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Um Milagre Ateísta Jamais Visto

 

Não sabia que o ateu Richard Dawkins acredita em milagres?

Quem faz a pergunta é  Edgar H. Andrews, professor emérito da Universidade de Londres, autor do livro Who Made God? (Quem criou Deus?). 

O Dr. Andrews  reproduziu em seu site um dos capítulos em que analisa o pensamento de Dawkins sobre o assunto. Ele lembra que o zoólogo britânico prefere, é claro, usar a expressão “eventos extremamente improváveis” em vez de “milagre”, mas o “conceito” de milagre é apresentado pelo próprio Dawkins:

“Um milagre é algo que acontece, mas que é surpreendentemente incomum. Se uma estátua de mármore da Virgem Maria de repente acenasse para nós, nós trataríamos o fato como um milagre, por causa de toda a nossa experiência e conhecimento, que nos assegura que o mármore não tem tal comportamento”.(O Relojoeiro Cego, pág. 159)

Andrews não apenas disseca em seguida a argumentação de Dawkins de que de certa forma “seria possível” uma estátua “acenar”, como também a afirmação dele de que uma vaca pular por sobre a Lua é “teoreticamente possível”. O título da postagem, “Richard Dawkins’ scientific fallacies” (As falácias científicas de Dawkins), já nos aponta a conclusão. Na verdade, ao explicar as razões do ponto de vista da Física por que os exemplos propostos por Dawkins não são “viáveis”, Andrews qualifica a ideia do “devoto de Darwin” como “cientificamente ridícula”.

O mais interessante dessa análise, porém, é que ela permite “visualizar” não apenas as falácias científicas de Dawkins mas também parte da manha estratégica por trás de seu discurso. Isso fica claro na conclusão do capítulo, uma espécie de resumo em linguagem menos técnica:

O problema para Richard Dawkins e seus colegas ateus é isso. Eles enfrentam sérias dificuldades em explicar o “milagre” da origem da vida de uma maneira puramente materialista. Na verdade, o problema parece intransponível, como veremos no próximo capítulo. Mas vamos apenas aceitar no momento que o ateísmo atualmente não tem resposta para o enigma. O ateu cuidadoso não vai apelar para “ainda-não-conhecidas” descobertas científicas como uma explicação, porque ele reconhece que esse argumento é uma imagem de espelho da teoria do “Deus-das-lacunas” que ele tanto despreza. Então, o que ele pode fazer? Sua primeira estratégia é a de “provar” que os acontecimentos mais bizarros que se possa imaginar – como a motilidade do mármore (uma estátua acenar) ou a balística bovina (uma vaca pular por sobre a lua) – poderiam concebivelmente ocorrer por causa natural. Claro, suas explicações falham miseravelmente em nível científico, mas isso não vai preocupá-lo indevidamente, desde que ele consiga plantar em nossas mentes a vaga idéia de que qualquer “milagre” pode ter uma explicação natural.

Mas depois vem a parte complicada. Ele agora precisa dar um salto ágil de “milagres ‘podem’ ter uma causa natural” para “milagres ‘devem’ ter uma causa natural”. Isso ele tenta fazer usando a nossa velha amiga “probabilidade”. Especificamente, ele avança a tese de que tudo que se possa imaginar no universo físico certamente irá acontecer por causa natural, se você esperar muito tempo, contanto que sua probabilidade matemática não seja zero. E isso soa plausível, porque, tendo rejeitado a velha idéia newtoniana de um universo determinista, não podemos descartar nada em princípio. Mas, embora plausível, a tese é falsa, porque as probabilidades matemáticas não têm nenhuma relação necessária com as possibilidades físicas, como vimos no capítulo 1. É matematicamente possível construir uma torre de tijolos infinitamente alta, mas é fisicamente impossível fazê-lo, porque mais cedo ou mais tarde o peso da torre vai esmagar o tijolo inferior até ao pó e toda a torre (não infinita) irá desmoronar.[…]

O fato é que podemos imaginar muitos poucos eventos físicos que sejam matematicamente impossíveis. “Impossibilidades” surgem no universo físico não de restrições matemáticas, mas de restrições das leis da natureza (tais como a resistência não-infinita à compressão de tijolos).

A síntese da  mensagem do Dr. Andrews, também presente na citação acima, é clara: “Antes que probabilidades matemáticas possam ser aplicadas ao mundo real elas têm que passar pelo duplo filtro da lógica e da realidade física”.

Os “milagres” ateístas relacionados com a origem da vida, como mencionado por Andrews, não encontram apoio na realidade; muito menos, obviamente, em testemunhos de sua ocorrência em qualquer época.

Mas vale ressaltar, quando se trata de milagres reais, as  advertências da Bíblia contra alguns sinais e prodígios que são e serão feitos “à vista dos homens”, mas cuja origem (para a surpresa de muitos) também não está em Deus (assunto para outra postagem).

Como já antecipado pelo cenário profético, ainda que esses sinais e prodígios que se veem sejam uma realidade, devem ser rejeitados juntamente com os milagres ateístas nunca vistos. E a razão para isso é terem  todos eles uma característica comum: a falta de vinculação à verdade.

 “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” João 17:17.

 Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” S. João 14:6

 

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Da África: Quando Caiu Maná em Angola

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Mateus 6:11

Em 1939 houve em Angola, África, uma severa seca, que afetou um de nossos postos missionários ali existentes. Como não houve colheitas, o alimento no posto começou a escassear, até que em abril se acabou.

O diretor da Missão estava ausente, de modo que a esposa convocou uma reunião de oração, e os cinqüenta habitantes da Missão se reuniram para orar pedindo alimento, como Cristo ensinou no Pai Nosso.

Enquanto conversavam, depois da reunião, a filha do diretor saiu. Dentro em pouco voltou, toda agitada, com as mãos cheias de uma substância branca, que ela comia sofregamente.

Contou que vira três europeus que lhe disseram: “Menina, Deus respondeu as orações de vocês. Ele lhes mandou alimento. É o maná. Tome-o e coma!”

Todos os que haviam assistido à reunião de oração saíram da igreja e, com efeito, o chão estava coberto de uma substância branca, mas não havia pesssoa alguma à vista. Quando provaram aquela substância, era doce como mel, e extremamente saborosa.

O maná caiu por três dias, mas, diferentemente do maná dos tempos bíblicos, não se estragou. O pessoal da Missão encheu todas as panelas, tigelas e outras vasilhas que puderam achar. Esse alimento os susteve até à colheita.

Ninguém viu o maná cair. Quando o sol secava o orvalho, lá se apresentava ele. Só foi encontrado nos quarenta acres de terra cultivada da Missão. (Cada acre, ou jeira, tem 4.047 metros quadrados.)

O diretor da Missão voltou com tempo de testemunhar o milagre. Enviou uma vasilha contendo uma amostra do maná, com um relatório do caso, ao escritório da Divisão Sul-Africana.

Quando eu era menino, uma das minhas maiores sensações era ver uma amostra desse maná num vidrinho e ouvir a história, contada pelo Pastor E. L. Cardey*, que era naquele tempo missionário na África.

Em 1970 o Pastor Cardey informou minha mãe de que ele possuía ainda um pouco, num vidro hermeticamente fechado.

Relatado por James e Priscilla Tucker em Lições de Deus na Natureza – Inspiração Juvenil, p. 127. Casa, 2004.
Leia também: Milagres: O Verdadeiro e o Falso

*Em 1943, inspirado no sucesso do programa de rádio A Voz da Profecia — que passou a receber milhares de pedidos de lições bíblicas por correspondência assim que foi lançado nos Estados Unidos, em 1926, por H. M. S. Richards —, o Pastor E. L. Cardey se dispôs a começar um trabalho missionário semelhante na Cidade do Cabo – África do Sul.

Como à época não havia rádio disponível para ele, Cardey colocou anúncios nos jornais oferecendo um curso bíblico por correspondência, com 24 lições, para quem tivesse interesse em se inscrever. Para sua surpresa, ele recebeu trinta mil inscrições no primeiro ano! Hoje a escola bíblica por correspondência A Voz da Profecia na Cidade do Cabo oferece vários cursos (em Inglês, Zulu, Xhosa, Africâner e outros idiomas) e continua tendo milhares de alunos ativos.