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Biografia de herói que inspirou filme indicado ao Oscar é lançada no Brasil

 

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A editora Casa Publicadora Brasileira lançou, ainda no ano passado (2016), a versão em língua portuguesa da biografia de Desmond Doss escrita por Frances M. Doss, segunda esposa do veterano de guerra que inspirou o filme “Até o último homem”, indicado a 6 Oscars em 2017. Leia o artigo “Herói improvável”, publicano na Revista Adventista (e a Entrevista com o próprio Desmond Doss, de 1987).

CPB lança biografia do herói adventista da II Guerra Mundial.

Pequena resenha/apresentação da editora:

“Senhor, ajuda-me a salvar mais um.”

A artilharia pesada em Okinawa multiplicava as vítimas, mas não intimidou Desmond Doss, soldado e homem de fé. Com a coragem e a força da oração acima, ele se recusou a procurar abrigo e carregou, um por um, seus companheiros caídos até um local seguro. Em aproximadamente cinco horas ele resgatou todos os 75 feridos naquele ataque. Este e outros atos heroicos fizeram com que ele recebesse a mais alta distinção que se pode conferir a um soldado norte-americano: a Medalha de Honra.
Porém, sua história não termina em 1945. Houve muitas outras batalhas e vitórias para o homem conhecido como “o mais improvável dos heróis”. Este livro conta cada uma delas.
Da infância marcada por acidentes à bravura na Segunda Guerra Mundial, da trágica perda de sua esposa Dorothy às batalhas contra a surdez e o câncer, Desmond Doss viveu com devoção insuperável. Devoção a seu país, a suas convicções e, acima de tudo, a seu Deus.

Detalhes do produto

Formato: 14.0 x 21.0 cm
Número de páginas: 176
ISBN: 978-85-345-2353-0
Acabamento: Brochura

Fonte (e “site” para adquirir o livro): CPB

Observação: Assim como Desmond Doss, funcionários da Casa Publicadora Brasileira (editora adventista) guardam o sábado. A compra de produtos no “site” só é possível fora das horas do sétimo dia bíblico, que começa ao pôr do sol de sexta-feira e termina ao pôr do sol de sábado.

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Declaração da Igreja Adventista sobre a Pré-candidatura de Ben Carson

Nota do editor (Megaphone Adv): A Divisão Norte-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia lançou esta declaração sobre o anúncio de 4 de maio do Dr. Ben Carson, neurocirurgião aposentado e membro adventista, que vai buscar a nomeação do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos.
No momento em que o ciclo eleitoral de 2016 dos Estados Unidos começa, a Igreja Adventista do Sétimo Dia está ciente do aumento do interesse na candidatura presidencial do Dr. Ben Carson.
A história do Dr. Carson é bem conhecida para a maioria dos adventistas, e ele é um médico muito respeitado.
A Igreja Adventista tem uma posição de longa data de não apoiar ou se opor a qualquer candidato a cargo eletivo. Esta posição baseia-se igualmente sobre a nossa posição histórica da separação entre igreja e estado, e sobre a lei federal aplicável em matéria de isenção de impostos da igreja.
Enquanto os membros da igreja individualmente são livres para apoiar ou se opor a qualquer candidato a cargo como entenderem, é crucial que a igreja, como uma instituição, permaneça neutra em relação a todos os candidatos a cargos. Cuidados devem ser tomados para que o púlpito e toda a propriedade da igreja continuem a ser um espaço neutro quando se trata de eleições. Os funcionários da igreja também devem exercitar extremo cuidado para não expressar pontos de vista em sua competência denominacional sobre qualquer candidato a cargo, incluindo o Dr. Carson.
Também queremos lembrar aos nossos membros da igreja, pastores e administradores da posição oficial da Igreja sobre a separação entre igreja e estado. A igreja tem trabalhado diligentemente para proteger os direitos religiosos de todas as pessoas de fé, não importando sua filiação denominacional.
“Devemos, portanto, trabalhar para estabelecer a robusta liberdade religiosa para todos, e não devemos usar nossa influência para com os líderes políticos e civis, quer seja para avançar nossa fé ou inibir a fé dos outros. Os adventistas devem tomar responsabilidades cívicas seriamente. Devemos participar do processo de votação disponíveis para nós, quando possível de forma consciente, e devemos compartilhar a responsabilidade de construir nossas comunidades. Os adventistas não devem, no entanto, tornar-se preocupados com a política, ou utilizar o púlpito ou nossas publicações para promover teorias políticas.” (A partir de uma declaração oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, adotada pelo Conselho de Relações Inter-religiosas/Intereclesiásticas da Igreja Adventista do Sétimo Dia em março de 2002)
 A Igreja Adventista do Sétimo Dia valoriza o Dr. Carson, como fazemos com todos os membros. No entanto, é importante para a igreja manter o seu apoio histórico de longa data da separação entre igreja e estado, para não defender ou se opor a qualquer candidato.
Com informações de Adventist Review
Fonte: Megaphone Adv
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Astronautas Cristãos: Viagens Espaciais Só Fortalecem a Fé

Ao contrário do que muitos podem pensar, a NASA é um local onde a fé tem um papel importante. Já foi noticiado que astronautas levaram Bíblias durante suas missões. Em especial, dois astronautas que participaram de viagens espaciais importantes com a nave Atlantis afirmam terem renovado sua fé em Deus observando do espaço a maravilha da criação. Mike T. Good e Mike Massimino são estrelas na mídia dos EUA, têm milhares de seguidores em redes sociais e continuamente dão palestras sobre o que viveram.

O Coronel Good afirmou com convicção: “Dizem que não há ateus nas trincheiras, e provavelmente não há nenhum nos foguetes espaciais.” Ele esteve duas vezes no espaço, uma delas na histórica missão que colocou o telescópio Hubble em órbita.
Seu parceiro Massimino também estava naquela viagem espacial. Durante uma entrevista, confessou: “Eu sonhava em ser astronauta quando era criança. Ttinha seis anos quando Neil Armstrong pisou na lua. Mas a visão da Terra… é tão impressionante ver a Terra do espaço! Nós podemos treinar nos simuladores, mas nada pode prepará-lo para o que seus olhos verão ao perceber a grandeza do espaço e a beleza da Terra… Não consigo descrever em palavras, mas posso dizer que quando fiz a caminhada espacial o pensamento que me veio é que eu estava no céu, então o Paraíso deve ser semelhante a isso.”
Ao ser perguntado como ele vê o Céu e o inferno, foi categórico: “Quando criança, aprendi que o Céu estava em cima e o inferno, embaixo. À medida que envelhecemos, entendemos que não é possível pensar nesses termos. Nada do que temos aqui irá conosco, por isso o mais importante é lembrarmos que o Evangelho de Mateus nos diz para não nos preocuparmos com o amanhã.”
Massimino contou ainda que a oração é algo muito comum entre os astronautas. “Eu orei muito para realizar todo o trabalho com sucesso e realmente me sinto mais perto de Deus.” O porta-voz do Centro Espacial explica que “a NASA não fornece recursos espirituais, mas objetos religiosos como cruzes, Bíblias, imagens e orações estão entre os itens pessoais mais comuns nas viagens ao espaço.”
É conhecida a história do astronauta Buzz Aldrin, que durante sua viagem à Lua orou e levou consigo um pedaço de papel com o Salmo 8:3, 4: “Quando vejo os Teus céus, obra dos Teus dedos, a Lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que Te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?”Antes de voltar à Terra, Aldrin colocou esse papel sobre a superfície do satélite e regressou à nave.
Em Janeiro de 1971, dois membros da tripulação da Apollo 14, Shepard e Mitchell, depositaram na superfície lunar um pacote contendo uma Bíblia em microfilme e o primeiro versículo de Gênesis em 16 idiomas. Seis meses mais tarde, durante a missão Apollo 15, James B. Irwin, depois de andar na Lua, disse: “Senti o poder de Deus como nunca senti antes.” Em 1998, John Glenn, que voltou ao espaço após 36 anos, disse: “Para mim é impossível contemplar toda a criação e não crer em Deus.”
Parece que a NASA está cheia de cristãos. A maioria dos que trabalham no Centro Espacial Johnson, em Houston, Texas, frequentam a Igreja Presbiteriana Webster ou as paróquias católicas de Santa Clara de Assis e de Saint Paul. Um dos líderes da Saint Paul diz que o pessoal da NASA “desfruta de visão que os sacerdotes não têm, pois podem falar da glória da criação de Deus a partir do espaço”.
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O ABC da Salvação: Explicando Como Fomos/Somos Salvos

“Onde encontro as passagens da Bíblia que mostram que Jesus morreu em lugar dos pecadores?” Feita por quem aparentemente pouco conhecia sobre a mensagem do evangelho, uma pergunta assim tão oportuna para apresentar o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” me fez recordar estas palavras:

Muitas pessoas há que querem saber o que fazer para serem salvas. Querem uma explicação simples e clara dos passos indispensáveis para a conversão e nenhum sermão deve ser feito sem que nele se contenha uma porção especialmente destinada a esclarecer o caminho pelo qual os pecadores podem atingir a Cristo para se salvarem.

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Os pastores devem apresentar a verdade de maneira clara e singela. Há, entre seus ouvintes, muitos que precisam de uma positiva explanação dos passos exigidos na conversão. As grandes massas do povo são mais ignorantes a esse respeito do que se supõe. Entre os formados das escolas superiores, os eloquentes oradores, hábeis estadistas e homens em elevadas posições de confiança, muitos há que dedicaram suas faculdades a outros assuntos, e negligenciaram as coisas de maior importância. Quando homens tais fazem parte de uma congregação, o orador muitas vezes põe em jogo todas as suas faculdades para produzir um discurso intelectual, e deixa de revelar a Cristo. Não mostra que o pecado é a transgressão da lei. Não torna patente o plano da salvação. Aquilo que teria tocado o coração dos ouvintes, seria apontar-lhes Cristo morrendo para pôr a redenção ao seu alcance. (Ellen White)

O trecho que segue, extraído do livro “O Sacerdócio Expiatório de Jesus Cristo”, de Frank. B. Holbrook,  cita algumas das passagens requeridas na pergunta, além de apresentar uma explicação breve e simples do processo da salvação, com base na “parábola do santuário” – os rituais estabelecidos por Deus para o santuário israelita. Antes, porém, um esclarecimento sobre as palavras “tipo” e “antitípico”: “tipo” é aquilo que é usado como prefiguração (ex.: no santuário, o sacrifício do cordeiro era um “tipo” que apontava para o futuro sacrifício de Cristo); “antitípico” é aquilo que consuma ou cumpre o simbolismo do “tipo”, tornando realidade aquilo para o qual o “tipo” apontava.

Os escritores bíblicos são enfáticos:

“NEle [en] não existe pecado” (I João 3:5).”

Aquele que não conheceu [ginosko] pecado” (II Cor. 5:21).”

[Ele] não cometeu pecado” (I Pedro 2:22). E o próprio Cristo desafiou Seus críticos: “Quem dentre vós Me convence de pecado? (João 8:46).

É evidente que Cristo, o sacrifício antitípico, era tudo quanto o tipo exigia: era “sem defeito”, ou seja, sem pecado. Alguns argumentam que Cristo veio à Terra com inclinação egocêntrica e egoísta exatamente como nós, com a diferença de ter resistido a seus apelos. Acontece que não existe nas Escrituras a menor sugestão de que a vontade de Cristo tivesse propensão natural para ser ou agir independentemente do Pai. A parábola do santuário ajuda-nos a corrigir esta teologia aberrante quando enfatiza as qualidades impolutas do prometido Redentor. Somente um Salvador sem pecado poderia efetuar morte expiatória capaz de prover salvação para o mundo.

Matar um animal com as próprias mãos causava profunda impressão no ofertante. O animal era inocente; jazia passivamente diante dele. Quando cortava a garganta da vítima, o ofertante sabia que em realidade era seu pecado que estava provocando a morte daquela criatura inocente. “E porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado e a imolará” (Lev. 4:29). Nessa representação diante do altar, o israelita penitente reconhecia também o juízo divino sobre o pecado. Em cada vítima sacrifical moribunda, e na própria morte de nosso Senhor, vemos demonstrado o juízo de Deus sobre o pecado: a morte. “O salário do pecado é a morte” (Rom. 6:23). “A alma que pecar, essa morrerá” (Eze. 18:4). Um Deus santo não pode considerar a transgressão levianamente, pois o pecado é uma rebelião firmemente arraigada contra tudo que é bom, nobre e verdadeiro dentro da própria natureza da Divindade. Santidade e pecaminosidade não podem coexistir. Para reinar harmonia moral no Universo, é preciso erradicar o pecado. O princípio do egoísmo é incompatível com o princípio do amor altruísta. Por conseguinte, o juízo divino sobre os que permanecem impenitentes e obstinados numa atitude de rebelião é a morte eterna e eterna separação (cf. Apoc. 20:14 e 15; 21:8).

Salvação pela substituição: já toquei neste ponto quando falei sobre a transferência de responsabilidade. É preciso, porém, dizer algo mais. Vamos citar novamente a passagem fundamental do Antigo Testamento sobre o significado dos sacrifícios cruentos: “Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida. [ … ] Porque a vida de toda carne é o seu sangue” (Lev. 17:11-14). O sangue do animal transportava e simbolizava sua vida. Por isso, seu sangue derramado sacrificialmente significava sua vida sacrificada, ou seja, sua vida oferecida em favor daquele que oferecia o sacrifício. “O texto, portanto, de acordo com sua clara e óbvia significação, ensina a natureza vicária do rito do sacrifício. Vida é oferecida por vida, a vida da vítima pela vida do ofertante.” Quando o pecador arrependido punha a mão sobre a cabeça da vítima que levara e confessava seus pecados, o animal (em figura) tornava-se seu portador de pecados. Pela morte subseqüente, pagava o castigo do pecado merecido pelo ofertante. É claro, pois, que a morte do animal portador de pecados substituía a morte legítima do ofertante. Através da “janela” da parábola do santuário, percebemos que a morte sacrifical de Jesus Cristo é uma morte substitutiva. Ele seria o portador de pecados da humanidade. Sofreria o castigo dos nossos pecados, expiando-os e reparando-os por Sua morte. Disso testificam tanto os tipos como as Escrituras. Eis algumas passagens importantes que confirmam esta verdade:

1. “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos [hyper] nossos pecados, segundo as Escrituras” (I Cor. 15:3).

2. “Carregando [anaphero] ele mesmo [Cristo] em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados” (I Ped. 2:24).

3. “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, ajusto pelos [hyper] injustos (I Ped.3:18).

4. “[Cristo] Se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de Si mesmo, o pecado.

[ … ] Assim também Cristo, tendo-Se oferecido uma vez para sempre para tirar [anaphero, literalmente “carregar”] os pecados de muitos, aparecerá segunda vez” (Heb. 9:26-28).

5. “Aquele [Cristo] que não conheceu pecado, Ele [Deus] O fez pecado por [hyper] nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus” (lI Cor. 5 :21).

Não devemos interpretar mal a linguagem sacrifical dessas passagens. Assim como o sacrifício era “sem defeito”, assim também Cristo era pessoalmente sem pecado sem mancha nem culpa. E assim como o pecado e a culpa do penitente eram transferidos figuradamente para o sacrifício, assim também o pecado e a culpa da humanidade foram imputados a Cristo. Foi desse modo que Cristo carregou nosso pecado e nossa culpa, morrendo como nosso grande portador de pecados e substituto, embora Ele próprio fosse, tanto na vida como na morte, imaculado e irrepreensível.

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Darwin: Retrato de um Gênio?

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O eminente historiador britânico e autor de vários best-sellers Paul Johnson acaba de publicar um livro que está provocando reações histéricas em muitos darwinistas. Sobre Johnson, diz a Wikipedia:

No campo da História, Paul Johnson emerge como a grande figura das três últimas décadas, ocupando com justiça um espaço que pertencera a Churchill. A produção intelectual de Paul Johnson não tem paralelo recente. Nascido em 1928 na Inglaterra, ele até hoje utiliza a máquina de escrever. Assim mesmo, produz alentados volumes de História, numa velocidade alucinante que já o levou a publicar mais de 35 livros, sem contar milhares de artigos e ensaios em revistas e jornais do Reino Unido e dos Estados Unidos. Ainda hoje, com mais de 70 anos, publica semanalmente um artigo no The Spectator e colabora regularmente com o jornal The Daily Mail.

O livro em questão é Darwin – Portrait of a Genius – Darwin: Retrato de um Gênio (ainda não traduzido em português; as citações diretas que aparecem nesta postagem são versões deste blogue; o texto da “review” que segue, acrescido de pequenas adaptações, é de Michael Flannery).

Mas o que há de “errado” com a obra de Jonhson?

O trabalho de Johnson não é propriamente uma biografia, mas a avaliação, do ponto de vista de um historiador, da moderna teoria da evolução e do homem por trás dela.  Tem a forma não de um relato exaustivo da vida e obra de Charles Darwin, mas sim de um ensaio, um ensaio de 151 páginas, para ser preciso. Há muito valor em um trabalho deste tipo. Afinal, [… ] a opinião de um historiador considerado experiente sobre a importância e o impacto da teoria da evolução de Darwin, despojada de minúcias, tem valor real.

Como enfatiza Johnson, Darwin produziu uma explicação para a diversidade da vida (descendência comum por meio de seleção natural) que foi transformadora no modo como as pessoas viam a si mesmas e o mundo. Era uma ideia para o seu tempo. Desde a sua publicação em 24 de novembro de 1859, “A Origem das Espécies” rapidamente tornou-se o volume de leitura obrigatória para grande parte da Inglaterra, e não apenas para a elite.

A aquisição de 500 cópias pela Biblioteca Circulante de Mudie (uma encomenda extraordinariamente grande) ajudou a apresentar Darwin à classe média em ascensão. Na verdade, Johnson observa corretamente que a entusiástica aquisição e distribuição de “A Origem” por Mudie foi crucial para o selo de aprovação da sociedade.

Apesar da popularidade da magnum opus de Darwin, Johnson explica ainda que sua teoria completa está, na realidade, contida nos três livros. Primeiro, é claro, veio “A Origem” – On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life (o seu melhor livro, uma sucinta e acessível exposição de sua teoria), depois, em 1871, A Descendência do Homem – The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex (a conexão explícita de seus princípios evolutivos com a humanidade) e, finalmente, um ano depois, A Expressão da Emoção em Homens e Animais – The Expression of the Emotions in Man and Animals (uma compilação estranha cujo objetivo era fornecer “evidências” de que o homem era diferente do animal em grau, não em tipo). Onde “A Origem” obteve sucesso, “A Descendência do Homem” e “A Expressão da Emoção” falharam. A forma como Darwin lidou com os atributos humanos foi superficial e, ao comparar a humanidade com outras espécies, foi muitas vezes ingenuamente antropomórfico.

Grande parte do livro consiste de “divagações sem qualquer valor científico” (p. 105), enquanto outras partes só serviram para justificar estereótipos raciais. A abordagem de Darwin à seleção sexual, quando aplicada ao Homo sapiens, foi paternalista e patriarcal. A razão por que “A Descendência” foi uma produção tão inferior, Johnson observa, é que Darwin era um antropólogo fraco. Ele “não trouxe à sua observação dos seres humanos o mesmo cuidado, a objetividade, a notação aguda e a calma que sempre mostrou quando estudava as aves e criaturas do mar, insetos, plantas e animais. Ele precipitou-se em conclusões e deu crédito a historietas” (p. 29). O livro de Darwin “A Expressão das Emoções” não foi melhor: uma estranha coleção de extrapolações das reações de animais para as emoções humanas, aumentada com “fotos de histéricos, lunáticos, selvagens e outras interessantes imagens documentais” (p. 102).

Dois pontos importantes feitos por Johnson: primeiro, ele liga a teoria de Darwin aos aspectos mais inconvenientes do darwinismo social. Não é que Darwin seja pessoalmente responsável por isso, mas o livro propõe uma idéia que ganhou vida própria. Como Johnson coloca:

“A Origem” é um livro que, com total sucesso, incorpora uma ideia empolgante e teve um impacto devastador intelectual e emocional sobre a sociedade mundial. A palavra devastador é correta: destruiu muitas  suposições confortáveis, abrindo assim espaço para que novos conceitos e ideias surgissem  em quase todos os assuntos. Ele agiu como uma força da natureza em si, e até o final de janeiro de 1860, quando a segunda edição se esgotou, tinha ido muito além do controle de Darwin” [pp. 130-131].

A ideia de Darwin de vida emergente da atividade totalmente aleatória da seleção natural impulsionada por acaso e necessidade (enfatizando a criação doméstica como um exemplo primário e prova deste processo) abriu o caminho para a eugenia, esterilizações forçadas e até mesmo para a “higiene racial” da Alemanha nazista. Richard Weikart escreveu em profundidade sobre esses temas nos livros “From Darwin to Hitler” (De Darwin a Hitler) e Hitler’s Ethic (A Ética de Hitler), mas Johnson também aborda a influência do darwinismo social (direta ou indireta) sobre o pensamento de Mao Tse-tung, Stalin e Pol Pot, entre outros.

Quanto aos efeitos trágicos do darwinismo social na América, basta ler os comentários de Samuel J. Holmes em 1939 para verificar a influência da eugenia americana às vésperas da expansão nazista e sua conexão darwiniana. Harry Bruinius estimou que esterilizações forçadas de “inaptos” nos Estados Unidos durante os anos pré-Segunda Guerra Mundial podem ser modestamente estimadas em 65.000.  Harry Laughlin, nascido em Iowa, se tornaria o líder eugenista dos Estados Unidos, e seu entusiasmo pelo “melhoramento racial” foi igualado apenas por sua admiração pela Alemanha em perseguir este objetivo. Não foi por mero capricho que a Universidade de Heidelberg lhe concedeu um doutorado honorário por suas contribuições à “higiene racial” em 1936 (ver Bruinius, Better for All the World: The Secret History of Forced Sterilization and America’s Quest for Racial Purity – Melhor para Todo o Mundo: A História Secreta da Esterilização Forçada e Busca da América pela Pureza Racial).

Apologistas de Darwin podem externar reações indignadas, mas não podem refutar esses tristes fatos. Sua reação, no entanto, é esperada. Essa é a resposta de ideólogos quando confrontados com a exposição do evangelho de seu santo padroeiro favorito e de suas consequências. Para estes, a segunda “ofensa” de Johnson é objetar corretamente “ao entusiasmo dos fundamentalistas darwinistas, que ao longo das últimas décadas têm procurado dar a Darwin um status quase divino e atacar aqueles que o submetem, bem como seu trabalho, ao escrutínio crítico contínuo, o que é a essência da verdadeira ciência. Darwin foi o primeiro a admitir suas limitações, e. . . elas eram numerosas e, por vezes, importantes.” [p. 150].

Há no livro algumas falhas em relação a detalhes sobre Alfred Russel Wallace, à suposta oposição de Darwin a vacinação, entre outras, mas, apesar destes erros, os poderes analíticos de Johnson estão no seu melhor quando avalia o impacto da teoria de Darwin sobre a sociedade e, de fato, sobre o próprio Darwin. Discípulos de Darwin podem lamentar a conexão tanto quanto quiserem, mas o mundo materialista dirigido pelo acaso, inaugurado por seu herói de Down House, teve consequências humanas devastadoras. “No século XX,” Johnson conclui, “é provável que mais de 100 milhões de pessoas tenham sido mortas ou tenham morrido de fome como resultado de regimes totalitários infectados com variedades de darwinismo social” (p. 136).

Em um nível pessoal, a teoria da evolução que Darwin passou grande parte de sua vida promovendo – a sua “criança” –  pesou sobre ele nos últimos anos. O “gênio” de Darwin veio de seus poderes de observação, não da sua capacidade de pensar abstratamente e profundamente. Johnson observa que Darwin “deliberadamente fechou os olhos às últimas consequências de sua obra, em termos da condição humana e do propósito da vida ou da ausência deste propósito. Embora às vezes, em suas obras publicadas, ele colocasse uma frase reconfortante, suas opiniões privadas tendiam a ser sombrias” (pp. 144-145). Não é surpreendente que o seu “buldogue defensor” Thomas Henry Huxley também tivesse que lidar com a questão da moralidade numa natureza cega, sem propósito. O niilismo atormentou a ambos.

Os revisores que insistem que o trabalho de Johnson é “ridículo” (entre outros “elogios”) estão errados. É um livro que segue alguns estudiosos corajosos e excelentes como Jacques Barzun, Gertrude Himmelfarb, R. F. Baum, Stanley Jaki, Phillip Johnson e Benjamin Wikerem, os quais sugerem que a teoria da evolução de Darwin é construída sobre premissas questionáveis e teve um efeito deletério sobre cada sociedade que ela tenha tocado. Os fundamentalistas darwinianos não gostam de admitir isso, mas mais de 20 anos depois do lançamento de Darwin on Trial (Darwin no Banco dos Réus), do advogado Phillip Johnson, o questionamento incessante continua. Desta vez, um Johnson diferente examina a testemunha. “Darwin: Retrato de um Gênio” certamente recebeu este título em um espírito de ironia, mas ainda assim representa um resumo valioso e interessante para uma opinião minoritária em constante expansão.

O Professor Michael Flannery é autor de “Alfred Russel Wallace: Uma Vida Redescoberta” (Discovery Institute Press) e outros livros.

Fonte: EvolutionNews

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Livro do Mês: Mil Cairão ao Teu Lado

O Livro do Mês é Mil Cairão ao Teu Lado, de Susi Hasel Mundy & Maylan Schurch. Para participar do sorteio de um exemplar, siga @Ler_pra_crer no Twitter e dê RT nos tuítes de divulgação da promoção com o link: http://kingo.to/1bV9. O sorteio será no dia 5 de outubro. 

Diante das cenas dramáticas que retratam os anos sangrentos da segunda guerra mundial, um cristão é levado não apenas a se perguntar como agiria se tivesse tido a desventura de viver durante aqueles tempos difíceis, como também a refletir sobre as profecias que apontam para o ressurgimento da perseguição e da violência com motivação religiosa num futuro próximo – com contornos muito semelhantes à que foi perpetrada contra o povo judeu pelo sistema nazista. Mesmo não o tendo lido ainda por inteiro – apenas algumas poucas páginas esparsas, posso assegurar que este livro cumpre o propósito para o qual foi escrito: trazer encorajamento para o povo de Deus durante “o tempo do fim”. Veja a “sinopse” abaixo:

Franz Hasel, um pacifista de quarenta anos, foi convocado e enviado para a Companhia Pioneira 699, a tropa de elite de Hitler que construía pontes na linha de frente. Seus princípios religiosos não o tornavam bem-visto pelos superiores. Apelidado de “comedor de cenoura” e “leitor da Bíblia”, ele finalmente ganhou o respeito da sua unidade. Pouco antes de ser enviado para a Rússia – onde quase todos os 1.200 homens da sua unidade morreram – ele secretamente jogou fora a sua arma, com medo de que, sendo o melhor atirador da companhia, fosse tentado a matar na guerra. Na Rússia, enfrentou um novo problema: como advertir os judeus locais antes que as tropas nazistas os pegassem.

Enquanto isso, em casa, a esposa de Franz, Helene, e seus quatro filhos travavam suas próprias batalhas. Pressionada para filiar-se ao partido nazista, ela anunciou: “Pertenço ao partido de Jesus Cristo.” Correndo o risco de ter seus filhos levados, ela permaneceu firme em sua decisão.

As chances de sobrevivência? Muito pequenas. O único aliado? Deus.

Em poucos anos, eles passaram por inúmeros perigos de vida. Enquanto milhares ao redor morreram como vítimas dos horrores da guerra, eles foram carregados nas asas de anjos – algumas vezes literalmente. Esta é a história verdadeira e tocante de uma família que escolheu ser fiel a qualquer custo e encontrou refúgio na sombra do Todo-Poderoso.

 

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Livro do Mês: O Livro Amargo, de Denis Cruz

O Livro do Mês é O Livro Amargo, de Denis Cruz. Para participar do sorteio de um exemplar, basta seguir @Ler_pra_crer no Twitter e retuitar um ou mais tuítes com o link da promoção: http://kingo.to/186N. O sorteio será realizado dia 3 de julho (perfis fakes ou com características  excessivamente promocionais serão desconsiderados no sorteio).

Se o livro é uma novidade para você, reproduzo, a título de “apresentação”, o que a Fabiana Bertotti escreveu sobre ele no seu Cantinho:

Pense num livro bom! É este. Confesso que comecei a ler por pura simpatia ao escritor, mas ele logo me saiu da cabeça ao me comover com as histórias e dramas de Jerryl e Allice. Fala do passado sim, mas fala do presente sentimento de esperança que todos temos: esperança de amor, felicidade, fé plena de um momento grandioso que está prestes a acontecer. Se passa no século 19, e deste tempo traz o romantismo, os duelos e uma grande expectativa. Tem romance, tem conflito, tem mistério. Eu fui do riso às lágrimas e recomendo a todos. Não é só informação, não é só diversão, não é só leitura. Antes de tudo, é um grande espelho da esperança humana. O único defeito, na minha opinião, é não ter o dobro do tamanho. Acabei querendo mais. E uma dica: leia de uma vez só.

Uma entrevista com o Denis Cruz pode ser lida no site Criacionismo.

Mais detalhes sobre a obra e seu autor? Visite o blogue: denis-cruz.blogspot.com.br

Boa leitura!