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Biografia de herói que inspirou filme indicado ao Oscar é lançada no Brasil

 

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A editora Casa Publicadora Brasileira lançou, ainda no ano passado (2016), a versão em língua portuguesa da biografia de Desmond Doss escrita por Frances M. Doss, segunda esposa do veterano de guerra que inspirou o filme “Até o último homem”, indicado a 6 Oscars em 2017. Leia o artigo “Herói improvável”, publicano na Revista Adventista (e a Entrevista com o próprio Desmond Doss, de 1987).

CPB lança biografia do herói adventista da II Guerra Mundial.

Pequena resenha/apresentação da editora:

“Senhor, ajuda-me a salvar mais um.”

A artilharia pesada em Okinawa multiplicava as vítimas, mas não intimidou Desmond Doss, soldado e homem de fé. Com a coragem e a força da oração acima, ele se recusou a procurar abrigo e carregou, um por um, seus companheiros caídos até um local seguro. Em aproximadamente cinco horas ele resgatou todos os 75 feridos naquele ataque. Este e outros atos heroicos fizeram com que ele recebesse a mais alta distinção que se pode conferir a um soldado norte-americano: a Medalha de Honra.
Porém, sua história não termina em 1945. Houve muitas outras batalhas e vitórias para o homem conhecido como “o mais improvável dos heróis”. Este livro conta cada uma delas.
Da infância marcada por acidentes à bravura na Segunda Guerra Mundial, da trágica perda de sua esposa Dorothy às batalhas contra a surdez e o câncer, Desmond Doss viveu com devoção insuperável. Devoção a seu país, a suas convicções e, acima de tudo, a seu Deus.

Detalhes do produto

Formato: 14.0 x 21.0 cm
Número de páginas: 176
ISBN: 978-85-345-2353-0
Acabamento: Brochura

Fonte (e “site” para adquirir o livro): CPB

Observação: Assim como Desmond Doss, funcionários da Casa Publicadora Brasileira (editora adventista) guardam o sábado. A compra de produtos no “site” só é possível fora das horas do sétimo dia bíblico, que começa ao pôr do sol de sexta-feira e termina ao pôr do sol de sábado.

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Um Incomparável Par de Óculos

Imagem: Adventist Mission

“O que é que você está lendo?”, o médico perguntou quando entrou na sala de exame e viu Tina com um livro aberto no colo.

Tina ficou ligeiramente corada. “É, ah…, a Bíblia.”

“Oh?”, o médico disse enquanto tirava um par de óculos de um saco plástico. “Eu não sabia que eles publicavam a Bíblia em brochura.” “Ah, publicam sim”, respondeu Tina.

“Por que você lê a Bíblia?”, perguntou o médico. Então, antes que Tina pudesse responder, ele continuou. “Quero dizer, com todos os diferentes tipos de livros por aí, eu acho que um livro antigo, desatualizado assim seria muito chato.”

“Oh, não”, disse Tina. “Não é nada disso. Ela realmente me ajuda… Bem, é como… Eu não sei…” Tina sentiu-se frustrada porque não conseguia expressar o que estava pensando.

O médico levantou o novo par de óculos que tinha tirado do saco. Tina tirou os óculos velhos, e ele colocou o novo par em seu rosto, verificando atrás das orelhas para ver como os novos óculos se encaixavam.

“Uau!”, Tina disse imediatamente. “Que diferença!”

O médico sorriu. “Você nem percebia o quanto estava perdendo com o seu velho par de óculos, não é mesmo?” “Não”, Tina disse, girando a cabeça para olhar tudo ao redor. “Tudo é tão nítido e claro agora.”

De repente, ela teve um pensamento. “Ei!”, ela disse. “É por isso que eu leio a Bíblia!”. O médico não disse nada, mas uma interrogação ficou evidente em sua expressão.

“Ler a Bíblia me dá um par de óculos”, disse ela, “que eu não teria de outra maneira. É como se, quando eu leio a Bíblia, e especialmente quando eu memorizo versículos, isso me ajudasse a ver com mais clareza. Isso me ajuda a ver o que é certo e o que é errado, e isso me ajuda a encontrar o poder de escolher a coisa certa também.”

“Ler a Bíblia realmente faz isso?”, perguntou o médico. Tina assentiu com a cabeça vigorosamente. “Realmente, o senhor deveria experimentar”, disse ela.

Ele balançou o velho par de óculos em sua mão. “Talvez eu faça isso.”

Fonte: Josh McDowell (Josh.org)

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Se Você Tivesse Nascido em Outro País, Seria um Cristão?

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Esta é uma pergunta muito comum:
 “Se você tivesse nascido em outro país, um lugar como Arábia Saudita, Egito ou Irã, você ainda seria um cristão?”

A resposta presumida, a partir de um olhar honesto sobre a demografia, é simples: seria muito improvável (embora você possa se surpreender ao saber que, em 2000, 60% de todos os cristãos viviam na África, América Latina ou Ásia).

Normalmente, o próximo passo implícito é sugerir: “então, como você pode ter certeza de que o cristianismo é verdadeiro?” Se a base principal para suas crenças vem do fato de você ter nascido em um determinado lugar, pode ser que ela não tenha o tipo certo de apoio racional.

Embora este pareça ser um argumento convincente contra a fé, vamos olhá-lo mais de perto. Duas perguntas:

1. Se você tivesse nascido em outro país, como o Irã, você ainda acreditaria que as mulheres não devem ser punidas pelo governo em razão de como se vestem (uso obrigatório do “hijab”, vestimenta prescrita pelo islamismo para as mulheres)?

2. Se você tivesse nascido em outro século, como o século X , você ainda acreditaria na relatividade especial?

Em ambas as situações, a resposta é “muito pouco provável”, ou simplesmente “não”.

Mas e daí? Diante disso, devemos duvidar quanto à questão do “hijab”? Deveríamos suspender a nossa aceitação da relatividade especial?

Claro que não. E por que não? Vejamos três razões :

1. Confirmação independente

O principal motivo que temos para aceitar a relatividade especial, por exemplo, é que esta teoria conta com o apoio científico abundante. Que ela também possa ser amplamente aceita como verdadeira pela nossa família ou nossa cultura é totalmente irrelevante para determinar se a relatividade especial, de fato, descreve com precisão a realidade e se somos racionais em aceitar a relatividade especial como uma teoria verdadeira.

Da mesma forma, com o cristianismo (e deveria ser assim com qualquer religião ou afiliação política), o principal motivo para acreditar nele é porque a visão de mundo é verdadeira e conta com apoio racional abundante. Por exemplo, o argumento teleológico e o cosmológico apoiam o teísmo, e as evidências históricas para a ressurreição apoiam o cristianismo em particular.

2. Falácia genética

O principal problema com a objeção “se você tivesse nascido em outro país…” é que ela é um tipo de falácia genética:

É falacioso endorsar ou condenar uma idéia com base em seu passado, e não em seus méritos e deméritos atuais, a menos que seu passado de alguma forma afete o seu valor presente.

Ou seja, nós cometemos um erro de raciocínio quando apontamos para a “origem” da crença de uma pessoa (seja sua infância ou seu processo de socialização) em vez de lidar com as “reais/atuais” razões oferecidas em apoio àquela crença.

Portanto, “se você tivesse nascido em outro país…” chama a atenção para uma questão irrelevante . Em vez disso, faz mais sentido perguntar uns aos outros: “Que razões há para pensar que o cristianismo é verdadeiro?”

3. Auto-refutação

A objeção “se você tivesse nascido em outro país…” pode ser parte de uma espécie de apologia ao agnosticismo religioso. Mas já que provavelmente acreditaríamos fortemente que uma religião específica é verdadeira ainda que tivéssemos nascido em um lugar diferente, não é certo, então, que o agnosticismo religioso seja verdadeiro. Assim, podemos ver que a objeção “se você tivesse nascido em outro país” é auto-refutante.

O princípio geral é que se essa objeção visa desestabilizar o cristianismo, ela funciona igualmente bem para desestabilizar qualquer outra posição, incluindo a posição de quem levanta o argumento, uma vez que todos nós poderíamos ter nascido em outro lugar.

Conclusão: em nível pessoal

Argumentos à parte, eu posso ver  como essa pergunta pode parecer uma ameaça para algumas pessoas. Afinal, se, após alguma reflexão, você percebe que tem mantido determinada crença só porque todo mundo o faz, isso pode servir como um sinal de alerta! Se você realmente não têm quaisquer razões para acreditar em algo importante, mas apenas aceita-o por força do hábito, isso pode ser um problema sério.

Vale relembrar que isso funciona nos dois sentidos: você é um agnóstico ou ateu simplesmente porque sua família ou amigos pensam que isso é melhor? Você deve encontrar apoio racional mais forte do que ir junto com a multidão! Você é cristão só porque sua mãe disse que deve ser assim? Tempo para ler mais e realmente pensar sobre evidências (mais uma razão pela qual precisamos de apologética em cada igreja).

A questão importante não é onde nós nascemos, mas em que acreditamos. Então, vamos focar as questões relevantes: são as nossas crenças verdadeiras? Por que sim? Ou por que não?

Fonte: Carson Weitnauer (ReasonForGod)
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Por Que os Livros da Bíblia não Estão na Ordem Cronológica?

Você já deve ter notado que os livros da Bíblia nem sempre seguem uma ordem cronológica. Salmos e Provérbios, por exemplo, vêm depois de Neemias e Ester. Mas grande parte do conteúdo de Salmos e Provérbios foi escrito antes de Neemias e Ester. Quando vamos ao Novo Testamento, vemos que 1 Tessalonicenses foi um dos primeiros livros escritos, mas ele aparece depois de João, um dos últimos livros a ser escrito. Os exemplos poderiam se multiplicar.

Como o leitor da Bíblia lida com esse arranjo potencialmente confuso de livros? Em primeiro lugar, não entre em pânico. Em grande parte, a Bíblia está organizada cronologicamente. A leitura do Antigo Testamento na ordem direta, de Gênesis a Neemias, fornece um registro geral cronológico da história da humanidade desde a criação até o retorno do exílio judaico.

Em segundo lugar, os desvios da sequência cronológica muitas vezes são óbvios até mesmo para leitores iniciantes da Bíblia. O livro de II Reis, por exemplo, termina com uma descrição da deportação do povo judeu para Babilônia, e a parte narrativa do livro seguinte, I Crônicas, começa com a história do rei Saul [o primeiro rei de Israel]. A maioria dos leitores vai facilmente reconhecer isso como uma volta no tempo. E, no Novo Testamento, apesar de cada um dos evangelhos de Marcos, Lucas e João [que vêm depois do evangelho de Mateus] recomeçar a narrativa a partir do início da vida e ministério de Jesus, isso também não gera confusão.

Mas se a ordem dos livros ainda lhe parecer confusa, tenha em mente a razão por que a nossa Bíblia está organizada dessa maneira: a ordem dos livros do Antigo Testamento em nossa Bíblia é baseada na ordem da Septuaginta, a tradução grega das Escrituras Hebraicas. Essa tradução divide os livros em três seções com base no estilo literário. Em primeiro lugar, aparecem os livros narrativos (de Gênesis a Ester), depois, os livros de sabedoria (de Jó até Cantares de Salomão) e, por último, os livros dos profetas (de Isaías até Malaquias). Da mesma maneira, o Novo Testamento é organizado em três seções, com os livros ordenados de acordo também com seu estilo literário. Em primeiro lugar, vêm os livros narrativos (de Mateus até  Atos), depois, as epístolas (ou cartas aos primeiros cristãos) e, por fim, o Apocalipse (um livro de gênero apocalíptico e diferente de todos os outros do Novo Testamento).

Lembre-se de que os escritos sagrados de outras religiões mundiais não se apresentam também na ordem cronológica. O Alcorão é dividido em 114 capítulos (ou suras), os maiores geralmente aparecendo primeiro. Da mesma forma, a escritura sagrada budista, o Sutra Pitaka, abre com três seções de ensinos atribuídos a Buda e seus discípulos, organizados por tamanho. Além do mais, o próprio povo judeu organizou suas Escrituras de uma maneira parcialmente não cronológica durante séculos antes de o Cristianismo entrar em cena.

Como os adeptos de variadas religiões têm reconhecido, uma ordem cronológica rigorosa nem sempre é a melhor maneira de transmitir princípios teológicos. As Escrituras hebraicas, por exemplo, colocam o livro de Rute imediatamente após o livro de Provérbios, sugerindo que Ruth incorpora os princípios da feminilidade piedosa descrita no capítulo final de Provérbios [“Mulher virtuosa, quem a achará?” Prov. 31:10].

Então, ao perceber que os livros da Bíblia parecem estar fora de ordem, anime-se. O que parece intrigante tem uma boa explicação. Corretamente entendida, essa questão pode ajudá-lo a conhecer a Deus e Sua Palavra mais plenamente.

Fonte: David Roach (Biblemesh)
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Jesus é Evidência de que Deus Existe

Já tentou defender a existência de Deus para um amigo descrente ou um membro da família cético? Eu já. Por alguma razão, eu me vejo começando com as mais amplas evidências da existência de Deus. Partindo do argumento cosmológico, passando pelas evidências do ajuste fino do universo, as evidências da teleologia ou a existência de leis morais transcendentes, eu normalmente começo por fazer uma defesa da existência de um Deus não específico antes de focalizar a evidência para o Deus cristão da Bíblia. Geralmente faço uma abordagem de “fora para dentro” ou do “macro-para-o-micro”: em primeiro lugar, defender Deus em geral, e, em seguida, argumentar a favor de Jesus, especificamente.

Mas não  foi assim que eu cheguei à fé. Primeiramente, meu interesse na questão da existência de Deus veio depois que li os evangelhos. Eu os li como um ateu curioso. Um pastor local despertou minha curiosidade, fornecendo algumas amostras dos ensinamentos de Jesus, e eu estava simplesmente curioso para ver se os evangelhos continham alguma sabedoria adicional. Eu não estava mais comprometido com Jesus como sendo um mestre antigo do que poderia estar com Buda, Sócrates ou qualquer outro sábio da antiguidade.

Mas os evangelhos estimularam o exercício da minha experiência como detetive e demonstraram muitas características do testemunho de testemunhas oculares. Eu fui rapidamente envolvido em uma análise forense das declarações do evangelho de Marcos e não demorou muito até que eu levasse a sério o que os evangelhos diziam. Eu descobri:

1. que os evangelhos foram escritos muito cedo;
2. que os evangelhos foram transmitidos cuidadosamente;
3. que as informações dos evangelhos foram protegidas e preservadas;
4. que as reivindicações dos evangelhos a respeito de Jesus eram consistentes com as fontes não-cristãs;
5. que os relatos dos evangelhos eram testáveis.

No final, cheguei à conclusão de que os evangelhos eram relatos de testemunhas oculares confiáveis ​​que forneceram informações precisas a respeito de Jesus, incluindo sua crucificação e ressurreição. Mas isso criou um problema para mim. Se Jesus realmente era quem Ele disse que era, então Jesus era o próprio Deus. Se Jesus realmente fez o que as testemunhas oculares dos evangelhos registraram, então Jesus ainda é o próprio Deus. Como alguém que costumava rejeitar qualquer coisa sobrenatural, eu tive que tomar uma decisão a respeito de meus pressupostos naturalistas.

As evidências para a confiabilidade dos relatos das testemunhas oculares nos evangelhos me fizeram reexaminar a evidência da existência de Deus em geral. Se Jesus ressuscitou dos mortos, os milagres são possíveis. Se Jesus, afirmando ser Deus, pôde levantar-se do túmulo, havia poucos motivos racionais para descrer de qualquer milagre atribuído a Deus, incluindo o milagre da criação. Os relatos evangélicos se tornaram a base a partir da qual examinei os argumentos cosmológico, axiológico, teleológico, ontológico, transcendental e antrópico da existência de Deus. Eu não comecei de forma geral e, então, segui em direção a Jesus, especificamente; eu comecei com Jesus e, em seguida, “retrocedi” para a mais ampla evidência da existência de Deus. Como alguém que trabalhou regularmente com casos circunstanciais cumulativos (como detetive de casos não solucionados e arquivados), a conectividade de todas as evidências disponíveis parecia óbvia à medida que eu montava o caso. Qualquer um destes elementos de prova era suficiente para fazer a defesa da existência de Deus, mas quando considerados cumulativamente, o peso da evidência era avassalador.

Mesmo que a vida de Cristo tenha sido uma parte importante da minha investigação pessoal, eu ainda me vejo defendendo a existência de Deus, pelo menos inicialmente, como se eu ainda não fosse um cristão! Ao compartilhar o que eu acredito com amigos e familiares céticos, eu tenho de fazer um esforço consciente para lembrar que a vida de Jesus, por si só, demonstra a existência de Deus. Se os Evangelhos são verdadeiros, nenhum de nós precisa de nenhuma prova adicional. Jesus é a  evidência suficiente de que Deus existe.

Fonte: PleaseConvinceMe (Jim Warner Wallace, autor do livro “Cold Case Christianity”)
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“Foi a Ciência que me Afastou do Ateísmo”

O Dr. Henry Margenau foi professor emérito “Eugene Higgins” de Física e Filosofia Natural na Universidade de Yale. Ele morreu em 1997, mas cinco anos antes, ele e Roy Varghese, um jornalista internacional, editaram um livro intitulado Cosmos, Bios, and Theos: Scientists Reflect on Science, God, and the Origins of the Universe, Life, and Homo sapiens (Cosmologia, Biologia e Teologia: Cientistas refletem sobre Ciência, Deus, a origem do Universo, da vida e do Homo sapiens). Deparei uma resenha antiga do livro há algum tempo, e ele me pareceu interessante; então, decidi colocá-lo na minha lista de leitura.

Margenau e Varghese contactaram alguns dos cientistas mais importantes do século XX, e perguntaram a opinião deles a respeito de Deus e do assunto das origens. No final, eles obtiveram respostas de 60 cientistas proeminentes, 24 dos quais tinham ganhado o Prêmio Nobel. A maioria respondeu as seis perguntas que Margenau e Varghese fizeram:

1. Qual deve ser, na sua opinião, a relação entre religião e ciência?

2. Qual é a sua opinião sobre a origem do universo: tanto em nível científico e – se você vir a necessidade – em um nível metafísico?

3. Qual é a sua opinião sobre a origem da vida: tanto em nível científico e – se você vir a necessidade – em um nível metafísico?

4. Qual é a sua opinião sobre a origem do Homo sapiens?

5. Como deve a ciência – e o cientista – abordar as questões das origens, especificamente as questões da origem do universo e da vida?

6. Muitos cientistas proeminentes – incluindo Darwin, Einstein e Planck – levaram o conceito de Deus muito a sério. Qual é a sua visão sobre o conceito de Deus e sobre a existência de Deus?

Como seria de esperar quando 60 pensadores profundos são perguntados sobre questões tão sérias, as respostas foram variadas e incrivelmente interessantes. Antes de discuti-las, no entanto, é importante destacar dois pontos. O primeiro é feito no prefácio do livro:

O livro Cosmos, Bios, Theos não tem nenhuma pretensão de ser uma pesquisa estatisticamente significativa das crenças religiosas dos cientistas modernos. (p. xiii)

Assim, o leitor não deve usar as respostas contidas neste livro para inferir a atitude geral entre os cientistas em relação à existência de Deus ou à questão das origens.

O segundo ponto é que nem todos os cientistas responderam a essas seis perguntas. Em vez disso, alguns simplesmente escreveram algumas páginas de pensamentos gerais sobre os temas “Deus” e “as origens”. Outros permitiram o uso de entrevistas que já haviam sido feitas com eles por Varghese Roy.

O livro é dividido em quatro seções. A primeira seção contém respostas (ensaios ou entrevistas) de astrônomos, matemáticos e físicos, enquanto a segunda contém as respostas (ensaios ou entrevistas) de biólogos e químicos. Ao ler as opiniões de cada cientista, tentei determinar se o cientista era ateu (não acredita em Deus), agnóstico (não está seguro sobre a existência de Deus), um deísta (acredita em um Deus criador, mas que não é ativamente envolvido com o universo) ou um teísta (acredita em um Deus criador, que é pessoal e ativo no universo). Isso não foi possível em todos os casos, porque alguns dos cientistas mostraram-se evasivos quando se tratava de expor suas crenças específicas sobre Deus.

Entre os cientistas que manifestaram claramente seu ponto de vista, no entanto, eu encontrei algo muito interessante. Quando se tratava de astrônomos, matemáticos, físicos, eu não conseguia encontrar ateus, mas apenas um punhado de agnósticos. A grande maioria ou eram deístas ou teístas. Além disso, os teístas superavam os deístas  numa margem de mais de três por um. Esse não era o caso entre os biólogos e químicos, no entanto. Nesse grupo de cientistas, havia um ateu, e os números foram quase igualmente divididos entre agnósticos, deístas e teístas.

Agora, mais uma vez, este livro não teve a mínima pretensão de ser uma amostra estatisticamente significativa de cientistas, mas a diferença que aparece entre esses dois grupos que mencionei é algo que eu tenho notado em minha própria carreira científica. Em geral, acho que os astrônomos, matemáticos e físicos são consideravelmente mais propensos a acreditar em Deus do que os químicos e os biólogos. Isso também se encaixa com o que o físico Dr. Robert Griffiths disse algum tempo atrás:

Se precisarmos de um ateu para um debate, eu vou ao departamento de Filosofia. O departamento de Física, nesse caso, não é muito útil. (1)

Eu não sei por que os físicos (e matemáticos) parecem mais propensos a acreditar em Deus do que outros cientistas, mas acho isso interessante.

Agora, embora os astrônomos, matemáticos e físicos fossem mais propensos a acreditar em Deus do que os biólogos e químicos, as declarações mais definitivas sobre a existência de Deus vieram de químicos. Por exemplo, o Dr. Christian B. Anfinsen (que ganhou o Prêmio Nobel de 1972 em Química) escreveu:

Eu acho que só um idiota pode ser um ateu. (p. 139)

Não concordo com isso, é claro. Eu já fui um ateu, e não acho que fosse um idiota então. Além disso, eu conheço (e leio) diversos ateus, e muito pouco deles são idiotas. O Dr. D. H. R. Barton, que ganhou o Prêmio Nobel de 1969 em Química, expressou-se de forma um tanto mais leve, mas ainda bastante definitiva:

A ciência mostra que Deus existe. (p. 144)

Concordo plenamente com o Dr. Barton. Foi a ciência que me afastou do ateísmo, e quanto mais eu estudo a ciência, mais definitivamente eu acho que ela aponta para a existência de um Criador.

Embora eu pudesse dizer muito mais sobre o que esses cientistas escreveram em resposta às seis questões que foram apresentadas, eu quero discutir a terceira seção do livro, porque ela também é incrivelmente interessante. Ela contém um debate sobre a existência de Deus entre o Dr. Hywel David Lewis (um célebre filósofo galês) e o Dr. Antony Flew (um célebre filósofo britânico). O que torna este debate tão fascinante é que o livro foi publicado 12 anos antes que o Dr. Flew rejeitasse o ateísmo. Assim, você consegue ler o Dr. Flew apresentando a defesa de uma posição que ele finalmente rejeitou!

Tendo a vantagem de saber em que Flew finalmente acabaria acreditando, acho que este debate revela que ele já estava começando a se sentir um pouco desconfortável a respeito de seu ateísmo mais de uma década atrás. No começo de uma de suas respostas a Lewis, ele escreve:

Notoriamente, a confissão faz bem à alma. Portanto, vou começar por confessar que o ateu estratoniciano tem de ficar embaraçado pelo consenso cosmológico contemporâneo. Pois parece que os cosmólogos estão fornecendo uma prova científica daquilo que São Tomás sustentava que não poderia ser provado filosoficamente, a saber, que o universo teve um começo. (p. 241)

Se você não reconhece o termo (que foi cunhado pelo próprio Flew), um ateu estratoniciano é aquele que pensa que uma vez que não há necessidade de acreditar em Deus para entender o universo, a posição racional adequada é a do ateu.

Durante a maior parte da história da ciência, foi consenso científico que o universo não teve princípio – que sempre existiu e sempre iria existir. Isto, naturalmente, se encaixava muito confortavelmente na cosmovisão ateísta, e era contrário às Escrituras, que ensinam claramente que o universo teve um começo (Gênesis 1:1, Colossenses 1:16, Atos 4:24, etc.). No entanto, quanto mais os cientistas estudavam o universo, mais eles percebiam que esta visão era incompatível com as observações disponíveis. Como resultado, no século XX, o consenso científico foi alterado para aquilo que as Escrituras ensinam: o universo teve um começo. Isso, é claro, não foi suficiente para convencer Flew a abandonar seu ateísmo. No final, foi o design (projeto) que ele viu tanto no universo quanto no mundo biológico que o convenceu de que deve haver um Designer (Projetista). No entanto, é interessante ler que mais de uma década antes que ele abandonasse o ateísmo, considerações científicas já estavam produzindo nele algum desconforto.

A quarta parte do livro contém dois ensaios: um sobre a origem do universo e outro sobre mecânica quântica e o mistério da vida. Eu não achei nenhum desses ensaios de alguma forma significativos. No entanto, o resto do livro é tão incrivelmente interessante que considero que vale muito a pena ser lido. Certamente não é “material leve”, mas pode acender algumas luzes na mente de quem fizer a leitura de forma séria.

Referência:

1. Tim Stafford, “Cease-Fire in the Laboratory”, Christianity Today, April 3, 1987, p. 18.

Fonte: Dr. J. L. Wile Proslogion