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Declaração da Igreja Adventista sobre a Pré-candidatura de Ben Carson

Nota do editor (Megaphone Adv): A Divisão Norte-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia lançou esta declaração sobre o anúncio de 4 de maio do Dr. Ben Carson, neurocirurgião aposentado e membro adventista, que vai buscar a nomeação do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos.
No momento em que o ciclo eleitoral de 2016 dos Estados Unidos começa, a Igreja Adventista do Sétimo Dia está ciente do aumento do interesse na candidatura presidencial do Dr. Ben Carson.
A história do Dr. Carson é bem conhecida para a maioria dos adventistas, e ele é um médico muito respeitado.
A Igreja Adventista tem uma posição de longa data de não apoiar ou se opor a qualquer candidato a cargo eletivo. Esta posição baseia-se igualmente sobre a nossa posição histórica da separação entre igreja e estado, e sobre a lei federal aplicável em matéria de isenção de impostos da igreja.
Enquanto os membros da igreja individualmente são livres para apoiar ou se opor a qualquer candidato a cargo como entenderem, é crucial que a igreja, como uma instituição, permaneça neutra em relação a todos os candidatos a cargos. Cuidados devem ser tomados para que o púlpito e toda a propriedade da igreja continuem a ser um espaço neutro quando se trata de eleições. Os funcionários da igreja também devem exercitar extremo cuidado para não expressar pontos de vista em sua competência denominacional sobre qualquer candidato a cargo, incluindo o Dr. Carson.
Também queremos lembrar aos nossos membros da igreja, pastores e administradores da posição oficial da Igreja sobre a separação entre igreja e estado. A igreja tem trabalhado diligentemente para proteger os direitos religiosos de todas as pessoas de fé, não importando sua filiação denominacional.
“Devemos, portanto, trabalhar para estabelecer a robusta liberdade religiosa para todos, e não devemos usar nossa influência para com os líderes políticos e civis, quer seja para avançar nossa fé ou inibir a fé dos outros. Os adventistas devem tomar responsabilidades cívicas seriamente. Devemos participar do processo de votação disponíveis para nós, quando possível de forma consciente, e devemos compartilhar a responsabilidade de construir nossas comunidades. Os adventistas não devem, no entanto, tornar-se preocupados com a política, ou utilizar o púlpito ou nossas publicações para promover teorias políticas.” (A partir de uma declaração oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, adotada pelo Conselho de Relações Inter-religiosas/Intereclesiásticas da Igreja Adventista do Sétimo Dia em março de 2002)
 A Igreja Adventista do Sétimo Dia valoriza o Dr. Carson, como fazemos com todos os membros. No entanto, é importante para a igreja manter o seu apoio histórico de longa data da separação entre igreja e estado, para não defender ou se opor a qualquer candidato.
Com informações de Adventist Review
Fonte: Megaphone Adv
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Pesquisador Explica Por Que os Adventistas Vivem Mais

As estatísticas têm mostrado que a religião torna as pessoas mais felizes, e isso não é tudo: a religião pode ajudá-las a viver mais tempo também.

Em uma tentativa de “engenharia reversa da longevidade”, Dan Buettner passou anos pesquisando as partes do mundo onde as pessoas vivem muito mais tempo do que a média. A maioria desses locais estão fora dos Estados Unidos, incluindo a Sardenha, na Itália, e Okinawa, no Japão,  mas há, sim, um grupo de longa vida nos Estados Unidos. São os adventistas do sétimo dia, que vivem em média 10 anos mais do que a expectativa de vida dos americanos, de cerca de 79 anos.

Buettner, cujo trabalho faz parte do Projeto Blue Zones (Zonas Azuis), juntou-se à jornalista do HuffPost Caitlyn Becker na quarta-feira para explicar o que adventistas do sétimo dia fazem de correto. Isso inclui ter uma dieta baseada em vegetais e “uma rede social que reforça o comportamento certo”. Suas crenças religiosas também são uma grande ajuda, disse ele.

“Eles levam essa ideia do sábado muito a sério, e, fazendo assim, reduzem a pressão do estresse”, disse Buettner. “Cerca de 84 por cento dos dólares gastos com cuidados com a saúde são gastos por causa de escolhas alimentares ruins, sedentarismo e estresse não gerenciado, e os adventistas têm essa forma cultural de gestão do estresse através do seu sábado.” (Assista à entrevista aqui)

Fonte: TheHuffingtonPost

Saiba mais sobre os segredos da longevidade adventista assistindo à Série “Blue Zone”, da TV Novo Tempo

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Livro do Mês: O Livro Amargo, de Denis Cruz

O Livro do Mês é O Livro Amargo, de Denis Cruz. Para participar do sorteio de um exemplar, basta seguir @Ler_pra_crer no Twitter e retuitar um ou mais tuítes com o link da promoção: http://kingo.to/186N. O sorteio será realizado dia 3 de julho (perfis fakes ou com características  excessivamente promocionais serão desconsiderados no sorteio).

Se o livro é uma novidade para você, reproduzo, a título de “apresentação”, o que a Fabiana Bertotti escreveu sobre ele no seu Cantinho:

Pense num livro bom! É este. Confesso que comecei a ler por pura simpatia ao escritor, mas ele logo me saiu da cabeça ao me comover com as histórias e dramas de Jerryl e Allice. Fala do passado sim, mas fala do presente sentimento de esperança que todos temos: esperança de amor, felicidade, fé plena de um momento grandioso que está prestes a acontecer. Se passa no século 19, e deste tempo traz o romantismo, os duelos e uma grande expectativa. Tem romance, tem conflito, tem mistério. Eu fui do riso às lágrimas e recomendo a todos. Não é só informação, não é só diversão, não é só leitura. Antes de tudo, é um grande espelho da esperança humana. O único defeito, na minha opinião, é não ter o dobro do tamanho. Acabei querendo mais. E uma dica: leia de uma vez só.

Uma entrevista com o Denis Cruz pode ser lida no site Criacionismo.

Mais detalhes sobre a obra e seu autor? Visite o blogue: denis-cruz.blogspot.com.br

Boa leitura!

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22 de Outubro de 1844 – O Grande Desapontamento II e The Day After

O que há de tão especial na data 22 de outubro de 1844 (e também 23 de outubro de 1844)?

Para entender esse assunto tão importante, leia e reflita sobre estes dois desapontamentos:

O Grande Desapontamento I

O alerta teve início cerca de nove meses antes dos fatos: “Começou Jesus Cristo a mostrar a Seus discípulos que Lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto, e ressuscitado no terceiro dia”. S. Mateus 16:21

Mas no primeiro dia daquela que seria a semana de Sua morte, quando o povo contemplou Jesus montado sobre o jumento em cumprimento da profecia de Zacarias, certificou-se de que Ele estava em vias de estabelecer um reino terreno, expulsar os odiados romanos de seu meio e tornar Jerusalém, e não Roma, a capital do mundo. Claramente, Cristo tomou a iniciativa num emprendimento que deixou o povo com uma impressão bastante errada a Seu respeito, o que, em consequência, foi seguido por um trágico desapontamento.

Como poderia Cristo, o caminho, a verdade e a vida, tomar parte num engano tão premeditado? Como podia o Príncipe da Paz tão intencionalmente preparar o ambiente para a grande tristeza que se seguiu?

Ou tais perguntas são inadequadas? Era Jesus Aquele que “havia de redimir Israel”? Certamente! Ele era o Salvador do mundo inteiro! Era Jesus, sentado sobre o jumento, realmente um rei? Ele era o rei do Universo!

Então, quando Jesus levou o povo a vê-Lo como um rei, acaso o enganou? Logicamente, não!

Então, o que causou tanta confusão a respeito dEle e, pouco depois, tanto desapontamento? Foi a falta de compreensão da parte do povo.[…]

Cristo dificilmente poderia ter sido mais explícito! Por 4.000 anos o céu fez seu melhor para impedir a incompreensão do povo e  consequente desapontamento! [Desde a promessa messiânica de Gênesis 3:15, passando pela mensagem de profetas como Isaías, Daniel e outros] (Daniel 9, escrito 500 anos antes do nascimento de Cristo, revelara que no “meio” da última semana das setenta semanas de anos, o Messias seria “morto”).

A despeito de tantas informações, os discípulos falharam em compreender a mensagem e após o grande desapontamento da crucifixão do fim de semana, Jesus fez a mais significativa revelação de Si mesmo, a mais esclarecedora explicação do que havia saído errado:

“Então lhes disse Jesus: Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na Sua glória? E, começando, por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras.” S. Lucas 24:25-27[…]

Ao fazê-lo, Cléopas e seu companheiro devem ter exclamado: “Já ouvimos isto centenas de vezes! Por que não entendemos antes?”

O Grande Desapontamento II

Depois de dedicar dias e noites inteiras ao estudo das profecias de Daniel (especialmente Daniel 8:14: “Até duas mil e  trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado.”), a prova das Escrituras tinha se tornado clara demais para Guilherme Miller e outros pesquisadores. Não se podia mais ignorar que os 2.300 dias daquela profecia terminariam no ano de 1844, e que o grande acontecimento representado pela purificação do santuário deveria ocorrer precisamente na data de 22 de outubro daquele ano.[Tenha sua Bíblia à mão para entender  – já, já – por que Miller tinha razão].

Para ter noção do clima de expectativa daqueles dias:

Não muito antes de 22 de outubro de 1844, Fitch (que voltara à fé pouco tempo antes, convencido pela exposição bíblica de Miller) batizou três grupos sucessivos de conversos ao ar livre num dia frio. Aparentemente, em consequência disto, adoeceu e, na segunda-feira, 14 de outubro, faleceu.

O periódico milerita, Midnight Cry relatou que “sua viúva e filhos órfãos estão agora em Cleveland, aguardando confiantemente a vinda de nosso Senhor para reunir os membros espalhados de sua família” em alguns poucos dias. “A irmã Fitch está…sorridente e feliz.”

Não é difícil imaginar os dois filhos sobreviventes perguntando em meio às lágrimas após o funeral: “Mamãe, nós veremos papai novamente?”

“Sim, queridos”, respondeu corajosamente a Sra. Fitch. “Em poucos dias, quando Jesus retornar, Ele despertará papai e seus irmãos adormecidos também, e então seremos uma família completa e feliz outra vez, para sempre!”

[15 de outubro, sete dias para o fim. 16 de outubro, seis dias. 17 de outubro. 18 de outubro. 19 de outubro.] Na noite de segunda feira, 21 de outubro, as crianças perguntaram: “Mamãe, amanhã tornaremos a encontrar papai?” “Sim queridos!”

Na terça-feira à noite, eles soluçaram: “Por que papai não veio hoje?” […]

Havia muitas famílias como essa naqueles dias. Com filhos ou jovens pais que tinham morrido de tuberculose, cólera, tosse comprida e outras doenças fatais, muitos antecipavam uma alegre reunião quando Jesus viesse novamente. Não é sem razão que 22 de outubro de 1844 passasse para a História como o dia do “grande desapontamento”.[…]

Vemos que a mensagem de Miller estava muito próxima da verdade. Quanto à literalidade da segunda vinda, ao tipo de preparação requerida, à importância vital de ganhar almas, e ao cálculo dos 2.300 dias, ele estava mais correto do que seus contemporâneos.

Ele estava errado somente em pensar que o santuário a ser purificado em Daniel 8:14 estava na Terra, e ao concluir que a purificação do santuário por parte de Cristo se cumpriria com Sua vinda à Terra para purificar o mundo e julgar a igreja como Rei dos reis.[…] Não cometeu erro maior do que o dos discípulos quando imaginaram que as profecias previam a vinda de Cristo como um rei no ano 31 AD. […]

Mas se assim é, por que Jesus não esclareceu a questão para Miller e certificou-se de que ele tinha a mensagem correta?

A resposta é que Ele tentou, tal como tentara com Seus próprios discípulos antes da primeira entrada triunfal. Expressões em Daniel 7, S. Lucas 12, Hebreus 8 e 9, Apocalipse 10 e Apocalipse 11, corretamente compreendidas, teriam impedido o desapontamento de 1844, tal como outros pensamentos no Velho Testamento poderiam ter poupado os discípulos de seu desapontamento.

Incompreensão Desfeita

[…] E a quem, onde e como Jesus primeiramente explicou a incompreensão depois do desapontamento?

Em 23 de outubro, na exata manhã que se seguiu a 22 de outubro, um ativo, mas quase desconhecido adventista, Hirã Edson, estava seguindo por um atalho num campo de milho em companhia de um amigo, quando de repente…[ver imagem acima] [Hirã Edson teve o lampejo que completou o quadro profético. Aqui, sugiro que tome sua Bíblia e, para começar a entender a profecia das 2.300 tardes e manhãs e ter a a mesma compreensão que ele teve, estude com oração este (clique aqui) e os outros temas imediatamente subsequentes.]

[…] Em outras palavras, Jesus abriu-lhe a compreensão das Escrituras sobre as coisas concernentes a Si próprio. Hirã Edson foi o “Cléopas do milharal” do  adventismo, viajando pelo campo com um companheiro ao Cristo se aproximar deles!

O novo discernimento de Edson foi estudado e reestudado. A partir disso, no devido tempo, surgiu um grande novo movimento religioso mundial – a Igreja Adventista do Sétimo Dia. [A Igreja Adventista do Sétimo Dia foi oficialmente organizada em 1863. Saiba porque 1844 também é importante em relação a outros eventos mundiais aqui: 1844: coincidência ou providência?]

Texto montado com trechos dos capítulos 5 e 6 do livro História do Adventismo (pág. 35 a 46), de C. Mervyn Maxwell, não necessariamente na mesma sequência em que aparecem. Os trechos em cores nåo padrão nåo integram o livro.