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A Postura Contorcida de Fósseis de Dinossauros e o Dilúvio

A posição da cabeça e do pescoço neste fóssil é comum entre os  fósseis de dinossauros (créditos: clique na imagem – Wikipedia)

Fósseis de dinossauros relativamente completos são bastante raros. Além disso, fósseis em que os ossos são essencialmente preservados em disposição apropriada (chamados de fósseis totalmente articulados) são ainda mais raros. No entanto, entre esses fósseis raros, totalmente articulados, existe uma característica comum: a cabeça é frequentemente lançada para trás, e o pescoço curvado, como mostrado no fóssil acima. Isso é tão comum que tem seu próprio termo científico: é a chamada postura opistotônica. Por ser tão comum entre fósseis de dinossauros, tem sido reconhecida há muito tempo. Na verdade, a primeira referência a ela na literatura científica pode ser atribuída a um jornal alemão que foi escrito por A. Wagner por volta de 18591. Desde então, os paleontólogos têm tentado descobrir o que causa essa “pose da morte” incomum.

Essa investigação gerou muita especulação, mas, por fim, um estudo publicado em 2007 aparentemente teria resolvido a questão. Foi feito por uma veterinária,  Dra. Cynthia Marshall Faux, e um paleontólogo de vertebrados, Dr. Kevin Padian. De fato, parece uma equipe perfeita para descobrir o que estaria acontecendo. A veterinária entenderia as várias características fisiológicas e anatômicas dos vertebrados vivos e como elas mudariam durante o processo de morte, e o paleontólogo, os detalhes sobre o processo de fossilização. A conclusão deles foi:2

Não se trata de contração postmortem, mas espasmos musculares perimortem resultantes de várias aflições do sistema nervoso central que causam essas posturas extremas.

Assim, de acordo com Faux e Padian, a postura opistotônica ocorre em ou perto do momento da morte (perimortem) devido a problemas relacionados ao sistema nervoso central. Não tem nada a ver com o que acontece após a morte (postmortem). O estudo teve ampla divulgação na imprensa e foi considerado por alguns como a palavra final sobre o assunto.

Isso, até o ano passado. Em novembro de 2011, Alicia Cutler relatou os resultados de experimentos em que ela usou galinhas mortas para estudar os efeitos de diversas condições postmortem sobre a postura de restos esqueléticos. Ela descobriu que, quando galinhas mortas eram colocadas na areia, realmente nada acontecia com a postura de seus esqueletos. No entanto, quando galinhas mortas foram imersas em água doce, elas entraram na postura opistotônica em questão de segundos. Isso indica que a “pose da morte” de dinossauros fósseis pode ser o resultado de exposição postmortem a água . Eu vi a notícia linkada acima  não muito tempo depois que ela saiu, mas decidi não escrever sobre isso, pois os resultados foram apresentados em uma reunião. Eu geralmente gosto de ter um paper para ler antes de comentar sobre os estudos que foram feitos.

Bem, tanto quanto eu saiba, Cutler não escreveu um artigo sobre seus resultados, mas o sedimentologista Dr. Achim Reisdorf e o paleontólogo Dr. Michael Wuttke escreveram. Eles escreveram um documento circunstanciado sobre todo o trabalho que tem sido feito em relação a essa questão, bem como sobre as suas próprias experiências e investigações. Eles chegam a uma conclusão muito semelhante à de Cutler.

Em seu estudo, eles examinam dois fósseis muito bem preservados que apresentaram a postura opistotônica e decidem que o que veem não pode ser reconciliado com as conclusões de Faux e Padian. No entanto, essa análise contém muita especulação, o que os autores admitem. Para mim, o aspecto mais convincente de seu estudo é que eles realizaram experiências semelhantes, mas mais detalhadas, do que aquelas feitas por Cutler, enquanto continuam a dar crédito a Cutler pelo seu trabalho. Eles confirmam que, quando galinhas mortas são colocadas na água, elas rapidamente atingem a postura opistotônica, e eles ainda demonstram os detalhes anatômicos a respeito do por que isso acontece. Eles também confirmam que esses mesmos detalhes anatômicos são vistos nos dinossauros que são normalmente encontrados na postura opistotônica.

No final, eles concluem: 3

Do que foi apresentado acima, pode-se concluir que a formação da “postura opistotônica” em carcaças de répteis de pescoço longo e cauda longa depositadas subaquaticamente é o resultado de um processo postmortem… essa postura deve ser vista como um fenômeno normal que ocorre durante a incorporação gradual e subaquática destes tipos de carcaças.

Em outras palavras, agora, o fato de que tantos fósseis de dinossauros articulados são encontrados na postura opistotônica é provavelmente relacionado com alterações postmortem específicas que ocorrem como resultado de terem sido enterrados em sedimentos aquosos. Claro, isso se encaixa perfeitamente com a idéia de que esses fósseis de dinossauros são o resultado das ações de um dilúvio universal.

Referências:

1. Wagner A, “Über einige, im lithographischen Schiefer neu aufgefundene Schildkröten und Saurier,” Gelehrte Anz königl Bayer Akad Wiss 69:1-69, 1859.
2. Faux CM, Padian K, “The opisthotonic posture of vertebrate skeletons: post-mortem contraction or death throes?,” Paleobiolology 33:201–226, 2007.
3. Achim G. Reisdorf and Michael Wuttke, “Re-evaluating Moodie’s Opisthotonic-Posture Hypothesis in Fossil Vertebrates Part I: Reptiles—the taphonomy of the bipedal dinosaurs Compsognathus longipes and Juravenator starki from the Solnhofen Archipelago (Jurassic, Germany),” Palaeobiodiversity and Palaeoenvironments 92:119-168, 2012.

Fonte: Dr. Jay L. Wile (Proslogion)

 

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O Calendário dos Maias e o Dilúvio

Jesus Voltará

 

O calendário dos Maias foi utilizado como um dos ingredientes para o sucesso da atual febre cinematográfica hollywoodiana: 2012. Mas será que, no meio de tanto sensacionalismo fabricado a partir da película, alguém terá feito alguma reflexão séria sobre a cronologia dos Maias? Por que esse povo foi tido como inexpressivo no quesito conhecimentos matemáticos ou astronômicos? O que o calendário maia nos revela sobre o passado? Teria a cronologia maia alguma correspondência com o Dilúvio e a cronologia bíblica?

O livro Depois do Dilúvio, de  Bill Cooper B. A. Hons., editado pela Sociedade Criacionista Brasileira (210 páginas), depois de tratar da cronologia de Scaliger, renomado estudioso do Séc. XVI, aborda o interessante assunto da contagem maia às páginas 102-103:

 

Os Maias da América Central são um povo a respeito do qual se diz que não dominavam qualquer matemática de uma ordem particularmente elevada, nem qualquer astronomia teórica. Ora, os Maias instituíram uma contagem de tempo exatamente igual à que Scaliger elaborou, para resolver certos problemas cronológicos genealógicos com que se depararam ao reconstruir a sua própria história antiga. Do ponto de vista modernista, entretanto, o aspecto incômodo é o fato de que os Maias haviam aperfeiçoado a sua contagem dos dias cerca de seiscentos anos, ou mais, antes que Scaliger sequer tivesse existido. Scaliger, nos é ensinado corretamente, era um gênio. Os Maias, é-nos ensinado erradamente, não eram.

Mas por que nos é ensinado que os Maias não eram gênios? Por que os  modernistas insistem em nos dizer que os Maias não dominavam qualquer astronomia teórica, e nenhum sistema de matemática teórica, apesar de tantas evidências concretas em contrário? Em Chichen Itza, no México, repousam as ruínas de um gigantesco observatório que os Maias construíram, cujas galerias estão alinhadas com o Sol, a Lua e as estrelas. Com este observatório, em conjunto com outros observatórios com galerias também em alinhamento, os Maias eram capazes de predizer eclipses do Sol e da Lua com grande precisão, bem como medir o ciclo sinódico de Vênus com uma precisão atingida somente nos tempos modernos. Mas talvez exista mesmo algo sistemático na loucura modernista.

Se correlacionarmos a contagem Maia dos dias com a de Scaliger, vemos que o dia 1 dos Maias começou no dia Juliano 584283, que corresponde em nossos valores a 10 de agosto de 3113 a.C. (eu ponho isto numa quinta-feira) como o início da contagem Maia. Ora, a importância disso está no fato de que, embora o conceito Maia de tempo fosse cíclico, eles sabiam que a catástrofe mundial que havia encerrado a era anterior tinha sido ocasionada pela água, e que a sua era havia começado após aquela catástrofe. Em outras palavras, eles encaravam o dilúvio como encerramento da era antiga e o início da nova. E é aqui que ambas as contagens dos dias assumem uma enorme importância. A contagem de Scaliger, recordamos, levou-o ao ano inicial de 4713 a.C, sendo mais do que provável que essa data corresponda aproximadamente ao ano da Criação. Os Maias, porém, não iniciavam a sua contagem a partir da Criação, e sim a partir do dilúvio, e esse evento foi colocado em sua cronologia (e não na cronologia de Scaliger) no ano 3113 a.C. Subtraindo-se 3113 de 4713 resulta o período de 1.600 anos entre as datas da Criação e do dilúvio, período este que corresponde com aproximação notável ao período de 1.656 anos estabelecidos tão precisamente no registro de Gênesis. Não admira, portanto, que essa informação fosse hoje eclipsada pelo questionamento superficial feito relativamente à matemática e à astronomia dos Maias. Se eu fosse um modernista eu também questionaria!

Parece que a cronologia maia, entre outras, está mesmo destinada a desvelar um passado que serve não apenas para satisfazer a curiosidade humana, mas também para alertar o homem moderno de eventos que estão muito próximos de acontecer e que não deveriam apanhá-lo de surpresa. Disso já fomos avisados. Não por Hollywood, mas por quem conhece o fim desde o princípio e pode, portanto, anunciar o verdadeiro futuro:

“E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.” Mateus 24: 37-39

“…Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.” Apocalipse 22:20

 

Leia mais sobre o fim do mundo aqui. E esta notícia, atualizada em março de 2011. 

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