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O Amor Pode Esperar

 Foge, também, dos desejos da mocidade. 2 Timóteo 2:22, ARC

 

Imagino que muitos de meus leitores sejam jovens solteiros, para quem, numa cultura de indulgência, o sexo pré-marital seja uma das maiores tentações. Se você leva a sério seu compromisso com Cristo, gostaria de fazer duas considerações. Primeira: você deve decidir com antecedência seu tipo de namoro. Se você deixar para decidir quando as emoções estiverem fora de controle, você já terá perdido a batalha. Segunda: lembre-se ainda de que estudos indicam que o sexo pré-marital aumenta consideravelmente a chance do sexo extraconjugal tanto para você como para o futuro cônjuge.

 Quais são os argumentos em geral usados para a defesa do sexo leviano?

“Todo mundo está fazendo.” Isso não é verdade. Mas, ainda que fosse, esse é um argumento precário. Suponhamos que 90% das pessoas desenvolvam úlceras. Deveria a Associação Médica reescrever os textos de medicina ou tentar persuadir os outros 10% de que úlcera é algo bom para a saúde?

“Sexo pré-marital foi aceito em muitas culturas. Assim, valores morais dependem da cultura.” O argumento é tão fraco como o anterior. Joseph Daniel Unwin, erudito inglês, estudou 80 civilizações dos últimos quatro mil anos. Ele impressionou-se com fato de que as escolhas sempre foram: promiscuidade sexual e declínio, ou disciplina sexual e criatividade. Segundo ele, qualquer sociedade é livre para escolher uma das alternativas, mas não há liberdade quanto aos resultados. A promiscuidade da década de 1960 está hoje cobrando um enorme preço das pessoas, famílias e governos.

 – “Sexo é uma necessidade como ar, água e alimento.” Você não pode viver sem ar, água e alimento. Mas, creia, você pode viver sem sexo. Respirar, beber e alimentar-se, usualmente, não ferem outras pessoas. Por outro lado, o sexo pré-marital é capaz de magoar profundamente e destruir vidas.

“Repressão sexual prejudica o psiquismo.” O sociólogo Herbert J. Miles, PhD, estudioso da sexualidade humana, indica que não há qualquer evidência séria de que a abstinência do sexo pré-marital seja prejudicial à vida emocional normal ou que seja perigoso para o sucesso no casamento. A verdade é precisamente o oposto. O sexo praticado de modo contrário à orientação divina deixa marcas físicas, emocionais e espirituais. “Fugi da prostituição.” 1 Coríntios 6:18, ARC.

Os argumentos em defesa do sexo descomprometido entre jovens são vários e, sem dúvida, têm exercido considerável impacto. Essa lógica distorcida tem três fortes aliados: (1) inexperiência e curiosidade da juventude, (2) força da propaganda e (3) o poder da inclinação sexual. Além dos argumentos discutidos acima, analise ainda o engano de outras teorias que tentam validar o sexo pré-marital:

 – “Muitas autoridades recomendam.” Escolha qualquer curso de conduta que você queira seguir e você encontrará “autoridades” para endossar sua escolha. Cada autoridade tem predisposições pessoais. É importante que você determine “quem” disse isso e “por quê”.

 – “Se você não transigir, há outros que o farão.” Se um candidato a ser seu companheiro de vida se utilizasse desse tipo de conversa, estaria automaticamente desqualificado. Ao vê-lo partir, você não terá perdido nada.

 – “Precisa-se experimentar o casamento para ver se há compatibilidade.” Esse é o argumento “experimente antes de comprar”. A questão é realmente simples: Como você pode testar o casamento se você não tem casamento? Como você vai testar o casamento num relacionamento em que faltam os elementos básicos do matrimônio: compromisso, determinação para se resolver as dificuldades e vontade incondicional? Na realidade, o namoro é uma fase de experiência em que o teste deve começar pela observação séria do caráter, da convivência familiar, da responsabilidade com a vida, do trabalho, entre outras responsabilidades. Se você fizer do sexo o “teste” para o casamento, estará escolhendo a base errada para uma construção dessa magnitude.

 – “Um simples papel não fará diferença.” Essa é a conversa de quem não quer compromisso sério. De fato, o que importa não é o “papel”, mas o que ele representa: compromisso, lealdade e determinação. O que aconteceria a um aluno que fosse apenas “ouvinte” ou “visitante” em algumas aulas na universidade? Com que determinação ele enfrentaria os exames, leituras, trabalhos, estágios e exigências? Na primeira dificuldade, estaria fora. Não há nada mágico no papel, mas a confiança, o respeito mútuo, a dedicação sem limites e a comunicação verdadeira são possíveis apenas em um ambiente de envolvimento. A cerimônia do casamento e o compromisso social e legal que estão envolvidos desenvolvem a disposição para um relacionamento exclusivo e duradouro.

 Lembre-se: o amor pode esperar, mas a concupiscência é impaciente.

Fonte: Amin A. Rodor (Encontros com Deus. Meditações Diárias, 2014)

 

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Sexo: a Verdade Nua e Crua

 
 
Josh McDowell é autor de muitos livros na área de apologética cristã e teologia, e muitos desses livros me ajudaram quando da minha transição do darwinismo para o criacionismo bíblico. Justamente por isso, fiquei surpreso quando um amigo me indicou o livro A Verdade Nua e Crua (CPAD), escrito por McDowell e Erin Davis. “Josh escrevendo sobre sexo?”, pensei, com certa estranheza. Claro que nada o impedia de escrever sobre isso, mas o que me deixou empolgado foi imaginar Josh usando toda a capacidade argumentativa dele para tratar de um tema dominado pelo relativismo e pela desinformação. Mais do que depressa, comprei o livro e li-o em poucas horas (sim, o livro é pequeno; tem apenas 150 páginas). Não me decepcionei. É apologética aplicada aos relacionamentos e à sexualidade, com informações consistentes e argumentos imbatíveis – a menos que o leitor persista na teimosia e resolva colher as consequências da atitude “nada a ver” assumida por muitos jovens. Mas, se você é mais sensato que isso e se preocupa com sua saúde espiritual, sexual, relacional e física, não deve deixar de ler o livro e colocar seus conselhos em prática.
 
Outro detalhe me deixou muito feliz ao conhecer A Verdade Nua e Crua: muitas das informações que ele traz sobre a neuroquímica cerebral relacionada com o sexo eu só havia encontrado num livro ainda não traduzido para o português (confira minha resenha aqui). Tá certo que Hooked (o ótimo livro a que me refiro) é ciência pura do começo ao fim e explica detalhadamente o funcionamento de neurotransmissores como a ocitocina, a vasopressina, a dopamina e a noradrenalina, mas o livro de Josh não deixa por menos, dispensa os detalhes que provavelmente cansariam o leitor “médio” e extrai a essência das pesquisas científicas. Enfim, traz o suficiente para convencer muitos céticos e gente que anda em cima do muro, quando o assunto é sexo.
 
A Verdade Nua e Crua tem 39 capítulos que, na verdade, são respostas breves a perguntas relacionadas a amor, sexo e relacionamento. Logo de início, os autores afirmam que “o mundo reconhece que há fortes razões para se abster do sexo, mas Deus não nos chama apenas à abstinência. Ele nos chama à pureza. […] [E] pureza é uma virtude. Não é simplesmente a escolha de evitar o sexo. É um compromisso de viver de acordo com o projeto de Deus. Pureza significa dizer não ao sexo, mas só para que você possa experimentá-lo no relacionamento de amor conjugal que Deus criou” (p. 15, 16).
 
No capítulo 2, os autores procuram mostrar que a Bíblia tem uma visão positiva do sexo. Citam Provérbios 5:19, em que Salomão fala sobre um encontro físico que satisfaz e inebria; citam também o livro de Cantares, repleto de descrições sensuais de cenas de amor entre um homem e uma mulher; e Paulo, que recomenda o sexo com frequência entre pessoas casadas. Assim, “os versículos que costumam retratar o sexo sob um aspecto negativo de fato não são sobre sexo. Estão relacionados ao mau uso do sexo fora do projeto de Deus. […] Deus não é contra o sexo. Ele é tão a favor disso que deseja que todo homem e toda mulher experimentem o sexo de acordo com Seu projeto original” (p. 18, 19).
 
No capítulo 3, os autores falam do “hormônio do amor”, a ocitocina, neurotransmissor liberado pelo cérebro durante o ato sexual e/ou intimidades físicas, e que produz sentimentos de empatia, confiança e profunda afeição. “O propósito é criar um profundo laço ou vínculo humano”, explicam. “Mas há um detalhe”, completam. “Pesquisas provam que o projeto de Deus para a intimidade alcança seu melhor entre marido e mulher, sem outros parceiros sexuais.”
 
Exemplo citado pelos autores: um levantamento da Universidade de Chicago revelou que casais monogâmicos casados registram os níveis mais altos de satisfação sexual. Segundo o levantamento, 87% de todos os casais monogâmicos casados relataram que são “extremamente” ou “muito” satisfeitos com seu relacionamento sexual, e 85% se declararam “extremamente” ou “muito” satisfeitos emocionalmente. “Em outras palavras, a ocitocina está fluindo no cérebro de muitos casais casados!” (p. 22). Josh e Erin destacam ainda que os menos satisfeitos física e emocionalmente são os solteiros e casados que têm vários parceiros sexuais. “Quando esperamos até o casamento para fazer sexo, estabelecemos um nível de intimidade inigualável” (p. 22). Talvez por isso o número de separações seja maior entre casais cujas mulheres tiveram vida sexual ativa antes do matrimônio.
 
Conclusão do capítulo: “Mulheres que iniciam precocemente a atividade sexual e aquelas que têm vários parceiros são menos satisfeitas na vida sexual do que as mulheres que se casam com pouca ou nenhuma experiência sexual. O jornal USA Today chamou essa pesquisa de ‘vingança das senhoras da igreja’” (p. 23).
 
O órgão sexual mais poderoso
 
No capítulo 6, Josh e Erin falam um pouco mais do órgão sexual mais poderoso, o cérebro. Segundo eles (baseados em amplas pesquisas), o “cérebro não se torna automatizado para fazer escolhas rápidas e prudentes sobre sexo até que você esteja na faixa dos vinte anos. Neurocientistas descobriram que o cérebro de adolescentes ainda estão amadurecendo em outras áreas também. Uma das últimas partes do nosso cérebro a amadurecer é o sistema responsável por juízos sensatos e [por] acalmar emoções descontroladas. É chamada de córtex pré-frontal. […] O sistema límbico [local em que ficam as emoções brutas] lida com urgências e desejos. Só o córtex pré-frontal é capaz de fazer escolhas coerentes com base em consequências futuras. Pense sobre isso desta forma: se o sistema límbico é um leão faminto, o córtex pré-frontal é um domador de leões bem treinado” (p. 33, 34).
 
Os autores reafirmam que “a mudança de funcionamento do sistema límbico para o córtex pré-frontal não costuma estar completa até os 25 anos […], mas jovens nesse estágio de desenvolvimento estão tomando decisões sobre sexo que terão consequências para o resto de suas vidas. […] [Não é à toa] que quase dois terços dos estudantes sexualmente ativos gostariam de ter esperado” (p. 34).
 
Essa informação mostra que os adolescentes precisam do aconselhamento de adultos nos quais eles possam confiar. E quando esses adultos devem ter se mostrado dignos dessa confiança? Exatamente na infância desses adolescentes. Família é tudo!
 
A mídia, de modo geral, não está nem aí para essas coisas (como também não está para os riscos do álcool, por exemplo). Fala apenas em “sexo seguro” com preservativos (Josh voltará a esse assunto mais à frente). Mas “ninguém desenvolveu um preservativo para a mente. Só Deus é capaz de proteger nosso órgão sexual mais poderoso até que tenhamos aquele relacionamento no qual somos capazes de desfrutar plenamente os prazeres mentais, emocionais e físicos que o sexo pode dar” (p. 35).
 
No capítulo 7, os autores aprofundam o tema da neuroquímica. Eles explicam que “o cérebro feminino recebe altas doses de ocitocina sempre que há toque e abraços. A vasopressina é um hormônio que faz a mesma coisa no cérebro masculino [isso é tratado em profundidade em Hooked]. No contexto de um relacionamento de amor e compromisso, o cérebro libera níveis crescentes de ocitocina e vasopressina para manter a segurança dos laços emocionais. Deus projetou nosso corpo para reagir fisicamente à intimidade em longo prazo, e essa resposta acontece no cérebro [permita-me um testemunho: depois de 15 anos de casados, minha esposa e eu experimentamos muito mais intimidade hoje do que antes; cada ano que passa o casamento fica mais gostoso]. Quando trocamos de parceiros continuamente, os níveis de ocitocina diminuem e o cérebro não funciona como esperado na liberação de ocitocina. Atividade sexual promíscua gasta a produção de vasopressina no cérebro masculino, tornando os homens insensíveis ao risco de relacionamentos de curto prazo. Sexo casual, sem compromisso, pode mudar seu cérebro literalmente no sentido químico” (p. 37). Ou seja, pessoas que não se preservam para o casamento ou que mantêm múltiplos relacionamentos prévios (“ficam”) estão prejudicando o futuro relacionamento com a pessoa com quem decidirão passar o resto da vida.
 
No contexto da química cerebral relacionada ao sexo, além da ocitocina e da vasopressina, há também o hormônio do “bem-estar” chamado dopamina (depois a gente fala da noradrenalina). “Se a ocitocina é a substância que nos diz que estamos apaixonados, a dopamina diz: ‘Preciso de mais!’ Pesquisadores detectaram níveis elevados de dopamina no cérebro de casais recém-apaixonados. A dopamina estimula o desejo provocando uma torrente de prazer no cérebro” (p. 37).
 
Só que a dopamina é “neutra”. Ela é liberada, independentemente de a causa ser construtiva/correta ou destrutiva/incorreta. Ela age como uma droga e o cérebro sempre vai pedir mais. Daí por que Salomão fala em “embriaguez” com a esposa (Pv 5:19). Se o sexo for praticado unicamente com o cônjuge, o(a) companheiro(a) fica literalmente “viciado” no cônjuge. Mas e se não for?
 
Josh e Erin explicam: “Cada vez que você passa para outro relacionamento, precisa ter um pouco mais de contato sexual a fim de satisfazer o desejo do seu cérebro por dopamina [motivo pelo qual geralmente em um novo relacionamento as intimidades partirão de onde foram interrompidas no relacionamento anterior], e o efeito dos laços emocionais começa a se desestabilizar. Além disso, pelo fato de a dopamina provocar uma intensa sensação de prazer, casais sexualmente ativos com frequência substituem os sentimentos de afeição por essa sensação de excitação. Seus relacionamentos se deterioram rapidamente quando começam a buscar mais dopamina em vez de verdadeira intimidade” (p. 37, 38).
 
Assim, vale a pena esperar e se preservar porque, “quando o sexo é reservado para o casamento, nosso cérebro ainda recebe doses de substâncias neuroquímicas que tornam o sexo tão excitante, e nosso cérebro pode, então, processar essas substâncias [ocitocina, vasopressina e dopamina] de maneira a promover relacionamentos e reações saudáveis” (p. 38).
 
Lembra-se da noradrenalina? Se a ocitocina e a vasopressina são “substâncias do amor” e a dopamina do prazer, a noradrenalina é a “substância da memória”. Quando experimentamos algo muito emocional e sensorial, a noradrenalina é liberada pelo cérebro e fixa essa recordação na memória. “Como os encontros sexuais são bastante emocionais e sensoriais, seu cérebro responde com uma dose dessa substância e fixa cada experiência em sua mente”, explicam os autores. E afirmam ainda que, “quando não esperamos até o casamento para fazer sexo, trazemos mentalmente nossos outros parceiros sexuais para o leito conjugal” (p. 39), tornando difícil obedecer à recomendação de Hebreus 13:4.
 
O perigo real das DSTs
 
Os capítulos 8 a 18 tratam de um tema delicado e extremamente preocupante: o aumento da incidência das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e suas consequências devastadoras. É para assustar mesmo, porque a mídia popular – mais uma vez – tenta colocar panos quentes sobre um tema grave, com a desculpa de que as pessoas têm mais é que “curtir” a vida. Filmes, novelas, livros e revistas ensinam um estilo de vida desregrado e glamourizam isso, sem mostrar o que acontece depois, com uma frequência muito acima do que as campanhas pelo “sexo seguro” estão dispostas a admitir.
 
Vamos aos fatos: “Nos anos 1960, médicos tratavam de duas principais DSTs – sífilis e gonorreia. Essas duas doenças podiam ser curadas com uma vacina. Hoje, os médicos reconhecem 25 DSTs principais, das quais 19 não têm cura. Nos anos 1960, um em cada 60 adolescentes sexualmente ativos contraia uma DST. Por volta dos anos 1970, esse número passou para um em cada 47. Hoje, um em cada quatro adolescentes sexualmente ativos está infectado” (p. 40). É isto mesmo o que você leu: um em cada quatro! E mais: “Em dois anos a partir de sua primeira relação sexual, metade dos adolescentes são infectados com pelo menos um das três DSTs comuns” (p. 40).
 
A DST mais comum é o HPV, ou papiloma vírus humano, transmitido facilmente e nem sempre evitado por preservativos. O dado estarrecedor é que 80% por cento de todas as mulheres terão HPV quando estiverem com 50 anos e 70% dos homens envolvidos sexualmente contraem HPV. Nos últimos cinco anos, o HPV matou mais mulheres do que a aids, geralmente em decorrência do câncer do colo uterino – e o número de mortes causadas por esse tipo de câncer tem aumentado assustadoramente entre mulheres jovens. Além disso, estima-se que 30 a 40% dos partos prematuros e mortes de bebês resultam de DSTs. “Se você escolher fazer sexo fora do casamento durante a adolescência, seu risco de infecção é de pelo menos 25% a cada ano. Se tivesse pelo menos uma chance em quatro de ser atingido por um raio, ninguém sairia durante uma tempestade” (p. 62). Sexo seguro?
 
No capítulo 11 são apresentadas correlações entre DSTs e adolescência, isso porque dois terços de todas as DSTs ocorrem com pessoas abaixo dos 25 anos; de cada cinco norte-americanos com HIV, três foram infectados na adolescência; os adolescentes são dez vezes mais suscetíveis do que adultos à doença inflamatória pélvica (DIP); em 2005, 50% dos casos de clamídia era em adolescentes; em 2002, a gonorreia era doença infecciosa mais registrada entre pessoas de 15 a 24 anos.
 
Mas por que os adolescentes são tão suscetíveis às DSTs? Para Josh e Erin (baseados em pesquisas), são duas as respostas: biologia e comportamento.
 
As razões biológicas para a alta susceptibilidade dos jovens em relação às DSTs estão relacionadas especialmente às mulheres. “No revestimento do colo uterino, uma jovem tem grande quantidade de células chamadas ‘células colunares’. Essas células estão expostas ao longo de todo o revestimento do colo uterino. À medida que a jovem cresce, essas células colunares são cobertas por células epiteliais escamosas. Essas células começam a formar camadas e, por fim, cobrem completamente as células colunares. Mas esse processo não está completo até que a mulher esteja em torno dos 25 anos” (p. 50, 51). Mas qual é o problema? Este: as células colunares são muito receptivas (como uma esponja) e qualquer doença que entrar em contato com elas acabará se fixando ali (as células colunares são mais de 80% mais receptivas a infecções do que as células epiteliais escamosas).
 
Assim, “uma garota de 15 anos tem uma em oito chances de desenvolver doença inflamatória pélvica (DIP) simplesmente fazendo sexo, ao passo que uma mulher de 24 anos tem apenas uma chance em oitenta na mesma situação. […] Em geral, uma adolescente é 80% mais vulnerável a contrair DST do que alguém acima dos 25 anos” (p. 50, 51). E, para piorar, as adolescentes tendem a escolher parceiros sexuais mais velhos que, teoricamente, tiveram outras experiências sexuais com mais probabilidade de estar infectados (mais de 87% dos casos de DSTs não apresentam sintomas).
 
Pelo que se pode ver, a mulher frequentemente sai em maior desvantagem quando o assunto é sexo promíscuo. Ela deveria, portanto, ser mais firme e dizer não, levando em conta tudo o que está em jogo, no presente e no futuro. E o homem com H maiúsculo também deve dizer não, a fim de proteger a pessoa a quem ama (mesmo que ainda nem conheça essa pessoa).
 
Josh e Erin apontam uma “coincidência” interessante: as mudanças no colo do útero de uma mulher acontecem na mesma fase da vida em que o cérebro passa do sistema límbico (emoções brutas) para o córtex pré-frontal (tomada de decisões morais). “Está claro que Deus nos preparou para o máximo do sexo quando esperamos pelo seu tempo” (p. 51), concluem.
 
Além de a suposta proteção dos preservativos ser isto mesmo: suposta (já que eles não protegem assim tão eficazmente contra as DSTs), “não há um preservativo ou anticoncepcional no mercado que possa protegê-lo da influência do sexo em seu corpo, cérebro ou coração. Deus deseja nos dar segurança verdadeira com Seu projeto sem sexo fora do casamento. Somente o plano divino para sua vida sexual oferece 100% de proteção. […] Abstinência antes do casamento e fidelidade durante o casamento são as únicas formas de garantir que você não será infectado por uma DST” (p. 55, 70).
 
O ex-cirurgião geral Everett Koop disse para Josh: “Você precisa adverti-los [os jovens] de que [a promiscuidade entre adolescentes] é algo assustador. Hoje, se você mantiver relações sexuais com uma mulher, não está se relacionando apenas com ela, mas com cada pessoa com quem essa mulher possa ter mantido relações sexuais nos últimos dez anos [muitas DSTs podem ficar incubadas por esse tempo], e com todas as pessoas com quem elas se relacionaram” (p. 86).
 
Por isso, embora isso pareça fora de moda, os pais devem orientar seus filhos a não namorar muito cedo. “Pesquisas provam que quanto mais cedo os jovens começam a namorar, mais são propensos a se tornarem sexualmente ativos” (p. 117). Veja só:
 
– Entre os que começam a namorar aos 12 anos, 91% fizeram sexo antes de concluir o ensino médio.
 
– Dos que retardaram o namoro até os 15 anos, 40% perderam a virgindade no ensino médio.
 
– Dos que esperaram até os 16 anos para começar a namorar, apenas 20% fizeram sexo antes da graduação.
 
No capítulo 13, os autores mencionam duas histórias tristes e representativas. Uma delas é a da menina que foi sexualmente ativa durante o ensino médio. Ela nunca apresentou sintomas de DST e nunca fez exames. Vários anos depois, encontrou o homem dos sonhos dela. Eles se casaram e tentaram começar uma família, mas ela não conseguia engravidar. Quando foi ao médico, a mulher descobriu que tinha DIP, causada por clamídia. Ela teve que voltar para casa e contar para o marido que eles nunca teriam filhos.
 
A outra história é de um rapaz que perdeu a virgindade aos 15 anos com uma garota a quem pensava amar. Dez anos mais tarde, ele aprendeu o que é o verdadeiro amor ao encontrar a mulher de sua vida e se casar com ela. Ela se casou virgem. Após vários anos de casados, a esposa descobriu que estava com câncer de colo do útero, provavelmente causado pelo HPV que o marido lhe havia transmitido sem saber. Embora ela tenha escolhido esperar, foi forçada a pagar um alto preço porque ele não esperou.
 
Quer se proteger e a quem você vai amar pelo resto da vida? Não pratique sexo antes do casamento. Espere por ele/ela. Depois de casado, vocês terão muitos anos de vida sexual ativa e de sexo realmente seguro, puro e intenso. Espere mais um pouco.
 
Saúde mental e pornografia
 
Como se não bastasse o perigo alarmante das DSTs, há também os riscos do sexo não marital para a saúde mental. E é sobre isso que Josh e Erin falam no capítulo 19, com mais dados impressionantes como estes:
 
– Adolescentes sexualmente ativas são 300% mais propensas a cometer suicídio do que adolescentes virgens.
 
– Meninos sexualmente ativos na adolescência são 700% mais propensos ao suicídio do que os rapazes que esperam.
 
– Mais de 25% das meninas sexualmente ativas entre 14 e 17 anos disseram que se sentem deprimidas, comparadas a 7,7% das virgens.
 
– Aproximadamente dois terços dos adolescentes que fizeram sexo dizem que desejariam ter esperado. “A culpa de ter cedido algo que não pode ser recuperado pode durar mais do que qualquer outra consequência” (p. 75).
 
A Dra. Freda McKissic Bush, do Medical Institute for Sexual Health, citada por Josh e Erin, diz que “com quanto mais pessoas você mantiver relações [sexuais], mais dificuldade terá para formar relacionamentos saudáveis no futuro, quando estiver pronto para estar com uma só pessoa” (p. 74).
 
Vale ou não a pena esperar? “O sexo após o casamento equivale à segurança. O sexo fora do casamento leva à insegurança, culpa, vergonha, depressão, desespero e sofrimento. […] Todos os que praticam o sexo antes do casamento estão roubando de seu futuro cônjuge uma área singular de crescimento juntos como casal” (p. 75, 91).
 
Sobre a pornografia (assunto tratado no capítulo 37), os autores comentam que o prazer gerado pela contemplação de imagens pornográficas também está relacionado com a dopamina, o que acaba viciando as pessoas e fazendo com elas se tornem dependentes de mais “doses” para obter prazer. A noradrenalina agirá “prendendo” as imagens no cérebro, o que também causará problemas no relacionamento sexual com o cônjuge.
 
Assim, desde cedo é preciso haver cuidado com a exposição a imagens de conteúdo sexual. “Pesquisadores […] observaram que adolescentes expostos a muito conteúdo sexual na TV […] são duas vezes mais propensos a fazer sexo no ano seguinte do que os expostos a pouco conteúdo [dessa natureza]” […], e que “a pornografia […] induz os jovens a buscar experiências sexuais” (p. 129).
 
Resumo de todos os males: “Sexo fora do casamento expõe as pessoas a doenças; coloca-as em risco de ter filhos sem se casar; afeta de modo negativo sua capacidade de criar vínculos; e pode levar à depressão, insegurança e aumento da tendência ao suicídio. Monogamia mútua no contexto do casamento lhe dá a liberdade para desfrutar dos prazeres do sexo sem nenhuma das consequências citadas” (p. 96). Você quer livre ou escravo? Feliz ou infeliz? A escolha é sua.
 
Errei, e agora?
 
A Bíblia diz que “tudo [Deus] fez formoso em seu tempo” (Ec 3:11, grifo meu). Mas, e se você se adiantou e fez antes do tempo o que deveria ter esperado para desfrutar somente no contexto matrimonial? E se você nasceu num ambiente desfavorável e somente conheceu os princípios bíblicos depois de ter cometido erros e caído em pecado? Não há mais esperança para você? A fixação de memórias pela noradrenalina é um mal inapagável? Graças a Deus, não.
 
Em João 1:9, lemos: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (grifo meu). O primeiro passo, portanto, consiste em admitir que sua atividade sexual antes e fora do casamento é pecado. Não se trata de um “erro” ou um “deslize”. Não. É pecado. Depois é só confessar a Deus e pedir de coração a purificação.
 
Em 2 Coríntios 5:17, lemos: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (grifo meu). Quando aceita Jesus como Salvador, a pessoa renasce e deixa para trás as “coisas velhas”. Ela pode dizer como Paulo: “Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo” (Fp 3:13, 14). Claro que algumas consequências do comportamento irresponsável podem acompanhar você por toda a vida – uma doença, a esterilidade ou mesmo um filho –, mas o perdão e a purificação lhe são garantidos por Deus.
 
“Nossa cultura [evolucionista] ensina que o homem não é diferente dos animais no sentido de que o sexo é uma necessidade que precisamos satisfazer. A fim de seguir rumo à libertação do pecado sexual, é preciso entender que você não é um animal. Você foi feito à imagem de Deus (Gn 1:26), logo seu desejo por sexo não é como a experiência dos animais. Sua maior necessidade é por um relacionamento de intimidade com Deus. Essa é uma importante verdade. Se você tem procurado o sexo em vez de Deus para satisfazer sua maior necessidade, é provável que tenha enfrentado derrotas, porque está tentando suprir uma necessidade espiritual com um prazer físico. […] Peça que Ele satisfaça os anseios do seu coração” (p. 136).
 
Leia A Verdade Nua e Crua e coloque em prática seus conselhos. Seu presente e seu futuro agradecem.
 
 
Nota: A edição em língua portuguesa de The Bare Facts, publicada pela CPAD, tem apenas um defeito: os editores se esqueceram de colocar as referências do livro. Como os autores mencionam muitas pesquisas e publicações importantes, úteis para os leitores que queiram aprofundar seus conhecimentos, esse lapso acaba sendo “grave”, infelizmente. Já comuniquei a editora sobre isso e espero que numa futura edição o problema seja resolvido.[MB]
 
Fonte:  Michelson Borges (Criacionismo)
 
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A Realidade sobre o Fragmento Copta “Esposa de Jesus”: Fatos, Probabilidades e Possibilidades

Houve um grande alvoroço em torno do fragmento copta recém-descoberto, ou melhor, recentemente anunciado, que fala de Jesus como sendo casado.

[…] Mas, no final das contas, o que temos de concreto?

Seguem alguns fatos, algumas probabilidades e algumas possibilidades.

Os Fatos

1. A professora Karen King, da Harvard Divinity School, apresentou um trabalho na Associação Internacional de Estudos Coptas em Roma, na terça-feira, 18 de setembro, tornando público um fragmento de papiro que afirmava explicitamente que Jesus tinha uma esposa. Ela teve acesso a esse fragmento por meio de um proprietário anônimo, que lhe deu permissão para publicar o texto.
2. O fragmento está escrito em copta saídico,  uma língua antiga que tem raízes no século III d.C. O saídico é o dialeto mais antigo da língua copta.
3. O papiro foi usado como um meio de escrita até o século VII; por isso, se autêntico, este fragmento deve ser datado entre o terceiro e sétimo século d.C.
4. Ele menciona especificamente ‘Jesus’ pelo nome duas vezes, e faz isso de uma forma a indicar que a referência é, de fato, a Jesus de Nazaré. Isso é evidente pelo fato de que o nome  ‘Jesus’ é escrito como um nomen sacro – ou  nome sagrado – à maneira de todos os manuscritos gregos do Novo Testamento, como uma abreviatura. Na segunda linha, do lado direito e abaixo, no meio da quarta linha, vemos o que parece ser “IC” em letras maiúsculas. Estas são as letras iota e sigma. Há uma linha acima das letras, indicando um nome sagrado. Esta linha supralinear indica que o leitor não deve interpretar isso como uma palavra, mas sim como uma abreviatura. Essa era a prática em cerca de 15 palavras diferentes nos manuscritos do NT, sendo  ‘Jesus’ uma das primeiras palavras abreviadas dessa maneira.
5. O fragmento é um retângulo bastante claro, com falta de texto em todos os quatro lados. A parte superior do fragmento parece cortado de maneira especialmente clara, sendo quase uma linha reta. Isto é bastante atípico para papiros antigos e pode ter implicações na forma como devemos analisá-lo.
6. Jesus definitivamente diz “minha esposa” no fragmento. Ele também diz: “Minha mãe me deu a vida” e “ela será capaz de ser meu discípulo.” O antecedente de “ela” não é claro, mas provavelmente se refere à  “esposa” mencionada na seção anterior.
7. Embora a professora King tenha dado ao fragmento o nome de “O Evangelho da esposa de Jesus”, isso é intencionalmente provocativo. Simplesmente não há material suficiente (oito linhas no anverso, algumas palavras visíveis no verso) para chamá-lo de alguma forma um evangelho, e muito menos o evangelho da esposa de Jesus! Seria mais correto chamá-lo de “O Fragmento sobre relações de Jesus” (por isso o comentário anônimo postado no site da Tyndale House [Cambridge], na quarta-feira, setembro 19, 2012), já que não há provas de que ele é um evangelho e pelo menos dois membros da família são mencionados (a esposa de Jesus e a mãe de Jesus).
8. A escrita não é nem literária (feita por um escriba profissional) nem mesmo documentária. Nem sequer parece ter sido feita com um stylus (estilete ou “caneta”), já que é muito grosseira. Em vez disso, parece ter sido “pincelada”. Exemplos paralelos disso não são facilmente encontrados nos escritos coptas de qualquer período.
9. Será que este fragmento prova que Jesus foi casado? A resposta é um enfático não. No máximo, ele só pode nos dizer o que um grupo de “cristãos” (entre aspas) no meio do século II pensava. Mas não diz nada sobre a história verdadeira, sobre Jesus de Nazaré.
10. O fragmento tem semelhanças com o Evangelho de Tomé (apócrifo), que a maioria dos estudiosos data como sendo de meados do século II. A citação do Evangelho de Tomé, 114, é especialmente parecida com partes do texto do fragmento, o mesmo ocorrendo com outra seção do mesmo evangelho (101).  Evangelho de Tomé, 101: “Minha mãe me deu a vida verdadeira”; fragmento, anverso, linha 1: “Minha mãe me deu a vida”. Evangelho de Tomé,  114: “Simão Pedro disse-lhes:” Que Maria saia de nosso meio, pois as mulheres não são dignas da Vida “; fragmento, anverso, linha 3: “Maria é digna dela”. Mas o que deve ser mantido em mente é que no Evangelho de Tomé, 114, Jesus continua: “Eis que vou guiá-la para fazê-la macho, para que ela se torne também espírito vivo semelhante a vós, machos.”  O que quer que isto signifique, é pouco provável que seja um endosso de casamento ou até mesmo de mulheres como mulheres. A afirmação do Evangelho de Tomé, 114, é, na verdade, uma declaração politicamente incorreta que ninguém deve abraçar hoje como representando a verdadeira fé cristã.
11. A proveniência, a história e a propriedade do fragmento são desconhecidas. Isso cria uma boa dose de desconfiança por parte da comunidade acadêmica quanto à sua autenticidade.

12. Segue o que diz o texto (as lacunas indicadas com colchetes):

Anverso:
 
1. “não [para] mim. Minha mãe me deu a vi[da…”
2. os discípulos disseram a Jesus: “[
3. negar. Maria é digna de… [alguns sugerem que o correto seria: “Maria não é digna de…]”
4. …” Jesus disse a eles: “Minha esposa… [
5. …ela  será capaz de se tornar um discípulo… [
6. Deixe os iníquos incharem… [
7. Quanto a mim, eu moro com ela de modo que… [
8. uma imagem [
 
Verso:
 
1. minha mã[e
2. três [
3. … [
4. Diante do qual …
5. traços de tinta ilegíveis
6. traços de tinta ilegíveis

13. Embora Maria (Madalena) seja mencionada na linha 3 e Jesus fale de “minha esposa” na linha 4, devido à  natureza fragmentada do Manuscrito não se pode determinar positivamente que Jesus está dizendo que Maria era sua esposa. Esta é uma inferência, e uma inferência provável, mas sem provas. A prova está nas porções de texto que ou não foram preservadas ou, mais provavelmente, foram cortadas por um revendedor moderno. As razões por que foram cortadas continua sendo uma questão especulativa (veja abaixo).

As probabilidades

1. Os quatro lados do fragmento sugerem que ele foi cortado desta forma, em tempos modernos, provavelmente pelo revendedor do fragmento, a fim de obter mais dinheiro de vários fragmentos recortados da mesma forma. Esta é a conclusão  a que chegou Roger Bagnall, da Universidade de Nova York. Mas isso levanta a questão: Foi este fragmento cortado por causa do resto do texto, que poderia dar um contexto em que a frase polêmica que fala da esposa de Jesus teria outro sentido que não o de  uma mulher literal? Dirk Jongkind da Universidade de Cambridge usou esta analogia como uma possibilidade: “Nós todos temos nossos exemplos favoritos daqueles sedutores anúncios publicitários da perfeita casa de férias, aqueles que conseguem fazer desaparecer aquela refinaria de petróleo no horizonte, as linhas de alta tensão, ou a rodovia que passa atrás da propriedade. Aqui temos um fragmento que foi deliberadamente alterado, ‘muito provavelmente’ por um revendedor moderno buscando maximizar o lucro, ao esconder ‘alguma coisa’.  E esta ‘coisa’ poderia muito bem estar para o fragmento como a refinaria de petróleo está para o anúncio:  pode ser um detalhe que afetava o valor deste fragmento negativamente. O fragmento pode ter sido recortado na forma como está agora a fim de induzir o leitor a uma determinada interpretação.” (postado no site The Evangelical Textual Criticism na quinta-feira, 20 de setembro de 2012).

2. A data atribuída ao papiro – século IV –  é em grande parte um palpite. Manuscritos coptas são notoriamente difíceis de datar. Roger Bagnall, da Universidade de Nova York, e AnneMarie Luijendijk, da Universidade de Princeton, têm defendido essa data e a autenticidade do documento. Scott Carroll, da Universidade de Oxford, data-o como sendo da primeira metade do século V, se se tratar de documento autêntico. Tem-se falado sobre o uso de carbono-14 para datar o fragmento com mais precisão, mas como o procedimento destruiria parte do texto, isso tem sido desencorajado.

No entanto, existe um método relativamente novo para datar manuscritos que é não-destrutivo. E não vi qualquer discussão sobre isso nos relatórios. Desenvolvido pelo Dr. Marvin Rowe, da A & M University, e seu assistente de doutorado, o professor Karen Steelman, o método utiliza uma câmara de plasma que não danifica o artefato. (Veja: Marvin W. Rowe and Karen L. Steelman, “Non-destructive 14C Dating: Plasma-Chemistry and Supercritical Fluid Extraction,” March 2010, ACS National Meeting 2010.)  Então, seria de fato possível obter uma data segura para este fragmento sem destruir nenhuma parte do texto. Seria interessante ver se a professora King e o proprietário anônimo permitiriam a utilização desse método para obter uma melhor correção na data e, especialmente, para dissipar quaisquer sugestões de inautenticidade.

3. Karen King disse que embora o fragmento seja do século IV, o texto é mais provavelmente de meados do século II, com base em idéias semelhantes que circulavam em textos gnósticos e outros. Mas isso é difícil de avaliar, especialmente porque quase nenhum contexto é dado para as palavras de Jesus, e nada se sabe sobre a origem do fragmento ou que outros manuscritos foram encontrados com ele.

As possibilidades

1. O manuscrito é uma farsa. O Dr. Christian Askeland, presente na conferência da Associação Internacional de Estudos Coptas em Roma, observou que cerca de dois terços dos participantes estavam muito céticos em relação a autenticidade do papiro, enquanto um terço estava “essencialmente convencido de que o fragmento é uma farsa.” Askeland disse não ter encontrado ninguém na conferência que considerasse o fragmento autêntico (publicado no site da crítica textual evangélica na quarta-feira, 19 de setembro, 2012). Isso presumivelmente não inclui a Professora King. Um relativo número de notáveis coptologistas julgaram-no um documento falso ou expressaram fortes reservas, incluindo Alin Suciu, da Universidade de Hamburgo, Stephen Emmel, da Universidade de Münster, Wolf-Peter Funk, da Universitade de Laval, em Quebec, Sadak Hany, Diretor-geral do Museu Copta do Cairo, Carroll Scott, bolsista sênior do Grupo de Pesquisa de Manuscritos, de Oxford, e David Gill, da Universidade de Suffolk.

2. Se o manuscrito for autêntico, o texto pode ser ou  a) não gnóstico, uma vez que contradiz a visão gnóstica básica do mundo material; b) gnóstico, embora com uma outra interpretação do casamento que não a ligação física entre um homem e uma mulher (no apócrifo Evangelho de Filipe, “a relação entre Jesus e Maria [Madalena] é uma alegoria da reunião da alma com Deus na câmara nupcial, isto é, a salvação”; o mesmo ocorre em outro apócrifo, o Evangelho de Maria [Simon Gathercole, da Universidade de Cambridge, em entrevista no site da Tyndale House/Cambridge, na quarta-feira, 19 de setembro de 2012]); c) ortodoxo, mas metaforicamente referindo-se à igreja como a esposa de Jesus (uma visão já afirmada no Novo Testamento – implícita em Efésios 5:23-27 e explícita em Apocalipse 19:7); d) proveniente de um grupo “cristão” derivado, que oferecia alguma reação contra o ascetismo crescente de ortodoxos no final do século II, quando o casamento foi um pouco mal visto, ou e) parabólico ou metafórico, com algum outro referente em mente.

3. Nem mesmo a professora King sugere que este fragmento significa que Jesus tivesse uma esposa (e King não é conhecida por suas posições conservadoras!): “Sua possível data de composição, na segunda metade do século II, argumenta contra o seu valor como evidência para a vida do Jesus histórico.” Se o fragmento remonta à tradição do segundo século, devemos ter em mente que há um mundo de diferença entre o Cristianismo apostólico do primeiro século e os vários grupos que se levantaram após esse período inicial.

Fonte: Daniel Wallace   – Daniel Wallace  é professor de Estudos do Novo Testamento no Dallas Theological Seminary e Diretor Executivo do Center for the Study of New Testament Manuscripts.
 
 
 
 
 
 
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10 Razões Porque Alguns Casamentos Fracassam

1.Você escolhe a pessoa errada porque espera que ele/ela mude depois do casamento.
O erro clássico. A regra de ouro é: Se você não pode ser feliz com a pessoa como ela é agora, não se case. “Na verdade, pode-se esperar que alguém mude depois de casado… mudará para pior!”
Jeremias 13.23 “Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.”
Portanto, quando se trata da espiritualidade, caráter, higiene pessoal, habilidade de se comunicar e hábitos pessoais de outra pessoa, capacidade de relacionamento, assegure-se de que pode viver com estes como são agora, ou então trate de ajudar seu futuro cônjuge, se você tem certeza que esse é o reservado por Deus para você e veja se há disponibilidade para mudanças, e alegria em fazê-las.

2. Você escolhe a pessoa errada porque se preocupa mais com a paixão que com o caráter.
A paixão acende o fogo, mas o bom caráter prepara e o mantém aceso. Esteja consciente da síndrome “Estar apaixonado”. “Estou apaixonado” significa “Sinto atração física.” A atração está lá, mas o que realmente atrai você? Você averiguou cuidadosamente o caráter dessa pessoa? Averiguou o seu próprio caráter que o motiva a aceita-los?
Aqui estão quatro traços de personalidade para serem definitivamente testados:
Humildade: Esta pessoa acredita que “fazer a coisa certa” é mais importante que o conforto pessoal? Está disposto a manter um relacionamento santo até o casamento? Combinaram em ficar reservado em todos os aspectos? E principalmente esta pessoa é temente e submissa a Deus?
Bondade: Esta pessoa gosta de ver e proporcionar o bem estar aos outros? Como ela trata as pessoas com as quais não tem de ser agradável? Ela faz algum trabalho voluntário? Faz justiça?
Responsabilidade: Posso confiar que esta pessoa fará aquilo que diz que fará? Afinal é uma pessoa de palavra? Como é esta pessoa

com seus pais? É responsável com seu trabalho, seus compromissos?
Felicidade: Esta pessoa gosta de si mesma? Ela aprecia a vida? É emocionalmente estável? É uma pessoa equilibrada?
Você Perguntou-se: Eu desejo ser como esta pessoa? Quero ter um filho com esta pessoa? Gostaria que meu filho se parecesse com ela?

3. Você escolhe a pessoa errada porque vocês não partilham metas de vida em comum e prioridades.
Existem três maneiras básicas de nos conectarmos com outra pessoa:
1. Compatibilidade. Nos entendemos?
2. Partilhamos interesses em comum? Nos importamos com as mesmas coisas?
3. Compartilhamos o mesmo objetivo de vida? Aquilo que se pretende alcançar quando se realiza uma ação; alvo, fim, propósito.
Assegure-se de que você compartilha o profundo nível de objetivos de vida em comum. Após o casamento, os dois crescerão juntos ou crescerão separados. Para evitar crescer separado, você deve encontrar sua alma gêmea. Ter os mesmos interesses e objetivos.
Esta é a verdadeira definição de “alma gêmea.” Uma alma gêmea tem o mesmo objetivo – duas pessoas que em última instância compartilham o mesmo entendimento ou propósito de vida, e, portanto possuem as mesmas prioridades, valores e objetivos.

4. Você escolhe a pessoa errada porque logo se envolve em namoro no padrão do mundo e sexualmente antes do casamento.
O envolvimento íntimo antes do compromisso de casamento torna-se um grande problema, porque muitas vezes impede uma completa exploração de aspectos importantes. O envolvimento íntimo tende a nublar a mente da pessoa. E uma mente nublada não está inclinada a tomar decisões corretas. É movida apenas pela paixão.
José soube que apesar de Maria estar grávida, ele jamais a tocou, ela estava desposada com ele, isto é, ligada intimamente no espírito, ou reservada, prometida em casamento ou noiva.
Não é necessário fazer um “test drive” para descobrir se um casal é intimamente compatível. Se você faz a sua parte e tem certeza que é intelectual e emocionalmente compatível, não precisa se preocupar sobre compatibilidade sexual. De todos os estudos feitos sobre o divórcio, a incompatibilidade sexual jamais foi citada como o principal motivo para as pessoas se divorciarem.

No verdadeiro meio cristão não se utiliza a pratica e nem a palavra namoro, mas procurando agradar e obedecer a Deus usa-se o termo e a pratica reservado.

5. Você casa com a pessoa errada porque não tem uma profunda compreensão emocional com esta pessoa.
Para avaliar se você tem ou não uma profunda compreensão emocional, pergunte: “Respeito e admiro esta pessoa?”
Isso não significa: “Estou impressionado por esta pessoa?” Nós ficamos impressionados por um carro de luxo. Não respeitamos alguém porque tem um carro, mas porque tem caráter e autoridade moral. Você deveria ficar impressionado pelas qualidades de criatividade, lealdade, determinação, sinceridade, alto padrão de moralidade, etc.
Pergunte também: “Confio nesta pessoa?” Isso também significa: “Ele ou ela é emocionalmente estável? Sinto que posso confiar nele/nela?”

6. Você se envolve com a pessoa errada porque escolhe alguém com quem não se sente emocionalmente seguro.
Faça a si mesmo as seguintes perguntas: Sinto-me calmo, relaxado e em paz com esta pessoa? Posso ser inteiramente eu mesmo com ela? Esta pessoa faz-me sentir bem comigo mesmo? Você tem um amigo realmente íntimo que o faz sentir assim? Assegure-se que a pessoa com quem vai se casar faz você sentir-se da mesma forma!
De alguma maneira, você tem medo desta pessoa? Você não deveria sentir que é preciso monitorar aquilo que diz por que tem medo da reação da outra pessoa. Se você tem receio de expressar abertamente seus sentimentos e opiniões, então há um problema com o relacionamento.
Um outro aspecto de sentir-se seguro é que você não sente que a outra pessoa está tentando controlá-lo. Controlar comportamentos é sinal de uma pessoa doente, é uma pessoa sádica(satisfação, prazer com a dor alheia). Esteja atento para alguém que está sempre tentando modificá-lo. Há uma grande diferença entre “controlar” e “fazer sugestões.” Uma sugestão é feita para seu benefício; uma declaração de controle é feita para o benefício ou satisfação de outra pessoa.

7. Você fica com a pessoa errada porque você não põe todas as cartas na mesa.


Tudo aquilo que o aborrece no relacionamento deve ser trazido à tona para entendimento. Falar sobre aquilo que incomoda é a única forma de avaliar o quão positivamente vocês se comunicam, negociam e trabalham juntos. No decorrer de toda a vida, as dificuldades inevitavelmente surgirão.

Você precisa saber antes de assumir um compromisso: Vocês conseguem resolver suas diferenças e fazer concessões que sejam boas para ambas as partes?
Nunca tenha receio de deixar a pessoa saber aquilo que o incomoda. Esta é também uma maneira para você testar o quanto esta pessoa se importa com você. Se não se importar, então não pode ser íntimo. Os dois devem caminham juntos.

8. Você escolhe a pessoa errada porque usa o relacionamento para escapar de problemas pessoais e da infelicidade.
Se alguém é infeliz quando solteiro, provavelmente será infeliz quando casado, também. O casamento não conserta problemas pessoais, psicológicos e emocionais. Na melhor das hipóteses, o casamento apenas os agravará.
Se alguém não está feliz consigo mesmo e com sua vida, aceite a responsabilidade de consertá-la agora. Você se sentirá melhor, e seu cônjuge lhe agradecerá.

9. Você escolhe a pessoa errada sem saber que ele/ela está envolvido em um triângulo.

Estar “triangulado” significa que a pessoa é emocionalmente dependente de alguém ou de algo, ao mesmo tempo em que tenta desenvolver um outro relacionamento. Uma pessoa que não se separou de seus pais é o exemplo clássico de triangulação. As pessoas também podem estar trianguladas com objetos, tais como o trabalho, drogas, a Internet, passatempos, esportes ou dinheiro.
Assegure-se de que você e seu parceiro estejam livres de triângulos, dependências ou vícios. A pessoa apanhada em um triângulo não pode estar emocionalmente disponível por completo para você. Você não será a prioridade número um. E isso não é base para um casamento.

10. Você não vive bem no casamento porque não tem sido um verdadeiro(a) servo de Deus.
Você erra por não estar com a vida consagrada, seu alguém de profunda intimidade com Deus na oração. Gostar de ler e obedecer sua palavra?
Como seu casamento vai bem se você não para ouvir o Senhor?
O Espírito de Deus vive realmente dentro de você, ou o visita de vez em quando, quando o Senhor pela sua misericórdia resolve lhe dar momentos de refrigério?

Fonte: Esposa Virtuosa.

Publicado no blog da  Rádio Novo Tempo: Casamentos fracassam porque…

 

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Conclusão: “Teoria da Evolução a Respeito da Sexualidade Humana Está Errada”

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Livro do Mês: Os Dois Lados do Sexo, de Charles Wittschiebe

 
O Livro do Mês é Os Dois Lados do Sexo, de Charles Wittschiebe. O sorteio será no dia 30 de setembro. Para participar, siga @Ler_pra_crer no Twitter e retuíte a mensagem: [Sorteio Livro do Mês: Os Dois Lados do Sexo, de Charles Wittschiebe  Siga @Ler_pra_crer e Dê RT http://kingo.to/PWy]
 
Os Dois Lados do Sexo,  de Charles Wittschiebe,  é um livro para jovens (tradução do original em inglês Teens and Love and Sex). Uma visão geral do contéudo pode ser encontrada na contracapa:  
 
Se você pensa que sabe tudo sobre sexo, leia esta obra e terá algumas surpresas… O autor, especialista em educação sexual, fala sobre namoro, sexo pré-marital, os órgãos sexuais, o casamento, a masturbação, homossexualismo, doenças venéreas e outros assuntos relacionados. Mostra o lado maravilhoso do sexo, criado por Deus, como expressão de amor. E aquele outro lado, distorcido, que não traz satisfação completa. Leitura indispensável para quem não quer se machucar.
  
Algumas citações inseridas no livro:
 
As pessoas quase sempre pedem do sexo, mais do que ele possivelmente pode dar.
Dra. Joyce Brothers
 
É quase certo que, pelo menos uma vez na vida, ainda que em menor grau, você será vítima de uma abordagem sexual […] tal como uma chamada telefônica obscena, contatos físicos externos, um exibicionista, ou um voyeur.
Frederic Storaska 
 
O capítulo “O outro lado…” aponta para o fato de que, após a entrada do pecado no mundo,  a parte sexual da natureza humana, um dos mais magnificentes e excitantes presentes de Deus, quando distorcida e não orientada pelos princípios do Criador, pode se mostrar “uma nascente poluída para um largo e fluente rio de dor, sofrimento, doença, crueldade e comportamento pevertido”.
 
Esse mesmo capítulo começa por tratar dos casos de abordagens sexuais e de alguns cuidados que as mulheres devem ter a fim de se proteger.  E apresenta uma lista com algumas sugestões:
  • Quando você for a qualquer lugar à noite, certifique-se de ter seu pai ou irmão como protetor (a menos que você saiba com certeza que tudo está absolutamente OK). Quando você tiver encontros com um rapaz, tenha certeza de que ele é seguro e de confiança e de que não a levará conscientemente a lugares onde há riscos de ataque.
  • Evite um encontro cego. Só aceite se incluir outro casal de amigos de confiança que partilhem de seus altos padrões.
  • Não se vista de modo provocante. Entretanto, deve-se ter em mente que o estupro é em geral  um ato de hostilidade às mulheres, em vez de um incontrolável desejo sexual.
  • Não estacione em lugares isolados  e em locais tradicionalmente usados para intimidades físicas. Os lugares que os jovens escolhem como estacionamento são naturalmente os primeiros lugares para os quais o estuprador se encaminhará.
  • Não pressuponha que os ambientes de escola ou hospital sejam “seguros”.
  • Se você precisa caminhar sozinha à noite, fique em áreas bem iluminadas, tanto quanto possível.
  • Quando você estiver andando sozinha, caminhe diretamente, com confiança e rapidez.
  • Caminhe junto à rua, em direção oposta ao tráfego.
  • Evite caminhar próxima a portas, arbustos e por ruas estreitas, onde um estuprador poderia esconder-se.
  • Permaneça alerta quando pessoas param e lhe pedem informações — nunca se aproxime muito de um carro.
  • Feche todas as portas de seu carro, sempre.
  • Verifique o banco traseiro do carro antes de entrar nele.
  • Dirija-se a um lugar público ou a um posto policial se você desconfia que alguém a está seguindo. 

Boa leitura ao ganhador! 

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Os Dez Maiores Mitos Sobre Homossexualidade

300px Sexual orientation 4 symbols Top Ten Myths about Homosexuality Post #2 of 2010
O que dizem as pesquisas científicas quando o assunto é homossexualidade?

Tendo em vista alguns dados da realidade americana (embora os mitos possam atravessar fronteiras), o blog Tough Questions Answered (Bill Pratt) apresenta aqui o resumo de um panfleto, escrito pelo Family Research Council, intitulado Os Dez Maiores Mitos sobre Homossexualidade: “O panfleto é bem escrito e parece ser bem fundamentado, com abundantes citações de artigos científicos. Abaixo estão os dez mitos que são abordados no texto”:

Mito 1: As pessoas nascem homossexuais.

Fato: A pesquisa não mostra que alguém “nasce gay”, mas sugere, em vez disso, que a homossexualidade é o resultado de uma combinação complexa de fatores de desenvolvimento.

Mito 2: A orientação sexual não pode mudar.

Fato: Milhares de homens e mulheres têm testemunhado ter experimentado uma mudança na sua orientação sexual de homossexual para heterossexual. Pesquisas confirmam que tal mudança ocorre às vezes de forma espontânea, e às vezes como resultado de intervenções terapêuticas.

Mito 3: Os esforços para mudar a orientação sexual de alguém de homossexual para heterossexual são prejudiciais e antiéticos.

Fato: Não há evidências científicas de que os esforços de mudança criam mais danos do que o próprio estilo de vida homossexual em si. A verdadeira violação da ética ocorre quando é negada aos clientes a oportunidade de definir suas próprias metas para a terapia.

Mito 4: Dez por cento da população americana é gay.

Fato: Menos de três por cento dos adultos americanos se identificam como homossexuais ou bissexuais.

Mito 5: Homossexuais não experimentam um nível mais alto de distúrbios psicológicos que os heterossexuais.

Fato: Homossexuais experimentam consideravelmente níveis mais elevados de doença mental e abuso de substâncias do que os heterossexuais. Uma revisão detalhada da pesquisa mostrou que “nenhum outro grupo de tamanho comparável na sociedade experimenta patologias deste tipo em nível tão elevado e generalizado.”

Mito 6: A conduta homossexual não é prejudicial à saúde física.

Fato: Tanto por causa de padrões de comportamento de alto risco, como promiscuidade sexual, quanto por causa do dano ao corpo advindo de determinadas práticas sexuais, os homossexuais estão em maior risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis e outras formas de doenças e lesões do que os heterossexuais.

Mito 7: As crianças criadas por homossexuais não são diferentes das crianças criadas por heterossexuais nem sofrem danos.

Fato: Um enorme conjunto de programas de investigação em ciências sociais mostra que as crianças se desenvolvem melhor quando criadas pelos próprios pais biológicos que estão comprometidos um com um outro em um casamento duradouro. Pesquisas específicas sobre crianças de homossexuais têm grandes problemas metodológicos, mas mostram diferenças específicas.

Mito 8: Os homossexuais não são mais propensos a abusar de crianças do que os heterossexuais.

Fato: A porcentagem de casos de abuso sexual infantil em que homens molestam meninos é muitas vezes maior que a porcentagem de homens adultos que são homossexuais, e a maioria dos que se envolvem nesse tipo de abuso se identificam como homossexuais ou bissexuais.

[Nota explicativa do próprio folheto: Isso não significa que todos os homossexuais sejam molestadores de crianças. Ninguém jamais afirmou isso. Nem sequer significa que a maioria dos homossexuais o sejam – não há nenhuma evidência para apoiar isso. Mas há evidências de que a taxa relativa de abuso sexual infantil entre os homossexuais é muito maior do que entre heterossexuais.]

Mito 9: Homossexuais são seriamente desfavorecidos em razão de discriminação.

Fato: As pesquisas mostram que os homossexuais, na realidade, têm níveis significativamente mais altos de escolaridade do que o público em geral, enquanto as conclusões sobre os rendimentos dos que fazem parte desse grupo são, na pior das hipóteses, muito variadas.

Mito 10: As relações homossexuais são apenas as mesmas que os heterossexuais, exceto quanto ao gênero dos parceiros.

Fato: Os homossexuais são menos propensos que os heterossexuais a entrar em um relacionamento sério, a ser sexualmente fiéis a um parceiro, mesmo que tenham um, e a ficar comprometidos por toda a vida. Eles também apresentam taxas mais elevadas de violência doméstica do que os casais heterossexuais casados.

Peço que você leia o artigo inteiro para obter os detalhes por trás dessas afirmações, que são apoiadas por citações das pesquisas. O resumo é este: a ciência mostra que o estilo de vida gay é em geral destrutivo aos que vivem nele e não devemos, como sociedade, promovê-lo.

Isso significa que cada pessoa gay vivencia os problemas citados na pesquisa? Obviamente que não. Estamos lidando com estatísticas e probabilidades, por isso há pessoas absolutamente gays que são exceções às conclusões da pesquisa. No entanto, o movimento de união gay pede um apoio estatal ao seu estilo de vida, e a única maneira de abordar esta questão é olhar em termos estatísticos a realidade daqueles que praticam este estilo de vida.