graças aos meios de comunicação), o amor esfriaria (Mateus 24:12). Ainda assim, um mundo em que a fé é trocada por… – pelo que mesmo? nos assusta, e por isso nos perguntamos: o que pode ser feito para que a religião alcance relevância nesse contexto?

Depois de pensar bastante nisso cheguei à conclusão de que deveríamos ter uma preocupação anterior a essa. Antes de pensar em como fazer o cristianismo relevante para o mundo, precisamos pensar em quão relevante ele de fato é para nós. Para mim e para você.

Na pesquisa de Kinnaman, cristãos são vistos como anti homossexuais, críticos demais sobre as vidas dos outros, hipócritas, maçantes, intolerantes e confusos. Alguma razão para pensar isso eles têm, com certeza, mas agora pensem na Pessoa a quem os cristãos dizem seguir. Jesus seria hoje alguém rotulado como anti homossexual ou como anti qualquer coisa? Quando penso nisso lembro da foto que circula pela Internet de um menino em meio a uma manifestação cheia de cartazes com os dizeres “Deus odeia os gays”, que empunha um cartaz menor escrito “Deus não odeia ninguém”. Estou com ele. Jesus seria hipócrita, se isso era o que mais o tirava do sério? Jesus não foi maçante, multidões adoravam estar na presença dEle, Ele foi tudo menos intolerante e certamente não era nada confuso e nem as pessoas sentiam que Ele estava julgando suas vidas constantemente.

É porque muitos antes de nós seguiram uma imagem de Cristo e não o Cristo real que a religião se tornou irrelevante. Aos que seguem uma imagem de Cristo Ele vai dizer: não os conheço (Mateus 7:23). Não os conheço porque nitidamente vocês não me conhecem. Será que você encontrou relevância para sua vida em algo que não é a religião pura de Cristo, aquela que o cria à imagem e semelhança dEle? Aquela que o faz mais parecido com Aquele a quem você diz seguir? Uma religião que o faz hipócrita, julgador, intolerante e chato não pode ser relevante para ninguém.

Quando vier o Filho do Homem, achará porventura fé na terra? Vou cuidar para que aqui na minha casa, ao menos, Ele encontre.

Fonte: Marco Aurelio Brasil,  À Semelhança de Quem? (Voltando e Descansando)
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As Quatro Afirmações “Autodestrutivas” Mais Ouvidas nas Universidades

Esta declaração “se autodestruirá” em…
 
Se eu começasse este “post” afirmando “Eu não consigo escrever uma palavra em português”, você certamente reconheceria a contradição. Minha frase trai aquilo que ela própria tenta defender. Essa é a natureza das declarações auto-refutantes. A Wikipedia define tais declarações como “afirmações cuja falsidade é a consequência lógica do ato ou situação de tomá-las como verdadeiras.” Você pode ficar supreso com o quanto as pessoas são propensas a dizer algo que é auto-refutante, ou com a quantitade de declarações comuns que ouvimos (ou usamos) no dia a dia e que se enquadram nessa categoria (Ex. “Não me incomode, eu estou dormindo agora” ou “Eu não posso falar com você agora”). Há momentos em que as nossas palavras entram em colapso sob seu próprio peso.

Aaron, meu amigo do site PleaseConvinceMe.com postou recentemente uma lista bem extensa com algumas dessas declarações , como elas aparecem em círculos filosóficos ou acadêmicos. Como parte do meu trabalho é treinar cristãos universitários e ouvir atentamente as suas experiências comuns da faculdade, eu comecei a colecionar algumas das declarações auto-refutantes ​​mais populares proferidas por professores nas universidades. Aqui estão as quatro principais:

“Não há verdade objetiva” / “Verdade objetiva não existe”
Talvez a mais obviamente auto-refutante entre elas, essa afirmação (ou alguma outra na mesma linha) é ainda pronunciada em muitos ambientes universitários de acordo com o relato dos estudantes. Como todas as afirmações auto-refutantes, sua contradição pode ser verificada simplesmente quando voltamos a declaração contra si mesma. Quando perguntamos “Esta declaração é objetivamente verdadeira?”, podemos ver rapidamente que a pessoa que faz a afirmação acredita em pelo menos uma verdade objetiva: a de que não existe uma verdade objetiva. Vê o problema?

“Se a verdade objetiva existe, ninguém pode saber com certeza o que é” / “É arrogante supor que você sabe a verdade com certeza”
Mais uma vez, o professor que faz tal afirmação parece estar seguro e certo de uma verdade: a de que ninguém pode estar seguro ou certo da verdade! A afirmação cai sobre sua própria espada no momento em que é proferida.

“A ciência é a única maneira de determinar a verdade” / “Eu só confio em coisas que eu posso determinar através de um processo científico”
Estudantes universitários relatam o uso dessa afirmação com frequência, e ela pode exigir um pouco mais de pensamento para ser reconhecida como auto-refutante. Quando um professor faz essa afirmação, nós simplesmente precisamos perguntar: “A ciência pode determinar se essa sua afirmação (sobre a ciência) é verdadeira?” Ou “Que experimento científico trouxe essa conclusão a você?” Acontece que não há nenhum processo científico ou procedimento que pode ser utilizado para validar essa reivindicação. É uma declaração filosófica presuntiva que está fora da análise da ciência.

“É intolerante presumir que a sua visão é melhor do que a de outra pessoa ‘” / “A tolerância nos obriga a aceitar todas as opiniões igualmente”
A maioria de nós, cristãos, já ouvimos essa afirmação ou fomos acusados de intolerantes uma ou outra vez. As afirmações exclusivas do cristianismo relacionadas com a salvação (pela fé em Cristo somente) nos colocam no centro dessa crítica. O fato é que uma declaração auto-refutante ainda mais sutil se esconde aqui nessa definição comum e errônea de tolerância. Pessoas que possuem essa visão distorcida da questão dizem que aceitam todos os pontos de vista como igualmente verdadeiros. Mas se você fizer a alegação de que algumas idéias são patentemente falsas e têm menos valor do que outras, elas vão rapidamente rejeitar sua declaração. Em outras palavras, elas vão aceitar qualquer ponto de vista como igualmente válido, exceto sua alegação de que alguns pontos de vista não são igualmente válidos. Vê a incoerência? O resultado é que pessoas que adotam essa definição de tolerância não podem consistentemente implementar a sua própria visão de tolerância (podemos tratar da natureza correta da tolerância em outro “post”).

 Fonte: (J. Warner Wallace) StandtoReason

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A Dúvida de Darwin

Darwin's Doubt

[Frank Turek, um dos autores do clássico Não Tenho Fé Suficiente para Ser Ateu, resenhou o novo livro de Stephen Meyer, Darwin’s Doubt (a Dúvida de Darwin). O livro expõe o fracasso da hipótese darwinista e dos mecanismos por ela propostos para explicar a origem de novos planos corporais e a suposta história da vida do ponto de vista evolucionista. O fracasso é explicitado mesmo ao considerar um cenário protegido por parâmetros da própria teoria da evolução, já que a tese do livro não leva em conta, por exemplo, críticas à interpretação básica darwinista que toma a coluna geológica como “sinônimo” de  “milhões e milhões de anos” de suposta macroevolução biológica, pressuposição afastada pelo criacionismo bíblico. Se levasse isso também em conta, o que restaria das especulações de Darwin? Segue a resenha.]

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Darwin’s Doubt (a Dúvida de Darwin) o mais novo bestseller do New York Times —, escrito por Stephen Meyer (Ph.D. por Cambridge), está criando grande controvérsia científica. Os darwinistas não gostam disso.

Meyer escreve sobre a complexa história de novas formas de vida num estilo de narrativa fácil de entender. Ele conduz o leitor numa viagem desde Darwin até hoje, enquanto tenta descobrir a melhor explicação sobre como os primeiros grupos de animais surgiram. Meyer mostra, de forma convincente, que os mecanismos darwinianos não têm o poder de fazer o trabalho.

Usando a mesma abordagem de investigação forense que Darwin usou mais de 150 anos atrás, Meyer investiga a dúvida central que Darwin teve sobre sua própria teoria. Ou seja, a de que o registro fóssil não continha a composição de formas intermediárias que sua teoria de mudança evolutiva gradual necessitava. No entanto, Darwin previu que descobertas futuras iriam confirmar a teoria.

Meyer aponta que as descobertas  não confirmaram a expectativa de Darwin. Temos pesquisado minuciosamente o registro fóssil desde Darwin e confirmado aquilo que Darwin viu originalmente: o aparecimento abrupto e descontínuo das primeiras formas de vida animal complexa. Na verdade, os paleontólogos agora consideram que cerca de 20 dos 28 filos animais (representando distintos “planos corporais” animais) encontrados no registro fóssil aparecem abruptamente, sem antepassados, ​​em um evento geológico dramático chamado de Explosão Cambriana.

E descobertas adicionais desde Darwin têm tornado as coisas ainda piores para sua teoria. Darwin não sabia, por exemplo, sobre o DNA ou a informação digital que ele contém e que torna a vida possível. Ele não poderia ter avaliado, portanto, que a construção de novas formas de vida animal exigiria milhões de novos caracteres de código precisamente sequenciados — que a explosão cambriana foi uma maciça explosão de novas informações.

Para que o moderno neodarwinismo sobreviva, deve haver um mecanismo natural não guiado que possa criar informação genética e, em seguida, acrescentá-la maciçamente, com precisão e dentro do tempo permitido pelo registro fóssil. Existe um mecanismo desse tipo?

A resposta a essa pergunta é a chave para a teoria de Meyer e para o livro inteiro. Meyer mostra que o mecanismo padrão “neodarwinista” de mutação e o mecanismo de seleção natural não têm o poder criativo para produzir as informações necessárias para a produção de novas formas de vida animal. Ele também analisa as várias especulações pós-darwinistas que os próprios biólogos evolucionistas estão propondo para substituir o edifício darwinista em desmoronamento. Nenhuma delas sobrevive ao escrutínio. Não só não existe nenhum mecanismo natural conhecido que possa criar a nova informação necessária para novas formas de vida, como não há nenhum mecanismo natural conhecido que possa também criar o código genético para a primeira vida (tema que foi objeto do livro anterior de Meyer, Sgnature in the Cell, Assinatura na Célula).

Quando Meyer sugere que um designer inteligente é a melhor explicação para a evidência em mãos, os críticos o acusam de ser anticientífico e de pôr em risco a liberdade sexual em todos os lugares (tudo bem, eles não afirmam explicitamente essa última parte). Eles também afirmam que Meyer comete a falácia do “Deus das lacunas”.

Mas ele não o faz. Como Meyer mesmo mostra, ele não está interpretando a evidência com base no que nós não sabemos, mas no que nós de fato sabemos. O surgimento geologicamente súbito de animais totalmente formados e milhões de linhas de informação genética apontam para inteligência. Ou seja, nós não apenas carecemos de uma explicação materialista para a origem da informação. Nós temos evidência positiva de nossa própria experiência uniforme e repetida de que outro tipo de causa, ou seja, a inteligência ou a mente, é que é capaz de produzir informação digital. Assim, ele argumenta que a explosão de informação no período Cambriano fornece evidências desse tipo de causa agindo na história da vida animal (assim como qualquer frase escrita por um dos críticos de Meyer é uma evidência positiva para um ser inteligente).

Essa inferência a partir dos dados não é diferente das inferências que os arqueólogos fizeram quando descobriram a Pedra de Roseta. Não foi uma “lacuna” em seu conhecimento sobre as forças naturais que os levou àquela conclusão, mas o conhecimento positivo de que inscrições requerem autores inteligentes.

É claro que qualquer crítico poderia refutar a tese inteira de Meyer demonstrando como forças ou mecanismos naturais podem gerar a informação genética necessária para construir a primeira vida e, em seguida, novas quantidades maciças de informação genética necessárias para novas formas de vida animal. Mas eles não conseguem e dificilmente tentam isso sem assumir aquilo que estão tentando provar (ver o Capítulo 11). Em vez disso, os críticos tentam infamar Meyer, afirmando que ele está fazendo “pseudociência” ou ciência nenhuma.

Bem, se Meyer não está fazendo ciência, então nem Darwin o estava (ou nenhum darwinista hoje). Meyer está usando o mesmo método científico forense ou histórico que o próprio Darwin usou. Isso é tudo que pode ser usado. Uma vez que essas são questões históricas, um cientista não pode ir para o laboratório a fim de repetir e observar a origem e a história da vida. Os cientistas devem avaliar as pistas deixadas para trás e, então, fazer uma inferência para a melhor explicação. Será que a nossa experiência repetida nos diz que mecanismos naturais têm o poder de criar os efeitos em questão ou é necessário inteligência?

Meyer escreve: “o neodarwinismo e a teoria do design inteligente não são dois tipos diferentes de investigação, como alguns críticos têm afirmado. Eles são duas diferentes respostas — formuladas usando lógica e método de raciocínio semelhantes — para a mesma pergunta: “O que causou as formas biológicas e a aparência de design na história da vida?”

A razão pela qual os darwinistas e Meyer chegam a respostas diferentes não é porque há uma diferença em seus métodos científicos, mas porque Meyer e outros defensores do Design Inteligente não se limitam a causas materialistas. Eles são abertos também a causas inteligentes (assim como arqueólogos e investigadores de cenas de crime o são).

Portanto, este não é um debate sobre evidência. Todo mundo está olhando para a mesma evidência. Este é um debate sobre como interpretar as evidências, e que envolve compromissos filosóficos sobre que causas serão consideradas possíveis antes de olhar para as evidências. Se você filosoficamente descartar causas inteligentes de antemão, como os darwinistas o fazem, você nunca vai chegar à verdade se um ser inteligente for o responsável.

Uma vez que todas as evidências precisam ser interpretadas, a ciência não diz, de fato, nada, os cientistas é que o fazem. Então, se certos autonomeados sacerdotes da ciência dizem que uma teoria particular está fora dos limites de seu próprio dogma científico, isso não significa que essa teoria seja falsa. A questão é a verdade, e não se algo se encaixa na definição materialista da ciência.

Tenho certeza de que darwinistas continuarão a atirar lama sobre Meyer e seus colegas. Mas isso não vai fazer a menor diferença em sua observação de que sempre que vemos uma informação como essa necessária para produzir a explosão cambriana, a inteligência é sempre a causa. Na verdade, eu prevejo que quando as pessoas de mente aberta lerem a Dúvida de Darwin, elas verão que o Dr. Meyer faz uma defesa  muito inteligentemente planejada de que o Design Inteligente é realmente verdade. É só uma pena que muitos darwinistas não estejam abertos para a verdade — eles não são nem mesmo “mente aberta” o suficiente para duvidar de Darwin, tanto quanto era o próprio Darwin.

Fonte: Frank Turek (Townhall)
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Superando o Medo de Evangelizar: 7 Pontos

fear of evangelism

Lá estava eu, ​​sentado nervosamente, os joelhos em movimentos para cima e para baixo, o coração a mil batidas por minuto e as mãos suadas. Minha mente antecipava todas os diferentes cenários que poderiam resultar daquilo que eu estava prestes a fazer.

Eu tinha entrado num restaurante com o plano de comer tranquilamente e depois voltar à minha igreja para atuar como recepcionista. Pelo menos esse era o plano. Até que eu vi o Ed sentado em uma mesa não muito longe de onde eu estava. Ed era o carteiro que entregava a correspondência da nossa igreja (onde eu também trabalho). Ele era bem conhecido em nosso grupo por ser extremamente prestativo e agradável. No entanto, ele não acreditava em Deus e nem parecia se importar muito com o assunto.

Era algumas semanas antes da Semana Santa e nossa igreja sempre distribui folhetos com um convite para um evento que fazemos todos os anos, onde temos a apresentação de um grupo de música cristã e, em seguida, um sermão especial do nosso pastor, que fala sobre o pecado e convida as pessoas a Cristo.

É um grande evento evangelístico e há uma forte ênfase na salvação.

Então, lá pelo meio do lanche, percebi que Ed estava sentado apenas a duas mesas de distância e, de repente, eu me vi com a pesada responsabilidade de entregar a ele um dos folhetos da Semana Santa que eu tinha. Se Ed aceitasse a Cristo por meio daquela ação, então, eu teria o privilégio de ter dado a ele o bilhete para o céu.

O problema: eu estava com medo.

Enquanto eu pensava na melhor forma de abordagem, vinham à mente todos as consequências possíveis.

Ele poderia pensar que eu era uma pessoa estranha…

E se ele rasgasse o folheto na minha frente? Eu me sentiria um idiota.

E se eu dissesse algo ridículo, que o fizesse pensar que todos os cristãos eram mais burros do que uma porta?

Eu não queria ser a pessoa que acabaria afastando o Ed para longe de Cristo.

Meus pensamentos eram todos negativos; não havia um único positivo. Quanto mais eu pensava sobre a situação, mais me sentia ansioso e até um pouco enjoado.

Eu estava com tanto medo que comecei a me sentir o pior cristão do Universo…

Mas, então, tive uma grande idéia (pelo menos eu pensei que fosse).

Cheguei à conclusão de que era melhor não enfrentar o Ed e, em vez disso, achar um outro jeito de lhe entregar o folheto.

Ou seja, já que não iria entregar o folheto pessoalmente, o mínimo que poderia fazer era colocá-lo na porta do carro dele. Dessa forma, ele poderia ver o convite e, quem sabe, talvez o Espírito Santo pudesse usar aquele folheto, ainda que posto ali por um cristão paralisado de medo.

Paguei a conta, peguei o folheto que eu tinha e eu fui até o carro dele. Ed estava sentado perto de uma janela de vidro e, através dela, podia ver o carro.

Fui até o carro e tentei colocar o folheto perto da maçaneta da porta, mas o papel simplesmente não se prendia . Tentei colocá-lo perto da borracha que segurava o para-brisa, mas também não se encaixava lá.

Continuava tentando fixar o folheto em algum lugar visível do carro, quando, de repente, ouvi uma voz gritar: “Ei! O que você está fazendo com o meu carro?! “

Amigos…, era o Ed e, pela voz dele, sei que ele pensou que eu estivesse tentanto entrar no carro!

Eu não sei por que fiz isto, mas o meu primeiro instinto foi correr! Sim, eu corri e saí de lá. Graças a Deus, ele não correu atrás de mim.

Quando percebi que ele não estava correndo atrás de mim, me sentei na calçada, sem ar, balançando a cabeça e pensando no resultado terrível dos meus esforços evangelísticos.

Como eu passei de um evangelista medroso ao principal suspeito de um roubo de carro que não aconteceu?

“Rapaz, eu sou tão idiota”, disse a mim mesmo.

Agora me sentia culpado e teria que confessar meu erro.

Não queria que ele pensasse que eu estava tentando entrar no carro dele, especialmente porque eu tinha certeza de que ele tinha me reconhecido e sabia onde eu trabalhava.

Então, voltei ao restaurante e fui direto à mesa do Ed.

A propósito, quando o Ed gritou do lado de fora, no estacionamento, quando ele pensou que eu estivesse arrombando o carro, todos os clientes, os garçons e as garçonetes, aparentemente, olharam para fora das janelas para ver o que estava acontecendo.

Eles me reconheceram enquanto eu caminhava de volta, em direção ao restaurante, e todos os olhos estavam sobre mim agora.

Fui até o Ed e o vi olhar de soslaio enquanto eu me aproximava da mesa dele.

“Ed, eu sinto muito pelo que aconteceu. Você pensou que eu estava arrombando seu carro, mas tudo o que eu estava tentando fazer era colocar este folheto nele… É um convite para um evento da Semana Santa que nossa igreja está promovendo”, eu disse timidamente enquanto lhe entregava o folheto.

“Oh… Ele disse  Eu pensei que você estivesse tentando entrar no meu carro. Ele já foi invadido duas vezes no último mês.”

“Não, não, eu não estava. Eu sinto muito por tudo isso. Por favor, me perdoe.”

Ele estava jantando com uma mulher loira, que mudou a expressão de raiva para alívio depois que ouviu minha confissão.

“Ok, não há problema.”

Saí do restaurante desejando que eu pudesse simplesmente desaparecer.

Tudo isso aconteceu cerca de quatro anos atrás.

*******

Alguma vez você já se sentiu assim? Já sentiu medo de compartilhar sua fé? Você já quis contar a alguém sobre Jesus, mas quando pensou em como fazer isso, foi dominado pelo medo de ser rejeitado?

O medo da rejeição é a razão número um apontada por muitos cristãos como justificativa para não compartilhar sua fé.

Temos medo de partilhar a nossa fé porque gostamos de ser aceitos. A maioria de nós gosta quando as pessoas nos dão apoio, a maioria se preocupa com o que os outros pensam a nosso respeito.

Eu ainda sou assim, mas mudei muito. Hoje, compartilho a minha fé regularmente, tanto on-line quanto nas ruas, até com completos estranhos.

Dá para acreditar?

Eu deixei de ser um cristão medroso para ser um discípulo que está seguindo o mandamento do Senhor de ir e fazer outros discípulos.

Não me interpretem mal: eu não me tornei um superevangelista que absolutamente não tem nenhum medo… Não.

Mas eu tenho dado passos de fé para superar o meu medo de evangelizar e eles têm sido a maior bênção do Senhor!

Então, aqui estão sete verdades que podem ajudar você a superar o medo de rejeição:

1. No céu, ninguém pensará que compartilhou Jesus em excesso.

Quando você estiver no céu, nunca irá dizer: “Oh, eu falei a tantas pessoas sobre Jesus; eu deveria ter gastado meu tempo fazendo outras coisas.” Na verdade, o oposto é verdadeiro. Muitos poderão ter o pensamento de que compartilharam Jesus muito pouco.

2. Somos parceiros com Cristo.

Marcos 16:20 diz: “Então, os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes a palavra com os sinais que a acompanhavam.” Amém.

O próprio Senhor é um parceiro seu e de todos os Seus discípulos. Você poderia ter alguém melhor com quem fazer parceria quando se trata de compartilhar sua fé?

3. Deus não vai falar com você em uma voz mansa e suave cada vez que Ele queira que você compartilhe a sua fé, porque Ele já ordenou isso nas Escrituras.

Deus tem certas expectativas em relação a você como Seu discípulo. Por exemplo, Deus não vai falar com você em uma voz mansa e suave cada vez que Ele queira que você ame seu vizinho. Ele já ordenou, nas Escrituras,  que você faça isso. Da mesma forma, se você se mantém inativo esperando “ouvir” a voz mansa e suave do Espírito Santo para só então compartilhar sua fé, está perdendo o ponto… Já é nosso dever compartilhar nossa fé cada vez que tivermos a oportunidade.

4. Toda alma é de valor infinito para Deus.

Uma vez que entendamos isso, isso vai nos manter ansiosos por compartilhar o evangelho com toda alma perdida que encontrarmos.

Quão valiosa é uma pessoa para Deus? Ele se dispôs a dar a vida de Seu filho por ela.

5. Quanto mais você agir pela fé e confiar em Deus,  mais coisas incríveis você O verá fazer.

Se você quer ter as mesmas experiências registradas no livro de Atos dos Apóstolos, então você precisa agir como os apóstolos agiam.

Eles compartilhavam, com ousadia, sua fé com todos os que encontravam. Devemos fazer o mesmo, se quisermos seguir os seus passos.

6. Não importa se as pessoas não gostam de nós por essa razão; importa que estejamos vivendo uma vida que agrada ao Senhor.

Às vezes ficamos muito preocupados com a ideia de que se nos levantarmos por Jesus, as pessoas não vão gostar de nós. Jesus era perfeito, amava a todos perfeitamente, e ainda assim foi pregado numa cruz! (Fonte: livro de Mark Cahill)

Lembre-se de que temer aos homens resulta em laço (ou armadilha), mas quem confia no Senhor estará seguro (Pv 29:25).

7. Se você deixar que o medo vença a sua fé, poderá ter motivos reais para se arrepender.

Você já conhece a sensação de desejar ter feito aquilo que não foi feito quando se teve a oportunidade. Evangelizar e compartilhar sua fé é uma daquelas coisas que, se alguém deixar de fazer, certamente se arrependerá mais tarde.  Por exemplo, ao não ver sua família querida e seus amigos no céu.

Faça algo a respeito do assunto.

Há um caminho que Deus quer que você tome. Compartilhar o evangelho com outros é uma jornada de fé. E você não está sozinho; Deus está com você.

Fonte: Peter Guirguis (Notashamedofthegospel, onde se pode achar outros tópicos sobre evangelismo pessoal)
Vídeo relacionado: “I am not ashamed” (Heritage Singers)