Publicado em Livros

Livros que todo cristão deveria ler antes de ir para a universidade

girl-reading

De vez em quando alguém me pergunta que livros eu li para solidificar minha visão de mundo teísta/criacionista e que livros recomendo para quem queira ter contato com esse universo por meio de bons autores. Felizmente, existem ótimos livros em língua portuguesa para aqueles que querem aprofundar seus conhecimentos sobre teísmo, criacionismo, ciência e religião. A lista a seguir é especialmente útil para os universitários e pré-universitários cristãos interessados em se preparar devidamente para enfrentar os desafios intelectuais da vida acadêmica, à luz de 1 Pedro 3:15. Alguns dos títulos são de minha autoria e outros são bem mais recentes do que os que eu li quando ainda estava “migrando” do evolucionismo para o criacionismo (conheça essa história aqui). Faça planos de ir adquirindo um por vez e montando, assim, sua biblioteca de apologética cristã/criacionista. Depois disso, vá à luta! – Michelson Borges

a_descobertaA DESCOBERTA – O subtítulo deste livro é “A experiência que revolucionou a vida de um cientista ateu”. Por que comecei a lista com ele? Por se tratar de uma leitura fácil, envolvente e bastante instrutiva. Escrito pelo advogado Denis Cruz e pelo jornalista Michelson Borges, o livro é uma ficção científica, por assim dizer. Descreve a jornada de um físico nuclear ateu em busca de respostas, enquanto lida com grandes dramas em sua vida. Tenho certeza de que você só vai conseguir parar de ler quando chegar à última página. Clique aqui e adquira o seu.

alexONZE DE GÊNESIS – O Criador teria deixado a assinatura de Sua intervenção na natureza? Existem evidências de uma criação sobrenatural? É possível mudar uma visão de mundo graças ao simples contato com essas evidências? A fé deve aceitar tudo sem verificação, ou ela deve estar amparada em fatos e na razão? Até onde vai a criatividade de um pai a fim de revelar-se a um filho por meio de vestígios de sua atuação? Essas e outras questões são respondidas em Onze de Gênesis: De pai para filho, uma obra na qual ficção e realidade se alternam a ponto de deixar o leitor atento do início ao fim da leitura. Escrito pelo criador do ministério 11 de Gênesis, Alexandre Kretzschmar. Clique aqui e adquira o seu.

logicaA LÓGICA DA FÉ – Subtítulo: Respostas inteligentes para perguntas difíceis sobre nossas crenças. Ao longo da era cristã, especialmente após o Iluminismo, muitos céticos têm duvidado da confiabilidade da Bíblia. Com o surgimento do pós-modernismo, isso se intensificou, e veio à tona uma nova rodada de questionamentos a respeito de vários pontos básicos para a cosmovisão bíblica. A Lógica da Fé, organizado por Humberto Rasi e Nancy Vyhmeister, contém vinte capítulos que pretendem responder a questões como: O que significa dizer que a Bíblia é inspirada? Fé e razão são compatíveis? Milagres são possíveis? Se Deus é bom e todo-poderoso, como pode permitir o sofrimento? Realmente importa o que eu creio, contanto que eu seja sincero? Escritos por alguns dos mais respeitados eruditos adventistas, os temas escolhidos giram em torno de importantes e profundas perguntas da fé cristã, que foram respondidas de forma inteligente, consistente e agradável. Clique aqui e adquira o seu.

feNÃO TENHO FÉ SUFICIENTE PARA SER ATEU – Escrito por Norman Geisler e Frank Turek, o livro reúne os principais argumentos teístas, numa apologética simples, resumida e convincente. Duas ressalvas: os autores defendem o mito do inferno eterno e mencionam o domingo como dia de guarda. Clique aqui e adquira o seu.

historia_vida_capaA HISTÓRIA DA VIDA – Depois de dez anos da publicação de A História da Vida, o livro passou por uma atualização e esta nova edição revista reúne o que há de mais atual com respeito à controvérsia entre criacionismo e evolucionismo – sem perder a característica que identifica a obra desde o início: a linguagem é simples e o conteúdo, acessível. O autor procura responder perguntas como estas: Deus existe? Qual a origem do Universo e da vida? A teoria da evolução é coerente? O criacionismo é científico? Podemos confiar na Bíblia? O dilúvio de Gênesis é lenda ou fato histórico? De onde vieram e para onde foram os dinossauros? O que dizer dos métodos de datação? Clique aqui e adquira o seu.

defesaEM DEFESA DA FÉ – O jornalista ex-ateu Lee Strobel se propôs mostrar as “incoerências e contradições” do cristianismo. Depois de anos de investigação e pesquisa, abandonou o ateísmo e se tornou um dos grandes apologetas cristãos contemporâneos. No livro Em Defesa de Cristo, Strobel expõe diversos argumentos favoráveis e contrários à pessoa de Jesus. No Em Defesa da Fé, ele trata de um dos fundamentos do cristianismo: a fé. Strobel lida com objeções como: (1) Uma vez que o mal e o sofrimento existem, não pode haver um Deus amoroso. (2) Uma vez que os milagres contradizem a ciência eles não podem ser verdadeiros. (3) A evolução explica a origem da vida, de modo que Deus não é necessário. (4) Se Deus mata crianças inocentes, Ele não é digno de adoração. Etc. Clique aqui e adquira o seu.

morte razaoA MORTE DA RAZÃO – A Morte da Razão: Uma Resposta aos Neoateus é uma resposta ao livro Carta a Uma Nação Cristã, do ateu militante Sam Harris, mas bem pode ser lido como uma resposta breve ao neoateísmo de modo geral, defendido por figuras como Dawkins, Hitchens, Dennett e outros. O indiano Ravi Zacharias sabe muito bem do que está falando, pois foi ateu e, no tempo em que cursava filosofia em Nova Délhi, por sugestão das ideias de Albert Camus, tentou o suicídio. Não foi bem-sucedido e acabou no hospital. Ali ganhou uma Bíblia e sua vida deu uma guinada. O livro tem apenas 110 páginas, mas traz inspiração e lições para uma vida. Clique aqui e adquira o seu.

lennoxPOR QUE A CIÊNCIA NÃO CONSEGUE ENTERRAR DEUS – Escrito pelo matemático britânico John C. Lennox, da Universidade de Oxford, o livro Por Que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus defende com argumentos sólidos e linguagem clara a coexistência entre o conhecimento científico e o religioso. Um dos pontos fortes da obra são as citações de pensadores e autores importantes e as comparações e ilustrações (como o “bolo da tia Matilde”), que ajudam na compreensão do conteúdo. Clique aqui e adquira o seu.

descobreA CIÊNCIA DESCOBRE DEUS – Em seu livro A Ciência Descobre Deus, o biólogo Dr. Ariel Roth menciona a ocasião em que visitou a famosa Abadia de Westminster, na Inglaterra. Ali estão sepultados Newton e Darwin. Roth relembra: “Quando visitei os túmulos desses dois ícones do mundo científico, não pude deixar de meditar sobre o legado contrastante sobre Deus que ambos deixaram à humanidade. […] A vida de Newton ilustra claramente como a excelência científica e uma firme fé em Deus podem andar de mãos dadas.” Roth lida de forma competente com perguntas como estas: Será que um Designer criou nosso universo, ou ele evoluiu de maneira espontânea? Pode a ciência ser objetiva e, ao mesmo tempo, admitir a possibilidade de que Deus existe? Isso faz diferença? Deus existe? Segundo Roth, a própria ciência está oferecendo as respostas. Clique aqui e adquira o seu.

everton1REVISITANDO AS ORIGENS – O livro Revisitando as Origens, do mestre em imunogenética Everton Fernando Alves, convida-nos a conhecer e explorar assuntos atualizados sobre as origens, organizados em dois núcleos temáticos que se complementam, a saber: História Geológica da Terra e História da Vida na Terra. Esses temas têm gerado muita controvérsia, até mesmo dentro da própria comunidade criacionista. O autor incorporou no livro uma pesquisa sistemática que vinha fazendo ao longo de vários anos a fim de construir um referencial bibliográfico de peso, no fim de cada capítulo. O objetivo da obra é fazer com que mais pessoas tenham acesso a essas evidências científicas difíceis de ser encontradas, e que amparam o relato bíblico em várias áreas do conhecimento humano. Clique aqui e adquira o seu.

 

verdade-absolutaVERDADE ABSOLUTA – Subtítulo: Libertando o cristianismo de seu cativeiro intelectual. Nancy Pearcey se converteu em grande parte graças às ideias de Francis Schaeffer (outro autor que vale a pena conhecer). Pós-graduada em teologia e filosofia, ela é catedrática no Instituto de Jornalismo Mundial e professora convidada da Universidade Biola, na Califórnia, e do Discovery Institute. A tese da autora é de que “somente pela recuperação de uma visão holística da verdade total podemos libertar o evangelho para que se torne uma força redentiva que permeie todas as áreas da vida”. Pearcey relata sua jornada pessoal como estudante luterana, sua rejeição da fé e seu retorno a Deus. Ela relata, também (entre outras), a história do filósofo cristão Alvin Plantinga (outro que vale muito a pena ler), que provocou a volta para a comunidade filosófica de acadêmicos comprometidos com uma visão teísta da filosofia analítica. O livro ajuda a mostrar a relevância do cristianismo para uma sociedade pós-moderna que vive numa espécie de vácuo intelectual.

everton2TEORIA DO DESIGN INTELIGENTE – Teoria do Design Inteligente, escrito pelo mestre em imunogenética Everton Fernando Alves, é uma das duas primeiras obras genuinamente brasileiras, relevantes e exclusivas acerca do design inteligente. São 31 capítulos fundamentados em mais de 350 artigos científicos (revisados por pares) que confirmam as teses do design inteligente. Clique aqui e adquira o seu.

por_que_creioPOR QUE CREIO – O livro reúne 12 entrevistas feitas pelo jornalista Michelson Borges com pesquisadores de áreas diversas, como física, bioquímica, matemática, biologia, arqueologia e teologia. Onze deles contam por que são criacionistas e apresentam fortes argumentos a favor do modelo. O último entrevistado é o bioquímico Michael Behe, autor do livro A Caixa Preta de Darwin (leitura que também vale a pena). Behe expõe argumentos que demonstram a insuficiência epistêmica do darwinismo. Clique aqui e adquira o seu.

ceticismoO CETICISMO DA FÉ – Em O Ceticismo da Fé: Deus, uma dúvida, uma certeza, uma distorção, o teólogo e arqueólogo Rodrigo Silva apresenta um estudo profundo sobre a existência de Deus. O objetivo primário da obra, entretanto, não é um convencimento sobre Deus, mas acompanhar crentes e descrentes nessa jornada sem-fim, inerente a todo ser humano em busca da verdade. René Descartes ajudou Rodrigo a ter o insight: “O homem deve desconfiar de tudo para poder acreditar em alguma coisa.” Este livro convida o leitor, seja o ateu ou o religioso mais convicto, a questionar, a pensar, a se comprometer sinceramente com a dúvida, a fim de que sua sistematização o conduza a grandes certezas. Clique aqui e adquira o seu.

misteriosMISTÉRIOS DA CRIAÇÃO – Juntamente com o Dr. Humberto Rasi, o biólogo Dr. James Gibson organizou o livro Mistérios da Criação. A obra reúne um “time de peso” formado por cientistas e pesquisadores, muitos dos quais ligados ao Geoscience Research Institute. Temas como a harmonia entre a ciência e a Bíblia, evidências da existência do Criador, Big Bang e origem da vida, dinossauros e métodos de datação, dilúvio e registro fóssil, entre outros (ao todo, 20 questões científicas), são tratados com clareza e profundidade. Clique aqui e adquira o seu.

origensORIGENS – É possível harmonizar a ciência e a Bíblia? A ciência moderna, por meio da teoria da evolução, conseguiu refutar a narrativa bíblica da origem da vida? Quem aceita a teoria criacionista precisa, necessariamente, rejeitar a ciência? O cientista criacionista Dr. Ariel Roth procura demonstrar que a harmonia entre a ciência e a religião bíblica nos traz uma compreensão mais completa do mundo que nos cerca e do significado da existência humana. Roth é doutor em Zoologia pela Universidade de Michigan, Estados Unidos. Clique aqui e adquira o seu.

escavandoESCAVANDO A VERDADE – Escrito pelo professor de teologia e doutor em Arqueologia Rodrigo Silva, Escavando a Verdade: A Arqueologia e as incríveis histórias da Bíblia “não se trata de um livro técnico, muito menos exaustivo. Aqui vamos tratar das evidências do Antigo Testamento e da vida de Jesus no Novo Testamento”. Rodrigo participou de escavações em várias partes do mundo, além de ser o apresentador do programa “Evidências”, da TV Novo Tempo. Portanto, nas 176 páginas de seu livro, ele fala do que viu e tocou e não apenas do que pesquisou ou leu. Clique aqui e adquira o seu.

no_principioNO PRINCÍPIO – De onde viemos? Esta é uma das perguntas fundamentais abrigadas no espírito humano. Duas respostas se destacam, entre tantas outras. Muitos creem que somos resultado de milhões de anos de um longo processo evolutivo. Outros acreditam que a vida surgiu de uma criação recente, há poucos milhares de anos. Em diversos contextos, a teoria da evolução tem sido vendida como fato científico, e a criação é rotulada como folclore religioso. Entretanto, a realidade é bem mais complexa. Ao ler esta obra, você encontrará respostas honestas para dilemas cruciais enfrentados por ambos os lados no acalorado debate sobre as origens. Com uma abordagem séria e acadêmica, tanto quanto acessível, este livro renovará sua compreensão sobre esse tema polêmico. Clique aqui e adquira o seu.

ortodoxiaORTODOXIA – Grande pensador do século 19, dono de um estilo bem-humorado, G. K. Chesterton critica com classe e profundidade as incoerências do pensamento ateu. C. S. Lewis, outro ex-ateu famoso, foi profundamente influenciado pelas ideias de Chesterton. Nesse livro, lançado em 1908, Chesterton refaz sua trajetória espiritual e mostra como mudou do agnosticismo à crença. Ele provoca: “Para responder ao cético arrogante, não adianta insistir que deixe de duvidar. É melhor estimulá-lo a continuar a duvidar, para duvidar um pouco mais, para duvidar cada dia mais das coisas novas e loucas do Universo, até que, enfim, por alguma estranha iluminação, ele venha a duvidar de si próprio.” Clique aqui e adquira o seu.

Frases de Ellen WhiteEDUCAÇÃO – A verdadeira educação significa mais do que avançar em determinado programa de estudos. É com isso em mente que Ellen White enfatiza a importância de harmonizar o que é verdadeiro com o desenvolvimento completo das capacidades do ser humano. Não basta conquistar diplomas, ter um corpo perfeito ou ganhar muito dinheiro. Ser educado, no  entendimento da autora, é ter autonomia e autocontrole, é pensar e agir com base em princípios tão poderosos como o amor e a honestidade. Por isso, desde 1903, ano em que foi publicado, este livro tem resistido ao tempo e tem sido uma ferramenta valiosa para sucessivas gerações de educadores, pais e estudantes. Clique aqui e adquira o seu.

TODOS os da Sociedade Criacionista Brasileira. Clique aqui e conheça.

 

 

Fonte: OutraLeitura (Michelson Borges)

Publicado em Filmes, Livros, Notícias, Reflexões, Revistas, Testemunhos, Uncategorized

Biografia de herói que inspirou filme indicado ao Oscar é lançada no Brasil

 

Andrew-Garfield-in-Hacksaw-Ridge-2016-1-800x533

A editora Casa Publicadora Brasileira lançou, ainda no ano passado (2016), a versão em língua portuguesa da biografia de Desmond Doss escrita por Frances M. Doss, segunda esposa do veterano de guerra que inspirou o filme “Até o último homem”, indicado a 6 Oscars em 2017. Leia o artigo “Herói improvável”, publicano na Revista Adventista (e a Entrevista com o próprio Desmond Doss, de 1987).

CPB lança biografia do herói adventista da II Guerra Mundial.

Pequena resenha/apresentação da editora:

“Senhor, ajuda-me a salvar mais um.”

A artilharia pesada em Okinawa multiplicava as vítimas, mas não intimidou Desmond Doss, soldado e homem de fé. Com a coragem e a força da oração acima, ele se recusou a procurar abrigo e carregou, um por um, seus companheiros caídos até um local seguro. Em aproximadamente cinco horas ele resgatou todos os 75 feridos naquele ataque. Este e outros atos heroicos fizeram com que ele recebesse a mais alta distinção que se pode conferir a um soldado norte-americano: a Medalha de Honra.
Porém, sua história não termina em 1945. Houve muitas outras batalhas e vitórias para o homem conhecido como “o mais improvável dos heróis”. Este livro conta cada uma delas.
Da infância marcada por acidentes à bravura na Segunda Guerra Mundial, da trágica perda de sua esposa Dorothy às batalhas contra a surdez e o câncer, Desmond Doss viveu com devoção insuperável. Devoção a seu país, a suas convicções e, acima de tudo, a seu Deus.

Detalhes do produto

Formato: 14.0 x 21.0 cm
Número de páginas: 176
ISBN: 978-85-345-2353-0
Acabamento: Brochura

Fonte (e “site” para adquirir o livro): CPB

Observação: Assim como Desmond Doss, funcionários da Casa Publicadora Brasileira (editora adventista) guardam o sábado. A compra de produtos no “site” só é possível fora das horas do sétimo dia bíblico, que começa ao pôr do sol de sexta-feira e termina ao pôr do sol de sábado.

Publicado em Ilustrações, Pensamentos, Reflexões

Um Incomparável Par de Óculos

Imagem: Adventist Mission

“O que é que você está lendo?”, o médico perguntou quando entrou na sala de exame e viu Tina com um livro aberto no colo.

Tina ficou ligeiramente corada. “É, ah…, a Bíblia.”

“Oh?”, o médico disse enquanto tirava um par de óculos de um saco plástico. “Eu não sabia que eles publicavam a Bíblia em brochura.” “Ah, publicam sim”, respondeu Tina.

“Por que você lê a Bíblia?”, perguntou o médico. Então, antes que Tina pudesse responder, ele continuou. “Quero dizer, com todos os diferentes tipos de livros por aí, eu acho que um livro antigo, desatualizado assim seria muito chato.”

“Oh, não”, disse Tina. “Não é nada disso. Ela realmente me ajuda… Bem, é como… Eu não sei…” Tina sentiu-se frustrada porque não conseguia expressar o que estava pensando.

O médico levantou o novo par de óculos que tinha tirado do saco. Tina tirou os óculos velhos, e ele colocou o novo par em seu rosto, verificando atrás das orelhas para ver como os novos óculos se encaixavam.

“Uau!”, Tina disse imediatamente. “Que diferença!”

O médico sorriu. “Você nem percebia o quanto estava perdendo com o seu velho par de óculos, não é mesmo?” “Não”, Tina disse, girando a cabeça para olhar tudo ao redor. “Tudo é tão nítido e claro agora.”

De repente, ela teve um pensamento. “Ei!”, ela disse. “É por isso que eu leio a Bíblia!”. O médico não disse nada, mas uma interrogação ficou evidente em sua expressão.

“Ler a Bíblia me dá um par de óculos”, disse ela, “que eu não teria de outra maneira. É como se, quando eu leio a Bíblia, e especialmente quando eu memorizo versículos, isso me ajudasse a ver com mais clareza. Isso me ajuda a ver o que é certo e o que é errado, e isso me ajuda a encontrar o poder de escolher a coisa certa também.”

“Ler a Bíblia realmente faz isso?”, perguntou o médico. Tina assentiu com a cabeça vigorosamente. “Realmente, o senhor deveria experimentar”, disse ela.

Ele balançou o velho par de óculos em sua mão. “Talvez eu faça isso.”

Fonte: Josh McDowell (Josh.org)

Publicado em Livros, Perguntas e Respostas, Reflexões

Se Você Tivesse Nascido em Outro País, Seria um Cristão?

 imagemmundobandeiras

Esta é uma pergunta muito comum:
 “Se você tivesse nascido em outro país, um lugar como Arábia Saudita, Egito ou Irã, você ainda seria um cristão?”

A resposta presumida, a partir de um olhar honesto sobre a demografia, é simples: seria muito improvável (embora você possa se surpreender ao saber que, em 2000, 60% de todos os cristãos viviam na África, América Latina ou Ásia).

Normalmente, o próximo passo implícito é sugerir: “então, como você pode ter certeza de que o cristianismo é verdadeiro?” Se a base principal para suas crenças vem do fato de você ter nascido em um determinado lugar, pode ser que ela não tenha o tipo certo de apoio racional.

Embora este pareça ser um argumento convincente contra a fé, vamos olhá-lo mais de perto. Duas perguntas:

1. Se você tivesse nascido em outro país, como o Irã, você ainda acreditaria que as mulheres não devem ser punidas pelo governo em razão de como se vestem (uso obrigatório do “hijab”, vestimenta prescrita pelo islamismo para as mulheres)?

2. Se você tivesse nascido em outro século, como o século X , você ainda acreditaria na relatividade especial?

Em ambas as situações, a resposta é “muito pouco provável”, ou simplesmente “não”.

Mas e daí? Diante disso, devemos duvidar quanto à questão do “hijab”? Deveríamos suspender a nossa aceitação da relatividade especial?

Claro que não. E por que não? Vejamos três razões :

1. Confirmação independente

O principal motivo que temos para aceitar a relatividade especial, por exemplo, é que esta teoria conta com o apoio científico abundante. Que ela também possa ser amplamente aceita como verdadeira pela nossa família ou nossa cultura é totalmente irrelevante para determinar se a relatividade especial, de fato, descreve com precisão a realidade e se somos racionais em aceitar a relatividade especial como uma teoria verdadeira.

Da mesma forma, com o cristianismo (e deveria ser assim com qualquer religião ou afiliação política), o principal motivo para acreditar nele é porque a visão de mundo é verdadeira e conta com apoio racional abundante. Por exemplo, o argumento teleológico e o cosmológico apoiam o teísmo, e as evidências históricas para a ressurreição apoiam o cristianismo em particular.

2. Falácia genética

O principal problema com a objeção “se você tivesse nascido em outro país…” é que ela é um tipo de falácia genética:

É falacioso endorsar ou condenar uma idéia com base em seu passado, e não em seus méritos e deméritos atuais, a menos que seu passado de alguma forma afete o seu valor presente.

Ou seja, nós cometemos um erro de raciocínio quando apontamos para a “origem” da crença de uma pessoa (seja sua infância ou seu processo de socialização) em vez de lidar com as “reais/atuais” razões oferecidas em apoio àquela crença.

Portanto, “se você tivesse nascido em outro país…” chama a atenção para uma questão irrelevante . Em vez disso, faz mais sentido perguntar uns aos outros: “Que razões há para pensar que o cristianismo é verdadeiro?”

3. Auto-refutação

A objeção “se você tivesse nascido em outro país…” pode ser parte de uma espécie de apologia ao agnosticismo religioso. Mas já que provavelmente acreditaríamos fortemente que uma religião específica é verdadeira ainda que tivéssemos nascido em um lugar diferente, não é certo, então, que o agnosticismo religioso seja verdadeiro. Assim, podemos ver que a objeção “se você tivesse nascido em outro país” é auto-refutante.

O princípio geral é que se essa objeção visa desestabilizar o cristianismo, ela funciona igualmente bem para desestabilizar qualquer outra posição, incluindo a posição de quem levanta o argumento, uma vez que todos nós poderíamos ter nascido em outro lugar.

Conclusão: em nível pessoal

Argumentos à parte, eu posso ver  como essa pergunta pode parecer uma ameaça para algumas pessoas. Afinal, se, após alguma reflexão, você percebe que tem mantido determinada crença só porque todo mundo o faz, isso pode servir como um sinal de alerta! Se você realmente não têm quaisquer razões para acreditar em algo importante, mas apenas aceita-o por força do hábito, isso pode ser um problema sério.

Vale relembrar que isso funciona nos dois sentidos: você é um agnóstico ou ateu simplesmente porque sua família ou amigos pensam que isso é melhor? Você deve encontrar apoio racional mais forte do que ir junto com a multidão! Você é cristão só porque sua mãe disse que deve ser assim? Tempo para ler mais e realmente pensar sobre evidências (mais uma razão pela qual precisamos de apologética em cada igreja).

A questão importante não é onde nós nascemos, mas em que acreditamos. Então, vamos focar as questões relevantes: são as nossas crenças verdadeiras? Por que sim? Ou por que não?

Fonte: Carson Weitnauer (ReasonForGod)
Publicado em Perguntas e Respostas, Reflexões

Por Que os Livros da Bíblia não Estão na Ordem Cronológica?

Você já deve ter notado que os livros da Bíblia nem sempre seguem uma ordem cronológica. Salmos e Provérbios, por exemplo, vêm depois de Neemias e Ester. Mas grande parte do conteúdo de Salmos e Provérbios foi escrito antes de Neemias e Ester. Quando vamos ao Novo Testamento, vemos que 1 Tessalonicenses foi um dos primeiros livros escritos, mas ele aparece depois de João, um dos últimos livros a ser escrito. Os exemplos poderiam se multiplicar.

Como o leitor da Bíblia lida com esse arranjo potencialmente confuso de livros? Em primeiro lugar, não entre em pânico. Em grande parte, a Bíblia está organizada cronologicamente. A leitura do Antigo Testamento na ordem direta, de Gênesis a Neemias, fornece um registro geral cronológico da história da humanidade desde a criação até o retorno do exílio judaico.

Em segundo lugar, os desvios da sequência cronológica muitas vezes são óbvios até mesmo para leitores iniciantes da Bíblia. O livro de II Reis, por exemplo, termina com uma descrição da deportação do povo judeu para Babilônia, e a parte narrativa do livro seguinte, I Crônicas, começa com a história do rei Saul [o primeiro rei de Israel]. A maioria dos leitores vai facilmente reconhecer isso como uma volta no tempo. E, no Novo Testamento, apesar de cada um dos evangelhos de Marcos, Lucas e João [que vêm depois do evangelho de Mateus] recomeçar a narrativa a partir do início da vida e ministério de Jesus, isso também não gera confusão.

Mas se a ordem dos livros ainda lhe parecer confusa, tenha em mente a razão por que a nossa Bíblia está organizada dessa maneira: a ordem dos livros do Antigo Testamento em nossa Bíblia é baseada na ordem da Septuaginta, a tradução grega das Escrituras Hebraicas. Essa tradução divide os livros em três seções com base no estilo literário. Em primeiro lugar, aparecem os livros narrativos (de Gênesis a Ester), depois, os livros de sabedoria (de Jó até Cantares de Salomão) e, por último, os livros dos profetas (de Isaías até Malaquias). Da mesma maneira, o Novo Testamento é organizado em três seções, com os livros ordenados de acordo também com seu estilo literário. Em primeiro lugar, vêm os livros narrativos (de Mateus até  Atos), depois, as epístolas (ou cartas aos primeiros cristãos) e, por fim, o Apocalipse (um livro de gênero apocalíptico e diferente de todos os outros do Novo Testamento).

Lembre-se de que os escritos sagrados de outras religiões mundiais não se apresentam também na ordem cronológica. O Alcorão é dividido em 114 capítulos (ou suras), os maiores geralmente aparecendo primeiro. Da mesma forma, a escritura sagrada budista, o Sutra Pitaka, abre com três seções de ensinos atribuídos a Buda e seus discípulos, organizados por tamanho. Além do mais, o próprio povo judeu organizou suas Escrituras de uma maneira parcialmente não cronológica durante séculos antes de o Cristianismo entrar em cena.

Como os adeptos de variadas religiões têm reconhecido, uma ordem cronológica rigorosa nem sempre é a melhor maneira de transmitir princípios teológicos. As Escrituras hebraicas, por exemplo, colocam o livro de Rute imediatamente após o livro de Provérbios, sugerindo que Ruth incorpora os princípios da feminilidade piedosa descrita no capítulo final de Provérbios [“Mulher virtuosa, quem a achará?” Prov. 31:10].

Então, ao perceber que os livros da Bíblia parecem estar fora de ordem, anime-se. O que parece intrigante tem uma boa explicação. Corretamente entendida, essa questão pode ajudá-lo a conhecer a Deus e Sua Palavra mais plenamente.

Fonte: David Roach (Biblemesh)
Publicado em Pensamentos, Perguntas e Respostas, Pesquisas, Reflexões, Testemunhos

Jesus é Evidência de que Deus Existe

Já tentou defender a existência de Deus para um amigo descrente ou um membro da família cético? Eu já. Por alguma razão, eu me vejo começando com as mais amplas evidências da existência de Deus. Partindo do argumento cosmológico, passando pelas evidências do ajuste fino do universo, as evidências da teleologia ou a existência de leis morais transcendentes, eu normalmente começo por fazer uma defesa da existência de um Deus não específico antes de focalizar a evidência para o Deus cristão da Bíblia. Geralmente faço uma abordagem de “fora para dentro” ou do “macro-para-o-micro”: em primeiro lugar, defender Deus em geral, e, em seguida, argumentar a favor de Jesus, especificamente.

Mas não  foi assim que eu cheguei à fé. Primeiramente, meu interesse na questão da existência de Deus veio depois que li os evangelhos. Eu os li como um ateu curioso. Um pastor local despertou minha curiosidade, fornecendo algumas amostras dos ensinamentos de Jesus, e eu estava simplesmente curioso para ver se os evangelhos continham alguma sabedoria adicional. Eu não estava mais comprometido com Jesus como sendo um mestre antigo do que poderia estar com Buda, Sócrates ou qualquer outro sábio da antiguidade.

Mas os evangelhos estimularam o exercício da minha experiência como detetive e demonstraram muitas características do testemunho de testemunhas oculares. Eu fui rapidamente envolvido em uma análise forense das declarações do evangelho de Marcos e não demorou muito até que eu levasse a sério o que os evangelhos diziam. Eu descobri:

1. que os evangelhos foram escritos muito cedo;
2. que os evangelhos foram transmitidos cuidadosamente;
3. que as informações dos evangelhos foram protegidas e preservadas;
4. que as reivindicações dos evangelhos a respeito de Jesus eram consistentes com as fontes não-cristãs;
5. que os relatos dos evangelhos eram testáveis.

No final, cheguei à conclusão de que os evangelhos eram relatos de testemunhas oculares confiáveis ​​que forneceram informações precisas a respeito de Jesus, incluindo sua crucificação e ressurreição. Mas isso criou um problema para mim. Se Jesus realmente era quem Ele disse que era, então Jesus era o próprio Deus. Se Jesus realmente fez o que as testemunhas oculares dos evangelhos registraram, então Jesus ainda é o próprio Deus. Como alguém que costumava rejeitar qualquer coisa sobrenatural, eu tive que tomar uma decisão a respeito de meus pressupostos naturalistas.

As evidências para a confiabilidade dos relatos das testemunhas oculares nos evangelhos me fizeram reexaminar a evidência da existência de Deus em geral. Se Jesus ressuscitou dos mortos, os milagres são possíveis. Se Jesus, afirmando ser Deus, pôde levantar-se do túmulo, havia poucos motivos racionais para descrer de qualquer milagre atribuído a Deus, incluindo o milagre da criação. Os relatos evangélicos se tornaram a base a partir da qual examinei os argumentos cosmológico, axiológico, teleológico, ontológico, transcendental e antrópico da existência de Deus. Eu não comecei de forma geral e, então, segui em direção a Jesus, especificamente; eu comecei com Jesus e, em seguida, “retrocedi” para a mais ampla evidência da existência de Deus. Como alguém que trabalhou regularmente com casos circunstanciais cumulativos (como detetive de casos não solucionados e arquivados), a conectividade de todas as evidências disponíveis parecia óbvia à medida que eu montava o caso. Qualquer um destes elementos de prova era suficiente para fazer a defesa da existência de Deus, mas quando considerados cumulativamente, o peso da evidência era avassalador.

Mesmo que a vida de Cristo tenha sido uma parte importante da minha investigação pessoal, eu ainda me vejo defendendo a existência de Deus, pelo menos inicialmente, como se eu ainda não fosse um cristão! Ao compartilhar o que eu acredito com amigos e familiares céticos, eu tenho de fazer um esforço consciente para lembrar que a vida de Jesus, por si só, demonstra a existência de Deus. Se os Evangelhos são verdadeiros, nenhum de nós precisa de nenhuma prova adicional. Jesus é a  evidência suficiente de que Deus existe.

Fonte: PleaseConvinceMe (Jim Warner Wallace, autor do livro “Cold Case Christianity”)