Publicado em Sermões

Perdeu o Sermão? Os Cinco Sentidos e o “Tato” da Fé (Para crianças)

Todas as igrejas que conheço separam, durante o culto,  um momento especial para as crianças. Na minha, por exemplo, já fui convidado, algumas vezes, para falar a elas durante o que se chama a “Adoração Infantil”. Gosto muito de participar desse momento, principalmente quando a tarefa que me dão é contar uma  história inspiradora (e a Bíblia está repleta delas), usando idéias e recursos didáticos apropriados, alguns dos quais podem ser encontrados, como sugestão, na Internet.

Sermons4Kids é um desses “sites”, em inglês e espanhol, com excelente material. Regularmente recebo dele mensagens especialmente preparadas para crianças (basta fazer o cadastro). Aqui reproduzo, não exatamente como veio, mas adaptado, um dos sermões, que recebi recentemente, inspirado no relato de Marcos 5:24-34 (material necessário: uma sacola com objetos de tamanhos, formas e texturas bem diferentes, à sua escolha).

Olá crianças! Como vocês devem saber, nós temos cinco sentidos. Nós usamos esses cinco sentidos para obter informações sobre o mundo ao nosso redor. Por exemplo, se eu levanto esta bola à frente de vocês e pergunto o que é, vocês identificam a bola usando o sentido que nós chamamos de visão. Se um sino tocasse perto daqui e eu perguntasse o que poderia ser, vocês identificariam o sino pelo sentido que nós conhecemos como audição. Se eu colocasse uma flor bem abaixo do seu nariz e perguntasse a vocês para, de olhos fechados, me dizer o que é, vocês identificariam esta flor pelo seu perfume, com o sentido que nós chamamos de olfato. E se eu oferecesse a vocês um pouco de limonada, vocês certamente saberiam de que fruta esse suco foi feito por causa do seu sabor, e esse é o sentido que conhecemos como paladar.

Há um último sentido que ainda não mencionei. Sabem qual é? Muito bem! É o sentido do tato. Nós vamos fazer agora um teste com alguns de vocês (algumas crianças escolhidas um pouco antes) sobre esse sentido: o tato.

Eu trouxe esta sacola e ela está cheia de várias coisas. Sem olhar para dentro da sacola, nossos amigos aqui vão apenas manusear o objeto dentro dela e tentar descobrir que objeto é este. Eles têm de me dizer primeiro que objeto é.  Depois nós vamos tirar o objeto da sacola para ver se eles acertaram ou ou não, ok? Vamos começar?

(Depois de fazer o teste com duas ou três crianças, com dois ou três objetos diferentes, continue o sermão)

O tato é muito importante, não é mesmo? Nós podemos saber que objeto estamos manuseando através do seu tamanho, da sua forma ou textura. Percebemos tudo isso graças a esse sentido muito especial.

Hoje eu gostaria de contar a vocês a história de uma mulher que, graças ao sentido do tato,  experimentou o poder de Jesus. Isso mesmo. Ela experimentou Seu poder, apenas por ter tocado nEle.

Um dia Jesus estava caminhando cercado por uma grande multidão. Havia tanta gente que Ele quase não conseguia se mover. No meio dessa multidão estava uma mulher que tinha um fluxo, um sangramento que já durava doze anos e não parava. Ela já havia ido a vários médicos, mas ninguém tinha conseguido curar aquela doença. Ela ouviu falar de Jesus e acreditava que Ele poderia curá-la, mas havia tantas pessoas ali em volta que parecia quase impossível chegar perto dEle.

Aquela mulher pensou: “Se eu conseguir pelo menos tocar nas suas vestes, eu serei curada”. Então, ela avançou por entre a multidão e foi, com muita dificuldade, aproximando-se de Jesus. Um pouco mais perto. Mais perto. Mais perto… e ela estendeu o braço, entre as pessoas, até conseguir tocar as vestes do Mestre. No momento em que ela alcançou Jesus, aquele fluxo, o sangramento que a acompanhava por doze anos, desapareceu. Seu sofrimento tinha chegado ao fim.

A Bíblia diz que Jesus também sentiu o toque daquela mulher, porque, naquele instante, percebeu que dEle tinha saído poder. Ele se virou para ela e disse: “Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e fica livre do teu sofrimento.”

(Faça uma aplicação de acordo com a realidade das crianças)

Quantos de vocês hoje gostariam também de estender sua mão e “tocar” Jesus? Se vocês fizerem isso, sentirão o poder de Jesus em suas vidas.

‘Querido Deus, nós também queremos estender a nossa mão a Ti e sentir a tua presença sempre conosco. Ajuda-nos a ter o Teu poder em nossas vidas. Pedimos isso em nome de Jesus. Amém.’

Anúncios
Publicado em Livros

O ABRAÇO DE DEUS – II – Consequências Naturais

Um lembrete importante, extraído ainda do capítulo “Se o Pai Celeste é Tão Bondoso, Por que Sofro Tanta Dor?” (”O Abraço de  Deus”, de M. Lloyd Erickson, Casa, 2003, 2a edição, 141 páginas), e não incluído no post O ABRAÇO DE DEUS – I por “limitação” espontânea de espaço:

[ Há consequências naturais para certas ações.

Grande parte da dor que sentimos na vida é atribuída às nossas próprias decisões e ações. Se eu fumo, é bem provável que contraia um enfisema pulmonar ou câncer dos pulmões…O Pai Celeste não disse: “Ou você me ama ou quebro o seu braço.” Ele não disse: “Ou você Me obedece ou lhe mato.” O que Ele disse foi: “Se você pecar, você irá morrer.” Esta é uma diferença vital que muitos cristãos não entendem. E que diferença isto faz ao nosso perfil do Pai Celeste!

Adão e Eva estavam viajando tranquilamente no novo Boeing 787 do Éden. O Pai celeste os havia avisado com respeito a saltarem da aeronave: “Se vocês saltarem, morrerão.”

O tentador entrou na cabina e disse: “O seu Pai não está dizendo a verdade. Ele só não quer que vocês se divirtam. Vocês não morrerão!”

Então Eva, rapidamente seguida por Adão, saltou. Eles se precipitaram em direção da morte certa – exceto se o Pai Celeste providenciasse um pára-quedas através do Seu Filho. Jesus saltou do avião e numa rápida queda livre Se aproximou de Adão e Eva – e de você e de mim. Ele morreu para que pudéssemos viver.

O Pai celeste disse a verdade. Morte é a consequência quando se salta de um 787. ]

Jamais devemos nos esquecer de  que a morte, ainda que parte real do cenário de rebelião em que estamos envolvidos, não terá a última palavra sobre os que aceitaram a salvação que Cristo ainda oferece:

“Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados. Cada um, porém, na sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda.” I Cor. 15:22-23

“Amém; vem, Senhor Jesus.” Apoc. 22:20

Publicado em Livros

O ABRAÇO DE DEUS – I

 

“Se o Pai Celeste é Tão Bondoso, Por que Sofro Tanta Dor?” Esse o título de um dos capítulos do livro de M. Lloyd Erickson, “O Abraço de  Deus”, Casa, 2003, 2a edição, 141 páginas. O livro foi um “abraço”, digo, uma lembrança que nossa família recebeu de uma amiga muito querida: a Pretinha, a quem agradecemos não só o presente mas também as orações em nosso favor.

Pretendo explorar aqui outros trechos desse livro, mas hoje reproduzo, de forma resumida, apenas alguns pontos do capítulo mencionado:

“1. O Pai Celestial guarda os Seus próprios mandamentos.

Com isso quero dizer que Ele sempre há de amar ao Seu próximo – você. Ele não vai mentir, enganar, roubar, ou assassinar. Ele não poderia, por causa de quem Ele é. Sua lei expõe o Seu caráter.

2. Moramos em zona de guerra.

“Houve peleja no Céu…E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos” Apocalipse 12:7-9. Com o pecado de Adão e Eva, o centro da batalha foi transferido para a Terra. Hoje em dia, Satanás continua sua tentativa selvagem de destruir o Pai Celeste e os Seus filhos e filhas… O Pai Celeste há de trazer este conflito cósmico a uma conclusão feliz. Mas Ele só há de fazê-lo quando for o momento melhor para Seus filhos e Filhas. Nesse ínterim, o Pai Celeste pede a você que participe dos “sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus.” II Timóteo 2:3, itálicos acrescentados.

3. O pecado e seu originador, o diabo, são a causa da dor, do sofrimento, de doenças, dos desastres “naturais”, do comportamento abusivo e da morte.

Jesus veio para demonstrar em carne humana quem é o Pai Celeste. Por acaso Jesus causou desastres na natureza que pudessem ferir Seu povo? Pelo contrário, acalmou as ondas revoltas e resgatou Seus discípulos. Jesus matou alguém? Não. Ele ressucitou Lázaro, a filha de Jairo e o filho da viúva.

Quem, então, disse Jesus, causava toda a miséria que Ele procurava aliviar? Sua resposta foi clara e coerente.  Certa vez, quando estava na igreja, Ele se deparou com uma mulher inválida. Ela vinha sofrendo por dezoito anos. Ele indagou dos líderes religiosos: “Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos?” Lucas 13:16, itálicos acrescentados.

Satanás causou a invalidez. Jesus, representando o Pai Celeste, trouxe a cura.”