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“Deixados para Trás” ou “Como o Fim não Será”?

The official movie poster for "Left Behind" starring Nicolas Cage

 

Os eventos finais da história do mundo são tema naturalmente relevante para os cristãos. Os que estudam a Bíblia sabem que, assim como qualquer outro assunto doutrinário, a escatologia (estudo das profecias referentes aos últimos dias) exige cuidadosa atenção: cenários prognósticos propagados em livros e filmes como “bíblicos” precisam ser avaliados tendo realmente as próprias declarações das Escrituras como parâmetro. Por exemplo: uma volta “invisível” de Jesus Cristo e outros elementos da “história” do fim dos tempos contada na série popular “Deixados para Trás” (livros, filmes e agora refilmagem hollywoodiana com Nicolas Cage no papel principal) têm as “credenciais bíblicas”?

Uma análise mais ampla das falhas escatológicas da série pode ser conferida no livro de Dwight K. Nelson “Ninguém será deixado para trás” (se preferir assistir a um vídeo sobre o assunto, clique aqui). Já uma visão crítica resumida é esta (notícia abaixo) apresentada por William Craig antes mesmo do lançamento do “remake” cinematográfico [Concordo com esta exposição de Craig, especialmente quando tomo a liberdade de acrescentar o detalhe importante entre colchetes: “arrebatamento” = “arrebatamento secreto”]:

Vários meses antes de “Left Behind”/“Deixados para Trás” estrear nos cinemas, um proeminente filósofo cristão está lembrando à igreja americana que as alegações do filme sobre o arrebatamento [“secreto”] são falsas.

Esta doutrina não é realmente encontrada no livro do Apocalipse. Se você ler o livro do Apocalipse, não vai encontrar nenhuma menção ao arrebatamento [“secreto”] lá”, disse William Craig, professor e pesquisador de filosofia da Talbot School of Theology e professor de filosofia da Houston Baptist University.

Em vez disso  afirma Craig, a idéia do arrebatamento [“secreto”] vem de uma má interpretação de 1 e 2 Tessalonicenses, onde Paulo está descrevendo a vinda do Senhor e a ressurreição dos mortos, que ocorrerá na Sua vinda“.

Se você comparar o que Paulo diz com o que Jesus diz sobre o fim dos tempos, Paulo usa o mesmo vocabulário, a mesma fraseologia. Acho que é muito plausível que Paulo está falando sobre o mesmo evento que Jesus previu, ou seja, a visível vinda do Filho do homem, no final da história humana, para inaugurar o seu reino, disse Craig. Mas os proponentes do arrebatamento [“secreto”] dizem que Paulo não está de jeito nenhum falando sobre a segunda vinda de Cristo ali. Segundo eles, Paulo estaria realmente falando deste retorno secreto, preliminar, invisível de Cristo para arrebatar os crentes do mundo antes que ocorra a grande tribulação. Acho que não há apoio textual nenhum para isso.

De acordo com Craig, o arrebatamento [“secreto”] se tornou uma teoria popular sobre o fim dos tempos devido à influência da Bíblia de Referência Scofield, que foi publicada no início do século 20 e propagava a visão de John Darby, de meados do século 18, sobre o arrebatamento [“secreto”]. Mais tarde, instituições cristãs, entre elas o Dallas Theological Seminary, e igrejas começaram a ensinar a validade do arrebatamento [“secreto”].

Um bom número de cristãos que creem na Bíblia absorveram este ponto de vista como se fosse ‘leite materno’ e nunca pensou em questionar suas credenciais bíblicas“, disse Craig.

Craig afirmou que é perfeitamente possível que os cristãos assistam ao próximo filme “Deixados para Trás” ou leiam a série, mas eles não devem levar suas alegações a sério.

“Pode ser,  talvez,  boa ficção. Seria como a leitura de ficção científica ou romances de fantasia, como ‘O Senhor dos Anéis’. Contanto que você não seja enganado em pensar que isso representa escatologia bíblica…“, disse Craig.

Craig, que dirige o “Reasonable Faith”, uma organização apologética que fornece aos cristãos recursos para falar sobre sua fé de maneira “inteligente, articulada,  não transigente mas respeitosa” conclamou outros estudiosos da Bíblia, pastores e líderes da igreja que também refutam o arrebatamento [“secreto”] a falarem sobre a posição deles.

É espantoso se eu estiver correto sobre isso  que o evangelicalismo americano esteja tão amplamente enganado ao ponto de se afastar da posição cristã histórica sobre a segunda vinda de Cristo. Isso é realmente bastante preocupante, porque se estivermos errados sobre isso, que outras coisas podemos ter interpretado mal?“, disse ele.

Fonte: Christianpost.com

Nota deste blogue: A pergunta final de Craig é muito pertinente. Que outros pontos de vista (ou “doutrinas”) muitos cristãos podem ter absorvido como “leite materno” sem questionar suas “credenciais bíblicas”?

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Livro do Mês: Projeto Sunlight, de June Strong

 

“Jader, cidadão do Universo, membro dos Escrivães Celestiais, decidiu acompanhar e descrever a vida de um ser humano e suas reações ao meio ambiente maculado pelo pecado. Quem seria escolhido? Jader optou pela pessoa que virasse a esquina de uma determinada rua em determinada cidade, as 18h de uma tarde de outono.
A escolha recai sobre uma jovem divorciada, cheia de mágoas e rancores com o que a vida lhe deu. Tudo pronto para uma história inesquecível.”

O Livro do Mês é o clássico Projeto Sunlight, de June Strong (Edição Internacional  mais de 500.000 exemplares vendidos). Ainda não leu? Dê RT nos tuítes com o link da promoção http://kingo.to/1aXa siga @Ler_pra_crer  no Twitter   e participe do sorteio de um exemplar no dia 10 de setembro.

Projeto Sunlight mostra que Deus nos ama e espera que nos volvamos para Ele. É um livro que você jamais esquecerá (veja os comentários no site da editora). Um história que poderá mudar sua vida.  Boa leitura!

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O Segredo da Vitória


Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em Meu trono, assim como Eu também venci e sentei-Me com Meu Pai em Seu trono. Apocalipse 3:21

O tema da vitória é apresentado intensamente no livro de Apocalipse. Cada uma das mensagens às sete igrejas se encerra com uma promessa ao que vencer (Ap 2:7, 11, 17, 26; 3:5, 12, 21). Mas como podemos vencer? As forças espirituais arregimentadas contra nós parecem tão poderosas e nós somos tão fracos. Como podemos sair vitoriosos nessa batalha? Em nossa fraqueza encontra-se o segredo da vitória. Se nos submetermos ao Salvador e nos apoiarmos totalmente nEle, todas as forças do inferno serão afastadas de nós.

Prezado amigo, quero partilhar com você uma promessa que reconheço ser verdadeira, pois já a coloquei à prova vez após outra, e nunca falhou: “Coisa alguma é aparentemente mais desamparada, e na realidade mais invencível, do que a pessoa que sente seu nada, e confia inteiramente nos méritos do Salvador. Pela oração, pelo estudo de Sua Palavra, pela fé em Sua constante presença, a mais fraca das criaturas humanas pode viver em contato com o Cristo vivo, e Ele a segurará com mão que nunca a soltará” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 182).

Note a tríplice fórmula da citação:

1. Oração. A vida do vencedor é de oração. A oração que vive e respira a presença de Deus, a oração proferida ou silenciosa, a oração em meio às tarefas e aos cuidados diários.

2. Estudo da Palavra. O estudo da Palavra de Deus e a vida vitoriosa andam de mãos dadas. O estudo da Bíblia com oração é capaz de nos fortalecer no Senhor e em Sua vontade. A leitura esporádica nos deixa fracos e vacilantes; contribui para o fracasso. E não ler significa que rapidamente cairemos presas do inimigo.

3. Fé na constante presença de Deus. Vivemos pela fé. A fé é a essência da vida cristã. Ao nosso redor, as forças do secularismo e do materialismo nos envolvem com seu poder, seduzindo-nos a lançar nossa sorte com elas e a “comer, beber e alegrar-nos”. Mas a fé diz “não”! Há mais abundância de vida do que nossos olhos podem enxergar. Existe outro mundo, o reino de realidade suprema, a presença de Deus. Essa vida passageira não é tudo o que existe. Deus nos criou para Ele!

Tente. Lance-se nos braços de Deus. Quanto mais fraco se sentir, maior será a força dEle em você. Jesus, o vitorioso, lhe concederá o poder da vitória.

Fonte: William G. Johnson. Jesus, a Preciosa Graça (Meditações Diárias)

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A Autoridade Meramente Humana do Decreto Dominical

Os que atendem à palavra profética o fazem “…como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso.” II Pedro 1:19 

Este vídeo expõe textos, entrevistas, testemunhos e outros documentos que mostram como o cenário prenunciado pela escritora cristã adventista Ellen White, ainda no Séc. XIX, já é uma realidade em desdobramento. Confira! “Não desprezeis as profecias” I Tess. 5:20 “Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas.” Amós 3:7 

“Digo isso agora, antes que essas coisas aconteçam, para que, quando acontecerem, vocês creiam.” João 14:29

Fonte do vídeo: CrereObedecer  

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Livro do Mês: 1844 — uma Explicação Simples das Principais Profecias de Daniel

[O livro do mês ( junho/2011) é 1844 — uma explicação simples das principais profecias de Daniel. Interessado(a) em ganhar um? Basta manifestar seu interesse com um comentário aqui “Quero ganhar o livro” e retuitar a mensagem: “Para saber mais sobre as profecias de Daniel quero ler o Livro do Mês: 1844, de Clifford Goldstein, sorteio aqui http://kingo.to/Hmh“. Boa sorte! Sorteio no dia 4 de julho.]

Durante séculos, inúmeros estudiosos da Bíblia, tanto judeus como cristãos,  têm percebido a espantosa correspondência da história das nações mais influentes do mundo com a ordem e as características dos reinos e poderes que aparecem simbolizados em Daniel, tanto no sonho do rei Nabucodonosor (capítulo 2 do livro) quanto nas demais visões apresentadas (capítulos 7 e 8, por exemplo). A Daniel foram reveladas, em algumas situações, algumas interpretações das visões: “Aquele carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia” (Dan. 8:21), mas muitos detalhes das profecias foram “encerrados”, para serem compreendidos somente em um tempo muito posterior à época dele: “Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerrradas e seladas até o tempo do fim.” Dan. 12:9

“2.300 tardes e manhãs”, “o chifre pequeno”, a purificação do “santuário”, “as setentas semanas” e “o Ungido”, a  perseguição aos “santos do Altíssimo”,  “um tempo, dois tempos e metade de um tempo”, “o julgamento” no capítulo 7, todos esses assuntos têm chamado a atenção dos cristãos especialmente em nossa época. Clifford Goldstein trata deles guiado pelo princípio de que a Bíblia deve interpretar a si mesma. A data 1844 e a doutrina adventista do  juízo investigativo são apresentados como o resultado do exame da própria Bíblia em conexão com os dados históricos. “Este livro…foi escrito para apresentar a doutrina do juízo investigativo de 1844 da maneira mais simples e clara possível.”

Para ter uma idéia do conteúdo geral do livro, leia este pequeno trecho, uma espécie de recapitulação (p.62-64):

Volte ao início deste livro e, usando sua Bíblia, estude a sequência de reinos em Daniel 2. Em seguida, estude o capítulo 7 de Daniel e a sequência de eventos descritos ali. Estude a identidade do chifre pequeno. Analise como o juízo no Céu acontece depois do chifre pequeno, cujo reinado dura até o ano de 1798. Veja como o juízo, em Daniel 7, deve acontecer após 1798, porque vem depois do período do chifre pequeno.

Recapitule a sequência de eventos em Daniel 8, incluindo a purificação do santuário, que vem após o chifre pequeno. Estude outra vez o quadro (pág. 48) que demonstra como o julgamento no Céu e a purificação do santuário são eventos paralelos, que ocorrem após 1798. Esse paralelo é crucial.

Veja como em Daniel 8 a mareh (visão) das 2.300 “tardes e manhãs” não é explicada, e depois estude as ligações entre os capítulos 8 e 9. […] Estude as setenta semanas. Veja como começa a profecia dos 2.300 dias, e então estude até ver que os 2.300 dias devem terminar em 1844. Leia esta primeira parte do livro várias vezes, comparando-a com a Bíblia, até que seja capaz de dar um estudo bíblico sobre o assunto. Somente quando for capaz de dar este estudo, terá entendido realmente as profecias.

Uma questão final. A profecia das setenta semanas é, sem dúvida nenhuma, a profecia messiânica mais poderosa da Bíblia. Ela prova, além de qualquer dúvida, o messiado de Jesus. Nenhuma outra profecia foi tão estudada, tão debatida, tão controvertida. Ela prova claramente — mais do que qualquer outra profecia — que Jesus é o Messias.

Entretanto, as setentas semanas — a profecia mais poderosa e importante da Bíblia — são apenas parte da profecia dos 2.300 dias! Sendo assim, é óbvio que os 2.300 dias devem ser cruciais, senão não estariam diretamente ligados a uma profecia tão importante quanto a das setentas semanas.

Lembre-se, também, de que o Israel antigo não estava preparado para a primeira vinda de Jesus, porque, entre outras razões, não compreenderam a primeira parte da profecia dos 2.300 dias: as setentas semanas, que eram a verdade presente para o tempo deles. Nós podemos não estar preparados para a segunda vinda de Jesus porque, entre outras coisas, não entendemos a segunda parte da profecia dos 2.300 dias: a purificação do santuário – verdade presente para os nossos dias.

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A Lista de Jesus

 

Alegrem-se, […] porque seus nomes estão escritos nos Céus. Lucas 10:20

A Lista de Schindler foi considerado um dos melhores filmes da década de 1990. Oskar Schindler, dono de uma fábrica, pensava que seria suficiente fazer com que aqueles que trabalhavam com ele chegassem vivos até o fim da guerra. Mas mudou de ideia. Depois de presenciar a exterminação do gueto em que os judeus da Cracóvia eram forçados a viver, decidiu fazer uma lista de aproximadamente 1.100 judeus que deveriam ser enviados para a Checoslováquia.

Foi uma corrida contra o tempo. Ele passou a noite escrevendo o nome de todos os que queria salvar, preparando a famosa Lista de Schindler. Ter o nome na lista significava vida. Significava liberdade do sofrimento e do holocausto. Schindler teve que pagar uma soma para subornar o comandante de um campo de concentração, a fim de que ele permitisse que os judeus fossem para a Checoslováquia.

Há outra lista também com nomes de pessoas que deverão ser salvas. O nome dessas pessoas está escrito no livro da vida do Cordeiro. Esse livro é a Lista de Jesus. Ela não está limitada a 1.100 nomes. É uma lista não controlada por homens. Se fosse, não estaríamos lá. Para ter seu nome nessa lista, você não pode subornar ninguém para empurrá-lo para dentro na última hora.

Não sei como funciona o sistema de informações do Céu. Hoje, com um pendrive no meu chaveiro, levo livros e livros de informação. Apocalipse 20:12 fala que livros com informações sobre nossa vida serão abertos.

Amigo, um preço infinito, incalculável, foi pago por você. “Vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver, […] mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito” (1Pe 1:18, 19).

Quando aceitamos Cristo como Salvador, nosso nome é escrito no livro da vida. Em Apocalipse 3:5, Deus promete: “O vencedor será igualmente vestido de branco. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, mas o reconhecerei diante do Meu Pai e dos Seus anjos.”
“Aos que O receberam, aos que creram no Seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1:12).

“Nela jamais entrará algo impuro, […] mas unicamente aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro” (Ap 21:27).

Nossa oração deve ser: “Senhor, por favor, conserva meu nome no livro da vida do Cordeiro.”

Fonte: “Momentos de Graça”, de autoria do Pr. José Maria Barbosa Silva. Publicado pela Casa (CPB), o livro traz uma mensagem para cada dia do ano.
Pode ser adquirido aqui.
Quer ouvir as mensagens? Visite Rede Maranatha.
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Aleluia! Aleluia! הַלְלוּיָהּ Halləluya!

Aleluia! Neste vídeo muito interessante (ver link ao final), é a palavra que começa e que termina a música. Os coristas a repetem quase cinquenta vezes. Mas será que os ouvintes entendem aquilo que estão ouvindo?

A Wikipedia nos diz que “Aleluia é uma transliteração do hebraico הַלְלוּיָהּ (Halləluyahebraico padrão ou Halləlûyāh tiberiano – lendo-se da direita para a esquerda, como se faz em hebraico). A primeira parte da palavra Hallelu (הַלְּלוּ) significa “Louvem! Adorem!” ou “Elogio”; a segunda parte da palavra é Yah (Jah) (יָהּ), uma forma abreviada do nome de Deus, Javé. Yah ou Jah constitui a primeira metade do Tetragrama הוהי,(YHWH, IHVH, JHVH), o nome do Deus da Bíblia, pronunciado em português como Iawé ou Javé. Yah escreve-se com as letras yod (י)he (ה), respectivamente a décima e a quinta letra do alfabeto hebraico. Portanto, aleluia significa “Louvem Deus Javé“, ou “Adorem Deus Javé“, ou “Elogio Deus Javé“.”

A palavra aparece 24 vezes no Velho Testamento e quatro vezes no Novo Testamento (apenas no livro do Apocalipse, transliterado em grego como Αλληλούια). Foi com base em trechos do livro do Apocalipse que Handel compôs a peça de encerramento da parte II do oratório mais interpretado de nosso tempo: O Messias. O trecho mais conhecido do Coro Aleluia é uma musicalização da parte final do versículo 6 de Apocalipse 19:

“E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina.” Apoc. 19:6

O texto introdutório de uma das publicações da partitura de O Messias informa que Handel escreveu o oratório em 1741, “depois de 23 dias de atividade fervorosa. Às vezes ele se fechava em seu quarto e ficava tão absorto, preocupado em terminar a obra, que se esquecia das refeições. Um dia o seu mordomo o encontrou sentado, com o olhar fixo e distante, aparentemente alheio a tudo, exceto à obra que estava criando. Mais tarde Handel mesmo disse: ‘Pensei que tivesse visto todo o céu diante de mim e o Grande Deus’.” (O Messias, I Parte, Editora JUERP)

São muitas as razões que fazem com que o Aleluia receba atenção especial: a sonoridade imponente, a feliz conjugação da emoção que brota do texto com a vivacidade e a empolgação que irrompem da música, a evocação de uma cena grandiosa…(impossível cantar essa música, num louvor sincero, sem se sentir integrante da mesma “grande multidão”, mostrada a João em visão)

Já ouvi (e também cantei) o Aleluia de Handel em várias ocasiões. Em concertos, encontros de coros, escolas, igrejas…É uma experiência que só alcança seu potencial e sentido completo com o reconhecimento, por parte de cantores e ouvintes, de que “Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus.” Apoc. 19:1

Recentemente um coro muito criativo decidiu surpreender, com a música, alguns ouvintes num ambiente urbano muito frequentado.

O resultado você vê aqui.

Aleluia! Deus seja louvado! Sempre e sempre!