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Biografia de herói que inspirou filme indicado ao Oscar é lançada no Brasil

 

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A editora Casa Publicadora Brasileira lançou, ainda no ano passado (2016), a versão em língua portuguesa da biografia de Desmond Doss escrita por Frances M. Doss, segunda esposa do veterano de guerra que inspirou o filme “Até o último homem”, indicado a 6 Oscars em 2017. Leia o artigo “Herói improvável”, publicano na Revista Adventista (e a Entrevista com o próprio Desmond Doss, de 1987).

CPB lança biografia do herói adventista da II Guerra Mundial.

Pequena resenha/apresentação da editora:

“Senhor, ajuda-me a salvar mais um.”

A artilharia pesada em Okinawa multiplicava as vítimas, mas não intimidou Desmond Doss, soldado e homem de fé. Com a coragem e a força da oração acima, ele se recusou a procurar abrigo e carregou, um por um, seus companheiros caídos até um local seguro. Em aproximadamente cinco horas ele resgatou todos os 75 feridos naquele ataque. Este e outros atos heroicos fizeram com que ele recebesse a mais alta distinção que se pode conferir a um soldado norte-americano: a Medalha de Honra.
Porém, sua história não termina em 1945. Houve muitas outras batalhas e vitórias para o homem conhecido como “o mais improvável dos heróis”. Este livro conta cada uma delas.
Da infância marcada por acidentes à bravura na Segunda Guerra Mundial, da trágica perda de sua esposa Dorothy às batalhas contra a surdez e o câncer, Desmond Doss viveu com devoção insuperável. Devoção a seu país, a suas convicções e, acima de tudo, a seu Deus.

Detalhes do produto

Formato: 14.0 x 21.0 cm
Número de páginas: 176
ISBN: 978-85-345-2353-0
Acabamento: Brochura

Fonte (e “site” para adquirir o livro): CPB

Observação: Assim como Desmond Doss, funcionários da Casa Publicadora Brasileira (editora adventista) guardam o sábado. A compra de produtos no “site” só é possível fora das horas do sétimo dia bíblico, que começa ao pôr do sol de sexta-feira e termina ao pôr do sol de sábado.

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O Pensamento Hebraico Comparado ao Grego

Na Antiguidade, dentre as várias cosmovisões existentes, duas, em especial, se destacavam. Grécia e Israel tinham modos bem distintos de pensar. É preciso admitir que os gregos deixaram uma herança muito rica para o Ocidente, nas artes, na ciência e na cultura. Sem eles, não seríamos o que somos hoje. No entanto, do ponto de vista religioso, a influência grega trouxe mais problemas do que vantagens. Se hoje temos tanta dificuldade para entender a Bíblia, em grande parte, isso se deve à nossa mente “helenizada” (é preciso lembrar que os autores bíblicos eram, em sua maioria, hebreus e que até o Novo Testamento, escrito em grego, reflete o modo hebraico de pensar). Daí a importância de entender mais a fundo a mentalidade hebraica antiga.Adotar uma perspectiva hebraica das Escrituras ajuda a entender o pensamento dos autores bíblicos?

O objetivo deste artigo é relacionar, de modo sucinto, algumas das principais nuances do pensamento hebraico, comparando-as ao pensamento grego, que, via de regra, é também o pensamento ocidental.

Vale lembrar que nem todos os gregos e hebreus pensavam de maneira idêntica. Havia, dentro de cada cultura, diferentes ramificações quanto à religião e à filosofia. As características abaixo representam cada modo pensar de forma geral, sem levar em consideração as diferentes subdivisões.

Concreto x abstrato

No idioma hebraico antigo (língua predominante do Antigo Testamento), ao contrário do grego, as ideias eram muito mais concretas do que abstratas. Até conceitos abstratos, como os sentimentos, costumavam ser associados a algo concreto.

Em hebraico, a palavra “ira” ou “raiva”, por exemplo, é ’af (Êx 4:14), a mesma que é usada para “nariz” ou “narinas” (Jó 40:24). Mas o que tem que ver nariz com raiva? Geralmente, quem fica com muita raiva respira de modo acelerado, e as narinas se dilatam. Talvez esse seja o motivo concreto por trás da relação entre as duas palavras.

Outro exemplo desse concretismo hebraico é a palavra “fé”, ’emunah (Hc 2:4), que em vez de significar apenas crença ou aceitação mental – como no grego –, expressa também qualidades como firmeza, fidelidade e estabilidade. Ter fé, na visão hebraica, é se firmar em Deus, como uma estaca fincada no chão (ver Is 22:23, onde “firme” vem do verbo’aman, a mesma raiz de ’emunah). Portanto, crer, do ponto de vista bíblico-hebraico, inclui também a ideia de se apegar a Deus e ser fiel.

Dinamismo x ócio

Na Grécia antiga, dava-se mais valor à falta de ocupação do que ao trabalho, principalmente entre os atenienses. Não ter que trabalhar e se dedicar apenas à contemplação e ao mundo das ideias era considerada a mais nobre das “atividades”. Já os hebreus eram um povo extremamente dinâmico e seu idioma refletia isso.

No português, como em outras línguas, o sujeito vem em primeiro lugar na frase, e o verbo, geralmente, é colocado logo em seguida. Exemplo: “Antônio obedeceu a seu pai.” Em hebraico, a ordem das palavras ficaria assim: “Obedeceu Antônio a seu pai.” Isso mostra o valor das ações para os hebreus.

Até substantivos que, para nós, não implicam necessariamente uma ação, para eles envolviam algum movimento. A palavra “presente” (ou “bênção”), berakah em hebraico (Gn 33:11), por exemplo, vem da raiz brk (“ajoelhar”), e significa “aquilo que se dá com o joelho dobrado”, fazendo referência ao costume de inclinar o corpo ao presentear alguém. A palavra “joelho”, berek (Is 45:23), por sua vez, significa, literalmente, “a parte do corpo que se dobra”.

O conceito hebraico de comunhão – “andar com Deus” (Gn 6:9; Mq 6:8) – também envolve movimento e significa manter um relacionamento constante com Ele. E a palavra “júbilo”,rwa‘ ou ranan (Sl 100:1; 149:5), significa “dar um grito retumbante de alegria”.

Para os hebreus, havia uma íntima relação entre aquilo que se fala e o que se faz. Entendia-se que a palavra de um homem deve corresponder às suas ações. Aliás, “palavra”, em hebraico, significa também “coisa” ou “ação”, dabar. Logo, dizer algo e não agir de acordo implicava mentira, falsidade.

Essência x aparência

Os gregos descreviam os objetos em relação à sua aparência. Os hebreus, ao contrário, consideravam mais a essência e função das coisas. Exemplo: Se nos mostrassem um lápis e nos pedissem para descrevê-lo, como seria nossa descrição? Provavelmente, diríamos: “O lápis é azul”, ou “é amarelo”; “tem ponta fina”, ou não; “é cilíndrico”, ou “é retangular”; “é curto”, ou “é comprido”; etc. Note que em todas essas características a ênfase está na aparência.

Um hebreu descreveria o mesmo lápis de forma bem mais simples e objetiva: “É feito de madeira, e eu escrevo palavras com isto.” Na cosmovisão hebraica, a essência das coisas e sua função eram mais importantes que a forma ou a aparência.

Por isso, os elogios de Salomão à sua amada no livro de Cantares parecem tão estranhos para nós, ocidentais. Dizer a uma mulher: “O teu ventre é [um] monte de trigo” (Ct 7:2) pode não soar bem hoje em dia. Mas, na cultura da época, a imagem do trigo trazia a ideia de fertilidade e fartura (função e essência), e ter muitos filhos era o sonho de toda mulher.

Outro exemplo é a descrição feita sobre a arca de Noé e o tabernáculo do Antigo Testamento (Gn 6:14-16; Êx 25-28). Qualquer um que lê o que a Bíblia diz a respeito dessas construções nota que há muito mais detalhes sobre a estrutura e os materiais empregados na confecção do que em relação à sua aparência.

Além de funcional e essencial, o estilo de descrição dos hebreus era também pessoal – o objeto era descrito de acordo com a relação dele com a pessoa. Ao descrever um dia ensolarado, em vez de dizer: “O dia está lindo”, um hebreu diria: “O sol aquece meu rosto!” Daí a descrição de Davi: “O Senhor é o meu pastor” (Sl 23:1).

Teoria x prática

Na cosmovisão grega, “saber” era mais importante do que “ser”. Para os gregos, sabedoria era o resultado sobretudo do estudo, da contemplação e do raciocínio. O conhecimento era essencialmente teórico, limitado ao mundo das ideias, e o mais importante era conhecer a si mesmo.

Para os hebreus, no entanto, o conhecimento era essencialmente prático. Conhecer era, principalmente, experimentar, se envolver com o objeto de estudo. O conhecimento de Deus era o mais importante, e a verdadeira sabedoria estava em saber ouvir, especialmente a Ele – “Ouve, ó Israel […]” (Dt 6:4). Na mentalidade hebraica, “temer a Deus” é o primeiro passo para ser sábio (Sl 111:10; Pv 1:7).

Tempo x espaço

Quando queremos incentivar alguém a prosseguir, dizemos: “Bola pra frente!”, e quando queremos dizer que algo ficou no passado, falamos: “Ficou para trás.” Mas quem nos ensinou que o futuro está à nossa frente e o passado atrás? Possivelmente, os gregos. Eles tinham uma visão espacial do tempo, e nós herdamos isso.

Os hebreus (que valorizavam mais o tempo do que o espaço) enxergavam passado e futuro de modo diferente. Para eles, mais importante do que localizar o tempo de forma espacial era defini-lo em ações completas e incompletas (aliás, “completo” e “incompleto” são os nomes que se dá aos tempos verbais do hebraico).

Na mentalidade hebraica antiga, o passado (tempo completo) estava à frente (as palavrastemol e qedem, “ontem” ou “antigamente”, significam também “em frente”), e o futuro (tempo incompleto) estava atrás – mahar, “amanhã” ou “no futuro”, vem da raiz ’ahar, que significa, entre outras coisas, “ficar atrás”, ou “para trás”. (Veja Êx 5:14; Jó 29:2; Êx 13:14 e Dt 6:20.)

E por que eles entendiam o tempo assim? O pensamento hebraico era simples e direto. O passado já foi completado, por isso podemos olhar para ele como se estivesse diante dos nossos olhos. O futuro, porém, ainda está indefinido, incompleto, por isso, ainda é desconhecido e é como se estivéssemos de costas para ele.

História cíclica x linear

Os gregos viam o curso da história como uma espécie de roda gigante. Para eles, a história se repetia eternamente, num eterno vai e vem sem destino.

Para os hebreus, no entanto, a história era linear e climática. Deus foi quem a iniciou (Gn 1:1), e é Ele quem faz com que ela prossiga para um fim, um clímax, o chamado “Dia do Senhor” (yom Yahweh; Sf 1:7, 14; Jl 2:1; 2Pe 3:10). Mas essa descontinuidade da história será apenas o começo da eternidade (‘olam; Dn 12:2).

Deus x “eu”

Na cosmovisão grega, o “eu” (ego) era o centro de tudo. Diz a lenda que à entrada do Oráculo de Delfos, na Grécia Antiga, havia a frase “Conhece-te a ti mesmo”. Na cultura hebraica, por outro lado, Deus era o centro de todas as coisas. Os hebreus não dividiam a vida, como nós fazemos, em sagrada e secular. Para eles, essas duas áreas eram uma coisa só, sob o domínio de Deus.

Até mesmo as tarefas do dia a dia eram consideradas, de certa forma, sagradas. A palavra hebraica ‘abad – “servir” ou “adorar” (Sl 100:2) – pode ser também traduzida como “trabalhar”. Na lavoura, na escola ou no templo, a vida era vista como um constante ato de adoração (1Co 10:31; Cl 3:2; 1Ts 5:17). Para eles, a adoração era mais do que um evento, era um estilo de vida.

Pensamento corporativo x individualismo

Os gregos consideravam a individualidade um valor supremo e praticamente inegociável. Os hebreus, por sua vez, tinham uma “personalidade corporativa” e enfatizavam a vida em comunidade. Na cosmovisão hebraica, havia uma ligação inseparável entre o indivíduo e o grupo. A vitória de um era a vitória de todos, e o fracasso de um representava o de todos. Por isso, para os cristãos, se, por um lado, a falha de Adão lá no Éden representou nossa queda, por outro lado, a morte de Cristo na cruz dá a todos a oportunidade de salvação (1Co 15:22; Jo 3:16).

Amor: decisão x emoção

No mundo grego, o amor, em suas várias formas, se resumia muitas vezes a um mero sentimento. Na visão hebraica, porém, amor é mais que isso: é uma escolha (em Ml 1:2, 3 e Rm 9:13, “amar” e “odiar” são sinônimos de “escolher” e “rejeitar”). É algo prático, traduzido em ações – a Deus e ao próximo (Mt 22:35-40).

Paz: presença x ausência

No pensamento ocidental, paz depende das circunstâncias. É a ausência de guerras, problemas e perturbações. Mas para os hebreus, paz não implicava, necessariamente, ausência, e sim presença. Só a presença de Deus pode trazer bem-estar, segurança e felicidade – que são ideias contidas na palavra shalom (Jz 6:24).

Integral x dualista

Os gregos tinham uma visão dualista da realidade. Com base nos ensinamentos de Platão, acreditavam que havia dois mundos: o das ideias (ou do espírito) e o mundo real. De acordo com essa visão, o ser humano era formado por duas partes: espírito (ou alma) e corpo. Para eles, o corpo e as coisas materiais eram ruins, e apenas o “espírito” e as coisas do “além” podiam ser considerados bons. Assim, a morte, na verdade, seria a libertação da alma, que, enquanto estivesse no corpo, estaria presa ao mundo material.

Já os hebreus tinham uma visão integral da vida. Para eles, o ser humano era completo, indivisível. Na mentalidade hebraica, alma se refere ao indivíduo como um todo (corpo, mente e emoções). De acordo com Gênesis 2:7, nós não temos uma alma, nós somos uma alma, ou seja, seres vivos (nefesh hayyah, em hebraico). Ao contrário dos gregos, que criam na imortalidade do espírito, os hebreus acreditavam na mortalidade da alma e na ressurreição (Ez 18:4; Dn 12:1, 2).

Espiritualidade x misticismo

Para os gregos, espiritualidade era algo místico. Ser espiritual significava desprezar totalmente a matéria e se conectar ao “outro mundo”. Esse desprezo das coisas materiais variava entre dois extremos. Alguns, por exemplo, renunciavam completamente os prazeres físicos, tais como a alimentação e o sexo, a ponto de mutilar seus órgãos genitais. Outros, por outro lado, se entregavam a todo tipo de sensualidade e orgia. Ambos os comportamentos tinham como base a ideia de que o corpo é mau, e que, no fim das contas, o que importa mesmo é a “alma”.

Mas para a cosmovisão hebraica, o corpo foi criado por Deus, e por isso é sagrado. A Bíblia diz que “do Senhor é a Terra” (Sl 24:1). E enquanto criava o mundo, Deus viu que este “era bom” (Gn 1:10, 12, 18, 21) – e não mau, como acreditavam os gregos. Deus fez o mundo (as coisas materiais), e deu ao ser humano a responsabilidade de cuidar dele.

Para os hebreus, portanto, espiritualidade tinha que ver, sim, com esta vida. Na cosmovisão bíblica, não é preciso se isolar em um monastério, recorrer à meditação transcendental ou entrar num estado de transe para atingir “o mundo superior”. É possível ser “santo” e desenvolver a espiritualidade no dia a dia, nas situações comuns da vida e no trato diário com as pessoas (Lv 20:7; 1Pe 1:16).

Conclusão

Embora devamos muito aos gregos como herdeiros de sua cultura, é fundamental que adotemos uma perspectiva hebraica ao estudar as Escrituras, a fim de que nossa hermenêutica se aproxime ao máximo do modo de pensar dos autores bíblicos, bem como do sentido original do texto.

(Eduardo Rueda é bacharel em Teologia e editor associado na Casa Publicadora Brasileira)

Fontes: Thorleif Boman, Hebrew thought compared with greek (Norton, 1970); Marvin R. Wilson, Our Father Abraham (Eerdmans, 1989); _________, “Hebrew thought in the life of the church”, The living and active word of God (Eisenbrauns, 1983); Jacques Doukhan, Hebrew for Theologians (University Press, 1993); Ferdinand O. Regalado, Hebrew thought: its implications for adventist education (Universidade Adventista das Filipinas, 2000); Daniel Lopez, doutorando em linguística pela UFF-RJ e professor de Filosofia da Educação na UFRJ; Rodrigo P. Silva, graduado em filosofia, arqueólogo e doutor em Teologia; site
Fonte: Criacionismo
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“Deixados para Trás” ou “Como o Fim não Será”?

The official movie poster for "Left Behind" starring Nicolas Cage

 

Os eventos finais da história do mundo são tema naturalmente relevante para os cristãos. Os que estudam a Bíblia sabem que, assim como qualquer outro assunto doutrinário, a escatologia (estudo das profecias referentes aos últimos dias) exige cuidadosa atenção: cenários prognósticos propagados em livros e filmes como “bíblicos” precisam ser avaliados tendo realmente as próprias declarações das Escrituras como parâmetro. Por exemplo: uma volta “invisível” de Jesus Cristo e outros elementos da “história” do fim dos tempos contada na série popular “Deixados para Trás” (livros, filmes e agora refilmagem hollywoodiana com Nicolas Cage no papel principal) têm as “credenciais bíblicas”?

Uma análise mais ampla das falhas escatológicas da série pode ser conferida no livro de Dwight K. Nelson “Ninguém será deixado para trás” (se preferir assistir a um vídeo sobre o assunto, clique aqui). Já uma visão crítica resumida é esta (notícia abaixo) apresentada por William Craig antes mesmo do lançamento do “remake” cinematográfico [Concordo com esta exposição de Craig, especialmente quando tomo a liberdade de acrescentar o detalhe importante entre colchetes: “arrebatamento” = “arrebatamento secreto”]:

Vários meses antes de “Left Behind”/“Deixados para Trás” estrear nos cinemas, um proeminente filósofo cristão está lembrando à igreja americana que as alegações do filme sobre o arrebatamento [“secreto”] são falsas.

Esta doutrina não é realmente encontrada no livro do Apocalipse. Se você ler o livro do Apocalipse, não vai encontrar nenhuma menção ao arrebatamento [“secreto”] lá”, disse William Craig, professor e pesquisador de filosofia da Talbot School of Theology e professor de filosofia da Houston Baptist University.

Em vez disso  afirma Craig, a idéia do arrebatamento [“secreto”] vem de uma má interpretação de 1 e 2 Tessalonicenses, onde Paulo está descrevendo a vinda do Senhor e a ressurreição dos mortos, que ocorrerá na Sua vinda“.

Se você comparar o que Paulo diz com o que Jesus diz sobre o fim dos tempos, Paulo usa o mesmo vocabulário, a mesma fraseologia. Acho que é muito plausível que Paulo está falando sobre o mesmo evento que Jesus previu, ou seja, a visível vinda do Filho do homem, no final da história humana, para inaugurar o seu reino, disse Craig. Mas os proponentes do arrebatamento [“secreto”] dizem que Paulo não está de jeito nenhum falando sobre a segunda vinda de Cristo ali. Segundo eles, Paulo estaria realmente falando deste retorno secreto, preliminar, invisível de Cristo para arrebatar os crentes do mundo antes que ocorra a grande tribulação. Acho que não há apoio textual nenhum para isso.

De acordo com Craig, o arrebatamento [“secreto”] se tornou uma teoria popular sobre o fim dos tempos devido à influência da Bíblia de Referência Scofield, que foi publicada no início do século 20 e propagava a visão de John Darby, de meados do século 18, sobre o arrebatamento [“secreto”]. Mais tarde, instituições cristãs, entre elas o Dallas Theological Seminary, e igrejas começaram a ensinar a validade do arrebatamento [“secreto”].

Um bom número de cristãos que creem na Bíblia absorveram este ponto de vista como se fosse ‘leite materno’ e nunca pensou em questionar suas credenciais bíblicas“, disse Craig.

Craig afirmou que é perfeitamente possível que os cristãos assistam ao próximo filme “Deixados para Trás” ou leiam a série, mas eles não devem levar suas alegações a sério.

“Pode ser,  talvez,  boa ficção. Seria como a leitura de ficção científica ou romances de fantasia, como ‘O Senhor dos Anéis’. Contanto que você não seja enganado em pensar que isso representa escatologia bíblica…“, disse Craig.

Craig, que dirige o “Reasonable Faith”, uma organização apologética que fornece aos cristãos recursos para falar sobre sua fé de maneira “inteligente, articulada,  não transigente mas respeitosa” conclamou outros estudiosos da Bíblia, pastores e líderes da igreja que também refutam o arrebatamento [“secreto”] a falarem sobre a posição deles.

É espantoso se eu estiver correto sobre isso  que o evangelicalismo americano esteja tão amplamente enganado ao ponto de se afastar da posição cristã histórica sobre a segunda vinda de Cristo. Isso é realmente bastante preocupante, porque se estivermos errados sobre isso, que outras coisas podemos ter interpretado mal?“, disse ele.

Fonte: Christianpost.com

Nota deste blogue: A pergunta final de Craig é muito pertinente. Que outros pontos de vista (ou “doutrinas”) muitos cristãos podem ter absorvido como “leite materno” sem questionar suas “credenciais bíblicas”?

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O Amor Pode Esperar

 Foge, também, dos desejos da mocidade. 2 Timóteo 2:22, ARC

 

Imagino que muitos de meus leitores sejam jovens solteiros, para quem, numa cultura de indulgência, o sexo pré-marital seja uma das maiores tentações. Se você leva a sério seu compromisso com Cristo, gostaria de fazer duas considerações. Primeira: você deve decidir com antecedência seu tipo de namoro. Se você deixar para decidir quando as emoções estiverem fora de controle, você já terá perdido a batalha. Segunda: lembre-se ainda de que estudos indicam que o sexo pré-marital aumenta consideravelmente a chance do sexo extraconjugal tanto para você como para o futuro cônjuge.

 Quais são os argumentos em geral usados para a defesa do sexo leviano?

“Todo mundo está fazendo.” Isso não é verdade. Mas, ainda que fosse, esse é um argumento precário. Suponhamos que 90% das pessoas desenvolvam úlceras. Deveria a Associação Médica reescrever os textos de medicina ou tentar persuadir os outros 10% de que úlcera é algo bom para a saúde?

“Sexo pré-marital foi aceito em muitas culturas. Assim, valores morais dependem da cultura.” O argumento é tão fraco como o anterior. Joseph Daniel Unwin, erudito inglês, estudou 80 civilizações dos últimos quatro mil anos. Ele impressionou-se com fato de que as escolhas sempre foram: promiscuidade sexual e declínio, ou disciplina sexual e criatividade. Segundo ele, qualquer sociedade é livre para escolher uma das alternativas, mas não há liberdade quanto aos resultados. A promiscuidade da década de 1960 está hoje cobrando um enorme preço das pessoas, famílias e governos.

 – “Sexo é uma necessidade como ar, água e alimento.” Você não pode viver sem ar, água e alimento. Mas, creia, você pode viver sem sexo. Respirar, beber e alimentar-se, usualmente, não ferem outras pessoas. Por outro lado, o sexo pré-marital é capaz de magoar profundamente e destruir vidas.

“Repressão sexual prejudica o psiquismo.” O sociólogo Herbert J. Miles, PhD, estudioso da sexualidade humana, indica que não há qualquer evidência séria de que a abstinência do sexo pré-marital seja prejudicial à vida emocional normal ou que seja perigoso para o sucesso no casamento. A verdade é precisamente o oposto. O sexo praticado de modo contrário à orientação divina deixa marcas físicas, emocionais e espirituais. “Fugi da prostituição.” 1 Coríntios 6:18, ARC.

Os argumentos em defesa do sexo descomprometido entre jovens são vários e, sem dúvida, têm exercido considerável impacto. Essa lógica distorcida tem três fortes aliados: (1) inexperiência e curiosidade da juventude, (2) força da propaganda e (3) o poder da inclinação sexual. Além dos argumentos discutidos acima, analise ainda o engano de outras teorias que tentam validar o sexo pré-marital:

 – “Muitas autoridades recomendam.” Escolha qualquer curso de conduta que você queira seguir e você encontrará “autoridades” para endossar sua escolha. Cada autoridade tem predisposições pessoais. É importante que você determine “quem” disse isso e “por quê”.

 – “Se você não transigir, há outros que o farão.” Se um candidato a ser seu companheiro de vida se utilizasse desse tipo de conversa, estaria automaticamente desqualificado. Ao vê-lo partir, você não terá perdido nada.

 – “Precisa-se experimentar o casamento para ver se há compatibilidade.” Esse é o argumento “experimente antes de comprar”. A questão é realmente simples: Como você pode testar o casamento se você não tem casamento? Como você vai testar o casamento num relacionamento em que faltam os elementos básicos do matrimônio: compromisso, determinação para se resolver as dificuldades e vontade incondicional? Na realidade, o namoro é uma fase de experiência em que o teste deve começar pela observação séria do caráter, da convivência familiar, da responsabilidade com a vida, do trabalho, entre outras responsabilidades. Se você fizer do sexo o “teste” para o casamento, estará escolhendo a base errada para uma construção dessa magnitude.

 – “Um simples papel não fará diferença.” Essa é a conversa de quem não quer compromisso sério. De fato, o que importa não é o “papel”, mas o que ele representa: compromisso, lealdade e determinação. O que aconteceria a um aluno que fosse apenas “ouvinte” ou “visitante” em algumas aulas na universidade? Com que determinação ele enfrentaria os exames, leituras, trabalhos, estágios e exigências? Na primeira dificuldade, estaria fora. Não há nada mágico no papel, mas a confiança, o respeito mútuo, a dedicação sem limites e a comunicação verdadeira são possíveis apenas em um ambiente de envolvimento. A cerimônia do casamento e o compromisso social e legal que estão envolvidos desenvolvem a disposição para um relacionamento exclusivo e duradouro.

 Lembre-se: o amor pode esperar, mas a concupiscência é impaciente.

Fonte: Amin A. Rodor (Encontros com Deus. Meditações Diárias, 2014)

 

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Ser Discípulo Tem Custo?

Se alguém quiser vir a Mim e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser Meu discípulo. Lucas 14:26

O Compromisso Tem Preço

Os cristãos dos Estados Unidos se sentiram repreendidos quando Billy Graham leu pela primeira vez uma carta escrita por um jovem universitário norte-americano convertido ao comunismo no México. O propósito da carta era explicar à sua noiva a razão pela qual ele estava rompendo o compromisso com ela. Ele afirmava:

“Nós, comunistas, temos um alto índice de baixas. Somos alvejados, enforcados, linchados, aprisionados e mortos, ridicularizados e despedidos de nossos empregos. De todas as formas, nossa vida é tornada desconfortável. Uma considerável percentagem de nós é morta ou aprisionada. Vivemos na pobreza. Devolvemos ao partido cada centavo que não é absolutamente necessário para a sobrevivência. Nós, comunistas, não temos tempo nem dinheiro para filmes, concertos. Não temos tempo nem dinheiro para restaurantes, casas decentes ou carros novos. Nossa vida é governada por um grande e dominante ideal: a luta pelo comunismo mundial.   “Nós, comunistas, temos uma filosofia de vida, a qual nenhuma soma de dinheiro poderia comprar. Temos uma causa pela qual lutar. Subordinamos todos os pequenos ideais e a nós próprios a esse grande movimento da humanidade. Se nossa vida pessoal parece difícil, somos adequadamente recompensados pelo pensamento de que cada um de nós está contribuindo para algo novo, verdadeiro e melhor. Sou mortalmente zeloso pela causa comunista. Ela é a minha vida, meu negócio, minha religião, meu passatempo, minha namorada, minha esposa, minha amante, meu pão e minha carne. Eu trabalho nela durante o dia e sonho com ela durante a noite.

Portanto, eu não posso manter nenhuma outra amizade, nenhum amor, nem mesmo uma conversa sem relacionar isso com essa força. Eu avalio as pessoas, livros, ideias e ações de acordo com seu efeito sobre a causa comunista. Já estive aprisionado por minhas ideias e estou pronto para comparecer diante do pelotão de fuzilamento.”

Isso é o que chamo de compromisso. Com a causa errada, é verdade, mas compromisso. Se a causa comunista foi capaz de merecer tal lealdade, quanto mais Cristo deveria merecer de Seus discípulos amor, zelo e pleno compromisso!

Fonte: Meditações Diárias “Encontros com Deus” (Amin A. Rodor)

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Por Que Você Acredita na Bíblia?

Neste vídeo (ou áudio), Voddie Baucham, pastor da Grace Family Baptist Church, apresenta, em seu estilo próprio, uma resposta adequada à pergunta “Por que você acredita na Bíblia?”. Não pude deixar de conjugar o que ele diz com o que está registrado na primeira lição da Escola Sabatina deste ano:

Uma vez que Jesus é o exemplo para todos os cristãos, Seu nível de comprometimento com as Escrituras se torna mais do que uma questão de interesse passageiro.

Sempre que Cristo discutia com as autoridades religiosas, Ele não confiava na filosofia abstrata, nem na autoridade pessoal, mas nos ensinamentos das Escrituras. Ao distinguir o certo do errado, Jesus apoiou Seu argumento no fundamento bíblico. Quando os adversários desafiaram a pureza doutrinária de Cristo, Ele os dirigiu a passagens específicas das Escrituras. Ao considerar questões práticas, Jesus encaminhava Seus ouvintes à revelação divina. Cristo entendia que Sua missão divinamente ordenada era realizar o que os antigos profetas haviam predito.

Compare a elevada compreensão de Cristo acerca das Escrituras com a atitude predominante entre alguns professos cristãos. Embora considerem a Bíblia interessante, denominações inteiras entendem que ela é um conjunto de manuscritos históricos indignos de credibilidade. Crenças como a criação em seis dias, o Êxodo, até mesmo a ressurreição de Jesus e a literal segunda vinda de Cristo têm sido questionadas ou relegadas ao status de mito.

As implicações para o discipulado são claras. Por que alguém daria sua vida por uma causa com base em nada além de mitos? Pessoas sobrecarregadas com problemas reais precisam de um Salvador real. Caso contrário, o evangelho se torna um tesouro deslustrado ou, metaforicamente, moedas de plástico banhadas com falso ouro. Alguns poderiam ser enganados, mas após exame mais atento, o plástico seria rejeitado. O único caminho seguro é seguir o exemplo de Cristo ao exaltar e honrar a Bíblia.

A morte não é mito, concorda? Também não é apenas um símbolo. É uma das mais duras realidades que todos enfrentamos. Pense nas implicações de qualquer ponto de vista que trate os ensinamentos bíblicos, tais como a ressurreição de Jesus ou Sua segunda vinda, como meros símbolos ou mitos. Por que nunca devemos ser apanhados nessa armadilha satânica?

Publicado em CIência, Livros, Perguntas e Respostas, Reflexões

É a Ciência Moderna Mais Perigosa que a Religião?

Darwinismo

Por Vox Day

Perigo_CienciaNo meu livro TIA [“The Irrational Atheist”] eu ressalvei que, se os Neo-Ateus fossem consistentes, eles batalhariam pelo fim da ciência com base nos mesmos argumentos por eles usados quando lutam pelo fim das religiões. Afinal, actualmente é a ciência é que representa uma ameaça para a Humanidade, e é a ciência que actualmente está a causar imensas casualidades por todo o mundo.

Lembrem-se: o pior crime religioso de toda a Idade Média foi massacre do Dia de São Bartolomeu onde o Rei Carlos da França ordenou a matança de cerca de 10,000 Huguenotes. Agora, Karl Denninger chamou a nossa atenção para um artigo na Forbes relativo às estimadas consequências de um único caso de “má-conduta na pesquisa”:

No Verão passado, pesquisadores Britânicos geraram preocupações quando publicaram um artigo levantando a possibilidade de que, ao seguirem directrizes estabelecidas, médicos do Reino Unido podem ter causado até 10,000 mortes por ano…

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