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22 de Outubro de 1844 – O Grande Desapontamento II e The Day After

O que há de tão especial na data 22 de outubro de 1844 (e também 23 de outubro de 1844)?

Para entender esse assunto tão importante, leia e reflita sobre estes dois desapontamentos:

O Grande Desapontamento I

O alerta teve início cerca de nove meses antes dos fatos: “Começou Jesus Cristo a mostrar a Seus discípulos que Lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto, e ressuscitado no terceiro dia”. S. Mateus 16:21

Mas no primeiro dia daquela que seria a semana de Sua morte, quando o povo contemplou Jesus montado sobre o jumento em cumprimento da profecia de Zacarias, certificou-se de que Ele estava em vias de estabelecer um reino terreno, expulsar os odiados romanos de seu meio e tornar Jerusalém, e não Roma, a capital do mundo. Claramente, Cristo tomou a iniciativa num emprendimento que deixou o povo com uma impressão bastante errada a Seu respeito, o que, em consequência, foi seguido por um trágico desapontamento.

Como poderia Cristo, o caminho, a verdade e a vida, tomar parte num engano tão premeditado? Como podia o Príncipe da Paz tão intencionalmente preparar o ambiente para a grande tristeza que se seguiu?

Ou tais perguntas são inadequadas? Era Jesus Aquele que “havia de redimir Israel”? Certamente! Ele era o Salvador do mundo inteiro! Era Jesus, sentado sobre o jumento, realmente um rei? Ele era o rei do Universo!

Então, quando Jesus levou o povo a vê-Lo como um rei, acaso o enganou? Logicamente, não!

Então, o que causou tanta confusão a respeito dEle e, pouco depois, tanto desapontamento? Foi a falta de compreensão da parte do povo.[…]

Cristo dificilmente poderia ter sido mais explícito! Por 4.000 anos o céu fez seu melhor para impedir a incompreensão do povo e  consequente desapontamento! [Desde a promessa messiânica de Gênesis 3:15, passando pela mensagem de profetas como Isaías, Daniel e outros] (Daniel 9, escrito 500 anos antes do nascimento de Cristo, revelara que no “meio” da última semana das setenta semanas de anos, o Messias seria “morto”).

A despeito de tantas informações, os discípulos falharam em compreender a mensagem e após o grande desapontamento da crucifixão do fim de semana, Jesus fez a mais significativa revelação de Si mesmo, a mais esclarecedora explicação do que havia saído errado:

“Então lhes disse Jesus: Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na Sua glória? E, começando, por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras.” S. Lucas 24:25-27[…]

Ao fazê-lo, Cléopas e seu companheiro devem ter exclamado: “Já ouvimos isto centenas de vezes! Por que não entendemos antes?”

O Grande Desapontamento II

Depois de dedicar dias e noites inteiras ao estudo das profecias de Daniel (especialmente Daniel 8:14: “Até duas mil e  trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado.”), a prova das Escrituras tinha se tornado clara demais para Guilherme Miller e outros pesquisadores. Não se podia mais ignorar que os 2.300 dias daquela profecia terminariam no ano de 1844, e que o grande acontecimento representado pela purificação do santuário deveria ocorrer precisamente na data de 22 de outubro daquele ano.[Tenha sua Bíblia à mão para entender  – já, já – por que Miller tinha razão].

Para ter noção do clima de expectativa daqueles dias:

Não muito antes de 22 de outubro de 1844, Fitch (que voltara à fé pouco tempo antes, convencido pela exposição bíblica de Miller) batizou três grupos sucessivos de conversos ao ar livre num dia frio. Aparentemente, em consequência disto, adoeceu e, na segunda-feira, 14 de outubro, faleceu.

O periódico milerita, Midnight Cry relatou que “sua viúva e filhos órfãos estão agora em Cleveland, aguardando confiantemente a vinda de nosso Senhor para reunir os membros espalhados de sua família” em alguns poucos dias. “A irmã Fitch está…sorridente e feliz.”

Não é difícil imaginar os dois filhos sobreviventes perguntando em meio às lágrimas após o funeral: “Mamãe, nós veremos papai novamente?”

“Sim, queridos”, respondeu corajosamente a Sra. Fitch. “Em poucos dias, quando Jesus retornar, Ele despertará papai e seus irmãos adormecidos também, e então seremos uma família completa e feliz outra vez, para sempre!”

[15 de outubro, sete dias para o fim. 16 de outubro, seis dias. 17 de outubro. 18 de outubro. 19 de outubro.] Na noite de segunda feira, 21 de outubro, as crianças perguntaram: “Mamãe, amanhã tornaremos a encontrar papai?” “Sim queridos!”

Na terça-feira à noite, eles soluçaram: “Por que papai não veio hoje?” […]

Havia muitas famílias como essa naqueles dias. Com filhos ou jovens pais que tinham morrido de tuberculose, cólera, tosse comprida e outras doenças fatais, muitos antecipavam uma alegre reunião quando Jesus viesse novamente. Não é sem razão que 22 de outubro de 1844 passasse para a História como o dia do “grande desapontamento”.[…]

Vemos que a mensagem de Miller estava muito próxima da verdade. Quanto à literalidade da segunda vinda, ao tipo de preparação requerida, à importância vital de ganhar almas, e ao cálculo dos 2.300 dias, ele estava mais correto do que seus contemporâneos.

Ele estava errado somente em pensar que o santuário a ser purificado em Daniel 8:14 estava na Terra, e ao concluir que a purificação do santuário por parte de Cristo se cumpriria com Sua vinda à Terra para purificar o mundo e julgar a igreja como Rei dos reis.[…] Não cometeu erro maior do que o dos discípulos quando imaginaram que as profecias previam a vinda de Cristo como um rei no ano 31 AD. […]

Mas se assim é, por que Jesus não esclareceu a questão para Miller e certificou-se de que ele tinha a mensagem correta?

A resposta é que Ele tentou, tal como tentara com Seus próprios discípulos antes da primeira entrada triunfal. Expressões em Daniel 7, S. Lucas 12, Hebreus 8 e 9, Apocalipse 10 e Apocalipse 11, corretamente compreendidas, teriam impedido o desapontamento de 1844, tal como outros pensamentos no Velho Testamento poderiam ter poupado os discípulos de seu desapontamento.

Incompreensão Desfeita

[…] E a quem, onde e como Jesus primeiramente explicou a incompreensão depois do desapontamento?

Em 23 de outubro, na exata manhã que se seguiu a 22 de outubro, um ativo, mas quase desconhecido adventista, Hirã Edson, estava seguindo por um atalho num campo de milho em companhia de um amigo, quando de repente…[ver imagem acima] [Hirã Edson teve o lampejo que completou o quadro profético. Aqui, sugiro que tome sua Bíblia e, para começar a entender a profecia das 2.300 tardes e manhãs e ter a a mesma compreensão que ele teve, estude com oração este (clique aqui) e os outros temas imediatamente subsequentes.]

[…] Em outras palavras, Jesus abriu-lhe a compreensão das Escrituras sobre as coisas concernentes a Si próprio. Hirã Edson foi o “Cléopas do milharal” do  adventismo, viajando pelo campo com um companheiro ao Cristo se aproximar deles!

O novo discernimento de Edson foi estudado e reestudado. A partir disso, no devido tempo, surgiu um grande novo movimento religioso mundial – a Igreja Adventista do Sétimo Dia. [A Igreja Adventista do Sétimo Dia foi oficialmente organizada em 1863. Saiba porque 1844 também é importante em relação a outros eventos mundiais aqui: 1844: coincidência ou providência?]

Texto montado com trechos dos capítulos 5 e 6 do livro História do Adventismo (pág. 35 a 46), de C. Mervyn Maxwell, não necessariamente na mesma sequência em que aparecem. Os trechos em cores nåo padrão nåo integram o livro.
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O Calendário dos Maias e o Dilúvio

Jesus Voltará

 

O calendário dos Maias foi utilizado como um dos ingredientes para o sucesso da atual febre cinematográfica hollywoodiana: 2012. Mas será que, no meio de tanto sensacionalismo fabricado a partir da película, alguém terá feito alguma reflexão séria sobre a cronologia dos Maias? Por que esse povo foi tido como inexpressivo no quesito conhecimentos matemáticos ou astronômicos? O que o calendário maia nos revela sobre o passado? Teria a cronologia maia alguma correspondência com o Dilúvio e a cronologia bíblica?

O livro Depois do Dilúvio, de  Bill Cooper B. A. Hons., editado pela Sociedade Criacionista Brasileira (210 páginas), depois de tratar da cronologia de Scaliger, renomado estudioso do Séc. XVI, aborda o interessante assunto da contagem maia às páginas 102-103:

 

Os Maias da América Central são um povo a respeito do qual se diz que não dominavam qualquer matemática de uma ordem particularmente elevada, nem qualquer astronomia teórica. Ora, os Maias instituíram uma contagem de tempo exatamente igual à que Scaliger elaborou, para resolver certos problemas cronológicos genealógicos com que se depararam ao reconstruir a sua própria história antiga. Do ponto de vista modernista, entretanto, o aspecto incômodo é o fato de que os Maias haviam aperfeiçoado a sua contagem dos dias cerca de seiscentos anos, ou mais, antes que Scaliger sequer tivesse existido. Scaliger, nos é ensinado corretamente, era um gênio. Os Maias, é-nos ensinado erradamente, não eram.

Mas por que nos é ensinado que os Maias não eram gênios? Por que os  modernistas insistem em nos dizer que os Maias não dominavam qualquer astronomia teórica, e nenhum sistema de matemática teórica, apesar de tantas evidências concretas em contrário? Em Chichen Itza, no México, repousam as ruínas de um gigantesco observatório que os Maias construíram, cujas galerias estão alinhadas com o Sol, a Lua e as estrelas. Com este observatório, em conjunto com outros observatórios com galerias também em alinhamento, os Maias eram capazes de predizer eclipses do Sol e da Lua com grande precisão, bem como medir o ciclo sinódico de Vênus com uma precisão atingida somente nos tempos modernos. Mas talvez exista mesmo algo sistemático na loucura modernista.

Se correlacionarmos a contagem Maia dos dias com a de Scaliger, vemos que o dia 1 dos Maias começou no dia Juliano 584283, que corresponde em nossos valores a 10 de agosto de 3113 a.C. (eu ponho isto numa quinta-feira) como o início da contagem Maia. Ora, a importância disso está no fato de que, embora o conceito Maia de tempo fosse cíclico, eles sabiam que a catástrofe mundial que havia encerrado a era anterior tinha sido ocasionada pela água, e que a sua era havia começado após aquela catástrofe. Em outras palavras, eles encaravam o dilúvio como encerramento da era antiga e o início da nova. E é aqui que ambas as contagens dos dias assumem uma enorme importância. A contagem de Scaliger, recordamos, levou-o ao ano inicial de 4713 a.C, sendo mais do que provável que essa data corresponda aproximadamente ao ano da Criação. Os Maias, porém, não iniciavam a sua contagem a partir da Criação, e sim a partir do dilúvio, e esse evento foi colocado em sua cronologia (e não na cronologia de Scaliger) no ano 3113 a.C. Subtraindo-se 3113 de 4713 resulta o período de 1.600 anos entre as datas da Criação e do dilúvio, período este que corresponde com aproximação notável ao período de 1.656 anos estabelecidos tão precisamente no registro de Gênesis. Não admira, portanto, que essa informação fosse hoje eclipsada pelo questionamento superficial feito relativamente à matemática e à astronomia dos Maias. Se eu fosse um modernista eu também questionaria!

Parece que a cronologia maia, entre outras, está mesmo destinada a desvelar um passado que serve não apenas para satisfazer a curiosidade humana, mas também para alertar o homem moderno de eventos que estão muito próximos de acontecer e que não deveriam apanhá-lo de surpresa. Disso já fomos avisados. Não por Hollywood, mas por quem conhece o fim desde o princípio e pode, portanto, anunciar o verdadeiro futuro:

“E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.” Mateus 24: 37-39

“…Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.” Apocalipse 22:20

 

Leia mais sobre o fim do mundo aqui. E esta notícia, atualizada em março de 2011. 

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