Publicado em Livros, Perguntas e Respostas, Reflexões

Livro do Mês: Graça Ilimitada, de Dwight Nelson

O Livro do Mês é Graça Ilimitada, de Dwight K. Nelson. Para participar deste último sorteio do ano, basta seguir @Lerpracrer no Twitter. O sorteio será realizado no dia 31 de dezembro.

Veja parte da apresentação do livro e um pequeno trecho do primeiro capítulo:

Admitindo que muitos cristãos acham difícil concentrar-se nos retratos que o Antigo Testamento pinta de um Deus severo, Nelson habilidosamente guia o leitor através de textos que demonstram como Deus trabalha com as pessoas, usando meios que tocarão com mais eficácia o coração delas. Focalizando princípios revelados na parábola do filho pródigo, Nelson mostra que Deus valoriza relacionamentos, e não regras. Deus é pai, professor, líder e amigo. Acima de tudo, Ele é o Deus de uma graça ilimitada – um Ser que ama e perdoa incondicionalmente, cujo terno objetivo é levar Seus filhos para o lar do Céu.

Com diabólico regozijo, Satanás tem deturpado o testamento do amor de Deus, transformando-o num testemunho de medo. E com seu infernal ponto de partida, ele continua sibilando a mentira: Deus é Alguém de quem se deve ter medo. “Foi o que eu lhe disse”, escarnece ele.”É melhor ter medo dEle, porque se você atravessar o caminho de Deus, veja só o que acontece!”.

Dessa maneira, pessoas de todas as culturas e de todas as religiões aprenderam a ter medo de Deus, a fugir dEle, a aplacar-Lhe a ira, na indomável esperança de que Ele não as golpeie com dor, sofrimento ou tragédia. Tudo porque acreditaram na mentira. […] Entendemos mal o Antigo Testamento porque temos usado uma mentira para interpretar a verdade. Porque temos ignorado esta realidade muito importante: As histórias de castigo divino são histórias do amor divino!

Bem, suponho que quase todos os pais conheçam o significado dessa verdade.[…]”Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor,…porque o Senhor corrige a quem ama.” Todos os pais sabem que, se realmente amam seu filho, o castigo e a disciplina fazem parte integral da demonstração desse amor que salva.

Um autor descreve a metodologia de Deus em algumas das histórias do Antigo Testamento como o divino “método de resgate de incêndio”. Se um prédio em chamas está a ponto de desabar, todo bombeiro sabe que não há tempo para conversas ou elaborados argumentos sobre os métodos de resgate de vítimas presas no terceiro andar do inferno. Quando o prédio se desmancha em labaredas e fumaça, só existe uma opção em relação com as vítimas. Agarre-as e arraste-as imediatamente para um local seguro. Se estiverem gritando, em pânico, exige-se ação ainda mais drástica. Com a mão sobre a boca e o braço sobre os membros agitados, agarre e arraste-as imediatamente para a segurança. Haverá tempo suficiente para explicações depois. Liberte agora. Explique mais tarde.

E assim Deus fez, ao longo do Antigo Testamento. Muitas foram as vezes em que Deus teve de agarrar apressadamente as pessoas e arrastá-las para um local seguro, enquanto esperneavam e gritavam. Vezes em que Ele teve de dizer: “Mais tarde Eu explico.”

E quando Ele realmente Se explicou mais tarde, a explicação foi a mais gloriosa que o Universo já testemunhou…

“Eu me recuso a rejeitar a graça de Deus…”Gálatas 2:21  

Boa leitura!

E Feliz Ano Novo na graça de Cristo!

Anúncios
Publicado em Ilustrações, Livros, Pensamentos, Perguntas e Respostas, Reflexões

Quem Será o Vencedor?

 

Olhe firme para a frente, com toda a confiança; não abaixe a cabeça, envergonhado. Provérbios 4:25

Em 1967, um jogador de futebol americano apareceu em todas as capas de jornais nos Estados Unidos. O nome dele: Roy Ringo. Seu time chegara à grande final nacional e, no primeiro lance da partida, Roy Ringo foi logo fazendo um touchdown, o lance de maior pontuação nesse jogo. Comemorou e foi muito aplaudido. Tudo certo, não fosse o fato de ter sido aplaudido, em pé, pela torcida adversária. Ele fez um ponto contrário. Quando aquela etapa terminou, todos desceram ao vestiário. Silêncio sepulcral por parte de todos os jogadores. O silêncio foi quebrado apenas pelo treinador, Ron Watson, que disse: “Todos os que terminaram a primeira etapa, voltam para o campo.” Nesse momento de muita tensão, Roy Ringo se manifestou e respondeu: “Desculpe, senhor treinador, mas eu não volto mais para o campo, nunca mais mesmo. Eu encerro aqui minha carreira. Serei para sempre motivo de risadas e chacotas. Não jogo mais.” A história conta que o treinador se abaixou e, olhando dentro dos olhos de Roy Ringo, disse: “Filho, o jogo ainda não acabou. Volte para o campo e realize a maior partida da sua vida!” Roy Ringo voltou para o campo, fez três touchdowns em favor do seu time e eles se tornaram campeões!

Quem foi o grande vencedor? Em minha opinião, os dois. Roy Ringo, pela coragem; e o treinador, pela visão, por acreditar que era possível. Quem será de fato vencedor nesta vida? Quem for para o Céu ou Jesus? Em minha opinião, os dois. O pecador, por acreditar no sacrifício de Jesus; e Cristo, por acreditar no ser humano!

Ninguém quer ser um fracassado, um derrotado, um perdedor. Todo mundo quer vencer nesta vida, mas, sobretudo, na vida eterna. Fico maravilhado ao entender que Jesus é meu Treinador, sempre acreditando em mim, sempre me olhando nos olhos e me colocando em campo todos os dias. A verdade é esta: o jogo ainda não terminou, ainda podemos realizar a maior partida da nossa vida. Jesus continua acreditando em você e em mim. Quando a gente erra, marca um ponto contrário. Quando estamos desacreditados, quando nem nós mesmos acreditamos, o grande Treinador diz: “Eu acredito em você! Você consegue!” E, então, o que está esperando? O jogo ainda não terminou, volte para o campo e realize a maior partida da sua vida!

Texto do Pr. Ivan Saraiva, autor de Uma Pergunta de Cada Vez. Publicado pela Casa Publicadora Brasileira e direcionado aos adolescentes, o livro traz uma mensagem para cada dia do ano.
(Quem será o vencedor?, 08/03/2011).
Pode ser adquirido aqui
Quer ler ou ouvir outras mensagens? Visite Rede Maranatha.

 

 

Publicado em Livros, Pensamentos, Reflexões

A Lista de Jesus

 

Alegrem-se, […] porque seus nomes estão escritos nos Céus. Lucas 10:20

A Lista de Schindler foi considerado um dos melhores filmes da década de 1990. Oskar Schindler, dono de uma fábrica, pensava que seria suficiente fazer com que aqueles que trabalhavam com ele chegassem vivos até o fim da guerra. Mas mudou de ideia. Depois de presenciar a exterminação do gueto em que os judeus da Cracóvia eram forçados a viver, decidiu fazer uma lista de aproximadamente 1.100 judeus que deveriam ser enviados para a Checoslováquia.

Foi uma corrida contra o tempo. Ele passou a noite escrevendo o nome de todos os que queria salvar, preparando a famosa Lista de Schindler. Ter o nome na lista significava vida. Significava liberdade do sofrimento e do holocausto. Schindler teve que pagar uma soma para subornar o comandante de um campo de concentração, a fim de que ele permitisse que os judeus fossem para a Checoslováquia.

Há outra lista também com nomes de pessoas que deverão ser salvas. O nome dessas pessoas está escrito no livro da vida do Cordeiro. Esse livro é a Lista de Jesus. Ela não está limitada a 1.100 nomes. É uma lista não controlada por homens. Se fosse, não estaríamos lá. Para ter seu nome nessa lista, você não pode subornar ninguém para empurrá-lo para dentro na última hora.

Não sei como funciona o sistema de informações do Céu. Hoje, com um pendrive no meu chaveiro, levo livros e livros de informação. Apocalipse 20:12 fala que livros com informações sobre nossa vida serão abertos.

Amigo, um preço infinito, incalculável, foi pago por você. “Vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver, […] mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito” (1Pe 1:18, 19).

Quando aceitamos Cristo como Salvador, nosso nome é escrito no livro da vida. Em Apocalipse 3:5, Deus promete: “O vencedor será igualmente vestido de branco. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, mas o reconhecerei diante do Meu Pai e dos Seus anjos.”
“Aos que O receberam, aos que creram no Seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1:12).

“Nela jamais entrará algo impuro, […] mas unicamente aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro” (Ap 21:27).

Nossa oração deve ser: “Senhor, por favor, conserva meu nome no livro da vida do Cordeiro.”

Fonte: “Momentos de Graça”, de autoria do Pr. José Maria Barbosa Silva. Publicado pela Casa (CPB), o livro traz uma mensagem para cada dia do ano.
Pode ser adquirido aqui.
Quer ouvir as mensagens? Visite Rede Maranatha.
Publicado em Eventos, Livros, Pensamentos, Reflexões

Ensino Superior, Muito Superior

Em tempos de expectativa entre milhares de estudantes quanto ao resultado dos vestibulares, do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), dos programas de avaliação seriada e outras formas de seleção para ingresso no ensino superior, até onde alcança nossa visão quando paramos para pensar o conceito de “educação superior”?

Recentemente li neste artigo que a expressão ensino superior “e o conteúdo simbólico que ela carrega cristalizaram-se no seio da sociedade de tal maneira que há uma espécie de senso comum em torno do termo, que garante uma mesma expectativa para quem ingressa ou participa, de forma direta ou indireta, desta etapa da formação acadêmica ou escolar.” Essa carga simbólica, imagino, pode abranger desde a idéia de superação, virtuosismo acadêmico, afirmação profissional e financeira, prestígio, até o sentimento “até-que-enfim-o-fim-de-um-ciclo-penoso”, entre outros componentes.

Mas seria possível a adoção de um simbolismo mais amplo? Mesmo tendo como ponto de partida a situação atual, “um caminho mais excelente” para o conhecimento pode ser divisado? Pelo menos para a cosmovisão cristã, a resposta é sim. Há nela uma proposta de amplitude extraordinária, que lança grandes expectativas quanto ao futuro, sem deixar de assimilar os ganhos do passado (tendo em mente a relação entre cristianismo e educação e especialmente entre aquele e a ciência moderna, que, como se sabe, surgiu num contexto de pressupostos fornecidos pela cosmovisão judaico-cristã).

A seguir, algumas reflexões para que a expressão “ensino superior” não seja limitada a um horizonte demasiadamente acanhado:

O Passado

O mundo tem seus grandes ensinadores, homens de poderoso intelecto e vasta capacidade de pesquisa, pessoas cujas palavras têm estimulado o pensamento e revelado extensos campos ao saber; tais indivíduos têm sido honrados como guias e benfeitores do gênero humano; há, porém, Alguém que Se acha acima deles. Podemos delinear a série dos ensinadores do mundo, no passado, até ao ponto a que atingem os registros da História; a Luz, porém, existiu antes deles. Assim como a Lua e as estrelas do nosso sistema planetário resplandecem pela luz refletida do Sol, assim também os grandes pensadores do mundo, tanto quanto são verdadeiros os seus ensinos, refletem os raios do Sol da Justiça. Cada raio de pensamento, cada lampejo do intelecto, procede da Luz do mundo.

Muito se fala presentemente acerca da natureza e importância de uma “educação superior”. A verdadeira “educação superior” é transmitida por Aquele com quem estão a “sabedoria e a força” (Jó 12:13) e de cuja boca “vem o conhecimento e o entendimento”. Prov. 2:6.

Todo o saber e desenvolvimento real têm sua fonte no conhecimento de Deus. Para onde quer que nos volvamos, seja para o mundo físico, intelectual ou espiritual; no que quer que contemplemos, afora a mancha do pecado, revela-se esse conhecimento. Qualquer que seja o ramo de pesquisa a que procedamos com um sincero propósito de chegar à verdade, somos postos em contato com a Inteligência invisível e poderosa que opera em tudo e através de tudo.

O Futuro

O Céu é uma escola; o campo de seus estudos, o Universo; seu professor, o Ser infinito. Uma ramificação desta escola foi estabelecida no Éden; e, cumprindo o plano da redenção, reassumir-se-á a educação na escola edênica. “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que O amam.” I Cor. 2:9. Unicamente pela Sua Palavra se pode obter conhecimento destas coisas; e mesmo esta oferece apenas uma revelação parcial.

A Localização

O profeta de Patmos assim descreve a localização da escola do além:

“Vi um novo céu e uma nova Terra. Porque já o primeiro céu e a primeira Terra passaram. … E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do Céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.” Apoc. 21:1 e 2. “A cidade não precisa nem do Sol, nem da Lua, … pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada.” Apoc. 21:23.

Nem todas as condições daquela primeira escola edênica se encontrarão na escola da vida futura. Nenhuma árvore da ciência do bem e do mal oferecerá oportunidade para a tentação. Não haverá ali tentador, nem possibilidade para o mal. Todos os caracteres resistiram à prova do mal, e nenhum será jamais susceptível ao seu poder.

“Ao que vencer”, diz Cristo, “dar-lhe-ei a comer da árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus.” Apoc. 2:7. A concessão da árvore da vida, no Éden, era condicional, e finalmente foi retirada. Mas os dons da vida futura serão absolutos e eternos. O profeta contempla “o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. … De uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida”. Apoc. 22:1 e 2. “E não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.” Apoc. 21:4.

“Todos os do Teu povo serão justos, para sempre herdarão a Terra; Serão renovos por Mim plantados, Obra das Minhas mãos, Para que Eu seja glorificado.” Isa. 60:21. Restabelecidos à Sua presença, de novo os homens serão, como no princípio, ensinados por Deus: “O Meu povo saberá o Meu nome, … porque Eu mesmo sou o que digo: Eis-me aqui.” Isa. 52:6. “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.” Apoc. 21:3.

O Campo de Estudo

Agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido.” I Cor. 13:12.“Verão o Seu rosto, e na sua testa estará o Seu nome.” Apoc. 22:4. Ali, quando for removido o véu que obscurece a nossa visão, e nossos olhos contemplarem aquele mundo de beleza de que ora apanhamos lampejos pelo microscópio; quando olharmos às glórias dos céus hoje esquadrinhadas de longe pelo telescópio; quando, removida a mácula do pecado, a Terra toda aparecer “na beleza do Senhor nosso Deus” – que campo se abrirá ao nosso estudo! Ali o estudante da ciência poderá ler os relatórios da criação, sem divisar coisa alguma que recorde a lei do mal. Poderá escutar a melodia das vozes da Natureza, e não perceberá nenhuma nota de lamento ou tristezas. Poderá enxergar em todas as coisas criadas uma escrita; contemplará no vasto Universo, escrito em grandes letras, o nome de Deus; e nem na Terra, nem no mar ou no céu permanecerá um indício que seja do mal.

A Amplitude do Conhecimento

Ali se revelará ao estudante uma história de infinito objetivo e riqueza inexprimível. Tomando por base a Palavra de Deus, o estudante obterá uma visão do vasto campo da História, e poderá alcançar algum conhecimento dos princípios que presidem à marcha dos acontecimentos humanos. Mas a sua visão ainda estará nublada, e incompletos os seus conhecimentos. Não verá todas as coisas de uma maneira clara antes que chegue à luz da eternidade. Então se revelará diante dele o decurso do grande conflito que teve sua origem antes que começasse o tempo e terminará apenas quando este cessar. A história do início do pecado; da fatal falsidade em sua ação sinuosa; da verdade que, não se desviando das suas próprias linhas retas, se defrontou com o erro e o venceu; sim, tudo isto será manifesto. O véu que se interpõe entre o mundo visível e o invisível, será removido e reveladas coisas maravilhosas.

****

Ali toda faculdade se desenvolverá, e toda capacidade aumentará. Os maiores empreendimentos serão levados avante, as mais altas aspirações realizadas, as maiores ambições satisfeitas. E, todavia, surgirão novas elevações a galgar, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos assuntos a apelarem para as forças do corpo, espírito e alma.

Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos filhos de Deus. Com indizível deleite unir-nos-emos na alegria e sabedoria dos seres não caídos. Participaremos dos tesouros adquiridos através dos séculos empregados na contemplação da obra de Deus. E enquanto os anos da eternidade se escoam, continuarão a trazer-nos mais gloriosas revelações. “Muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos” (Efés. 3:20) será, para todo o sempre, a concessão dos dons de Deus.

****

Ali, mentes imortais contemplarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Ali não haverá nenhum adversário cruel, enganador, para nos tentar ao esquecimento de Deus. Todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. A aquisição de conhecimentos não cansará o espírito nem esgotará as energias. Ali os mais grandiosos empreendimentos poderão ser levados avante, alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições realizadas; e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo.

Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão vôo incansável para os mundos distantes – mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não-caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder.

E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor.

“E ouvi a toda a criatura que está no Céu, e na Terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.” Apoc. 5:13.

Fontes: Educação, p. 301-304; Grande Conflito, p. 677 e 678 (ambos de Ellen White)


Publicado em Comemorações, Música, Perguntas e Respostas

Aleluia! Aleluia! הַלְלוּיָהּ Halləluya!

Aleluia! Neste vídeo muito interessante (ver link ao final), é a palavra que começa e que termina a música. Os coristas a repetem quase cinquenta vezes. Mas será que os ouvintes entendem aquilo que estão ouvindo?

A Wikipedia nos diz que “Aleluia é uma transliteração do hebraico הַלְלוּיָהּ (Halləluyahebraico padrão ou Halləlûyāh tiberiano – lendo-se da direita para a esquerda, como se faz em hebraico). A primeira parte da palavra Hallelu (הַלְּלוּ) significa “Louvem! Adorem!” ou “Elogio”; a segunda parte da palavra é Yah (Jah) (יָהּ), uma forma abreviada do nome de Deus, Javé. Yah ou Jah constitui a primeira metade do Tetragrama הוהי,(YHWH, IHVH, JHVH), o nome do Deus da Bíblia, pronunciado em português como Iawé ou Javé. Yah escreve-se com as letras yod (י)he (ה), respectivamente a décima e a quinta letra do alfabeto hebraico. Portanto, aleluia significa “Louvem Deus Javé“, ou “Adorem Deus Javé“, ou “Elogio Deus Javé“.”

A palavra aparece 24 vezes no Velho Testamento e quatro vezes no Novo Testamento (apenas no livro do Apocalipse, transliterado em grego como Αλληλούια). Foi com base em trechos do livro do Apocalipse que Handel compôs a peça de encerramento da parte II do oratório mais interpretado de nosso tempo: O Messias. O trecho mais conhecido do Coro Aleluia é uma musicalização da parte final do versículo 6 de Apocalipse 19:

“E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina.” Apoc. 19:6

O texto introdutório de uma das publicações da partitura de O Messias informa que Handel escreveu o oratório em 1741, “depois de 23 dias de atividade fervorosa. Às vezes ele se fechava em seu quarto e ficava tão absorto, preocupado em terminar a obra, que se esquecia das refeições. Um dia o seu mordomo o encontrou sentado, com o olhar fixo e distante, aparentemente alheio a tudo, exceto à obra que estava criando. Mais tarde Handel mesmo disse: ‘Pensei que tivesse visto todo o céu diante de mim e o Grande Deus’.” (O Messias, I Parte, Editora JUERP)

São muitas as razões que fazem com que o Aleluia receba atenção especial: a sonoridade imponente, a feliz conjugação da emoção que brota do texto com a vivacidade e a empolgação que irrompem da música, a evocação de uma cena grandiosa…(impossível cantar essa música, num louvor sincero, sem se sentir integrante da mesma “grande multidão”, mostrada a João em visão)

Já ouvi (e também cantei) o Aleluia de Handel em várias ocasiões. Em concertos, encontros de coros, escolas, igrejas…É uma experiência que só alcança seu potencial e sentido completo com o reconhecimento, por parte de cantores e ouvintes, de que “Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus.” Apoc. 19:1

Recentemente um coro muito criativo decidiu surpreender, com a música, alguns ouvintes num ambiente urbano muito frequentado.

O resultado você vê aqui.

Aleluia! Deus seja louvado! Sempre e sempre!

 

 

 

Publicado em Livros, Perguntas e Respostas, Reflexões

Vídeo Maravilhoso! Tendo uma Visão da Cosmovisão

Celestial War between Jesus and Satan

Faz alguns meses, a equipe do Amazing Facts teve a feliz iniciativa de criar um documentário de poucos minutos com uma visão do grande conflito e do drama humano, extraída das Escrituras Sagradas. Trata-se de um resumo da cosmovisão básica adventista. O vídeo é tão especialmente didático e pertinente em seu conteúdo que me apresso em tornar esta apresentação a mais curta possível para que você tenha logo o privilégio de vê-lo aqui .

Oro para que, assistindo a ele, muitos sejam iluminados com o “evangelho eterno” (Apoc. 14:6) e tomem sua decisão ao lado de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, Testemunha Fiel e Verdadeira, Rei dos reis e Senhor dos senhores. Amém! Maranata! Ora, vem Senhor Jesus! (Apocalipse 22:20)

 

Publicado em Sermões

Perdeu o Sermão?

Sermão de sábado, 23/01/2009, na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Taguatinga Centro.

Heder Knupfer – Diretor JA

img_3563

Voltando das férias e incumbido de dirigir a mensagem nesse sábado, o Heder levou-nos à reflexão introduzindo seu sermão com o texto de Apoc. 21:4:

“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.”

Para dar sequência à mensagem, aproveitou-se de alguns fatos recentes tirados de sua própria experiência durante as férias e também do noticiário cotidiano:

Começando pela tradicional queima de fogos em Copacabana, onde esteve, a convite de parentes, na passagem do ano, recordou o silêncio da multidão nos momentos que antecediam imediatamente o início do espetáculo de luz e cores (os olhos de todos voltados para cima, em assombro e expectativa) e vinculou essa imagem à descrição da volta de Cristo que encontramos na Bíblia e em outras passagens do Espírito de Profecia.  De “O Grande Conflito”, citou especialmente este trecho bem conhecido:

“Surge logo no Oriente uma pequena nuvem escura, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador, e que, à distância, parece estar envolta em trevas. O povo de Deus sabe ser esse o sinal do Filho do homem. Em solene silêncio fitam-na enquanto se aproxima da Terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar grande nuvem branca, mostrando na base uma glória semelhante ao fogo consumidor e encimada pelo arco-íris do concerto. Jesus, na nuvem, avança como poderoso vencedor.” GC, p. 640-641.

Em seguida, o Acampamento Adventista de Guarapari, que o Heder classificou como  “o melhor acampamento adventista do mundo” (pelo menos – como ele esclareceu sorridente – o melhor entre os que ele conhece), foi usado como referência de reencontro de antigos amigos e uma imagem representativa do feliz reencontro de amigos redimidos pelo sangue de Cristo. Nesse ponto, o Heder enfatizou a alegria que sentirão os salvos ao verem no céu, nas vidas ali transformadas para a eternidade, os resultados de seu testemunho e de seu evangelismo.  Instou com a igreja para que continue trabalhando  comparando o trabalho missionário a uma espécie de marketing de rede, onde amigos são convidados para conhecer e divulgar um bom produto. A motivação do cristão, obviamente, é diferente, e, sendo o resultado a salvação de almas, a recompensa é incomparavelmente maior.

Por fim, lembrou-nos da cerimônia de posse do novo presidente americano, Barack Obama.  Todo o cerimonial envolvido nas várias solenidades: as entradas organizadas, as músicas, os símbolos etc. Com isso, remeteu-nos ao “cerimonial” celestial, quando, após a volta de Cristo, os salvos ouvirão dEle mesmo as palavras: “Vinde, benditos de meu Pai.” Mat. 25:34. Narrou o encontro de Adão, representante da raça humana, com o Salvador Jesus Cristo, o “segundo Adão”;  a coroação dos remidos;  fêz-nos também refletir sobre o momento especial em que os remidos cantarão o cântico de Moisés e do Cordeiro.

O sermão foi ilustrado com belos “slides” e terminou com um apelo à reconsagração e à reafirmação de nosso desejo de sermos parte integrante das solenidades de entrega do reino que nos “está preparado desde a fundação do mundo”, reino onde viverão todos os que “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro.” Apoc. 7:14.

Num tempo em que a confiança das pessoas tem sido depositada em “salvadores’ deste mundo, devemos estar atentos à palavra profética: “Nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.” II Pedro 3:13.  Estamos vivendo à altura dessa esperança? Estamos preparados para esses eventos grandiosos, espetaculares, insuperáveis em beleza e significado?

O encerramento do culto veio num belo e tocante solo do músico Robson Fonseca, em um novo arranjo da antiga música “Eis-me aqui”, gravada pelo Arautos do Rei no disco “Não Desistir”, de 1979. A mensagem da música convidou-nos todos a uma oração particular:

“Eis-me aqui…Ao Teu altar me entrego. Eis-me aqui. Sem vacilar me achego. Eis-me aqui, Ó Senhor.

Chamaste com afeto, em submissão completa me rendo a Ti, Senhor meu Deus.

A decisão já feita me traz visão perfeita. Agora bem feliz sou Teu.

Eis-me aqui. Dirige a minha vida. Eis-me aqui. Fiel serei na lida.

Eis-me aqui, Ó Senhor. Serei por Ti usado, conforme o Teu mandado, em Teus caminhos seguirei.

Estranho e sem abrigo ou num lugar amigo da cruz de Cristo falarei.

Eis-me aqui, eis-me aqui, eis-me aqui.”