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John Lennox: Não Confunda o “Motor Ford” com o “Doutor Ford”

 

 

Alguns céticos do cristianismo são conhecidos por argumentar que o grande sucesso da ciência, ao revelar os mecanismos físicos do universo, deve nos levar a concluir que a hipótese “Deus” é totalmente desnecessária. “A ciência acabará por revelar as leis da natureza e, uma vez conhecidas essas leis, a necessidade de Deus terá desaparecido”. É o que pensam. Isso faz sentido? Não de acordo com o professor, filósofo e matemático da Universidade de Oxford John Lennox. Em seu livro “God’s Undertaker“, Lennox afirma: “Tal raciocínio envolve uma falácia lógica comum.”

Veja como ele ilustra a falácia nesta citação (tradução de trecho de um capítulo da obra “Beyond Opinion: Living the Faith We Defend“):

O sucesso da ciência às vezes leva as pessoas a pensar que, por podermos compreender os mecanismos do universo, podemos concluir com segurança que não houve um Deus que o projetou e o criou em primeiro lugar. Esse raciocínio comete um erro lógico, uma vez que confunde “mecanismo” com “agência”. Considere um motor de carro Ford. É concebível que alguém que estivesse vendo um desses motores pela primeira vez e não soubesse nada de ciência pudesse imaginar que há um “deus” (Senhor Ford) no interior do motor e que esse “deus” o faz funcionar. É claro que, se tal pessoa, posteriormente, viesse a estudar engenharia e desmontasse o motor, iria descobrir que não há um “deus” (Senhor Ford) no seu interior. Também veria que não havia necessidade de introduzir o Senhor Ford como uma explicação para o funcionamento do motor: sua compreensão dos princípios impessoais de combustão interna seria suficiente para isso. No entanto, se ela decidisse então que sua compreensão dos princípios de como o motor trabalha torna impossível acreditar na existência de um Senhor Ford que projetou esse motor em primeiro lugar, isso seria patentemente falso. Se nunca houvesse um Senhor Ford para projetar os mecanismos, nenhum desses mecanismos existiria para ser compreendido.

Como essa ilustração se aplica a Deus e ao universo?

Lennox (novamente em “God’s Undertaker”) explica:

É igualmente um erro de categoria supor que a nossa compreensão dos princípios impessoais segundo os quais o universo funciona torna tanto desnecessário como impossível acreditar na existência de um Criador pessoal que o projetou,  que o fez e o sustenta. Em outras palavras, não devemos confundir os “mecanismos” pelos quais o universo funciona com a sua “Causa” ou o seu “Sustentador”.

Hawking, Dawkins e outros cientistas ateus não conseguem entender este ponto filosófico básico. Um dia, se houver uma explicação física total e completa de como cada partícula do universo se comporta, se chegarmos a um conjunto de equações que explique cada mecanismo físico, a questão fundamental de onde essas equações vieram ainda precisará ser respondida. Os cientistas não terão eliminado a existência do “Doutor Ford”.

Fontes:
ThePoachedEgg.Net
ToughQuestionsAnswered

 

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Dez Respostas Rápidas para Clichês Ateístas

Você não precisa ler centenas de livros para discutir sua fé com um ateu. Algumas vezes, afirmações e questões que são apenas chavões curtos podem ser respondidas também de forma curta, com a mesma rapidez. Na “Conferência dos Evangelistas” (2014), em Londres, o Professor John Lennox ofereceu algumas respostas rápidas a algumas declarações comuns de ateus [aqui acrescentadas de alguns links para postagens correlatas deste blogue] .

1) Você não acredita em Zeus, Thor e todos os outros deuses. Eu apenas vou um passo/deus a mais do que você e rejeito o Deus cristão.

O problema com esta ideia é que “deuses” como Zeus e Thor não são comparáveis ​​com o entendimento bíblico de Deus.

“Há uma grande distinção entre todos os deuses antigos do oriente próximo e o Deus da Bíblia”, diz o Prof. Lennox. “Aqueles são produtos da massa e da energia primordial do universo. O Deus da Bíblia criou os céus e a terra.” [A Bíblia entre os mitos: que diferença!]

2) A ciência já explicou tudo, e ela não inclui Deus.

A ciência não pode responder a certos tipos de questões, tais como “o que é ético?” e “o que é belo?” Mesmo quando se trata de questões sobre o mundo natural, que a ciência explora e às quais, por vezes, pode responder, existem diferentes tipos de explicações para coisas diferentes.

“Deus não compete com a ciência como uma explicação do universo mais do que Henry Ford compete com a lei de combustão interna como uma explicação do automóvel”, diz o professor.

3) A ciência se opõe a Deus.

Há certas concepções de “deus” que podem ser opostas à ciência, mas não a do Deus cristão. Pode haver certos tipos de “deuses” que são inventados para explicar coisas que não entendemos, mas eles não são cristãos.

“Se nos é oferecida uma escolha entre ciência e ‘deus’… não se trata de um conceito bíblico de Deus”, diz o prof Lennox. “O Deus bíblico não é um deus das lacunas, mas um Deus de todo o conjunto. Os fragmentos que entendemos [pela ciência] e aqueles que não entendemos.”

“Entre muitos pensadores proeminentes, a ideia deles sobre Deus é completamente pagã. Se você definir Deus como sendo um ‘deus’ das lacunas, então você tem mesmo que oferecer uma escolha entre ciência e ‘deus’”. [Cristianismo, Ciência e o Obscurantismo do Século XXI]

4) Você não pode provar que há um Deus.

Este tipo de declaração ignora que existem diferentes tipos de “prova”.

“Você pode provar que existe um Deus?” pergunta o Prof. Lennox. “Em sentido matemático, não.  Mas provar qualquer coisa [ não apenas a existência de Deus] é muito difícil. A palavra ‘prova’ tem dois significados. Há o significado rigoroso em matemática, que é muito difícil de fazer e raro. Mas depois há o outro sentido – que é ‘provar’ além da dúvida razoável.

Esse é o tipo de ‘prova’ que podemos apresentar: argumentos para levar alguém para além da dúvida razoável. Por exemplo, os argumentos racionais, como os dos filósofos Alvin Plantinga e William Lane Craig [Ex.: O Argumento Moral e o Ajuste Fino do Universo], a experiência pessoal dos cristãos e o testemunho dos relatos dos evangelhos na Bíblia.” [Cinco Razões Por Que os Historiadores Levam os Evangelhos a Sério]

5) Fé é acreditar sem nenhuma prova.

A fé cristã nunca foi sobre não ter nenhuma prova: os evangelhos foram escritos para fornecer provas, como o início do evangelho de Lucas: “Muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se cumpriram entre nós, conforme nos foram transmitidos por aqueles que desde o início foram testemunhas oculares e servos da palavra. Eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo, e decidi escrever-te um relato ordenado…” (Lucas 1:1-3).

O fim do evangelho de João diz: “Estas coisas foram escritas para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20:31).

Mas acreditar sem provas é uma noção comum de “fé” hoje em dia. “Essa definição está no dicionário e é acreditada por muitos”, diz o Prof. Lennox. “Então, quando falamos sobre a fé em Cristo, eles acham que isso é porque não há nenhuma prova. [O fato, porém, é que o evangelho de João mostra que] o cristianismo é uma fé baseada em provas.” [Jesus é Evidência de que Deus Existe]

6) A fé é uma ilusão. Eu não acreditaria em Deus mais do que no coelhinho da Páscoa, no Papai Noel ou no Monstro de Espaguete Voador.

Essas idéias se tornaram populares por meio de pessoas como o professor Richard Dawkins. A única coisa a que se prestam é à zombaria [e, como se sabe, zombaria não é argumento].

“Declarações de cientistas nem sempre são declarações da ciência”, afirma o Prof Lennox. “Stephen Hawking diz: ‘A religião é um conto de fadas para pessoas com medo do escuro’. Eu digo: ‘O ateísmo é um conto de fadas para pessoas com medo da luz’.

“Nenhuma destas afirmações prova nada. Elas são todas reversíveis. O que está por trás de todas essas afirmações é a ideia freudiana do “wish fulfilment” [a de que acreditamos naquilo que esperamos ser verdade].  Do lado ateísta, vai funcionar muito bem desde que provido que não há nenhum deus . Mas se há um Deus [e sabemos que Ele existe e é a Causa primeira], então o ateísmo é que é “wish fulfilment”.

7) O cristianismo afirma ser verdade, mas há grande quantidade de denominações, e todas elas discordam umas das outras. Por isso, o cristianismo deve ser falso.

Por que a existência de denominações implica que o Cristianismo seja falso? Isso poderia implicar que os cristãos têm personalidades e culturas muito diferentes – ou mesmo que os cristãos não são bons em relacionar-se uns com os outros – mas não que o cristianismo não é verdadeiro.

“Há diferentes tipos de equipes no futebol, mas todos elas jogam futebol”, afirma o Prof. Lennox.

8) A Bíblia é imoral.

Se você quer questionar a moralidade da Bíblia, que base essa sua moralidade possui? Pode haver uma séria contradição no bojo das críticas ateístas. Dawkins escreveu: “Num universo de elétrons e genes egoístas, de forças físicas cegas e de replicação genética, algumas pessoas vão se machucar, outras pessoas vão ter sorte, e você não vai encontrar nenhuma rima nem razão para isso, nem qualquer tipo de justiça. O universo que observamos tem precisamente as propriedades que são de se esperar que ele tenha, dando-se a premissa de que não existe nenhum desígnio, nenhum propósito, nenhum mal, nenhum bem, nada além de impiedosa indiferença”.

Se isso é verdade, então por que ele questiona a moralidade de qualquer coisa? “Dawkins diz que a fé é má”, diz Lennox. “Mas, ao mesmo tempo, ele elimina as categorias do bem e do mal. Isso não faz sentido.” [Sete Erros Fatais do Relativismo Moral]

9) Com certeza você não toma a Bíblia literalmente?

Alguns ateus (e alguns cristãos) têm uma idéia muito preto e branco de como interpretar a Bíblia. Você tem que tomá-la ‘literalmente’ ou lançá-la longe, eles pensam. Isso é ignorar a realidade da linguagem e como ela reflete a verdade.

“Jesus disse: ‘Eu sou a porta’”, diz o Prof. Lennox. “Jesus é uma porta como uma porta ali? Não. Ele não é um porta literal, mas é uma verdadeira porta para uma verdadeira experiência com Deus. A metáfora representa a realidade. A palavra “literal” é inútil.”

10) Qual é a evidência para Deus?
Você pode debater a existência de Deus ad infinitum. Pode ser muito interessante, especialmente quando você entra em detalhes e explora o assunto em profundidade. Mas, para um ateu, ele pode estar perdendo o ponto essencial ou evitando a verdadeira questão [Ou certas reflexões: Mesmo que Eu Fosse um Ateu, Eu Seria um Cristão]. O Prof. Lennox aconselha fazer a pergunta mais importante:

“Suponha que eu pudesse dar evidência de Deus. ​​Você estaria preparado, agora, para se arrepender e confiar em Cristo?”

Claro que existem respostas mais profundas para todas esses clichês. Você pode encontrar muitas dessas respostas em vídeos de debates, como este entre Lennox e Dawkins:

http://www.youtube.com/embed/DxD-HPMpTto

Fonte: Christiantoday

 

 

 

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Política e Religião se Discutem (Cuidado com os Homens de Palha!)

Alguns exemplos são fáceis de identificar. No livro The Fallacy Detective, Nathaniel e Hans Bluedorn utilizam o seguinte caso:

CANDIDATO POLÍTICO A: Devido a problemas de orçamento deste ano, eu acho que o nosso estado deve diminuir a quantidade de dinheiro que vai para as escolas. Isto iria resolver o problema. Poderíamos trazer a quantidade de dinheiro de volta ao normal no próximo ano.

CANDIDATO POLÍTICO B: Meus concidadãos, é isso que vocês esperam de um candidato? Alguém que é contra as nossas escolas, contra a educação dos nossos filhos e contra o nosso futuro?

Como você pode ver, o Candidato B não toca na questão na qual o Candidato A está concentrado: a solução para um problema de orçamento. Em vez disso, o Candidato B deturpa a posição do Candidato A para fazer parecer que ele (o Candidato A) está procurando cortar o financiamento das escolas porque não quer o progresso da educação. É muito mais fácil ganhar um argumento nas mentes das pessoas quando você cria uma posição que não é a verdadeira e, em seguida, argumenta contra essa posição (posição que, na realidade, a outra pessoa nunca teve). É por isso que Nathaniel e Hans Bluedorn classificam a “falácia do espantalho” como “uma tentativa de evitar a verdadeira questão”.

Ao defender a fé, esse tipo de interlocução acontece com muita freqüência. Aqui estão uns exemplos clássicos:

Exemplo 1

CRISTÃO: Sem um Deus onibenevolente (totalmente bom), não há nenhuma maneira de fundamentar os valores morais. Portanto, o ateísmo não tem fundamento para a moralidade objetiva.

ATEU : Como vocês, cristãos, ousam dizer que, porque eu sou ateu, eu não consigo entender o que significa ser moral?

No diálogo acima, você pode ver que o cristão não está discutindo se o ateu poderia “reconhecer ou compreender” o que significa ser moral. Isso é uma questão de “conhecimento”. Ao contrário, o que o cristão está  alegando é que não há “base” lógica no ateísmo para acreditar que a moralidade, mesmo que seja “reconhecida”, deva ter autoridade sobre as ações de alguém. Isto é conhecido como o problema da fundamentação moral.

Exemplo 2

ATEU : A ciência é baseada na razão, enquanto a religião é baseada apenas na fé.

Em uma declaração como essa, há realmente dois “homens de palha/espantalhos”. Em primeiro lugar, o mais fácil de identificar é o que afirma que a religião (que geralmente significa o Cristianismo) só se baseia na fé. Isso simplesmente não é verdade, já que o Cristianismo, desde os primórdios, tem contado com as evidências de testemunhas oculares e do túmulo vazio (Atos 2:32, Atos 3:15, 1 Coríntios 15:3-8), chegando até mesmo a apelar para a multidão com frases como “como vocês mesmos sabem…”(Atos 2:22).

Em segundo lugar, a declaração descaracteriza a ciência como algo completamente desprovido de paixão ou preconceito. A história da ciência mostra o contrário, com enormes lutas emergindo por várias posições. Porque o dinheiro e a posição são agora uma parte do processo científico (a maioria nos campi das universidades já ouviu o jargão “publicar ou perecer”),  é mais fácil que as pessoas,  inadvertidamente, tornem-se tendenciosas em suas pesquisas. Na verdade, isso é o que este artigo recente publicado na revista científica Nature revela. Eles observaram dentro do campo do desenvolvimento farmacêutico  que os “controles internos da ciência sobre o viés (preconceito) estavam falhando, e o viés e o erro caminhavam na mesma direção – para uma disseminado excesso de relatórios de resultados falsos positivos”. Isso não significa que toda descoberta científica é tendenciosa, mas demonstra que a ciência não é de alguma forma mais imune ao viés que qualquer outro campo de estudo.

Impor um “espantalho” durante uma discussão não é “jogar limpo”. Essa falácia julga o interlocutor por uma visão que ele mesmo não defende. Se vamos interagir numa argumentação com outras pessoas, devemos ter a certeza de que entendemos corretamente a sua posição específica.

Fonte: Lenny Esposito (ComeReason)
Copyright ©2014 Come Reason Ministries. Todos os direitos reservados.
Republicado com permissão do site Come Reason:  www.ComeReason.org
Crédito da imagem: Strawman 2, Clyde Robinson, em Flickr. CC BY 2.0 Generic.
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Deus e as Leis da Lógica

As leis da Lógica são apenas convenções humanas?

Todas as discussões racionais (mesmo aquelas relacionadas com a existência ou não de Deus) são dirigidas e restringidas pelas leis da Lógica. Apenas o teísmo, no entanto, pode justificar adequadamente a existência dessas leis transcendentes. Se Deus existe, Ele é o padrão absoluto, objetivo, transcendente da verdade; as leis da Lógica são simplesmente um reflexo da Sua natureza. Elas existem como uma extensão do Seu pensamento racional e, por esta razão , elas são tão eternas quanto o próprio Deus. “É Deus real?” Sem Deus como a fonte para as leis transcendentes da Lógica, abordar essa questão (e empreender qualquer jornada lógica em busca de uma resposta a ela) seria impossível.

Como ateu, eu rejeitava a existência de Deus e oferecia uma série de objeções e explicações alternativas em um esforço para explicar as leis da Lógica. Já examinamos a explicação teísta para essas leis e também várias objeções naturalistas para ver se o ateísmo poderia oferecer uma alternativa viável. Se as leis da lógica não são simplesmente uma “realidade bruta” do nosso universo, poderiam ser elas apenas uma questão de consenso humano?

Objeção: Não são as leis da lógica simplesmente convenções humanas?

Resposta: Não. Por “convenção”, a maioria das pessoas normalmente quer dizer “um princípio com o qual todos concordam”. Se as leis da lógica são simplesmente idéias sobre a verdade, que as pessoas acordaram, duas coisas seriam necessárias antes que pudéssemos ter qualquer lei da Lógica: as pessoas e o acordo. Mas a Lei da Identidade (por exemplo) já existia antes que as pessoas estivessem aqui para pensar sobre ela. Antes da existência das pessoas, “A” ainda era “A” e não poderia ser “não-A”. Além disso, as pessoas discordam sobre o que é verdadeiro (ou falso) o tempo todo, e as nossas posições muitas vezes se contradizem. Como, então, podem as leis da Lógica ser transcendentes a menos que elas existam para todos nós, quer concordemos com elas ou não? Se as leis da lógica fossem apenas convenções humanas aceitas, elas em essência seriam sujeitas a “votação”; as leis da lógica poderiam ser alteradas, se houvesse gente o bastante para concordar sobre o assunto [no entanto, elas são imutáveis].

Objeção: Se Deus criou as leis da lógica, elas são dependentes de Deus. Elas, então, não são verdades necessárias, mas verdades contingentes, e isso significa que elas não são fundamentais para o universo.  Sendo assim, se Deus criou as leis da lógica, não significa também que Ele poderia mudá-las sempre que Ele quisesse? Deus não poderia organizar as coisas de forma que “A” também fosse “não- A”? Afinal, se Ele criou as leis, Ele deve ser capaz de mudá-las. Mas a proposição “A” também é “não- A” é irracional. Logo, se Deus não é capaz de alterar mesmo essa lei, as leis da lógica não parecem nada dependentes de Deus.

Resposta: Deus não criou as leis da lógica. Essas leis são simplesmente um reflexo dos pensamentos e do caráter lógico de Deus, e como tal, elas revelam a Sua lógica e Sua natureza perfeita. Deus, em Sua perfeição, não fará (e não pode fazer) nada para violar Sua própria natureza; Ele não é autocontraditório. Assim como não existe tal coisa como um “círculo quadrado” (porque isso viola a natureza da circularidade), Deus não pode existir fora de Sua natureza, incluindo a natureza dos seus pensamentos lógicos. A lógica é fundamental simplesmente porque Deus é fundamental. As leis da lógica são objetivas, imutáveis, internamente consistentes e transcendentes porque refletem a natureza de Deus.

Objeção: Mas não há diferentes tipos de lógica? Se há uma variedade de pontos de vista diferentes e de leis, a idéia de transcendência é incorreta. Não há necessidade, portanto, de uma fonte transcendente dessas leis.

Resposta: Embora seja verdade que existem diferentes categorias de lógica aplicadas aos diferentes aspectos da verdade proposicional, da matemática e do raciocínio, os princípios básicos subjacentes da Lógica permanecem intactos e fundacionais. Além disso, embora muitas “leis do pensamento” tenham sido propostas ao longo do tempo por grandes pensadores (Platão, Aristóteles, Locke, Leibniz, Schopenhauer, Boole, Welton e mesmo Russell), essas leis refletem apenas, de uma forma ou de outra, os mesmos axiomas lógicos objetivos, pré-existentes e universais. Em essência, continuamos a reafirmar e reformular mais e mais as mesmas leis da Lógica de sempre. Quando alguém diz que “há diferentes tipos de lógica”, está falhando ao deixar de reconhecer os axiomas subjacentes objetivos e imutáveis. Essas leis fundamentais da Lógica permanecem constantes dentro de cada sistema.

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A fim de viver de forma consistente dentro de nossa visão de mundo, cada um de nós deve examinar a base para nossas alegações racionais. Se eu não acredito em alguma coisa, mas ajo como se acreditasse nela, minha vida é contraditória. Se eu rejeito a astrologia, por exemplo, mas compro um bilhete de loteria hoje com base nos números fornecidos pelo horóscopo de hoje, estou agindo de forma inconsistente. Assim, quando era ateu e argumentava contra a existência de Deus, eu empregava leis da lógica que a minha visão de mundo ateísta não podia me fornecer. Eu tinha que tomar emprestado esses conceitos exatamente da própria visão de mundo que eu estava tentando derrotar. Hoje, não mais um ateu e sim um teísta, eu tenho um fundamento adequado para esses axiomas lógicos. Eu posso responder a objeções de uma forma que seja consistente com a minha visão de mundo.

Fonte: J. Warner Wallace, detetive de homicídios (especialista em casos encerrados), autor de “The Cold Case Christianity” e “ALIVE”

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É a Ciência Moderna Mais Perigosa que a Religião?

Darwinismo

Por Vox Day

Perigo_CienciaNo meu livro TIA [“The Irrational Atheist”] eu ressalvei que, se os Neo-Ateus fossem consistentes, eles batalhariam pelo fim da ciência com base nos mesmos argumentos por eles usados quando lutam pelo fim das religiões. Afinal, actualmente é a ciência é que representa uma ameaça para a Humanidade, e é a ciência que actualmente está a causar imensas casualidades por todo o mundo.

Lembrem-se: o pior crime religioso de toda a Idade Média foi massacre do Dia de São Bartolomeu onde o Rei Carlos da França ordenou a matança de cerca de 10,000 Huguenotes. Agora, Karl Denninger chamou a nossa atenção para um artigo na Forbes relativo às estimadas consequências de um único caso de “má-conduta na pesquisa”:

No Verão passado, pesquisadores Britânicos geraram preocupações quando publicaram um artigo levantando a possibilidade de que, ao seguirem directrizes estabelecidas, médicos do Reino Unido podem ter causado até 10,000 mortes por ano…

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O Grande Mito na “História do Mundo em Duas Horas”

O fotográfo-filósofo Laszlo Bencze comentou recentemente sobre o filme A História do Mundo em Duas Horas.

Veja o que ele escreve:

Em termos de computação gráfica, bastante impressionante. Em termos de explicações sobre a vida, o de sempre  o grande mito de nosso tempo apresentado acriticamente nos termos mais vagos:

Elementos químicos formam-se na Terra primitiva, os quais se “combinam” para causar a vida. A vida “fica” mais complicada à medida que o tempo passa. Há uma “explosão” de complexidade no Cambriano. Etc.

Quando se trata de nossos “ancestrais” hominídeos, o que nos oferecem é o papo furado de sempre: o visual é um grupo de chimpanzés numa árvore (estes são chimpanzés reais, e não imagens criadas em computador). O locutor anuncia que a árvore está ficando lotada e há menos alimentos devido à concorrência. Mas (graças à evolução!) alguns dos chimpanzés mais “aventureiros” decidem descer da árvore sobre a savana plana onde eles “desenvolvem” uma marcha bípede. As vantagens de uma marcha bípede em uma paisagem de savana são numerosas, e esses hominídeos bípedes sortudos sobrevivem (agora retratados por imagens criadas em computador, que representam chimpanzés andando).

Não há a menor sugestão de que qualquer uma dessas etapas evolutivas pode ser muito complicada ou difícil de explicar. Tudo é fácil. A Evolução fica reificada como algum tipo de entidade vagamente proposital que guia a vida ao longo do tempo, sempre respondendo perfeitamente a catástrofes ambientais e a oportunidades.

Pelo menos uma vez eu gostaria de ver um desses documentários [esses desprovidos ideologicamente da liberdade de considerar a revelação e a cosmovisão teísta] ter a coragem, de fato, de dizer algo como: “Nós não temos nenhuma ideia de como a vida começou…”

Fonte: TheBestSchool (com nota deste blogue entre colchetes)
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Jesus é Evidência de que Deus Existe

Já tentou defender a existência de Deus para um amigo descrente ou um membro da família cético? Eu já. Por alguma razão, eu me vejo começando com as mais amplas evidências da existência de Deus. Partindo do argumento cosmológico, passando pelas evidências do ajuste fino do universo, as evidências da teleologia ou a existência de leis morais transcendentes, eu normalmente começo por fazer uma defesa da existência de um Deus não específico antes de focalizar a evidência para o Deus cristão da Bíblia. Geralmente faço uma abordagem de “fora para dentro” ou do “macro-para-o-micro”: em primeiro lugar, defender Deus em geral, e, em seguida, argumentar a favor de Jesus, especificamente.

Mas não  foi assim que eu cheguei à fé. Primeiramente, meu interesse na questão da existência de Deus veio depois que li os evangelhos. Eu os li como um ateu curioso. Um pastor local despertou minha curiosidade, fornecendo algumas amostras dos ensinamentos de Jesus, e eu estava simplesmente curioso para ver se os evangelhos continham alguma sabedoria adicional. Eu não estava mais comprometido com Jesus como sendo um mestre antigo do que poderia estar com Buda, Sócrates ou qualquer outro sábio da antiguidade.

Mas os evangelhos estimularam o exercício da minha experiência como detetive e demonstraram muitas características do testemunho de testemunhas oculares. Eu fui rapidamente envolvido em uma análise forense das declarações do evangelho de Marcos e não demorou muito até que eu levasse a sério o que os evangelhos diziam. Eu descobri:

1. que os evangelhos foram escritos muito cedo;
2. que os evangelhos foram transmitidos cuidadosamente;
3. que as informações dos evangelhos foram protegidas e preservadas;
4. que as reivindicações dos evangelhos a respeito de Jesus eram consistentes com as fontes não-cristãs;
5. que os relatos dos evangelhos eram testáveis.

No final, cheguei à conclusão de que os evangelhos eram relatos de testemunhas oculares confiáveis ​​que forneceram informações precisas a respeito de Jesus, incluindo sua crucificação e ressurreição. Mas isso criou um problema para mim. Se Jesus realmente era quem Ele disse que era, então Jesus era o próprio Deus. Se Jesus realmente fez o que as testemunhas oculares dos evangelhos registraram, então Jesus ainda é o próprio Deus. Como alguém que costumava rejeitar qualquer coisa sobrenatural, eu tive que tomar uma decisão a respeito de meus pressupostos naturalistas.

As evidências para a confiabilidade dos relatos das testemunhas oculares nos evangelhos me fizeram reexaminar a evidência da existência de Deus em geral. Se Jesus ressuscitou dos mortos, os milagres são possíveis. Se Jesus, afirmando ser Deus, pôde levantar-se do túmulo, havia poucos motivos racionais para descrer de qualquer milagre atribuído a Deus, incluindo o milagre da criação. Os relatos evangélicos se tornaram a base a partir da qual examinei os argumentos cosmológico, axiológico, teleológico, ontológico, transcendental e antrópico da existência de Deus. Eu não comecei de forma geral e, então, segui em direção a Jesus, especificamente; eu comecei com Jesus e, em seguida, “retrocedi” para a mais ampla evidência da existência de Deus. Como alguém que trabalhou regularmente com casos circunstanciais cumulativos (como detetive de casos não solucionados e arquivados), a conectividade de todas as evidências disponíveis parecia óbvia à medida que eu montava o caso. Qualquer um destes elementos de prova era suficiente para fazer a defesa da existência de Deus, mas quando considerados cumulativamente, o peso da evidência era avassalador.

Mesmo que a vida de Cristo tenha sido uma parte importante da minha investigação pessoal, eu ainda me vejo defendendo a existência de Deus, pelo menos inicialmente, como se eu ainda não fosse um cristão! Ao compartilhar o que eu acredito com amigos e familiares céticos, eu tenho de fazer um esforço consciente para lembrar que a vida de Jesus, por si só, demonstra a existência de Deus. Se os Evangelhos são verdadeiros, nenhum de nós precisa de nenhuma prova adicional. Jesus é a  evidência suficiente de que Deus existe.

Fonte: PleaseConvinceMe (Jim Warner Wallace, autor do livro “Cold Case Christianity”)