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Biografia de herói que inspirou filme indicado ao Oscar é lançada no Brasil

 

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A editora Casa Publicadora Brasileira lançou, ainda no ano passado (2016), a versão em língua portuguesa da biografia de Desmond Doss escrita por Frances M. Doss, segunda esposa do veterano de guerra que inspirou o filme “Até o último homem”, indicado a 6 Oscars em 2017. Leia o artigo “Herói improvável”, publicano na Revista Adventista (e a Entrevista com o próprio Desmond Doss, de 1987).

CPB lança biografia do herói adventista da II Guerra Mundial.

Pequena resenha/apresentação da editora:

“Senhor, ajuda-me a salvar mais um.”

A artilharia pesada em Okinawa multiplicava as vítimas, mas não intimidou Desmond Doss, soldado e homem de fé. Com a coragem e a força da oração acima, ele se recusou a procurar abrigo e carregou, um por um, seus companheiros caídos até um local seguro. Em aproximadamente cinco horas ele resgatou todos os 75 feridos naquele ataque. Este e outros atos heroicos fizeram com que ele recebesse a mais alta distinção que se pode conferir a um soldado norte-americano: a Medalha de Honra.
Porém, sua história não termina em 1945. Houve muitas outras batalhas e vitórias para o homem conhecido como “o mais improvável dos heróis”. Este livro conta cada uma delas.
Da infância marcada por acidentes à bravura na Segunda Guerra Mundial, da trágica perda de sua esposa Dorothy às batalhas contra a surdez e o câncer, Desmond Doss viveu com devoção insuperável. Devoção a seu país, a suas convicções e, acima de tudo, a seu Deus.

Detalhes do produto

Formato: 14.0 x 21.0 cm
Número de páginas: 176
ISBN: 978-85-345-2353-0
Acabamento: Brochura

Fonte (e “site” para adquirir o livro): CPB

Observação: Assim como Desmond Doss, funcionários da Casa Publicadora Brasileira (editora adventista) guardam o sábado. A compra de produtos no “site” só é possível fora das horas do sétimo dia bíblico, que começa ao pôr do sol de sexta-feira e termina ao pôr do sol de sábado.

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A Estrela de Belém e Ellen White

Existem boas fontes extrabíblicas que confirmem os eventos relacionados com os magos e a estrela de Belém? Respondendo a uma pergunta sobre este assunto, Steve, do blogue Triablogue, informa que há um bom número de monografias inteiras dedicadas ao assunto. Ele indica a seguinte lista:

Mark Kidger, The Star of Bethlehem (A Estrela de Belém):

http://books.google.com/books?id=_ISv1gPQJV4C&source=gbs_navlinks_s

Michael Molnar, The Star of Bethlehem (A Estrela de Belém):

http://books.google.com/books/about/The_Star_of_Bethlehem.html?id=GXUTibYxdDcC

Ernest Martin, The Star That Astonished the World (A Estrela que Surpreendeu o Mundo):

http://www.askelm.com/star/index.asp

Alguns capítulos de livros que discutem a questão:

Edwin Yamauchi, Persia and the Bible (A Pérsia e a Bíblia), chap. 13.

Paul Maier, In the Fullness of Time (Na Plenitudes do Tempo), chap. 7.

http://books.google.com/books/about/In_the_Fullness_of_Time.html?id=Hnb67CuoHugC

D. C. Allison, Studies in Matthew: Interpretation Past and Present (Estudos em Mateus: Interpretação, Passado e Presente), 17-41.

http://books.google.com/books/about/Studies_in_Matthew.html?id=UokRAQAAIAAJ

Edwin Yamauchi, “The Episode of the Magi” (“O Episódio dos Magos”):

http://books.google.com/books/about/Chronos_Kairos_Christos.html?id=UCBBY_O88uYC

Material on line sobre astronomia/astrologia antiga:

http://www.sacred-texts.com/astro/argr/index.htm

http://www.smoe.org/arcana/astrol1.html

E esta análise:

http://bylogos.blogspot.com/2010/12/star-of-bethlehem.html

Isso não significa, no entanto, que exista alguma fonte específica extrabíblica que se refira à visita dos magos. Steve afirma que esta não seria uma expectativa razoável a princípio, mas informa que há material de pano de fundo geral consistente com o registro de Mateus, assim como tentativas detalhadas de alguns estudiosos de relacionar a estrela de Belém com notícias astronômicas antigas.

O interessante é que, segundo Steve, os leitores antigos não necessariamente igualavam estrelas a objetos naturais. Algumas vezes eles viam as estrelas como objetos sobrenaturais. Ele diz o seguinte:

Há o perigo de que um leitor moderno projete sua preconcepção astronômica de volta para o texto antigo. Mas isso não é necessariamente a forma como os leitores originais iriam entender o texto.
Por exemplo, na literatura judaica antiga, as estrelas são muitas vezes associadas com os anjos. Assim, um leitor de Mateus do primeiro século poderia  interpretar a “estrela” como um anjo guia luminoso. Nesse caso, seria um fenômeno local. Não observável de maneira geral, e não algo que você poderia correlacionar com as estrelas reais ou conjunções estelares. O comportamento da estrela de Belém é errático, e um leitor antigo certamente teria notado isso. Astrônomos antigos estavam cientes do fato de que as estrelas se comportavam em padrões cíclicos, regulares, como uma lei. Mesmo o  movimento retrógrado era regular. Foi essa previsibilidade que tornou possível os antigos mapas de estrelas, bem como algumas previsões astronômicas. Assim, dado o comportamento irregular, anômalo (mesmo para os padrões antigos) da estrela de Belém, minha suspeita é de que os leitores antigos a teriam tomado como um fenômeno sobrenatural e, provavelmente, um agente pessoal.

********

Depois de ler a conclusão acima, deixei um comentário em que eu afirmava acreditar na seguinte informação:

“…Não era uma estrela fixa, nem um planeta, e o fenômeno despertou o mais vivo interesse. Aquela estrela era um longínquo grupo de anjos resplandecentes, mas isso os sábios ignoravam. Tiveram, todavia, a impressão de que aquela estrela tinha para eles significado especial.”

Como a citação é da  escritora adventista Ellen White, um comentarista frequente no blog respondeu, em tom respeitoso, que os escritos de Ellen White são plágios e que ela reivindicava ter recebido muito das coisas que escreveu como revelação direta de Deus, mesmo sendo possível documentar que ela copiou grandes porções de outros escritores.

Obviamente, isso introduzia outra discussão. Em tom não menos respeitoso, respondi ao comentário. Infelizmente, mesmo depois de três ou quatro tentativas com diferentes configurações (número reduzido de caracteres, publicação em outra caixa de resposta no mesmo post…), a resposta, em linhas gerais como segue, não foi publicada pelo blogue.

A observação inicial que fiz é que o comentário parece se apoiar em algumas premissas ocultas em relação ao assunto da natureza da inspiração.

Primeiro, não há nenhum critério de inspiração bíblica que estabeleça que uma verdade revelada não possa ser encontrada também naquilo que foi registrado (a mesma verdade) em outras fontes. Segundo, não conheço nenhuma critério relativo a inspiração em que um profeta ou um escritor bíblico, dado o contexto de seu tempo, deva ser rejeitado por não fornecer cada uma das fontes que ele ou ela pode ter usado direta ou indiretamente para comunicar sua mensagem. Não se vê esse padrão nos escritos de Lucas (Atos 1), Paulo (I Coríntios 15), por exemplo, e, tanto quanto eu saiba, em nenhum outro “autor” da Bíblia.

Dito isto, o comentário fica reduzido, então, a uma espécie de “ad hominem” (um ataque ao caráter de uma pessoa).

Assim, quanto à acusação de “plágio”, eu encorajo todos a estudar o assunto, a começar por um exame honesto do significado de “plagiar” em um contexto de tempo adequado. Por exemplo, foram os escritores dos evangelhos plagiadores? Segue uma citação da página oficial do WhiteState:

Um paralelo esclarecedor é encontrado na relação entre os evangelhos. Mais de 90% do evangelho de Marcos tem paralelismo com passagens de Mateus e Lucas. Mesmo assim, estudiosos contemporâneos de crítica bíblica têm chegado à conclusão de que embora Mateus, Marcos e Lucas tenham usado materiais em comum, cada um pode com justiça ser considerado um autor distinto dos outros. Numa certa época, na infância da crítica textual, os expoentes da alta crítica  achavam que os escritores dos evangelhos não passavam de meros plagiadores que copiavam e colavam uns dos outros. Agora os estudiosos da crítica textual percebem que o estudo literário não está completo até que eles ultrapassem a mera catalogação de passagens paralelas e passem para a questão mais significativa de como o material emprestado foi utilizado por cada autor para fazer seu próprio relato singular.

Teria Ellen White atribuído a visões de Deus conhecimentos que ela simplesmente aprendeu e copiou de outros? Além de ser algo praticamente impossível de provar (e devemos ter em mente a singularidade de alguns aspectos da escatologia e da teologia adventista), a forma honesta como ela se refere ao uso natural de fontes literárias, entre outras claras evidências, não combina com a acusação. Na introdução de um de seus livros mais populares, ela escreveu:

Em alguns casos em que algum historiador agrupou os fatos de tal modo a proporcionar, em breve, uma visão compreensiva do assunto, ou resumiu convenientemente os pormenores, suas palavras foram citadas textualmente; nalguns outros casos, porém, não se nomeou o autor, visto como as transcrições não são feitas com o propósito de citar aquele escritor como autoridade, mas porque sua declaração provê uma apresentação do assunto, pronta e positiva. Narrando a experiência e perspectivas dos que levam avante a obra da Reforma em nosso próprio tempo, fez-se uso semelhante de suas obras publicadas.

Apontando para o contexto de sua época, a virada do século XIX para o século XX, indiquei mais uma citação do WhiteState:

[…] Vincent L. Ramik [não adventista do sétimo dia], especialista em marcas, patentes e casos de direitos autorais. Depois de pesquisar cerca de 1.000 casos de direitos autorais na história legal americana, Ramik emitiu um parecer legal de 27 páginas em que ele concluiu que “Ellen White não era plagiária, e suas obras não constituem violação de direitos autorais/pirataria …”

A acusação pessoal, portanto, é desprovida de embasamento, além de revelar uma possível má compreensão do assunto da inspiração e do princípio “sola scriptura”. Sobre isso (“sola scriptura”), vale a pena relembrar aqui o pensamento esclarecedor do pioneiro adventista Urias Smith:

O princípio protestante de “A Bíblia, e a Bíblia somente” é em si mesmo bom e verdadeiro; e estamos fundamentados nele tão firmemente quanto podemos; mas quando ele é reiterado em conexão com denúncias abertas das visões, tem uma aparência enganosa para o mal. Assim usado, ele contém uma insinuação dissimulada, eficientemente calculada para torcer a opinião dos incautos, fazendo-os acreditar que crer nas visões é abandonar a Bíblia, e que apegar-se à Bíblia é descartar as visões. … Quando afirmamos estar fundamentados na Bíblia e na Bíblia somente, nos comprometemos a receber, inequívoca e plenamente, tudo o que a Bíblia ensina.

Por fim, expressei,  no comentário não publicado, minha confiança de que os leitores cristãos desse e de outros comentários sobre Ellen White seriam “bereanos” em relação tanto às acusações que lhe são feitas quanto ao assunto geral da inspiração. Particularmente, não encontro nenhum apoio na evidência textual para a alegação de que os escritores dos evangelhos tenham sido homens desonestos. Muito pelo contrário. Da mesma forma, acredito que as acusações infundadas “papagueadas” contra Ellen White são dissipadas da mente de estudiosos sinceros quando estes realmente leem as obras que ela escreveu (evidência textual), descobrem a real cristã que ela foi, avaliam e percebem os bons frutos (efeitos) de seus escritos em sua própria experiência cristã:

Aquele que deseja conhecer a verdade não tem nada a temer quanto à investigação da Palavra de Deus. No entanto desde o início da investigação, o pesquisador deve lançar fora todo o preconceito, deixar de lado toda opinião preconcebida e estar atento para ouvir a voz de Deus por meio de Seus mensageiros. Opiniões cultivadas, costumes e hábitos há muito tempo praticados devem ser submetidos ao teste das Escrituras; e se a Palavra de Deus se opuser às suas visões, para o seu próprio bem, não distorça as Escrituras, como muitos fazem para a própria perdição a fim de fazer parecer que a Palavra de Deus apoia seus erros. Que sua indagação seja: O que é a verdade? E não: o que até agora creio ser a verdade? […] Todas as profissões de fé, todas as doutrinas e credos, por mais sagrados que tenham sido considerados, devem ser rejeitados se estiverem em contradição com as claras instruções da Palavra de Deus. (Review and Herald, 25.03.1902)

Muitas das questões levantadas repetidamente sobre o assunto são respondidas neste documento do Centro White, que recomendo aos pesquisadores: leia aqui.

Fontes:
Triablogue
Centro White
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O ABC da Salvação: Explicando Como Fomos/Somos Salvos

“Onde encontro as passagens da Bíblia que mostram que Jesus morreu em lugar dos pecadores?” Feita por quem aparentemente pouco conhecia sobre a mensagem do evangelho, uma pergunta assim tão oportuna para apresentar o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” me fez recordar estas palavras:

Muitas pessoas há que querem saber o que fazer para serem salvas. Querem uma explicação simples e clara dos passos indispensáveis para a conversão e nenhum sermão deve ser feito sem que nele se contenha uma porção especialmente destinada a esclarecer o caminho pelo qual os pecadores podem atingir a Cristo para se salvarem.

*******

Os pastores devem apresentar a verdade de maneira clara e singela. Há, entre seus ouvintes, muitos que precisam de uma positiva explanação dos passos exigidos na conversão. As grandes massas do povo são mais ignorantes a esse respeito do que se supõe. Entre os formados das escolas superiores, os eloquentes oradores, hábeis estadistas e homens em elevadas posições de confiança, muitos há que dedicaram suas faculdades a outros assuntos, e negligenciaram as coisas de maior importância. Quando homens tais fazem parte de uma congregação, o orador muitas vezes põe em jogo todas as suas faculdades para produzir um discurso intelectual, e deixa de revelar a Cristo. Não mostra que o pecado é a transgressão da lei. Não torna patente o plano da salvação. Aquilo que teria tocado o coração dos ouvintes, seria apontar-lhes Cristo morrendo para pôr a redenção ao seu alcance. (Ellen White)

O trecho que segue, extraído do livro “O Sacerdócio Expiatório de Jesus Cristo”, de Frank. B. Holbrook,  cita algumas das passagens requeridas na pergunta, além de apresentar uma explicação breve e simples do processo da salvação, com base na “parábola do santuário” – os rituais estabelecidos por Deus para o santuário israelita. Antes, porém, um esclarecimento sobre as palavras “tipo” e “antitípico”: “tipo” é aquilo que é usado como prefiguração (ex.: no santuário, o sacrifício do cordeiro era um “tipo” que apontava para o futuro sacrifício de Cristo); “antitípico” é aquilo que consuma ou cumpre o simbolismo do “tipo”, tornando realidade aquilo para o qual o “tipo” apontava.

Os escritores bíblicos são enfáticos:

“NEle [en] não existe pecado” (I João 3:5).”

Aquele que não conheceu [ginosko] pecado” (II Cor. 5:21).”

[Ele] não cometeu pecado” (I Pedro 2:22). E o próprio Cristo desafiou Seus críticos: “Quem dentre vós Me convence de pecado? (João 8:46).

É evidente que Cristo, o sacrifício antitípico, era tudo quanto o tipo exigia: era “sem defeito”, ou seja, sem pecado. Alguns argumentam que Cristo veio à Terra com inclinação egocêntrica e egoísta exatamente como nós, com a diferença de ter resistido a seus apelos. Acontece que não existe nas Escrituras a menor sugestão de que a vontade de Cristo tivesse propensão natural para ser ou agir independentemente do Pai. A parábola do santuário ajuda-nos a corrigir esta teologia aberrante quando enfatiza as qualidades impolutas do prometido Redentor. Somente um Salvador sem pecado poderia efetuar morte expiatória capaz de prover salvação para o mundo.

Matar um animal com as próprias mãos causava profunda impressão no ofertante. O animal era inocente; jazia passivamente diante dele. Quando cortava a garganta da vítima, o ofertante sabia que em realidade era seu pecado que estava provocando a morte daquela criatura inocente. “E porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado e a imolará” (Lev. 4:29). Nessa representação diante do altar, o israelita penitente reconhecia também o juízo divino sobre o pecado. Em cada vítima sacrifical moribunda, e na própria morte de nosso Senhor, vemos demonstrado o juízo de Deus sobre o pecado: a morte. “O salário do pecado é a morte” (Rom. 6:23). “A alma que pecar, essa morrerá” (Eze. 18:4). Um Deus santo não pode considerar a transgressão levianamente, pois o pecado é uma rebelião firmemente arraigada contra tudo que é bom, nobre e verdadeiro dentro da própria natureza da Divindade. Santidade e pecaminosidade não podem coexistir. Para reinar harmonia moral no Universo, é preciso erradicar o pecado. O princípio do egoísmo é incompatível com o princípio do amor altruísta. Por conseguinte, o juízo divino sobre os que permanecem impenitentes e obstinados numa atitude de rebelião é a morte eterna e eterna separação (cf. Apoc. 20:14 e 15; 21:8).

Salvação pela substituição: já toquei neste ponto quando falei sobre a transferência de responsabilidade. É preciso, porém, dizer algo mais. Vamos citar novamente a passagem fundamental do Antigo Testamento sobre o significado dos sacrifícios cruentos: “Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida. [ … ] Porque a vida de toda carne é o seu sangue” (Lev. 17:11-14). O sangue do animal transportava e simbolizava sua vida. Por isso, seu sangue derramado sacrificialmente significava sua vida sacrificada, ou seja, sua vida oferecida em favor daquele que oferecia o sacrifício. “O texto, portanto, de acordo com sua clara e óbvia significação, ensina a natureza vicária do rito do sacrifício. Vida é oferecida por vida, a vida da vítima pela vida do ofertante.” Quando o pecador arrependido punha a mão sobre a cabeça da vítima que levara e confessava seus pecados, o animal (em figura) tornava-se seu portador de pecados. Pela morte subseqüente, pagava o castigo do pecado merecido pelo ofertante. É claro, pois, que a morte do animal portador de pecados substituía a morte legítima do ofertante. Através da “janela” da parábola do santuário, percebemos que a morte sacrifical de Jesus Cristo é uma morte substitutiva. Ele seria o portador de pecados da humanidade. Sofreria o castigo dos nossos pecados, expiando-os e reparando-os por Sua morte. Disso testificam tanto os tipos como as Escrituras. Eis algumas passagens importantes que confirmam esta verdade:

1. “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos [hyper] nossos pecados, segundo as Escrituras” (I Cor. 15:3).

2. “Carregando [anaphero] ele mesmo [Cristo] em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados” (I Ped. 2:24).

3. “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, ajusto pelos [hyper] injustos (I Ped.3:18).

4. “[Cristo] Se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de Si mesmo, o pecado.

[ … ] Assim também Cristo, tendo-Se oferecido uma vez para sempre para tirar [anaphero, literalmente “carregar”] os pecados de muitos, aparecerá segunda vez” (Heb. 9:26-28).

5. “Aquele [Cristo] que não conheceu pecado, Ele [Deus] O fez pecado por [hyper] nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus” (lI Cor. 5 :21).

Não devemos interpretar mal a linguagem sacrifical dessas passagens. Assim como o sacrifício era “sem defeito”, assim também Cristo era pessoalmente sem pecado sem mancha nem culpa. E assim como o pecado e a culpa do penitente eram transferidos figuradamente para o sacrifício, assim também o pecado e a culpa da humanidade foram imputados a Cristo. Foi desse modo que Cristo carregou nosso pecado e nossa culpa, morrendo como nosso grande portador de pecados e substituto, embora Ele próprio fosse, tanto na vida como na morte, imaculado e irrepreensível.

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Afinal, o que é o Nada?

“Eu é que fiz a terra, e nela criei o homem; as minhas mãos estenderam os céus,

e a todo o seu exército dei as minhas ordens.” Isaías 45:12

O Nada Nada É – 1

Parece haver muita confusão sobre a palavra nada, quando os cientistas e filósofos falam sobre cosmologia. Filósofos, ao falar sobre a origem do universo, vão fazer perguntas como: “Por que existe algo em vez de nada?” Ou “Será que o universo veio do nada?”

Quando os filósofos fazem essas perguntas, eles têm uma definição muito específica da palavra nada em mente. O que eles querem dizer por nada é algo que, literalmente, não existe. É a não-existência de tudo. Parece bastante simples, certo?

Obviamente, não para alguns cientistas, que não conseguem entender esse conceito de nada. Nós ouvimos deles que o universo pode realmente vir do nada. Por exemplo, o universo poderia vir de um vácuo quântico. Ou poderia vir da lei da gravidade. Ou poderia vir de todas as leis da física. Ou de energia positiva e negativa em equilíbrio.

Mas, calma lá!  Todos esses exemplos de nada são alguma coisa. Eles definitivamente não são nada. Vácuos quânticos e gravidade e energia, todos são, e muito, alguma coisa. São coisas que existem, e, portanto, eles não são nada.

Quando um cientista diz que o universo surgiu do nada, mas depois ele passa a descrever o nada para nós, ele não está mais absolutamente falando sobre nada. O nada não pode ser descrito. Nada não tem propriedades, nem existência, nem substância. Não é coisa nenhuma.

Onde é que isto nos leva? Postulando leis físicas, energia, ou qualquer coisa quântica como as causas do universo não responde às perguntas dos filósofos “Por que existe algo em vez de nada?” Ou “Será que o universo veio do nada?” Na verdade, a ciência, em princípio , não pode responder a essas perguntas, porque são questões filosóficas, não disponíveis à investigação científica.

Qualquer um que tenta responder a essas perguntas com explicações científicas está simplesmente confuso sobre o que está sendo realmente perguntado.

O Nada Nada É – 2

Primeiramente é preciso distinguir três coisas: o vácuo, o vazio e o nada. O vácuo é um espaço não preenchido por qualquer matéria, nem sólida, nem líquida, nem gasosa, nem plasma, nem mesmo a matéria escura. Mas pode conter campos: campo elétrico, campo magnético, campo gravitacional, luz, ondas de rádio, raios X, ou outros tipos de radiação bem como outros campos e a denominada energia escura. Pode também estar sendo atravessado pelas partículas não materiais mediadoras das interações. O vácuo possui energia e suas flutuações quânticas podem dar origem à produção de pares de partícula e anti-partícula. O vácuo é, pois, uma entidade física, e não apenas um conceito.

O conceito de vazio seria de um espaço em que não houvesse nem matéria, nem campo e nem radiação. Mas no vazio haveria ainda o espaço, isto é, a capacidade de caber algo, ainda que não houvesse nenhum objeto para preenchê-lo. O vazio não existe no Universo, pois todo o espaço, mesmo que não contenha matéria, é preenchido por campo gravitacional, outros campos e pela radiação que o atravessa, de qualquer espécie.

O conceito de nada refere-se à inexistência de qualquer coisa. No nada não existe nem o espaço, isto é, não há coisa alguma e nem um lugar vazio para caber algo. O conceito de nada inclui também a inexistência das leis físicas que alguma coisa existente obedeceria, dentre elas a conservação da energia, o aumento da entropia e a própria passagem do tempo. Sendo o espaço o conjunto dos lugares, isto é, das possibilidades de localização, sua inexistência implica na impossibilidade de conter qualquer coisa. Isto é, não se pode estar no nada. O nada é, pois, um não-lugar. Da mesma forma, sendo o tempo algo que decorre do movimento daquilo que existe, no nada não há decurso de tempo.

Fontes:
O Nada Nada É – 1: Bill Pratt ThoughQuestionAnswered (traduzido)
O Nada Nada É – 2: Bruno® YahooRespostas
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Livro do Mês: Os Dois Lados do Sexo, de Charles Wittschiebe

 
O Livro do Mês é Os Dois Lados do Sexo, de Charles Wittschiebe. O sorteio será no dia 30 de setembro. Para participar, siga @Ler_pra_crer no Twitter e retuíte a mensagem: [Sorteio Livro do Mês: Os Dois Lados do Sexo, de Charles Wittschiebe  Siga @Ler_pra_crer e Dê RT http://kingo.to/PWy]
 
Os Dois Lados do Sexo,  de Charles Wittschiebe,  é um livro para jovens (tradução do original em inglês Teens and Love and Sex). Uma visão geral do contéudo pode ser encontrada na contracapa:  
 
Se você pensa que sabe tudo sobre sexo, leia esta obra e terá algumas surpresas… O autor, especialista em educação sexual, fala sobre namoro, sexo pré-marital, os órgãos sexuais, o casamento, a masturbação, homossexualismo, doenças venéreas e outros assuntos relacionados. Mostra o lado maravilhoso do sexo, criado por Deus, como expressão de amor. E aquele outro lado, distorcido, que não traz satisfação completa. Leitura indispensável para quem não quer se machucar.
  
Algumas citações inseridas no livro:
 
As pessoas quase sempre pedem do sexo, mais do que ele possivelmente pode dar.
Dra. Joyce Brothers
 
É quase certo que, pelo menos uma vez na vida, ainda que em menor grau, você será vítima de uma abordagem sexual […] tal como uma chamada telefônica obscena, contatos físicos externos, um exibicionista, ou um voyeur.
Frederic Storaska 
 
O capítulo “O outro lado…” aponta para o fato de que, após a entrada do pecado no mundo,  a parte sexual da natureza humana, um dos mais magnificentes e excitantes presentes de Deus, quando distorcida e não orientada pelos princípios do Criador, pode se mostrar “uma nascente poluída para um largo e fluente rio de dor, sofrimento, doença, crueldade e comportamento pevertido”.
 
Esse mesmo capítulo começa por tratar dos casos de abordagens sexuais e de alguns cuidados que as mulheres devem ter a fim de se proteger.  E apresenta uma lista com algumas sugestões:
  • Quando você for a qualquer lugar à noite, certifique-se de ter seu pai ou irmão como protetor (a menos que você saiba com certeza que tudo está absolutamente OK). Quando você tiver encontros com um rapaz, tenha certeza de que ele é seguro e de confiança e de que não a levará conscientemente a lugares onde há riscos de ataque.
  • Evite um encontro cego. Só aceite se incluir outro casal de amigos de confiança que partilhem de seus altos padrões.
  • Não se vista de modo provocante. Entretanto, deve-se ter em mente que o estupro é em geral  um ato de hostilidade às mulheres, em vez de um incontrolável desejo sexual.
  • Não estacione em lugares isolados  e em locais tradicionalmente usados para intimidades físicas. Os lugares que os jovens escolhem como estacionamento são naturalmente os primeiros lugares para os quais o estuprador se encaminhará.
  • Não pressuponha que os ambientes de escola ou hospital sejam “seguros”.
  • Se você precisa caminhar sozinha à noite, fique em áreas bem iluminadas, tanto quanto possível.
  • Quando você estiver andando sozinha, caminhe diretamente, com confiança e rapidez.
  • Caminhe junto à rua, em direção oposta ao tráfego.
  • Evite caminhar próxima a portas, arbustos e por ruas estreitas, onde um estuprador poderia esconder-se.
  • Permaneça alerta quando pessoas param e lhe pedem informações — nunca se aproxime muito de um carro.
  • Feche todas as portas de seu carro, sempre.
  • Verifique o banco traseiro do carro antes de entrar nele.
  • Dirija-se a um lugar público ou a um posto policial se você desconfia que alguém a está seguindo. 

Boa leitura ao ganhador!