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Cristianismo, Ciência e o Obscurantismo do Século XXI

A figura acima faz parte de um vitral denominado “Educação”. Encontra-se na sala 102 do Linsly-Chittenden Hall da Universidade de Yale e retrata a ciência e a religião em harmonia.

Você ouve isto o tempo todo: ciência e cristianismo estão em conflito. Por exemplo, o Dr. Thomas Henry Huxley escreveu uma vez: 1

A ciência, a arte, o direito, as principais teorias políticas e sociais do mundo moderno desenvolveram-se a partir da Grécia e de Roma, não por favor mas em meio à oposição dos ensinamentos fundamentais do cristianismo primitivo, para o qual a ciência, a arte e qualquer ocupação séria com as coisas deste mundo eram igualmente desprezíveis.

E isso era em 1899. O ateu contemporâneo Dr. P.Z. Myers diz de forma mais sucinta:

A fé cristã se opõe à ciência.

O problema, claro, é que tais declarações são demonstravelmente falsas. De fato, como já escrevi anteriormente, os especialistas em História têm mostrado que a ciência moderna é um produto do cristianismo ( ver aqui e aqui) .

Recentemente, encontrei um excelente ensaio do Dr. Michael Keas que apresenta esse ponto muito bem. Recomendo fortemente que você o leia na íntegra, mas há duas citações que gostaria de destacar.

No início do ensaio, ele discute a ideia, já desmascarada há muito tempo, de que as pessoas, na Idade Média, acreditavam que a Terra era plana. Como Diana Waring e eu normalmente apontamos em uma de nossas palestras, mesmo os antigos gregos entendiam que a Terra é uma esfera, e nenhum escritor cristão com um mínimo de reputação jamais sugeriu o contrário. No entanto, o mito persiste, pois muitos “educadores” estão mais interessados ​​em empurrar seus próprios pontos de vista do que divulgar estudos sérios. De qualquer forma, o Dr. Keas toca num ponto sobre esse fiasco que eu acho particularmente revelador:

Mas o “erro da Terra plana” [chamado “erro plano” pelo historiador Jeffrey Russell] persiste, de tal forma que, nas duas décadas em que passei ensinando astronomia e sua história, descobri que a maioria dos estudantes universitários acreditam que Colombo descobriu a esfericidade da Terra e, assim, teria derrotado a ignorância medieval. Eu também descobri que meus próprios alunos (antes de fazer meus cursos) eram menos capazes de defender a esfericidade da Terra do que eram os estudantes universitários medievais. Então, qual Idade é, de fato, a mais escura?

É comum que as pessoas hoje olhem para trás, para as pessoas nos tempos medievais (ou anteriores) e riam da “estupidez” de tais “selvagens antigos.” No entanto, juntamente com o Dr. Keas, acho que muitos dos estudantes universitários de hoje não são tão bem educados como era o típico estudante universitário naqueles dias. De fato, um argumento pode ser feito de que os antigos podem ter sido mais inteligentes do que somos hoje.

O ensaio termina com uma citação muito interessante. Eu tenho defendido, há muito tempo, a posição de que a rejeição de um Deus criador por muitos cientistas tem prejudicado a causa da ciência. Dr. Keas expõe o caso mais gravemente:

Poderia tal fé naturalista eventualmente minar os alicerces da Ciência, para a qual a tradição judaico-cristã tanto contribuiu? Se for esse o caso, então podemos estar vivendo nós mesmos na verdadeira Idade das Trevas da história científica.

Eu honestamente acho que essa é uma possibilidade real. Há uma frase que tem sido atribuída a G.K. Chesterston, mas não posso confirmar se ele realmente disse isso. Independentemente de quem a tenha dito, acho que é muito verdadeira: 2

Quando um homem deixa de acreditar em Deus, ele não passa, então, a não acreditar em nada: ele passa a acreditar em qualquer coisa.

Infelizmente, essa situação é devastadora para a ciência, e o surgimento de absurdos como a hipótese de multiversos e a idéia de que algo pode surgir naturalmente a partir do nada são sintomas dessa devastação.

Referências:
1. Israel Smith Clare, Hubert Howe Bancroft, and George Edwin Rines, Library of Universal History and Popular Science, The Bancroft Society 1910, p. 433
2. Mark A. Driscoll, A Call to Resurgence, On Mission LLC 2013, p. 38
Fonte: Dr. Jay Wile (Proslogion)
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Por que as Crianças não Prestam Atenção?

 

videogames Why Dont Kids Pay Attention?

Pesquisadores informam que há uma correlação entre a quantidade de tempo que as crianças gastam em frente aos video games e à televisão e sua capacidade de se concentrar na escola.  Segue um trecho do artigo:

Participantes da pesquisa em idade escolar e em idade universitária que gastam mais de duas horas por dia em frente à tela têm o dobro de chances de estarem acima da média em termos de problemas de atenção.

Além disso, os pesquisadores “concluem que a TV e o video game podem ser um fator que contribui para o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade  (TDAH) em crianças.”

Por que jogar video game e assistir TV causam problemas de atenção? O relatório explica:

Se treinamos o cérebro para que exija constante estimulação e piscar de luzes, mudanças de som e de ângulo de câmera ou feedback imediato, como os video games podem oferecer, então, quando as crianças se acham numa sala de aula em que o professor não tem um milhão de dólares de orçamento por episódio, pode ser difícil conseguir manter a atenção delas.

Isso é assunto para reflexão. Nosso filho de 12 anos joga video game, mas agora estamos exigindo que para cada hora a mais que ele queira jogar além de uma hora diária, ele deve ler a mesma quantidade de tempo. Alguém aí tem mais ideias sobre como limitar o tempo de tela das crianças?

Fonte: Bill Pratt (Tough Questions Answered)
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A Retórica “Científica” em Ação: Evolução Comparada à Observação da Gravidade?

 

 Comparação revela como é primitivo o pensamento evolucionista

No pensamento evolucionista há um grande contraste entre sua ambiguidade científica e sua certeza metafísica. Há todo tipo de problemas em explicar como o mundo poderia ter surgido por conta própria, mas ainda assim, ao mesmo tempo, os evolucionistas constantemente nos asseguram que a evolução é um fato científico. Por exemplo, enquanto Philip Ball exorta seus colegas evolucionistas a admitirem que nós não entendemos completamente como a evolução trabalha no nível molecular ele, simultaneamente, apresenta a ideia como um fato e critica aqueles que duvidam dessa nova verdade. Mas como podemos ter tanta certeza de que as espécies se originaram espontaneamente quando nossos melhores esforços para explicar como isso poderia ter acontecido continuam a ser insuficientes? Quando eu destaquei isso, um evolucionista retrucou, afirmando que eu estaria cometendo o erro elementar de confundir os detalhes de uma teoria com o seu valor de verdade: “Nós não entendemos completamente como funciona o câncer. Isso faz com que o câncer não seja verdade?”

Esta objeção merece ser examinada não porque faça sentido (não faz), mas porque é uma resposta padrão.

O defensor do padrão evoluconista, Stephen J. Gould, uma vez comparou a certeza da evolução com a da gravidade: “Os fatos não desaparecem quando cientistas debatem teorias rivais para explicá-los. A teoria da gravitação de Einstein substituiu a de Newton, mas as maçãs não ficam suspensas no ar enquanto se aguarda o resultado. E os seres humanos evoluíram de ancestrais simiescos, se pelo mecanismo proposto por Darwin ou por outro, ainda a ser descoberto.”

Gould não foi o primeiro evolucionista a comparar a evolução com observações empíricas tais como a gravidade. Essas comparações remontam praticamente a Darwin e elas não pararam desde então.

Isto é notável porque esses argumentos são falaciosos e falhos. Eles nos dizem muito mais sobre o estado do pensamento evolucionista do que sobre a suposta verdade da evolução.
Seja a comparação a gravidade, o câncer ou qualquer observação empírica, nós os consideramos um fato porque podemos observá-los.  Se podemos ou não explicá-los, e até que ponto podemos explicá-los, não tem qualquer influência sobre a própria observação. Assim, Gould está correto quando afirma que a gravidade “permanece, ou não vai embora” quando cientistas debatem teorias rivais para explicá-la.

Mas nós não observamos os seres humanos evoluírem de ancestrais simiescos. Essa é a afirmação da evolução, e é uma afirmação que sofre de problemas científicos substanciais. E esses problemas não são um detalhe sobre a evolução, são um fato científico. Sim, evolucionistas debatem explicações rivais sobre como as espécies se originaram, mas nesse caso, não há nenhuma observação da evolução que [como a gravidade] “permaneça, ou não vá embora” durante o debate. Não há fato da evolução observado no qual podemos nos firmar, enquanto as explicações evolutivas encontram problemas científicos.

Essa falácia na comparação de evolucionistas com observações empíricas não é sutil. Na verdade, a falácia é tão trivial que chega a ser vergonhosa para os evolucionistas. Mas ainda assim, aí está ela. Os principais evolucionistas sempre usaram e continuam a usar esse argumento ridículo. O que é importante aqui não é nem que o argumento seja falho, mas que os evolucionistas acreditem que ele seja uma defesa eficaz de sua insustentável posição. O argumento falha em sua defesa da evolução, mas não falha em revelar quão falho e vazio é o pensamento evolucionista.

 Fonte: Cornelius Hunter (Darwin’s God)
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A Importância da Higiene

Para termos boa saúde, é necessário que tenhamos bom sangue; pois este é a corrente da vida. Ele repara os desgastes e nutre o corpo. Quando provido dos devidos elementos de alimentação e purificado e vitalizado pelo contato com o ar puro, leva a cada parte do organismo vida e vigor. Quanto mais perfeita a circulação, tanto melhor se realizará esse trabalho. — A Ciência do Bom Viver, 271.

A aplicação externa da água é um dos mais fáceis e mais satisfatórios meios de regular a circulação do sangue. Um banho frio ou fresco é excelente tônico. O banho quente abre os poros, auxiliando assim na eliminação das impurezas. Tanto os banhos quentes como os neutros acalmam os nervos e equilibram a circulação. […]

O exercício aviva e equilibra a circulação do sangue, mas na ociosidade o sangue não circula livremente, e não ocorrem as mudanças que nele se operam, e são tão necessárias à vida e à saúde. Também a pele se torna inativa. As impurezas não são eliminadas, como seriam se a circulação houvesse sido estimulada por vigoroso exercício, a pele conservada em condições saudáveis, e os pulmões alimentados com abundância de ar puro, renovado. […]

Deve-se conceder aos pulmões a maior liberdade possível. Sua capacidade se desenvolve pela liberdade de ação; diminui, se eles são constrangidos e comprimidos. Daí os maus efeitos do hábito tão comum, especialmente em trabalhos sedentários, de ficar todo dobrado sobre a tarefa em mão. Nessa postura é impossível respirar profundamente. A respiração superficial torna-se em breve um hábito, e os pulmões perdem a capacidade de expansão. […]

Assim é recebida uma deficiente provisão de oxigênio. O sangue move-se lentamente. Os resíduos, matéria venenosa que devia ser expelida nas exalações dos pulmões, são retidos, e o sangue se torna impuro. Não somente os pulmões, mas o estômago, o fígado e o cérebro são afetados. A pele torna-se pálida, é retardada a digestão; o coração fica deprimido; o cérebro nublado; confusos os pensamentos; baixam sombras sobre o espírito; todo o organismo se torna deprimido e inativo, e especialmente suscetível à doença.

Os pulmões estão de contínuo expelindo impurezas, e necessitam ser constantemente abastecidos de ar puro. O ar contaminado não proporciona a necessária provisão de oxigênio, e o sangue passa ao cérebro e aos outros órgãos sem o elemento vitalizador. Daí a necessidade de perfeita ventilação. Viver em aposentos fechados, mal arejados, onde o ar é sem vida e viciado, enfraquece todo o organismo. Este se torna particularmente sensível à influência do frio, e uma leve exposição leva à doença. É o viver muito fechadas, dentro de casa, que faz muitas mulheres pálidas e fracas. Respiram o mesmo ar repetidamente, até que ele se carrega de venenosos elementos expelidos pelos pulmões e os poros; e assim as impurezas são novamente levadas ao sangue. — A Ciência do Bom Viver, 237, 238, 272-274.

Muitos estão sofrendo enfermidades por recusarem receber em seus quartos o puro ar noturno. O ar livre e puro do céu é uma das mais ricas bênçãos das quais podemos desfrutar. — Testimonies for the Church 2:528.

O escrupuloso asseio é indispensável tanto à saúde física como à mental. Impurezas são constantemente expelidas do corpo por meio da pele. Seus milhões de poros logo ficam obstruídos, a menos que se mantenham limpos mediante banhos freqüentes, e as impurezas que deviam sair pela pele se tornam mais uma sobrecarga aos outros órgãos eliminadores.

Muitas pessoas tirariam proveito de um banho frio ou tépido cada dia, pela manhã ou à noite. Em vez de tornar mais sujeito a resfriados, um banho devidamente tomado fortalece contra os mesmos, porque melhora a circulação; o sangue é levado à superfície, conseguindo-se que ele aflua mais fácil e regularmente às várias partes do organismo. A mente e o corpo são igualmente revigorados. Os músculos tornam-se mais flexíveis, mais vivo o intelecto. O banho é um calmante dos nervos. Ajuda os intestinos, o estômago e o fígado, dando saúde e energia a cada um, o que promove a digestão.

Também é importante que a roupa esteja sempre limpa. O vestuário usado absorve os resíduos expelidos pelos poros; não sendo freqüentemente mudado e lavado, serão as impurezas reabsorvidas.

Toda forma de desasseio tende à enfermidade. Microrganismos produtores de morte pululam nos recantos escuros e negligenciados, em apodrecidos detritos, na umidade, no mofo e bolor. Nada de verduras deterioradas ou montes de folhas secas se deve permitir que permaneça próximo de casa, poluindo e envenenando o ar. Coisa alguma suja ou estragada se deve tolerar dentro de casa. […]

Perfeito asseio, quantidade de sol, cuidadosa atenção às condições higiênicas em todos os detalhes da vida doméstica são essenciais à prevenção das doenças e ao contentamento e vigor dos habitantes do lar. — A Ciência do Bom Viver, 276.

Ensinai aos pequeninos que Deus não Se agrada de vê-los com corpo sujo e roupas desabotoadas e rasgadas. […] Andar com roupas elegantes e limpas será um dos meios de conservar puros e dóceis os pensamentos. […] Especialmente devem ser conservados limpos todos os artigos que entram em contato com a pele.

A verdade nunca põe seu delicado pé no caminho da imundícia ou da impureza. […] Aquele que minuciosamente exigiu dos filhos de Israel que nutrissem hábitos de limpeza não aprovará hoje qualquer impureza no lar de Seu povo. Deus olha com desagrado a qualquer espécie de impurezas. — Minha Consagração Hoje, 129.

Cantos sujos e negligenciados na casa tenderão a formar recantos impuros e negligenciados na alma. — Orientação da Criança, 114.

O Céu é puro e santo, e os que entrarem pelos portões da Cidade de Deus devem estar vestidos de pureza interior e exterior. — Conselhos Sobre Saúde, 103.

Ellen G. White, Conselhos para a Igreja, Capítulo 39.
Fonte: Sétimo Dia
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O Poder da Leitura


Porque desde criança você conhece as Sagradas Letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus. 2 Timóteo 3:15

Certo dia apareceu uma estranha criatura no campus do Bethel College, uma pequena instituição presbiteriana de ensino superior no Tennessee, Estados Unidos. Ele tinha um metro e oitenta de altura, cabelos ruivos despenteados e vestia uma blusa de frio tão velha que havia alfinetes por toda parte para mantê-la em condições de uso. Havia buracos nos sapatos e os dentes da frente já não existiam mais. Ele veio da minúscula vila de Rosser, constituída por apenas três casas, onde morava numa casa de fazenda caindo aos pedaços, sem encanamento interno. Ele nunca andou de bicicleta, entrou em um shopping center ou namorou. E nunca frequentou a escola.

Robert Howard Allen, 32 anos, apareceu para matricular-se na faculdade. Assim que a administração aplicou um teste para averiguar o conhecimento de Robert, todos se surpreenderam. Ele “arrasou”. Sua mente estava repleta de conhecimento em literatura clássica e histórica. A abrangência de seu conhecimento estava muito além do que o de qualquer professor da instituição. A administração o dispensou da maioria das matérias do primeiro ano de faculdade.

Dez anos mais tarde, Robert Allen concluiu a educação formal, graduando-se pela altamente prestigiada Universidade Vanderbilt em Nashville, Estados Unidos, com PhD em inglês. Ele começou a lecionar inglês para a faculdade.

A história desse homem me inspira. Ela mostra o poder do espírito humano para se erguer e ser bem-sucedido em face das situações mais desafiadoras. E que situação desafiadora! Os pais de Robert se divorciaram quando ele ainda era bem jovem. Ele foi criado por parentes de idade avançada que fizeram um acordo com a administração da escola local para que ele estudasse em casa. A princípio, um professor o visitava ocasionalmente, mas logo Robert foi esquecido.

Mesmo assim, aos 12 anos Robert já tinha aprendido a ler sozinho e logo começou a ler a Bíblia na versão King James para a tia Ida, que era deficiente visual, completando duas vezes a leitura de capa a capa do Livro Sagrado.

Em pouco tempo, estava lendo tudo o que podia encontrar, desde Shakespeare até Will Durant. Ele leu praticamente todos os livros da biblioteca pública de sua cidade e aprendeu também a ler em grego e francês. E começou a escrever poemas. Essa é uma história mais forte do que a ficção – e mais maravilhosa. E tudo começou com a leitura da Bíblia.

Fonte: William G. Johnsson (Jesus A Preciosa Graça – Meditações Diárias)

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Reavivados por Sua Palavra Hoje – Levítico 11

1 O SENHOR Deus deu a Moisés e a Arão
2 as seguintes leis para os israelitas: Vocês poderão comer a carne de qualquer animal
3 que tem casco dividido e que rumina.
4 Mas não poderão comer camelos, coelhos selvagens ou lebres, pois esses animais ruminam, mas não têm casco dividido. Para vocês esses animais são impuros.
7 É proibido comer carne de porco. Para vocês o porco é impuro, pois tem o casco dividido, mas não rumina.
8 Não comam nenhum desses animais, nem mesmo toquem neles quando estiverem mortos. Todos eles são impuros.
9 Vocês poderão comer qualquer peixe que tem barbatanas e escamas,
10 mas não poderão comer os animais que vivem na água e que não têm barbatanas nem escamas. Esses animais são impuros para vocês;
11 não comam nenhum deles e, mesmo quando eles estiverem mortos, não toquem neles.
12 Qualquer animal que vive na água e que não tem barbatanas nem escamas é impuro.
13 Também são impuras as seguintes aves: águias, urubus, águias-marinhas,
14 açores, falcões,
15 corvos,
16 avestruzes, corujas, gaivotas, gaviões,
17 mochos, corvos-marinhos, íbis,
18 gralhas, pelicanos, abutres,
19 cegonhas, garças e poupas; e também morcegos.
20 É impuro todo inseto que anda e que voa;
21 mas vocês poderão comer os insetos que têm pernas e que saltam.
22 Poderão comer toda espécie de gafanhotos e grilos.
23 Mas todos os outros insetos que andam e que voam são impuros.
24 Ficará impuro até o pôr-do-sol quem tocar nos seguintes animais depois de mortos: todos os animais com cascos, mas que não têm o casco dividido e não ruminam, e todos os animais de quatro pés que andam sobre as plantas dos pés. Se alguém pegar o corpo de qualquer um deles, terá de lavar a roupa que estiver vestindo e ficará impuro até o pôr-do-sol. Esses animais são impuros para vocês.
29 Dos animais que se arrastam pelo chão são impuros os seguintes: todas as espécies de lagartos, lagartixas, ratos, toupeiras e camaleões.
31 Ficará impuro até o pôr-do-sol quem tocar nesses animais depois de mortos.
32 E, se o corpo de qualquer um desses animais cair em cima de alguma coisa, essa coisa ficará impura. Isso inclui qualquer objeto de madeira, tecido, couro ou saco, ou qualquer outra coisa. Para purificar esse objeto, será preciso colocá-lo na água, mas ele ficará impuro até o pôr-do-sol.
33 E, se o corpo de um desses animais cair num pote de barro, tudo o que estiver dentro do pote se tornará impuro; será preciso quebrar o pote.
34 E, se a água daquele pote cair em cima de qualquer comida, essa comida ficará impura. E qualquer líquido que estiver no pote ficará impuro também.
35 Se o corpo de um desses animais cair sobre alguma coisa, ela ficará impura. Se for um forno ou um fogão de barro, então ele se tornará impuro e deverá ser quebrado;
36 se for uma fonte ou uma caixa de água, a água ali dentro continuará pura, mas quem tocar no corpo ficará impuro.
37 Se o corpo de um desses animais cair em cima de sementes que vão ser plantadas, elas continuarão puras;
38 mas, se as sementes estiverem de molho na água, e o corpo cair na água, então elas se tornarão impuras.
39 Se um animal que se pode comer tiver morte natural, a pessoa que tocar no corpo ficará impura até o pôr-do-sol.
40 E, se alguém comer a carne desse animal, deverá lavar a roupa que estiver vestindo e ficará impuro até o pôr-do-sol; e, se alguém carregar o corpo do animal, precisará lavar a roupa e ficará impuro até o pôr-do-sol.
41 É proibido comer qualquer animal que se arrasta pelo chão; esses animais são impuros.
42 É proibido comer qualquer um deles, tanto aqueles que se arrastam como aqueles que andam com quatro patas ou mais.
43 Não fiquem impuros e nojentos por comerem qualquer um desses animais.
44 Eu sou o SENHOR. Dediquem-se a mim, o Deus de vocês, e sejam completamente fiéis a mim, pois eu sou santo. Não fiquem impuros por causa de qualquer animal que se arrasta pelo chão.
45 Eu sou o SENHOR, que os trouxe do Egito a fim de ser o Deus de vocês. Portanto, sejam santos, pois eu sou santo.
46 São essas as leis a respeito dos animais e das aves, de todos os animais que vivem na água e de todos os animais que se arrastam pelo chão.
47 Elas mostram a diferença entre o que é puro e o que é impuro, entre os animais que podem ser comidos e os que não podem ser comido.
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Aprendendo com as Sementes

Imagem: publicdomainpictures.net

Na ilha de Svalbard, Noruega, em um abrigo subterrâneo, está o Global Seed Vault (Cofre de Sementes Global), também conhecido como o “Cofre do Fim do Mundo” ou  “Arca de Noé Botânica”, uma espécie de banco genético que busca preservar milhões de sementes – uma medida preventiva para o caso de catástrofes nucleares, mudanças climáticas, desastres naturais e outras supostas ameaças à continuidade da existência humana.

Em funcionamento desde 2008, o cofre espera receber  mais de 3 milhões de tipos de sementes. Segundo se noticia, já armazena mais de 500 mil. Certamente, fará parte dessa reserva desde as minúsculas sementes da mostarda até as “gigantescas” sementes da Lodoicea maldivica (as sementes desta palmeira encontrada nas Ilhas Seychelles, no Oceano Índico, podem alcançar mais de 30 cm de diâmetro).

Desnecessário frisar a importância das sementes tanto para os contemporâneos de Jesus quanto para o homem do séc. XXI. Não sem razão, o Salvador inseriu em suas lições elementos atemporais da própria experiência humana, a fim de vincular o reino natural ao reino espiritual, o homem a Deus, a Terra ao Céu. Aos seus ouvintes, as verdades divinas eram apresentadas a partir da realidade que eles próprios conheciam: a semeadura, a colheita, o dono da vinha, os ceifeiros, o grão de mostarda, o joio, o trigo, o pão.

Assim como no passado, as parábolas continuam a nos ensinar hoje as mesmas verdades divinas a partir de um ponto com o qual estamos familiarizados. Sem dúvida, há muitas lições que podemos aprender com as sementes:

Toda semente lançada produz uma colheita segundo sua espécie. O mesmo se dá na vida humana. Necessitamos todos, lançar as sementes da compaixão, simpatia e amor; porque o que semearmos isso colheremos. Toda característica de egoísmo, amor-próprio, estima própria, todo ato de condescendência consigo mesmo produzirá fruto semelhante. Aquele que vive para si, está semeando na carne, e da carne brotará corrupção.

Deus não destrói a ninguém. Todo aquele que for destruído ter-se-á destruído a si mesmo. Todo aquele que sufoca as admoestações da consciência está lançando as sementes da incredulidade, e estas produzirão uma colheita certa. Rejeitando a primeira advertência de Deus, Faraó, na antiguidade, semeou as sementes da obstinação, e colheu obstinação. Deus não o compeliu a descrer. A semente de incredulidade que lançou, produziu uma colheita de sua espécie. Assim, sua resistência continuou até contemplar o seu país devastado, o gélido cadáver de seu primogênito, e o primogênito de toda a sua casa, e de todas as famílias de seu reino, até que as águas do mar lhe submergiram os cavalos, carros e guerreiros. Sua história é uma ilustração tenebrosa da verdade das palavras, “tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. Gál. 6:7. Se tão-somente reconhecessem os homens isso, seriam cautelosos com a semente que lançam.

À medida que a semente espalhada produz uma colheita, e esta por sua vez é semeada, a seara se multiplica. Essa lei é também verdadeira em relação com as pessoas. Cada ato, cada palavra é uma semente que produzirá fruto. Cada ato de meditada bondade, de obediência ou de renúncia, se reproduzirá em outros, e por eles ainda em terceiros. Do mesmo modo cada ato de inveja, malícia ou dissensão, é uma semente que brotará em “raiz de amargura” (Heb. 12:15), pela qual muitos serão contaminados. E quanto maior número envenenarão os “muitos”! Assim a sementeira do bem e do mal prossegue para o tempo e a eternidade.

Liberalidade tanto em assuntos espirituais quanto temporais, é ensinada na lição da semeadura. O Senhor diz: “Bem-aventurados vós, que semeais sobre todas as águas.” Isa. 32:20. “Digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância também ceifará.” II Cor. 9:6. Semear sobre todas as águas significa uma contínua distribuição das dádivas de Deus. Significa dar onde quer que a causa de Deus ou as necessidades da humanidade exigirem nosso auxílio.

Isso não levará à pobreza. “O que semeia em abundância, em abundância também ceifará.” O semeador multiplica a semente lançando-a fora. Assim é com aqueles que são fiéis no distribuir as dádivas de Deus. Repartindo, aumentam suas bênçãos. Deus lhes prometeu suficiência para que possam continuar a dar. “Dai, e ser-vos -á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.” Luc. 6:38.

E mais do que isso está envolvido no semear e ceifar. Distribuindo as bênçãos temporais de Deus, a evidência de nosso amor e simpatia desperta, no que recebe, gratidão e ações de graças a Ele. O solo do coração é preparado para receber a semente da verdade espiritual. E Aquele que provê a semente ao semeador, fará com que a semente germine e produza fruto para a vida eterna.  Pelo lançar da semente no solo, Cristo representa Seu sacrifício por nossa redenção. “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer”, disse, “fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.” João 12:24. Assim a morte de Cristo resultará em fruto para o reino de Deus. De acordo com a lei do reino vegetal, vida será o resultado de Sua morte.

E todos os que quiserem produzir fruto como coobreiros de Cristo, precisam cair na terra e morrer. A vida precisa ser lançada no sulco da necessidade do mundo. O amor-próprio e o próprio interesse têm que perecer. Mas a lei do sacrifício próprio é a lei da própria preservação. A semente sepultada no solo produz fruto, e este, por sua vez, é plantado. Assim se multiplica a seara. O lavrador preserva a sua semente, lançando-a fora. Deste modo, na vida humana dar é viver. A vida que será preservada é a que é entregue liberalmente ao serviço de Deus e do homem. Os que pela causa de Cristo sacrificam a vida neste mundo, conservá-la-ão para a eternidade.

A semente morre para ressurgir em nova vida, e nisto nos é dada a lição da ressurreição. Todos os que amam a Deus reviverão no Éden celestial. Do corpo humano posto na cova para ser reduzido a pó, disse Deus: “Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor.” I Cor. 15:42 e 43.

Tais são algumas das muitas lições ensinadas pela viva parábola do semeador e da semente na Natureza.

Fonte: Parábolas de Jesus (Ellen White), p. 84-87.