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Biografia de herói que inspirou filme indicado ao Oscar é lançada no Brasil

 

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A editora Casa Publicadora Brasileira lançou, ainda no ano passado (2016), a versão em língua portuguesa da biografia de Desmond Doss escrita por Frances M. Doss, segunda esposa do veterano de guerra que inspirou o filme “Até o último homem”, indicado a 6 Oscars em 2017. Leia o artigo “Herói improvável”, publicano na Revista Adventista (e a Entrevista com o próprio Desmond Doss, de 1987).

CPB lança biografia do herói adventista da II Guerra Mundial.

Pequena resenha/apresentação da editora:

“Senhor, ajuda-me a salvar mais um.”

A artilharia pesada em Okinawa multiplicava as vítimas, mas não intimidou Desmond Doss, soldado e homem de fé. Com a coragem e a força da oração acima, ele se recusou a procurar abrigo e carregou, um por um, seus companheiros caídos até um local seguro. Em aproximadamente cinco horas ele resgatou todos os 75 feridos naquele ataque. Este e outros atos heroicos fizeram com que ele recebesse a mais alta distinção que se pode conferir a um soldado norte-americano: a Medalha de Honra.
Porém, sua história não termina em 1945. Houve muitas outras batalhas e vitórias para o homem conhecido como “o mais improvável dos heróis”. Este livro conta cada uma delas.
Da infância marcada por acidentes à bravura na Segunda Guerra Mundial, da trágica perda de sua esposa Dorothy às batalhas contra a surdez e o câncer, Desmond Doss viveu com devoção insuperável. Devoção a seu país, a suas convicções e, acima de tudo, a seu Deus.

Detalhes do produto

Formato: 14.0 x 21.0 cm
Número de páginas: 176
ISBN: 978-85-345-2353-0
Acabamento: Brochura

Fonte (e “site” para adquirir o livro): CPB

Observação: Assim como Desmond Doss, funcionários da Casa Publicadora Brasileira (editora adventista) guardam o sábado. A compra de produtos no “site” só é possível fora das horas do sétimo dia bíblico, que começa ao pôr do sol de sexta-feira e termina ao pôr do sol de sábado.

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“Eu Não Morri. Eu Não Fui para o Céu”

Uma editora cristã vai parar de vender o livro “The Boy Who Came Back from Heaven” [O garoto que voltou do céu], agora que o personagem, jovem que ficou paralítico em um acidente de carro, disse que a história de ir para o céu não é verdadeira.

A editora Tyndale House afirmou tanto à NPR quanto ao The Washington Post que vai retirar de circulação o best-seller de 2010, escrito por Alex Malarkey e o pai dele, Kevin Malarkey.
A editora tomou a decisão depois que Alex escreveu uma “carta aberta” à distribuidora LifeWay, na qual afirma: “Eu não morri. Eu não fui para o Céu.” A carta foi postada no site Pulpit and Pen.

O livro de Malarkey é um de uma série de best-sellers sobre pessoas que afirmam ter ido para o céu e depois voltado. O mais conhecido é “Heaven is for real” [O céu é real], de Todd Burpo, best-seller número 1 do USA Today que foi transformado em filme.

“The Boy Who Came Back from Heaven” [O garoto que voltou do céu] alcançou a posição número 46 na lista do USA Today.

Segundo a descrição da editora do livro, “em 2004, Kevin Malarkey e seu filho de 6 anos de idade, Alex, sofreram um terrível acidente de carro. O impacto do acidente deixou Alex paralisado – e, em termos médicos, era improvável que ele pudesse sobreviver. ‘Eu acho que Alex partiu para estar com Jesus’, um amigo disse ao pai aflito. Mas dois meses depois, Alex acordou do coma com uma história incrível para compartilhar. Sobre eventos na cena do acidente e no hospital, enquanto ele estava inconsciente. Sobre anjos que o levaram através dos portões do próprio céu”.

Mas, em sua carta aberta, Alex escreveu: “Eu disse que fui para o céu porque pensei que iria chamar a atenção. Quando fiz as declarações que fiz, eu nunca tinha lido a Bíblia. As pessoas têm lucrado com mentiras, e continuam a lucrar… Elas devem ler a Bíblia. Ela é suficiente. A Bíblia é a única fonte da verdade. Qualquer coisa escrita pelo homem não pode ser infalível.”
Ele também disse: “Por favor, perdoem a brevidade (da carta), mas por causa das minhas limitações (médicas), eu tenho que mantê-la curta.”

Fonte: DeseretNewsNational

Nota deste blogue:

“Eu nunca tinha lido a Bíblia”. A falta de estudo da Bíblia tem levado muitas pessoas (cristãos inclusive) aos mais variados (e populares) enganos em relação à morte. Os que leem a Palavra de Deus, porém, sabem que ela faz distinção muito clara entre o estado dos que estão vivos e o dos que já “dormiram” (expressão da própria Bíblia): “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma” Eclesiastes 9:5; “Os mortos não louvam o SENHOR…” Salmos 115:17 “A sepultura não te pode louvar…Os vivos, somente os vivos, esses te louvam como hoje eu o faço” Isaías 38:18-19. Além de nos alertar do perigo dos falsos ensinos e de “sinais e prodígios da mentira”, a Palavra de Deus nos assegura que a situação dos mortos [de inexistência e, obviamente, inconsciência] permanecerá inalterada até o momento futuro de restauração e julgamento – a ressurreição: “Não fiquem admirados com isto, pois está chegando a hora em que todos os que estiverem nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão…Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.” João 5:28 e 29; 6:40).

Como afirmado acima pelo personagem que se retratou, os cristãos devem se voltar para a Bíblia. Nela encontrarão luz suficiente e forças para aguardar a verdadeira e “bendita esperança”, quando “o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão…” 1 Tessalonicenses 4:16.

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A Verdade Seja Dita (Em Quem Você Tem Acreditado?)

A verdade importa? Em quem temos acreditado? Se todos os testemunhos, formais ou informais, em todas as eras da história, forem averiguados quanto a sua veracidade [e isso é perfeitamente possível além das limitações humanas], qual deverá ser o resultado? O que teremos “produzido” mais: verdades ou falsidades?

Na realidade, talvez seja ainda mais relevante nos perguntar quais as razões (ou as consequências) de escolher uma ou outra trilha de comportamento. Que grau de relevância tem um testemunho verdadeiro ou um testemunho falso na vida social?

A reflexão ganha importância especialmente quando temos o cristianismo (ou os opositores dele) em mente. Isso porque a religião cristã é histórica e está baseada no depoimento de testemunhas oculares.

Sabendo disso, alguns céticos, ao se insurgirem contra toda e qualquer evidência que corrobora “a fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd. 3), chegam ao ponto de menosprezar o próprio valor do testemunho pessoal. Buscando fontes do Direito, por exemplo, podem selecionar autores que apenas repetem menções de desprezo moderno à prova testemunhal (sem apresentar análise equilibrada e aprofundada sobre o assunto). Ao citá-los como apoio para sua atitude de descrença, “esquecem-se” (?) de avisar que essa visão é “parcial” – não apenas na acepção de “partidarismo” religioso (ou anti-religioso) mas principalmente no sentido de “incompletude” do assunto no campo jurídico.

Felizmente, não é necessário fazer muito esforço para ter acesso a uma análise mais ampla da questão. Sem promover aqui nenhuma atitude de credulidade irrestrita e irrefletida – o que é vedado pelo princípio bíblico “Não deis crédito a todo espírito” (I João 4:1) , apresento, abaixo, transcrição de lição clássica sobre as bases da prova testemunhal, ao lado de pensamentos de juristas também clássicos ou contemporâneos sobre a questão. Isso para que ninguém seja limitado, em sua visão, pela manifestação unilateral ou desarmoniosa de mais essa espécie de “hiperceticismo seletivo”. As primeiras citações, embora curtas, já podem gerar rica reflexão (basta nos perguntar se concordamos com elas); a última, mais extensa e esclarecedora, adentra no interessante campo da presunção de veracidade (vale a pena ler).

Antes, porém, é preciso relembrar: como proposição geral, o testemunho cristão só pode ser classificado como verdadeiro ou como falso. Além disso, como destaca Daniel Wallace, professor de estudos do Novo Testamento no Dallas Theological Seminary, “a Bíblia é o único grande texto sagrado que se sujeita à verificação histórica. É o único que se coloca em risco”.

É importante, portanto, considerar o que foi testemunhado em termos amplos: [“Não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade” (2 Pedro 1:16);  “O que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam… O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros” (I João 1:1-3) “Muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares” (Lucas 1:1-3)].

Ao fazerem as afirmações acima, os evangelistas ou autores dos livros que compõem a Bíblia não são reunidos no grupo de “culpados até que se provem inocentes”. Na realidade, o exame de seu testemunho deve começar na mesma condição da do homem médio, ou seja, sob a presunção de que as pessoas em geral percebem e narram a verdade. No caso específico, em acréscimo ao peso natural das próprias declarações desses escritores em favor da verdade e das marcas de sua honestidade (ver aqui), a pesquisa arqueológica, dentro das limitações do estudo histórico e da pertinência de cada contexto, tem acumulado dinamicamente um acervo cada vez  mais rico de evidências corroboradoras do registro bíblico  a descoberta do tanque de Betesda (narrativa de João 5), ilustrado na imagem acima, é um bom exemplo disso.

Obviamente, o testemunho cristão pode ser rejeitado. E isso não é surpreendente. Na realidade, os próprios evangelistas tornam explícita essa possibilidade, sem olvidar, porém, o registro das consequências:

“Aquele que o viu, disso deu testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que está dizendo a verdade, e dela testemunha para que vocês também creiam” João 19:35

“Quem vos ouve, a mim me ouve; e quem vos rejeita, a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou.” Lucas 10:16

“Aquele que me rejeita e não acolhe as minhas palavras tem quem o julgue; a Palavra que proclamei, essa o julgará no último dia.” João 12:48

O que se depreende das linhas gerais do testemunho dos evangelhos, portanto, é que descrer dele e negá-lo é abraçar uma mentira e ficar à espera de julgamento. Voltamos, portanto, ao ponto inicial. A verdade importa? Em quem temos acreditado?

“Pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos.” Atos 4:20

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Citações (Direito):
“A atestação dos homens é a prova universal de todos os fatos humanos.”
José da Cunha Narravo Paiva (Tratado Teórico e Prático das Provas no Processo Penal)
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“O número de fatos sujeitos à percepção imediata de cada indivíduo não é senão uma gota de água lançada no vaso, em paralelo daqueles de que somos informados pela referência de outrem.”
Bentham (Jeremy), citado por José da Cunha Narravo Paiva no mesmo livro (Tratado Teórico e Prático das Provas no Processo Penal).
[a inserir outras citações]

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A presunção da veracidade humana, inspirando fé na afirmação de uma pessoa, faz com que ela seja procurada e aceita como prova pessoal, do mesmo modo que a presunção da veracidade das coisas, inspirando fé na afirmação de uma coisa, faz com que ela seja procurada e aceita como prova real. Falando da presunção em geral, referimo-nos a ambas estas presunções particulares. Tornaremos a falar aqui da primeira, isto é, da presumida veracidade humana, reservando-nos para falar da segunda a propósito da prova material, isto é, da presumida veracidade das coisas.

O fundamento, portanto, da afirmação de pessoa em geral, e do testemunho em especial, é a presunção de que os homens percebam e narrem a verdade, presunção fundada por sua vez na experiência geral da humanidade, experiência que mostra como em realidade, no maior número dos casos, o homem é verídico: verídico, por tendência natural da inteligência, que encontra na verdade, mais fácil que a mentira, a satisfação de uma necessidade ingênita; verídico, por tendência natural da vontade, a quem a verdade aparece como um bem, e a mentira como um mal; verídico finalmente, porque esta tendência natural da inteligência e da vontade, é fortificada no homem social não só pelo desprezo da sociedade pelo mentiroso, mas também pelas penas religiosas e pelas penas civis que se erguem ameaçadoras sobre a sua cabeça.

Esta presunção da veracidade dos homens acompanha-nos em todas as evoluções internas do pensamento, como em todas as exteriorizações da atividade. Esta fé nas afirmações alheias desponta inconscientemente na nossa alma, ainda crianças, antes que a experiência das coisas e dos homens a venha confirmar; e, com o crescer dos anos, esta fé, tornando-se raciocinada e cautelosa, é a força da nossa virilidade e o tranquilo repouso da nossa velhice.

A criança que levanta o seu braço com o dedo estendido apontando para os céus ignotos, e balbucia o grande nome de Deus; a criança que se ajoelha sobre o pequeno leito, e de mãos postas começa a implorar cheia de confiança o seu bom anjo; a criança crê em Deus e no seu bom anjo, porque neles lhe falou a sua mãe. E quando, com os olhos e o espírito concentrados sobre o seu livrinho, soletra, dando um som às letras e às sílabas, julga que àquelas letras e àquelas sílabas devem por um consenso comum corresponder aqueles sons, porque o professor lho disse.

E mesmo avançando em idade e nos estudos, não é possível haver progressos intelectuais, quando se não adquira o impulso da fé nos outros. Quando se medita sobre as forças e sobre os fenômenos da natureza física, é necessário pois começar por ter fé na descrição das observações e das experiências alheias, antes de passar às experiências e observações próprias. Se se medita sobre as forças e sobre os fenômenos da natureza moral, estudando a humanidade na sua vida intelectual, social ou política, nas várias épocas e lugares, é necessário contudo atender-se ao testemunho dos outros, e ter fé nele.

Toda a vida do nosso pensamento nunca se separa completamente da fé na exposição do pensamento alheio: é acreditando nisto, e apoiando-se nisto, que o nosso pensamento vai mais longe e mais alto. Mas a fé nas afirmações alheias assiste-nos, não só na vida espiritual, mas principalmente em todas as ocorrências da vida prática. A maior parte das ações humanas, desde a infância à velhice, não tem por guia senão a fé nas afirmações alheias.

Relativamente ao primeiro período da existência, pode dizer-se que nele toda a vida não é mais do que um contínuo acreditar nos outros: do bem que não conhecemos e que procuramos alcançar, aos males que não conhecemos e procuramos evitar, sempre sob a fé da palavra alheia. E esta fé, que guia e regula as ações, não nos abandona com o crescer dos anos, mas torna-se antes cada vez mais cautelosa e raciocinada. São tão poucas as coisas e as pessoas que podemos conhecer por meio da nossa observação direta e pessoal, que a vida tornar-se-ia absolutamente impossível, se não prestássemos fé às observações alheias para regular as nossas ações, relativamente a todas as coisas e a todas as pessoas que não conhecemos diretamente. 

Sem a fé na veracidade alheia, nem mesmo a palavra, vínculo intelectual, moral e social das almas, teria já razão de ser: para que serviria a palavra, se não existisse a fé na coisa por ela significada? Suponhamos que uma alma já não tenha fé em coisa alguma; e ela não poderá senão ocultar-se estéril na prisão escura e taciturna da própria consciência. Suponhamos que um homem não tem fé alguma nos outros, e ele, vendo em todo o seu semelhante um inimigo, não saberá já como viver no consenso civil, e, tornando-se selvagem pela suspeita e pelo ódio, refugiar-se-á na solidão de uma floresta.

Acreditar e ser acreditado, a troca confiante dos pensamentos, das notícias, das reflexões, a reunião, enfim, de todas as observações individuais dispersas, em um tesouro comum e imenso, de onde todos recebem, e para o qual todos contribuem: eis a força latente, intelectual, que se chama civilização, e que faz subir incessantemente a sociedade humana a um nível mais alto: eis a força latente, moral, que se chama solidariedade, e que associa a si como irmãos, na grande unidade da família humana, milhares de existências individuais, dispersas no espaço e ao tempo. A presunção, portanto, de que os homens em geral percebem e narram a verdade, presunção que serve de base a toda a vida social, é também base lógica da credibilidade genérica de toda a prova pessoal, e do testemunho em particular.

(Nicola Malatesta. A Lógica das Provas em Matéria Criminal  domínio público)

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Deus e as Leis da Lógica

As leis da Lógica são apenas convenções humanas?

Todas as discussões racionais (mesmo aquelas relacionadas com a existência ou não de Deus) são dirigidas e restringidas pelas leis da Lógica. Apenas o teísmo, no entanto, pode justificar adequadamente a existência dessas leis transcendentes. Se Deus existe, Ele é o padrão absoluto, objetivo, transcendente da verdade; as leis da Lógica são simplesmente um reflexo da Sua natureza. Elas existem como uma extensão do Seu pensamento racional e, por esta razão , elas são tão eternas quanto o próprio Deus. “É Deus real?” Sem Deus como a fonte para as leis transcendentes da Lógica, abordar essa questão (e empreender qualquer jornada lógica em busca de uma resposta a ela) seria impossível.

Como ateu, eu rejeitava a existência de Deus e oferecia uma série de objeções e explicações alternativas em um esforço para explicar as leis da Lógica. Já examinamos a explicação teísta para essas leis e também várias objeções naturalistas para ver se o ateísmo poderia oferecer uma alternativa viável. Se as leis da lógica não são simplesmente uma “realidade bruta” do nosso universo, poderiam ser elas apenas uma questão de consenso humano?

Objeção: Não são as leis da lógica simplesmente convenções humanas?

Resposta: Não. Por “convenção”, a maioria das pessoas normalmente quer dizer “um princípio com o qual todos concordam”. Se as leis da lógica são simplesmente idéias sobre a verdade, que as pessoas acordaram, duas coisas seriam necessárias antes que pudéssemos ter qualquer lei da Lógica: as pessoas e o acordo. Mas a Lei da Identidade (por exemplo) já existia antes que as pessoas estivessem aqui para pensar sobre ela. Antes da existência das pessoas, “A” ainda era “A” e não poderia ser “não-A”. Além disso, as pessoas discordam sobre o que é verdadeiro (ou falso) o tempo todo, e as nossas posições muitas vezes se contradizem. Como, então, podem as leis da Lógica ser transcendentes a menos que elas existam para todos nós, quer concordemos com elas ou não? Se as leis da lógica fossem apenas convenções humanas aceitas, elas em essência seriam sujeitas a “votação”; as leis da lógica poderiam ser alteradas, se houvesse gente o bastante para concordar sobre o assunto [no entanto, elas são imutáveis].

Objeção: Se Deus criou as leis da lógica, elas são dependentes de Deus. Elas, então, não são verdades necessárias, mas verdades contingentes, e isso significa que elas não são fundamentais para o universo.  Sendo assim, se Deus criou as leis da lógica, não significa também que Ele poderia mudá-las sempre que Ele quisesse? Deus não poderia organizar as coisas de forma que “A” também fosse “não- A”? Afinal, se Ele criou as leis, Ele deve ser capaz de mudá-las. Mas a proposição “A” também é “não- A” é irracional. Logo, se Deus não é capaz de alterar mesmo essa lei, as leis da lógica não parecem nada dependentes de Deus.

Resposta: Deus não criou as leis da lógica. Essas leis são simplesmente um reflexo dos pensamentos e do caráter lógico de Deus, e como tal, elas revelam a Sua lógica e Sua natureza perfeita. Deus, em Sua perfeição, não fará (e não pode fazer) nada para violar Sua própria natureza; Ele não é autocontraditório. Assim como não existe tal coisa como um “círculo quadrado” (porque isso viola a natureza da circularidade), Deus não pode existir fora de Sua natureza, incluindo a natureza dos seus pensamentos lógicos. A lógica é fundamental simplesmente porque Deus é fundamental. As leis da lógica são objetivas, imutáveis, internamente consistentes e transcendentes porque refletem a natureza de Deus.

Objeção: Mas não há diferentes tipos de lógica? Se há uma variedade de pontos de vista diferentes e de leis, a idéia de transcendência é incorreta. Não há necessidade, portanto, de uma fonte transcendente dessas leis.

Resposta: Embora seja verdade que existem diferentes categorias de lógica aplicadas aos diferentes aspectos da verdade proposicional, da matemática e do raciocínio, os princípios básicos subjacentes da Lógica permanecem intactos e fundacionais. Além disso, embora muitas “leis do pensamento” tenham sido propostas ao longo do tempo por grandes pensadores (Platão, Aristóteles, Locke, Leibniz, Schopenhauer, Boole, Welton e mesmo Russell), essas leis refletem apenas, de uma forma ou de outra, os mesmos axiomas lógicos objetivos, pré-existentes e universais. Em essência, continuamos a reafirmar e reformular mais e mais as mesmas leis da Lógica de sempre. Quando alguém diz que “há diferentes tipos de lógica”, está falhando ao deixar de reconhecer os axiomas subjacentes objetivos e imutáveis. Essas leis fundamentais da Lógica permanecem constantes dentro de cada sistema.

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A fim de viver de forma consistente dentro de nossa visão de mundo, cada um de nós deve examinar a base para nossas alegações racionais. Se eu não acredito em alguma coisa, mas ajo como se acreditasse nela, minha vida é contraditória. Se eu rejeito a astrologia, por exemplo, mas compro um bilhete de loteria hoje com base nos números fornecidos pelo horóscopo de hoje, estou agindo de forma inconsistente. Assim, quando era ateu e argumentava contra a existência de Deus, eu empregava leis da lógica que a minha visão de mundo ateísta não podia me fornecer. Eu tinha que tomar emprestado esses conceitos exatamente da própria visão de mundo que eu estava tentando derrotar. Hoje, não mais um ateu e sim um teísta, eu tenho um fundamento adequado para esses axiomas lógicos. Eu posso responder a objeções de uma forma que seja consistente com a minha visão de mundo.

Fonte: J. Warner Wallace, detetive de homicídios (especialista em casos encerrados), autor de “The Cold Case Christianity” e “ALIVE”

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As Quatro Afirmações “Autodestrutivas” Mais Ouvidas nas Universidades

Esta declaração “se autodestruirá” em…
 
Se eu começasse este “post” afirmando “Eu não consigo escrever uma palavra em português”, você certamente reconheceria a contradição. Minha frase trai aquilo que ela própria tenta defender. Essa é a natureza das declarações auto-refutantes. A Wikipedia define tais declarações como “afirmações cuja falsidade é a consequência lógica do ato ou situação de tomá-las como verdadeiras.” Você pode ficar supreso com o quanto as pessoas são propensas a dizer algo que é auto-refutante, ou com a quantitade de declarações comuns que ouvimos (ou usamos) no dia a dia e que se enquadram nessa categoria (Ex. “Não me incomode, eu estou dormindo agora” ou “Eu não posso falar com você agora”). Há momentos em que as nossas palavras entram em colapso sob seu próprio peso.

Aaron, meu amigo do site PleaseConvinceMe.com postou recentemente uma lista bem extensa com algumas dessas declarações , como elas aparecem em círculos filosóficos ou acadêmicos. Como parte do meu trabalho é treinar cristãos universitários e ouvir atentamente as suas experiências comuns da faculdade, eu comecei a colecionar algumas das declarações auto-refutantes ​​mais populares proferidas por professores nas universidades. Aqui estão as quatro principais:

“Não há verdade objetiva” / “Verdade objetiva não existe”
Talvez a mais obviamente auto-refutante entre elas, essa afirmação (ou alguma outra na mesma linha) é ainda pronunciada em muitos ambientes universitários de acordo com o relato dos estudantes. Como todas as afirmações auto-refutantes, sua contradição pode ser verificada simplesmente quando voltamos a declaração contra si mesma. Quando perguntamos “Esta declaração é objetivamente verdadeira?”, podemos ver rapidamente que a pessoa que faz a afirmação acredita em pelo menos uma verdade objetiva: a de que não existe uma verdade objetiva. Vê o problema?

“Se a verdade objetiva existe, ninguém pode saber com certeza o que é” / “É arrogante supor que você sabe a verdade com certeza”
Mais uma vez, o professor que faz tal afirmação parece estar seguro e certo de uma verdade: a de que ninguém pode estar seguro ou certo da verdade! A afirmação cai sobre sua própria espada no momento em que é proferida.

“A ciência é a única maneira de determinar a verdade” / “Eu só confio em coisas que eu posso determinar através de um processo científico”
Estudantes universitários relatam o uso dessa afirmação com frequência, e ela pode exigir um pouco mais de pensamento para ser reconhecida como auto-refutante. Quando um professor faz essa afirmação, nós simplesmente precisamos perguntar: “A ciência pode determinar se essa sua afirmação (sobre a ciência) é verdadeira?” Ou “Que experimento científico trouxe essa conclusão a você?” Acontece que não há nenhum processo científico ou procedimento que pode ser utilizado para validar essa reivindicação. É uma declaração filosófica presuntiva que está fora da análise da ciência.

“É intolerante presumir que a sua visão é melhor do que a de outra pessoa ‘” / “A tolerância nos obriga a aceitar todas as opiniões igualmente”
A maioria de nós, cristãos, já ouvimos essa afirmação ou fomos acusados de intolerantes uma ou outra vez. As afirmações exclusivas do cristianismo relacionadas com a salvação (pela fé em Cristo somente) nos colocam no centro dessa crítica. O fato é que uma declaração auto-refutante ainda mais sutil se esconde aqui nessa definição comum e errônea de tolerância. Pessoas que possuem essa visão distorcida da questão dizem que aceitam todos os pontos de vista como igualmente verdadeiros. Mas se você fizer a alegação de que algumas idéias são patentemente falsas e têm menos valor do que outras, elas vão rapidamente rejeitar sua declaração. Em outras palavras, elas vão aceitar qualquer ponto de vista como igualmente válido, exceto sua alegação de que alguns pontos de vista não são igualmente válidos. Vê a incoerência? O resultado é que pessoas que adotam essa definição de tolerância não podem consistentemente implementar a sua própria visão de tolerância (podemos tratar da natureza correta da tolerância em outro “post”).

 Fonte: (J. Warner Wallace) StandtoReason

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Superando o Medo de Evangelizar: 7 Pontos

fear of evangelism

Lá estava eu, ​​sentado nervosamente, os joelhos em movimentos para cima e para baixo, o coração a mil batidas por minuto e as mãos suadas. Minha mente antecipava todas os diferentes cenários que poderiam resultar daquilo que eu estava prestes a fazer.

Eu tinha entrado num restaurante com o plano de comer tranquilamente e depois voltar à minha igreja para atuar como recepcionista. Pelo menos esse era o plano. Até que eu vi o Ed sentado em uma mesa não muito longe de onde eu estava. Ed era o carteiro que entregava a correspondência da nossa igreja (onde eu também trabalho). Ele era bem conhecido em nosso grupo por ser extremamente prestativo e agradável. No entanto, ele não acreditava em Deus e nem parecia se importar muito com o assunto.

Era algumas semanas antes da Semana Santa e nossa igreja sempre distribui folhetos com um convite para um evento que fazemos todos os anos, onde temos a apresentação de um grupo de música cristã e, em seguida, um sermão especial do nosso pastor, que fala sobre o pecado e convida as pessoas a Cristo.

É um grande evento evangelístico e há uma forte ênfase na salvação.

Então, lá pelo meio do lanche, percebi que Ed estava sentado apenas a duas mesas de distância e, de repente, eu me vi com a pesada responsabilidade de entregar a ele um dos folhetos da Semana Santa que eu tinha. Se Ed aceitasse a Cristo por meio daquela ação, então, eu teria o privilégio de ter dado a ele o bilhete para o céu.

O problema: eu estava com medo.

Enquanto eu pensava na melhor forma de abordagem, vinham à mente todos as consequências possíveis.

Ele poderia pensar que eu era uma pessoa estranha…

E se ele rasgasse o folheto na minha frente? Eu me sentiria um idiota.

E se eu dissesse algo ridículo, que o fizesse pensar que todos os cristãos eram mais burros do que uma porta?

Eu não queria ser a pessoa que acabaria afastando o Ed para longe de Cristo.

Meus pensamentos eram todos negativos; não havia um único positivo. Quanto mais eu pensava sobre a situação, mais me sentia ansioso e até um pouco enjoado.

Eu estava com tanto medo que comecei a me sentir o pior cristão do Universo…

Mas, então, tive uma grande idéia (pelo menos eu pensei que fosse).

Cheguei à conclusão de que era melhor não enfrentar o Ed e, em vez disso, achar um outro jeito de lhe entregar o folheto.

Ou seja, já que não iria entregar o folheto pessoalmente, o mínimo que poderia fazer era colocá-lo na porta do carro dele. Dessa forma, ele poderia ver o convite e, quem sabe, talvez o Espírito Santo pudesse usar aquele folheto, ainda que posto ali por um cristão paralisado de medo.

Paguei a conta, peguei o folheto que eu tinha e eu fui até o carro dele. Ed estava sentado perto de uma janela de vidro e, através dela, podia ver o carro.

Fui até o carro e tentei colocar o folheto perto da maçaneta da porta, mas o papel simplesmente não se prendia . Tentei colocá-lo perto da borracha que segurava o para-brisa, mas também não se encaixava lá.

Continuava tentando fixar o folheto em algum lugar visível do carro, quando, de repente, ouvi uma voz gritar: “Ei! O que você está fazendo com o meu carro?! “

Amigos…, era o Ed e, pela voz dele, sei que ele pensou que eu estivesse tentanto entrar no carro!

Eu não sei por que fiz isto, mas o meu primeiro instinto foi correr! Sim, eu corri e saí de lá. Graças a Deus, ele não correu atrás de mim.

Quando percebi que ele não estava correndo atrás de mim, me sentei na calçada, sem ar, balançando a cabeça e pensando no resultado terrível dos meus esforços evangelísticos.

Como eu passei de um evangelista medroso ao principal suspeito de um roubo de carro que não aconteceu?

“Rapaz, eu sou tão idiota”, disse a mim mesmo.

Agora me sentia culpado e teria que confessar meu erro.

Não queria que ele pensasse que eu estava tentando entrar no carro dele, especialmente porque eu tinha certeza de que ele tinha me reconhecido e sabia onde eu trabalhava.

Então, voltei ao restaurante e fui direto à mesa do Ed.

A propósito, quando o Ed gritou do lado de fora, no estacionamento, quando ele pensou que eu estivesse arrombando o carro, todos os clientes, os garçons e as garçonetes, aparentemente, olharam para fora das janelas para ver o que estava acontecendo.

Eles me reconheceram enquanto eu caminhava de volta, em direção ao restaurante, e todos os olhos estavam sobre mim agora.

Fui até o Ed e o vi olhar de soslaio enquanto eu me aproximava da mesa dele.

“Ed, eu sinto muito pelo que aconteceu. Você pensou que eu estava arrombando seu carro, mas tudo o que eu estava tentando fazer era colocar este folheto nele… É um convite para um evento da Semana Santa que nossa igreja está promovendo”, eu disse timidamente enquanto lhe entregava o folheto.

“Oh… Ele disse  Eu pensei que você estivesse tentando entrar no meu carro. Ele já foi invadido duas vezes no último mês.”

“Não, não, eu não estava. Eu sinto muito por tudo isso. Por favor, me perdoe.”

Ele estava jantando com uma mulher loira, que mudou a expressão de raiva para alívio depois que ouviu minha confissão.

“Ok, não há problema.”

Saí do restaurante desejando que eu pudesse simplesmente desaparecer.

Tudo isso aconteceu cerca de quatro anos atrás.

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Alguma vez você já se sentiu assim? Já sentiu medo de compartilhar sua fé? Você já quis contar a alguém sobre Jesus, mas quando pensou em como fazer isso, foi dominado pelo medo de ser rejeitado?

O medo da rejeição é a razão número um apontada por muitos cristãos como justificativa para não compartilhar sua fé.

Temos medo de partilhar a nossa fé porque gostamos de ser aceitos. A maioria de nós gosta quando as pessoas nos dão apoio, a maioria se preocupa com o que os outros pensam a nosso respeito.

Eu ainda sou assim, mas mudei muito. Hoje, compartilho a minha fé regularmente, tanto on-line quanto nas ruas, até com completos estranhos.

Dá para acreditar?

Eu deixei de ser um cristão medroso para ser um discípulo que está seguindo o mandamento do Senhor de ir e fazer outros discípulos.

Não me interpretem mal: eu não me tornei um superevangelista que absolutamente não tem nenhum medo… Não.

Mas eu tenho dado passos de fé para superar o meu medo de evangelizar e eles têm sido a maior bênção do Senhor!

Então, aqui estão sete verdades que podem ajudar você a superar o medo de rejeição:

1. No céu, ninguém pensará que compartilhou Jesus em excesso.

Quando você estiver no céu, nunca irá dizer: “Oh, eu falei a tantas pessoas sobre Jesus; eu deveria ter gastado meu tempo fazendo outras coisas.” Na verdade, o oposto é verdadeiro. Muitos poderão ter o pensamento de que compartilharam Jesus muito pouco.

2. Somos parceiros com Cristo.

Marcos 16:20 diz: “Então, os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes a palavra com os sinais que a acompanhavam.” Amém.

O próprio Senhor é um parceiro seu e de todos os Seus discípulos. Você poderia ter alguém melhor com quem fazer parceria quando se trata de compartilhar sua fé?

3. Deus não vai falar com você em uma voz mansa e suave cada vez que Ele queira que você compartilhe a sua fé, porque Ele já ordenou isso nas Escrituras.

Deus tem certas expectativas em relação a você como Seu discípulo. Por exemplo, Deus não vai falar com você em uma voz mansa e suave cada vez que Ele queira que você ame seu vizinho. Ele já ordenou, nas Escrituras,  que você faça isso. Da mesma forma, se você se mantém inativo esperando “ouvir” a voz mansa e suave do Espírito Santo para só então compartilhar sua fé, está perdendo o ponto… Já é nosso dever compartilhar nossa fé cada vez que tivermos a oportunidade.

4. Toda alma é de valor infinito para Deus.

Uma vez que entendamos isso, isso vai nos manter ansiosos por compartilhar o evangelho com toda alma perdida que encontrarmos.

Quão valiosa é uma pessoa para Deus? Ele se dispôs a dar a vida de Seu filho por ela.

5. Quanto mais você agir pela fé e confiar em Deus,  mais coisas incríveis você O verá fazer.

Se você quer ter as mesmas experiências registradas no livro de Atos dos Apóstolos, então você precisa agir como os apóstolos agiam.

Eles compartilhavam, com ousadia, sua fé com todos os que encontravam. Devemos fazer o mesmo, se quisermos seguir os seus passos.

6. Não importa se as pessoas não gostam de nós por essa razão; importa que estejamos vivendo uma vida que agrada ao Senhor.

Às vezes ficamos muito preocupados com a ideia de que se nos levantarmos por Jesus, as pessoas não vão gostar de nós. Jesus era perfeito, amava a todos perfeitamente, e ainda assim foi pregado numa cruz! (Fonte: livro de Mark Cahill)

Lembre-se de que temer aos homens resulta em laço (ou armadilha), mas quem confia no Senhor estará seguro (Pv 29:25).

7. Se você deixar que o medo vença a sua fé, poderá ter motivos reais para se arrepender.

Você já conhece a sensação de desejar ter feito aquilo que não foi feito quando se teve a oportunidade. Evangelizar e compartilhar sua fé é uma daquelas coisas que, se alguém deixar de fazer, certamente se arrependerá mais tarde.  Por exemplo, ao não ver sua família querida e seus amigos no céu.

Faça algo a respeito do assunto.

Há um caminho que Deus quer que você tome. Compartilhar o evangelho com outros é uma jornada de fé. E você não está sozinho; Deus está com você.

Fonte: Peter Guirguis (Notashamedofthegospel, onde se pode achar outros tópicos sobre evangelismo pessoal)
Vídeo relacionado: “I am not ashamed” (Heritage Singers)